Projeto Durma bem, meu bem - Profa. Giovana Fernandes
O Universidade Aberta Odontologia é um podcast de divulgação científica do Programa de Mestrado em Ciências Odontológicas, da Universidade de Araraquara – UNIARA. A jornalista Luciane do Valle conversa com pesquisadores, professores e mestrandos sobre suas pesquisas e estudos.
Luciane do Valle
Giovana Fernandes
- Lidar com a insóniaBenzodiazepínicos · Indutores do sono (drogas Z) · Dependência química · Impacto no sono REM · Tratamento de insônia por ansiedade
- Distúrbios Respiratórios do SonoBruxismo do sono · Apneia do sono · Aparelho intraoral para apneia · Cirurgia ortognática
- Qualidade do SonoDificuldade em desacelerar · Necessidade de prolongar o sono · Variação individual de horas de sono
- Bruxismo: Causas e TratamentosRelato do paciente · Desgaste dentário · Bruxismo primário e secundário · Refluxo gastroesofágico · Medicações antidepressivas
- Caso clínico: insônia e diagnóstico rápidoConsciência do paciente · Tempo para adormecer · Cansaço ao acordar · Alteração de memória · Irritabilidade e regulação emocional
- Esporte noturno e sonoIr ao banheiro · Disfunção do eixo relacionado à apneia · Insônia de manutenção de sono
E aí
A partir de agora, a rádio Uniara FM passa a transmitir Universidade Aberta, um projeto de extensão do Centro Universitário de Araraquara, Uniara. Olá, eu sou a jornalista Luciane Duval e no programa Universidade Aberta Odontologia de hoje, eu converso com a professora Giovana Fernandes. E eu vou conversar com a professora Giovana sobre um sonho encantado, eu acho que de muitas pessoas, quase todo mundo, penso eu, que é o projeto que se chama Durma Bem, Meu Bem.
Olha que maravilha. E eu começo, é claro, agradecendo a oportunidade de conversar com a professora Giovana. Professora, vamos ver como é que faz para dormir bem, meu bem. Bom, para a gente ter uma... Primeiro, eu queria agradecer pelo convite. É muito bom sempre poder falar desse assunto, porque é um assunto que interfere muito na qualidade de vida das pessoas. Então, a oportunidade de poder estar divulgando o projeto.
Bom, para a gente que a gente possa dormir bem, existe uma série de fatores, né? Alguns comportamentais, outros que fogem do nosso controle, identificar quais estão sendo os problemas de sono da comunidade, falar desses aspectos comportamentais que seria mais voltado para a higiene do sono e sempre também falar dos principais distúrbios de sono, como identificá-los e procurar uma ajuda especializada.
porque às vezes a gente pode mudar o nosso comportamento, mas se o distúrbio não estiver identificado e tratado, a gente não consegue dormir bem. Então, dormir bem é uma série de fatores, né? Para que a gente chegue a um sono de qualidade, de eficiência. E, Giovana, você falou da questão comportamental, e eu creio eu, me corrija se eu estiver errada, se tem, penso eu, né? Que uma das coisas mais difíceis que a gente tem na vida, inclusive, é exatamente isso, né? Mudar comportamento.
E aí como é que faz quando identifica que é um problema comportamental? Eu penso que é complicado a gente mudar aquela rotininha, né? Que a gente acha que está tão confortável nela, né? É, a gente vive numa sociedade hoje, né? Que a gente fala que é 24 horas, 7 dias da semana, 365 dias. Sim. A gente não desliga, a gente tem uso de eletrônico, TV, é muita informação bombardeando o cérebro, né?
Então, a gente tem que criar uma postura de chegar uma hora e começar a desligar. Não adianta a gente querer desligar 10 minutos antes de dormir, né? A gente tem que começar aí 3 horas antes de dormir. Então, a gente sempre, sempre que a gente identifica um comportamento inadequado, comportamentos inadequados, ou a gente identifica...
distúrbios do sono, mesmo o tratamento do distúrbio do sono, ele passa por uma mudança comportamental. Então, a gente tem algumas dicas de comportamento, ao total são 12 dicas, e muita gente já viu horário regular para dormir, evitar...
evitar eletrônico, evitar assistir filme, diminuindo a luz. Então, esses hábitos a gente precisa introduzir na nossa rotina. E eles não vão funcionar do dia para a noite, né? A gente vê que uma mudança de hábito, ela acontece de três a seis meses e a pessoa precisa estar consistente com isso, né? E eu sempre digo para as pessoas que me procuram, e...
Por exemplo, tá lavando louça 10h30 da noite. A louça vai fugir se você for ali. Não pode lavar no dia seguinte, né? Então, tem coisas que a gente não bloqueia porque a gente não quer. Porque ninguém vai morrer, né?
Entendi. E aí, no caso aqui, o nosso ouvinte deve estar pensando assim, poxa, mas é um programa de odontologia, né? Estou conversando com uma dentista, e o que a odontologia tem a ver com o Durma Bem, meu bem? Na verdade, a gente tem a medicina do sono, né?
que é uma especialidade médica, mas a gente também tem a capacitação em odontologia do sono, porque o cirurgião dentista, ele pode ajudar, se capacitado, né, em diversos aspectos. Então, uma área muito prominente da odontologia do sono é a parte de bruxismo do sono, né, e também a parte de apneia do sono, que muitas pessoas desconhecem, né.
Então o dentista pode atuar sim em conjunto com o médico para tratamento de apneia leve e até moderada com uso de aparelho intraoral. Apneias muito graves que a gente identifica, ou até apneia leve, mas que a gente identifica ali que tem um perfil classe 2 que a gente chama, que a maxila é projetada e a mandíbula projetada para frente e a mandíbula para trás.
Até alguns pacientes têm indicação cirúrgica para cirurgia ortognástica para melhorar a respiração. Então, o dentista atua junto com o médico especialista na área. Não, perfeito. Eu imaginei que você fosse dessa resposta, mas eu falei assim, não, eu vou, eu vou.
provocar a Giovanna quanto a isso. E aí, ainda dentro dessa questão, esses dados que tem a ver com a prática da odontologia, aí eles não se enquadram na questão comportamental, aí já é uma questão fisiológica mesmo, são problemas mesmo identificados. E aí que vem a minha pergunta.
Como é que é esse, digamos assim, esse roteirinho? O que costuma mais acontecer? Vocês profissionais, durante a clínica, a consulta, identificam algumas características aí nessa boca, nesses dentes? Ou vocês partem de mesmo comentários dos pacientes? Os pacientes têm consciência que vocês conseguem colaborar para a gente dormir bem?
Na verdade, os pacientes não têm essa consciência. Quando a gente recebe um paciente, a gente tem algumas perguntas sobre qualidade de sono, que a gente faz para o paciente, mas de uma maneira muito leiga, né? Eu não vou perguntar se o sono é eficiente. Tem algumas perguntas como, você demora muito para dormir? E aí, entra uma questão muito importante, as pessoas acham que você dorme imediatamente, e não é até 30 minutos, é saudável você demorar para dormir.
Então, a gente tem que... você demora mais que 30 minutos ou quando você acorda, você tá cansado, né? É uma questão também pra ver a qualidade do sono. A gente pode acordar um pouco sonolento, um pouco cansado, mas nem aquele cansaço que parece que eu não dormi a noite inteira.
Então, a gente vai conversando com a pessoa, identificando até coisas que eles nem imaginam, como, por exemplo, a sua memória está alterada. Então, a alteração de memória, ela é um sintoma comum para pacientes que têm apneia, que não dormem bem, ou você está muito irritado, porque quando eu não durmo, eu não tenho regulação emocional. Sim. Fica mais ansioso, fica mais deprimido, então você tem uma...
uma piora na regulação emocional e a partir daí a gente vai direcionando. E em relação ao bruxismo, por exemplo, os dentes dão conta disso? Vocês olham os dentes do paciente e conseguem identificar se isso está acontecendo?
Então, assim, a gente vai para o relato, né? O diagnóstico clínico do bruxismo, ele envolve o relato. A gente fala que é provável o bruxismo. Então, a gente vai para o relato, então tem que ter um relato positivo pelo paciente ou pelo companheiro ali de quarto. E aí a gente vê se tem o desgaste dos dentes, né? A gente não pode falar que o paciente tem bruxismo só porque está com o dente desgastado. Isso é muito comum de acontecer.
Porque esse dente desgastado, ele pode ser uma cicatriz de um bruxismo no passado, porque o bruxismo tem uma variabilidade muito grande, então não é porque eu tive há dois anos atrás que eu vou ter agora. Então ele pode ser uma cicatriz desse bruxismo no passado. E também, com o passar da idade, é normal você ter um desgaste do dente. Então esse desgaste precisa estar compatível com a idade. E outra coisa que precisa ser avaliada também é que existe o bruxismo primário, que é um bruxismo idiopático, que a gente não sabe por que está acontecendo.
E é mais comum na infância, a gente tem ainda uma prevalência de quase 20% na infância e na idade adulta cai para 8%. Então, a gente precisa identificar. E também tem a parte do bruxismo secundário. Então, eu posso estar rangendo os dentes ou apertando, secundário é um refluxo gastroesofágico, secundário é uma apneia, e aí não adianta eu colocar a famosa placa, eu tenho que controlar a doença de base.
Então, se é apneia, vamos tratar apneia. Se é refluxo, vamos tratar o refluxo. Existe também bruxismo secundário ao uso de medicações, e aí eu preciso ver qual medicação. Normalmente, está ligada a antidepressivos. Então, se o paciente apresenta melhora do quadro ansiolí, de ansiedade ou de depressão, eu não vou mexer na medicação.
Então eu vou proteger os dentes. Então a gente tem que, nada é muito preto no branco, né? A gente tem que individualizar, que a gente fala, vamos ver quem é esse paciente. E aí a gente vai pensar no que fazer. Seguinte, Giovana, muitas pessoas relatam assim, nossa, eu durmo super bem, né? Acordo super animada, etc, etc. A gente continua conversando com a pessoa, a gente descobre que na verdade ela faz uso de calmante, né?
Então, ela é famosa, aquela história, ela apaga, né? Então, aí ela entende isso como dormir super bem. Aí que vem justamente a minha pergunta. Essa pessoa realmente está dormindo super bem? Depende do uso de medicamento que ela faz, né? Então, por exemplo, é muito comum hoje se usar benzo-diazepínicos, que são aquelas da receita azul, né? Os cardias pretas, né? O benzo-diazepínico, a longo prazo, ele traz muitos problemas.
Você não dorme porque você induz o sono, você dorme porque ele reduz a ansiedade. Então, é mais fácil de você dormir. A longo prazo, ele vai trazer alteração de memória, ele pode trazer dependências. A gente já sabe que se utilizar um benzo de azepínico por 30 dias todo dia, você já cria uma dependência na pessoa. Então, ele traz dependência e você, na verdade, dorme porque a sua ansiedade diminui.
Então, o ideal é que você diminua a sua ansiedade sem precisar da medicação. Pontualmente, tudo bem utilizar. Estou passando ali por um período, uma perda emocional, então você utiliza. Existe também o uso das drogas ex, que está sendo amplamente divulgado, que elas são mais perigosas do que o benzo de zepiílico. O que são essas drogas, Giovana?
São os indutores do sono, né? Então, eles se ligam em receptores muito específicos do cérebro e diminuem a... e você apaga a pessoa. Você apaga metade do cérebro. Então, é muito comum, até na internet, se você colocar no Google, você encontra relatos de pessoas que fizeram compras e não lembram, porque estavam sobre o uso da droga.
desinadas, fazem compras, pegam um carro que é muito perigoso, pode levar, pode ter acidentes, né? Sim, claro. E não necessariamente esse sono é bom. Então, a gente sabe, por exemplo, o benção de azepínico, ele mexe ali no sono REM, ele fragmenta o sono REM, que é o sono da regulação emocional.
E existem medicamentos que a gente fala que é nível A de evidência. Então, a gente tem alguns medicamentos que eles realmente melhoram o sono. Não é para eles serem utilizados, são antidepressivos, utilizados sem...
Sem embasamento. Então, por exemplo, se eu tenho uma ansiedade, uma insônia que é por ansiedade, eu tenho que mexer na ansiedade. Existem aquelas pessoas que têm uma insônia fisiológica mesmo. Então, aí justifica o uso da medicação. Mas isso é uma pequena porcentagem da população. Que hoje você vai para qualquer lugar e eles te dão uma droga Z, um benzo de azepínico. E não é tão inofensivo assim.
Tá, entendi. E em relação àquelas pessoas que acordam, né, algumas vezes, ou várias, ou muitas, né, à noite, por exemplo, para ir ao banheiro, eu já ouvi falar, eu quero que você me corrija em relação a isso, eu já ouvi falar de profissionais dizendo assim, ó, se você acorda, levanta, vai ao banheiro, volta e continua dormindo rapidamente, ok, paciência, teve que levantar. Agora, se você acordou, foi, voltou e aí já não consegue dormir, aí já começa a...
alcançar um outro problema. É por aí mesmo? É, na verdade, é normal que a gente acorde pra ir no banheiro, mas é normal que a gente acorde ali uma, duas vezes, tá? Se a gente acorda muito, quatro, cinco vezes, a gente pode ter uma disfunção da parte de, que a gente chama um eixo, que a apneia ataca. Então, a gente acorda mais vezes pra urinar. Então...
Tem essa questão que a gente sempre pergunta também para identificar um apneico, mas também tem a questão de eu acordar e não conseguir voltar a dormir. E aí tem muito uma insônia de manutenção de sono, né? Então, sim, isso vai prejudicar. Acordar uma, duas vezes e voltar a dormir é comum, tá? Acordar mais que isso três, quatro vezes pode ser que você tenha uma disfunção aí de um eixo.
que a apneia leva a essa disfunção, e também acordar e não conseguir voltar a dormir, aí a gente está tendo uma insônia de manutenção. Giovana, homens ou mulheres têm diferença? Um dorme melhor que o outro?
Sim, na verdade, nas minhas pesquisas eu não vejo isso, porque eu trabalho com dor e sono, né? Mas se a gente for pra literatura em geral, geralmente as mulheres dormem pior, elas têm mais de idade pra dormir. Mais insônia, o sono é mais superficial, tem toda uma questão de temperatura também, né? Homens tendem a pôr uma temperatura mais baixa, mulheres não dormem tão bem.
Tem também a questão de que solteiros dormem melhor, quem é casado e divide cama dorme pior, tem toda essa questão. Mas também tem a questão dos distúrbios do sono, né? Então, se você pegar a apneia, os homens são mais afetados. É, isso que eu ia te perguntar, eu ia falar, mas tem uma revanche nossa aqui, assim, né? Porque, digamos assim, eles sofrem mais disso, né? Normalmente, na apneia, a gente tem ali dois homens pra cada mulher.
Isso até a mulher não atingir a menopausa. Depois que a mulher atinge a menopausa, iguala, tá?
Só que o apneico, ele nunca percebe que ele dorme mal. É engraçado isso. Por quê? Porque ele deita na cama e pega no sono. E aí ele acha que ele dormiu bem, tá? E não, na verdade, não. Ele tem um sono muito fragmentado. Ele até tem a sensação de que ele dorme rápido, mas ele tem um sono fragmentado e ele vai acordar com a sensação de não ter descansado. Então, dormir muito rápido não é sinônimo também que dorme bem.
Olha só que curioso. Então tem essas duas coisas, né? A mulher tem mais dificuldade para dormir, costuma ter um sono mais superficial, mas se você pegar a apneia, ela vai ser mais prevalente em homens também.
Em relação ao bruxismo, não? Aí é para todo mundo igual ou não? Não tem diferença nos gêneros, né, bruxismo? Pode vir a ter diferença com idade ou não? Porque você estava explicando a coisa da criança, né? Não, também não. No gênero, não. E assim, tem uma coisa importante do bruxismo, é que parece, ainda é um pouco controverso, mas parece que ele não mexe na qualidade e eficiência do sono.
Apesar de você ter ali que o bruxismo, ele dá uma superficializada no sono, se você olhar ali polisonografias, que é aquele exame do sono, parece que essa superficialização dele não compromete a qualidade do sono. Mas ainda é um tema um pouco controverso na literatura. Tá, entendi. E aí, eu quero te falar uma coisa que assim, eu sempre ouço quando...
Tenho a oportunidade de conversar com vocês em relação a isso, né? A sono, a qualidade de vida e tal. Obviamente que tem as questões, né? Alimentares, cuidar da alimentação, né? Antes de dormir, o uso de bebidas com cafeína, bebida alcoólica, essa coisa das telas, etc, etc. Mas aí sempre eu brinco, eu falo assim, tá, tudo bem, mas e quem trabalha à noite, né? Caso meu, por exemplo, sou professora, né? Eu aula até 10, 10 e pouco. Você chega em casa, assim...
é cansada mas agitada ao mesmo tempo né então tem todo um contra coisa esquisita né que você fala assim não você tá cansado mas agitada você vai levar um tempão né para desacelerar e etc que resposta você dá para pessoas que falam isso que eu falei agora
Tá. Eu vou pegar uma experiência pessoal. Eu já dei aula à noite, tá? Antes de vir aqui pra Unesp eu dava aula à noite e realmente eu saí a 11 horas, 10 e meia, 11 horas de uma disciplina clínica e ia pra casa dormir. E não adianta querer desligar, tá? Não vai desligar tão rápido.
Pra você dormir, você precisa diminuir a temperatura central. E você só vai dormir se você estiver relaxada. Só vai diminuir essa temperatura relaxada, tranquila. Se você tá naquela dinâmica de assistir aula, de andar pra lá e pra cá, você não vai conseguir relaxar. Isso vai demorar pelo menos três horas, tá? Então, o que eu sempre fazia como experiência, é o que eu falo pras pessoas, o que a gente vê na literatura. Não tem problema você dormir um pouco mais tarde. Desde que você prolongue o seu sono. Então, o que eu acho?
Aí ficou difícil, né? Se eu vou dormir meia-noite, eu preciso ver quanto que eu preciso de sono, que também isso é uma crença. Ah, tem que dormir oito horas por noite. Necessariamente não. Você pode ser uma pessoa que precisa, normalmente, de sete a nove horas.
A maioria da população precisa. Existem pessoas que não precisam de tudo isso. Seis horas é suficiente. E existem pessoas que precisam aí de nove, dez horas. A gente tem pequeno e grande dormidor, né? E ali a população normalmente é de sete a nove. Então, assim, quantas horas eu me sinto descansado? Então, se eu vou dormir meia-noite, eu tenho que, pelo menos, assim, há sete horas. Então, tá, eu vou acordar ali oito horas da manhã. Ai, que sonho!
Mas vamos lá, pra gente encerrar Giovana, eu vou te, de novo Vou te colocar numa enrascada, que você vai falar Nossa, mas eu falei que eram 12 Propostas de sono E você vai justamente me pedir uma Eu vou te pedir aquela dica de ouro A infalível que dá pra gente começar Você falou que demora um pouco Até se adaptar, mas aquela que já super Dá pra começar. Posso falar duas principais? Pode, pode, eu deixo
E uma dica no final, tá? Eu acho que a principal é tentar evitar muito estímulo três horas antes de dormir, tá? E estímulo, não tô falando só de eletrônico, tô falando estímulo em geral, né? Então, você pode fazer uma leitura ali, a gente fala pra usar livro mesmo, livro com página, mas não algo que te prenda muito a atenção, né?
Então, e manter horários regulares para dormir e acordar. Então, não importa o horário que você vai dormir, deixe que todo dia você durma e levante no mesmo dia. Por quê? O nosso cérebro, ele gosta de ser condicionado. Sim. Então, condicione o seu cérebro a dormir e acordar no mesmo horário.
Uma dica também é se você quer diminuir a sua temperatura central, tome um banho quente. Por quê? Porque você vai estar com muito calor no organismo e aí centralmente você vai ter que diminuir. Se você está com calor superficial, centralmente você diminui a sua temperatura central. Então uma dica, tá agitado, chegou tarde do trabalho, toma um banho quente. Quente assim, mais morno pro quente, né? Porque aí você vai melhorar, você vai...
como é que eu falo? Potencializar essa redução da temperatura central. É uma dica que a gente dá também. Tá ótimo. Muito obrigada mais uma vez. Eu conversei com a professora Giovana Fernandes, que atua no projeto Durma Bem, Meu Bem. E eu só posso agradecer mais uma vez a oportunidade, Giovana. Muito obrigada. Eu que agradeço. Espero ter contribuído com todo mundo. Muito obrigada. A Rádio Uniara FM apresentou...
Universidade Aberta.