Memórias póstumas do debate da Globo
Entrevistado: Ian Alves Ferreira, sociólogo e doutorando em ciências políticas pela UFMG
O debate presidencial da Globo, visto como o mais importante da corrida eleitoral, foi cancelado a menos de 2h do início planejado. Tudo começou quando Renan Santos (Missão), através de uma determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, pôde participar do encontro.
O Tribunal Superior Eleitoral, também teve algumas ressalvas sobre a realização do debate, que iam inclusive em proteção ao atual presidente. E com a ausência no debate confirmada, Lula optou por dar entrevista ao Flow Podcast, atingindo picos de um milhão e meio de pessoas acompanhando ao vivo.
A substituição de Lula por uma entrevista em um podcast se mostrou um verdadeiro jogo de mestre, pois foi o único que pode aparecer ao vivo na noite de ontem. O senador Flávio Bolsonaro (PL), que desistiu de participar do debate por causa da presença de Renan, até chegou a fazer uma live também com boa parte do panteão da direita, mas ficaram abaixo das metas de audiência, com picos de 520 mil pessoas assistindo simultâneamente.
Para entender como os candidatos pretendem seguir as campanhas a menos de 48h do primeiro turno, como a interferência jurídica tornou a reta final anticlimática e se houve um vencedor com a não realização de mais um debate, conversamos com Ian Alves Ferreira, sociólogo e doutorando em ciência política pela UFMG.