Como a eleição afeta nosso emocional
Entrevistados: André Sueiro, psicólogo e professor universitário e Christiano Jardim, psicólogo
O Brasil vem deixando a gente ansioso há pelo menos 10 anos.
Com sucessivas crises e eventos históricos é difícil não se deixar impactar por como a política brasileira na última década mexeu com nosso humor, nossa ansiedade, nossas relações interpessoais.
Faz anos que a gente vê o país dividido e muita gente decidindo em quem votar com base na rejeição que tem do outro candidato, com base no medo do que pode acontecer no país se o adversário se eleger, sem falar no temor de que aqueles casos de violência que ouve no noticiário cheguem até nós. A bipolaridade se instaurou, e o que antes gerava uma revolta, uma competição, agora parece gerar cansaço.
E isso está perceptível nas eleições atuais. Não é uma sensação de normalidade, mas de apatia, torpor, exaustão causada por tantos acontecimentos e pela divisão que a política nos trouxe e diante desse cenário e das opções de candidatos disponíveis para voto o eleitor parece cansado.
O Porquê de hoje fala do sofrimento mental causado pela política. A gente conversa com o psicólogo e professor da Universidade de Sorocaba (Uniso), André Sueiro e com o psicólogo Christiano Jardim, que explicaram como isso se manifesta e o que pode ser feito para lidar com a exaustão e ansiedade, também cuidar das relações diante desse cenário