Como Passei! Lucas Branco
COMUNIDADE COMO PASSEIhttps://chk.eduzz.com/E9OOKB6Q9B⚠️Radegondes Resumos✅✅✅ CUPOM 20%: COMOPASSEI20🔴 Acesse pelo LINK: https://go.hotmart.com/A97417259T
✨ Quem carrega um sonho grande encontra força para continuar.
No episódio de hoje, conversamos com o Lucas, que veio de uma origem simples e humilde e enxergou no concurso público a oportunidade de transformar sua vida.
📚 Mesmo diante das dificuldades, ele seguiu firme nos estudos, persistiu nos dias difíceis e não desistiu até conquistar a aprovação.
🔥 Uma história sobre esperança, disciplina e coragem para acreditar que a realidade pode mudar.
💭 Porque às vezes, tudo o que alguém precisa é continuar mais um pouco.
- Histórias de vida e superaçãoOrigem humilde e infância · Experiências de trabalho precoce · Formação acadêmica e escolha do Direito · Relação com a mãe e alcoolismo · Morte da mãe e luto · Influência do pai e tios · Superação e resiliência
- Concursos e SeleçõesEstratégias de estudo por questões · Uso do Anki e flashcards · Análise de editais e LDO/LOA · Concurso de Escrevente TJ · Concurso de Taquígrafo · Importância da constância e disciplina · Mentalidade de concurseiro · Comunidade Como Passei
- Superação de DificuldadesEfeito Dunning-Kruger · Comparação com outros e autoconhecimento · Lidar com a frustração · A importância de não romantizar o estudo
- Comunicação com a comunidadeBenefícios da comunidade · Análise de LDO e LOA · Plataforma de vídeos e cursos · Interação com aprovados e professores
- A Preciosidade do Tempo e a Redenção da VidaAproveitar o tempo e a vida · A importância da orientação · O tempo como recurso imparável · Foco no controle pessoal
- Escrita e EdicaoAprendizado autodidata · Velocidade de escrita · Concursos para taquígrafo
- Oportunidades únicas na vidaAproveitar oportunidades · O valor do investimento em conhecimento · A diferença entre preço e valor
- Jornada Pessoal ProfissionalTrabalho no McDonald's · Trabalho em posto de saúde (UBS) · Trabalho em UPA · Habilidades de atendimento ao cliente
- Radegondes ResumosResumos focados em questões · Materiais para diversas áreas de concurso
Fala galerinha, beleza? Sejam bem-vindos aqui ao canal Como Passei, podcast dos aprovados. Pra você que não me conhece, meu nome é Anderson, hoje eu sou auditor de controle externo do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Aqui a gente entrevista a galera que passou nos grandes concursos públicos do país, é isso mesmo, eles contam a história, a trajetória, os perrengues, e hoje não vai ser diferente. Uma história fascinante que você vai ficar de queixo caído. Mas ó, chegou agora, já se inscreve no canal, senta o dedo aí.
A gente também está no Spotify. Vai lá no Spotify e escreve como passei podcast. No Spotify a gente tem cinco estrelas. É o único podcast de concurso cinco estrelas. E lá a gente põe uma trilha diferente. Vale muito a pena. Você que está na academia aí, você que está na rua, você que está no shopping, você que está andando em algum lugar, está com fone de ouvido e não quer gastar seus dados, vai no Spotify que ali também a gente te atende. Tudo bem? E vocês estão vendo aqui em cima, ó. Aqui, ó. O Radegão dos Resumos.
Está vendo aqui os resumos que mais aprovam no Brasil? É verdade, na área de controle, na área de tribunais, na área de fiscal, polícia, INSS, TJ São Paulo, área contábil, tem área administrativa, tem várias áreas ali para você chegar, maratonar ali, pegar todos os resumos que fazem parte do seu nicho, porque são os resumos que são focados em questões anteriores. Então a turma dele, que já são servidores, eles pegam as questões que mais caem nos concursos do seu nicho e transformam essas questões...
em material de resumo para você não se perder. Você não perde tempo. Não é à toa que ele aprova centenas de pessoas. É só vocês irem lá e depois conferirem. São materiais com desenhos, mapas mentais, questões já do carderno do Tec ali para você. O negócio é bom, então não percam. Tudo bem? E a novidade também é que agora a gente vai falar aqui da nossa comunidade.
É verdade, a comunidade do Como Passei, a comunidade já está bombando, galera. E essa comunidade é para você que não tem condições de pagar uma mentoria. A gente sabe que mentoria é um valor alto, é um valor caro que a gente precisa investir. E a comunidade, ela cresceu da seguinte forma. Ela só estava acessível, pelo menos para a gente aqui do Como Passei, àquelas pessoas que fechavam com a gente uma mentoria. Então, a pessoa fechava uma mentoria, ela tinha... A...
A comunidade lá no Telegram, que é fechada para os alunos, professores. E também o nosso dashboard, a nossa plataforma, onde tem centenas de vídeos ali para você aprender, para você maratonar. E ali tem vários cursos meus. Entra lá, eu tenho certeza de que vai te ajudar. Essa comunidade hoje está com um precinho de banana. Aquele precinho que é menos de um lanche. Menos de um lanche. Inclusive, o nosso convidado de hoje está lá.
Depois ele vai falar um pouquinho da nossa comunidade, tá? Então vai lá, estou deixando o link na descrição desse vídeo aqui. Não perca essa oportunidade. Mas sem perder tempo, galera. Galera, é o seguinte, hoje a gente vai entrevistar aqui o Lucas. O Lucas, ele é servidor do TJ Escrevente. E o Lucas, eu o convidei. O que acontece? Ele comentou ali, e um dos vídeos que a gente postou fez um comentário.
falou um pouquinho, bem básico da história dele, a gente já ficou assim, caramba, que história. Aí eu falei, você não quer vir aqui contar sua história? Ele falou, pô, com o maior prazer. E ele vem aqui. Então, Lucas, primeiro, obrigado por você ter vindo aqui. Eu agradeço, eu sei que você veio de longe. Então, cara, fica à vontade, pode se apresentar aí.
Bom dia, galera. Boa tarde, boa noite. Não sei o horário que vocês estão vendo. Primeiramente, quero agradecer aí o convite, Anderson. É uma honra pra mim estar aqui desse lado, porque do outro lado eu tô direto. Já zerei a lista lá, já conheço a história de todo mundo aí. Do Túlio, daquele que era auditor e depois virou juiz. Da Nasli aí, que é a lenda. Alexandre Meirelles.
Tem um outro rapaz lá também que ele é analista e agora está estudando para juiz federal. Esforçado para caramba também. Os nomes eu não vou lembrar porque é muita gente. Mas é muito bom o podcast. Eu vejo que é um negócio bem descontraído. Admiro muito também a sua amizade aí com o Rogério. Vejo que vocês são muito parceiros também.
Isso eu acho bacana pra caramba. Então, primeiramente, gostaria de fazer esse agradecimento aí. Então, eu sou o Lucas, né? Meu nome é, completo, é Lucas, Branco, Ferreira, Araújo, Soares, Campos de Oliveira. Então, só isso aí já deu tempo de podcast, né? Já dá pra acabar as duas horas, né?
Então, mas eu sempre brinco com essa questão do nome, mas eu sou formado em Direito, então cheguei a advogar um tempo aí, mas antes disso, tem muita coisa antes disso, né? Porque pra gente que vem de origem humilde, assim...
Eu também estudei a vida inteira em escola pública. E depois fiz a faculdade em faculdade particular. Não cheguei a fazer nem estudar em faculdade pública, como geralmente as pessoas com mais condições financeiras fazem. Então tem aquela história bem padrão do brasileiro médio mesmo. Estudou em escola pública, trabalhava ali se matando, pagava faculdade que corrompia 90% da renda. E basicamente é isso.
fazer a faculdade de direito pra mim já foi uma conquista muito grande, já foi uma mudança de vida pra família, sabe? Porque a minha mãe, ela foi a vida inteira sem um emprego formal, né? Ela trabalhava fazendo bico, até com o jogo do bicho, que era um negócio que nem é muito legal, ela já mexeu, porque precisa sustentar a casa, precisa ajudar, e ela tava sempre lá. Então, assim...
Eu fui criado só com a minha mãe, porque minha mãe e meu pai eram separados, desde que eu nasci eles já eram separados, então eu cresci a vida inteira com a minha mãe.
E ela sempre trabalhou assim, fazia um biquinho ali de cozinha e ela fazia mais essa parte de cozinha. Ela gostava muito de trabalhar em restaurante, né? Então ela trabalhou muito nessa época de restaurante. Hoje em dia, infelizmente, a minha mãe já é falecida. Ela faleceu muito nova com 51 anos. Inclusive foi até por isso que você me chamou, porque eu acho que a história é um pouco meio traumática. Mas pode, se você tiver à vontade, você pode contar. Se você não quiser também contar.
Eu não me importo porque, assim, eu valorizo muito o tempo e vida com a pessoa, sabe? Eu acho que a morte, obviamente, é algo muito triste pra alguém, mas se você teve uma boa convivência com a pessoa, se você fez tudo que você podia pra ajudar, eu acho que você fica mais tranquilo, sabe? Tanto é que, assim, só pra contextualizar...
Como eu falei, a gente sempre teve uma origem muito humilde, e a minha mãe tinha um problema muito sério com o alcoolismo. Então, assim, ela começou a beber muito nova, já com 14 anos. Ela me falava, não, com 14 anos eu já bebia. E, assim, acabou que eu fui uma mudança também na vida da minha mãe. Porque a minha mãe... A minha história de nascimento, eu falo que, assim, o primeiro concurso que eu venci foi o mais concorrido de todos os tempos.
Porque, assim, olha que loucura, Andres. A minha mãe, ela era lésbica, sempre foi lésbica.
Desde nova, assim, desde criança mesmo, ela já era léssica. Ela fala que já nasceu assim. E ela nunca tinha ficado com homem. Olha que loucura. Só que como ela tinha esse problema com o alcoolismo, ela bebia muito, ia pros barzinhos pras gandaia dela. E aí teve um dia que ela brigou com a namorada dela da época. Aí terminou com a mulher, tava ali...
chapadona de bebida e falou, ah, vou ficar com o homem pra ver como que é. Minha mãe era doidinha das ideias. E aí meu pai, negão, chegou nela, começou a dar uma ideinha, aí ficou com a minha mãe. E foi essa vez. Ele ficou uma vez com a minha mãe, a única vez que ela ficou com o homem, engravidou. Então assim, ó, concurso concorrido pra uma vaga. Bingo, né? Se não fosse aquele, não ia ser nenhum outro. Então...
Minha história de vida já é uma história de nascimento, já nasci campeão, né? Era pra você ter vindo, cara. Primeiro lugar já na primeira disputa. Nossa, mas incrível, hein? Então foi uma história muito doida. Então como ela teve sempre esse problema aí com o alcoolismo, isso aí acabou gerando problema de saúde pra ela. E aí com 51 anos, ela começou a sentir muita falta de ar, muita falta de ar, aí levei ela no médico, e ela descobriu que tinha um problema, acho que é megacardia, alguma coisa assim, que o coração fica inchado, o coração fica grande.
Então isso aí sufoca, porque fica muito apertado no peito, né? E isso é decorrente da bebida? Decorrente da bebida. É mesmo? Eu nunca ouvi falar disso daí. Normalmente existe a cirrose, né? É, então, geralmente dá problema no fígado, né? Mas não conhecia, afeta até o coração. E aí o coração dela era muito inchado. E ela sentia muita falta de ar. E, assim, nessa época, eu estava trabalhando na área da saúde. Porque, assim, a minha história tem muitas aleatoriedades, sabe?
Como a gente veio dessa origem muito humilde, a gente que... Você sabe que a gente vem de origem humilde, a gente não fica escolhendo emprego, a gente vai naquele que tem disponível ali. Então, assim, eu comecei a trabalhar muito novo. Com 14 anos, eu já trabalhava ajudando meu tio, que meu tio era motorista de ônibus na época.
E aí às vezes faltava cobrador, na época não tinha tanta fiscalização, essas burocracias todas, então ele passava em frente, que era caminho, eu morava na avenida, então meu tio passava em frente de ônibus e falava, ó, tal hora eu passo aí para te pegar que o cobrador faltou. Aí eu trabalhava e ele me pagava por dia, então com 14 anos eu já ficava ali de cobrador com ele.
Aí depois meu tio saiu dessa perua e começou a vender lanche lá no final do terminal. Aí eu comecei a vender lanche lá também com ele num trailer. Então a gente ia fazendo assim. Só que aí a minha história é um pouco aleatória. Porque aí depois disso eu entrei no McDonald's. Trabalhei no McDonald's com 16, já pode registrar, né? Então com 16 anos eu entrei no McDonald's.
Fiquei lá mais ou menos um ano, um ano e pouquinho. Aí até subi para treinador, fui promovido para treinador lá. E quantos anos você está hoje? Hoje eu estou com 30. Tá, então naquela época, dizem, não sei se é verdade, só para quem trabalhou. É verdade que o McDonald's naquela época o negócio era bem escravocrata mesmo? Assim, podem falar o que for do McDonald's. É um trabalho que é corrido sim, mas eu sou muito grato ao McDonald's. Porque o McDonald's é uma empresa...
que ele é universal, a padronização. Então, o que acontece? Se eu trabalhar aqui no McDonald's, um exemplo, aqui na Liberdade, na Sé, ou se eu trabalhar no McDonald's lá na China, vai ser igualzinho o procedimento. E como eu sempre fui uma pessoa que, mesmo sem ter muito estudo, eu sempre gostei dessa parte de memorização, eu sempre gostei dessas coisas. Então, quando eu entrei no McDonald's, eu consegui me destacar, porque eu tinha facilidade de memorizar.
as condimentações, tanto é que até hoje eu lembro quantas gramas de cebola vai no Big Mac e quantas gramas de alface então eu tava lá como funcionário você entra como atendente registrado na carteira aí eu era atendente então como eu tinha essa facilidade eu de bom grado ficava ensinando o pessoal lá e aí a gerência observou isso e falou, você leva jeito pra ensinar e aí me promoveram pra treinador
Eu até participei de Olimpíadas. O McDonald's é uma empresa muito boa, porque ele te ensina a você ter responsabilidade, você ter disciplina, você ter compromisso. Porque lá você não pode ficar parado. É um emprego que, por mais que não tenha ninguém para você atender, você é obrigado a ficar limpando, organizando o setor, fazendo as coisas. Você não pode, por exemplo, não tem ninguém para atender.
Vou ficar aqui de boa. Você não pode. Aí você tem que estar limpando o seu setor, estar sempre organizado. E outra coisa também, a comunicação lá com eles é só ok e obrigado. É literalmente isso. Você não pode ficar de papinho no setor, ficar de gracinha, de risadinha. Então, enquanto você está trabalhando, é disciplina mesmo. É tipo militarismo ali. Então, você está no setor... Aí, por exemplo, você está lá na chapa e eu estou na linha fazendo os lanches.
Eles chamam a parte que faz o lanche de linha. Não sei se ainda é assim hoje em dia, mas é a linha.
aí eu tô na linha, aí eu observo que tá acabando a carne de Big Mac por exemplo, aí eu falo, ó, precisa de carne de Big Mac coloca mais tantas pra fritar aí você tá na fritura, você não pode bater boca comigo, tipo, ah não, mas tá fraco o movimento, eu não vou pôr nada você só tem que falar ok e aí você fala ok e eu respondo obrigado, só isso então a comunicação é mínima no setor e aí, mas lógico eu entrei lá com 16 anos na época podia, hoje em dia eles não contratam mais menores de idade, só a partir de 18 e aí
Na época podia. Então, fora essa parte da disciplina, quando chegava no intervalo, nossa, era muita zoeira, porque assim, imagina você trabalhar num lugar que só tem adolescente. Moleque, né? Era só moleque. Tanto é que a minha primeira namorada eu conheci lá, porque aí na hora do intervalo você fica ali curtindo, você fica conversando ali. Porque como é muito disciplinado no setor, quando chega na hora do intervalo, você até valoriza mais.
Porque você fala, pô, no setor a gente não pode ficar de gracinha, mas aqui na hora do intervalo é a hora que a gente tem.
pra zoar, pra brincar, pra ouvir uma música, pra dar risada. Isso é legal porque você já leva essa experiência de disciplina pro concurso, né? Leva, leva. E é até engraçado, assim, porque o que acontece, às vezes, depois que eu saí, assim, do McDonald's, eu ficava com mania de McDonald's. Então, eu ia num lugar, assim, aí eu ficava limpando, aí eu chegava na mesa, queria já limpar tudo, assim, deixar tudo, e você fica sistemático. E até hoje, na verdade, eu sou assim, por exemplo, eu vou sentar pra estudar,
Aí eu coloco tudo no mesmo lugar certinho assim, a caneta aqui nessa ordem, o negócio aqui, o outro aqui, sempre no mesmo lugar. Isso é muito bom, porque você não perde tempo arrumando as coisas. Porque assim, às vezes você tá uma bagunça, tá uma zona. Aí você tem que arrumar tudo antes de começar. E só isso daí você já perdeu às vezes. 10, 15 minutos só arrumando ali a bagunça. Agora se você sempre deixa arrumadinho, é só sentar e começar. Isso daí ajudava demais.
Eu já gravei vídeo lá para a comunidade, inclusive, falando disso. Quando você antecipa o que você vai fazer, você deixa tudo em ordem, fica muito mais fácil e você não procrastina para você iniciar os estudos. Sim. Ou seja, a pessoa que ela é toda organizada...
É como se fosse você entrar num local, num restaurante limpo, organizado. Você tem prazer de ir naquele restaurante. Ou quando você vai num restaurante tudo bagunçado, mesa jogada, não sei o que lá, você pensa, ah, não vou nem comer aqui. O estudo para concurso público é exatamente o que você falou. Você já deixa organizado antes de você iniciar os estudos. Você vai com prazer e você tende a não procrastinar. E você trouxe essa experiência do McDonald's, né? Sim.
E, meu, outra coisa também, o McDonald's, ele te dá uma base teórica, assim, pra vida também, porque você aprende a respeitar o trabalho do outro, porque, assim, no McDonald's é uma empresa gigante, eles teriam dinheiro pra, por exemplo, contratar alguém lá só pra fazer limpeza, alguém só pra limpar o banheiro, mas eles não fazem isso, eles contratam atendente, e o atendente, você não é, por exemplo, contratado pra ser o atendente do balcão, da onde você faz o pedido, ou o atendente da chapa, ou o atendente da cozinha.
Não, você é o atendente geral. Então, você chega no setor e você aprende a respeitar o seu gerente do setor. Você chega e fala, ó, onde que eu vou ficar hoje? Ele fala, ó, hoje você vai ficar na chapa. Hoje você vai ficar no balcão atendendo. Hoje você vai ficar no drive. Como é que eu trabalhava não era em shopping, era na rua. Então, tinha um drive-thru também.
Ou então ele fala, hoje você vai ficar no salão. Aí quem fica no salão recolhe bandeja, tem que limpar banheiro, tem que passar estregão no chão. Então você aprende a respeitar o trabalho do outro. Por quê? Hoje eu posso estar lá no balcão, estou lá tranquilo, só atendendo o pessoal, conversando ali com o pessoal, é mais tranquilo. Só que amanhã eu posso estar no salão, aí eu vou estar ali que passar estregão, vou ter que estar limpando o banheiro. Então você aprende até a respeitar o trabalho do outro, porque por exemplo...
Eu vou chegar no banheiro? Eu não vou chegar e vou sujar um banheiro hoje em dia, porque eu vou falar, pô, dá trabalho limpar isso aqui, porque eu já passei por isso. Então, você aprende a ter essa empatia. O McDonald's também me ensinou a identificar o perfil da pessoa, porque quando você está no atendimento, eles te ensinam que existem quatro tipos de clientes, e você tem que identificar já aquele cliente que você está atendendo para saber como lidar com ele. Então, eles explicam que existe o cliente executor, o comunicador.
o perfeccionista e o comunicador. Então você tem que identificar esse tipo de cliente. Por exemplo, o perfeccionista é aquele cara que ele vai chegar e você já vai identificar que ele quer saber todos os mínimos detalhes. Então ele vai chegar pra você, se você estiver num atendimento, ele vai falar, Anderson, eu vi que tem esse lanche novo aqui, sei lá, Big Mac novo.
quantas gramas de cebola que vai nele? Ah, e alface, quanto que vai? Esse alface aqui vem da onde? Então você já percebe que o cara é perfeccionista. Então esse é o tipo de cliente que você tem que dar aquela tensão maior, você já tem que ser mais detalhado com ele. Então, por exemplo, com esse tipo de cliente, eu não poderia chegar nele e falar, nós temos aqui a bebida média, pequena, média e grande. Não, eu tenho que falar assim para ele, eu tenho a bebida de 200ml, de 450ml e de 700ml, porque ele é perfeccionista.
ele vai querer saber o detalhe, ele não vai se contentar médio, o que é médio? Às vezes o que é médio pra você não é médio pra mim, o que é pequeno pra você não é pequeno pra mim. Já o executor, que é outro tipo de cliente, ele já vai ser completamente diferente. O executor é aquele cara que é prático. Eu já me considero uma pessoa assim, que eu já vou num lugar e eu já sei o que eu quero, então eu não vou ficar ali divagando, ai, deixa eu ver o que eu vou pensar e tal.
Então o executor é aquele cara que vai chegar para você e ele quer rapidez, ele quer agilidade. Ele vai chegar, Anderson, eu quero um Big Mac com batata média e coca. Sobremesa, eu vou levar um sundae de morango. Você já tem que ser ágil com ele. Já tem que falar, beleza, tu vai pagar qual a forma de pagamento? Cartão, débito, crédito? Quer um real a mais batata grande? Pronto, acabou, já era isso. Aguardo aqui do lado. E já o comunicador, não.
Aí o comunicador é aquele cara falante, que ele vai chegar brincando, vai falar, gostei desse uniforme aí, é aquele cara da resenha.
E aí esse cara, você não pode atender ele da mesma forma que você atende um perfeccionista, um executor. Imagina, o cara chega lá todo brincalhão, você, bom dia senhor, tudo bem? Ele vai falar, pô, o cara foi ignorante. Às vezes não é, você só foi formal demais, você não foi ignorante. Mas ele esperava um tratamento mais descontraído.
Então assim, são esse tipo de cliente. Isso daí é um conhecimento que você leva pra toda a sua vida. Sim, sim. Porque não é só no McDonald's que você vai lidar com pessoas. Então, por exemplo, hoje eu trabalho no fórum. Aí eu vou chegar no fórum, vai ter pessoas, por exemplo, sei lá. Um juiz vai ser de um jeito, outro juiz vai ser de outro. Então vai ter alguém que vai ser mais descontraído, alguém que vai ser mais sério. Você tem que saber identificar isso daí.
Nossa, assim, McDonald's é uma empresa que, se eu tivesse um filho, hoje em dia, por mais que tivesse condições, eu falaria, não, você precisaria trabalhar lá pelo menos um aninho, para você até avalorizar as coisas que você tem. Fora o salário também, porque o salário é tão baixinho, que lá a gente recebia por hora. Na época eu recebia uns 400 reais por mês, isso aí em 2012. Na época, se convertendo para hoje em dia, devia dar o quê? Um salário mínimo, né?
Acho que nem isso. Acho que nem isso, né? Não, nem isso. Mas assim, se você for ver, parece pouco, mas no McDonald's, pelo menos naquela época, eram seis horinhas. Então eu era um adolescente, trabalhando seis horinhas. Eu trabalhava das dez às quatro. Na época eu morava e não pagava aluguel, que a casa era da família, né?
Então não pagava aluguel Então aquilo ali era pouquinho Mas já era um pouquinho que eu já conseguia ajudar Comprava as coisas pra dentro de casa Pagava conta de água Porque como eu falei, como a minha mãe tinha esse problema de alcoolismo Ela não ficava em emprego Então eu acabei sendo assim o sustentáculo da casa Eu que tinha que bancar tudo Pagar conta de água, pagar conta de luz, internet Então sempre sobrou pra mim Mas a sua mãe, ela faleceu recente?
Ela faleceu em 2023. Nossa, cara, bem recente. Ah, então, até acabei divagando demais, que até estava contando essa história. Então, aí o que acontece? Seguindo essa linha de raciocínio, eu entrei no McDonald's com 16, e aí para a gente que é humilde, a gente vai mudando de emprego de acordo com o que melhora um pouquinho, que a gente é assim, né? A gente entra no emprego...
A gente vê uma coisa um pouquinho melhor pra gente já tá ótimo. Então, assim, o McDonald's eu gostava, era gostoso, o ambiente era muito bom, aprendi muita coisa. Mas tinha um problema, que isso daí sim eu acho que é um problema. Você trabalhar seis por um. Então era CLT seis por um raiz. Não tinha feriado, não tinha ano novo. Eu já trabalhei no meu aniversário, no Natal. Era direto.
Final de semana, que geralmente é dia de descanso, era pior ainda. Porque aí você tinha que entrar mais cedo e sair mais tarde, porque é o dia de pico. Então assim, eu falei, bom, eu quero sair do McDonald's. Só que...
A gente vem de uma realidade que é tão paupérrima, assim, tão pobre que a gente não consegue nem se imaginar num lugar, por exemplo, se imaginar trabalhando num fórum, se imaginar trabalhando, sei lá, num banco. A gente não tem essa perspectiva. É a baixa autoestima, né? É que a gente nem conhece, na verdade. Você não consegue se imaginar trabalhando num lugar que você nunca ouviu falar. Por isso que, assim, tem pessoas que falam ah, o ambiente não influencia. Influencia porque se, por exemplo, um filho de um empresário e como..
Um filho de um empresário rico, ele jamais vai cogitar trabalhar no McDonald's, cogitar trabalhar entregando panfleto, e não por desmerecendo as profissões, mas porque ele fala, não, isso aqui não é para mim, porque eu vi que dá para eu ter uma vida melhor.
seguir no outro caminho. Então, o que eu fiz? Tava no MEC, aí qual que era a minha meta? Já pensando pequeno, que você vê que eu não conseguia pensar grande ainda naquela época. Falei, ó, trabalho no MEC, 6x1. Então, qual que é o meu objetivo? Ter pelo menos uma folga fixa. Essa era a minha meta.
Então aí, meu tio trabalhava numa doceria na época, aí ele falou assim, ó, se você quiser eu coloco você pra trabalhar aqui de repositor de loja. Aí entrei lá de repositor, aí eu já trabalhava de segunda a sábado. Aí pra mim isso aí já tava lindo. Eu falei, nossa, pelo menos o domingo é certeza que eu vou estar em casa, aproveitando com a família. Porque, meu, uma coisa que me deixava triste era ter algum evento de família e eu não poder ir.
Tipo, ah, hoje é aniversário de alguém e eu não tô lá porque tem que trabalhar seis por um.
Então a minha meta era essa. Aí entrei na doceria já seis por um. Nessa época eu já estava terminando o ensino médio. E aí foi quando a coisa começou a já migrar mais para a área da saúde. Por quê? Eu estava na escola, nessa época acho que eu estava no segundo, era no terceiro ano do ensino médio. E tinha um professor meu que era professor de química, ou era geografia, alguma coisa assim. E aí na escola eu sempre tive facilidade para entender.
Eu era muita zoeira, zoava demais, tinha reclamação direta, só que eu não tinha dificuldade pra entender. Então, por exemplo, eu não levava caderno nem nada, só que eu ficava ali, prestando atenção no professor. Depois que ele explicou, já era. Aí eu ia lá, fazia a lição... O meu raciocínio era o quê? Eu vou acabar a lição rápido que sobra mais tempo pra zoar. E a reclamação era essa. Toda reunião de pais era a mesma coisa. O Lucas...
Ele acaba a lição rápido, só que o problema dele é que depois que ele acaba, ele começa a zoar, ele levanta, começa a ficar conversando, atrapalhando a aula, então a reclamação era essa. Só que esse professor, ele observou que eu tinha essa facilidade para aprender, e aí ele me fez uma proposta. Ele falou, além de professor, eu trabalho também num posto de saúde.
E vai abrir uma vaga lá para auxiliar administrativo. Eu vejo que você tem essa facilidade para aprender. Aí ele perguntou, você manda de computador, Excel, planilha, essas coisas? Eu falei, ah, eu sei o básico, assim, e o que precisar aprender, eu aprendo, se precisar.
Aí ele falou, então faz o seguinte, vai abrir a prova, se você passar na prova, aí beleza, aí eu consigo te puxar lá para a minha unidade, que na época ele trabalhava na UBS Jardim Caissara, não sei se você conhece essa região, aliás, não era Caissara, era Paranapanema, falei errado.
BS Jardim Paranapanema. É, eu falei, ah, beleza. É aqui na capital? É no extremo sul, lá pro lado do extremo sul, ali do... Pra lá do Capão Redondo, ali. Ah, tá, Jardim Ângelo. É, que eu morava pra lá, ali, no Jardim Ângelo. Ah, então eu morava no Taboão, que não é longe dali, né? É, isso, é pertinho. No Tabão da Serra, Campo Limpo, Taboão. É, Jardim Ângelo. É por ali mesmo, né? Eu morava por ali, nessas quebradinhas ali.
Aí ele me falou isso aí. Eu falei, ó, a prova eu não consigo fazer por você. Então, se você passar na prova... Essa prova seria o quê? Um concurso? É, porque lá é uma OS, né? Uma organização de saúde. Então, mesmo sendo privado, eles são obrigados a fazer prova para ter um processo seletivo...
Mais imparcial. É mais feito por eles ali. Eles não contratam banco. É eles que elaboram ali. Não, não. É da própria empresa, que era o Sejan. Era ainda e ainda existe, né? É o Sejan. Então, você faz a prova lá. E aí, se você passar, eles liberam a lista de classificação.
E aí eles vão te chamando conforme vai surgindo vaga, como é uma OS enorme. Aí eles falam, ah, um exemplo, surgiu vaga aqui na UBS Paranapanema, UBS Jardim Santa Lúcia, UBS Jardim Ângela, Naupa Santa Mara, e assim vai. E aí eu fiz essa prova, passei.
Mas assim, a prova em era bem tranquila, só português, acho que era matemática e informática. Aí matemática sempre fui horrível, sempre fui um lixo. Então eu falei, ah, vou responder português e matemática. Aliás, eu vou responder português e informática. Matemática eu chuto tudo e o que der, deu. Aí passei, cheguei a passar. Ele falou, ó, beleza, já saiu a lista, você passou.
Só que aí o que acontece, o pessoal de lá me ligou e falou assim, ó, tem vaga pra UBS e tal, e tem UBS e tal. E aí acabou que no final eu escolhi uma UBS que era mais perto de casa e nem fui lá pro UBS dele. Aí ele falou, caramba, você é o maior traíro, hein, eu te chamar pra cá e você vai pra outra. Eu falei, ah, era mais perto pra mim. É, e se não tinha vaga na AD, ele ia fazer o quê, né? E a sua ia demorar mais até chamar, aí eu falei, ah...
E pagava um salário mínimo, mais ou menos? É, e aí na época já era melhor, porque pra mim já foi uma outra, você vê que eu fui subindo degrauzinho por degrauzinho, porque comecei 6x1, aí depois mudei pra... Aliás, era 6x1 e você não tinha folga fixa, né? Um dia se folgava domingo, outro sábado, outro na terça. Aí depois eu mudei pra 6x1, mas era com folga fixa, todo domingo, então já melhorou um pouquinho, porque eu já tinha uma estabilidade. E aí esse já era segunda a sexta.
Porque era postinho, era um postinho de saúde. Então, posto de saúde não abre sexto nem feriado. Aliás, não sábado e domingo nem feriado. E lá você fazia o serviço administrativo. Aí eu era administrativo. Tipo atendimento. É, aí eu ficava mais na recepção, lançando um...
A produção dos médicos, era essa parte bem administrativa mesmo. E aí eu aprendi bastante coisa dessa área administrativa. E aí foi quando eu comecei a migrar para essa área da saúde, porque eu já estava ali dentro. Então, aí eu sempre fui procurando... Você não tinha 18 anos? Tinha 18 anos. Você tinha 18 anos. 18 anos, que foi quando eu entrei na UBS.
Aí como eu já tinha essa experiência, aí com 18 anos, como eu já tava ganhando melhor, aí na época acho que já pagava uns 1.400, mais ou menos. Que era um salário melhor. Como se fosse hoje, convertendo pra hoje uns 2.100, vai, mais ou menos.
É, pra galera que tá em casa e não sabe, eu não sei se o BS é só em São Paulo. Não sei se é nível nacional, mas o BS é a unidade básica de saúde, né? É o postinho. E aqui em São Paulo chama o BS. Não sei se nos outros estados tem algum nome diferente. Só pro pessoal saber, né? O pessoal chama de postinho.
Postinho, falar lá no postinho, aquilo que vai agente de saúde em casa lá, fazer as perguntinhas, e basicamente era isso. Então, assim, como o salário já era um pouquinho melhor, eu já conseguia ter uma visão, assim, de fazer um curso superior. Então eu falei, ah, então eu vou entrar na faculdade. Só que antes de entrar na faculdade, eu até me identifiquei com a sua história que eu tava vendo no seu podcast também esses dias, aí eu falei, putz, meu, isso aí é bem parecido com a história do Anderson, porque como eu te falei, eu era muito zoeira na escola.
E por a gente vir de uma família pobre, ninguém tinha curso superior nem nada. Só meu tio, um dos meus tios, que é enfermeiro. E aí esse meu tio, que é enfermeiro...
Ele falou para mim assim, é aí, vagabundo, você não vai fazer faculdade não? Aí eu lembrei de você, falando do seu tio lá, que é auditor, né? Foi isso mesmo. Aí eu falei, caramba, mais ou menos parecido com a história do Anderson. É meio que um choque, né? Meio que um choque. Aí eu falei para ele, nessa época eu era viciado em joguinho de sinuca no computador. Ficava o dia inteiro lá, só no computador, jogando sinuquinha, não queria saber de nada. Aí ele falou, você vai ficar só jogando aí, não vai fazer faculdade não?
Aí tinha acabado de acabar o ensino médio, né? Aí eu falei, não, vou ficar um ano aí, um ano sabático aí, vou ficar descansando, vou ficar de boa. Aí ele, não, aqui, você não vai ficar descansando nada não. Aí ele foi lá, pegou o capacete que ele tem em moto, aí ele falou, põe esse capacete aí, vamos lá na faculdade agora. Aí ele me levou lá na Uni9 Santo Amaro.
Aí chegou na fila assim, ele falou, ó, tava a maior fila, que na época era tudo presencial, não tinha de você fazer matrícula online, tava bem na época de matrícula, a fila tava enorme assim, né, pra fazer a matrícula. Ele falou, ó, você tem o tempo dessa fila aí pra descobrir que curso que você quer fazer. Foi isso que ele fez? Foi assim que eu escolhi o direito. É porque essas faculdades não precisam nem fazer mais vestibular, né?
Você só precisa fazer uma redação, né? Não, então, aí você chega lá, você se matrícula, faz a sua matrícula.
Aí depois você só faz uma redaçãozinha lá pra ver se você é analfabeto, se você pelo menos sabe escrever seu nome, essas coisas assim. Mas aí você pagou, você entra, não é? Em vestibular, igual a USP. Então você escolheu o seu cargo na hora que você tava ali na fila? Foi na hora ali. E eu fui escolhendo assim, por eliminatório, de acordo com o meu perfil, né? Porque tinha uns banners assim. Que da hora, velho. Falei, enfermeiro.
Eu falei, ah, não, enfermeiro não, vai ter que lidar com sangue, eu sou cagão pra caramba. Aí eu deixei quieto, não vou escolher enfermagem não.
Aí o outro do lado, assim, a arquitetura. Eu falei, não, arquitetura, eu odiava a aula de artes. Isso aí era outra coisa que eu recebi a reclamação, porque eu me recusava, cara.
Na escola eu era meio desbocado, assim. A professora de arte disse, ah, tem que fazer esse desenho aí. Eu falo, pra quê? Eu não vou trabalhar, eu vou usar isso. Ah, mas você tem que fazer um quadradinho aqui, faz uma casa. Mas professora, eu não vou trabalhar com isso, eu não gosto de desenho. Não, mas tem que fazer. Eu falo, não. Aí eu falo, meu, nessa época eu era terrível. Eu falo, professora, explica pra mim pra que eu vou usar artes na minha vida, o que eu faço? Aí a própria professora não sabia explicar.
Aí eu falei, não, professora, então eu não vou fazer não. Nem a senhora está sabendo aí para que eu vou. Eu era terrível, velho. Você era abusado, hein? É, eu era abusado. Você era abusadão também era desse jeito. Quando a gente é não, só faz merda. Eu era abusadão também, folgado para caramba. A escola pública já sabe como é, né? E é só os manos ainda, né? Você quer? Então, o ambiente às vezes acaba de contaminando o povo. Aí fui olhando assim os manos. Aí eu vi lá direito. Para você ver o quão inocente que a gente era.
Eu nem sabia o que era direito. Falei, mas o que é direito? Direito faz o que? Perguntei pro meu tio. Ele falou, ah, direito é você vai trabalhar de advogado, vai fazer essas coisas aí, vira juiz, vira essas coisas aí. Aí eu falei, ah, legal. Aí tinha um cara bonitão lá de terna assim. Eu falei, pelo menos eu vou usar uma terna assim, né? Já tá bacana. Aí eu falei, ah, vou fazer esse direito aí então. Nossa, foi assim, vou fazer esse direito. Aí me matriculei na faculdade de direito.
Aí fiz a redaçãozinha lá, depois eles marcam, né, pra você fazer. Fiz a redação e entrei. E aí você começou a faculdade assim? Aí comecei a faculdade assim. E você ficou pagando a faculdade ou você conseguiu uma bolsa? Aí eu mesmo que pagava. E ainda tinha esse detalhe, né? Porque o meu tio, ele me levou pra fazer. Ele não me levou pra me dar de presente, não. Aí, tipo assim, de um dia pro outro, eu tinha uma dívida ali pra pagar.
Mas, ó, vou falar pra você, cara. Gostei do seu tio, viu? Não, meu tio foi a resposta. Esse cara foi a atitude, viu? Porque como eu falei, assim, a minha mãe, como ela teve esse problema... Esse problema não, né? Na verdade, ela teve essa história de ser lésbica...
Então, assim, eu sempre tive um bom contato com meu pai, porque não foi, assim, uma separação por briga, ou então, ah, não deu certo, separaram, na verdade, foi uma coisa que não tinha como dar certo mesmo. Não, ela não... É, porque, assim, ela não chegou a namorar com ele nada, ela contou pra ele depois que eu já tinha nascido, depois de muito tempo, assim, que ela foi contar pra ele, eu já tinha, acho que uns, quase um ano, que ela falou, ó, esse filho aí é seu.
Tanto é que ele nem acredita, eu falo, pelo amor de Deus, esse filho é meu, a gente ficou uma vez na vida.
Nem acreditou. Ah, é? Ele não ficou sabendo de começo, não? Não, ele não sabia, não. Ele não sabia. Aí a minha mãe contou. Então, voltando na história, né? Nossa, eu divago demais, né? Eu sou meio... Não, pode contar. Eu devo ter um TDAH, velho. Eu tenho que fazer um teste. Pode contar, pode contar. Então, vamos voltar de novo. E esse tio é irmão do seu pai? Ele é irmão da minha mãe. Irmão da sua mãe? Irmão da minha mãe. Então, assim, a minha mãe contou pro meu pai...
Eu já tinha nascido, já estava mais ou menos um ano. Tanto é que eu tenho três certidões de nascimento. Porque assim, tem a primeira que ela registrou só com o nome dela. Aí depois teve uma outra que registrou que saiu o nome errado. Aí depois veio com o nome do meu pai. Aí então eu estou com três lá. E você tem contato com o seu pai hoje? Tenho, então. Porque foi assim, olha que doideira. Ela contou para o meu pai, já tinha mais ou menos um ano.
Aí meu pai falou, ah, esse filho não é meu não, não sei o quê. Só que assim, meu pai sempre foi muito responsável. Ele não é de fugir da responsabilidade dele.
Então ele chegou na mãe dele, olha o que você vê o nível de maturidade, né? Ele jovem naquela época, ele devia ter uns 20 e poucos anos também, era novão também. Então foi um choque pra ele também, né? Quem que vai imaginar. Aí ele contou pra mãe dele. Aí ele chegou pra mãe e falou, ó mãe, essa moça aí tá falando que esse menininho é meu filho.
E aí ela falou, beleza, vou lá ver. Aí essa minha avó, que é a mãe do meu pai, foi lá na casa da minha mãe me ver. Ela falou, a gente pode registrar que é seu. Porque, meu, eu sou idêntico ao meu pai. Até o jeitão de ser, o jeito de falar é idêntico, não tem nem como falar que não é. Ela foi o DNA, sua avó. E assim, pelo fato da minha mãe nunca ter se relacionado com nenhum outro homem, ela sabia que era dele. Ela nunca ficou com nenhum outro e foi só ele e nunca mais. Então, pronto.
Cara, foi certeiro mesmo, hein? Foi o que você falou. Primeiro concurso, mais difícil. Mentalidade de primeiro lugar. Até hoje. É hoje que eu vou, velho. Valeu, era chance única. Se perder essa daqui é mais raro que o concurso da Câmara.
Aqueles de uma vaga, né? Foi isso aí, velho. Então, agora voltando lá pra história da facul, aí fiz isso aí. Meu tio me largou lá e falou, ó, tá aí, agora você paga isso e vira. Porque eu já tava trabalhando no Sejam lá, no postinho, né? Então, assim, a faculdade não era cara, porque faculdade privada é baratinho no começo, né? Então, na época, acho que eram uns 500 contos. Aí eu pagava a faculdade. Você ganhava uns dois contos, né?
Não, era uns 1.400, 1.700 mais ou menos na época. Hoje ia dar uns 2.000. Só que assim, eu terminei pagando 1.400. Então você vê, não é caro. Porque eu terminei pagando 1.400, mas aí foi evoluindo o salário. Na época eu já estava ganhando uns 1.800.
Então sobrava aí uns 450. E você não conseguiu nenhum ProUni, nem nada, essas bolsas aí? Eu não sabia, pô. Pra você ver, eu era tão burro e pobre que eu não sabia dessas coisas. Você vê... Por isso que eu falo que o ambiente, ele te influencia muito. Porque quando você tá num ambiente bom, pelo menos você tem uma noção de que existem outras formas de você fazer um Enem. De você... Ah, tá. Não, olha que louco. Eu era tão burro que na época eu estudava na...
na escola pública, no ensino fundamental. E aí, qual foi a brilhante ideia da escola? Acabei o ensino fundamental, isso na quinta série. Eu estudava na escola Carolina Renó. O que essa escola fez? Ela falou, na época estava o governo da Marta, como prefeita de São Paulo, e a Marta criou os céus.
Sim, sim, sim, lembro, lembro. Lembra, né? Então a Marta criou o CEL. Só que na época ninguém sabia que o CEL ia ser essa escola bacana que é hoje. Ia ser só um projeto, né? Que estava iniciando ali, pioneiro. Então eles precisavam de alunos, porque eles não poderiam só matricular assim, não sabiam se ia ser bom nem nada. Então, como eles queriam ser uma escola boa referência...
eles fizeram um desafio, falaram assim, vamos fazer o quê? Vamos pegar os piores alunos de todas as escolas do bairro e vamos tirar das escolas e mandar para o céu. E eu, com muita honra e mérito, estava nessa lista. Está vendo? Até nisso você conseguiu, cara. Você foi na lista dos piores alunos. Até nesses concursos aí eu passo, concurso de pior aluno.
Aí passei, já falei, passei no concurso de pior aluno. Aí estava nessa lista dos piores alunos, pegaram os piores alunos das escolas e mandaram para o céu. Só que aí é que tá, eu estudei então a sexta, sétima e oitava série, que na época não existia o nono ano, ia até a oitava. Aí estudei, estudei no céu. Quando você acabava o ensino fundamental 2, que era a oitava série e hoje é o nono ano, você tinha o direito de migrar para a ETEC.
Meu, olha que louco. Hoje em dia as pessoas... Sério? Eu não sabia isso daí, não. Sim, porque era a primeira turma. Não tinha turma também pra ITEC. A escola técnica, né? A escola técnica. Então, assim, quem estudava no céu tinha o direito de fazer o ensino médio na ITEC. Só que eu era tão burro, não conhecia nada. O que eu fiz? Eu falei, não, eu não quero ir pra ITEC, não. Eu vou mudar pra outra escola que é mais perto de casa.
Nem sei o que tem nessa ITEC. Porque o céu era longe. Aí eu tinha que pegar ônibus pra ir pro céu. Aí eu era tão burro e preguiçoso.
Eu falei, não, não quero ir pra E-Tec não, eu vou pra uma outra escola aqui, só porque é perto de casa. Olha, falta de informação, né, cara? Falta de informação, que você vê. Se fosse de uma família estruturada, a pessoa ia falar, não, mas não é porque é longe. Você vai fazer um ensino técnico, você já vai sair, sei lá, formado em informática, administração, contabilidade. Um monte de coisa, né? Eu já ia sair com o ensino médio técnico e eu abdiquei, sem prova, sem nada. Por quê? Por causa de preguiça, você vê.
Mas isso daí, Lucas, fazendo assim uma analogia com concurso público, esse é o grande problema do concurseiro iniciante. O cara, ah, vou fazer concurso. Mas o cara não sabe, ele não tem nem noção do que ele está fazendo, que tem nicho para ele escolher, que tem várias áreas para ele escolher, como que estuda. Aí o cara, ele é desinformado, mas tem vontade de fazer concurso. Na primeira dificuldade que ele vê, o que ele faz? Ele vaza, desiste.
E é por isso que muita gente desiste de concurso público e tem potencial. Sim, exatamente. Por isso que assim, tem as vezes...
Às vezes tem uma galera que fala assim...
Ah, é, mentoria não vale a pena, e essas coisas assim. Mas, meu, acho que assim, se você tem um mentor, você já corta muito o caminho, porque você deixa de cometer esses erros. Por exemplo, sei lá, se eu fosse novo e eu tivesse uma pessoa ali estruturada, que me falasse às vezes uma coisa assim, falasse, Lucas, eu sei que essa outra escola aqui é mais perto, mas olha a oportunidade que você vai ter aqui. Você já vai sair formado com uma profissão.
Uma orientação, né? Então, assim, é uma orientação de uma frase que você dá para a pessoa, você já muda a vida da pessoa.
Então foi igual esse meu tio. Se não fosse esse meu tio, se eu não tivesse ele, provavelmente hoje eu sei lá, ainda estaria na doceria, estaria no Sejan. Então você vê que às vezes é uma orientação que muda o destino da sua vida. Qual o nome desse seu tio? É Silvio. Silvio? Ele tá assistindo, manda um abraço pro Silvio. Um abraço aí, tio Silvio. Esse meu tio...
como eu não fui criado assim muito com meu pai meu pai sempre tive um relacionamento bom com ele, mas era assim, de visita, né, porque eu morava com a minha mãe e eu ia lá todo final de semana visitar meu pai então esse meu tio assim que fez um papel assim de pai também, de me ensinar essas coisas assim mas de homem, ah, não faz tal coisa às vezes, sei lá, aprontava alguma coisa que era mais séria aí minha mãe passava pra ele, falava vai lá falar com esse vagabundo aí que ele já aprontou aí meu tio chegava, já dava aquele puxão de orelha e aí
É, meu, tenho de várias coisas com ele. Ele que me ensinou a amarrar cadarço, me ensinou a ver horas. Então, assim, fez aquele papel mais masculino de chegar e ter essas conversas mais sérias quando eu aprontava e de ensinar as coisas assim mesmo. Sou muito grato a ele. E a família, assim, como um todo. Minha família é muito unida. A gente costuma dizer, levando até para o lado mais...
mais religioso, independente se a pessoa tem religião ou não, mas eu acredito que muitas vezes Deus coloca pessoas na nossa vida para que a gente possa prosperar.
E se a gente conseguir ouvir essas pessoas, a gente segue a nossa intuição, a gente tem grandes chances de prosperar. Às vezes é, que nem você falou, às vezes é uma palavra que a pessoa fala, uma frase. Se o tio falou, vamos lá agora. Você vai fazer a faculdade, sim. Ele nem te deu chance de escolha. Vai, vagabundo, vamos lá. Exatamente. Então são situações que se a gente ouve, a gente, poxa, o cara quer meu bem. Porque a gente sabe quando a pessoa quer o nosso bem.
Com certeza. A gente não é besta, a gente não é otário. Só que muitas vezes a gente é preguiçoso, igual você falou.
Ah, não vou fazer nada não. Esse negócio de direito, faculdade, não vou não. E a pessoa está no seu pé. Então, às vezes, a gente ouvir alguém, a gente muda na sua vida, né? Foi o que aconteceu com você, né? Muda, muda. E, assim, às vezes, as pessoas não sabem que estão mudando a nossa vida. Agora, contando uma história do meu pai, olha que louco.
A faculdade de direito, talvez o meu pai não tenha percebido, mas ele, de certa forma, inconscientemente me influenciou a escolher também a faculdade, só que sem falar nada. Porque, assim, como eu falei, eu era zoeiro, não queria saber de nada. Então, na época, minha mãe, com muito esforço, conseguiu comprar um PlayStation 2 pra mim.
Só que, meu, olha como que a gente... Pra você ver a realidade como que era. Ela comprou, parcelou, financiou o Playstation lá em 200 vezes, conseguiu me dar de presente. Conseguiu me dar esse presente aí. Só que a nossa televisão, ela não tinha compatibilidade pra cor. Então eu jogava o Playstation 2 preto e branco.
E como ela não tinha dinheiro pra comprar, também não tinha o memory card, né? Que você coloca pra poder salvar o jogo. Então, toda vez, eu tinha que começar o jogo do zero de novo. Então, a cada vez eu jogava mais, porque eu tinha que, pra chegar mais longe, eu tinha que começar antes de chegar mais longe. Aí eu falei, ó, mãe, fiquei sabendo que tem um tal de memory card aí que aí eu consigo salvar o jogo, né? Pra não começar do zero de novo.
Ela falou assim, vai pedir pro seu pai lá, já te deu o videogame, vai pedir pro seu pai. Com aquele jeitão dela, bruto, né, típico de mãe. Aí eu falei, ah, beleza, eu vou falar com o meu pai. Aí eu fui falar com o meu pai e falei, ô pai, tem como você comprar um memory card pra mim e tal? Que aí contei pra ele que a minha mãe tinha me dado o videogame.
Aí ele falou, beleza, vou te dar um memory card, só que meu pai é meio filosófico. Só que eu vou fazer o seguinte, eu vou te dar um livro, aí você vai ler esse livro inteiro, eu vou te fazer perguntas sobre ele. Se você acertar todas, eu te dou um memory card. Aí eu falei, beleza. Que da hora, cara.
muito bom meu pai, a sabedoria dele é doideira muito bom isso daí, cara, é mais ou menos assim você primeiro vai plantar pra você ver o fruto crescer e você colhe o fruto, qual a analogia que ele falou, eu vou te dar um livro pra você estudar, pra você criar sabedoria pra depois você se divertir, fantástico fantástico
E aí, olha que louco, aí ele falou isso aí, eu falei, beleza, dá aí o livro. Aí ele subiu, porque a casa dele são dois andares, pegou o livro, desceu, ele falou, ó, tá, lê esse livro aí. Aí o nome do livro era Robson Crusoe. Foi o primeiro livro que eu li, eu tinha uns 15, 16 anos, isso foi um pouco antes de entrar na faculdade.
aí por que que eu falo que ele me influenciou? Porque, embora eu tenha olhado lá e gostado da foto, terno e tal, meu tio falou, ah, é advogado, aí eu falei, ah, mas o que que precisa fazer? Ele falou, ah, esse curso aí é só ler, não precisa fazer conta nem nada, você só vai ler lá as leis. E você não gostava de matemática, né? E eu não gostava de matemática, mas eu gostava muito de ler, por quê?
Como meu pai fez isso, eu peguei o livro, pra mim era uma obrigação, porque eu falei, não, eu vou ler isso daqui, mas eu vou acertar tudo. Então eu ia fazer a resuma anotava. Aí acabei o livrinho. Assim, uns dois dias eu acabei o livro, que era um livrinho pequeno. Aí eu falei, ó pai, acabei. Aí ele falou, beleza. Aí ele subiu no segundo andar da casa dele e desceu com a sacolinha e falou, tô. Aí eu falei, não, mas tem que fazer as perguntas do livro.
Aí ele falou, não, eu não vou te fazer pergunta nenhuma. Você não leu? Eu falei, li. Ele já tinha comprado já.
Ele já tinha comprado. Ele falou, eu sabia que você ia ler, eu confio em você, mas eu fiz isso que é para você aprender a gostar de ler e você ver que você tem que estudar antes de você pensar em videogame, pensar em fazer essas coisas. Eu falei, putz, meu pai me dá umas lições assim, que às vezes ele falava umas coisas quando eu era criança.
que eu só fui entender assim depois de adulto. É porque nessa época aí de adolescência, a gente é rebelde. É. A gente acha que a gente é o dono do mundo, que a gente conhece tudo, a gente tem bastante coragem de fazer um monte de coisa, só que a gente também não pensa. Então a gente faz as coisas sem pensar e depois a gente acaba fazendo besteira. Sim. Igual.
Eu começo a voltar e eu perdi minha mãe muito cedo, né? Não sei se você já... Eu já falei aqui, se você já viu minha história também. Essa parte eu não lembro. Então, a minha mãe... Eu já falei alguns podcasts aqui. Ah, não. Lembrei que você falou que você morava com o seu tio, que era o auditor, né? Porque você perdeu sua mãe. É, porque por perder minha mãe, eu fui morar com o meu tio. Meu pai era separado desde quando eu tinha um ano.
Eu não tive a presença do meu pai. Era só minha mãe. Imagina, filho único. Minha mãe morreu.
Eu tinha 16 anos, né? Ela morreu muito jovem, com 35 anos. Caramba, cara. Câncer no estômago. Ela adquiriu com... Desenvolveu o câncer com 32. Só que ele foi tão, assim, forte, com 35 ela faleceu. E ela só falava... Porque eu era igual você. Imagina, vagabundo, da zoeira. Imagina...
O que passava na cabeça dela? Meu, o que vai ser do meu filho quando eu morrer? Ela só falava isso. Eu não sei que... Meu, você vai fazer merda. Aí eu fui morar com o meu tio. Só que muitas coisas ela falava. E eu era rebelde. Cara, nada a ver. Você fica falando besteira, não sei o que lá. Mas hoje eu levo. Eu falo, porra...
Ela não tinha razão? Sim, sempre tem. É impressionante como depois que seu pai te deu lá o memory card, já tinha comprado, ele só estava esperando sua atitude. Sim, você vê, esse voto de confiança que a gente recebe, a gente grava na memória.
Outra história também do meu pai que é muito marcante, que é como eu falei, quando a gente vem de uma situação assim, meio, muito humilde, você... Qualquer coisinha que é um pouco melhor, você já vê aquilo ali como um máximo. Então, como eu fui criado com a minha mãe, eu tinha duas realidades. Porque a minha mãe, como eu falei, ela tinha esse problema com o alcoolismo e quando ela trabalhava, ela ganhava pouco, porque era só uma cozinha, assim, ganhando salário mínimo também, fazia um biquinho ou outro.
E já o meu pai tinha uma condição um pouco melhor. Por quê? Porque ele era metalúrgico.
E na época, metalúrgico ganhava um pouco melhor. Só que eu não fui criado com meu pai. Então ele só pagava pensão. Mas não era aquela pensão regularizada juridicamente. Ele só dava lá quanto ele achava justo. Na época, acho que era 300 reais. Só que como minha mãe tinha esse problema de alcoolismo, esse valor não era revertido pra mim. Infelizmente, ela gastava tudo com bebida.
Eu saia, eu gastava no bar com o jogo, que ela era viciada em... Nossa, que foda. Em caçanicas, essas coisas, porque tinha no bar, né? E você presenciava isso? Uma coisa vai levar na outra. É porque ela me levava pro bar, que às vezes eu não tinha com quem deixar. E às vezes eu ia lá no bar.
E aí eu vivia naquele ambiente ali, né? É, porque a sua mãe, ela era doente, né, cara? Sim, é, alcoolismo. É uma doença. É uma doença, não consegue. Tanto é que eu falo que eu tinha duas mães. Porque assim, a minha mãe era uma pessoa quando ela bebia, e quando ela não bebia, ela era outra pessoa completamente diferente. Porque, eu não sei, deve ter alguma coisa que talvez...
Pode ser que no meu jeito leigo de pensar, às vezes até tenha alguma teoria, mas eu acho que o álcool... Tem gente que fala, ah, ele fez isso porque estava bêbado, ele mudou. Eu acho que o álcool não te muda. Ele potencializa aquilo que você já é. Então, por exemplo, a pessoa que já tem um temperamento mais estressado, se ela beber, vai potencializar aquela raiva que ela já tem e que ela controlaria sóbrio. E era o caso da minha mãe. Ela sempre... A personalidade dela era de uma pessoa estressada.
Só que ela sem beber... A pessoa perde o filtro. Perde o filtro. Então, ela sem beber, ela era estressada, mas era aquilo, ela se controla. Agora, quando ela bebia, ela já ficava mais agressiva. Ela não chegava a me bater nada, mas ela era aquela pessoa que queria discutir, queria arrumar confusão fácil, entendeu? Então, isso aí potencializa. E já tem pessoas que não.
Tem pessoas que já são mais extrovertidas, aí ela bebe, ela quer fazer o quê? Quer subir na mesa, quer dançar. Tem outros que são, sei lá, safadas. Aí a pessoa bebe, ela quer agarrar outro, quer beijar na boca, quer ficar abraçando. Então você vê, eu acho que ele potencializa aquilo que você já é. Então assim, a minha mãe...
Tinha esse problema e eu vivia nessas duas realidades. Porque aí como meu pai tinha essa condição melhor, quando eu ia pra casa do meu pai, eu via uma outra realidade que pra mim, aquilo ali já era outro mundo. Porque eu vivia numa casinha que era um barraco de madeira, literalmente. Era de madeira, era tudo de madeira lá, tinha rato no forro, era um bagulho assim bem zoado mesmo.
E aí quando eu ia pra casa do meu pai já era diferente, não era um luxo, mas aí já era uma casa de bloco, aí já tinha dois andares, aí eu já via que, sei lá, meu pai tinha um carro. Então eu já falava, pô, a realidade do meu pai é melhor. Então eu criei aquela percepção de, pô, um dia eu quero ser como meu pai, quero ter essa condição de vida do meu pai. Então o que eu pensava? Eu falava, ah, se meu pai é metalúrgico e ele tem essa vida, vou ser metalúrgico, logo vou ter essa vida também. Foi uma questão assim de lógica na minha cabeça.
Aí cheguei pro meu pai, pequenininho assim, acho que eu tinha uns 3, 14 anos também, não entendia nada, falei, pai, quando eu crescer eu quero ser igual ao senhor. Aí meu pai sempre foi secão, assim. Eu não quero que você seja igual a mim, não, eu quero que você seja melhor do que eu. Falou bem assim, secão, assim, direto, que meu pai sempre foi assim, curto e grosso. E na época eu nem entendi, né? Falei, caramba, meu pai tá nervoso, tô falando um negócio bonitinho aqui pra ele.
E ele seco nesse dia. Só que depois, com o tempo, eu fui percebendo que é o jeito dele.
Aí depois eu falei, caramba, realmente, um pai geralmente não quer que o filho seja igual a ele. Ele vai querer sempre o melhor. A gente fala, a única situação que o ser humano aceita alguém melhor que ele, porque a gente tem o nosso ego, é sempre nossos filhos prosperarem mais que a gente. E a gente faz questão.
Sim. E aí, olha que louco. Aí meu pai, como ele tinha essa condição um pouco melhor, e ele via que a pensão que ele pagava pra minha mãe não era revertida pra mim, infelizmente, aí ele começou a dar pensão por fora de um modo indireto. Então, ao invés dele pegar e dar dinheiro, o que ele fazia? Ele dava, normal, a parte dele lá pra minha mãe, que aí ela torrava tudo com as cachaçinhas dela, com a cervejinha samba.
aí ela gastava tudo lá, mas aí o que ele fazia? Ele falava, ó, vou pagar curso pra você. Aí então ele me pagou um curso de informática, na época foi na... Acho que era Microlins, era uma escola perto de casa, acho que era Microlins. Microlins é famosa, naquela região lá. Na época era bom pra caramba, então ele pagou esse curso pra mim.
E ali, sem perceber, ele já estava moldando o meu destino também. Porque eu fiz o curso de informática e gostei de fazer. Aí eu mexi ali com Word, aprendi a digitar rapidão. Você vê, na prova de escrevente, foi muito fácil para mim na prova prática. Porque era só digitar ali, eu sempre soube digitar sem olhar para o teclado rapidinho. A prova que você podia acabar em 10 minutos, eu acabei em 3 minutos.
3 minutos a prova, porque você vê então lá atrás, uma coisa que meu pai fez por mim também acabou mudando a minha vida sem perceber, tanto é que depois eu agradeci a ele, eu falei, ó pai hoje eu tô aqui aprovado, contei pra ele que fui aprovado no concurso escrevente falei, ó pai, tô aprovado e eu só consegui fazer essa prova prática hoje em dia porque lá atrás o senhor pagou um curso pra mim de digitação, senão hoje em dia eu não saberia digitar, é porque e...
eu não ia ter onde treinar eu tinha um computadorzinho velho que inclusive foi meu pai que deu também, só que aí na época eu usava só pra ficar jogando, então se ele não tivesse pagado o curso, eu não ia ter aprendido e não ia ter passado na prova, então você vê uma coisa lá do passado cria um efeito borboleta
Que muda a sua vida inteira. Não é louco, velho? Sim, exatamente. Fico pensando nisso. Às vezes eu tenho essas reflexões, eu falo, caramba, às vezes um minuto da sua vida que você tivesse agido diferente, a sua vida seria outra, cara.
Se você não fosse lá fazer a matrícula do direito lá... Sim. Entendeu? Ah, e se eu não fizesse o direito, eu não ia conhecer esse mundo dos concursos, porque eu só conheci pela faculdade, porque o ambiente ninguém sabia. Na minha família não tem ninguém concursado. Tem pessoas que têm faculdade, mas... Pessoas não, meu tio só no caso, que só meu tio que tem a faculdade. E aí ele tem a faculdade, mas a área da enfermagem geralmente não é voltada a concursos. É iniciativa privada, né? Hospital, vai trabalhar em CAPS.
então eu não ia ter esse incentivo pra não falar que não tem ninguém, tem um primo meu mas é um primo assim bem distante e ele é tipo uma lenda assim, a gente fala tem um primo lá cristiano que ele é concursado, mas eu não sabia nem que cargo era, o que fazia, só sabia que era concursado, e aí agora que eu conheço esse mundo, que aí eu até
Consegui o contato dele e falei, você trabalha do que mesmo? Aí puxei assunto com ele e descobri que ele é auxiliar de promotoria no MP. Que legal, hein? Então você vê, é um cargo de ensino fundamental. Que ganha quase igual ao do TJ. Ganha igual ao do TJ. E você vê, é de nível fundamental e já mudou a vida dele para muito melhor. Total.
Muito menor. Esse do TJ também. Esse do TJ tem gente que acha que é para nível superior, mas é nível médio só. Então você vê, se hoje eu tivesse um mentor, aliás, se naquela época eu tivesse um mentor, eu com 18 anos, por exemplo, eu não precisaria estar trabalhando no posto, eu poderia simplesmente falar, não, eu já estou aqui no ensino médio, com 16 anos eu já vou começar a estudar, com 18 eu presto a prova de escrevente, pronto, já estou tranquilo, já estou estável financeiramente.
Porque o salário do TJ hoje está 7.500 líquido. Imagina você com 18 anos ganhando 7.500 líquidos. Está no céu. Entra para a Forbes do Capão Redondo. Entendeu? Do Capão Redondo. Você morava no Capão Redondo, né? Ali perto, ali no Ângelo. Eu moro ali no Guarapiranga. Tem um pesqueiro xiroma ali, o final do Riviera. Eu moro ali naquela região ali.
Então você vê, meu, só isso daí já mudaria a vida da família. Só que você não tem uma instrução, aí você vai seguindo o que dá. Você vai seguindo os caminhos loucos, né? É, mas isso daí que você falou, agora eu lembrei... Você vai deixando a vida levar, né? Igual diz o Zeco Pagodinho, a vida vai te levando. A gente recebeu aqui a Rose, Rose Alves, né? E ela morava tipo na comunidade lá em Salvador, né? Hoje ela é auditora do TCM aqui, né? Tá ganhando mais de 35 pau e tal.
E aí ela falou que realmente é uma realidade diferente, as pessoas não têm acesso a nada e tal. E ela falou que veio um cara e falou para ela, isso aí você passou, você saiu da periferia, da favela, a favela venceu. Ela falou assim, quem venceu fui eu, a favela continua lá. Infelizmente, aquela realidade não vai mudar. Então você tem que sair de lá, se você quer sair, para você mudar a sua mente. Foi o que aconteceu com você. Se eu falar para você, a favela venceu. Não, quem venceu foi o Lucas.
Porque a favela está lá, cara. Lá não tem concurseiro, lá não tem gente querendo prosperar na vida, porque a realidade deles é outra. A realidade deles, eles desconhecem a realidade. Desconhecem. Se você chegar para alguém lá e falar assim, ô, vocês não estão afim de fazer concurso, eles vão falar, o que é isso? Para quê? Não, o que é concurso? Não, concurso. Você faz uma prova, você tem que estudar, aí você consegue estabilidade.
Até não, nunca estudei, por que eu vou fazer isso aí? É, exatamente. É isso que eles vão falar, né? A pessoa não se sente nem capaz, né? Porque ela vai falar, não passa nem na escola direito, vou estudar. Sou sempre analfabeto. É, aí ela vai achar que ela é incapaz. E era assim que eu me sentia na época. Exato. Mas então quem venceu foi você. É. E por sorte também, né? Porque eu tenho essa concepção de que o meu destino foi muitas vezes sendo por sorte. Logo, tem...
Lógico, tem todo aquele esforço da gente ter que estudar, tirar um tempo ali, mas isso não é de uma hora para outra. Eu não cheguei nenhum dia assim naquele aluno zoeira do ensino médio, e no outro dia eu estava ali com a cara no computador, no tablet, estudando ali e me dedicando. Foi uma coisa progressiva. Só que se você já tem uma base boa e você já é acostumado a ter essa realidade desde criança, quando chega para estudar você já está no nível.
Por isso que às vezes não dá para a gente querer se comparar com outra pessoa. Eu falo assim...
A minha meta de vida é estar melhor do que o eu de ontem, do que eu mesmo. Porque se eu for me comparar com o Anderson, for me comparar com o Rogério, for me comparar com a Nasli...
você vai só se frustrar, porque são outras realidades. Por exemplo, você pega lá, você vê aquelas capas. Ah, passei em 45 dias, passei em 3 meses. Às vezes a pessoa não está mentindo, mas tem toda uma base por trás, tem todo um preparo que às vezes ela não leva em consideração.
Não estou falando que é impossível, não é impossível. Só que, às vezes, exige uma coisa que você não tem mais como conseguir. Por exemplo, igual eu falei, eu era e sou ainda horrível em matemática. Aí suponho que tem só uma prova aqui de massa, só matemática. Não vai cair mais nada na prova, só matemática. Um cara que já fez, por exemplo, um ensino técnico na área de matemática, sei lá, fez uma área de ciências da computação que já aprende um pouquinho, ou fez um ITA da vida ali, escola militares.
Ele vai estudar às vezes um mês, ele vai passar. Mas não porque ele estudou um mês, e sim porque lá atrás ele já estudou dois anos. Então é aqueles dois anos de trás e mais um mês, não é só aquele um mês. Só que aí às vezes as pessoas não refletem sobre isso. Mas isso até desanima, porque uma pessoa fala assim, poxa, peraí.
Se eu estou aqui há um ano e meio estudando dois, e o cara passou em um mês, eu sou um asno. Isso. E o cara é um gênio. Quando na verdade, não. Esse cara já se preparou, que nem você falou, por cinco, dez anos. Só que chegou na hora da prova, ele se preparou para mais um mês, porque ele já tinha uma base formada. Isso eu falo direto. E as pessoas acham que não. Não, porque eu sou burro, estou há dois anos tentando. Não é, cara. Sim. E outra coisa também. Às vezes tem a questão até de...
facilidades, por exemplo, eu tenho muita dificuldade em matemática, mas a língua portuguesa, eu tenho facilidade. Então, quando eu ia fazer prova, mesmo sem estudar português, eu acho que foi pelo fato de eu ler muito. Como eu leio muito, eu pego ali um texto, análise de texto ali e falo, ah, por que que essa vírgula tá aqui?
Aliás, analise se essa vírgula aqui está certa. Eu não vou saber explicar se está certo, porque é uma oração subordinada, coordenativa, substantiva, objetiva, não sei o quê. Não, eu falo, meu, está esquisito. Está estranho, está feio. Eu olho e falo, está feio. Eu nunca vi isso aqui num livro. Porque geralmente o livro tem a revisão técnica. Eu falo, meu, nunca vi essa vírgula aqui desse jeito num livro.
Você vai pela experiência. É, você vai por um feeling ali. Você tem uma experiência, tem um feeling. Então, tem as suas facilidades. E aí, tem pessoas que têm facilidades em exatos, tem outras que têm facilidades em português, outras, sei lá, em uma coisa mais espacial ali, geografia, essas matérias, comunicação. Igual o Rogério tem facilidade mais na parte de comunicação, seguiu para o jornalismo aí.
Então, tem que levar isso em consideração também. Às vezes a pessoa passou, sei lá, em seis meses, dois meses, mas aquele concurso era um concurso que, coincidentemente, era uma área que cobrava as facilidades dela. Quer ver? Vou pegar um exemplo que vai ficar bem claro. Hoje em dia eu estudo para taquígrafo. Na prova de taquígrafo...
80% da prova é língua portuguesa. Então se eu pego para fazer, eu tenho uma facilidade e eu vou bem. Eu fiz o concurso de taquígrafo da Câmara de Campinas e eu acertei 85% da prova estudando no pós-edital. Não passei porque chama bem pouco, estou em 18º e só chamou uma pessoa. Para você ter ideia do nível da concorrência, eu acertei 85% e fiquei em 18º. No primeiro colocado acertou 95% da prova.
Então você vê, eu fui bem, não porque eu estudei ali um mês, mas porque caíram perguntas que já são coisas que é da minha facilidade, que eu tenho mais facilidade para aprender língua portuguesa. Você assistiu a nossa live lá, da Câmara dos Deputados, na comunidade? Assistir, pô. Você viu? Ela é de Itaquígra. Falou de Mila, né? Falou de Mila, então. Assistir, é imperdível. Agora eu não sabia. Inspiração. Pessoal, só para vocês saberem, tá?
O Lucas está na nossa comunidade do Como Passei. Essa comunidade é nossa, fechada. E lá teve uma live da Ludmilla, que vai sair o concurso público. Eu não sei quando vai para o ar essa entrevista, porque é gravada. Mas vai ter o concurso de Itaqui. Agora que você falou...
É uma boa pedida para você fazer esse concurso, a gente tá aqui, Grifo da Câmara. Imagina você ganhando 35 o palco. É a meta. Entendeu? Agora que você falou, eu vou até falar com o Túlio lá para trocar uma ideia com você. É a meta mesmo. É isso aí. Para a gente dar um jeitinho para te ajudar. É que a taquigrafia é um pouco desconhecida. É uma arte que não é tão divulgada. É que assim, quem começar agora a estudar taquigrafia é difícil, porque são várias...
é diferente, né? Você ficar decorando aqueles negocinhos lá é diferente, mas se você já está na pegada, faz esse concurso da Câmara, cara. Não deixa de fazer não, mesmo que você tenha que ir para Brasília fazer, faz essa prova aí. Ou para senhor mesmo. E é um negócio que é gostoso de aprender, cara.
É igual eu te falo, a minha vida é tão aleatória que parece que tudo que acontece na minha vida é aleatório. Nada é planejado. É tudo muito aleatório. E a taquigrafia foi a mesma coisa. Eu conheci por acaso. Eu gosto muito do Enéas. Lembra dele? Sim, sim. Eu assisto vários vídeos dele. Antes eu fazia... Eu olhava ele com chacota. Hoje eu me arrependo. O cara era muito visionário. A mídia deu uma manipulada. Ele era muito visionário.
Então, e eu admiro muito ele, não pela parte política, porque política tem essas tretas, mas eu admiro ele pela parte dos estudos. Ele é um cara que me incentiva, que me inspira nessa parte dos estudos, porque, meu, ele veio também de uma origem muito humilde. O cara fez curso de matemática, de física e medicina. E passou em primeiro ainda, né?
A maioria deles em primeiro lugar, anestesiologista do exército, cardiologista. O livro dele de eletrocardiograma até hoje é referência na área, e você vê o quão visionário o cara era. Então ele me inspira nessa parte de estudos. E aí olha como eu descobri a taquigrafia. Foi através de um vídeo do Enéas, que ele estava falando das profissões que ele já teve antes de ser médico.
E dentre umas delas, que ele falava lá, já fui açougueiro, já trabalhei de sapateiro, um monte de coisa. Ele falava, já fui taquígrafo. Eu falei, taquígrafo? Que desgrama que é taquígrafo. Só que eu sou uma pessoa muito curiosa. Eu não me importo de não saber algo. O que me incomoda é eu saber que eu não sei.
E amanhã eu continuar sem saber. Entendi. Então eu sou assim. Então eu falei, ah, taquígrafo. Não sei o que é, vou pesquisar. Pesquisei lá, taquigrafia. Eu vi lá, taquigrafia é uma arte de escrever rápido através de símbolos abreviados.
Pô, interessante isso aqui, legal. Eu falei, será que existe algum curso aí? Falei, vou pesquisar, porque eu achei interessante o conceito, né? Escrever rápido, parece útil. Aí joguei lá, curso taquigrafia grátis, que eu também não queria gastar, né? Não sou besta. Aí eu falei, vai que cola, né? Aí achei lá o site do professor Valdir Cury, até indico, inclusive.
E aí, meu, esse professor é um santo na terra, porque ele fez um site que é 100% didático, 100% gratuito, e você aprende ali de forma autodidática. Você pega a lição 1 e aí vai estar lá, igual criancinha mesmo, assim, ó, o símbolo do bar é assim, o símbolo do dar é assim, o símbolo do tá é assim. E você vai aprendendo símbolozinho por símbolozinho.
Depois que você aprendeu tudo, aí você começa a parte do treinamento de velocidade. A taquigrafia se divide em duas partes, que são o aprendizado dos sinais e taquigramas, que são os símbolos, e depois o treinamento de velocidade.
E aí eu vi esse curso lá e na época eu tava trabalhando na UPA. Aí nessa época eu já não tava mais segunda a sexta. Eu tava plantonista, 12 por 36 à noite. Ganhava mais? Ganhava mais porque eu tinha um adicional noturno. Sim, sim. Então pra mim era melhor. Aí eu trabalhava a noite de plantão e de madrugada era tranquilo. Depois da meia-noite na UPA não ia quase ninguém. E aí eu ficava no balcãozinho de senha lá, distribuindo a senha.
Como não ia ninguém, eu ficava lá. No computador da UPA mesmo. Fazendo a liçãozinha, taquigrafando. O pessoal achava que eu era doido lá.
Fazendo coisa em árabe, né? Psicografando, né? Psicografando. Aí como eu tenho essa barba aqui, eu cansei de ficar explicando que era toda vez taquigrafia. A pessoa, tá fazendo o que esse símbolozinho aí? Não, eu tô aprendendo o árabe. A pessoa, ufa. Eu vou fazer isso daí. Então, aprendi taquigrafia por acaso também, aleatoriamente assim. Aí fui pegando o gosto. Mas você sabia que tinha pra concurso?
Então, para você ver, eu aprendi a taquigrafia despretensiosamente. Não foi para prestar concurso nem nada. Foi um negócio que eu achei legal. Falei, vou estudar isso aí. Comecei a estudar. E aí depois que eu fui descobrir que tinha concurso para taquígrafo. Aí quando eu vi que abriu o edital, eu falei, deixa eu ir vendo esses editais aí, se vale a pena. E aí prestei o concurso da Câmara de Campinas, que foi esse que eu fiz 85%. Prestei o da, acho que foi a Lespe.
Foi um outro. Da Câmara, acho que foi da Câmara de São Paulo. Acho que foi isso, Câmara de São Paulo. Foi a FGV? Isso, é. Você falou, agora me lembrou. Deu até uma tristeza aqui de lembrar. Porque nessa daí eu não passei. Mas por que eu não passei? Por causa de matemática. Falei, pô, velho, não acredito que não há prova de taquígrafo você ser reprovado por causa da matemática, que é a única coisa que o taquígrafo não usa é matemática.
É a única que ele não vai usar. Aí falei, não, mas eu não sou de ficar reclamando, né?
retruquei ali na hora comigo mesmo, mas falei, não, faz parte, a gente tem que jogar com as regras do jogo. E aí foi quando eu fui atrás de começar a aprender matemática. Falei, mas também não vou... O legal de concurso de taquígrafo, pelo menos, é que ele tem poucos inscritos. Sim. Poucos inscritos. Então, embora às vezes não tenha muita vaga, porque às vezes a pessoa não quer viajar, a pessoa não quer aprender um negócio. É um negócio meio difícil de aprender, sabe?
E o ser humano, ele não é tão curioso assim, igual você. Eu certamente não faria.
Eu me conheço. Mas quem vai atrás dessa matéria de taquigrafia, a pessoa tem grandes chances de passar em concurso público. E você... Meu, eu acho que você recebe tanto sinal. Você vê o sinal lá de cima, lá? E você aproveita. Não, não. Deixa eu fazer. Eu vou atrás. Por isso que é legal. Às vezes, você recebe sinais. Você vê que o negócio aparece para você. Você fala, não. Deixa eu ver o que é.
Pelo menos você vai atrás. Porque às vezes eu fico pensando assim, Deus manda vários sinais. Já mandei isso para o Lucas, o bicho não fez. Já mandei para ele. Vamos mandar mais sinal para o Lucas. Se vira aí, pelo amor de Deus, cara. Entendeu? Foi assim, essa questão da taquigrafia, essa loucura. E aí comecei a treinar, treinar. E até hoje eu treino. E é um negocinho tão útil que hoje em dia a maioria das coisas que eu vou anotar assim, eu escrevo tudo taquigrafado.
Porque a taquigrafia nada mais é do que você escrever e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse, e como se achasse,
de um modo mais rápido do que o que você escreveria da maneira convencional. Então, assim, você escrevendo normal, quer seja de letra de forma ou letra de mão, você vai conseguir, no máximo, umas 30, 40 palavras em um minuto, em média. Já com a taquigrafia, você consegue chegar a 140, 150. O recorde mesmo do taquígrafo brasileiro é 220 palavras por minuto. Então, imagina.
O nome dele é... É... Jaci. Jaci alguma coisa o nome dele. Que o pessoal até chamava ele de Príncipe dos Taquígrafos. É.
Porque, assim, ele trabalhava na Câmara dos Deputados e ele era, assim, recordista. Ele conseguiu fazer 220 palavras em um minuto. Então, é muito rápido. Assim, do jeito que a gente está conversando aqui, a gente deve estar mais ou menos aí umas 90, 100 palavras no minuto. Agora, imagina 200. É como se estivesse vendo o Hector Kenzo na velocidade... É verdade. Entendeu? É verdade. É naquele ritmo. Então, imagina você conseguir escrever palavra por palavra daquele jeito ali.
E é uma boa mesmo essa área de taquigrafia. E aí é o que eu te falo, de ser aleatório. Porque eu passei no concurso de escrevente porque eu estava estudando para taquigrafia. Eu não passei mirando no concurso de escrevente. Porque eu estava estudando para taquígrafo, que era o da Câmara de Campinas que eu ia fazer.
Então eu estava com a base boa em português, aquelas matérias básicas de informática, matéria ali de constitucional, pelo menos aquela parte inicial ali dos direitos fundamentais, políticos, nacionalidade. Então essa parte assim, eu já estava com a base boa. E aí abri o concurso de escrevente e falei, ah, vou aproveitar, já que nesse de Campinas não deu certo, vou aproveitar essa base e vou mirar aqui agora no de escrevente. E aí abri o concurso de escrevente, um pouquinho depois desse da Câmara de Campinas.
E aí eu aproveitei a base que eu já tinha, estudei por descrevente e deu certo.
E isso foi que ano? Isso foi 2024. 2024. 2024. Entendi. Então, na verdade, quando você começou a fazer concurso público, você mirou em concurso de taquigrafia, foi isso? Exatamente. Ah, entendi. Foi na área de taquigrafia. Assim, começando, começando mesmo, olha pra você ver como eu tenho TDAH, respondendo essa pergunta lá do começo. Lá do começo eu vou responder agora. Como foi que deu esse start pra mim, de começar no concurso?
Quando eu entrei na faculdade de direito, aí o pessoal de direito já é mais antenado nessa parte de concurso, né? Então eu vi o pessoal comentando direto, ah, vai ter concurso de não sei o quê, vai ter de não sei o quê. Então eu vi o pessoal comentando, eu ia lá, pesquisava e fazia. Só que naquela prepotência que todo estudante de primeiro semestre tem, falava, não, tô na faculdade de direito, isso aí vai ser moleza.
todo estudante de primeiro semestre é trouxa já se acha o bem emende o justiceiro não faz sentido então eu ia pras provas mas eu não me considero um estudo porque eu não estudava pra prova então por exemplo já fiz prova de procuradoria defensoria eu era louco, eu falava assim eu olhava lá o edital da defensoria pública
Eu olhava e falava, não, vou fazer essa prova aqui, só caem as coisas que eu estou vendo na facul aqui, constitucional, administrativo. Que inocente. É, inocente, concurseiro. Eu digo assim, concurseiro ele tem as fases, né? Quando ele começa, ele tem aquela prepotência, ele subestima a dificuldade do concurso. Ele fala, não, o concurso deve ser facinho, vou estudar aqui um mês, dois meses. Aí ele vai naquele clickbait do YouTube, né? Não, o cara passou em três meses, como é que eu não vou passar?
Aí eu tinha essa mentalidade. É o efeito Duny Kruger que a gente fala. Depois você pesquisa. Eu ouvi vocês comentando isso aí. Você não sabe alguma coisa e você acha que sabe muito. E quando você sabe, você já fica... Faz assim, o efeito Duny Kruger é uma curva. Então a pessoa sai de lá de cima falando assim, eu sou concurseiro, eu sou foda. Aí ele começa a fazer um monte de prova. Aí ele...
Ele cai, aí ele vai falar assim, bom, essa é a realidade. Aí o cara passa a ficar humilde e vai falar, eu não sou foda. Só que ele fala o seguinte, o efeito Dani Kruger, na hora que você chega aqui embaixo, você tem duas opções. Ou você sai fora, ou você fica humilde e começa a estudar. Aí você começa a estudar, começa a subir, subir, subir, subir, e chega um momento que você já está preparado. Só que quando você sobe, você fala assim, eu não estou preparado.
Você começa a falar, não, eu sei que eu não estou, eu tenho que estudar mais. E é esse momento que o cara passa, que é o efeito Dani Kruger, né?
Exatamente, você descreveu perfeitamente, porque no concurso do TJ foi exatamente assim. Aí eu já estava humilde, já tinha me colocado no meu devido lugar. Aí na prova do TJ eu fui fazer, estava estudando, aí eu já estava estudando firme, porque eu estava já fazendo um estudo bem direcionado, mas peguei o edital direitinho.
Aí tava estudando, só que chegou na prova, eu olhava ali pra aquela prova e falei, nossa senhora, isso aqui tá difícil demais. Saí da prova assim decepcionado, falei, nossa, sem chance de passar. Aí joguei minha nota lá no olho na vaga, lá...
Não tinha saído o gabarito ainda. Aí eu estranhei. Falei, meu, eu tô ficando sempre no topo aqui. Isso deve estar errado. Porque eu tô com a nota baixa, teoricamente, na minha cabeça, né? Eu tô com a nota baixa e eu tô ficando aqui sempre em primeiro. Primeiro, por quê? Acho que deve estar errado. Vamos ver quando sai o gabarito. Aí saiu o gabarito. Fiz 76 pontos. Aí eu falei, ah...
Sem chance, geralmente a nota de corte do TJ é 90%. Falei, então esquece, né? Aí nem fui atrás disso mais. Quando saiu a nota de corte, eu vi que eu tava dentro da nota de corte e ainda fiquei em primeiro lugar nas cotas e 18º lugar na lista geral. Falei, pô...
Por quê? Porque foi na época que a Vunesp mudou o padrão. Antes tinha uma prova mais decoreba, então era aquele papo 1, por isso que a nota de corte é lá em cima, porque como a prova era um nível mais fácil, todo mundo acertava e, consequentemente, aumenta a nota.
Só que como mudou o padrão e a prova ficou mais difícil, a nota de corte foi lá embaixo. Então, mesmo eu tendo feito 76% da prova, foi suficiente para eu ficar em primeiro lugar nas cotas e quatro pontos acima do segundo colocado ainda. O segundo colocado das cotas fez 72%.
Então você vê que às vezes o pessoal fala, ah, qual que é a nota de corte? Você vê a nota de corte e não quer dizer muita coisa, porque às vezes a nota de corte vem baixo porque a prova foi difícil. Sim, sim. Por exemplo, é que essas provas de auditor aí da Receita Federal, às vezes o cara faz metade da prova e passa, velho. Mas não é porque a prova é fácil, é o contrário. É porque a prova tá muito difícil. Então quem fez o mínimo, o cara já é muito foda de fazer o mínimo, entendeu? Sim, sim.
Que legal isso aí. E você tinha escolhido a religião de São José dos Campos, é isso? Foi Bragança Paulista. Região de Bragança Paulista. Porque aí Bragança Paulista tem as cidadezinhas. Podia chamar para Bragança, Atibaia, Jarinu, Piracaia e...
É, eu acho que é isso. E Nazaré, que é que eu tô. Aí eu fui nomeado pra Nazaré Paulista. Pô, que legal, hein? Você vê, né? Nossa, tranquilidade. E não tinha a Comaca na época de Tapcirica, por exemplo? Tinha, mas eu já tava com essa intenção de sair dessa loucura de São Paulo. Ah, tá. Porque Tapcirica era ali, mas tava morando no Capão?
Não, eu morava ali na região do Guarapiranga, perto de Adiange. Mas mesmo assim, muito longe não ali, divisa de tapicerica ali, né? Só que aí eu queria ir para o interior mais tranquilo, né? Ah, você já escolheu pretenciosamente. Então, esse concurso que você fez foi o de 2024. 2024. Então, eu queria te perguntar agora, voltar um pouquinho na sua mãe, porque você morava antes com quem? Com a minha mãe. Você morava com a sua mãe.
E como que você soube lidar? Porque eu lembro que você até comentou que na época que sua mãe faleceu, você trabalhava inclusive lá na UPA, né? Não sei se foi na UPA, exatamente na UPA que você trabalhava. Exatamente, até devagar. Eu estou falando, vamos fazer o teste. Hoje eu estou tossindo, gente. Eu estou com uma tosse aqui que não está passando. Então pode ser que vocês fiquem incomodados quando ele está conversando. Desculpa mesmo, eu estou com uma tosse bem chatinha aqui, mas eu estou me segurando aqui, tá?
E aí você falou que você morava com a sua mãe. Morava com a minha mãe a minha vida inteira. O concurso foi em 2024 e aí você perdeu a sua mãe em 2023, né? Em 2023. Tá. Você meio que presenciou tudo, então. E como que você lidou com tudo isso a ponto de você ainda ter cabeça para fazer concurso e ainda conseguir passar em primeiro? Como é que foi esse momento? Porque...
O ser humano é complicado nesse sentido. A gente perde a pessoa mais querida da nossa vida. E de repente você, em pouco tempo, fala assim, não, eu vou fazer concurso, eu vou prestar. Como você soube lidar com tudo isso?
É, foi assim, na época eu estava trabalhando em dois empregos. Eu estava conciliando a OSC Jan com a OS Associação Saúde da Família. Então eu trabalhava uma noite em uma UPA e outra noite em outra UPA. Eu entrava às sete da noite e saia às sete da manhã. Aí eu dormia de dia até meio-dia, almoçava e já ia para outra de novo. Então nessa época, nesse dia que a minha mãe faleceu, eu estava na UPA do Ângela.
Que era mais perto da minha casa, dava pra ir até andando, inclusive. Aí minha mãe, como ela já tinha esse problema do coração, e eu trabalhava já na área da saúde, conhecia os médicos, a equipe de enfermagem toda, então geralmente quando ela passava mal, precisava ir, ela já ia lá, porque eu já conhecia todo mundo, já sei como que funciona. O pessoal dava atenção bacana lá pra ela, né? Aí nesse dia, cara, ela passou mal. Eu tava no meu plantão, eu tava até no horário de descanso, inclusive.
que a gente tinha duas horas de descanso lá à noite, né, de janta, aí eu aproveitava pra dormir. Aí eu tava dormindo, aí o pessoal chegou e me falou, ah, gente, a gente tá te procurando aí porque a sua mãe chegou aí. Eu falei, putz. Aí fui lá, conversei com ela, falei, mãe, o que aconteceu lá? Tô com muita falta de ar, não sei o quê. Eu falei, ah, então fica aí, toma uma medicaçãozinha, daqui a pouco a senhora tá melhor, né?
Aí ela, beleza, aí ela passou a noite lá internada, isso aí ela chegou mais ou menos, acho que era meia-noite, entre meia-noite e duas horas da manhã, chegou, ficou lá internada. Aí quando foi de manhã, coincidentemente ela tinha uma consulta que eu, meu, por isso que eu não tenho peso na consciência, porque tudo que eu podia fazer eu fiz por ela. Pagava consulta particular com um cardiologista, pagava exame, pagava Uber, que precisasse vender a casa, vendia pra ajudar minha mãe.
Aí ela falou, amanhã tem a consulta do cardiologista. Aí eu conversei lá com o pessoal da enfermagem e falei, ó, minha mãe vai ter alta hoje, porque ela tem consulta cardiologista. Aí o pessoal de lá da enfermagem e do médico falou, ó, não, ela tá bem, já estabilizou.
Dá pra você levar sim, e é até melhor, inclusive, porque aqui como só é clínico, é melhor você levar ela no cardiologista, que é especialista mesmo, né? Falei, não, beleza, já tenho a consulta marcada hoje. Aí eu falei, ó, então a gente já vai dar alta pra ela. E aí, sete horas, que ia ser o final do meu plantão, aí ela tá liberada, né? Ah, beleza, aí eles já estavam lá fazendo a ficha tudo pra ela.
Aí eu subi pra pegar minha bolsa, que eu já ia pra ir embora, né? Que eu ia já pegar com ela. Eu subi e falei, ó mãe, só vou subir e pegar minha bolsa. Tava acabando o seu turno, né? Tava acabando o meu turno. Isso já tinha amanhecido, já era umas seis e meia, mais ou menos. Eu ia sair às sete. Eu falei, ó mãe, vou subir e acabar de atender o pessoal lá, passar o plantão. E aí a gente já vai embora pra passar no cardiologista.
Ela falou, tá bom, vai lá. Aí quando eu subi, na hora que eu ia descer de novo, o pessoal me chamou na salinha e falou, não desce agora não, porque a sua mãe parou, velho. Eu falei, puta, eu não acredito. Aí falou, parou e eles estão tentando reanimar ela lá. Deu um infarto nela, né?
Aí eles me avisaram, falaram, não desce lá não, pra você não ver essa cena, tudo, né? Aí eles falaram, não desce não, porque sua mãe parou. Aí fiquei lá na sala lá, o pessoal ficou conversando comigo pra dar uma acalmada, né? Aí conseguiram reanimar, aí reanimou, falou, conseguiram reanimar sua mãe, só que agora ela tá entubada, né? Porque tá muito baixa a saturação, o coração dela tá bem fraquinho.
Aí falou, tá bom. Aí o pessoal falou pra mim, ó, vai pra casa, dá uma descansada e qualquer coisa a gente liga pra você, né? E eu morava pertinho, falei, ah, beleza, então. Aí fui lá embaixo, desci na UTI, dei um beijo na testa dela, aí eu falei assim, ó, mãe, vai ficar tudo bem, daqui a pouco a senhora sai daqui. Ela entubada, cara, aí ela falou, não falou nada, né, porque ela tava entubada, só tava assim, com o olho fechado.
Aí eu dei um beijo na testa dela, dei um abraço nela na UTI e fui pra casa, né? Aí dei a notícia pro pessoal, falei, ó, cheguei lá, falei pro meu avô, que é o pai dela. Falei, avô, minha mãe infartou, avô. Aí meu avô, meu Deus do céu, não acredito, pai dela, né? Aí ele falou, mas ela morreu? Aí eu falei, não, avô, ela não morreu não, ela tá só entubada só.
Mas ela vai ficar bem, se Deus quiser. Aí eu abri o celular e já desenrolando, eu abri o celular e comecei a mandar mensagem para todo mundo, todo mundo que eu conhecia. Ô galera, pessoal, aí consegue uma vaga de cardiologista, de emergência para minha mãe. Eu sempre fui bem relacionado com o pessoal da saúde. O pessoal, não, vou conseguir uma vaga aqui no hospital. O pessoal já está sabendo. Eu estamos pedindo aqui a transferência dela.
aí, beleza, eu tava esperando o pessoal fazer essa transferência pra ela pra um lugar mais especializado, né aí, daqui a pouco me mandaram mensagem de novo
Falaram aí a Milana, que é a enfermeira que trabalhava lá comigo. Ela falou assim, ô Lucas, dá uma passada lá na UPA e leva o RG da sua mãe. Eu falei, puta, aí nessa hora aí eu já desabei, porque como eu trabalhava na área da saúde, eu já sabia que quando é pra levar o RG assim é porque faleceu. Aí ali pra mim eu desabei, aí eu comecei a chorar.
Aí eu mandei mensagem pra minha namorada da época, que hoje em dia é minha esposa. Eu falei, ó, nega, minha mãe morreu. Ela falou, como assim? Que ela tava bem. Eu falei, ela infartou, nega. Coração é... Coração é assim mesmo, para de uma hora pra outra. Aí... Eu mandei mensagem, avisei o pessoal. Aí, meu, foi coisa de filme, velho.
Coisa de filme, porque avisei o meu tio, que também é irmão dela. Ele falou, vamos lá, vamos lá de carro lá pra UPA, vamos ver. Aí eu fui de carro pra UPA, velho. Eu juro por Deus, né? O carro tava chegando na UPA, assim. Eu desci do carro, quase com o carro em movimento, assim. Saí correndo. Já conhecia lá dentro tudo que eu trabalhava lá. Aí desci pro piso de baixo, que era onde ficava a UTI.
E quando eu desci correndo, eu não tinha nem tirado o uniforme ainda, eu tava sem camisa por baixo assim, com o uniforme aberto, todo jogado, todo largado. Aí cheguei correndo, desci lá embaixo, aí tava o médico que é um puta profissional muito bom, o doutor Leandro. Leandro de Gaspi. Melhor médico da UPA, cara. O cara é muito bom, velho. Aí, quando eu desci, eu dei de frente com ele, assim, ele tava na porta da UTI, eu abri a porta com tudo assim, falei, doutor.
minha mãe morreu, né? Aí ele falou, a gente fez de tudo pra salvar ela, não consegui, aí ele falou assim pra mim, desculpa, aí ele começou a chorar comigo, eu dei um abraço nele, falei, ô doutor, obrigado, eu sei que você fez de tudo pra salvar minha mãe, porque o cara é foda, ele é um médico muito bom, então eu sei assim, que não foi por negligência, não foi nada do tipo, porque não foi nada do tipo,
A equipe do meu plantão era muito boa, cara. Só tinha gente fera lá. E, assim, depois eu fui descobrindo fatos, assim, que você vê que foi tudo muito repentino mesmo, velho. Parece que passa, assim, um anjo da morte levando, velho. Porque a Marcele, que trabalhava comigo de administrativo, ela falou, depois, né, que eu já tinha me acalmado, depois de um tempo, ela falou, velho, eu vi na hora que a sua mãe infartou.
Ela estava conversando no celular com alguém, mandando algum áudio, e foi do nada. Ela estava com o celular na mão, eu estava de costa, ela estava mandando um áudio, e aí eu só escutei ela fazendo assim, ai, e aí parece que ela parou, derrubou o celular no chão, você vê, ela estava com o celular na mão, aí o celular caiu da mão dela.
ela derrubou o celular e infartou. Aí essa menina da administração que avisou o pessoal, porque ela já estava de alta, estava bem, e o coração parou do nada, foi um negócio assim, fulminante, não foi nada assim que foi dando indícios, sabe? Aí ela falou que aconteceu isso, e aí depois eu descobri que aí, como eu falei, essa menina da administração falou, ah, sua mãe estava mandando um áudio falando com alguém na hora.
Aí depois eu descobri que ela tava falando com o meu tio, que é... que a irmã dela mora comigo no quintal também, e ela tava mandando um áudio pra ele na hora, acredito? Ela tava falando, ô Fabinho, que é meu outro tio, ô Fabinho, daqui a pouco eu tô indo embora, eu vou passar com o cardiologista. E ela tava mandando esse áudio e no áudio sai. O último... o último suspiro de vida dela, cara. Tem esse áudio lá até hoje, é...
É um áudio pesado de você ouvir, que o último suspiro de vida dela ficou gravado. Aí ela tava falando, ah, Fabinho, eu vou no médico agora, vou passar no cardiologista, aí ela faz assim, ai, e aí para o áudio e acaba, entendeu, mano? Nossa, foi um, assim, é uma coisa que eu não desejo pra ninguém.
Foi assim, de longe, de longe, de longe, o pior dia da minha vida, cara. O pior dia da minha vida. Só que assim, Anderson, parece uma coisa divina, assim, cara. Porque a minha mãe, ela, nesses momentos de sobriedade dela, ela era uma pessoa muito boa, muito boa mesmo. Tinha um coração de ouro.
E depois que ela teve esse problema no coração, ela parou de beber. Então, aí ela virou outra pessoa. Ela era ela mesma, né? Ela não era mais aquela Fátima alterada. Ela era sempre ela. Então, ela ficou muito calma, virou outra pessoa. Então, assim, eu passei os últimos meses de vida dela com a minha mãe mesmo. Aquela mãe que sempre me deu carinho, me deu atenção, me deu amor.
E, meu, nossa, aí ela, nessa época que ela já tinha parado de beber, aí ela era outra pessoa, ela me via estudando lá, aí ela pegava, chegava com um pratinho de comida, ó, nego, estuda aí. E ela era muito preocupada, porque como eu tava trabalhando em dois, o que eu tinha que fazer? Eu tinha que deixar de dormir pra poder estudar, né? Porque eu trabalhava à noite, aí o certo era eu dormir de dia pra poder trabalhar de novo, só que aí o que eu fazia? Eu saía do plantão e aí ao invés de dormir eu ficava estudando.
E ela reclamava muito disso. Ela falava, você tem que dormir, nego. Você vai ficar doente. Eu falava, não mãe, mas eu tenho que estudar aqui. Então ela me viu pegando essa fase aí estudando e ela se preocupava muito. Aí o que eu comecei a fazer? Para não deixá-la preocupada, eu saía do plantão. Aí ao invés de ir para casa, eu ia para um shopping. Um shopping Fiesta que tem ali. Não sei se você conhece, que até fechou. Não conheço, você não conhece. Ele fica ali na Avenida Guarapiranga.
Na época ele estava aberto ainda, agora ele faliu. Só que ele já estava nessa transição de falência.
Então era abandonado, só tinha o McDonald's e a Smart Fit. Então eu ficava lá na mesa do prazo de alimentação, ficava estudando lá. Ou então eu ia pra alguma padaria, então comprava um café e ficava na padaria estudando pra não deixar ela preocupada. Porque se eu ficasse em casa, ela ficava toda hora lá, de 5 minutos, vai dormir, vai dormir, vai dormir. Ela me chamava de nego. Ah, nego, vai dormir, depois você vai ficar doente, vai passar mal. Então eu fazia isso pra não preocupar ela, sabe?
Então, assim, eu vivi os últimos meses dela assim, foram incríveis, assim. Aproveitei muito com ela, tudo que podia fazer por ela eu ajudava. Ela tava sempre lá comigo, me via estudando. Então, assim, foi muito traumático o dia em si, né, da notícia, que aí você fica naquele estado de negação no começo, né? Sim, sim. Mas foi, assim, uma coisa divina, cara, porque depois que ela faleceu...
foi muito louco, porque o dia que ela faleceu, eu sofri demais, eu não queria aceitar, chorei o dia inteiro. Mas no dia do enterro eu estava muito tranquilo, porque parecia que para mim era uma coisa que foi positiva para ela também, porque eu me sentia muito mal de ver ela naquele sofrimento. Então, acabou o sofrimento. Exatamente. E aí nesse momento você tem a empatia. A gente se torna um pouco altruísta nesse momento, justamente porque...
Se você tiver essa escolha, você, Lucas. Lucas, você prefere sua mãe viva com o coração machucado, com o coração inchado, mas sofrendo, ou você prefere que a sua mãe vá embora para acabar o sofrimento? Nesse momento, quando a gente tem essa empatia, a gente pensa assim, eu quero que seja o melhor para ela. Se Deus, para quem acredita em Deus, acha que esse momento dela ir embora, e ela vai parar de sofrer, eu, eu, sendo filho...
eu meio que aceito essa ausência da minha mãe porque ela para de sofrer. E tem aquela situação em que a gente pensa muito mais em nós. Mas eu quero que ela fique aqui comigo, mas ela vai sofrer. Não, eu dou um jeito de cuidar dela, mas ela vai sofrer. Não, então se for para acontecer isso, porque isso daí que aconteceu com a sua mãe foi exatamente o que aconteceu com a minha.
minha mãe faleceu na minha frente, lá no hospital. Ela deu o último suspiro também. Ela estava com metástase, câncer. Então ela já não tinha... Ela entrou em colapso. E nos últimos dias, eu falava, Deus, se é para levar a minha mãe, leva. Eu tenho 16 anos, mas eu vou criar maturidade muito cedo, mas leva a minha mãe. Porque do jeito que ela está, eu não estou aguentando mais. Minha mãe é assim, com 35 quilos. Minha mãe morreu com 35 quilos, cara.
Chegou um momento que os órgãos dela pararam de funcionar, então nem o intestino funcionava mais, ela evacuava pela boca. E eu presenciei tudo isso. E eu falava assim, não é possível. E eu entrei nessa fase de negação. Deus? Deus é bom?
Se Deus fosse bom, não faria isso com o ser humano. Só que depois, quando a gente vai acalmando, a gente leva isso já para o lado mais calmo, a gente vai, poxa, era o momento dela, era o que ela passou, né? Eu como filho, você como filho, não tinha nada que a gente poderia fazer.
para tentar, sei lá, pelo menos tirar esse sofrimento. Isso é dela, ela tinha que passar aquilo. E eu carreguei por muitos anos até sentimento de culpa. Você imagina, filho único, 16 anos. E eu ficava pensando, poxa, mas será que se eu tivesse feito isso, se eu tivesse feito aquilo, não vai adiantar?
Então é o momento da sua mãe ir embora. Era o momento dela ir embora. E talvez ela venha com uma missão. A minha missão é sair com o cara num dia que eu estou revoltada. E aí nesse dia que eu saí eu vou ficar grávida para ter você. Então hoje, se você levar por esse lado, cara, foi meio que um milagre que ela fez para você. E agora...
Para quem acredita, e eu acredito muito, ela está lá descansando. Está lá descansando. E eu tenho certeza de que ela está vendo, olhando você aqui hoje e prosperando na vida. Então, por isso que eu fiz essa pergunta antes. Eu falei assim, como que você teve uma capacidade genuína de perder a sua mãe em 2023? E em 2024, você ainda ter força para continuar estudando para concurso público e passar no maior concurso do Brasil de TJ, que é o maior TJ do mundo, a gente fala?
Como que você conseguiu ter cabeça pra isso, né? E você já deu a resposta aqui. Você falou assim, cara, no dia eu chorei muito. Mas no dia do enterro dela eu tava em paz. Ou seja, você conseguiu uma paz que você não tinha pelo sofrimento da sua mãe. E em compensação essa paz te trouxe hoje o que você é. Sim. E Deus escreve certo por linhas tortas, né? Porque... E aí
O fato de eu ter nascido também, minha mãe falava às vezes para mim, você ter nascido para mim, você me salvou muitas vezes, porque como ela bebia muito, ela acabou tendo depressão pelo fato de se sentir a ovelha, ela falava isso para mim. Ela fala, eu me sinto a ovelha negra da família. Porque ela fala, todo mundo estuda, todo mundo faz as coisas.
E só eu que sou aqui assim desse jeito, só eu que bebo, só eu que sou sapatão. Ela falava assim, só eu que sou sapatão, eu sou todo errado. Eu falava, não mãe, pra mim você é uma heroína, você pra mim, você é tudo pra mim. E ela falava assim, você já me salvou várias vezes sem saber, nego. Quantas vezes eu já não tentei me matar e eu só não me matei porque eu lembrava que tinha você.
Pra cuidar de você, entendeu? Então isso daí, cara, me doía demais quando eu lembro dessas coisas assim, mas...
Mas eu fico feliz por saber que, assim, eu fui uma pessoa que ajudou a salvar ela também, assim, a melhorar um pouco a vida dela. Tudo que eu pude fazer, eu fiz, entendeu? E... E, nossa, cara, a minha relação com a minha mãe era excepcional, assim. A minha mãe, ela me criou pra ser uma pessoa forte, entendeu? Por isso que, assim, hoje em dia eu não reclamo de nada, eu não...
eu não sou de ter vitimismo, tem muita gente que fala, ah, mas eu nasci pobre, por isso que eu sou assim, ah, mas eu nasci preto, por isso que eu sou assim. Fala, meu...
Tem coisas na vida que você não escolhe ter, mas você consegue mudar. Então minha mãe falava isso pra mim. Ela falava, você nasceu pobre, mas você não precisa morrer pobre. Você pode correr atrás das suas coisas. Então ela sempre me ensinou a batalhar e a correr atrás das coisas, sabe? Tanto é que quando ela morreu, você vê como Deus escreve certo por linhas tortas. Porque eu já estava estudando, né?
Mas eu estudava assim, daquele jeito, bem largadão, não tinha muito controle, estudava pouco. Porque pra mim não era assim uma obrigação, querendo ou não, eu tava trabalhando em dois. Com o dinheiro que eu ganhava, eu já conseguia pagar as contas de casa, eu já conseguia ajudar minha mãe, já não tava passando dificuldades financeiras. Eu passava dificuldades no quesito cansaço mental, porque eu ficava igual um zumbi assim. Você não dormia, né? Não, eu não dormia.
Dois empregos trabalhando à noite. Já aconteceu. Já aconteceu. Eu estava conversando com a minha esposa e eu simplesmente desligar. Parece que o interruptor desliga. Apagou, né? Você apaga. Ela fala, nossa, eu estava conversando com você. Você dormiu conversando. Eu dormia conversando. É, porque o ser humano não foi feito para ficar acordado de madrugada. Não foi, cara. Mas aí o ser humano foi feito para dormir à noite. E você quebra esse...
você quebra esse vinho era muito puxado, eu trabalhava a noite você vê que quando, por isso que eu falo quem tá cansado dorme esse negócio de insônia às vezes é porque você não tá muito cansado, porque quando você tá cansado você simplesmente dorme você não percebe que você vai dormir, eu dormi em qualquer lugar
Às vezes não tinha muitas condições na UPA que eu trabalhava, faltava leite porque era muita gente, mas eu dormia no chão, eu deitava no chão seco, eu acordava renovado. Tem até foto minha, o pessoal tirou foto minha dormindo no chão, seco, sem lençol, sem nada, no chão, debaixo do balcão da recepção, eu me enfiava lá e dormia. Então você vê, nessa época eu estudava, mas eu estudava bem pouco.
não tinha aquela responsabilidade, já estou me matando aqui em dois, o que eu estiver estudando é lucro, estudava ali uma horinha, meia hora, uma hora e meia, era pouquinha coisa, só que depois que a minha mãe faleceu, foi quando me deu aquele start no sentido de falar, meu, eu não posso parar agora.
Porque além de eu já ter começado e ela ver que eu comecei, eu preciso honrar o nome dela, e ela ver e falar, pô, valeu a pena. Não sei se existe, mas se existir essas coisas de vida após a morte, da pessoa ver o espírito alguma coisa, pelo menos ela vai estar continuando sentindo orgulho de mim. Sim, sim. Ela vai falar, pô, caramba, o nego superou, ele está sendo forte igual eu sempre ensinei ele a ser forte. Então... Eu sigo aquela frase, Lucas, que... Eu sigo aquela frase, Lucas, que...
Todo mundo fala, Deus dá a cruz que você é capaz de carregar. Exato. Você nunca vai carregar uma cruz mais pesada do que você é capaz. Pode ser que muitas vezes a gente pense, ah, mas porque o fulano tem uma vida melhor que a minha, que o ciclano... É a cruz dele.
Você tem a sua, se eu não tenho a dele, eu tive a minha, tenho a minha. Então, muitas vezes a gente se lamenta porque o outro é melhor, porque o outro não sabe. Não, ele tem a vida dele, você tem a sua, eu tenho a minha. Então, a minha cruz é essa. E eu sei carregar a minha cruz, entendeu? E eu tenho certeza de que nesse caso, que nem eu falo, eu acredito muito em vida após a morte, a sua mãe está te vendo e fala assim, puta, eu estou em paz.
Tipo, ela está em paz. O cara prosperou, entendeu? Agora, se tivesse acontecido ao contrário, eu acho que ela não estaria em paz.
Putz, meu, eu fui embora. Olha aí, ó. O Lucas agora tá pior do que eu, sei lá, tava bebendo, o cara vacilou. Eu fui embora, era pra deixar o cara, né, consciente, maduro, o cara piorou. Aí talvez, pra quem acredita, claro, eu acho que ela estaria mal. Mas, cara, você...
Você prosperou. Então, nesse momento, de onde quer que ela esteja, ela está assim. Estou em paz. Estou em paz, meu filho está bem. Entendeu? É isso que você tem que pensar, cara. Sim. Porque, pô, você prosperou demais. Eu penso isso. E eu usei o estudo como um modo de não entrar numa depressão. Uma fuga, né? Sim, porque eu percebia que era assim, Anderson. Se eu estivesse assim, ocioso, sem fazer nada...
Eu começava a pensar, eu começava a lembrar e me dava aquela tristeza profunda, só que eu falei... Eu não posso me deixar abalar por isso, sabe? Porque, querendo ou não, é uma coisa irreversível, né? Infelizmente, é um ciclo que todo mundo vai passar um dia, infelizmente. Então...
eu comecei a estudar mais, não como um modo de, ah, eu tenho que estudar mais pra passar no concurso. Não, era um jeito de eu não entrar numa depressão ali. Eu falava, eu vou estudar mais, porque assim, eu vou estar com a mente ocupada pensando em, sei lá, qual que é o prazo da lei X pra fazer não sei o quê. Ao invés de estar pensando, nossa, mas a minha mãe faleceu, assim, onde eu trabalhava. Então eu usei o estudo como um modo de não ficar muito reflexivo.
e pensativo e sofrer. Porque, assim, o ser humano, ele é feito de hábitos, né? Então, eu passei 28 anos da minha vida com aquele hábito de todo dia chegar, ter a minha mãe ali em casa. Porque era só eu e ela, não tinha mais ninguém. Eu morava na mesma casa com ela a minha vida inteira. Todas as minhas lembranças de vida estão ali naquela casa. Exatamente igual a minha história, isso daí. É muito legal. Então, é muito ruim, assim, sabe? Então, quando ela faleceu, aí a minha vida, eu já procurei mudar meus hábitos.
Aí a minha namorada, que hoje é minha esposa, ela já veio morar nessa mesma casa que morava minha mãe, então a gente já começou a ter lembranças, eu já comecei a ter lembranças diferentes, que agora não ia ser só lembrança com a minha mãe, eu já ia ter a lembrança ali com a minha esposa.
Tirei todas as coisas da minha mãe, doei para a igreja, que a minha tia é da igreja, então eu doei tudo para ela vender no bazar, aí ajuda também quem precisa. Então aí as coisas foram todas vendidas para um bazar, pintei a casa toda de outra cor, mudei os móveis de lugar, coloquei as coisas. Para mudar, parecer que você está em um outro ambiente e você começar a criar lembranças novas ali, sabe?
E aí eu procurava lembrar só das coisas boas. Aí eu ficava lembrando dela dançando nas festas, se divertindo, zoando, brincando com as palhaçadas dela, contando as histórias dela. E aí eu sempre pensava isso. Eu falava, meu, tô estudando aqui, toda vez que vier um pensamento triste, eu vou afastar esse pensamento e vou pensar em uma coisa boa da minha mãe. E aí assim eu superei muito rápido. E foi muito rápido, porque eu digo pra você, você perder a mãe em 23 e já passar no TJ em 24 é uma superação tremenda.
Pra você ver, minha mãe faleceu em setembro de 23
Quando foi em outubro de 23, é a primeira anotação que eu tenho de início de estudo controlado mesmo, que aí eu fiz uma planilha controlando as horas líquidas. Então, um mês depois, eu comecei a estudar de um modo mais profissionalizado, controlando as horas líquidas, tendo a anotação de quantas matérias eu vou estudar, como que eu vou estudar, fazendo a revisão direitinho. Então, você vê que eu comecei a meio que me profissionalizar mesmo, de estudar firme mesmo.
Foi depois que ela faleceu. Tanto é que a minha mãe não chegou a eu ver trabalhando em nenhum concurso dos que eu passei. Ela não chegou a ver eu trabalhando em nenhum. Entendi. Lucas, eu vou dar uma pausa porque eu estou fazendo quase xixi nas costas. Está gravando aqui, mas depois eu edito essa parte. Ou se não, deixa rolando. É rapidão. Estou quase xixi. Vai lá, vai lá. Eu estou meio inteiro ali porque estou com essa tosse. Mas a gente continua.
Enquanto isso, eu vou falando da comunidade aí pra galera. Ô, galera, tem a comunidade aí do Como Passei. Eu entrei lá, não só patrocinado nem nada, tá? Tô falando isso daqui de coração. Entrem lá na comunidade, vale muito a pena. Porque o custo-benefício que vocês vão ter é show de bola. Lá vocês vão ter vídeos, vão ter dicas de estudo, dicas de concurso. Ó, pra vocês terem ideia, por que que eu assinei? Eu só assinei por causa de uma coisa que foi falada lá.
teve aqui a apresentação da comunidade, e eles falaram lá que eles iam te ensinar a você analisar uma LDO, que é a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a LOA, que é a Lei Orçamentária Anual, para você saber se aquele concurso tem verba suficiente para chamar ou não. Então, muitas vezes, vocês acabam caindo em fake news de cursinho, vai chamar 5 mil pessoas no INSS, vai chamar não sei quantas mil pessoas no concurso tal.
Lá, se você entrar na comunidade, você vai ter um vídeo lá ensinando como você analisar LDO e Alô, para você saber se vale a pena ou não. Então, vale a pena para caramba. Agora, do Radegondes, também mesma coisa. Não sou patrocinado, mas eu costumo estudar pelo TecConcursos, por questões. Então, sempre vejo lá que, às vezes, o pessoal tira print e manda os resumos lá do Radegondes. Meu, só resumo top. Tudo que tem no resumo dele já caiu em questões.
Como eu estudo por questões, então eu tenho propriedade para falar que tudo que está no resumo do Radegond já foi cobrado em questões. Vale a pena. Sigam lá também e a comunidade do Como Passei aí, galera. Vale a pena. Você viu, gente? Ele falou da comunidade. Agora eu vou até me aprofundar. Já que você tocou no assunto comunidade, vamos lá falar da comunidade. Agora pode falar. O que você está achando da comunidade? O que você viu de diferente, seja na comunidade do dashboard, seja no Telegram? O que você está sentindo?
Meu, show de bola. Eu tava falando pro pessoal que, meu, o que me convenceu, pode ter mil vídeos lá, que eu vi que tem uns mil vídeos lá, vou ser sincero, não vi todos. Não, é que é muito vídeo. É muito vídeo, mas o que me convenceu por causa de uma coisa só que foi falado que já me convenceu, que foi o Túlio e o professor Alan falando que lá eles ensinam como você analisar a LDO e a LOA pra você saber se o concurso tem chances boas de chamar ou não, se tem orçamento pra chamar ou não.
Aí eu tava comentando com o pessoal, eu falei, pô, às vezes você cai naqueles clickbait de cursinho, ah, o INSS vai chamar não sei quantas mil pessoas, a Câmara vai chamar milhões, o TJ vai zerar a lista. E aí você acaba caindo nessas fake news, cai no conto do vigário, porque querendo ou não tem o interesse financeiro. E eles tão na razão deles também, tem que fazer o marketing chamativo mesmo pra vender, só que assim, você tá brincando com o sonho de uma pessoa, né? Aí às vezes a pessoa, por exemplo...
Passa lá um exemplo, no TRT, na posição mil. Aí o concurso falou que vai chamar dois mil. Só que aí você fala, pô, se eu estou em mil, então eu vou ser chamado. É, para o cadastro, né? Só que aí você vai olhar na LDO e na LOE, você vê que não ia ter orçamento para chamar. Então, aí, se você sabe analisar isso, por mais que o cursinho te vendeu ali uma coisa, você pelo menos já vai ter aquele senso crítico de falar, ah, não.
Eu vi que o cursinho falou que vai chamar 2 mil, mas eu acho que isso aqui não vai dar conta não. Está muito apertado aqui o orçamento, então é melhor já ir estudando para outro. Porque às vezes o que acontece? A pessoa passa, inclusive eu acho que é o maior erro do concurseiro que foi aprovado, porque tem vários erros do concurseiro e aí depende da fase que ele está. Por exemplo, o concurseiro que ele é iniciante.
Ele vai cometer vários erros. Ele não vai ler o edital, então não vai saber as regras do jogo. Vai cometer erros idiotas, como por exemplo, o edital fala que é para ir com caneta preta, você chegou lá de caneta azul, já se lascou. Fala que é para chegar com meia hora de antecedência, você chegou no horário e o portão já estava fechado. Então são erros básicos. Mas já tem uns erros que às vezes a pessoa nem percebe que está errando, porque ela já está um pouco mais avançada, mas ela ainda não tem um raciocínio crítico aprofundado, que é essa questão financeira.
Então, a pessoa que já passou, eu vejo que eles cometem qual erro? Eles passam no concurso e eles param de estudar, cara. Mesmo estando aprovado, eu não recomendo você parar de estudar. Você tem que continuar estudando.
Não é nem até... Tem gente que fala, tem que estudar até ser nomeado. Eu vou além. Você tem que continuar estudando até você gostar daquele emprego ali, do seu concurso, e você falar, não, agora eu quero me aposentar aqui. Ou então, sei lá, é o concurso topo de carreira.
Não tem como eu ganhar mais, é o concurso que paga já o teto, então não tem mais para onde eu mudar. Mas por quê? Por exemplo, as pessoas esquecem que o concurso público não é um brinde que você ganha, é uma oportunidade de trabalho.
Mas ele é um trabalho que você vai lidar com pessoas do mesmo jeito, você vai lidar com o ambiente profissional do mesmo jeito. Então, depois que passa, tem que trabalhar também, galera. Tem que trabalhar. Não sei se os cursinhos falaram para vocês, mas depois que passa, tem que trabalhar também. Então, assim, por exemplo, você passou lá no... Vamos pegar um exemplo aqui que fica mais fácil. Vamos supor que o cara está estudando para a polícia. Passou.
Aí ele parou de estudar. Ele entrou na polícia, tá trabalhando lá de PM e descobre que ele tem medo da criminalidade, tem medo de andar na rua. Ele fala, puta velho, isso aqui não é pra mim. Só que ele entrou, ele já demorou um ano pra ser nomeado. Já demorou mais uns dois meses ali. Fazer academia, um ano de academia. Mais um ano de academia.
Aí depois teve ali mais uns 3, 4 meses ali pra ele perceber que aquilo ali não era pra ele. Então só nisso daí ele já perdeu 2 anos e pouco sem estudar. Aí ele fala, puta, agora eu vou prestar outro concurso. Só que... Já é tarde. Já é tarde, ele vai ter que começar do zero de novo, porque o que ele sabia, ele já esqueceu.
E aquilo que ele poderia ter aprendido nesses dois anos. Ainda que pouco, eu não vou falar, lógico. O cara está trabalhando, aí ele estudava, sei lá, seis horas por dia. Agora ele está trabalhando, vai continuar seis horas? Não. Mas diminui ali, nem que seja pela metade. E faz revisão diária ali, pouquinho. Só para manter, pelo menos, aquilo que você já estudou. E isso daí você percebeu na comunidade lá do Telegram. Essa comunidade, que nem eu falei para o pessoal, essa comunidade é fechada, só para os assinantes. E dentro da comunidade tem um monte de concursado.
Você viu lá? E esses concursados que estão na comunidade, ali no Telegram, e ali tem um monte de concursados, professores e concurseiros que assinam com a gente. E esses concursados, eles começam a orientar lá dentro. Ó, faz assim, faz assim. Eu sei que são muitas mensagens diárias, você vê lá, né? É até difícil acompanhar, mas todo concurseiro que...
que pergunta lá alguma coisa, ou os professores do Como Passei, ou da própria comunidade, ou os próprios aprovados que continuam com a gente, eles já conseguem dar resposta para o aluno ali. Isso daí que nem você falou. Às vezes, cara, é um negócio. Um negocinho que você fala para a pessoa...
A pessoa falou, pô, é isso. E aí, isso que você falou agora tem tudo a ver. Porque ali, esses aprovados que estão ali com a gente, muitos chegaram no concurso topo de carreira, mas querem continuar ali porque eles sentem uma necessidade. E muitos estão nesses concursos que a gente chama intermediários.
E continuam estudando. E a comunidade faz isso. Ela incentiva o peão, o cidadão ali, a continuar estudando. Porque você fala assim, pô, cara, eu vou entrar na comunidade, eu vou ver, pô, o fulano já passou, o fulano está ali. E você sente aquele entusiasmo de continuar na comunidade. E uma coisa interessante que eu falei para o pessoal quando a gente apresentou a comunidade, eu vou repetir, galera, só para vocês saberem. Essa comunidade, ela só era aberta para quem fechava a mentoria com a gente. E uma mentoria custa 3, 4 mil reais. Eu estou dando a realidade.
Porque a pessoa fechava a mentoria personalizada, então ele entrava na nossa comunidade no Telegram. Depois a gente dava a plataforma para ele com todos esses mil vídeos que você falou. Então a pessoa tinha a comunidade fechada, a Telegram e a mentoria. O que a gente fez? A gente falou, cara, você é de periferia, eu sou de periferia. Tem gente que não tem condição de pagar uma mentoria de três contos. Não tem, tem gente que não tem.
O que a gente fez? Vamos democratizar, vamos abrir a comunidade e abrir a comunidade, eu estou dizendo, o dashboard, os vídeos e abrir o Telegram para esse pessoal. O que hoje o pessoal faz? Hoje a gente coloca um preço, que é preço de um lanche, você viu lá, né? É um preço de um lanche por mês para a pessoa continuar com a gente, porque a gente quer que essas pessoas também passem no concurso público. A gente democratizou.
E você falou agora, são muitos vídeos e tal, mas já vou falar para você desde já. Serve para você, às vezes se tiver alguém na comunidade aqui assistindo, agora tem pontuação. Então se você assistiu aos vídeos e tiver uma boa pontuação lá, depois, mais para frente, você atingindo o número de pontuação, você vai poder trocar ali por produtos que a gente vai oferecer.
Aí, isso aí é legal, hein? Então a gente incentiva você a assistir aos vídeos. A gente incentiva você a fazer as tarefas que tem lá. Aí você vai ver, ganhou 25 pontos, ganhou não sei o que lá. E aí lá para frente a gente vai colocar quanto de pontuação. Tipo um ranking. Isso, não é nem ranking, por exemplo.
Eu vou chutar qualquer valor, porque eu não sei, tá? Agora, quanto que é. Vamos supor que você atingiu 100 mil pontos. Tá? Tô chutando. 100 mil pontos. E pra você ter acesso a um curso lá dentro, pra você ter acesso a uma orientação comigo, com o Alan de uma hora, meia hora, são 100 mil pontos. E se você quiser, você pode pagar por isso em dinheiro.
Entendeu? Só que aí as pessoas que cumprirem a pontuação, elas vão poder fazer isso de graça. Entendeu? Por quê? A gente incentiva ainda o cara a fazer as tarefas para ele conseguir depois trocar isso por produtos. Honra!
Essa comunidade hoje, por isso que ela está crescendo muito, a gente está fazendo isso com a galera. Então você que está assistindo aqui essa entrevista agora, eu estou deixando o link dessa comunidade aqui na descrição do vídeo, tá? O valor original é R$ 89,90. Mas, para você que assiste aqui a entrevista, você vai no link e na hora que você clicar, você vai... Vai ficar de boca aberta. O que eu falei, é o preço de um lanche. Menos de um lanche.
Então aproveita essa oportunidade, por quê? As pessoas estão perdendo essa oportunidade, a gente tem vagas limitadas, porque senão também a gente vai pagar para ajudar vocês, aí já fica meio complicado, porque a gente paga a hospedagem, a gente paga o site, tudo isso, e a gente está fazendo quase um preço de custo, justamente para ajudar vocês. E aí, hoje você tem essa oportunidade de crescer lá dentro, fazendo os pontos, entendeu?
Então faz ideia que eu te falei. A gente ainda não divulgou muito, mas agora o que eu falei está bem divulgado.
Mas aqui eu vou dar um tapa na cara também dos concurseiros. Porque assim, Anderson, tem muita gente que só olha o preço das coisas. A pessoa não vê o valor. Porque existe o preço e existe o valor. O preço é aquele valor nominal que está ali. Sei lá, 100 reais, 200 reais, 1.000 reais.
Só que o valor é o quanto você pode tirar daquilo. Então, as pessoas, às vezes, elas não se dão conta que às vezes a pessoa fala, nossa, sei lá, eu vou fazer uma assinatura de um cursinho que está a 50 reais e acha caro. Só que aí ela vai no McDonald's e gasta 70 conto no lanche que ela comeu em 5 minutos. Sendo que, às vezes, uma mentoria que você investiu, um curso que você investiu...
Por exemplo, eu nunca tive dó de gastar com parte de estudos, assim. Compro um livro, compro cursinho, assino o site de questão a melhor assinatura que tem. Por quê? Porque eu vejo o valor daquilo dali. Sim. Por exemplo, eu assinei um curso que me ensinou a estudar por questões. E, meu, às vezes você paga o valor X lá. Só que em um mês de salário que você...
que você entra, você já recupera, já recupera, às vezes ainda recupera e ainda daria pra você comprar 10 cursos iguais, entendeu? Com aquele conhecimento que você viu em uma aula. Então as pessoas não veem o valor das coisas, só veem o preço. E outro tapa na cara, tem concurseiro que às vezes é vitimista. Ele fala ai...
Mas não é que eu vejo o valor, mas eu não pago porque eu não tenho dinheiro mesmo. Aí você fala, tira seu celular aí da carteira, deixa eu ver qual é. O cara tá com iPhone, velho. Pelo amor de Deus, você é concurseiro. Você é concurseiro e tá com iPhone. Pelo amor de Deus.
Às vezes o cara já é auditor e já tem um Android, tá com o celular tranquilo. Então, sabe, as pessoas se preocupam muito por isso. É dar o valor, né? Status, entendeu? Falar, ah, não tem dinheiro não. E esse Nike de 600 conto aí no seu pé é ok. E veio cair do céu, entendeu? Mas você vê como uma vida feita de escolhas, né?
Você tem a possibilidade, se quiser, de comprar um Nike de mil reais. Ou você pode comprar. Você pode comprar um relógio de 1.500 reais. Só que você prefere... Não, eu prefiro investir isso em uma comunidade. Eu prefiro investir isso num cursinho e tal. Porque lá na frente você consegue um cargo melhor. Agora tem gente que... Como você falou, a pessoa fala assim... Eu não tenho condições de pagar um valor numa assinatura, sei lá, de 50 reais, 40 reais, 30 reais.
Não tem condições. Aí o cara fala assim... Vem um colega dele e fala assim... Ô, vamos pra um rodízio aí de carne?
De comida? De churrasco? Rodízio de comida japonesa? O cara nem pergunta o preço. Bora, mano. Final de semana, bora. Chega lá, 130 contas. Mais refrigerante, mais 10%, o cara gasta 160 contas. 160 contas, você pagaria quase 4 mensalidades de um tal.
Exatamente. Não, aqui eu não sei se eu vou conseguir estudar, ou seja, então o cara não quer. Porque o cara que quer mesmo, o cara fala assim, não, eu não vou no rodízio não, vou pegar esse dinheiro, vou investir na comunidade. Exatamente, se está sobrando, beleza, mas se o cara não está sobrando, o cara vai gastar com besteira. Porque eu penso assim, meu, depois que você passou e você...
e você tem condições melhores, aí você começa a comprar as coisas. É igual assim, eu vim dessa origem humilde, mas agora que eu passei para o escrevente, nossa, já é outro nível. Estou morando agora em Atibaia. Aí já consigo pagar o aluguel tranquilo. Aí você vê o valor... Puta cidade da hora, hein, cara? Meu, o apartamento lá tem quase 70 metros quadrados. Olha aí, cara. Pago R$2.100 só de aluguel.
Aí você fala, pô, 2 mil? Tá, velho, mas eu tô ganhando 7 e pouco. E agora vai ser mais ainda, vai acho que pra uns 9, porque eu tô trabalhando no gabinete. E aí vai ter uma verba a mais lá de ajudar, auxiliar o juiz. Aí você ganha tipo uma verbinha a mais lá, né? Aí acho que já vai pra uns 9. Então você vê.
Um curso ali que eu paguei 100 conto na época, 200 conto na época, agora para ganhar 7, 9... Então, o pessoal não consegue enxergar isso. Não vem esse valor, sabe? Porque o pessoal tem a mente muito pequena, sabe? Mas é por isso que... Às vezes parece que é papo de coach, alguém que está querendo te ver, mas não é, a pessoa tem a mentalidade...
Você já deve ter visto o vídeo quando eu falo da trilha, né? Você já viu o vídeo quando eu falo da trilha? Da comunidade lá? Não, vídeos assim, gostes daqui, cortes. Porque eu sempre falo, gente, concurso público é igual uma trilha. E eu falo isso pro pessoal da comunidade aí, você que ainda não tá na comunidade. Eu falo que o concurso público é uma trilha, tá? Você saiu pra fazer uma trilha, eu falo da Patagônia, Argentina. Você chegou falando assim, aqui começa a trilha. Você tá, você e sua namorada, sua esposa.
E aí você fala assim, tá, começa a trilha. Você começou a trilha. Qual é o melhor caminho dessa trilha? Você não sabe. Você acabou de chegar lá na trilha. Tá, e se eu for por aqui é melhor? Se eu for por ali é melhor? Vai chegar o momento que você vai começar a catacavá. Você pode desistir. Você fala, não vou conseguir. Ou você vai, continua e depois de muito tempo você vai chegar lá na trilha, lá no cume.
tudo bem? Se você chegar por um guia que mora ali, fala assim, eu estou te pagando aqui, você me leva mais rápido lá no Cume? Você consegue me levar? Não consigo, vem cá, o caminho é esse daqui, você vira aqui e tal. Você não vai chegar mais rápido? Exatamente. Você vai chegar mais rápido. Isso é orientação quando a gente fala. Seja um coach, uma mentoria, seja a comunidade do Como Passei. Dentro da comunidade só tem cara ali que fez a trilha. Você. Você está na comunidade. Você está lá.
Você está no nosso Telegram. Você faz parte de uma comunidade fechada, só de assinantes, onde você é um assinante e você já passou. Então, ali dentro, você já fez a trilha. Só que, às vezes, você agora quer fazer uma trilha diferente. Você quer fazer uma trilha maior, uma trilha mais difícil. E lá dentro vai ter gente que fez essa trilha mais difícil. Vai falar assim, Lucas, chega aí. Você quer auditor? Então, tá. Você faz assim, depois você vai ali. Agora, você hoje está como escrevente.
Você quer um auditor, você quer uma área de membro, sei lá, área jurídica. E não tem ninguém que você possa te dar orientação. Você pode conseguir? Pode. Só que, de repente, você vai catar cavaco de novo, você vai se ferrar, você pode até desistir, mas lá dentro você fala assim, o pessoal, tem alguém aqui que já é auditor? Ah, tem eu. A pessoa vai falar.
Como que eu começo a estudar para o auditor? Você pode me orientar aqui dentro? Você começa por essas matérias, faz isso, não é mais fácil. E você está investindo o valor de um lanche. E é isso que eu falei para o pessoal, quando o pessoal ainda ficou meio assim. Falei, gente, a nossa comunidade, ela era 3 a 4 mil reais, cara. Era uma mentoria. Agora a gente abriu para as pessoas, cobrando o preço de um lanche. A pessoa investe, ela não está perdendo dinheiro agora. Claro, tem aquele que ela entra...
na comunidade, não acessa o Telegram, tá lá no e-mail, entra no Telegram, não faz os vídeos, vai lá, meu, tem curso lá que é pra você voar. Aí essa pessoa, ela tá queimando o dinheiro. Essa tá queimando o dinheiro. Agora aquela que entra e faz mesmo, cara, essa daí tem grandes chances de prosperar. Você tá num ambiente, cara. Você tá num ambiente de aprovado. Você tá num ambiente onde só tem cara concursado, professores de gabarito, Túlio.
Cara, o cara foi nomeado em 30 concursos. O cara é o de todo o PC. O cara é o de todo o PC.
lenda. O Alex Meireles fala, ó, o Alex Meireles. O Alex Meireles é a lenda da lenda. Ele fala, eu nunca vi um cara com tanta aprovação igual o Túlio. Eles são amigos. Então, olha o cara que tá na comunidade ali. Olha o perfil das pessoas. Eu tô ali ajudando as pessoas. Tá todo mundo... O Alan que tá meio auditor, tem vários... Tem delegado também. Tem um monte de gente aprovada ali. Tem você que pode... Às vezes aparece alguém lá. Gente, eu tô afim de fazer TJ.
Aí eu falo assim, ó, o Lucas tá aqui na comunidade, ele pode te ajudar. Aí você fala assim, ó, você quer que TJ? Faz isso, faz isso. E vai indo, vira uma comunidade. Por isso que chama comunidade. E por que que essa comunidade a gente não deixa aberta, gratuita ao povo? Por que que a gente não deixa? Justamente...
Porque você tem que valorizar aquilo que você investe. Tudo que é gratuito, a pessoa entra, depois eu vejo. Você está pagando, você está investindo naquilo lá. Então dê valor àquilo que você tem. É isso que eu falo. Isso que você falou é verdade.
De o que é de graça, parece que a pessoa não valoriza. Não valoriza, cara. Eu tenho assinatura do GRAM, aquela vitalícia para quatro pessoas, que na época eu peguei uma promoção boa e falava, vou pegar logo a de quatro pessoas, se precisar ajudar alguém, já tem aí, dá uma conta. Meu, falava você, de todas as pessoas que eu dei conta, que eu falei, pega aí para você e entra aí, estuda de graça. Nenhuma estudou, velho. Então, cara, porque vem de graça.
E aí, como que eu sei? Por quê? Quem é o titular da conta, você põe o e-mail da pessoa.
E a pessoa tem um acesso. Só que depois se eu quiser ir lá e tirar o seu e-mail, eu tiro. Aí o que eu fazia? Eu tirava o e-mail da pessoa e falava, ela não vai conseguir acessar mais. Mas se ela vier me perguntar, fala, ó, deu problema aqui na minha conta, o que será que é? Aí eu sei que ela está estudando. Só que eu tirei lá e ó...
Nunca, né? Nunca, nunca vai aparecer por isso, ou seja, a pessoa não usa, entendeu? Ela fala, de graça mesmo, não dá valor. Por isso que hoje em dia, assim, pode reparar que é uma tendência. É muito difícil alguém hoje em dia ficar dando conselho, assim, à torto e à direito, porque as pessoas não valorizam. Parece que quando é pago, a pessoa fala a mesma coisa, e aí você valoriza. Agora, a outra pessoa que te falou aquilo de graça 10 anos atrás lá, um exemplo.
Você pagou, sei lá, 5 mil num coach. Aí o coach falou pra você, ó, tem que estudar todo dia. Aí você, caramba, o cara é uma lenda. Falou que eu tenho que estudar todo dia. A sua mãe há 20 anos atrás lá já falava que você tinha que estudar todo dia. E você, ah, pelo amor de Deus. Você não vai ser ninguém na vida sem você não estudar. Entendeu? Então as coisas que vêm de graça, parece que não valoriza, entendeu? Então é bom investir nem que seja um pouco um valor simbólico, porque aí você já...
cria esse hábito. Eu tinha entrado numa mentoria de questões que tinha um projeto legal que eu gostei, porque assim, você faz as questões todo dia e você tem que mandar o print lá, pra você entrar no rank lá, pra ver se você tá tendo a disciplina, estudar todo dia.
E aí a mentora lá percebeu que o pessoal não mandava. Aí o que ela fez? Aí quando recomeçou de novo, ela falou, não, agora vai ser pago. Só que não pago para mim. Você tinha que pagar para uma instituição de caridade. E só mandava o print lá e falava, já paguei. Agora, beleza, agora eu posso participar. Aí as pessoas começaram a ter mais constância. Porque a pessoa falou, ah, não, eu paguei. Então agora eu tenho que estudar direito. Sim, exatamente. Dá para entender o que passa, né?
E é por isso que essa comunidade a gente está abrindo a galera aqui. Às vezes muitas pessoas querem mesmo. Porque quem entra na comunidade a gente vê que quer. Então essas pessoas que querem e não têm condições, estão vindo para a comunidade. Então você que está assistindo aqui agora a esse podcast, faz o seguinte.
Depois que acabar o podcast, você vai aqui, três pontinhos mais. Eu estou deixando o link da comunidade, o link com o desconto. Não é R$ 89,00. R$ 89,00 é o preço normal. Quem assiste a entrevista, quem vem por esses links especiais aqui, é um desconto gigante. Então você já assina ali.
E aí você vai entrar na comunidade e você vai ver como vai mudar a sua cabeça. Muitas pessoas que entraram já falaram, cara, eu tinha um pensamento e já estou com outro. Justamente porque a comunidade são pessoas experientes ali. E lógico, a gente tem muitos vídeos e cursos ali na nossa plataforma, no dashboard. Tem cursos meus ali que vale muito a pena você fazer. Então entra, porque essa oportunidade que a gente fez agora é inédita. Tudo bem? Entra na comunidade, espero você. Quero falar um...
um pouquinho com você agora sobre técnicas de estudos. Tudo bem que você passou, você foi um cara que sempre estudou, você está na nossa comunidade e tudo mais, mas eu quero saber como que você estudava, como que era a sua técnica?
assim, sinceramente, eu já usei de tudo um pouco. Fui testando. Mas o que eu posso falar, sim, é o que deu errado e o que depois eu percebi que é o que deu certo pra mim. Talvez, às vezes, não dê certo pra outras pessoas que... Eu tenho uma concepção, assim, de que, às vezes, essa questão de método de estudo, cada método vai ser de um jeito pra uma pessoa e ela tem que ver...
aquele que ela vai ter mais constância. Mas como eu já testei de tudo um pouco, então eu posso falar o que eu já fiz. No começo, antigamente, que era o que eu considero errado, antes eu pegava a videoaula e ficava lá assistindo, não anotava nada, ficava só vendo a videoaula. Quando eu ia fazer as questões, errava tudo, percebia que não tinha aquela memorização. Aí depois eu já aprimorei um pouquinho, aí eu já comecei a ver videoaula já anotando, aí falei, opa, já melhorou um pouquinho.
Aí depois avancei mais, eu falei, ah não, agora eu vou fazer videoaula e tudo que tiver ali na videoaula eu vou transformar em questões e vou jogar no Anki. Aí ali, ali já mudou a perspectiva que eu tinha. Porque eu percebi que o Anki, ele é um supra-sumo, assim, dos concursos. Quem não usa tá perdendo tempo.
Porque com o Anki, qualquer coisa que você jogar lá, você vai memorizar. Então, assim, como eu era muito ruim em matemática, eu usava bastante para matemática. Eu jogava aquelas fórmulas matemáticas lá que não tem muita lógica, que é basicamente memorizar aquilo ali, jogava e memorizava. O concurso de escrevente também jogava todos os artigos da lei ali que iam ser cobrados no edital e memorizava por lá.
Então, comecei a estudar pelo Anki. Só que aí surgiu outro problema. Eu percebi que o Anki, ele demanda muito tempo e esforço para você fazer. Você montar o baralho. Porque você tem que montar o baralho. Por mais que você compre o de alguém, provavelmente vai vir milhares de cartões, você não vai saber o que é o que, porque você não sabe qual cartão está lá. Então, você vai ter que, às vezes, estudar coisas que são muito básicas ou coisas que são avançadas e você não consegue responder porque é muito avançado para o seu nível.
Então o Anki é bom, sim, mas eu acho que ele tem que ser usado em um momento posterior do estudo. Sim, para você saber o que você está colocando ali, né? Exatamente. Então aí foi quando eu já migrei de método de novo. Aí foi quando eu conheci uma mentoria que eu estava fazendo que é de estudo por questões. E aí é um método que eu uso até hoje. Eu estudo 100% por questões.
sai até mais barato, porque hoje em dia a única coisa que eu preciso é o TecConcursos, então eu estudo sempre, sempre eu entro lá pelo TecConcursos, monto o caderno, e aí como é que eu faço? Eu monto os cadernos lá, tem uma planilhinha lá que eu analiso as relevâncias para saber quantos cadernos eu preciso montar, e de acordo com a relevância eu monto mais cadernos ou menos cadernos, a quantidade X de questões, de acordo com a relevância da área que eu estou estudando, monto os cadernos e vou estudando.
Depois que eu monto o caderno, já tem uma outra parte que aí você move o caderno de estudo, você move para que ele vire um caderno de revisão. Então, eu passo a estudar o caderno, continuo estudando, só que aí já no modo revisão. Então, assim, hoje em dia eu estudo 100% por questões. Eu sei que, assim, às vezes o pessoal tem um certo preconceito e fala, nossa, mas estudar por questões é pouco eficaz, mas é porque às vezes tem algum...
Tem alguma crença limitante. Por quê? Estudar por questões não é resolver questões. É estudar mesmo. Porque, assim, o que as pessoas não percebem é que quando você vai fazer um cursinho, por exemplo, você pega lá uma videoaula de Direito Constitucional Nacionalidade. Se você vê uma videoaula ou se você vê um PDF...
Todo aquele conteúdo que está lá, o professor fez baseado em questões. Então, na verdade, você já está estudando as questões, só que no PDF. A diferença é que ao invés de eu estudar pelo PDF ou pelo videoaula, eu já estou aprendendo direto na fonte. Eu não estou dependente de um professor.
E eu não estou dependente de uma atualização dos cursinhos. Então eu vou direto na fonte. Aí surgem, às vezes, alguns mitos, digamos assim, do estudo por questões. Ah, mas se eu estudar por questões, eu vou estudar só o que já caiu. E se cair alguma coisa nova? O primeiro ponto é, se cair alguma coisa nova... Eu vou achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se achar como se ach
Quem estudou por PDF ou por videoaula não vai acertar também. Por quê? Porque o professor que faz por videoaula e o PDF, ele já faz baseado nas questões. Ele não vai colocar nada mirabolante ali, que nunca foi cobrado. Ah, vou inovar aqui, porque eu acho que vai cair. Não é. O custo-benefício para o professor é muito baixo de fazer isso.
Então, assim, se tá no PDF, pode ter certeza que já foi cobrado em alguma questão. Ainda que seja uma questão, sei lá, dos anos 2000, mas em algum momento já foi cobrado. E o outro mito que tem é, ah, mas aí se eu estudar por questões, eu vou estar estudando, corre o risco de eu não conseguir...
compreender o conteúdo. Por quê? Porque isso aí é um outro mito também, porque na verdade as pessoas, elas resolvem questões e passam para a próxima. Por isso que não aprende mais estudar questões, é você estudar mesmo. Então vamos dar um exemplo aqui, cai uma questão lá de direito de nacionalidade. Aí você fala, pô...
Errei. Aí o que você vai fazer? Você vai ler o comentário do professor e vai falar, mas por que eu errei? Ah, eu errei porque aqui está falando que o prazo era X e eu respondi que era Y. Ah, então eu errei por isso. Ah, deixa eu ver aqui os comentários dos alunos. Ah, eu vi aqui que tem um mapa mental, aqui tem um bisuzinho, que é bom para memorizar esse decorebo aqui, beleza.
Agora eu vou para a próxima. Você vai vendo que com o tempo as questões vão ficando repetitivas. Então aquele conteúdo que você estudou da primeira questão, ele foi cobrado na questão 17, foi cobrado na questão 29, foi cobrado na questão 51.
Então, eu não vou falar que é fácil, porque é um estudo mais fracionado, então você tem que ir juntando aquelas pecinhas ali e fazendo, montando aquele quebra-cabeça para entender na lógica das coisas, mas você consegue estudar perfeitamente. O único ponto que tem, que é esse realmente...
você tem que ir por fora do site de questões, é se for um conteúdo novo. Por exemplo, a Câmara de Chique Chique Bahia vai cobrar o regimento interno lá da Câmara. Não vai ter, sei lá, várias questões para você resolver, porque é uma coisa muito específica, que é um concurso que vai ter a cada 10 anos, se tiver vai ter 5 questões.
Mas você mesmo assim consegue estudar por questões, principalmente hoje em dia. Por quê? Você pega lá aquele conteúdo, vai lá no Gemini, ou vai no chat de EPT, ou qualquer uma outra, e fala, ó, eu estou estudando um exemplo do artigo 1º ao 10 do Regimento Interno de Chique Chique Bahia. Faça questões aqui de certo e errado para mim. Você está estudando por questões inéditas, porque ele mesmo criou para você.
Mas, continua sendo questões. E, na verdade, se for parar para pensar, Anderson, até quem estuda por PDF ou por videoaula, às vezes a pessoa fala, ah, eu estudei por PDF e foi mais eficaz. Mas a pessoa não percebe que, na verdade, não foi o PDF que foi eficaz, foram as questões do final do PDF que fizeram ela memorizar. Porque eu tenho certeza que se a pessoa pegar só o PDF, sem questões, ela não vai memorizar aquilo ali, vai chegar na prova e vai cair no mundo de pegadinha.
Isso que você falou tem muito a ver, até porque, o que acontece? Isso eu falo lá na aula, inclusive, na comunidade. Uma coisa é você estudar o PDF e depois você faz as questões no final do PDF.
Porque as pessoas acham que se ela estudou o PDF e ela fez as questões depois, ela acertou tudo, ela não precisa mais estudar aquilo. Lê do engano. A pessoa tem que entender o seguinte, você fez as questões pós estudar o PDF, você ativou a memória de curto prazo. Se você ativar a memória de curto prazo, é quase batata que você vai acertar de 95% a 100%. Só que aquilo não é para testar se você aprendeu a matéria. Aquilo é fixação de conteúdo.
Aquilo lá você está fixando o conteúdo que você fez. E aí depois de umas duas, três semanas, você estuda por questões. Para saber se realmente você fixou o conteúdo quando você fez lá atrás. Uma coisa é você fazer agora 50 questões quando você acabou de ler a matéria. Está na sua memória de curto prazo, você vai acertar. Outra coisa é você fazer essas mesmas questões daqui três semanas. Provavelmente você vai errar muita coisa.
Porque não deu tempo de você processar. Só que quando você faz as questões, o que você falou é batata.
Quando você faz as questões, você está fixando o que realmente cai em prova. Por isso que tem que fazer questão, né? Exatamente. E aí eu dei um jeito de estruturar todo o estudo por questões para eu fazer um aprendizado da teoria, eu fazer uma revisão e eu estar sempre em contato com aquele conteúdo que eu estudei, porque isso que você falou realmente é verdade. Por exemplo, se eu pegar ali 100 questões para fazer...
Agora sobre, sei lá, artigo 5º, eu fiz. Você acabou de estudar, né? Eu acabei de estudar, beleza, acertei 90%. Só que o que eu faço? Eu pego essas mesmas questões que eu já estudei, eu mantenho num caderno de revisão, e aí eu vou pro próximo tópico, estudo o próximo tópico. Só que aí eu volto naquele caderno de revisão, eu faço um cadernão único com aquele conteúdo que eu já estudei.
E aí agora ele passa a ser intercalado, porque eu vou respondendo na ordem aleatória. Então, aquele conteúdo que eu já estudei, agora eu não vou estar estudando mais daquela forma massificada, eu vou estar estudando de uma forma intercalada. Então, por exemplo, eu estudei cinco tópicos, o artigo primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto. Aí na primeira aula eu respondi só o artigo primeiro.
Só que depois que eu acabei, aí eu jogo pro caderno de revisão. Aí passei pro artigo 2º, estudei, aí eu jogo o 2º pro caderno de revisão junto com o artigo 1º. Sim. Então quando eu voltar lá nesse mesmo caderno...
Já não vai ser só o artigo primeiro mais, vai ser o artigo primeiro e segundo. Aí vai começar a intercalar porque eu faço aleatório. Isso é muito bom. Fiz 100 tópicos, aí já não vai estar mais... Eu não vou estar respondendo um tópico só quando eu for fazer a revisão por questões. Eu vou estar respondendo 100 tópicos ali de uma vez, porque vai intercalar. Ah, está uma questão de português. Daqui a pouco uma de matemática. Depois está uma de lógica.
Daqui a pouco está direito constitucional. Aí já voltou para português de novo. Depois administrativo, informática. Tudo isso em um caderno só. Então você faz um...
que eles chamam de revisão espaçada, você vai espaçando conhecimento, e aí sim, é onde você vê se você realmente aprendeu, porque aquela primeira passada ali, é igual você falou, é uma passada para você entender e aprender, e já as outras passadas é para você fixar e manter no longo prazo. Então, na primeira passada eu nem levo muito em consideração.
É, porque às vezes a gente fica empolgado, né? Fica. Nossa, eu estudei o artigo primeiro, acertei tudo. Já aprendi, então eu estudo mais. Cara, é a maior cagada que a pessoa faz. Sim. Já aprendi, então não vou estudar. Não, faça isso, cara. Você só ativou a memória de curto prazo. Exatamente. E assim, estudar por site de questões é muito bom, pelo menos no TEC assim, porque você consegue ter várias métricas lá, estatísticas. Tem uma opção lá no TEC que aquilo ali vale ouro, e poucas pessoas usam, que é uma opção lá que você consegue ver.
qual que é a porcentagem média das outras pessoas também, não só da sua. Então, por exemplo, às vezes você está num caderno ali com 100 questões, aí você fez todas. Aí você acertou, um exemplo, 75%. Você fala, porra, fui mal pra caramba. Aí você olha ali as estatísticas das outras pessoas e você vê que a média da galera está 50%. Você fala, ah, tá. Então não é que eu que estou mal. Na verdade, esse caderno é um caderno muito difícil e eu estou até bem comparado com a média.
Porque, assim, uma coisa é você se comparar com um grupinho ali de, sei lá, 10 pessoas. Outra coisa é você pegar um grupo ali de 100, de... 100 não, de milhares de pessoas ali, 10 mil que responderam aquela questão, e você vê a média de todos. Então, você fala, pô, nessa média ali vai ter o cara que é do ITO, o cara que é do IME, o outro que era da aeronáutica, da Força Aérea, o outro que era formado em engenharia na USP, e mesmo eles estando nessa média, deu 50%. E aí
Porque a média é assim, né? Tem gente muito boa, tem gente muito ruim, mas a média você consegue ver ali, mais ou menos, quem que é bom e quem não é. Então você fala, ah, então esse caderno é difícil. E aí é onde você consegue destravar, porque se você está apegado naquele número fixo, porque eu já vi mentoria, que às vezes o cara tem um número fixo, fala, não, se você não acertar 80%, você não vai para frente.
Tá, só que aí você olha aquele caderno ali, a média do caderno é 60%. Pra que eu vou querer fazer 80%? Se eu estiver fazendo 75%, eu já estou melhor que a média. Já está melhor, né? E depois com o tempo, lógico, você vai lapidando, mas não é aquela questão difícil ali que vai definir se você vai passar ou não. Porque sei lá, é muito... E tem um outro dado lá também.
que além da média geral do caderno, tem a média geral daquela questão. Cara, isso aí vale ouro. Então, naquela questão ali, o TEC mostra. Ah, essa questão aqui é um nível difícil, porque só 30% das pessoas acertaram essa questão. Eu falo, pô, 30% acertou. Não é essa questão que vai definir quem vai passar na prova.
Que o que define quem vai passar na prova são aquelas questões fáceis, médias e difíceis. E que você não pode errar, né? Que você não pode errar. Agora, as muito difíceis, aquela fora da curva que só os caras do I estão acertando, aquilo ali é exceção, entendeu? Aquilo ali é para quem quer ser o primeiro, mas...
Se você quer ser o primeiro colocado, você vai estar competindo com o cara do Ita, com o cara da USP. Então, se você, às vezes, só quer passar, você fala, não, quero estar no top 10 ali, estar dentro das águas, para mim já está bom. Você não precisa ficar apegado, porque senão você também não avança. Sim, verdade. Então, assim, estudo por questões é bom por isso, porque você consegue, sabe, quando você avança e quando você tem que segurar. Então, eu faço isso. Eu estou estudando lá um caderno de 100 questões.
Eu analisei a estatística ali, eu vi, pô, eu acertei 80% e a média da galera tá 70%. Falar, beleza, posso jogar isso aqui pra revisão e vou passar pro próximo assunto, porque eu vi que a média da galera tá abaixo da minha. Agora, se eu acertei...
80 e a média do pessoal tá 90, mesmo sendo uma média boa, entre aspas 80, eu vou falar, não, vou fazer de novo esse caderno aqui porque 80 é um número fictício, na verdade a média é muito fácil esse caderno, que tá todo mundo acertando 90%. Só vai alimentar seu ego, né, você ter 80.
No alimento, estudo por questões, ele acaba com o seu ego, porque você não vai mais se preocupar com aquele valor fixo. Você vai se preocupar com o valor relativo. Porque o que é uma nota boa e uma nota ruim, ela vai depender do concurso e da questão. Por exemplo, no concurso lá da Câmara que eu fiz, eu acertei 85% da prova, porra. Com 85% da prova, você fica no top 1, às vezes top 5 ali, dependendo do concurso.
Agora, nesse da câmera, não. Como a prova vem um nível mais fácil, os dois primeiros, na verdade, acertaram 95%. Então é uma coisa que só serve pra massagear o ego. É, só massagear o ego. Pô, acertei 95%. 85, né?
Aí vai ver, tá, e aí você acertou 85% e não vai ser chamado. E no outro que eu acertei 76%, fiquei em primeiro lugar e estou trabalhando, ganhando mais de 7 mil. Então você vê, são coisas que se você não tem uma métrica, é relativo. E o estudo por questões é bom por isso, porque eu consigo ter essa métrica, saber duas coisas que para mim são essenciais. Saber se eu estou melhor do que eu mesmo, que isso aí para mim é o principal. Então, exemplo, ontem eu fiz essas 100 questões aqui,
E eu tava com 70%. Daqui um mês eu fiz essas mesmas, sem questões, desse mesmo conteúdo e acertei 80%. Porra, significa que eu tô evoluindo. E me comparar com os outros também, porque concurso querendo ou não é concorrência. É lógico. Então você tem que tá melhor que você, que é o que você tem controle, mas você também tem que se preocupar ali com os demais, pra você saber se você consegue tá pelo menos na média com a galera. Porque se você tiver muito abaixo da média, você não vai conseguir ficar dentro das vagas também, né?
E é bom você ter esse comparativo, porque às vezes a pessoa se ilude, a pessoa fala assim, nossa, eu fiz aqui e tirei 70. Tá, mas você sabe quanto foi a nota de corte do último concurso? Ah, não sei não, mas eu tirei 70, eu tô bem. Não, mas a nota de corte foi 88.
Sim. Aí a pessoa... Ih, caramba. Então, a pessoa não pode se enganar. A pessoa não pode se enganar. A pessoa tem que saber a realidade. Isso também a gente já avisou para muitas pessoas lá na comunidade. Ó, professor, eu tirei 70 e pouco, eu estou super bem. Fala assim, tá, mas a nota de corte foi 88, 89.
Então você não está bem ainda. Sim. Poxa, professor, eu fiquei tão empolgado. Desculpa, eu não quero te ofender, eu não quero criar expectativa. Só que a gente nunca pode romantizar o estudo para concurso público. Nunca romantize. Porque quando você romantiza, você cria uma expectativa, às vezes inalcançável naquele momento. E você romantizando, você acha que vai dar. E quando não dá, a frustração é grande.
Sendo frustração grande, você acaba desistindo. E isso a gente faz de tudo para não acontecer com ninguém lá na comunidade. A gente fala, olha...
Tá bom, você está conseguindo, mas ainda você está verde. Você não pode só tirar isso. A nota é maior. Em contrapartida, tem aquele cara que já é, que nem eu falei, efeito do Dani Kruger. O cara falou assim, pô, acabei de fazer a prova aqui do TCU, para ver como eu estava, fui muito mal. Quanto você tirou? Pô, eu tirei 48, 49 de 100. Você tirou 48, 49 de 100. Sabe quanto é que o Farnato te corte no último concurso? 50.
Então você está bem pra caramba, rapaz. Sério, professor. Já aconteceu isso também. Você está muito bem, continua nessa pegada. A nota de corte, quem... Para você ter uma ideia, o último concurso do TCU, que foi em 2022, a nota de corte, eu falo 50, mas acho que foi 54, alguma coisa, 53.
E a pessoa que tirou essa nota foi nomeada, porque eles nomearam todos aprovados. Acho que eles previam lá que 400 notas chegou a 300, alguma coisa assim. Porque foi tão difícil a prova que depois quem conseguiu tirar nota mínima, passou. E aí essa pessoa, eu lembro, ela falou, fui muito mal, tirei 48, 49. Eu falei, cara, você está quase dentro.
Tanto é que eu falei, continua na pegada, porque num próximo você já pode passar. Porque a prova foi fora da curva. Foi aquela prova altilar que a gente fala. Então, essas concepções, esses parâmetros, as pessoas não têm, cara. E você precisa ensinar as pessoas, olha, é assim, é assado. Você falou, é massagear o ego. Tirei 80. Mas a nota de corte foi 95. Sim. Vai fazer o quê?
Sim, você tem que se preocupar com a nota daquele concurso. E às vezes, mesmo você olhando a nota de corte, o próximo não quer dizer nada também. No TJ acontece muito isso, que o TJ é separado por comarcas. Aí, por exemplo...
Tem lá a capital, aí tem a comarca de Bragança, comarca de Tapcirica, comarca de Guarulhos. Aí o cara se achando espertão, o que ele faz? Deixa eu ver aqui o concurso anterior, qual que foi a nota de corte mais baixa, em qual comarca foi. Só que todo mundo vai pra lá, né? Aí todo mundo vai pra lá e a nota de corte de lá acaba sendo mais alta do que a outra do ano passado. Isso sempre acontece, entendeu? Então assim, pra quem vai, vou até dar a dica aí, galera. Pra quem for prestar o concurso de escrevente, não escolha.
a região que você quer prestar com base na nota de corte do concurso anterior. Escolha a região da onde você quer morar ou da onde você quer trabalhar, porque a nota de corte vai mudar de um concurso para outro. Não adianta você olhar a mais baixa e você falar mas eu sou espertão, eu olhei aqui e essa aqui foi a mais baixa, então no ano que vem vai ser mais baixa também. Pelo contrário, todo mundo vai ter esse mesmo pensamento e vai para lá e às vezes aumenta a nota de corte.
Então, foca naquilo que está sob o seu controle. Estudar, porque se você estudar para ter uma nota boa, você passa em qualquer região, que foi o que aconteceu comigo. Com a minha nota, depois eu entrei lá para comparar. Com a nota que eu tirei, dava para eu ter passado em qualquer região. Então, assim, tanto faz a região que você escolheu. Foca no estudo e se você tiver uma nota boa, você vai passar em qualquer uma.
Acabou. Exatamente. E é assim. Deixa eu te perguntar. A gente já chegou a quase duas horas e meia. O louco! De entrevista. Estou batendo o Alexandre Meirelles. Daqui a pouco bate o Alexandre Meirelles. Um abraço aí, inclusive, para o Alexandre Meirelles. É uma lenda. Se Deus quiser, um dia ainda vou pedir um autógrafo aí para você. É, quem sabe? Eu tenho o livro dele lá em casa de matemática. Matemática básica. Matemática básica. Duas mil e quinhentas páginas. Eu falei, pô, esse aí é o básico.
Imagina um avançado, então.
Mas deixa eu te perguntar, tem algum assunto que a gente não falou? Você sabe que a gente sempre pergunta isso nas entrevistas, né? A gente não falou e que você gostaria de falar, que você gostaria de abordar. A gente abordou muito da sua vida, você falou de concurso e tal, mas às vezes tem algum assunto que você queria falar que está aí guardado e você não falou. Eu vou ser bem sincero, eu fiquei emocionado, fiquei muito contente também por você falar da sua mãe, porque às vezes a gente guarda um sentimento.
E a gente não consegue esplanar esse sentimento. Eu acho que hoje aqui você soltou muita coisa que estava guardada em relação à sua mãe e às vezes você se sente até melhor. Tanto é que agora você está dando risada e tudo mais. Mas tem alguma coisa que você queria falar que você não falou?
Mandar um abraço aí só pra galera, mandar essa mensagem aí. E assim, galera, não importa o método que você vai seguir, se você vai estudar uma matéria por vez, duas, três, se você vai estudar por ciclo, se você vai estudar por videoaula, PDF, por questões.
uma coisa é certa, se você estudar, se você tiver constância, se você tiver disciplina pra todo dia você sentar e estudar, você ser sincero consigo mesmo, você não tá mentindo pra si mesmo, de você chegar e falar, olha, estudei aqui hoje, mas eu nem entendi direito, mas vou passar pra próxima, não?
Seja sincero consigo mesmo e reflita sobre aquilo ali. Fala, eu estudei isso daqui, eu aprendi, eu consegui compreender isso que eu acabei de estudar. E não importa o método, PDF, videoaula, questões, o que importa é você ser sincero consigo mesmo.
E você está sempre pensando se hoje você está melhor do que o que você era ontem. Então para de se comparar com os outros. Sempre vai ter alguém que estudou mais que você. Sempre vai ter alguém que tem mais tempo que você. Sempre vai ter alguém que tem mais condições financeiras que você.
Mas isso daí não quer dizer nada. Você tem que se preocupar em você mudar a sua vida. Eu vejo muitas pessoas, às vezes, falando assim, mas o governo não me ajuda, mas eu não tenho um incentivo em casa, a minha esposa não me ajuda, o meu marido não me ajuda.
tudo bem, mas e daí? Você vai poder fazer o que com isso? Você vai conseguir te obrigar o governo a te dar um dinheiro, o governo a te dar estudo? Você não vai conseguir. Infelizmente, a realidade é dura, ela é difícil, mas ela continua sendo a realidade. Então a gente, como concurseiro e como ser humano no geral, a gente tem que se preocupar com aquilo que está sob nosso alcance.
E o que está sob nosso alcance? É sentar e estudar, lógico. Cada um vai ter a sua realidade. Um vai conseguir sentar e estudar meia hora. O outro vai conseguir sentar e estudar duas horas. O outro vai conseguir estudar o dia inteiro. Cada um vai ter a sua realidade, mas você tem que perceber que aquilo que é dificuldade para você era a vida que uma outra pessoa sonha em ter. Então, às vezes, aquela vida que você reclama que você tem é uma vida que alguém sonharia em ter.
Eu recomendo muito que vocês assistam um documentário no YouTube falando sobre o país mais pobre do mundo.
vocês vão ver que dificuldade é aquilo. A pessoa não tem o que comer, a pessoa comendo barro, comendo terra. Então, às vezes a gente reclama. Às vezes, nossa, eu trabalho CLT 6x1 no McDonald's, ganho um salário mínimo, tô no atacadão, tô trabalhando direto. Mas, pô, tem gente que queria ter essa vida que você tem. Tem gente que queria estar ali, tendo a oportunidade de estar pegando um ônibus, porque não tem nenhum dinheiro pra pegar o ônibus. O ônibus que você reclama que tá lotado, que tá cheio...
Tem gente que sonharia em estar pegando aquele ônibus porque não está trabalhando, está desempregado. Então, assim, sempre vai ter gente pior do que você e sempre vai ter gente melhor do que você. Você não pode focar nem em um e nem em outro. Você tem que focar na sua realidade. Você fala, hoje eu estou no ponto A e eu quero chegar no ponto B.
Vai adiantar eu ficar pensando aqui no fulano que está melhor do que eu e já chegou no ponto B? Não. Vai adiantar eu ficar pensando no ciclano que está pior do que eu e está abaixo do A? Não. Então pronto, vamos focar só naquilo que está sob o nosso controle, que é sentar, estudar, procurar ter uma inteligência emocional.
de você refletir sobre a sua vida, de você ter essa sabedoria emocional de você não ficar ansioso. Por exemplo, eu vejo muitas pessoas que ficam ansiosas para uma prova. Ela chega na prova e fala, ai meu Deus, essa é a prova da minha vida, se eu não passar eu vou morrer.
Se você pensar isso, você já vai chegar na prova ansioso, já vai chegar a ser tremendo, vai dar branco. Você tem que pensar o quê? Você vai falar, meu, eu fiz o meu melhor, eu estudei, vou fazer essa prova, se eu não passar, amanhã tem outra. Então, assim, focar naquilo que está sobre o controle de vocês, com constância, e focar naquilo que é o melhor para você. Não importa o método, não importa a quantidade, e lembre sempre de uma coisa.
o tempo vai continuar passando. Quer esteja você estudando ou não, reclamando ou não. Então, o tempo, ele é impassível, ele é imparável. Então, você tem que focar nisso. Lembre-se sempre disso. Então é isso, galera.
É, você viu, pessoal? Fechando aqui com chave de ouro. Agora eu vou te pedir um favorzinho aqui. Eu quero que você fale um pouquinho, rapidinho, da nossa comunidade. Se vale a pena ou não pra galera lá. Vale, vale a pena, galera. Eu assinei, foi o quê? Acho que faz uma semana mais ou menos, né, Anderson? É. Eu até mandei mensagem lá pro Anderson. Eu falei, pô, tô...
Eu estou tentando achar aqui a videoaula, porque como eu falei, tem bastante videoaula lá, né? De coisas para a vida mesmo. Não são assim videoaulas, só videoaulas de cursinho. Exemplo, matéria de português, matemática. Tem essas partes também, mas são coisas que você não vai ver em lugar nenhum. Por exemplo, só essa questão de ensinar você a saber se o concurso vai chamar ou não. Só isso daí para mim já vale um valor. Já valeria muito mais, até para ser bem sincero.
E outra coisa, se vocês, assim como eu, vieram de um ambiente que você não tem contato com pessoas de sucesso nesse mundo do concurso, lá você vai ter o contato com essas pessoas. Igual o Anderson falou, lá vai ter delegado, lá vai ter auditor do TCU, vai ter gente do Senado, vai ter gente da Câmara. Então você consegue criar um ambiente que seja favorável a você, porque às vezes você está num ambiente que só te desfavorece.
E lá você vai ter a oportunidade de estar num ambiente que vai te favorecer. Por exemplo, você está num grupo de WhatsApp aí que é só com a galera do Atacadão, do McDonald's e o galera do Baile do Mandela. Pô, esse grupo aí não vai te agregar em nada para o seu objetivo final que é passar num concurso. Mas a comunidade lá do Como Passei e comunidade de concurso em geral só vai ter pessoas que têm o mesmo objetivo que você, pessoas que já passaram pelo que você passou ou pessoas que estão passando pelo que você está passando.
Então todo mundo ali vai ter empatia, vai ter dicas valiosas ali pra você não se meter em perrengue, e são coisas ali que vão te encurtar um caminho que às vezes você, é como o Anderson falou, seria uma trilha que você não conseguiria percorrer sem a dica da galera que tá lá.
Galera, eu preciso falar alguma coisa? Agora que a gente está chegando ao fim desse podcast aqui, vocês vão aqui em três pontinhos mais aqui. Eu estou deixando o link da comunidade com preço de um lanche só para vocês aí que ainda não entraram. Aproveitem porque esse valor é promocional. O valor original R$ 89,90 já é um valor justo, mas a gente está deixando muito mais baixo que isso para quem assiste aos nossos podcasts. E se você assistiu esse podcast aqui, aproveita essa oportunidade para você pegar aqui o link.
Outra coisa, galera, ó. Radegon de resumos, tá vendo aqui, ó? Os melhores resumos do Brasil para a área de concurso público, não importa seu nicho, controle, fiscal, polícia, tribunais, área jurídica, INSS, banco, tem área contábil, analista, área administrativa e muitas outras matérias avulsas.
Gente, só com a gente aqui, você tem 20% de desconto usando o cupom COMOPASSEI20. Aproveita. Cupom COMOPASSEI20, 20% de desconto. Apontem aqui o seu celular no QR Code aqui. Ou vão aqui também na descrição do vídeo. Lá tem o link do Radegondes. Outra coisa, também.
Spotify, essa entrevista aqui tá no Spotify, você que tá ouvindo a gente no Spotify, na academia, você que tá no metrô, você que tá no ônibus, você que tá na rua, você que tá fazendo uma caminhada, ouve a gente também no Spotify, porque vale muito a pena e dá cinco estrelas, hein? Se não der cinco estrelas no Spotify, você não vai passar no concurso público, eu jogo mandiga mesmo, hein? Eu jogo, hein? E deixa eu falar pra você, cara.
Obrigadão, viu? Obrigado, Lucas. Obrigado mesmo. Obrigado você pelo convite aí. Você tem uma história que eu achei muito bonita, uma história de uma pessoa vencedora, que vai servir de exemplo para muita gente agora. Um tapa na cara de muita gente que está assistindo agora, mas eu falo numa boa, não falo...
tapar na cara no sentido ruim, mas pra pessoa falar, poxa, eu reclamava, olha aí que o Lucas passou, então, pô cara, uma história, e você vem com uma mensagem que você mandou pra gente lá no YouTube eu falei, pô que mensagem, vem pra cá e você vem, então, por isso que eu agradeço você demais. Esses vídeos assim são muito importantes, porque por exemplo ontem eu tava assistindo um vídeo desse pra me motivar, e amanhã pode ser alguém vendo esse vídeo pra ser motivado também, então assim é legal deixar esse legado, né deixar...
Deixar registrado também, porque um dia às vezes a gente vai olhar para trás também e vai falar caramba, nessa época eu estava descrevente, hoje em dia eu estou, sei lá, estou de taquígrafo da câmara, estou de auditor, estou, sei lá, em outro cargo aí superior, eu falo caramba, naquela época ali eu já estava ali, já na correria, então deixa uma mensagem para as gerações futuras. E vira um legado, porque esse vídeo vai ficar por anos.
Aí amanhã você tem um filho e uma filha, olha o vídeo do meu pai, então vai ficar um legado, fica para a história, entendeu?
E outra coisa, a gente às vezes consegue ajudar a gente que a gente nem conhece. Já parou pra pensar, que louco. Às vezes a gente cria um senso de comparação utópico. Eu acho que pra vocês, assim, que são influencers, assim, às vezes acaba tendo isso. Por exemplo, você fala, pô, sei lá, um exemplo, meu podcast tá aqui com...
mil seguidores, por exemplo, no YouTube, só que você fala, ah, mil, o outro lá tem um milhão. Só que aí você fala, imagina mil pessoas que estão olhando aquilo ali e sendo inspiradas. É um estádio, sabe, de futebol cheio ali de pessoas, que às vezes você está mudando a vida da pessoa sem saber.
E eu fico pensando nisso, eu falo, caramba, às vezes uma mensagem, por exemplo, um Alexandre Meirelles, imagina quantas pessoas ele já não ajudou sem nem saber com o livro dele, com as dicas que ele dá de ciclo. Hoje em dia todo mundo usa o ciclo aí, é igual ele fala, se cada um desse um real para ele com ciclo, ele já estava aí.
Então imagina quantas pessoas ele já não ajudou sem saber ir. E as pessoas que vêm aqui também. Você vê o Michael aí veio de uma origem muito humilde também. A galera vem aí, a Nasli inspirando milhares de pessoas aí. Virou já uma lenda dos concursos. Então muita gente que vem aqui, você mesmo, sua história. Por exemplo, às vezes você conta essa história lá do Taboão. E alguém lá do Taboão, um adolescente lá, falou, caramba, ele veio do Taboão. Não, já aconteceu. Algumas pessoas do Taboão já falaram comigo.
A pessoa se identifica, porque às vezes a pessoa nem sabe que é possível, né? Ela olha e acha que é impossível. Ela fala, mas se o cara que trabalhou no McDonald's lá conseguiu, se o Anderson que trabalhou lá perdeu a mãe nova conseguiu, morou no Taboão conseguiu, por que eu não vou conseguir também? Você dá um desbloqueio, entendeu?
Porque é aquele ditado, né? Tem um ditado que fala que assim, só é impossível até alguém fazer, né? Então assim, igual às vezes o cara na corrida lá, ah, é impossível você correr 100 metros em 9 segundos. Aí o cara vai e corre, aí o outro fala, caramba, se ele conseguir, eu vou conseguir também. Aí o ano que vem já é 8 segundos. Então você vê, o concurso é a mesma coisa. Você mora lá numa comunidade carente, o pessoal fala, não, isso daqui é impossível pra mim. Aí ela vê o amigo dela sendo aprovado, e fala, pô, pô.
É igual, meu, pô, você vê, o cara, imagina, eu zoeira pra caramba na escola, só recebia reclamação, nota tudo baixa, meu, quase consegui reprovar em artes. Aí imagina, a professora, sei lá, hoje em dia vendo isso, a galera que tava lá na escola comigo, estudou na mesma escola aqui, eu falo, pô, o Lucas, o mais zoeira da sala, tá trabalhando no tribunal, do lado da juíza lá, não, não é possível, se ele conseguiu, eu consigo também.
Entendeu? Às vezes até a pessoa te desmerecendo, mas ela consegue dar um desbloqueio nela também.
Mesmo a pessoa te desmerecendo, ela muda de vida sem perceber. Até o seu hater, você ajuda até os haters sem perceber. Sim, não é um braço a torcer, mas a gente ajuda. E as pessoas às vezes acham inteligente e falam, se esse maluco burro aí conseguiu, eu consigo também. E aí às vezes você ajuda a pessoa até melhorar. Porque, por exemplo, um hater...
Que ele se acha o bonzão, ele fala, pô, se o Lucas é burro pra caramba, conseguiu, vou prestar a prova lá também, vou ficar em primeiro. Aí ele vai e toma um pau, não consegue passar. Isso vai ser humildificante pra ele, ele vai falar, caramba, véi, pô. Então se o cara passou, ele se esforçou, pelo menos, né? Não, ele é burro mesmo, mas pelo menos ele se esforçou, porque não é só ter sorte, entendeu? Então às vezes você ajudou alguém ainda que de modo indireto, nem que seja pra criar uma humildade ali no hater, né? O cara aprende, né? O cara aprende, doideira.
Galerinha, olha só, agora que está acabando, estou lembrando vocês aí, tá? Entrem agora aqui na descrição do vídeo e entrem na nossa comunidade. Já vai lá que a gente já vai atender você lá no Telegram e já começa a fazer as aulas, hein? Espero vocês lá. Vou ficando por aqui. Câmera central ali, beleza, Lucas? Olha ali, ó. Vamos dar tchau para a galera ali. Um abraço, galera. Um abraço, galera. Tchau, tchau. Um beijo para a minha esposa, Daniela.
Um beijo para a minha família e todo mundo que sempre acreditou em mim. Um abraço, galera. Tudo de bom. Seis são dez.
É, galera. Então vão lá, hein? Comunidade, vai aqui agora. Abraço, tchau, tchau.
Radegondes Resumos