Ele tocou no meu ombro - Relato 301
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Produção: Ronni Goltara
- Alimentação EspiritualReligião católica e suas limitações · Dom de benzedor · Raízes espirituais e Umbanda · Centro espírita do bisavô
- Experiências sobrenaturais pessoaisArrepios e cutucadas · Sensação de presença · Mãos saindo da parede · Visões de vultos
- Infância de GisèleMedo de dormir sozinho · Visões de pessoas · Incapacidade de explicar para crianças
- Impacto do deveria na vidaSensação de vida estagnada · Dificuldade em desenvolver novos projetos · Diagnóstico de TDH · Dom de protelar
- Comunicação com a comunidadeApoio ao podcast · Grupo de debate · Loja de camisetas · Meta de apoiadores
Um belo de um dia em casa, eu sempre, eu trabalhava à noite na época, né? E minha esposa trabalhava durante o dia. Aí eu chegava em casa de madrugada. Eu saía quatro horas da tarde, chegava em torno de duas, três horas da manhã em casa. E eu sempre, quando eu passava o portão, eu sentia um arrepio. Alguma coisa, alguma cutucada, uma coisa estranha. Inclusive uma casa que eu morei...
Que era de uma pessoa da minha família. E aí a casa estava lá. A inquilina ia sair. As pessoas falaram. Pode morar lá. Por tempo que vocês precisarem. Depois. Na hora que vocês comprarem. Alugar uma outra casa. Vocês saem. Não tem problema nenhum. E eu fui. Só que a mulher que morava naquela casa.
Era dona de uma funerária. Até aí, pra mim, beleza, tudo bem. Mas enfim, aí fui conhecer mais sobre meu avô. Perguntar mais as pessoas, né? Aí me falaram que ele tinha livros. E esses livros ele deixou pro meu avô. E meu avô falou que ninguém ia ver esses livros. Porque tinha coisa lá que não era pra ninguém olhar e tal. E aí tem essa discussão. E todas as vezes que eu vejo ele, eu tento, pergunto. Mas ele esquiva, sabe? Não fala. Hoje meu avô é católico. Extremamente católico, sabe?
O incrível é que às vezes você vê muitos relatos de que essas coisas, nossa, me fizeram isso, fizeram aquilo, tentaram jogar alguma coisa em mim, mas cara, isso nunca aconteceu comigo. Nunca, eu só vejo eles passando.
Eu não escuto, nem nada. Eu vejo passar e às vezes eu sinto um arrepio. Às vezes eu sinto uma cutucada no ombro. Ou que alguém, sabe, você sente que alguém põe a mão no seu ombro. E, enfim, eu sempre vi essas pessoas. Essas pessoas não falavam nada, não faziam nada. Elas apenas ficavam em volta de mim e ficavam me olhando. E aí como é que você explica para uma criança de 9, 10 anos que ela não está vendo isso? Que é só coisa da cabeça dela.
Olá, eu sou o Zero, seu anfitrião, e essa é a fita de número 301 dos relatos flutuantes. Explicáveis ou não, relatos sobrenaturais ganham vida própria no populário. Quantos deles você conhece? E quantos casos sequer são relatados? Ajeite seus fones de ouvido e esteja preparado para experimentar um deles agora.
E aí, zero? E aí, pessoal dos relatos voltantes, tudo beleza? Então, meus relatos são o seguinte. Eu trabalho com máquina agrícola, sou tratorista. Então, geralmente, o meu horário de trabalho é para começar em torno de quatro, quatro e meia da manhã.
É raro os dias que eu começo um pouco mais tarde Então é bem escuro, na madrugada, sabe Então às vezes pelo Da cabine você vê alguma coisa ou outra assim no céu Muitas vezes eu apago todas as luzes da máquina Só pra ter uma olhada melhor, sabe
Mas enfim, os meus relatos em si são sobrenaturais. Assim, eu sempre fui uma criança que tive muito medo de dormir sozinho, sabe? Tinha muito medo mesmo, não dormia. Ou eu passava a noite quase que em claro até chegar exaustão e capotar mesmo, desligar. Ou dormia com a luz acesa, ou dormia de coberta, cobria até a cabeça.
E assim, mesmo no calor, porque a minha cidade aqui, interior de São Paulo, é bem quente, sabe? Mesmo no inverno a temperatura é bem amena. Mas enfim, por que isso tudo? Eu via pessoas perto de mim. Pessoas que talvez não deveriam estar ali, né? Mas eu via e não sabia o porquê. E ninguém conseguiria me explicar. Eu venho de uma família católica.
E eles não entendiam o que estava acontecendo. E não posso culpar eles também, né? Porque quem conhece, passou pelo catolicismo, sabe como é que é, que isso não deve ser levado em consideração. A gente tem que rezar, tem que orar e tal. Mas, sei lá, cara, comigo não funcionava.
E, enfim, eu sempre via essas pessoas. Essas pessoas não falavam nada, não faziam nada. Elas apenas ficavam em volta de mim e ficavam me olhando. E aí como é que você explica para uma criança de 9, 10 anos que ela não está vendo isso? Que é só coisa na cabeça dela.
E aí, enfim, o tempo foi passando, isso todas as vezes, todas as vezes, até que um dia eu não consegui dormir de jeito nenhum e ouvi essas pessoas e coisas assim. E falei, não, eu não vou dormir essa noite. Aí chamei minha mãe, né? Eu falei, não consigo dormir. Ela falou, não, vamos lá então que eu vou lá, eu fico lá no seu quarto um pouco até você dormir. E cara, minha mãe me fala até hoje, ela arrepia. Bom, até eu arrepio.
Eu deitei na cama e ela ficou lá do meu lado, esperando. E eu falei que eu não conseguia dormir, não tava conseguindo. Aí eu dava uma cochilada do outro e acordava. Até que a cama andou. Aí eu olhei pra cara dela, olhou pra minha cara e falou assim... Tá bom. Pra isso eu não tenho explicação. Se foi coisa da cabeça, foi da cabeça nossa.
E sabe, aí depois me deu muito sono, mas muito sono mesmo. E eu dormi, apaguei. Dormi mesmo. Aí o tempo foi passando e eu sempre vendo essas coisas. Às vezes vi uma pessoa ali, outra aqui. Às vezes de canto de olho, um vulto, uma coisa assim, outra ali. E não dormia, não dormia, não dormia direito. Aí tem um falecido parente nosso.
Pra falar a verdade. Pra nossa região. Que foi uma perda. Que ele era um cara assim. Sem precedentes. Ele é o famoso benzedor. De interior. E aí a gente sempre ia lá. E minha mãe comentou com ele.
Aí ele falou pra mim assim E pra minha mãe, meu pai tava junto também Ele falou assim Olha, o negócio é o seguinte Ele tem Ele falou um dom Mas eu acho que, sei lá, parece que a gente se põe no pedestal E falar que eu tenho um dom
Não sei, parece que me soa como se eu me colocasse num pedestal. Eu não acho certo isso. Porque ninguém nasceu com estrelinha na testa, né? Mas enfim, palavras dele. Ele falou assim, ele tem um dom. Mais cedo ou mais tarde, ele vai ter que aceitar isso aí e vai ter que ir atrás disso aí. E vai ter que entender como isso aí funciona. Queira ele ou não, queira vocês ou não. Isso aí tá com ele, é dele. Isso aí não tira. A gente pode fazer algumas coisas aqui, algumas orações pra isso diminuir.
Mas ele nunca vai parar de ver, mais cedo ou mais tarde ele vai ter que tomar alguma providência quanto a isso. Enfim, eu não lembro o certo que foi feito, sabe? Eu tive um flash ali, uma coisa branca ali, uma tela branca ali e não lembro de nada do que foi feito, mais do que foi falado, eu só lembro disso. E a vida continuou e de certa forma a coisa assim, parou um pouco.
Não via com tanta frequência. Às vezes um flashzinho, outro ali. Até hoje, eu tenho 30 anos. Não vejo mais. Assim, essas coisas desse jeito. Ainda continuam os flashes. Só que, sabe, você percebe que parece que a minha vida estagnou ali. Parou. É.
Eu percebo que muitas coisas que eu tento fazer acabam não dando certo. Muitas coisas que eu tento... Alguma coisa nova que eu tento desenvolver parece que estagna ali, sabe?
A coisa trava. E aí, com isso na cabeça, eu falei, não. Cara, tem alguma coisa errada. Não é possível. Procurei psicólogo já. Minha psicóloga, inclusive, ela tentou um diagnóstico para a TDH. Ela falou, você tem muitos marcadores, mas eu não consigo te dar um parecer técnico. Isso aí você vai ter que ir com um psiquiatra. Mas, por fim, por irresponsabilidade minha, acabei abandonando o diagnóstico e tudo.
E vida que segue, né? O dom de protelar eu tenho. E uso muito. Enfim, aí eu comecei a tentar entender tudo que está acontecendo de verdade. Comecei a procurar e ler um livro daqui, uma notícia dali, uma coisa daqui, outra coisa dali, um texto ali. E comecei a procurar.
E aí procura daqui, procura dali E eu me deparei com uma coisa Que aí falaram Eu vi num Eu não lembro se era um livro ou um podcast que eu ouvi Comentando sobre Às vezes a gente tem uma raiz que é de outro lugar A gente tá numa religião, mas A gente não se sente Bem naquela religião e tal E aí eu falei Tá, como é que é isso? Porque até então eu ia na igreja Mas eu não sentia nada, sabe? Eu ia lá, mas Eu ia lá, mas
O padre falava, todo mundo falava, e eu via que todo mundo sentia aquilo, sabe? E eu, pra mim, não sentia nada, pra mim não acontecia nada. Eu falei, tá, talvez aqui não é meu lugar então. Aí foi onde eu, não fui mais na igreja católica, não por odiar, por maldade, nem nada. Só que eu falei, tá bom, eu entendo que não é meu lugar.
E eu percebi que a coisa deu uma destravada, de certa forma, mas não o tanto que eu queria. Aí comecei a pesquisar mais, pesquisar mais sobre raízes, né? E conversando com a minha mãe e com o meu avô, eles me falaram. O meu finado bisavô, que é uma pessoa que eu tive muito pouco contato, sabe? E eu me arrependo de talvez não ter tentado um contato melhor, mas também era criança na época e tal. Eu descobri que ele tinha um centro espírita. E descobri que ele era indígena.
E ele contava a história, que ele vivia no mato. E eu não sei se laçaram ele no mato, trouxeram ele pra trabalhar como escravo, alguma coisa assim. Ou como foi certa a história. Isso eu preciso perguntar certo pra minha mãe e pro meu avô. Mas o fato é que ele era um sacerdote espírita. Antigamente se falava espírita, hoje é mais dito como umbanda, né? E minha mãe fala que ele recebia Exu, Preto Velho, sabe? Essas coisas.
E aí eu falei, tá bom. Aí até então eu não conhecia tanto assim, umbanda, nada. Eu comecei a procurar mais. E sabe quando você vê uma coisa, você sente aquele arrepio elétrico, você fala, nossa. Putz, é isso. Você sente alegria de ver aquilo, que aquilo de certa forma te faz bem, te dá gás e motivação. Eu comecei a pesquisar mais, pesquisar mais.
Eu falei, tá, acho que talvez é isso. E comecei a pesquisar sobre meu avô. Hoje, hoje, eu não tenho religião nenhuma, sabe? Eu não sigo nenhuma, assim.
Deveria ter ido conhecer a Umbanda, deveria, ainda quero, mas não fui ainda, um pouco por falta de tempo, outro por falta de vontade mesmo, pelo dom da protelação. Mas enfim, aí fui conhecer mais sobre meu avô, perguntar mais as pessoas, aí me falaram que ele tinha livros e esses livros ele deixou pro meu avô e meu avô falou que ninguém ia ver esses livros porque tinha coisa lá que...
Não era pra ninguém olhar e tal. E aí tem essa discussão. E todas as vezes que eu vejo ele eu tento, pergunto, mas ele esquiva, sabe? Não fala. Hoje o meu avô é católico, extremamente católico, sabe? E beleza. Eu senti que a vida, de certa forma, deu uma deslanchadinha de leve.
Mas, assim, eu nunca parei de ver as coisas. Sempre vejo alguma coisa ou outra. O medo que eu tinha antes, depois de procurar entender melhor, sabe, como tudo funciona, eu não tenho mais. Hoje, pra mim é, sei lá, quando eu vejo um vulto, alguma coisa assim, pra mim é segunda-feira, sabe.
minha esposa tem um pouco de medo, às vezes eu vejo alguma coisa de casa, eu paro, dou uma olhada, ela falou, o que você viu? Eu falei, não, não vi nada, não, agora você fala, aí eu acabo falando para ela, ela fala, não, eu me arrependo de perguntar, ela tem um pouco de medo, assim, mas, assim, o incrível é que às vezes você vê muitos relatos de que essas coisas, nossa, me fizeram isso, fizeram aquilo, tentaram jogar alguma coisa em mim, mas, cara, isso nunca aconteceu comigo.
nunca, eu só vejo eles passando, eu não escuto nem nada, eu vejo passar e às vezes eu sinto um arrepio, às vezes eu sinto uma cutucada no ombro, ou que alguém, sabe, você sente que alguém põe a mão no seu ombro, inclusive uma casa que eu morei,
que era de uma pessoa da minha família, e aí a casa estava lá, a inquilina ia sair, as pessoas falaram, pode morar lá, por o tempo que vocês precisarem, depois, na hora que vocês comprarem o lugar em uma outra casa, vocês saem, não tem problema nenhum. E eu fui. Só que a mulher que morava naquela casa, era dona de uma funerária. Até aí, para mim, beleza, tudo bem.
Um belo de um dia em casa, eu sempre, eu trabalhava à noite na época, né? E minha esposa trabalhava durante o dia. Aí eu chegava em casa de madrugada. Eu saía quatro horas da tarde, chegava em torno de duas, três horas da manhã em casa. E eu sempre, quando eu passava o portão, eu sentia um arrepio. Alguma coisa, alguma cutucada, uma coisa estranha. Mas até então, beleza, né? Vida que segue. E um belo de um dia, eu fiquei de férias, peguei uma semana de férias da empresa que eu trabalhava.
E tava em casa eu com meu filho. Meu filho olhou pra minha cara e falou. Pai, a casa não é nossa não. Foi claro que não, Nicolas. Não pai, a casa é do homem que mora aqui em cima. Quem? Que mora em cima?
É, é de um homem que mora aqui em cima. Falei, putz. Falei, lascou, hein? Eu sempre senti alguma coisa estranha. Falei, agora tu vem falar de homem que mora aqui em cima? Aí você me lascou. Aí ele apontou assim pra cima, sabe? A gente tava na sala, assistindo TV, deitado lá na sala. Ele falou assim, ó lá, ele tá aqui olhando pra gente, ó.
Fala, meu, aí você me sacaneou. Bom, aí na outra semana eu peguei, levei meu filho na minha sogra, né? Deixei ele lá uns dois dias. E, cara, eu aprendi um negócio sobre defumação. Mas eu defumei essa casa num tanto que eu acho que os vizinhos acharam que eu tava pondo fogo na casa, cara. Eu falei, não, meu, até que é comigo, até que vocês estavam mexendo comigo, eu aceitei numa boa. Relevei, aguentei tudo. Falei, agora o meu filho não, cara. Falei, a conversa é diferente.
Enfim, depois ele nunca mais questionou nada, nunca mais perguntou nada, não falou nada. Mas naquela casa, às vezes eu via mão saindo da parede, sabe? Às vezes eu via gente passando lá fora e eu olhava de um lado e a minha esposa estava sentada. Eu falei, tá, acho que não tinha ninguém lá, né? E sempre essa sensação de arrepio, sabe? Meio estranha. Às vezes eu acordava do nada, à noite, assim, escutando um barulho.
E tá bom, cidade, tem vizinhos, tem cachorro nos vizinhos, eu não tinha, mas tinha cachorro, nos vizinhos tinha gato, às vezes o gato pulava lá e tal, mas era muito estranho, sabe? Enfim, aí de lá pra cá, foi só isso aí, de quando a minha mãe passou por esse benzedor aqui da região, foi só isso aí, nunca mais vi nada assim de extraordinário igual antes, mas nunca parei de ver também.
Bom, esse é o meu relato. Ele é um sobrenatural um pouco mais leve, né? Não é tão pesado igual o pessoal fala por aí. Mas espero que tenha contribuído aí um pouco com vocês. E se eu lembrar de mais alguma coisa, assim, que aconteceu, tiver mais alguma informação, ouviu mais alguma coisa de estranha, eu mando pra tu aí. E ou de ufológico também, né? Mas...
Valeu Zero, valeu galera, e nós somos uma nave.
Muito bem, flutuante. Zero aqui para mais um recadinho no final desse episódio. Eu queria primeiro agradecer a todo mundo que ajudou e participou do nosso especial de número 300. Foi um episódio longo. Vi que muita gente foi ouvindo por parcelas durante a semana. Mas toda quinta-feira tem relato novo, então toma aí mais um. E, bom, vamos seguindo. Reitero aqui a nossa meta.
de 100 apoiadores para a gente desbloquear esse projetinho novo. Se você não ouviu o 300, cara, volta lá e escuta, porque lá no finalzinho eu dou mais ou menos uma pincelada sobre o que vai ser esse novo projeto de storytelling aqui dos relatos flutuantes. Mas é isso, vamos seguindo. Essa semana eu quero agradecer.
a quem chegou na nave. Então, um grande abraço aqui, um obrigado ao Gustavo, que se tornou um apoiador durante essa semana. E também agradeço ao Thales, que adquiriu algumas de nossas camisetas aqui da loja Flutuante. Ele adquiriu a camiseta do Alien.
a noite oficial dos OVNIs e do show de Truman, com artes exclusivas lá na nossa lojinha flutuante. Se você ainda não conhece, lojaflutuante.com.br. Lembrando que ao adquirir uma camiseta da lojinha flutuante, o valor do lucro é todo destinado à nossa produção, à nossa casa dos relatos flutuantes.
Beleza? Então por aqui eu vou ficando. Semana que vem tem mais programa, tem mais relato. Tem aí chegado alguns relatos bem bacanas. Então vamos embora fresquinho para a nossa jornada do 301 ao 400. Por aqui eu vou ficando. Até semana que vem. Aperte o cinto e não se esqueça. Nós somos uma nave.