Episódios de Universidade aberta odontologia

A importância da educação em saúde bucal - Profa. Cristiane L. Z. Bronzel

05 de maio de 202620min
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O Universidade Aberta Odontologia é um podcast de divulgação científica do Programa de Mestrado em Ciências Odontológicas, da Universidade de Araraquara – UNIARA. A jornalista Luciane do Valle conversa com pesquisadores, professores e mestrandos sobre suas pesquisas e estudos.

Participantes neste episódio2
L

Luciane do Valle

HostJornalista
C

Cristiane L. Z. Bronzel

ConvidadoProfessora
Assuntos4
  • Relação mãe-avó na educação infantilImportância da escovação precoce · Papel dos pais na higiene bucal · Dentes de leite e formação dentária · Impacto da dor de dente no comportamento infantil · Prevenção de cáries e doenças bucais
  • Cuidados com a saúde bucalFrequência ideal de escovação · Importância da escovação noturna · Uso do fio dental · Higienização da língua
  • Doenças periodontaisSinais de alerta de doenças gengivais · Relação entre doença periodontal e saúde cardiovascular · Perda dentária e problemas articulares · Importância da limpeza profissional
  • Salgados de botecoFunção e limitações dos enxaguantes · Enxaguantes com e sem álcool · Enxaguantes e restaurações de resina · Uso terapêutico de enxaguantes
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A partir de agora, a Rádio Uniara FM passa a transmitir Universidade Aberta, um projeto de extensão do Centro Universitário de Araraquara, Uniara.

Olá, eu sou a jornalista Luciane Duvale e no programa Universidade Aberta Odontologia de hoje, eu converso com a professora Cristiane Lopes Zordam Bronzel. Eu vou conversar com a professora Cristiane sobre a importância da educação e saúde bucal. É claro que eu começo agradecendo mais uma vez a oportunidade de conversar com a professora Cristiane e professora, como eu sempre faço aqui, pedindo para a gente dar um passinho atrás, antes de a gente começar a falar da importância da educação e saúde bucal, eu queria...

entender o que é, o que a gente pode entender como saúde bucal, o que contempla esse pacote de saúde bucal. E novamente agradeço a sua entrevista.

Bom, primeiramente eu quero agradecer mais uma vez pelo convite, é uma honra estar aqui conversando com você mais uma vez, nesse trabalho que eu acho que é super importante de esclarecimento para a população mesmo, eu acho que é um dever da universidade ter esse papel de esclarecer e de trazer informação para a população mesmo. Então quando a gente fala de saúde bucal, a gente pensa em manter a harmonia.

do todo ali, do conjunto, né? Sem inflamações, sem dores, né? Sem nenhum prejuízo, seja estético ou funcional para os pacientes, né? E aí quando a gente fala de educação e saúde bucal, já engloba um monte de coisa, né?

Parece que é papo chato de dentista, que lá vem com essa história, de que tem que escovar o dente, passar para o dental, mas é... Sim. A ideia do assunto de hoje é mostrar o porquê que a gente tem que fazer tudo isso, porquê que o dentista está sempre falando sobre isso, sobre esse assunto.

Por que é importante? Ah, é só pra deixar bonito? Não é só pra deixar bonito, né? A gente tem que pensar que a gente não tá tratando de um dente que tá isolado do corpo, né? Ele tá inserido num conjunto e a gente tem que pensar na saúde não geral dos indivíduos, né? Então, quanto... E essa educação, ela é importante em qualquer fase da vida, né? Mas quanto antes for iniciada, melhor. É interessante, né?

Cristiane, porque você falou, o dente não está isolado, inclusive o anterior a isso, a boca não está isolada, os dentes têm corrente sanguínea, tem um monte de coisa aí rolando, que às vezes a gente esquece, a gente escova os dentes, mas esquece, temos a gengiva, que tem osso na boca, e aí eu te pergunto, a tal da educação em saúde bucal também está pensando nisso?

Sim, com certeza. E quando eu abordo esse assunto com os meus alunos, até lança a pergunta, quando que eles acham que é importante iniciar esse trabalho, né? E o quanto antes melhor. Então, a gente deveria começar lá já da gestação. Então, já pensando na saúde bucal da mãe, para que ela tenha... Porque a saúde bucal vai interferir na saúde geral do paciente, né?

Então, se a gente pensar na saúde já da mãe, então se ela tiver uma boa saúde bucal, se ela não tiver... Porque a gestante já está mais predisposta a ter doença periodontal, que começa lá com uma inflamaçãozinha na gengiva, a gengiva começa a ficar vermelha, sangrar, e se não for tratada, esse quadro vai evoluindo, né?

para uma doença periodontal. E essa doença periodontal, ela vai interferir, né? Ela pode ser um fator de risco para a pré-eclâmpsia, para partos prematuros, para o nascimento de baixo peso. Então, quando a gente está tratando da saúde bucal da mãe, a gente também está tratando da saúde geral do bebê.

E nessa fase também, que os pais, na fase da gestação, os pais estão buscando lá as informações de como cuidar desse serzinho que está chegando, né? E é a hora também de passar essas informações em relação à saúde bucal. Então, quanto a higienizar a boquinha do bebê já desde cedo, para ele acostumar com essa manipulação, né? Desde o nascimento do primeiro dentinho, fazer escovação, e ao longo da vida, ao longo da infância, claro, ajudar a criança.

Porque muitos pais deixam a criança e falam, ah, ele escova sozinho. Claro, a criança até precisa ter esse treinamento diário, né? Esse hábito dela escovar sozinha, mas precisa ir do faxinão diário, né? Então, é o responsável que vai lá, tem que fazer esse faxinão diário. Então, essa orientação já tem que vir desde lá de cedo, né? Desde a gestação, o quanto antes, melhor.

Então, e é importante passar para os pais, para os responsáveis, que cuidar dos dentinhos das crianças, a gente também está cuidando da saúde. Não é pensar assim, ah, é um dente de leite, ele vai cair mesmo, depois vem outro. É, mas esse outro que vai vir, se ele estiver crescendo, sendo formado num ambiente de contaminação, de infecção, a formação dele já vai ser prejudicada.

E sem pensar que se uma criança tem uma dor de dente, ela tem um problema dentário, ela já não vai comer legal, ela já vai estar irritada, ela não vai bem na escola. Então, é todo um conjunto de fatores que às vezes parece que é um problema de comportamento da criança, e a criança está ali com uma dor de dente, que poderia ser resolvida, né?

Então, e tudo isso pode ser prevenido, né? Com uma boa educação, com uma boa higiene, uma boa alimentação. Então, é todo um conjunto que vai trazendo a saúde geral da criançada e ao longo da vida, né?

É porque a famosa história do comportamento, que eu sempre brinco, eu penso que a coisa mais difícil de mudar na nossa vida é o comportamento. E aí eu acho que inclui também esse hábito da escovação, que é isso que você está falando. Então o bebê já começa a receber aquele estímulo, já começa a entender.

que aquilo é importante, depois a criança, que você falou também, vai dando essa autonomia, mas eu acho que, me corrija aí se eu estiver errada, essa autonomia vigiada, digamos assim, deixa eu ver como é que você está escovando, para ver se está certo ou se está errado, ou então, uma escovação você faz junto com os pais, aí deixa outra para ele fazer, não sei, acho que dá para ir estabelecendo esse tipo de...

para não ser uma coisa ruim. Então, é importante os pais incentivarem, por isso até que tem as escovinhas que têm personagem, tem a pastinha de dente com um saborzinho gostosinho, não é para deixar a criança comer essa pasta, pelo amor de Deus, mas tentar deixar, fazer de uma forma lúdica, brincando, para que a criança entenda que não é um momento chato.

que aquilo é legal para ela, e mostrar, olha, sua boquinha está limpinha, está com um gostinho gostoso, para incentivar a criança para ela ter esse hábito. Mas nunca deixar dos pais fazerem essa supervisão, deixa a criança escovar sozinha, mas depois...

volta e faz escovação por ela, passar o fio dental também, quando já tem todos os dentinhos, né? Já tem os dentinhos mais juntinhos, porque essa região entre um dente e outro, a escovar não vai conseguir chegar mesmo. Então, já tem que, mesmo nas crianças pequenas, já tem que ter esse cuidado de passar o fio dental também, além da escovação. Ô, Cris, uma dúvida.

Já ouvi falar de tudo quanto é jeito, quero saber de você, né, obviamente especialista no negócio, sobre a escovação. Eu já ouvi que após as refeições deve-se escovar os dentes, né? Qualquer refeição, qualquer alimentação que a gente faça. Já ouvi também o óbvio, né, pelo menos três vezes ao dia fazer escovação. E já ouvi também, que é aí que vem a minha pergunta, que é assim.

Se não der para fazer, pelo menos faça uma bem feita, uma realmente para valer. E se for só uma que vai ser feita, que seja a noite, então, antes de dormir, que é quando vai ficar o período mais tempo, com a boca fechada, digamos assim, que pode dar ruim ali na questão das bactérias e tal. O que tem, digamos, de verdade e o que não tem de verdade nessa história toda?

É que assim, quando a gente indica fazer a escovação três vezes ao dia, por quê? Porque eu fazendo essa escovação três vezes ao dia, a quantidade de flúor a que eu vou estar exposta, que meus dentes vão estar expostos, vai ser o suficiente para ter a ação do flúor contra a cárie, né?

Mas tá, não consegui fazer, que faça um faxinão à noite. Então, faça o fio dental, faz uma escovação mais caprichada possível, lembrando da higienização da língua também. Porque à noite, nesse período, né, que a gente vai estar dormindo, diminui a salivação, então começa a festa das bactérias. Então, se a gente puder diminuir, a gente não vai conseguir esterilizar a boca, né? Sim.

Quanto mais a gente conseguir diminuir a contaminação ali, o número de bactérias, e a placa, né, a comidinha pra elas fazerem essa festa, melhor pra gente, né? Então, já vai estar prevenindo. Se a gente conseguir fazer pelo menos esse faxinão à noite, já vai ajudar. Mas o ideal é que sejam feitas as três vezes, né? Pelo menos as três, né? É!

Tá, outra dúvida também desse pacotão aí de dúvidas de saúde bucal, a questão do fio dental, uma vez ao dia ou tem que ser também nesse mesmo esquema das três vezes, como é que é essa questão do fio dental?

Se pudessem ser as três vezes, seria o ideal. Mas a gente sabe que no corre-corre do dia a dia, não dá tempo de ficar passando e não adianta ninguém mentir porque não vai ser todo mundo que vai passar essas três vezes. Mas se fizer como a gente falou, pelo menos lá à noite, que é esse horário que eu vou fazer a escovação mais caprichada, então nessa hora eu vou parar, eu vou passar o fio dental.

né, com cuidado, vou fazer a escovação melhor. Então, se eu fizer todo dia, pelo menos essa uma vez no dia, já vai, já vai estar ajudando bastante. O que não pode ficar sem passar. O que acontece muitas vezes, que a pessoa já tá com uma inflamaçãozinha na gengiva e a gengiva já tá vermelhinha, ela sangra ao toque.

Então, passando o fio dental, a pessoa acha que ela machucou com o fio dental, então ela não passa o fio dental. Mas é aí que ela precisa passar, porque, na verdade, todo mundo precisa passar todo dia. Mas porque se tá sangrando, é porque tem ali um resíduo de placa que tá permanecendo e tá causando essa inflamação.

E aí, por que a gente tem que ter esse cuidado, né? Porque muitas... Assim, e o quanto antes? Porque tem estudos que mostram que as crianças que têm doença periodontal, que é aquela doença que começa lá com a inflamação gengival, e que muitas vezes, né, se não cuidar, é aquela história que, ah, os dentes ficaram moles. Então, se a criança tem ou a doença periodontal, que na criança geralmente vai começar com uma inflamação,

ou a CARI, quanto mais cedo essa criança tiver uma doença bucal, lá na idade adulta, maiores as chances dela desenvolver a doença na forma grave. E aí ela vai ter outros problemas, né? Então, essas doenças podem ser fator de risco para doenças, no geral, né?

E pensando assim, se ela vai ter essa forma grávida, doença, ela pode ter perdas dentárias, então vai bagunçar toda a oclusão dela, ela pode começar a ter problema na articulação, então ela vai ter dores de cabeça, vai ter dor na face, na articulação.

Muitas vezes ela vai deixando de comer certos alimentos, porque pela deficiência dos dentes, né? Vai começando a ter problema de digestão, deficiências nutricionais também. Então, vem todo um pacotão que poderia ser evitado lá no início, né?

E ainda sobre o fio dental, Cris, muito se fala da questão de doença cardíaca e uso de fio dental. O quanto tem de verdade, exagero, pode ser que, entendeu? Essa história aí que fala que usando o fio dental você diminui as chances de ter problema cardíaco, etc.

Sim, por quê? Porque a doença periodontal, uma vez ela instalada, ela pode ser um fator de risco, ela é considerada um fator de risco para doenças cardiovasculares. Então, se eu estou fazendo uso do fio dental e uma escovação adequada, eu estou prevenindo também de ter maiores problemas. Então, se eu já tenho lá uma predisposição de ter uma doença cardíaca, se eu estou cuidando do outro lado aqui, eu já estou diminuindo essas chances.

Um outro assunto polêmico, você viu que eu tô cheia das dúvidas hoje, né? Um assunto, tô chamando de polêmico porque normalmente eu leio contra, eu leio a favor, eu leio mais ou menos, enfim, é sobre os enxaguantes bucais. Tem profissionais que 100% contra.

Tem profissionais que falam, depende. Eu queria te ouvir um pouco em relação a isso. É que tem a questão com álcool, sem álcool, enfim. Me fala sobre os enxaguantes bucais. Tem de tudo que é jeito, né? Tem até o que promete clarear os dentes. Ah, tem, tem. Esqueci deles.

É engraçado que a gente não vê propaganda de fio dental, né? Você não vê passar uma propaganda na televisão de fio dental. Mas a gente aguarda o antibucal lá falando que ele mata 99,9% das bactérias, isso a gente vê. Só que ninguém fala assim, ele pode auxiliar, ele pode auxiliar, mas ele nunca vai substituir a escovação.

Porque a placa dental, ela fica como uma massinha de bactéria ali, grudada no nosso dente. Então, não adianta eu fazer um bochecho que não vai tirar essa massinha de bactéria. Eu preciso ter a remoção mecânica, então, com o ato da escovação, do fio dental. O bochecho, ele vai ser ali a perfumaria, ele vai auxiliar. Então, mas se eu não fizer essa remoção mecânica com o fio dental e com a escovação, não vai adiantar de nada.

Então, tem aqueles bochechos que são os enxaguantes que são indicados para pessoas que já têm a doença periodontal instalada, né? Mas que são usados por um período de tempo, né? Como um medicamento mesmo. E tem aqueles para fazer o controle mesmo da...

da bactéria, né? Tem os infantis também. Então, assim, não sou 100% contra, mas também ele sozinho, ele não vai resolver nada. Ele vai ser um coadjuvante, ele vai auxiliar, mas sozinho ele não vai funcionar. E com álcool ou sem álcool?

Ah, de preferência sem álcool. Sem álcool, né? Uma outra dúvida ainda em relação aos enxagantes bucais, que eu não sei se é verdade, se é parcialmente verdade, que pessoas que têm muita resina no dente, eu vou falar de um jeito que a gente já resume tudo, que tem muita obturação no dente, não deveria usar porque os enxagantes bucais escurecem essa resina. É verdade isso?

Olha, escurecer e não escurecer, tem alguns que tem muito pigmento, né? Sim. Então, esses que tem muito pigmento, eles poderiam pigmentar de certa forma. Aquela cor forte que você fala, né? Eles poderiam até causar pigmentação dessas restaurações. Mas, assim, tem muitos enxaguantes bucais, agora que eles são bem clarinhos, né? Eles são quase que transparentes. Então, esses daí não causam nenhum problema, assim, nenhum dano.

E claro, pensando em quem tem muita resina, passando periodicamente no dentista, por exemplo, se forem restaurações estéticas, o dentista vai fazer um polimento periodicamente dessas resinas para mantê-las com uma estética adequada. E aí, se tiver algum pigmentozinho, acaba saindo. Mas a gente tem essas opções desses enxaguantes que quase não têm pigmento, eles são quase transparentes.

Então, seria melhor optar por esses. Tá, mas você, se eu sou só paciente e pergunto, né? Doutora Cristiane, devo ou não devo usar todos os dias enxaguante bucal, pelo menos uma vez ao dia? Qual seria a sua resposta? Ah, pode usar. Lá à noite, na hora que vai fazer o faxinão, passa o fio dental, faz aquela escova, aquela escovação mais caprichada, pode usar enxaguante, sim.

Só não vai pensar que ele vai fazer o milagre sozinho, né? Mas pode usar ele pensando que ele está sendo como meio auxiliar ali. Entendi. A gente está quase chegando no final da nossa conversa e eu queria te contar que, assim, uma certa entrevista que eu fiz com o professor, ele brincou, você está usando o mesmo termo que ele, né? Falando de faxinão e tal, que ele usou uma brincadeira assim, Ah!

A gente todo dia dá aquela varrida na casa, mas chega um belo dia que a gente tem que fazer a faxina geral. Ele tá entendendo faxina geral e ao profissional, ao dentista, fazer a limpeza mesmo profissional. Qual que é a conta que a gente deveria fazer? Eu sei que cada casa é um caso, cada boca é uma boca, mas uma média das idas ao dentista para esse faxinão geral. Idealmente seria a cada seis meses.

Mas a gente sabe que muita gente acaba não indo a cada seis meses, mas então, assim, no mínimo, uma vez ao ano, né? Para fazer esse faxinão. Claro que tem as pessoas que já têm uma predisposição a ter doença periodontal, por exemplo. Essas têm que ir com uma frequência maior para evitar, né? Mas de seis meses a um ano, pelo menos, né?

E até para a prevenção, não só para fazer o faxinão, mas também para fazer um exame geral, porque se tiver alguma cárie, alguma doença assim, num estado inicial, é mais fácil tratar dessa doença, né? Quando ela está lá iniciando do que quando ela já virou um canal, por exemplo, né? É melhor para o paciente, é mais barato, é mais rápido, né? Então, a prevenção é sempre melhor.

Entendi. E para a gente fechar mesmo, você está o tempo todo falando dessa questão da doença periodental, e inclusive falou da questão do sangramento. Aí para finalizar eu te pergunto, qualquer sangramento já é um sinal de alerta? É o primeiro sinal de alerta ou existem outros sinais de que pode ter alguma coisa não boa ali na nossa gengiva?

É, um sangramento é um sinal de alerta, a menos que assim, ah, eu machuquei, eu bati a escova ali com força, eu coloquei o fio dental com muita força, mas assim, ah, eu toquei, eu encostei a escova na gengível, eu passei o fio dental, começou a sangrar, já é um sinal de alerta, então já é um sinal de que precisa procurar um dentista sim. Tá, e aí provavelmente vai ter, isso que você falou, né, vai ter outros tipos de indicações de como lidar com isso, vai ser outra rotina provavelmente, né? Isso, com certeza.

Então, precisa sempre, assim, do cuidado diário, desde sempre, né? De preferência lá desde a infância. Por que na infância? Porque lá na infância, por que a gente trabalha tanto com a infância? Porque é quando a criança incorpora esses hábitos para a vida toda, né? Então, os hábitos de higiene, uma alimentação saudável e as visitas regulares ao dentista vão garantir aí a saúde bucal e, consequentemente, a saúde geral dos pacientes, né?

Com certeza, a famosa história, né, que é batidíssima, mas verdadeira, de que a saúde começa pela boca, que a gente ouve desde sempre, né, é a mais pura verdade, né, a gente descobre isso, né, com o tempo. Bom, só posso agradecer mais uma vez a oportunidade de conversar com a professora Cristiane Lopes Zordam-Bronzel, e a gente falou justamente sobre a importância da educação em saúde bucal, e aí ela deu várias dicas aqui para nós. Cristiane, novamente, muito obrigada pela entrevista.

Eu que agradeço mais uma vez, foi um prazer estar aqui conversando com vocês, esclarecendo a população e pode contar comigo quando precisar, sempre para a gente trazer novas informações. Muito obrigada. Tchau, obrigada. Tchau, doutor. A Rádio Uniara FM apresentou Universidade Aberta.