O peso do antipetismo em 2026
Entrevistado: Lincoln Secco, professor de História Contemporânea na USP e autor de História do PT
O antipetismo não é novidade nas disputas eleitorais. Desde a primeira prova de fogo do partido, nas presidenciais de 1989, o sentimento de rejeição e temor do que o PT representava já era explorado pelos adversários.
A situação até melhorou com os governos Lula 1 e 2 e Dilma 1, mas a partir de 2014, com a operação Lava-jato e o impeachment de Dilma Rousseff, a situação só se agravou e tornou o Partidos dos Trabalhadores o maior símbolo a ser combatido pela direita brasileira.
Em 2026 todos os adversários estão à direita de Lula na disputa e todos usam do discurso antipetista para tentar atrair o eleitorado. Ainda não temos como descobrir qual será o peso do antipetismo no resultado que vai sair das urnas no domingo, mas nada indica que a esquerda vai ter uma trégua no segundo turno.
A gente conversa com Lincoln Secco, professor de História Contemporânea da USP e autor do livro "História do PT", para entender como o antipetismo se manifesta em 2026, depois de todo um histórico de ataques, perdas e ganhos.