Tratamento de canal na atualidade - Prof. Lucas David Galvani
O Universidade Aberta Odontologia é um podcast de divulgação científica do Programa de Mestrado em Ciências Odontológicas, da Universidade de Araraquara – UNIARA. A jornalista Luciane do Valle conversa com pesquisadores, professores e mestrandos sobre suas pesquisas e estudos.
Luciane do Valle
Lucas David Galvani
- Tratamento de canal modernoConforto e rapidez no tratamento · Salvar o dente em vez de extrair · Tratamento em uma sessão · Mecanização do procedimento · Importância de manter o dente
- Acompanhamento pós-tratamento de canalPerda de sensibilidade à cárie · Risco de infiltração e cárie oculta · Importância do acompanhamento semestral/anual · Papel do dentista clínico geral e endodontista
- Retratamento de canalCausas: anatomia dentária e dificuldade de limpeza · Causas: falha na restauração e infiltração · Necessidade de retratamento quando há infiltração
- Progressão de doençaCárie como processo inicial · Influência do pH salivar e dieta · Combate da polpa à cárie · Formação de dentina reparadora · Risco de cárie não tratada evoluir para canal
- Dor como informação corporalSensibilidade de quente e frio · Dor ao morder objetos duros · Acomodação à dor e uso de analgésicos · Diminuição linear de dor em pacientes medicados
A partir de agora, a rádio Uniara FM passa a transmitir Universidade Aberta, um projeto de extensão do Centro Universitário de Araraquara. Olá, eu sou a jornalista Luciane Duvalli e no programa Universidade Aberta Odontologia de hoje, eu converso com o professor Lucas Davi Galvani. E eu vou conversar com o professor Lucas sobre tratamento de canal, que aí ele contou para mim, né?
Quando a gente estava combinando o tema, que ele disse assim, que é o seguinte, na atualidade, a gente tem mais conforto, mais rapidez e mais chance, obviamente, de salvar o dente. Então é sobre tudo isso que eu vou conversar com o professor Lucas, não sem antes, é claro, agradecer mais uma vez a oportunidade de conversar com você, Lucas. E vamos lá, então, aquela coisa que a gente temia no passado, né, tratamento de canal, quando...
nos era anunciado, olha, é canal, não é carne, né? Essa dor que você está sentindo, a gente falava, ai, caramba, né? Quer dizer que agora pode ser que a gente não fale mais, ai, caramba, Lucas, a gente agora fala, não, tudo bem, vamos lá, é isso?
É basicamente isso, Luciane. Primeiramente gostaria de agradecer o convite, é sempre um prazer poder estar aqui com você. E vamos falar sobre esse assunto, que é tratamento de canal, e essa pergunta que você me fez. O tratamento de canal, há um tempo atrás, era um terror. Todo mundo falou assim, ah, eu vou tratar canal? Eu não, eu vou estreir o dente.
Você acha, eu não sou louco. Tinha esse ditado, esse costume. Mas como tudo na vida evoluiu, se você pegar um smartphone de 20 anos atrás e um hoje, o mais simples já é muito bom. Sim. O celular evoluiu muito, como tudo evoluiu muito e ficou também um preço mais acessível. E o tratamento de canal também melhorou muito.
Então, assim, hoje um tratamento de canal, falando de uma especialista na área, ele consegue fazer muitas vezes em uma sessão, uma sessão de uma hora e meia, ou até de uma hora, pegando um paciente que é um pouquinho mais colaborativo, que não tem tanto medo. Então, assim, isso adiantou muito o lado do dentista e também do paciente, porque esse ditado de pegar e extrair dente...
que vai acabando com os outros dentes. Eu até brinco com os pacientes, eu falo assim, olha, se você tirar um dente e não colocar outro, os outros vão sofrer burnout. É porque a gente tira... Vai ter que trabalhar pelo que está fora, né? Vai ter que trabalhar pelo que está fora. Então, eu até brinco, eu falo, olha, a gente sempre tem que tentar manter o dente e boca, e hoje está muito mais fácil fazer isso.
E o meu intuito hoje é tirar aquela crença popular de que, ah, deu canal, eu acho que é melhor tirar o dente. Isso assim, 98% dos casos nunca é a melhor opção. Então hoje um tratamento de canal, como a gente tem muita coisa mecanizada, então não é mais de ficar fazendo na mão, tem um motorzinho que a gente coloca lá e vai tudo mais rápido, tratar o canal é literalmente salvar um dente.
Então, assim, a última opção que a gente coloca para extrair esse dente. E tem esse motivo que você falou, né? De pegar, muitas vezes, dar o tratamento de canal por conta de uma cárie ou por conta, às vezes, de um trauma, que a pessoa bateu o dente com tudo assim e o dente escureceu. E um assunto que eu queria falar assim para você, Luciana, é que é assim, o tratamento também de canal, ele precisa de um acompanhamento. E as pessoas não sabem disso.
Mas o que você quer dizer com acompanhamento?
Porque assim, antes da gente tratar o canal, tem um nervinho no meio do dente que ele que dá a sensibilidade de quente e frio pra nós. Certo. Então, o nervo no meio do dente, ele faz isso. Dá a sensibilidade de quente e frio. E em volta do dente, tem um negócio que chama ligamento periodontal. Puxa vida, o que é isso? É o ligamento igual se fosse do joelho. A gente amortece quando a gente tem um ligamento do joelho. Então, o ligamento periodontal cuida do amortecimento na mordida e...
o nervinho do meio do dente cuida dessa sensibilidade de quente, frio e deixa o dente vivo. O tratamento do canal tira essa sensibilidade do meio do dente. Só que o ligamento periodontal continua. Então aquela capacidade de amortecimento vai continuar. E quando a gente tira essa sensibilidade de quente e frio, que a gente tira o nervo, a pessoa pode ter cária ali de novo. Só que o paciente não vai sentir mais a sensibilidade da cária.
Esse é o problema, porque tirou o que tira a sensibilidade da cara, só que a mordida vai sentir. Então é muito comum um paciente que tratou o canal, tem uma restauração e o paciente fala assim, nossa, do nada, doutor, meu dente quebrou no meio, estourou tudo, o que aconteceu? Na verdade, ele tá infiltrado há muito tempo, só que não foi visto, não foi acompanhado.
Entendi. Olha só que eu não tinha pensado nisso porque assim, a gente tem a ideia que fala assim, ah, matou o dente, inclusive até te perguntar em relação a isso, se o pessoal acha que, assim, tipo, ah, vai matar o dente mesmo se eu tratar o canal, então já arranco ele já, logo, já vai não me dar problema, né? Então acho que a gente vai indo nessa cultura popular de achar que...
tratamento de canal semato al dente, porque é isso, né? Ah, você não sente mais nada, então, já que não sente mais nada, não tem mais função ali, né? Isso. Porque é tudo isso que você está falando. Inclusive, eu vou emendar duas perguntas nessa questão que você está me trazendo. Primeiro, o que você acha que essa ideia de tipo, ah, então vamos arrancar, é porque tem essa...
perspectiva de que você vai matar o dente se tratar, então tanto faz, com dente sem dente, então arranca que ele já não vai me trazer mais problemas, né? E aí eu estendo a pergunta que você está falando, e aí como é que faz? É só o dentista que vai identificar se aquele dente com canal tratado está cariado? É só o dentista, então a gente não tem como descobrir.
Não tem como descobrir. Um exemplo, uma coisa muito legal que você falou, as pessoas falam assim, a gente vai tratar o canal, a gente vai matar o dente. Para mim, matar o dente é quando você arranca ele fora, porque você trata o canal, você mantém ele em boca, é o contrário. Pois é, né? Os pacientes falam assim, quando eu vou matar o dente, é quando eu arranco ele, porque eu matei ele literalmente, não tem mais nada lá.
Tirou na raiz mesmo, né? Tirei a raiz, tirei todo o problema ali. Agora, quando eu vou tratar, eu não vou matar o dente, eu vou cuidar dele pra ele ficar em função. Então, eu até explico pro nosso paciente. É o contrário, eu só mato um dente...
Quando eu tiro ele inteiro. Aí quando eu tiro inteiro, aí o paciente perde o nervinho que fica no meio e aquele nervo que fica em volta que eu falei. Aí perdeu tudo. Aí não existe mais essas coisas. Agora, quando eu trato o canal, eu vou manter aquele ligamento periodontal. Então, o meu paciente, ele sente dor. Porque ele vai morder em cima daquele dente que tratou o canal. A sensibilidade de quente e fio ele não sente. Mas se ele morder algo duro, um caroço de azeitona, vai doer.
Porque o ligamento periodontal tá vivo. E aí, estendendo isso que você me perguntou, como a gente trata o canal e faz uma restauração em cima, quando é feita uma restauração no dente que tratou o canal, como você não sente mais sensibilidade de quente e frio, você não vai sentir a dor da cárie ali.
Porque a cárie, ela continua no dente. Ela pode ser pegou, restaurou, começou a ter uma infiltração, pode ter uma infiltração naquela restauração e vai começar a criar cárie. Porém, quando você não tem o tratamento de canal feito, você sente a sensibilidade. Quando você tem o tratamento de canal feito, você não sente a sensibilidade.
Por isso que é bom acompanhar. Porque aí você vai no dentista e ele fala, opa, essa restauração aqui, ó, tá com uma cor meio estranha. Tá com uma cor meio escurecida, isso aqui não tá comum. Aí é onde ele vai lá, tira um pouquinho daquela restauração e vê que tá infiltrado lá embaixo, ele faz essa troca. Então o grande problema é o quê? É fazer o canal e não voltar.
Isso é um problema enorme, porque tratou o canal, agilizou, hoje é tudo muito mais rápido. Aí a paciente fala assim, agora esse aqui eu não tenho mais problema. Olha, tudo que você vai usar em função, você vai ter problema. Se você pegou, estava com um anti-inflamatório no braço que você machucou por um motivo, fez uma fisioterapia, tomou um anti-inflamatório, você vai pôr em função, você pode ter problema novamente. E o canal e o dente vai ter também novamente, não tem que voltar para fazer esse acompanhamento.
para ver que, assim, para não ter esse problema de infiltração, ou se tiver, resolve rápido.
Você acha, Lucas, vou dar uma viajada aqui agora. Você acha que pode ser que a gente desconheça isso? E para mim isso está sendo novo também? Porque normalmente a gente trata o canal com endodontista. Que não é o nosso dentista. O nosso dentista muitas vezes identifica o canal e a gente sempre ouve, só que eu não faço. Você tem que ir no endo. E aí a gente vai no endo.
só para aquilo, digamos assim, né? Vai lá, trata o canal direitinho, com especialista, tal. Fechou, fechou, beleza, um abraço. Tem muitos endos também que não fecham o dente, a gente volta para o nosso dentista, né? Acho que eu estou falando uma coisa super curriqueira aqui.
A gente volta para o nosso dentista e ele fecha o dente bonitinho, tal, vida que segue. Essa pode ser uma explicação de que a gente não liga uma coisa na outra, que tem que continuar acompanhando, que a gente não volta lá no Endo, só para ele olhar o nosso dente que foi feito canal, provavelmente.
Exatamente, exatamente isso. O que acontece? É um trabalho que depende do outro, né? Os dentistas, normalmente, quem fazendo, que é o canal, ele só faz isso, porque os outros dentistas odeiam fazer. Mas por que eles odeiam? Porque antigamente, o que era oferecido pra gente era aterrorizante, assim, não tinha como gostar. Isso é bem difícil, poucos dentistas gostavam, e hoje mudou muito.
Então, assim, como facilitou tudo, hoje acaba tendo mais endodontistas no mercado e também tem o dentista clínico geral que muitas vezes faz canal, só que até um tipo de dente. Aí os mais do fundo ele não faz, porque ele já acha que vai ter alguma complexidade que aí ele já encaminha para o endo.
Essa pergunta que você me fez é assim, o endodontista, ele vai lá, ele só vai tirar o nervinho, vai limpar o que tem lá dentro e vai colocar o material que vai preencher, literalmente, o canal que era preenchido pela nerva. E a restauração definitiva, normalmente, é feita por um outro dentista, mas também pode ser feita pelo endodontista.
Que é o que a gente chama popularmente de fechar o dente, né? De fechar o dente, exato. Aí, pode ser feito pelo endodontista, mas muitas vezes o endodontista não faz isso, porque ele fica focado mais só mesmo no tratamento de canal. E o que acontece? Quando você volta para o dentista que faz a obturação do dente, que a gente chamou hoje de restauração, ele tem que acompanhar, pelo menos, se aquilo não está sendo infiltrado.
porque é uma coisa que depende da outra. Se a restauração infiltrou, vai infiltrar aquele material que eu coloquei lá no meio do canal. Então, é uma coisa dependente da outra. E aí, muitas vezes, se aquele dentista não percebeu que estava infiltrando, isso vai dar problema na restauração e no canal. Aí é onde tem que fazer o retratamento de canal. Por quê? Infiltrou lá em cima, filtrou tudo lá embaixo, eu tenho que refazer tudo novamente.
Então, o dentista que indicou, ele tem a capacidade de olhar, só que o legal é fazer um acompanhamento, vai pelo menos de seis em seis meses, de um em um ano, no máximo, para que caso tenha algum problema, tenha uma identificação meio rápida. Ele consegue trocar aquilo de uma maneira mais efetiva. Só que essa falta de sensibilidade que o paciente tem, acabou o alerta.
Antes a gente tinha sensibilidade, você tem um alerta. Agora, se você não tem uma vida muito corrida, você vai muitas vezes no dentismo, você está com dor. A gente tem que tentar manter esse controle de ir lá só para ver se está tudo certo. O acompanhamento e a prevenção, eu sempre falo que é o tratamento mais barato que existe.
Com certeza. É, porque vê e resolve. Tá, mas Lucas, eu fiquei encanado com essa coisa, que aliás, eu ia até te perguntar realmente dessa que chama, né, do retratamento de canal. O que que acontece? Onde deu ruim aí na história? A gente não pode falar que foi um erro do dentista, evidentemente, mas assim, por que começa a ter filtração? Se foi tratado, né? Se tirou o nervo, se...
fechou o dente, como a gente fala, fez a restauração. O que foi que aconteceu? É o erro do paciente também? Ele fez alguma coisa errada? Por que isso acontece? Olha, dificilmente é o erro do paciente. Tem uma coisa assim que dificulta o endodontista fazer o tratamento, que é a anatomia do dente. Cada um, a gente tem uma anatomia padrão, mas o meu dente não é igual ao seu.
e o seu dente não é igual ao do outro. Então, a anatomia do canal acaba se dificultando, muitas vezes, o endodontista, e isso é dificultado por um fator muito comum que acaba tendo. Tem a anatomia natural do paciente, mas ao envelhecer, o canal do paciente, do dente, que é lá o nervo do dente, ele vai diminuindo a sua dimensão.
Por que ele vai diminuindo? Por conta de estímulos externos. O que é esse estímulo externo? Apertamento.
bruxismo, alimentação muito ácida, Coca-Cola, café, tudo que tem um pH muito diferente e isso vai promover pequenas agressões nos dentes, esse canal vai diminuindo e muitas vezes o dentista não encontra ele, o endodontista, ou não consegue limpar até o final. Se ele não limpa até o final...
normalmente vai ter um problema de retratamento. Isso é culpa do endodontista. É ele que tem que ver essa área e explicar para o paciente. Não consegui até o final, para entender que é a parte dele. E tem a parte da infiltração, que é da restauração, que aí é quem restaurou esse dente.
Então são duas pessoas aí responsáveis pelo tratamento. Então o retratamento pode ser feito quando não foi obturado o canal ou limpo da maneira adequada por N motivos, porque ele está muito fechado, porque tem uma anatomia muito difícil. E tem pelo outro motivo que é a restauração que infiltrou. E se essa restauração infiltra, ela vai infiltrar o meu canal e acaba perdendo tudo.
Então são por dois motivos, ou erro na restauração, ou essa restauração fraturou e o paciente não voltou e ficou daquele jeito, ou o endodontista não conseguiu limpar tudo que ele tinha que limpar por dificuldades anatômicas. Tá, entendi. Complicado, né? É, são duas coisas, mas assim, hoje assim, como o endodontista ele fica muito só nessa área,
não é uma coisa muito rotineira de acontecer. Nós temos muitos materiais que nos ajudam, equipamentos, que facilitam a gente trabalhar nessa área. Então, eu vejo que é mais tratar o canal, restaurar e esquecer que esse dente foi restaurado. E vida que segue volta depois de 4, 5 anos. Eu vejo assim, rotina de consultório, o que acaba acontecendo muito é isso.
Lucas, é uma pergunta que eu faço direto aqui, quando eu entrevisto vocês, é claro, mas em especial os endodontistas. Toda a cárie não tratada vira canal? Olha, a grande maioria. Porque assim, a cárie é um processo inicial, porque o pH salivar, ele tá ácido. Então é esse o motivo. Então, exemplo, uma dieta muito à base de açúcar...
ela diminui o pH salivar. E aí ela vai promover uma cavitação no dente, um buraco. E esse buraco, ele vai em direção à polpa, que é esse nervinho que eu falei. Só que essa polpa, como ela tá viva, ela tenta combater essa cara, literalmente, uma briga ali. E aí nessa briga, se a polpa é jovem...
Quanto mais jovem a poupar é, mais capacidade de brigar ela tem. Quanto mais velha, menos capacidade ela tem. Isso é até uma parte fisiológica do nosso organismo como um todo. Quanto é mais jovem, geralmente repara mais rápido. Tudo é mais rápido. E passou assim dos 40, começa a ficar tudo mais devagarzinho.
Então, a cárie, ela vai em direção à polpa. Só que, assim, o próprio organismo do paciente tenta combater isso. É natural, né? E eles formam uma dentina que a gente chama de reparadora ou terciária, tentando barrar essa cárie. Muitas vezes, assim, ela consegue estacionar muito, muito. Só que, assim, se o paciente fica com aquela cárie um ano e meio, dois anos, aí não tem jeito.
Aí ela vai vencer a cárie ali, porque ela vai começar, ela está há muito tempo ali. Só que se começou aquela cárie e o dente é jovem, ele está combatendo ali e o paciente procurar o dentista, é uma restauraçãozinha, uma duraçãozinha pequena que é feita.
O problema mesmo é deixar o negócio rolar e ver até onde vai. E o paciente sente uma sensibilidade. É isso que eu ia falar, porque a dor é péssima, né? A dor é péssima. É difícil, né? É aquela coisa assim, a gente tem uma dor e tem muita gente que acostuma com essa dor. Fala assim, isso é normal.
É normal. Ou camufla com anti-inflamatório, né, Lucas? É, toma um remédio, vai camuflando, aí dá um tempinho passa, dá um tempinho não. Tem gente que toma anti-inflamatório crônico ou analgésico crônico, que isso também limita a dor dessa carne, porque ela já tá tomando anti-inflamatório ou analgésico, então ela tá mais anestesiada nesse ponto. Então, assim...
Esse paciente que faz uso de anti-inflamatório analgésico crônico por doença sistêmica, nossa, esses aí são os candidatos a ter problema, tanto na salivação que altera, quando também, assim, diminuição linear de dor por conta disso.
Esse paciente tem a linear de dor um pouquinho mais baixa, porque ele já está medicado, né? Sim. Constantemente. Então, esses pacientes precisam até de uma atenção maior nesse ponto aí, né? Para que acabe não avançando ou pegando o estágio grande de cárie quando volta no consultório. Mas assim, uma cárie não cuidada, uma hora ou outra, vai virar um carão para fazer.
E haja, né? Haja pacientes que assim, mudou bastante e tal, mas não é legal, né? Vamos combinar, né? Não, ninguém é bastante assim. Ah, que legal, vem aqui fazer um canal, não tem isso. Ninguém vai feliz, né? Ninguém vai feliz. Hoje, assim, é uma coisa que eu falo assim, nossa, é que o paciente já chega assim, ah, trata canal, eu vou tirar.
E eu tento tirar essa mentalidade do paciente, assim, para, não, não tira não, você vai precisar mastigar bem. Isso é importante para você, você precisa de nutriente, né? Quanto mais a gente mastiga, melhor, mais absorção a gente tem dos nutrientes. Então isso é muito importante, a saúde mesmo como um todo. Então a gente sempre fala, ó, tenta manter esse dente que você vai sentir falta depois.
Tá certo. Bom, só posso agradecer mais uma vez a oportunidade de conversar com o professor Lucas Davi Galvani e justamente falamos da importância do tratamento de canal para salvar esse dente aí. Lucas, de novo, muito obrigada pela entrevista. Luciane, eu que agradeço. É um prazer estar aqui com você sempre. Obrigada. A Rádio Uniara FM apresentou Universidade Aberta.