Odontologia digital - Prof. Felipe Leite Coletti
O Universidade Aberta Odontologia é um podcast de divulgação científica do Programa de Mestrado em Ciências Odontológicas, da Universidade de Araraquara – UNIARA. A jornalista Luciane do Valle conversa com pesquisadores, professores e mestrandos sobre suas pesquisas e estudos.
Luciane do Valle
Felipe Leite Coletti
- Comunicação DigitalDiagnóstico e planejamento de trabalhos · Reabilitações e cirurgias de implante · Cirurgia guiada · Softwares com inteligência artificial · Previsibilidade no tratamento · Transição do analógico para o digital
- Grupo Sempre: Odontologia e OftalmologiaCurva de aprendizado de novas tecnologias · Economia de tempo com ferramentas digitais · Casos simples vs. casos complexos · Reabilitação de coroa unitária · Confecção 100% digital vs. combinação analógico-digital · Reabilitações totais sobre implante (protocolos) · Imprecisões em casos complexos 100% digitais
- Custos e Implementação da Odontologia DigitalCusto de equipamentos (scanner, impressora) · Investimento em clínicas digitais · Segurança no uso de técnicas convencionais · Benefícios visuais e de previsibilidade · Armazenamento digital vs. modelos de gesso · Competitividade de preços com o volume · Custo de materiais de moldagem
- Futuro da Odontologia DigitalPopularização e barateamento da tecnologia · Adoção inevitável por profissionais · Técnicos utilizando sistemas digitais · Produção digital se tornando mais barata que convencional · Evolução dos scanners e máquinas · Trabalho com misto de tecnologias
- Aplicativos e ferramentas digitaisSistemas CAD-CAM · Origem dos sistemas CAD-CAM (década de 1980) · Inteligência artificial no refinamento de softwares · Apresentação visual de propostas de tratamento
- Previsibilidade e Limitações da Odontologia DigitalPrevisão do resultado final do procedimento · Propostas de tratamento variadas · Natureza biológica e dinâmica da odontologia · Necessidade de ajustes durante o tratamento · Comunicação clara com o paciente
A partir de agora, a rádio Uniara FM passa a transmitir Universidade Aberta, um projeto de extensão do Centro Universitário de Araraquara, Uniara. Olá, eu sou a jornalista Luciane Duvalli e no programa Universidade Aberta Odontologia de hoje, eu converso com o professor Filipe Leite Colete. E eu vou conversar com o professor Filipe sobre odontologia digital. Eu confesso que eu estou bastante curiosa.
O que ele quer dizer com isso? Que aliás vai ser minha primeira pergunta, não sei antes, claro, primeiro agradecer mais uma vez essa oportunidade de conversar com o Felipe. E Felipe, vamos lá então, minha curiosidade, o que você quer dizer com esse tema da nossa conversa? O que quer dizer odontologia digital? De novo, muito obrigada. Bom, antes de mais nada, bom dia. Bom dia, Luciane. Obrigado de novo pela oportunidade de participação do programa.
Bom, quando a gente se refere à ontologia digital, na verdade a gente está nos referindo a algum tipo de tecnologia, não tão atual, mas já existe há algum tempo mais recente, em que auxilia muito nos termos de diagnóstico, principalmente em termos de diagnóstico e planejamento de execução de trabalhos, por exemplo, nos tipos de reabilitações.
tipos de cirurgias de implante, que muitas vezes a gente pode fazer uma cirurgia guiada. Em termos de digital, quando a gente pensa em relação a isso, essa filosofia se entrega com softwares que utilizam de maneiras de meios de inteligência artificial que auxiliam a gente nesse tipo de informação e traz muita previsibilidade.
Hoje, praticamente em todas as áreas da odontologia, é possível você empregar algum tipo de tecnologia para o auxílio no nosso tratamento. E aí a gente confere isso à odontologia digital, quando sai do analógico, propriamente dito, de análise, de maneira mais, não digo mais simplificada, mas de maneira mais tradicional e para analisar isso de maneira mais computadorizada, vamos chamar assim.
Entendi. Você no comecinho aqui da nossa conversa, você falou assim, é atual, mas nem tanto assim. Aí depois você falou assim, mas usa inteligência artificial. Aí deu um negocinho aqui na cabeça. Então, o que é esse não atual, nem tanto assim? Mas aí você já inseriu o que a gente tem de mais, digamos assim, atual, que é a discussão sobre o uso da inteligência artificial. Em que meio de caminho você está aí em relação à odontologia?
É porque, assim, até, de certa forma, até para a gente, eu não sei, pessoalmente eu quero dizer, para mim, vamos chamar assim, o que parece ser novo, às vezes a gente vai ver, já passou muito tempo, é que a gente tem uma novidade e já fala, nossa, já existe, já faz 10, 15 anos, que seja, né? Então, pela questão de ser tudo muito rápido hoje, né? A gente vê algum tipo de tecnologia que a gente pensa que é atual e já não é tanto, né?
Por exemplo, sistemas CAD-CAM que a gente utiliza hoje em reabilitações orais, que são um conjunto de fatores que a gente faz uma análise, um design, que é o CAD, e depois o Manufacture, que é a produção de alguma coisa baseada naquele desenho que você fez, naquele projeto.
Isso, já existe desde 1980, são os primeiros trabalhos que serão na literatura, então são coisas bem antigas. Hoje é bem usual, claro, é bem comum a gente falar isso, não é uma novidade, pode ser para alguns uma novidade, mas enfim. Então é tentar separar, talvez não tenha sido tão claro, de uma maneira mais comum no dia a dia, que as pessoas já entendam do que realmente foi a origem. Então é por isso que eu quis dizer que é tão atual, mas talvez não é tanto, enfim.
Então é nesse sentido, né? Entendi. Então são coisas que já existem há um bom tempo até, né? E cada vez estão se aperfeiçoando mais. E aí quando a gente fala da inteligência artificial, que é um termo mais atual, né? Obviamente. Aí vem esse refinamento que o software traz com a capacidade de a gente enxergar de maneira bem real quais são as propostas de tratamento, quais são as necessidades de alterações.
discussão com o paciente, apresentação para o paciente, isso é uma ferramenta muito interessante. Felipe, queria te perguntar uma coisa assim, que os que são apaixonados, né, vou dividir, né, falando de inteligência artificial, né, tem os temerosos, né, e tem os apaixonados, né, tem os que só vem em problema e tem os que só vem em solução, né, não conseguem ficar ali, né.
no equilíbrio. E aí, os apaixonados, normalmente, eles se baseiam bastante no discurso dos apaixonados em relação ao tempo, o quanto se ganha esse tempo em várias atividades, aí eu não estou falando só da odontologia, por questões que a própria inteligência artificial faz por esse profissional.
E eu queria que você, de certa forma, falasse um pouco nesse sentido para mim, confirmasse ou não, falasse assim, olha, sim, ajuda bastante a gente na questão do tempo, e se for isso, eu queria que você, digamos assim, fosse um pouco para o lado dos apaixonados num primeiro momento e falasse assim, o que mais, né? Além do tempo que ela pode dar, e se conseguir também ir para o outro lado, falar assim, olha, mas tem um negocinho aqui ainda que não está bem resolvido entre inteligência artificial e odontologia.
Bom, vamos lá. Então, a primeira parte que a gente vai falar sobre os apaixonados em relação ao tempo, eu acho que tudo é uma curva de aprendizado, né, Lu? Por exemplo, muitas vezes a gente se depara num primeiro momento com softwares, com aparelhos que promovem esse tipo de tecnologia.
E quando a gente vê uma pessoa já capacitada operando esse tipo de aparelho, esse tipo de equipamento, dá a impressão realmente que é simples e rápida. Claro que tem a curva de aprendizado, que no primeiro momento a gente tenta passar por ela. E aí realmente, depois que você domina todas essas ferramentas, que às vezes não são simples, né? Pelo menos para mim, na verdade, muitas vezes eu vejo uma certa dificuldade, mas são muitas ferramentas que existem nesses programas. A gente realmente consegue economizar tempo, né?
E depende muito do caso também. Por exemplo, muitas vezes eu vejo casos em que a gente tem uma proposta de tratamento mais rápida, mais exolutiva, mais simples. Realmente a gente pode abrir mão de situações completamente digitais, assim, vamos falar. Você consegue dar um exemplo? Não precisaria de um... Oi? Você consegue dar um exemplo do que é esse simples?
Por exemplo, eu vou fazer um deno, uma reabilitação simples, eu vou fazer uma coroa sobre um dente, coroa sobre um implante. Isso é bem rápido, isso a gente consegue fazer de maneira bem simplificada, claro, desde que eu tenha o domínio do equipamento, do software. E às vezes não quer dizer que o dentista propriamente dito vai fazer isso. Existem até empresas que vendem equipamentos com essa capacidade de você fazer sozinho.
Novamente, particularmente, eu acho que isso demanda muito tempo do profissional. Então, a gente recorre a outros tipos de profissionais, ainda do técnico, mas especialista nessa parte digital. Então, assim, casos mais simples, como eu estou exemplificando de uma coroa, de um elemento unitário, realmente eu posso partir de um processo de confecção 100% digital. Quando eu falo isso, não preciso fazer uma moldagem, por exemplo.
Eu não vou ter vazamento de gesso, eu não vou ter toda uma etapa laboratorial que realmente é mais trabalhosa, é mais custosa em termos de laboratório falando, porque envolve mais pessoas nisso, né? Então até é um gargalo isso, muitas vezes, e simplifica. Agora, outros tipos de casos, muitas vezes eu tenho que ter associação dos dois, ainda a literatura, e mesmo assim o dia a dia nosso mostra que muitas vezes eu tenho uma dificuldade e até um tempo maior de resolução.
Se eu quiser partir só para o caso de 100% digital, por exemplo, caso de reabilitações totais, por exemplo, sobre implante, né? Os famosos protocolos em que às vezes eu tenho algum tipo de peças inteiras na boca do paciente, isso ainda tem uma certa imprecisão, tá? Em todo cuidado eu quero falar, não é coisas absurdas, tá? Mas detalhes muito sutis que às vezes eu preciso fazer o uso do analógico junto.
para efetivar resultado, para ter prova mais precisa do que aquilo que eu estou fazendo no digital, realmente estar de acordo com o analógico, com o convencional. Então, dependendo da situação ainda, eu tenho que fazer essa associação.
Então, eu vejo assim, dentro da área que eu trabalho, com as pessoas que eu converso, tem gente que realmente é bem empolgada e quer fazer tudo 100% digital. E eu vejo que é uma questão de tempo a impressão que eu tenho, porque realmente cada vez mais está evoluindo mais. Então, eu imagino que isso vai chegar, até caso, como eu acabei de exemplificar, de habilitações totais, que exigem mais essa combinação, esse misto de analógico com digital.
talvez vai chegar realmente ainda na fase 100% digital, com um tempo de trabalho mais curto e com maior precisão. Mas então, às vezes, ainda eu preciso dessa combinação. Então, eu vejo as pessoas bem empolgadas nesse sentido, buscando isso, mas em alguns casos, ainda vejo essa necessidade de ter essa combinação. Então, ainda por mais que a gente esteja bem... A gente está avançando nesse prédio digital.
talvez ainda não dá para ser 100% digital, turista, vamos chamar assim, não trabalha com nada analógico. Acho que ainda pode ser que o profissional que abordar dessa maneira talvez vai ter alguma dificuldade em algum momento da atuação. Então ainda a gente precisa manter, não digo manter, claro, mas tem que ter a base analógica, porque, querendo ou não, o digital se baseia nessa parte analógica, um desenvolvimento do que já existia, maneiras novas de serem feitas.
mas seguindo os conceitos do que já é estabelecido. Inclusive, é isso que eu queria te perguntar, que, por exemplo, tirando de lado o caso, aí vale para qualquer área, profissionais que têm resistência, que não querem adotar a tecnologia por uma série de razões, tirando de lado esse fator, porque aí ele é mais psicológico, não dá muito para a gente entender, mas eu queria te perguntar em relação a custos mesmo, que a gente sabe.
que tudo isso tem um custo, né? E, às vezes, não tem como, tipo, não repassar para o tratamento, né? Obviamente, do paciente, esse custo de implementação de todas essas tecnologias. Então, eu queria te ouvir um pouquinho em relação a isso, né? Porque, de repente, um profissional...
Me corrija aí se eu estiver errada, né? Um profissional que ainda não conseguiu equipar seu consultório todo, de repente ele vai se sentir um pouco falando, nossa, será que eu sou menos profissional atualmente? Porque eu ainda não consegui fazer uso? Não porque ele não queira, né? Porque ainda não é possível. Eu queria te ouvir um pouco em relação a isso.
Lu, essa é uma pergunta bem interessante, porque realmente, toda vez que a gente pensa em tecnologia, em ser digital, ou tentar implementar uma clínica digital, dá a impressão que a gente está sempre partindo para o melhor. Agora eu sou o melhor nesse sentido, eu estou... Enfim, a gente brinca, eu falo que quem não sabe fazer o convencional corretamente, não vai saber fazer uma lógica corretamente. Então, são passos dependentes.
Então o fato da gente partir para o digital não quer dizer que a gente vai se tornar melhor, não é nada disso. E realmente existem custos em cima disso. Então eu vejo para colegas profissionais pensando assim, poxa, eu faço tão bem o convencional, por que eu vou mudar? Se eu não me dou tão bem com isso, eu estou executando tão bem. Ok, normal, eu vejo que isso não é um demérito, pelo contrário.
Eu vejo que a pessoa se sente segura numa maneira de atuar e é respaldada cientificamente nessas técnicas e podem se manter nessa técnica tranquilamente. Sim. Aí quando a gente passa, então por que seria interessante a gente mudar para um sistema digital?
Aí eu entro de novo, uma maneira mais atual de você discutir com o paciente, maneiras mais visuais. Existem esses softwares que conseguem fazer uma associação de imagens, então você prevê muita coisa, tenha muita previsibilidade no tratamento. Além do que...
Por exemplo, uma coisa que parece ser até banal, mas você imagina um dentista que faz moldes todos os dias, né? O que ele precisaria de espaço para guardar modelos de gesso no seu dia a dia depois de seis meses, um ano de trabalho? Enquanto que aí, se você não digital, num pendrive cabe aí 200, 500, sei lá quantas bocas aí, né? Claro que esse é um detalhe muito pequeno frente a um todo, né? Mas até isso a gente pensa também quando parte para uma área digital.
E claro que existem os custos. Os custos não são baratos. Sim. Aí você tem hoje, por exemplo, hoje existem possibilidades de você ter um scanner intoral e uma impressora relativamente boa, com uma qualidade, não digo, nem tão próximo. Porque aí você vai ter que ter um investimento perto de 100 mil, 120 mil reais, ou até um pouco mais. Dependendo do que você quer no consultório, esse preço pode chegar a mais, meio milhão, dependendo da sua clínica, um milhão.
Então, assim, dependendo do que você quer e do público que você está atendendo, você teria capacidade de remanejar ou de trabalhar com esses sistemas, né? Que realmente são mais caros e dentro da estratégia comercial, administrativa do consultório, ver aonde que seria possível repassar esses custos. No começo, né? No começo, eu queria dizer, talvez lá seus oito anos atrás, sete, dez anos, vamos por assim até.
realmente talvez o preço de custos de produção era mais caro. Se elas são umas peças mais caras para serem produzidas, sim. Por mais que se envolve menos pessoas no laboratório para fazer essas peças, que é até engraçado isso, porque se você tem menos pessoas, por que o custo fica mais alto? Porque realmente esses materiais custam mais caros pela tecnologia empregada. Mas a gente está vendo que esses preços estão começando devido ao volume maior que está sendo feito,
a ser mais comum encontrar no dia a dia isso, eles já estão ficando mais competitivos e já estão, assim, chegando num valor mais interessante. São tratamentos, muitas vezes, que envolvem custo elevado, são tratamentos que envolvem uma dinâmica com o paciente, mexe com o emocional, não tem como. Então, quanto mais preciso a gente for, melhor. O que você quer dizer com isso é que, assim...
Por tanto equipamento e tecnologias, você consegue enxergar como é que aquele procedimento vai ficar, o resultado final, e o que você vai precisar para chegar naquele final. É isso que você quer dizer? Exatamente isso. Então, assim, a gente está prevendo, dentro das possibilidades que o paciente tem,
condições locais, vamos chamar assim, até onde eu posso chegar com aquilo e fazer propostas diferentes, inclusive, não uma única. Eu posso pensar, olha, eu posso fazer com esse tipo de situação, posso fazer uma simulação com esse outro tipo de situação, né? Então isso traz uma, de novo, uma previsibilidade, que é justamente isso, entender o que eu quero e trabalhar já sabendo onde eu vou chegar, ou o máximo daquilo que eu posso chegar, né? Aquela resultado já previsto.
Claro que quando a gente fala isso, uma coisa tem que ficar muito bem certa. Muitas vezes a gente planeja, mas é durante a execução do trabalho que eu vou saber realmente se eu vou conseguir atingir aquele índice. E aí eu vejo assim, uma pequena, não vamos chamar 100% de acerto em todos os casos. Quando eu falo acerto, é aquilo que foi previsto eu chegar naquilo.
mas diferenças muito sutis, muito pequenas, porque a ducologia é uma área biológica, uma ciência viva, né? Então, às vezes, a gente começa o tratamento e durante o tratamento acontecem situações que eu tenho que mudar aquele planejamento, enfim.
Não é uma ciência exata, uma matemática, né? Então, a gente não pode esquecer desse detalhe também. É, e tá num corpo vivo, né? Tá acontecendo um monte de coisa que a gente não controle, né? Exatamente, exatamente. Então, algumas situações podem ocorrer nesse sentido, que durante o tratamento, aquele planejamento essencial que eu tracei, eu vou ter que fazer alguma alteração. Então, isso a gente tem, cabe ao profissional deixar isso bem claro ao paciente.
para que minimizem qualquer tipo de situação durante o tratamento, durante a execução do processo. Felipe, a gente está quase terminando o programa, eu queria te ouvir o seguinte, fazendo um exercício aqui de futurologia, sem poder, porque eu acho que é muito arriscado, mas vamos lá, queria te ouvir em relação a isso.
Você acredita que, com o passar do tempo, a gente falou sobre um pouquinho, você explicou, dos profissionais que ainda não têm condição de adotar a tecnologia, mas a gente estava falando em relação a custos, que a gente sabe que quando populariza a tecnologia, e isso vale para tudo, tem a tendência a ter mais marcas, mais empresas e baratear o custo, etc. É a famosa lei do mercado.
E aí eu queria te ouvir sobre isso. Seguinte, você acha que vai chegar um tempo que vai ser inevitável? Ou o profissional da odontologia adota essas tecnologias ou ele realmente vai ficar para trás? Eu acho que sim, Lu. Eu apito que sim. Mesmo porque às vezes o profissional, ele nem sabe que o técnico que ele está trabalhando utiliza sistemas digitais. Às vezes o profissional faz um molde, manda para um técnico vazar, a gente chama de vazar esse modelo.
inverter no gesso, e todo o processo depois que o técnico faz isso é digital, ele escaneia esse modelo de gesso e ele trabalha com toda essa situação. Então acredito que sim, devido à capacidade das empresas que estarem cada vez mais produzindo nesse sentido.
vão atender cada vez mais, vai ficar mais popular. E sim, acho que vai chegar um momento em que grande parte da produção vai ser feita digitalmente, não vai ter jeito, porque vai ficar mais barato do que fazer um convencional. Por exemplo, se a gente for pensar em termos de quantidade de moldes que eu posso fazer frente à quantidade de escaneamento, não tem preço, para dizer assim. Material de moldagem custa, material de moldagem custa caro, inclusive. Às vezes eu estou refém de fazer...
10 nulgagens, 8, dependendo da quantidade que vem do material, quanto que eu posso escanear, muitas e muitas vezes, e tendo um grau de precisão melhor. Claro que, então deixa uma coisa bem clara ainda de novo, não é todos os casos, às vezes mesmo hoje, que eu ainda tenho um escanto, a gente trabalha com isso, às vezes eu preciso fazer um molde. Então ainda a gente está numa fase que eu trabalho com os mistos.
Eu preciso de um pouquinho do convencional ainda, não tem jeito de fazer 100% dos casos só com digital. Mas futuramente eu imagino que sim. Talvez com a evolução das tecnologias, talvez o aprimoramento das máquinas de scanner, isso vai ser cada vez mais viável. Então eu concordo, acho que com o tempo a gente vai partir talvez para um 100% de casos digitais.
Bom, tá certo. Só posso agradecer mais uma vez a oportunidade de conversar com o professor Felipe Leite Coletti. Falamos um pouco, então, sobre odontologia digital. Felipe, de novo, muito obrigada. Eu que agradeço, Lu. Estamos sempre juntos aí. Agradecer a Universidade de Araquara, a Neoniara, e novamente para organizar pelo programa. Muito obrigado pela oportunidade. Obrigada. A Rádio Uniara FM apresentou...
Universidade Aberta.