Episódios de Universidade aberta odontologia

Prótese protocolo - Prof. Elcio Possetti Neto

05 de maio de 202620min
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O Universidade Aberta Odontologia é um podcast de divulgação científica do Programa de Mestrado em Ciências Odontológicas, da Universidade de Araraquara – UNIARA. A jornalista Luciane do Valle conversa com pesquisadores, professores e mestrandos sobre suas pesquisas e estudos.

Participantes neste episódio2
L

Luciane do Valle

HostJornalista
E

Elcio Possetti Neto

ConvidadoProfessor
Assuntos9
  • Prótese ProtocoloReabilitação com implantes · Próteses fixas para desdentados · Próteses de resina fixadas em implantes · Função mastigatória e estética
  • Riscos e Manutenção de Próteses sobre ImplanteSoltura de próteses cimentadas · Afrouxamento de parafusos em próteses parafusadas · Limpeza profissional e controle · Perda de implante por inflamação
  • Tratamento Conservador vs. Prótese PenianaEstabilidade e conforto · Remoção da prótese · Segurança na fala e alimentação
  • Prótese Total vs. ProtocoloDefinição de prótese total (dentadura) · Prótese protocolo como fixa · Volume e conforto · Estética e refinamento
  • Aumento de longevidadePróteses de porcelana · Próteses de resina · Importância da saúde do implante
  • Avaliação da saúde ósseaQualidade e espessura óssea · Planejamento cirúrgico com exames · Enxertos ósseos · Tomografia para avaliação óssea
  • Preservação Dentária vs. ImplantesTratamento conservador · Cuidado e higienização · Manutenção de implantes · Ilusão de ausência de cuidados
  • Prazeres Superiores e InferioresCusto financeiro · Fixação da dentadura superior (palato) · Adaptação da prótese inferior
  • Envelhecimento e LongevidadePerda de dentes em idosos · Traumas em jovens · Doenças sistêmicas
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A partir de agora, a rádio Uniara FM passa a transmitir Universidade Aberta, um projeto de extensão do Centro Universitário de Araraquara, Uniara. Olá, eu sou a jornalista Luciane Duvali e no programa Universidade Aberta Odontologia de hoje, eu converso com o professor Elcio Possetti Neto.

Eu vou conversar com o professor Elcio sobre prótese e protocolo. O nome parece meio estranho para a gente que é leigo, que não atua obviamente na odontologia, mas eu tenho certeza que o professor Elcio vai nos ajudar a entender o que ele quer dizer com esse tema. É claro que eu começo agradecendo mais uma vez a oportunidade de conversar com você, Elcio, e vou para a pergunta que eu já dei início a ela, o que é prótese e protocolo? E novamente, muito obrigada.

Olá Luciane, tudo bem? De antemão agradeço a oportunidade mais uma vez poder falar com vocês e a todos os ouvintes da Rádio Uniara, é sempre um prazer. Bom, a prótese protocolo nada mais é do que um tipo de reabilitação com implantes, né?

onde a gente consegue devolver alguns dentes de forma fixa para pacientes que são desdentados ou que usam próteses totais, quando a gente fala de dentaduras, tanto do arco superior, da parte de cima, quanto da parte de baixo. Então, basicamente isso, são próteses de resina que são fixadas através de quatro a seis implantes, em média, que preenchem um conjunto total de 12 dentes.

e que devolvem essa função mastigatória e estética para os pacientes. Tá, mas deixa eu te perguntar uma coisa, que eu acho que a gente já até conversou algumas vezes sobre isso, e eu acho que é importante a gente retomar isso. Essa questão, por exemplo, que aliás faz até parte da minha dúvida, o que eu vou afirmar sem saber se eu estou correta. Essa parte, digamos assim, da substituição do que você falou, da dentadura por uma prótese...

ela é em que sentido você decide, você e o paciente, obviamente, o profissional e o paciente, é uma decisão de necessidade mesmo de ter essa troca ou é, de repente, isso que você está falando, de uma questão estética, enfim, o que define substituir uma dentadura que, aspas, é móvel pela prótese fixa?

É, na verdade, é uma decisão que muitas vezes parte até do próprio paciente, né? Porque uma prótese dentadura, né? Uma prótese total, que a gente fala, ela é uma prótese móvel, removível, né? Então, ela não tem uma estabilidade definida ali nas arcadas, né? Então, geralmente, o paciente ou conversando ou se alimentando de alguma coisa mais firme...

Muitas vezes ele vai sentir aquela prótese movimentar, né? Às vezes em maior ou menor intensidade. Então, às vezes, isso acaba gerando um desconforto no dia a dia para o paciente. Então, a prótese protocolo, ela foge disso tudo, né? Porque é uma prótese que realmente vai estar fixa sobre os implantes. Essa prótese, ela é parafusada nos implantes, então o paciente não consegue remover.

A remoção dessa prótese é obrigatoriamente a nível de consultório, né? O paciente tem que ir ao consultório para fazer a remoção. Então, isso acaba gerando mais conforto para comer, para conversar, para sorrir, né? Menos insegurança em relação à prótese. Então, na maioria das vezes, o paciente ou ele migra do dente para a prótese, né? Desde que esse dente estando ruim, ele vai migrar para a prótese protocolo por uma necessidade.

para não entrar na questão da dentadura, ou o paciente já se encontra utilizando uma prótese, tipo dentadura, que é uma prótese total removível, e ele migra para o implante, para a prótese protocolo, buscando mais essa segurança em relação à fala, alimentação, estética, enfim.

Entendi. E, Elcio, eu brinco aqui, né, assim, eu sei que eu uso uma linguagem que obviamente foge muito da parte científica e técnica, mas eu sempre brinco aqui que para poder fazer o implante, para depois ter a prótese, precisa ter a paredinha boa, né? O que eu estou chamando de paredinha? Os ossos, né? Que às vezes a gente esquece, né? A gente pensa dente e gengiva e parece que fechou todo o que...

acompanha a boca, esquece que tem que ter bons ossos aí, que é o que eu tô chamando de paredinha para esse implante, né? Então eu queria te ouvir um pouco sobre isso, né? Porque eu penso, eu me corrija, por favor, se eu estiver errada, que na questão da prótese, no caso da dentadura, isso não é tão importante, mas eu imagino que para a prótese sobre implante que vocês falam, aí sim a questão do osso bom, digamos assim, é importante, né? É.

O que acontece, Lu, é que na prótese total, na dentadura, essa prótese é fixada, ela é estabilizada nas arcadas pela mucosa, pelo osso, pelo volume de osso, mas também pela mucosa. Na maioria das vezes é por embricamento mecânico ou uma vedação por pressão.

O que difere do implante, né? O implante, para você instalar o implante, você tem que ter uma qualidade, uma espessura óssea adequada para poder conseguir fazer essa perfuração, instalar o implante ali no osso, né? Vai ser o alicerce dessa prótese protocolo, né? Então, sim, é necessário ter uma quantidade de osso adequada. Nos casos onde a gente não encontra, a gente pode pensar na possibilidade das enxertias, né? Fazer os enxertos ósseos, né?

para causar uma reconstrução local, para favorecer a instalação do implante futuro.

E aí, de antemão, a gente vai usar ferramentas que vão auxiliar isso. Então, por exemplo, o paciente vai fazer uma avaliação, vai montar um planejamento em cima disso, a gente vai ter que solicitar exames, o paciente vai ter que muitas vezes fazer uma tomografia, que são exames que vão direcionar o nosso planejamento cirúrgico, né? Para ver a qualidade e o nível de quantidade de osso que aquele paciente apresenta.

Eu queria te ouvir em relação a, eu não sei se eu posso falar idade nesse caso, mas assim, a gente tem uma visão, né, que eu não sei se ela é real ou não, de que somente os mais velhos, obviamente, precisam fazer uso de dentadura.

por ele razões, até mesmo porque quando eles eram mais jovens, as tecnologias, os tratamentos eram outros, infelizmente a maioria dos tratamentos resultava em a retirada dos dentes, não havia muito tratamento, então a gente tem essa visão. Mas aí ao mesmo tempo, aqui fazendo o programa há tanto tempo, conversando com vocês, eu sempre ouço que no caso...

sempre pensando na questão de implante, questão de retirada, vocês sempre falam assim, tem que tentar preservar os dentes o máximo possível, o que der, porque é o que eu brinco, que vem de fábrica, e tem todas essas questões que você já falou. Então, eu queria te ouvir um pouco nisso, em que sentido eu queria te ouvir? Às vezes, as pessoas, por ter sofrimento mesmo, preferem ir pelo caminho mais rápido, digamos assim, mais curto, que é falar assim, não,

vou fazer implante, não aguento mais a prótese ou outros tratamentos e eu não quero mais isso. Aí, vira e mexe, vocês ficam meio assim, né? Falar, nossa, sério mesmo, né? Arrancar não é legal. Então, eu queria te ouvir um pouco em relação a isso. É, Lu, na verdade, a gente sempre preconiza o tratamento mais conservador, né? Mas esse tratamento conservador, ele tá muito ligado ao cuidado que o paciente precisa exercer sobre aquilo.

É lógico que para tudo que a gente faz na área da saúde, nada vai substituir um dente, nada vai substituir um órgão, qualquer prótese que você utilizar, por melhor que ela seja, ela ainda vai ser uma prótese, vai ser algo artificializado, né? Então, assim, tentar salvar o dente sempre é o melhor caminho.

Mas pra isso, o paciente vai precisar dos cuidados no consultório, mas também vai ter que fazer a parte dele em casa, né? Com cuidados com higienização e tudo mais. Acontece que o que o paciente às vezes confunde um pouco é que ele acha que trocar o dente pelo implante ou trocar o dente pela prótese, ele vai se livrar em algum momento desses cuidados. O que não é verdade. Ele vai ter que manter esses cuidados, porque...

Da mesma forma que ele perde dente, ele também pode perder implante se ele não tiver cuidado, entendeu? Da mesma forma que esse dente inflama, infecciona, o implante também inflama, infecciona. Então, é uma ilusão achar que ele vai trocar dente por implante ou dente por prótese e ele vai ficar isento de cuidados. Isso é uma mentira, tanto a nível de consultório quanto em casa. Então, é uma coisa que ele vai ter que manter de todo jeito.

Então, assim, preservar ou preservar o máximo possível do que é o natural sempre vai ser a melhor opção. Mas é lógico que, caso de caso, tem casos que isso não é viável, né? Agora, em relação à idade, isso é muito relativo. Na maior parte das vezes, pacientes mais velhos tendem a fazer mais implantes ou próteses porque, por algum motivo, no passado, acabou perdendo esses elementos.

trauma ou infecção ou descuido, enfim. Pacientes mais jovens também passam pelo processo de reabilitação, tanto com implante ou com qualquer tipo de prótese. Mas o que a gente percebe é que na maior parte das vezes, os pacientes mais jovens estão acometidos nessa situação, às vezes por um trauma.

um trauma desportivo ou um acidente ou qualquer coisa mais voltada a essa natureza. Não que eles não possam ter casos de infecção, inflamação ou alguma alteração voltada ao sistêmico desse paciente, alguma doença sistêmica, enfim, que acaba colaborando com a perda do elemento. Mas na maioria das vezes, sim, os mais velhos...

tendem a procurar para buscar uma melhor condição dessa reabilitação do que ele tinha antes, e os mais novos, às vezes, por ocasiões de trauma ou coisas mais esporádicas. Mas, mesmo assim, nada do que a gente faça de forma artificializada vai ser melhor do que a gente, do que o nosso dente, do que a gente tem, né? E os cuidados, eles vão ter que sempre se manter.

independente se é dente, se implante, se é dente, se é prótese, tem que ter um cuidado em casa e tem que ter o cuidado do acompanhamento profissional. E, Elcio, se faz só a parte de cima ou se faz só a parte de baixo, mas faz toda ela, tanto a parte de cima quanto a parte de baixo, é chamada ainda assim de prótese total ou é só quando é na boca toda que é prótese total?

Na verdade, a prótese total é a dentadura, que é aquela prótese que vai suprir todos os elementos de uma arcada. Então, o paciente pode usar uma dentadura, uma prótese total em cima.

quando ele tem ausência total de elementos. E ele pode usar uma prótese total embaixo, mesmo esquema, quando ele tem ausência total de elementos. A prótese protocolo entra nesse aspecto como uma prótese que deixa de ser removível, passa a ser uma prótese fixa, sustentada por implantes, diferente da prótese...

Total, a dentadura, que é uma prótese que acaba sendo fixada pela gengiva, pela estrutura da musculatura e da gengiva. E o protocolo é uma prótese mais delicada, é uma prótese com um refinamento melhor, ela tem menos volume, então acaba gerando mais conforto, tem menos espessura de gengiva, então trabalha um pouco melhor a estética.

Então acaba gerando essa melhora de forma geral para o paciente em todos os aspectos, visual, alimentação, enfim. Então tem essa diferença. Então na total o paciente vai ter, independente se ela for uma removível total ou uma protocola, ele vai ter uma ausência total de elementos. Tá, entendi. E o que é mais comum, precisar fazer na parte de cima ou na parte de baixo? Tem alguma diferença, alguma explicação para isso, Elson?

Não tem diferença. Aí isso vai variar de caso para caso. O que acontece muito é que, assim, às vezes por uma questão financeira, porque prótese e protocolo tem um custo maior do que uma prótese convencional, uma dentadura, muitas vezes o paciente opta por fazer uma protocolo embaixo e acaba ficando com uma dentadura em cima, porque a dentadura em si, como tem a região do céu da boca, né, que a gente fala do palato,

ela acaba tendo uma fixação melhor. Diferente da de baixo, onde você tem toda a musculatura ali, a língua, essa prótese não tem tanta adaptação. Então o paciente acaba optando por fazer uma protocolo embaixo.

e uma dentadura em cima, ou ele pode fazer um protocolo embaixo e uma protocolo em cima. Mas não tem uma preferência, isso vai de caso para caso, de indicação para indicação. Tá, entendi. E eu queria te ouvir um pouco em relação a... Eu vou, de novo, vou usar meus termos aqui, que não são os mesmos de vocês. Então, por exemplo, pensando em prótese, não implante, a prótese só a prótese.

corre o risco obviamente mesmo parafusada ou cimentada dela cair, dessa prótese cair. O mesmo pode vir a acontecer com prótese sob implante? Sim.

Na verdade, ela não vai cair, né? Na verdade, próteses sobre implante que são cimentadas, você vai ter, em algum momento, uma deficiência dessa linha de cimentação e acaba por soltar. Próteses parafusadas, sejam elas unitárias, onde você tem um implante e um dente, ou você tem algum grupo de implante com algum grupo de dente, ou a prótese protocolo. O que é uma prótese protocolo? É aquela prótese onde a gente instala, na maioria das vezes, de quatro a seis implantes,

e faz uma reabilitação geralmente com 12 elementos por arco. Então 12 elementos na parte de cima e 12 elementos na parte de baixo. Essa prótese é uma prótese parafusada, então se em algum momento o parafuso sofrer algum afrouxamento, isso pode soltar. Mas isso geralmente dá um sinalzinho antes, o paciente consegue perceber que ela começa a ficar um pouco mais frouxa, ou tem uma certa mobilidade.

Então aí precisa o profissional entrar, intervir, fazendo o apertamento ou a troca dos parafusos, não do implante, mas o parafuso que faz a união da prótese com o implante, entendeu? A fixação da prótese no implante.

Uma outra dúvida que certa vez eu ouvi, eu falei, caramba, isso deve dar um trabalho danado, né? Eu ouvi falar que deveria, né? E aí eu queria saber a tua opinião em relação a isso. Há quem tem prótese sob implante que deveria ir ao dentista para que ele fizesse a limpeza de realmente disparafusar, limpar toda essa prótese e depois parafusar de novo, digamos assim. Isso procede, é assim mesmo?

Isso procede, Lu. Na verdade é o seguinte, foi o que eu disse, os cuidados eles vão ser de ambos os lados. Então o paciente, da mesma forma que ele vai ter que ter um cuidado com o seu dente, ele vai ter que ter um cuidado com a sua prótese sobre implante.

em relação à higienização, em relação ao uso de fio dental, em relação a escovas específicas que vão auxiliar ou facilitar essa higienização para ele no dia a dia. Alguns aparelhos irrigadores orais, que a gente chama de water peak, que são os irrigadores orais, para facilitar a higienização dessa prótese.

Mas da mesma forma que dente, ele precisa fazer esse controle no consultório, né? Geralmente esse controle acaba sendo de seis em seis meses, ou de oito em oito meses, ou até anual. Aí vai depender de cada paciente, da condição específica de cada um, como cada um consegue lidar e organizar esse controle, para que a gente tenha consultas menos ou mais espaçadas para manter isso bem organizado e dar longevidade para o tratamento, né?

Caramba, né? O que eu falo é assim, o paciente, sempre que ele faz um implante, eu até faço uma comparação, uma brincadeira, ele comprou um carro zero. Então, ele precisa da manutenção naquele carro zero, né? Então, da mesma forma que ele compra um carro e leva o carro para fazer revisão,

ele instala o implante, independente da quantidade, ele tem que manter a revisão dessa prótese em dia. Ainda dentro desse tema que você tinha falado no começo aqui da nossa conversa, inclusive, você falou assim, a pessoa acha que fez a prótese sob implante, aí está tudo resolvido, não precisa se preocupar com mais nada. Mas aí você falou assim, olha, pode ter inflamação na gengível, pode ter uma série de questões. E aí uma dúvida que eu sempre tenho, pode vir a tecare também nessa prótese? Existe essa possibilidade ou não?

Não, cárie é uma doença que acomete somente a estrutura dos dentes, né? Então, esmalte, dentina, raiz, né?

são colonizações bacterianas que vão degradar a estrutura do dente em função da fermentação de ácidos, enfim, da colonização ali. Na prótese isso não acontece, mas do contrário, você ainda tem bactérias ou grupo de bactérias que vão agir ali a nível de gengiva, que vão agir a nível de osso e de alguma forma vão comprometer a fixação desse implante no osso.

E aí, consequentemente, você acaba perdendo o implante, você perde a prótese junto, né? Então, por isso que tem que ter cuidado com a higienização também e os controles no consultório.

Para a gente encerrar, vou tocar nesse assunto de novo, que você falou da manutenção, da limpeza, etc. É necessário fazer a troca? Tem algum motivo que acontece alguma coisa? Ou prazo de validade mesmo, você brincou do carro novo, se for que nem o carro novo, você ligou o carro, ele não é mais novo.

Isso em relação à prótese, também tem um período que ela precisa ser trocada? Acontece alguma coisa ou colocou, fez a manutenção direitinho, segue a vida? É, próteses de porcelana, que são próteses mais resistentes...

elas tendem a ter uma longevidade maior, né? Você tá falando de quanto tempo, mais ou menos? Eu sei que cada caso é um caso, né? Tem próteses de porcelana que vão durar 10 anos, 15 anos, 20 anos, né? Agora, próteses de resina, essas próteses tendem a sofrer uma intérprete maior do tempo, do dia a dia, né? Então, geralmente, assim, não é uma regra, mas em via de regra, assim, a cada 5 anos, talvez os pacientes tenham que trocar a questão dos dentes, né?

mas existem próteses com mais de 5, com próteses de resina que vão durar 10, 12, 15 anos, enfim. Cada caso é um caso. O que tem que ficar atento é a questão do implante.

Porque quem é o alicerce, quem suporta a prótese é o implante. Então, independente da prótese que ele está carregando, se é uma prótese de porcelana ou se é uma prótese de resina, ele precisa estar com saúde. Ele precisa estar em dia ali. Porque se você perder o implante, você perde a prótese, né? Então, o que é fazer o implante estar em dia? É ter o cuidado da higienização diária, né? Para que você não tenha uma inflamação a nível de gengiva ou osso.

que vai fazer você perder o implante. Só posso agradecer mais uma vez a oportunidade de conversar com o professor Elcio Possetti Neto e conversamos um pouco então sobre prótese e protocolo. Professor Elcio, novamente, muito obrigada pela entrevista.

Eu que agradeço, Lu, agradeço a você, a todos os ouvintes da Rádio Uniara, eu estou sempre à disposição para a gente poder trazer o máximo de informação para a população, e já aproveita aí e deixo aberta, caso queiram seguir a gente nas redes sociais, é arroba neves.posset. A Rádio Uniara FM apresentou Universidade Aberta.