O ataque ao voto feminino
Entrevistada: Tatiana Vargas-Maia, professora de Relações Internacionais da UFRGS
O blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, disse há dois meses que mulheres votam mal. A declaração foi uma bomba na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, que repudiou as declarações do aliado.
Mas Paulo não está sozinho nesse movimento. A ideia de restringir o direito universal ao voto, especialmente o de mulheres, surge no contexto dos Estados Unidos e vem aos poucos sendo importado para o Brasil.
Além de Figueiredo, Orlando Lima, uma das lideranças do partido Missão, que tem Renan Santos como candidato ao Planalto, destaca no fascículo 6 do Livro Amarelo, cartilha ideológica do grupo, que quem recebe benefícios sociais deveria ter o direito de votar restringido.
Os ataques da extrema direita querem impor o chamado "voto familiar", que seria um único apoio dado por todos os integrantes de uma família.
Para discutir os ataques ao voto feminino, conversamos com Tatiana Vargas-Maia, professora de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que fala das violências de gênero que rondam as eleitoras, os impactos de medidas como o voto familiar e analisa caminhos para dialogar sobre a importância do voto e da representação de mulheres.