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Ep. 219 - A Fé no Silêncio de Deus | Estudos em Mateus | Mateus 27.57-66

04 de maio de 202640min
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- Olá, eu sou o Alisson Gomes, criador e responsável por todo o conteúdo do Podcast Biblificando :)

- Sou formado em Teologia e pós-graduado em Interpretação Bíblica pela FABAPAR (Faculdades Batista do Paraná);

- Nesse canal você poderá acompanhar o nosso ministério de ensino das Escrituras, sempre voltado para uma perspectiva reformada;

- Você também pode cooperar financeiramente com o nosso ministério através do pix: oficialbiblificando@gmail.com

- Espero que através do conteúdo desses podcasts, o Senhor te faça crescer um pouco mais em conhecimento e graça vindos da parte DELE.

Participantes neste episódio1
A

Alisson Gomes

HostTeólogo
Assuntos7
  • A morte de JesusPedido do corpo de Jesus por José de Arimateia · Envolvimento do corpo em linho limpo · Depósito no túmulo novo · Rolagem da pedra na entrada do túmulo
  • Declarações de féFé verdadeira se posiciona mesmo com custo · Fidelidade a Cristo não depende das circunstâncias · Nenhum esforço humano pode impedir o plano de Deus · Oração para moldar a vontade humana à vontade de Deus
  • O silêncio de Deus como prelúdio da vitóriaDeus trabalha no tempo determinado por Ele · A necessidade de não pular etapas com Deus · Jesus venceu a morte
  • Coragem de José de ArimateiaDesapego das riquezas e posição social · Sensibilidade espiritual e reconhecimento de Jesus · Posicionamento público e identificação com Jesus · Honrar Jesus mesmo ferido e morto
  • Funeral e repercussão socialCoragem e posicionamento público de José de Arimateia · Fidelidade das mulheres (Maria Madalena e a outra Maria) · Resistência e medo dos líderes religiosos (fariseus e principais sacerdotes)
  • O Plano de Deus para a HumanidadeMedo dos líderes religiosos da ressurreição · Pedido de guarda a Pilatos · Inutilidade do esforço humano diante do poder de Deus · Cumprimento do plano de Deus
  • Aparentemente silêncio e derrotaVisão humana do fim da história de Jesus · Tentativas humanas de controlar a situação (selar o túmulo, colocar guardas) · Deus conduzindo a história para o cumprimento do seu plano
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Amém, irmãos? Vamos dar continuidade aos nossos estudos no Evangelho de Mateus. Hoje nós iremos finalizar o capítulo 27. Nós já estamos a alguns estudos neste capítulo e hoje nós vamos finalizá-lo.

Abra sua Bíblia, então, em Mateus 27, e nós vamos ler dos versículos 57 até os 66. Mateus 27, dos 57 até os 66. E o nosso tema de hoje é a fé...

no silêncio de Deus. Vamos ler o texto? Diz assim. Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que era também discípulo de Jesus. Este foi até Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que o corpo lhe fosse entregue.

E José, levando o corpo, envolveu-o num lençol limpo de linho e o depositou no seu túmulo novo, que ele tinha mandado abrir na rocha. E rolando uma grande pedra para a entrada do túmulo, foi embora. Estavam ali sentadas em frente do túmulo Maria Madalena e a outra Maria.

No dia seguinte, que é o dia depois da preparação, os principais sacerdotes e fariseus se reuniram com Pilatos e disseram,

Senhor, nós lembramos que aquele enganador, enquanto vivia, disse, depois de três dias ressuscitarei. Portanto, mande que o túmulo seja guardado com segurança até o terceiro dia, para que não aconteça que vindo os discípulos dele o roubem e depois digam ao povo, ressuscitou dos mortos.

E este último engano será pior do que o primeiro. Pilatos respondeu, uma escolta está à disposição de vocês. Vão e guardem o túmulo como bem entenderem. Indo eles, montaram guarda ao túmulo, selando a pedra e deixando ali a escolta. Irmãos, este é um momento de aparente silêncio.

e de aparente encerramento da história. Jesus foi crucificado, aparentemente está morto, e agora ele já havia sido sepultado, ele estava sendo sepultado. Então, aos nossos olhos, aos olhos humanos, parece que é o fim. Parece que não tem mais o que fazer. Parece que daqui em diante a história terá que ser escrita novamente de outra forma por outra pessoa.

O corpo de Jesus foi colocado em um túmulo e uma grande pedra é colocada na frente da entrada para que ninguém enrolasse essa grande pedra, para que ninguém tirasse, para que não facilitasse.

retirarem o corpo de Jesus dali, e como se não bastasse, uma escolta, a guarda ali, foi posicionada, foi disponibilizada para estar ali garantindo que nada acontecesse. Então, é uma cena que traz uma ideia de derrota. É uma cena que traz a ideia de interrupção de algo que estava sendo criado. De algo...

passava a imagem de algo que terminava de forma trágica. Só que quando nós olhamos com mais atenção, nós percebemos que esse momento revela muito mais do que um simples sepultamento. Aqui nós vemos diferentes reações diante de Cristo. Um homem que demonstra coragem e se posiciona publicamente, pedindo o corpo de Jesus. Mulheres que permanecem fiéis mesmo em meio à dor.

E em contrapartida, os líderes religiosos que, mesmo após a morte de Jesus e todos os sinais que essa morte trouxe, como nós vimos na semana passada, eles continuam resistindo a essa verdade. Então, cada atitude expõe o coração do homem diante de Deus.

Além disso, esse texto também nos mostra uma tensão aqui muito importante, que é, enquanto os homens tentam controlar a situação, selando o túmulo ali, colocando guardas ali para que nada acontecesse, Deus já está conduzindo a história, Deus já está conduzindo tudo ali para o cumprimento do seu plano, e nada pode frustrar o plano de Deus.

Então, aquilo que parece ser o fim de tudo, na verdade, era o cenário da vitória sendo preparado por Deus.

Por isso que esse não é só um relato sobre o sepultamento de Jesus. É um chamado para que nós possamos refletir diante de um Cristo que foi morto e colocado na sepultura, como as pessoas reagiram. E mais importante, como nós reagimos diante disso tudo que aconteceu, que Jesus realizou. E nós podemos destacar duas verdades importantes aqui.

A primeira delas é a coragem deste homem, José de Arimateia. Pela lei romana, as pessoas condenadas à morte, elas perdiam não apenas os seus bens, mas também o direito a um sepultamento digno.

Muito provavelmente, que era o que acontecia na maioria das vezes, quando alguém era crucificado, como nós vimos, a crucificação era a pior das mortes naquele momento, naquela época, era uma morte destinada aos piores criminosos naquele momento. E, na maioria das vezes, essas pessoas que morriam crucificadas eram deixadas ali.

para que o seu corpo apodrecesse, para que definhasse ali até se acabar. Só que então chama muito a nossa atenção, também por outro lado, que nenhum familiar próximo de Jesus ou os próprios discípulos voltaram ali, se aproximaram para pedir o corpo de Jesus.

Mas José de Arimatea, que tinha tudo para não fazer isso, porque ele era um homem importante, ele era membro do Sinédrio. Sinédrio esse que era o mesmo tribunal que havia acabado de condenar Jesus. Ele fazia parte daquelas pessoas, daqueles líderes ali. Ele tinha uma importância.

Só que como diz lá em Lucas capítulo 23, versículo 51, José de Arimatea não concordava com aquela situação, com aquela decisão. E além disso, ele também era um homem muito rico, como era comum aos membros do Sinedro também. Só que ele não estava preso às suas riquezas. Então vejam, irmãos, que a questão não é a riqueza.

A questão é o que a riqueza faz com o homem, que muitas das vezes aprisiona o homem, faz do homem refém. Não era o caso deste homem, ele esperava o reino de Deus.

Ou seja, ele tinha sensibilidade espiritual, ele reconhecia quem Jesus de fato era. Por isso que ele vai até Pilatos como um ato de coragem e pede o corpo de Jesus para que ele pudesse sepultar em uma cova, em um túmulo que era seu, que ele mandou fazer. E é interessante nós notarmos um detalhe.

E quando José faz esse pedido, o texto usa uma palavra que expressa cuidado, que expressa valor pela pessoa de Jesus. E quando Pilatos autoriza e entrega o corpo de Jesus, o texto já usa um termo um pouco mais frio, tratando Jesus ou o corpo de Jesus naquele momento como só mais um cadáver.

Isso mostra como as pessoas podem ter visões completamente diferentes sobre o mesmo Jesus.

Alguns o tratam com amor, com reverência, com fidelidade e obediência, enquanto outros o ignoram, enquanto outros o tratam com indiferença, enquanto outros, mesmo sabendo quem ele é, vendo o que ele faz, o que ele fez, continuam ignorando e não se importando.

E aí depois de receber então o corpo de Jesus, José retira ele da cruz, envolve um lençol limpo, de linho o texto diz, e o coloca lá em seu túmulo, um túmulo novo, que ele mesmo havia preparado. Depois ele rola ali uma grande pedra no túmulo e se retira. Irmãos, José não teve vergonha de se identificar com Jesus.

mesmo sabendo que ele havia sido condenado à morte. A imagem de José aqui poderia ficar denegrida diante das pessoas. O filme dele poderia ficar queimado, como nós costumamos dizer. Como que ele, um homem que pertencia ao Sinédrio, parte daquele escopo todo, parte daquela liderança, como ele estaria preocupado com o corpo de um criminoso?

condenado à morte de cruz, mas ele não se importou com isso, ele se posicionou publicamente. Enquanto muitos honraram Jesus apenas quando ele realizava milagres, José o honrou quando ele estava ferido e morto. Nós não temos relatos de que José de Arimateia estava lá presente no meio dos milagres?

Talvez ele pudesse até estar em algum momento presenciando, vendo alguma coisa do tipo, mas o seu ato de maior grandeza na história bíblica é justamente quando Jesus, o Jesus homem, morreu. Jesus não, teoricamente, aos olhos humanos, Jesus não estava vendo o que aquele homem estava fazendo por ele. Obviamente que nós sabemos que ele tudo vê, né?

Mas humanamente falando, para as pessoas que estavam vendo aquele ato de José, ele estava agindo como um louco. Irmãos, isso nos lembra que existem verdadeiros seguidores de Cristo, que muitas vezes não aparecem, mas que no momento certo eles demonstram fidelidade e coragem.

Às vezes nós estamos preocupados em nos tornarmos centro da atenção. Em sermos as estrelinhas que mais brilham no céu de Jesus. Mas não é isso que nós devemos estar preocupados. Não é com isso que nós devemos estar preocupados, irmãos.

A nossa preocupação deve ser em honrar o nome do Senhor, onde quer que nós estejamos e independentemente das situações que nós estamos vivendo. Uma outra questão que chama a nossa atenção, nesse trecho que lemos, é a presença de duas mulheres.

Elas acompanharam Jesus, algumas mulheres acompanharam Jesus até o Gógota, o lugar da crucificação de Jesus. Só que também foram até o local onde ele foi sepultado. É como se elas não quisessem abandonar a presença de Jesus em momento algum. Elas estiveram presentes ali em todo o processo, observando atentamente tudo o que estava acontecendo com o mestre.

Mateus destaca aqui, né, Maria Madalena, e ele diz a outra Maria, que no caso aqui é a mãe de Tiago. Elas estavam ali sentadas em frente ao túmulo. E é um detalhe, irmãos, que nos mostra que elas não estavam apenas de passagem ali. Elas permaneceram com atenção, com dedicação.

Essas mulheres serviram a Jesus durante a sua vida e continuaram demonstrando o seu amor e a sua fidelidade, mesmo após a sua morte. Mesmo que talvez aos olhos delas nada mais pudesse ser feito.

Elas permaneceram ali, presentes, firmes e comprometidas. Isso nos revela um tipo de fé perseverante, que não depende das circunstâncias, mas do amor por Jesus. Porque muitas vezes nós estaremos diante de circunstâncias, de situações em que parece que Deus está morto. Que Ele não reage, que Ele não fala, que Ele não faz nada por nós.

Mas tudo que ele precisava fazer já foi feito. Na cruz do Calvário. E agora cabe a nós nos posicionarmos diante do Senhor. E vivermos uma vida reverente. Vivemos uma vida de fidelidade a Ele. Além de tudo isso, um outro detalhe sobre esse trecho que lemos.

é a parte em que fala sobre a guarda do sepulcro. Os principais sacerdotes e os fariseus, eles não ficaram satisfeitos com a morte de Jesus. Eles fizeram o que fizeram, até que conseguiram aquilo que eles queriam. Só que eles não estavam satisfeitos, porque eles não podiam admitir que o corpo de Jesus sumisse de lá.

Eles fizeram ali uma nova tentativa de controlar aquela situação, de fazer com que houvesse guardas ali, para que ninguém se aproximasse do túmulo de Jesus e roubasse o seu corpo e inventasse depois a história de que ele ressuscitou. Como eles dizem aqui a Pilatos, esse seria um engano ainda maior. Então eles achavam isso, que os discípulos podiam fazer isso.

Perceba, irmãos, que mesmo rejeitando Jesus, eles tinham consciência e conhecimento daquilo que ele tinha anunciado. Isso faz deles ainda mais culpados, porque eles conheciam a verdade. Eles não quiseram crer.

Eles não quiseram obedecer, mas eles sabiam, tanto sabiam que tentaram se precaver aqui de todas as formas. Na verdade, o medo deles não era da mentira, o medo deles, na verdade, era da possibilidade daquilo ser verdade ou então deles perderem o controle sobre o povo.

Porque o grande trunfo que eles tinham era que eles governavam, eles dominavam sobre o povo. Por isso eles queriam impedir qualquer situação que fortalecesse a mensagem de Jesus. Ou que desse crédito à mensagem de Jesus. Ou que fizesse as pessoas desconfiar de que a mensagem de Jesus era verdadeira.

E aí Pilatos até atende ao pedido deles. Até se nós lermos aqui o texto com um pouco mais de zelo, dá a impressão de que a resposta de Pilatos é uma resposta até meio que... Lá aí tem guarda, leva lá, pode colocar lá, faz o que vocês quiserem. Os guardas estão à disposição de vocês.

como se ele não estivesse se importando para aquela situação, como se para ele, de fato, fosse só mais um criminoso que ele crucificou, que ele mandou crucificar. E pode levar guarda, não vai mudar nada. E aí eles fizeram isso. E a ideia era muito simples, era essa, de impedir qualquer acesso ao corpo de Jesus.

Porque eles não queriam que nada saísse do controle das suas mãos. Só que toda essa preocupação deles se mostra inútil diante do poder de Deus. E nós veremos isso no próximo capítulo. Nós veremos que nenhuma pedra, nenhum selo, nenhuma guarda poderia impedir aquilo que Deus havia determinado.

Eles podiam colocar todos os exércitos disponíveis na face da terra, na frente daquele túmulo. Eles poderiam soterrar aquele túmulo. Nada disso impediria o plano de Deus. O túmulo não foi aberto para que Jesus saísse, mas para que todos pudessem entender que ele havia ressuscitado.

A pedra, ela foi removida. O selo foi quebrado. Os guardas ficaram sem reação. Nós vamos ver isso ainda. E Jesus venceu. A sua palavra se cumpriu. Ele triunfou. Aquele que foi colocado na sepultura, hoje vive para sempre.

Isso nos leva a algumas aplicações também. Em primeiro lugar, é que a fé verdadeira se posiciona, mesmo quando isso custa. O texto mostra que aquele homem, José de Arimatea, ele tomou uma decisão arriscada para ele, para sua reputação, para sua posição social.

Ele era membro do Sinédrio, um homem respeitado, com reputação, com uma posição elevada. Mesmo assim, ele foi até Pilatos, pediu o corpo de Jesus. Irmãos, não era um ato aqui neutro. Um ato tanto faz. Ele só pediu o corpo de Jesus. Não, irmãos. Isso aqui era um posicionamento público.

Era José dizendo às pessoas, às autoridades, aos seus companheiros de Sinédrio que ele não concordava com aquela decisão e que ele cria em tudo aquilo que aquele que estava crucificado dizia. Era isso que ele estava fazendo com essa atitude. Ele se identificava com alguém que havia sido condenado como criminoso.

Ele estava colocando aqui a sua imagem, a sua segurança e a sua posição em risco. Isso nos confronta, irmãos, porque muitas vezes seguir a Cristo é confortável quando não há custo envolvido. É muito fácil se dizer seguidor de Jesus quando ninguém te confronta.

quando ninguém coloca as nossas mazelas, os nossos gostos, quando ninguém tenta tirar algo de nós, é fácil falar, eu sou crente. Só que o verdadeiro teste da fé acontece quando a nossa fidelidade a Cristo exige coragem, exige desapego.

das nossas coisas, dos nossos bens, da nossa posição na sociedade, da nossa imagem muitas vezes. José não apenas honrou Jesus quando Jesus fazia milagres, mas quando ele estava morto, rejeitado e aparentemente derrotado.

Por isso que nós precisamos diariamente avaliar a nossa fé. No nosso ambiente de trabalho, no meio da nossa família, entre as nossas amizades, muitas vezes nós somos pressionados a nos calar. A nos adaptar ou a nos posicionar claramente como cristãos. Muitas vezes nós receberemos nome de bobo, de tolo.

O exemplo de José mostra que a fé genuína não se esconde quando o cenário é desfavorável, desconfortável. Pelo contrário, é justamente nesses momentos que a fé genuína precisa se manifestar. Porque seguir a Cristo, irmãos, envolve decisão.

Não é sentimento. Enquanto nós vivemos a nossa vida cristã, baseados naquilo que nós sentimos em relação a Deus, a fé, a igreja, aos ministérios, nós estaremos vivendo a vida cristã errada.

E é por isso que nós somos tão volúveis. É por isso que nós temos tantos altos e baixos. Porque nós baseamos a nossa fé, a nossa vida cristã, naquilo que nós estamos sentindo em determinado momento. E quando nós não sentimos vontade de ir à igreja, nós não vamos. Quando nós não sentimos vontade de orar, nós não oramos. Quando nós não sentimos vontade de meditar na palavra de Deus, nós não meditamos.

O texto nos chama a refletir, irmãos, se de fato nós temos nos posicionado por Cristo quando é conveniente ou também quando isso exige coragem. A fé bíblica não negocia a verdade só para fugir de confrontos.

Nós precisamos permanecer firmes em nossa fé, sem abrir mão dos nossos princípios, mesmo quando isso nos custe algo. Em segundo lugar, a fidelidade a Cristo não pode depender das circunstâncias. Aquelas mulheres que aparecem no texto, elas demonstram um tipo de fé que muitas vezes passa despercebido.

O versículo 61 diz que elas estavam sentadas em frente ao túmulo. Parece simples, parece uma atitude comum. Só que aquelas mulheres perceberam ali...

que algo estava acontecendo. Elas perceberam que a palavra do Jesus que elas seguiam durante todo esse tempo estava se cumprindo, por isso elas permaneceram ali mesmo quando tudo indicava que a história havia acabado. Diferente de muitos discípulos que fugiram, elas permaneceram.

Elas não estavam ali por expectativa de um milagre naquele momento. Elas estavam ali por amor, por compromisso, por fidelidade ao Senhor. Elas haviam servido a Jesus em vida e continuariam presentes mesmo após sua morte. Isso nos revela essa fé que não é motivada por resultados imediatos.

mas por relacionamento. O que fez com que aquelas mulheres permanecessem, o que fez com que aquelas mulheres acompanhassem ali toda a trajetória, todo o momento ali de sofrimento de Jesus, era o relacionamento que elas tinham com Ele. Muitos de nós, irmãos, vivemos a nossa fé condicionada às circunstâncias.

Às vezes aos sentimentos e às vezes às circunstâncias. Quando as coisas vão bem, eu estou feliz, eu estou disposto a servir a Deus, eu estou com ânimo, eu vou à igreja. Mas quando as dificuldades aparecem, as frustrações surgem, o silêncio de Deus parece gritar.

a primeira reação que nós temos é de abandonar a Deus. É de se afastar do Senhor. Nós deixamos a igreja, nós não pegamos mais as nossas Bíblias para ler, nós já não oramos mais, quando na verdade deveria ser o oposto. E aí nós só voltamos para Jesus quando tudo parece que já não tem mais jeito. Agora é o fim, agora é o meu parque que eu faço da minha vida. Eu vou para Deus.

Isso é todo mundo, irmãos. Todos nós, todo homem, todo ser humano é assim. Só que o exemplo dessas mulheres nos ensina que a fidelidade verdadeira permanece mesmo quando nós não entendemos o que Deus está fazendo.

Poderia ter sido um momento de extrema frustração para aquelas mulheres, porque, como nós bem sabemos, irmãos, naquela época, a mulher não tinha valor. Ela não tinha voz. E Jesus, em várias circunstâncias, deu voz a essas mulheres. Enxergou essas mulheres com amor, com igualdade.

Talvez essas mulheres tiveram em Jesus o tratamento que elas nunca tiveram em suas vidas. Nem mesmo por um pai. E talvez o sentimento de frustração poderia ser muito grande no coração delas. O único que nos deu ouvidos até hoje morreu. Voltamos para estar casero. Mas não.

Elas permanecem na presença do Senhor, mesmo naquele momento de dor, mesmo em um momento de silêncio. Irmãos, o silêncio de Deus também faz parte da caminhada cristã. Nós desistimos muito rápido, nós paramos muito rápido.

Nós temos exemplos bíblicos de pessoas que perseveraram em oração por 40 anos. E nós não conseguimos fazer isso por uma semana. Sem desistir. Nós devemos continuar orando, servindo.

aprendendo e permanecendo firmes, mesmo quando nós não vemos respostas imediatas. Nós precisamos entender, de uma vez por todas, que Jesus, Deus, não é o gênio da lâmpada. Que você esfrega a lâmpada, ele aparece e realiza seus desejos. Não é. E que bom, porque nós não sabemos pedir.

A maturidade espiritual, irmãos, se revela na constância. Não apenas nos momentos de vitória. Deus honra aqueles que permanecem, mesmo quando tudo parece estar acabado. E em terceiro lugar, nenhum esforço humano pode impedir o plano de Deus.

Aqueles líderes tiveram uma atitude interessante, né? Porque mesmo rejeitando Jesus, eles se lembraram do que Jesus dizia. Que depois de três dias, ele ressuscitaria. Então, eles conheciam a verdade. Não aceitavam, mas sabiam. E eles tentaram controlar essa verdade.

do ponto de vista humano, era um plano muito bem estruturado. Quem botaria a cara contra a guarda romana? Quem iria tentar lá desafiar a guarda para roubar o corpo de Jesus? Estava tudo sob controle. Ninguém poderia se aproximar, nenhuma ação poderia acontecer.

Só que o texto deixa claro que todo esse esforço é inútil. Nenhuma barreira humana pode impedir aquilo que Deus determinou. Irmãos, o que Deus determina não muda. Como o pastor José diz, não tem capeta, não tem demônio, não tem nada nem ninguém que possa mudar.

E sabe de outra coisa? Nem a nossa oração pode mudar o plano de Deus. O que Deus determina, Ele não é como a gente, irmãos, que Ele muda de ideia. Deus não muda de ideia. A Bíblia nos ensina que Ele escreveu cada um dos nossos dias antes mesmo da fundação do mundo.

E esse é um fato. Nós oramos, nós buscamos o Senhor para que esse plano já determinado por Deus possa ser introduzido em nós. Para que a nossa vontade seja transformada e seja moldada pela vontade do Senhor, pelo plano do Senhor. Para que a nossa mente seja reconfigurada.

Para que os nossos planos deixem de ser os nossos e passem a ser os planos de Deus. Por isso nós oramos. A nossa oração não é para mudar Deus, é para nos mudar. Porque quanto mais oramos, mais nos aproximamos do Senhor. E quanto mais nos aproximamos do Senhor, mais nós deixamos de querer aquilo que nós queremos. E nós passamos a entender o que Deus quer.

Nenhuma barreira humana pode impedir o que Deus determinou. Nenhuma autoridade política, nenhum poder religioso, nenhuma força militar, nada pode impedir. Deus não depende das circunstâncias, irmãos. Ele não está limitado pelas ações humanas.

Se Deus dependesse das circunstâncias, irmãos, Ele seria um Deus fraco. A circunstância está no poder das mãos do Senhor. É Ele quem faz e desfaz a circunstância. E isso nos traz...

Dois sentimentos, dois entendimentos opostos. Isso nos traz segurança por um lado, mas isso também nos confronta por outro. Por quê? Nos traz segurança porque muitas vezes nós enfrentamos situações que parecem ser impossíveis de se resolver.

Muitas vezes nós estamos diante de alguns cenários, de algumas circunstâncias na vida que parece que já deu errado, que é o fim, que acabou. Só que o texto nos lembra que Deus continua no controle, mesmo quando tudo parece estar perdido. Então isso precisa nos trazer segurança, esperança, porque Deus não perde o controle.

O controle está em suas mãos. Todos os dias. 24 horas por dia. Só que isso também nos confronta por outro lado, porque nos mostra que resistir à vontade de Deus é inútil.

Então, em vez de tentar controlar, de tentar manipular, de tentar adaptar a vontade de Deus à nossa vontade, nós somos chamados a nos render aquilo que Deus já determinou. É o que eu disse, nós oramos para que o Espírito Santo nos transforme, nos molde segundo o seu querer e a sua vontade.

E assim nós possamos nos render a vontade do Senhor. Aquilo que Ele já determinou. O cenário dessa passagem, irmãos, como eu disse, à primeira vista parece ser o fim. O fim da história. Um corpo sepultado. Uma pedra fechando o túmulo. Uma guarda garantindo que nada poderia acontecer. Só que na verdade...

Esse é apenas o silêncio que antecede a maior vitória da história da humanidade. Então, irmãos, quando parecer que Deus está em silêncio, pode ser que a maior vitória da nossa vida está para chegar. É um fato consumado? Não.

Mas nós temos um exemplo aqui que mostra que pode ser. Porque Deus, ele trabalha segundo o querer e a vontade dele. Deus trabalha no tempo determinado por ele. E como nós bem sabemos, há tempo para todas as coisas.

Eu falo isso algumas vezes, que quando o tempo é para chorar, não adianta você querer sorrir. Porque você vai chorar mais ainda. Não dá para pular etapas com Deus, irmãos. Não dá. Não dá para burlar o sistema de Deus. Se o tempo é de choro, vai ter que chorar.

Se o tempo é de guerra, vai ter que guerrear. Mas também há o tempo de sorrir. Também há o tempo de paz. E não há nada e nem ninguém que poderão mudar o tempo de paz. O tempo de sorrir. E aí nem se você quiser chorar, não vai ter tempo para chorar, porque você vai estar sorrindo.

Deus é muito claro em sua palavra. Enquanto homens tentavam encerrar a história de Jesus, Deus estava ali preparando o cumprimento definitivo do seu plano. Jesus não permaneceu na sepultura. Aquele que foi entregue à morte, venceu a morte.

Aquele que foi colocado em um túmulo saiu dali, vitorioso, vencedor. E diante disso nós devemos pensar, o que nós faremos com esse Cristo? José de Arimatea se posicionou, as mulheres permaneceram, mas os líderes resistiram. Cada um reagiu de uma forma.

Isso nos ensina, irmãos, que não basta conhecer a história. Não basta ver a história. Não basta participar da história. É necessário responder a Cristo e obedecer a Ele. E a única resposta que nos conduz à vida...

É nos rendermos a esse Salvador que morreu, foi sepultado, mas que ressuscitou e vive para sempre. Amém?