Influência ou autoridade? | Silmara de Souza
Influência digital não é apenas sobre seguidores. É sobre confiança, credibilidade e decisões de compra.
Neste episódio do COACHcast, converso com Silmara Regina de Souza, consultora de marketing no Sebrae-SP, palestrante, docente e coautora do livro "O Guia de Marketing de Influência para Pequenos Negócios".
Ao longo da conversa, exploramos como a influência digital transformou o comportamento do consumidor, por que confiamos cada vez mais em pessoas do que em marcas e quais são os desafios para empresas e profissionais que desejam construir autoridade em um ambiente digital cada vez mais competitivo.
Também falamos sobre carreira, desenvolvimento profissional, marketing de conteúdo, criatividade, mentoria e a importância de assumir o protagonismo da própria trajetória, sem acreditar em fórmulas mágicas ou promessas de sucesso imediato.
## Neste episódio você vai descobrir:
✔️ Como a influência digital mudou a forma como consumimos.
✔️ Por que pequenas empresas também podem construir autoridade nas redes sociais.
✔️ Os riscos de confiar em soluções rápidas e "gurus" da internet.
✔️ Como desenvolver uma presença digital autêntica.
✔️ O papel da criatividade e do repertório na construção de conteúdo relevante.
✔️ Lições valiosas sobre carreira, comunicação e desenvolvimento profissional.
🎙️ **Sobre a convidada**
Silmara Regina de Souza é consultora de marketing no Sebrae-SP, palestrante, docente e estrategista de conteúdo. Atua com marketing, influência digital e comunicação para micro e pequenos negócios, além de ser coautora do livro *O Guia de Marketing de Influência para Pequenos Negócios*.
📚 **Livros citados neste episódio**
• *O Guia de Marketing de Influência para Pequenos Negócios* – Silmara Regina de Souza e Mariana Munis.
• *Manual de Criatividade para Você Mudar o Mundo (ou Apenas o Seu Jardim)* – Luiz Serafim.
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**Temas abordados:** marketing digital, marketing de influência, influência digital, comportamento do consumidor, criação de conteúdo, branding, posicionamento, autoridade digital, pequenos negócios, comunicação, criatividade, carreira, liderança e COACHcast.
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Olá, sejam todos bem-vindos e bem-vindas. Está começando mais um Coachcast, que é o seu encontro com grandes lições de liderança, carreira e negócios. E se você busca um crescimento profissional, alta performance e decisões melhores para sua carreira, para o seu negócio, siga o nosso canal, seja no YouTube, seja no Spotify ou ainda na plataforma de sua preferência. E eu sou Sérgio Albuquerque, idealizei esse projeto em janeiro de 2020, e hoje eu tenho a honra de trazer uma convidada muito especial, indicada por um outro convidado que em breve estará conosco aqui.
Ela é Silmara Souza. Seja muito bem-vinda, Silmara! E a perguntinha que eu gosto de fazer: quem é Silmara?
Oi, Sérgio! Bom, muito obrigada primeiro, primeiro pelo convite, né, de estar aqui. É uma honra, é uma alegria bater esse papo com você. Bom, quem é Silmara? Nessa pergunta não é fácil não, viu, Sérgio? Ela dói às vezes, ela dói, né? Mas vamos lá, vamos resumir para o pessoal aqui, né? Não achar tão difícil quanto a gente. Bom, eu sou a Silmara Regina de Souza. Eu gosto de falar um pouco mais de mim enquanto pessoa do que enquanto profissional, mas eu vou misturar as duas coisas aqui.
Eu sou sul-mato-grossense, sou lá de Campo Grande, do Mato Grosso do Sul, tá, Sérgio? Não pode falar Mato Grosso.
Desde 77, se eu não me engano, né?
Desde 77 tem essa briga. Então, eu sou sul-mato-grossense, eu moro em Piracicaba há uns 13 anos. Então eu adotei Piracicaba como minha casa e Piracicaba me adotou gentilmente de volta. Eu sou consultora de marketing e comunicação. Hoje eu trabalho numa entidade de fomento ao empreendedorismo, mas eu também sou estrategista de conteúdo e palestrante. Também sou docente. E a gente vai ao longo da nossa vida, a gente vai acumulando funções, né?
Mas eu falo que as funções que eu mais gosto, elas não necessariamente têm a ver com a minha profissão, né? Elas têm a ver com a minha vida mesmo. Então eu brinco, eu falo que uma das minhas funções preferidas é ser mandada de cachorra. Então a Silmara também é mandada de cachorra, e a Silmara também é tia de 4 sobrinhos que ela ama para caramba. Não tenho filhos, mas eu tenho 4 sobrinhos.
Que legal! E os pets?
Então tem o pet, né? Então a pet não tem jeito, né? Ela que manda. Tá tudo bem, eu sou feliz assim, não tem problema nenhum.
Eles comandam aqui em casa. Tem Zeca e Filó também. Eles estão aqui atrás de mim, inclusive, participando da gravação. Eles são gêmeos, eles ficam deitados na mesma posição, inclusive. E tá tudo bem.
Não tem jeito, né?
Muito bom. E vamos lá, por que que você escolheu esse começo lá pensando na tua faculdade, né? Por que que você decidiu isso aí?
Cara, essa pergunta é muito curiosa. Aliás, a resposta é muito curiosa, porque quando eu fui fazer vestibular, isso tem bastante tempo, mas não interessa também, viu, Sérgio? Não tem problema, não importa quanto tempo tem. Mas quando eu fui fazer vestibular, eu na verdade queria fazer direito. E naquela época a gente escolheu uma segunda opção. Eu falei, nossa, eu tava muito na dúvida. E eu fui consultar meu irmão. Meu irmão é uma referência para mim, enfim.
E ele me sugeriu fazer comunicação com ênfase em relações públicas. E ele falou assim para mim, olha, essa é a profissão do futuro, né? Faça comunicação. E aí eu não passei em direito, fui fazer comunicação. E hoje eu falei, gente, graças a Deus não passei em Direito, porque eu me dou muito melhor, né? Eu tenho muito mais relação, eu tenho muito mais proximidade com a área da comunicação do que certamente eu teria com a área jurídica, com a área do Direito.
Então foi assim que eu escolhi a profissão. E depois, no mercado, a gente sempre vai indo para onde você consegue ir, Sérgio. Então, quando você vai para o mercado de trabalho, às vezes aquela área ali que você escolheu, ela não é exatamente a área que, ou ela que vai te dar um dinheiro, porque a gente precisa pensar na questão financeira também, e às vezes não é a área que vai te dar aquela, né, aquele suporte, aquela satisfação, enfim.
E aí eu fui migrando um pouco dentro do mercado já para a área do marketing e trabalhei nessa, nessa área, trabalho ainda hoje nessa área. Então eu fui meio que saindo da área de relações públicas e indo para a área do marketing, mas ainda dentro dessa esfera, dentro desse mundo da comunicação.
Muito bom, muito bom. E qual foi teu grande desafio assim no começo da carreira? Eu tava lá no Mato Grosso do Sul ainda.
Mato Grosso do Sul. Eu acho que assim, olhando para trás hoje, falar de desafio, eu acho que são muitos desafios, né? Quando você começa uma carreira, eu acho que o principal desafio é você sobreviver, é você se posicionar, é você conseguir ter um um retorno em cima daquilo que você tá fazendo, e um retorno não só de reconhecimento, mas um retorno também financeiro, né? A gente precisa pensar nas duas coisas. E eu acho que o mais difícil foi isso mesmo, né?
E na época eu ainda ia muito para esse lado de relações públicas, e relações públicas é uma área que ainda é um pouco desconhecida até hoje. É uma área, não é, quando você fala das habilitações em comunicação, você tem publicidade e propaganda, você tem rádio e TV, você tem relações públicas, Relações públicas parece que é a menos conhecida ali, a menos gostada, né? A galera fala muito de publicidade, enfim, você fala, ah, eu sou publicitário, ah, legal, Sérgio, todo mundo sabe o que é.
Você fala, eu sou relações públicas, ninguém sabe o que é. Então eu tinha esse desafio, né, de primeiro de encontrar um lugar que tivesse essa ideia do que é a profissão, né, para eu poder realmente, enfim, trabalhar. E segundo, eu acho que era um desafio muito grande eu estar na cidade que eu estava, porque Campo Grande é uma cidade menor, é uma capital menor, né, Mato Grosso do Sul é um estado menor e é um estado que é muito voltado para o agro, né, o agro é muito forte.
Então lá não tem muitas grandes indústrias, muitas grandes empresas. Então o mercado para relações públicas era muito restrito. Então acho que esse foi um grande desafio no começo para mim, e acho que por isso também que eu fui migrando aí para a área do marketing, que no fim das contas acabou me trazendo um pouco mais de retorno, de reconhecimento e de estabilidade, no sentido de, bom, é isso que eu vou fazer, é isso que eu quero fazer, então tá tudo certo.
Muito bom. E essa mudança para onde você está hoje, por que que ocorreu?
Bom, hoje eu moro em Piracicaba, mas antes de vir para Piracicaba eu morava em Sorocaba. Não sei se você conhece a cidade.
Conheço Sorocaba, eu não lembro de já ter ido em Piracicaba. Piracicaba inclusive é tema de uma música, né, do Rio de Piracicaba.
Mas Sorocaba é uma cidade aqui perto também, é mais perto de São Paulo, mas sou cidadão aliás, viu. Eu morei lá morar lá um tempo. E eu fui para lá justamente porque eu queria sair de Campo Grande por conta dessas questões profissionais, né? A minha irmã já morava lá. Falei, bom, vou me aventurar ali, né? Não tinha nem 30 anos, né, Sérgio? Então dá para aventurar. Então eu morei lá um tempo, trabalhei lá numa empresa de médio porte, fui coordenadora de marketing.
Dessa empresa, eu trabalhei num spa médico, um spa inclusive muito famoso ali na região e no Brasil. E foi muito legal porque nesse, nesse período, Sérgio, eu tive toda a minha bagagem de marketing. Então eu absorvia todas as funções e todas as tarefas dentro da área de marketing. Então eu consegui criar uma bagagem muito legal. E aí eu resolvi sair de lá, porque embora fosse um lugar que tinha muito aprendizado, eu ainda ganhava mal.
Então eu falei, bom, eu preciso fazer outra coisa, né? Preciso começar a ganhar mais, tal. E aí eu fui procurar outras coisas, enfim. E aí vim para Piracicaba por conta de um processo seletivo nessa empresa que eu estou hoje. E tô morando aqui feliz da vida com não só com a empresa, mas também com a cidade.
Que bacana, muito bom, excelente! Você tem algum projeto assim que te marcou muito, que você fala, nossa, esse aqui foi um projetão que eu fiz?
Ah, tem, tem o lançamento do livro, né?
Ah, que legal!
Tem o lançamento do livro. Eu sou autora de um livro junto com a minha parceira, que é a Mariana Muniz, chama o Guia de Marketing de Influência para Pequenos Negócios. Legal! Nós lançamos em outubro de 2024. E eu acho que foi assim o grande projeto da minha vida, porque quando você fala em lançar um livro, quando você decide, vou escrever um livro, você não tem muita noção do que é esse projeto, do desenvolvimento, do que você vai ter que abrir mão, das agruras, das alegrias.
Você não tem noção de nada, você só sabe que você quer escrever um livro. Então foi, a gente demorou em torno ali de uns 2 anos, 2 anos e pouquinho para escrever o livro, escrevendo assim em parceria, viu, Sérgio? 2 anos escrevendo em parceria, a gente dividiu em capítulos. Então foi muita pesquisa, foi muito estudo, foi muita, enfim, foram muitos dias, né, dedicados. E eu acho que esse foi realmente o grande projeto, e o lançar o livro Foi, eu acho que foi o ápice assim para gente, sabe?
Tá lá na livraria. A gente optou em fazer um lançamento físico, né, dentro de uma livraria. E aí na noite foi, gente, estamos aqui, estamos lançando um livro, né? Então foi muito bacana. Eu acho que esse é o grande projeto.
Que legal, que coisa boa, muito bom, excelente. Agora vamos pensar o seguinte, se você tivesse que falar alguma coisa para aquelas Aquela Silmara com 25 anos de idade, recém-formada, o que que você falaria para ela?
Minha filha, se prepare. Não, mas eu acho que, eu acho que eu falaria isso também, mas eu acho que, eu acho que eu falaria para ela ser menos arbitrária consigo mesma. Menos, não se cobre tanto, faça o melhor, mas faça o possível dentro daquilo que você tem. E talvez eu dissesse para ela, Sérgio, não demorar tanto para fazer certas coisas na vida, porque quando a gente tá vivendo uma fase, a gente toma decisões baseadas no repertório que a gente tem naquele momento, nas ferramentas e no repertório que você tem naquele momento, né?
Então muitas vezes o seu olhar ele não tá ainda aberto para você tomar uma decisão que de repente seria melhor, e aí você toma outra, mas é baseado no que você tá vivendo. Então eu acho que eu falaria isso, né? Olha, calma, né? Olhe melhor, veja o que você tem de ferramenta a mais Não demore tanto para tomar algumas decisões, porque lá na frente vai fazer diferença. E isso não só em relação às questões profissionais, né? Não demore tanto para sair de um emprego que não tá te dando um retorno bacana, onde você não tem resultado.
Não demore tanto para sair de um relacionamento que tá sendo péssimo para vocês dois. Não demore tanto para fazer uma viagem que você tá sonhando. Não demore tanto para um, para ter um projeto paralelo o que você consiga levar. Então eu acho que eu diria isso para ela.
Que bacana! E nós estávamos conversando aqui antes de iniciarmos a gravação, e a gente falou sobre questões aí de gurus, que hoje tem essa gurulândia, a internet trouxe esses influencers que às vezes não leram nenhum livro e já dão aula, que é um efeito É o efeito Dunning-Kruger, na verdade, né, um viés cognitivo. É que tem pessoas muito poderosas na fala, só que muito rasas na entrega. Tem aquelas pessoas que são muito poderosas na entrega e muito rasas na fala porque não conseguem se expressar.
E aí você falou que teu irmão é um que te influenciou, que te inspirou, na verdade. Você teve mais alguém assim que foi uma pessoa meio que um mentor, um até mesmo um coach na sua carreira?
Eu tive, eu vou separar essa resposta em dois momentos. Eu tive um mentor formal, mas isso foi muito recente, que me ajudou muito aqui na empresa onde eu trabalho, e isso foi há uns 2 anos atrás. Eu apanhei tanto Sérgio, mas tanto! Só que eu aproveitei para caramba e isso me gerou frutos depois. Então eu tive um mentor formal. Agora, durante toda a minha carreira e a minha vida, eu tive outras pessoas que não foram mentores, que não foram coaches, que não foram pessoas institucionalizadas na minha vida, mas elas foram inspiração para mim.
E eu tive uma que, aliás, é minha amiga até hoje, né, uma professora. Ela me deu aula na faculdade, depois eu fui trabalhar com ela, e hoje toda vez que eu vou para Campo Grande eu vou tomar um café com ela. E ela me inspirou muito porque ela é uma mulher assim extremamente dinâmica, extremamente do movimento, né? Ela nunca fica parada. E eu lembro que quando eu comecei a faculdade, eu sempre tive muita facilidade para falar em público, né, para me comunicar.
E quando eu comecei a faculdade, a gente tinha que fazer aquelas apresentações de capítulos de livros, tal. E eu fui fazer uma apresentação e ela falou assim para mim, ah, você agora vai fazer todas as apresentações do livro X. Tá bom. E nisso eu fui começando a reparar um pouco mais nela. Então ela era muito assim, e ela era o tipo daquela mulher, acho que até meio clichê eu falar isso, mas aquela mulher batalhadora para caramba, e ela ia atrás do resultado, ela fazia, e ela tinha uma história de vida muito complicada, uma história familiar muito complicada.
Então ela sempre foi uma inspiração para mim. E ao longo da minha carreira tinha, tenho outras inspirações. Eu tive uma chefe, Sérgio, foi o meu primeiro emprego formal, meu primeiro emprego CLT, né, como a gente fala hoje. Era uma empresa de eventos, de organização de eventos, e a dona dessa empresa, né, que era minha chefe, era uma mulher muito conhecida na cidade, um sobrenome muito conhecido. E a gente foi fazer um evento uma vez numa cidade próxima ali, que é Corumbá.
Próxima não, né, mas uma cidade ali no Mato Grosso do Sul. A gente foi fazer um congresso lá e eu lembro que ela me encontrou assim no meio do congresso, perguntou onde eu tava. Eu falei assim, ah, eu tava na sala tal arrumando as cadeiras tais. Ela olhou para mim, ela falou assim, Silmara, eu não preciso do seu braço, eu preciso da sua cabeça. Só que aquilo me mexeu tanto comigo, eu guardo isso até hoje, né? Então o que ela quis dizer para mim foi assim, olha, me ajuda a pensar em como eu vou resolver isso, aquilo, aquilo outro, tal.
Enfim, a gente desenrolou a conversa e eu na época eu tinha acho que 20, 21 anos. Então nunca mais esqueci aquilo.
Que coisa boa!
É, então assim, são várias pessoas, né, que— mas mentor mesmo formal eu tive um, e recentemente.
E que às vezes é legal isso, e às vezes a gente não vê a importância dessas pessoas nas nossas vidas, né, num sentido assim, ah, tem que ser formal. Não, pode ser informal também. E até mesmo um livro às vezes é o nosso mentor. Eu até tava ontem escutando um trecho de um corte que eu concordei muito com o carnal, e ele falava sobre o livro Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, de 1936, do Dale Carnegie.
Isso.
E ele fala o seguinte, assim, ele fala um pouco mal, e eu concordo com ele, no sentido que a gente quer milagres, a gente quer fórmulas mágicas, e que esse livro virou a na boca, né, a fórmula mágica, faça isso que vai dar tudo certo na sua vida. E eu acho que a gente tem que ter maturidade para ler o livro. Eu fiz curso já do Dale Carnegie, é essencial aquilo, só que a vida é muito mais do que 3 regras para isso, 4 formas. E hoje se vende isso.
E quando você fala aqui do seu livro, principalmente, né, o Guia de Marketing de Influência para Pequenos Negócios, né, Ele fala muito sobre isso, né? As pessoas acham que tem mágica. E como a gente tava conversando aqui nos bastidores, da mesma forma que essa pessoa muito bem colocada no mercado brasileiro faz um errinho ali justamente por não saber se posicionar sem precisar. Então é isso, né? Quando a gente olha para as pessoas, e eu acho que o brasileiro tem uma questão de querer muito salvador da pátria para tudo, né?
E não é assim que funciona. É muita relação, até o coaching é isso, a mentoria é isso, a consultoria é isso. É a gente seguir algumas coisas, mas sempre como mais ou menos um eletrocardiograma, tem altos e baixos para tudo, e não existe fórmula mágica.
Se existisse, seria uma maravilha, né? Eu falo bastante isso para os meus clientes também. Eu atendo muitos clientes, atendo pequenos negócios, e justamente nessa área de marketing, e muitos querem aquela receitinha padrão. Eu falo, Eu também quero a receitinha padrão. Se eu descobrir, eu compartilho com vocês, mas não existe, entendeu? Existe o quê? Existe trabalho, existe estudo, né? Existe visão de mercado, existe entendimento do cliente.
É isso que existe. E eu acho, até voltando um pouquinho no que você falou aqui no começo da sua fala, o mentor, o profissional, o coach, ele também não vai resolver a sua vida, né? O terapeuta não vai resolver a sua vida. Quem resolve a sua vida é você. E às vezes nem você resolve sua vida, porque tem uma série de fatores externos que você às vezes não dá conta. As coisas acontecem, chove, né, cai uma tempestade, sei lá, bate o carro, não sei.
Tem muitos fatores, né? Então eu acho que essa questão da gente despejar, seja no mentor, seja no coach, seja em qualquer profissional, todas as nossas esperanças, a nossa ficha, é um erro muito grande, né? E é isso que às vezes eu vejo também como um grande equívoco das pessoas colocarem todas as suas fichas em profissionais ou em prestadores de serviço que estão ali para serem meios e não fim. Então É a gente quebrando, né, Sérgio? Quebrando.
É isso aí, é muito legal. E a gente vive num mundo onde as pessoas parece que querem apenas a fórmula, 3 passos para isso, 10 passos, e isso vai resolver tudo. E não vai, e não vai. Nós esperamos até um presidente que resolva os problemas em 4 anos e não vai acontecer.
E não vai, nenhum vai, né? Independente, acho que, de partido, nenhum vai resolver, entendeu? É você, é você resolvendo. A sua vida, você procurando resolver sua vida, seu negócio, sua empresa, resolver com seu cliente e movimentar independente de qualquer coisa.
Se a gente vai ganhar o Excel ou não, é verdade, não pode colocar só na mão do Eduardo, por exemplo, não é um só, é o time, né?
Então eu acho que a gente precisa, mas isso eu vejo também muito como uma questão de maturidade da nossa parte, entendeu? É de mentalidade, de maturidade da gente entender realmente o que nos cabe.
É isso aí, é isso aí. E é interessante isso quando a gente olha para nossa vida, olha para nossa cultura, a cultura do brasileiro, né, que vai deixando às vezes mais solto em relação a outros países onde as pessoas olham para elas de forma diferente, se conhecem melhor, entende o contexto, sabe limpar o seu jardim também, né, sabe cuidar dele para que não precise só do outro, né? Ou seja, junto com o outro vai ser legal. Então é por isso que até abordei esse aspecto, porque trabalha tudo aqui essa questão de influência também.
Sim, com certeza.
Muito bom, excelente. E o que que te faz feliz?
Muitas coisas me fazem feliz. Eu acho que tá em casa me faz feliz. Estar em casa com a minha cachorra me faz feliz. Estar no trabalho me faz feliz. Eu tenho hoje, isso também parece um pouco de clichê, mas não é, eu juro para você que não é, Sérgio. Parece clichê e eu tenho um certo ranço de algumas palavras que são muito usadas agora, Mas é porque elas foram banalizadas, não é porque elas perderam sentido, é porque elas foram banalizadas e a gente foi usando de uma forma assim muito superficial.
Propósito é uma delas, né? Ah, encontrar seu propósito. Que propósito, meu Deus do céu! Mas o sentido da palavra não é, não deve ser superficializado. E se tem uma coisa que me deixa bem feliz é o trabalho que eu faço hoje, porque eu encontro propósito nele. Então quando um cliente manda um WhatsApp para mim, fala: olha, eu adorei a sua palestra, eu já comecei a implementar, olha, eu fiz isso, isso me deixa feliz. E aí a gente sabe que trabalho tem as agruras também, né, Sérgio?
Não, eu não romantizo nada, mas eu entendo que é isso que faz sentido E aí isso me deixa feliz. Agora é o que eu falei, tá na minha casa, né, com minha cachorra, assistir um filme. Esse final de semana eu falei assim, nossa, eu vou fazer as coisas da casa e eu vou assistir o máximo de filme que eu puder, porque eu amo assistir filme, né?
Que delícia!
E aí assisti 2 filmes no sábado e 1 no domingo, aí Felicíssimo! Para mim foi o final de semana perfeito.
Que legal, que coisa boa! Então é muito bom, né?
Essas pequenas coisas me deixam feliz. Minhas sobrinhas, né, estar com as minhas sobrinhas me deixa feliz. Acho que essas coisas simples mesmo, né, que a gente não, às vezes não olha muito. E as coisas grandiosas também, né, as conquistas, andar de carro, comprar uma casa, pôr um ar-condicionado no— essas coisas também são conquistas. Eu acho que a gente tem que valorizar são coisas que deixam, me deixam feliz também.
E que bom que você tocou nesse ponto aí das frases, né, e das palavras, na verdade. E propósito, de fato, há uns 5, 6 anos eu escutei uma psicóloga falando sobre isso, sobre propósito, e ela falou: mas a gente não tem um propósito só. Eu falei: é isso. Porque assim, na minha primeira formação de coach, mais de 10 anos, tinha lá: descubra seu propósito. É até a ferramenta que eu não uso. Eu usei no começo, depois falei: não, isso aqui não faz sentido para mim.
E não faz sentido eu passar para os meus clientes, nem para os meus mentorados, nem para os coaches. E faz sentido o quê? A gente olhar para a nossa vida como um todo e qual o propósito. Você tem um propósito com a sua filhota pet aí, né? É um propósito com ela. Com a sua saúde é outro, com o trabalho é outro, escrever o teu livro é outro, ajudar outras empresas é outro propósito. Então esse é o bacana da coisa, a gente tem vários propósitos.
E apesar de ter virado clichê, eu acho que é isso, né? É como assim, outras palavras, né? Silência, essas coisas, aquelas coisas assim, as palavras dos gurus. Infelizmente, porque são palavras que efetivamente é importante a gente ter e usá-las no sentido de, poxa, é a nossa vida, gente.
Mas eu sou super a favor de resgatar, sabe, o significado dessas palavras, né, da gente sair da superficialidade e entender o que realmente isso significa, né, seja resiliência, seja propósito, seja intencionalidade, enfim. Eu até esses dias até escrevi um artigo no meu LinkedIn sobre isso, né, sobre essa palavra intencionalidade e o que eu tava fazendo em relação a isso. Eu acho que a gente vai perdendo, a gente vai automatizando as coisas, vai mecanizando muitas coisas e vai perdendo o sentido que essas coisas têm.
Eu acho que isso acontece com essas palavras. E eu concordo também, eu acho que você, eu acho que seria muito reducionista para o ser humano ter um propósito. Um só.
É isso.
Então, como ser humano, nossa, eu posso tantas coisas, né? Eu tenho tantas possibilidades, né? Eu não sou uma possibilidade, eu sou possibilidades no trabalho, na casa, na família, enfim.
Muito legal. E isso acho que conecta muito com o título do seu livro aí também, né? Como você consegue influenciar esses clientes.
É esse, o livro foi uma O livro foi um projeto muito engraçado. Se você me permitir, eu vou contar rapidinho aqui. Eu tenho uma amiga que ela é escritora, ela é uma escritora local aqui, e ela trabalha com mentorias, com consultorias para escritores independentes. E eu sabia que ela era escritora, mas eu não sabia dessa parte da mentoria. Fui tomar um café com ela um dia, bater um papo tal, e surgiu esse assunto. E aí, nossa, eu queria escrever o livro.
Ela falou, vamos escrever um livro. E eu levei a sério o negócio, né? E aí eu chamei a minha amiga, uma outra amiga, né, que é a Mariana, que é autora também. Falei, Mari, vamos escrever um livro desse jeito? Mas vamos, vamos escrever um livro, né? A Mari também, ela é conteudista também, foi conteudista aqui da USP, dos cursos de de pós-graduação. Então a gente resolveu escrever, mas sobre o quê? Naquela época a gente tava vendo muito essa ascensão desse tema que é o marketing de influência, os influenciadores digitais, tava assim num nível muito forte, mas ainda não tinha muita literatura a respeito.
Hoje tem mais e a gente escolheu esse tema. Como a minha expertise tava muito voltada para pequenos negócios, vamos falar mais direcionado para pequenos negócios, porque não tem nessa área, né, tem pouca literatura também direcionada para eles. Então surgiu assim, a gente começou, e aí a gente contratou essa minha amiga escritora para ser a nossa mentora literária. Então ela nos ajudou em toda a produção do do livro. E então foi assim que aconteceu.
Eu gosto de contar essa história porque era um projeto que a gente não tinha assim em mente, não era um sonho, foi se consolidando um sonho, né? Não era um sonho no começo, mas virou um sonho. E aí, e eu acho que é legal a gente falar isso também, porque às vezes as pessoas me perguntam assim: qual que é teu sonho? Fico: nossa, eu acho que a gente pode descobrindo as coisas, Sérgio, né? Eu acho que você não precisa, você não nasce já com as coisas prontas dentro de você, mas as coisas vão surgindo, né?
Então, é, eu acho que é muito bacana também a gente descobrindo que a gente tem um sonho que a gente nem sabia qual era.
Concordo contigo, porque a vida é tão dinâmica. Vamos fazendo isso. Olha que bacana! Acredito que vai inspirar muita gente a repensar também aqui a sua carreira, a sua vida, suas possibilidades. Muito bom. Estamos chegando ao finalzinho do episódio e tem, antes da gente terminar, eu queria saber duas coisas. Como você se atualiza? Hoje em dia a gente tem tanta informação, então tem algumas formas, né? Algum livro que você queira deixar como indicação também, além do seu, obviamente, aqui na descrição desse episódio.
E por favor, vamos lá, depois vejo esse livro aí, comprem e vamos ler, e depois comentem, né? Sem dúvida alguma. E como as pessoas te encontram? Quais são as tuas redes principais?
Eu uso muito rede social para me atualizar, mas dependendo assim da rede social eu busco canais mais oficiais, canais mais confiáveis. Então tem muitos portais de marketing que eu uso, e eu uso muito LinkedIn também. Então o LinkedIn, ele é para mim a minha principal rede hoje. E assim, pessoas, né, influenciadores também que eu sigo, mas eu sigo muito influenciador de nicho, são aqueles influenciadores especialistas em alguns assuntos.
Então acabo me atualizando dessa forma também. Tem um livro que eu quero deixar, eu li recentemente, e esse é um livro que eu acho que serve para tudo, serve para nossa vida, serve para nossa profissão também, que é um livro do do Luiz Serafim, chama Manual de Criatividade para Você Mudar o Mundo ou Apenas o Seu Jardim.
Olha isso!
E eu li agora um mês atrás, é um livro super fácil de ler, e eu assim fiquei muito incomodada, mas um incômodo bom, porque o Serafim ele escreveu um livro de uma forma que ele traz questionamentos para você Ele, ele te dá uns tapas, mas de uma forma muito gentil, sabe? De uma forma muito— ele não passa pano para você, mas é de uma forma muito cuidadosa. Então ele questiona os seus movimentos. Poxa, o que que você tá fazendo para ser mais criativo, né?
Então ele fala muito de repertório, né? Como que você constrói seu repertório social, seu repertório profissional, seu repertório emocional. Porque tudo isso é insumo para criatividade. E criatividade é uma das habilidades que a gente mais vai precisar desenvolver e valorizar hoje, principalmente em tempos de inteligência artificial. Então as habilidades humanas, elas vão começar a ter muito valor agora, e inclusive vão ser base para contratação de profissionais, né, nesse mundo louco aí que a gente tá vendo inteligência artificial.
Graças a Deus que tem, mas também, opa, pera lá, né, vamos Vamos ver, vamos com cuidado.
Eu vejo inteligência artificial como um carro, ela é um meio de nos transportar para alguns lugares, para facilitar nossa vida, não pode ser um fim.
Então esse livro dele assim eu gostei bastante e me deu aquela chacoalhada, sabe? Poxa, o que que eu tô fazendo para aumentar o meu repertório, para melhorar o meu repertório e desenvolver minha criatividade? Então foi muito bacana assim, uma leitura que é super rápida e eu recomendo também. O meu livro é O Guia de Marketing de Influência, também recomendo.
Por favor, com certeza, vamos deixar o link aqui para as pessoas comprarem também.
Sim, mas tá disponível na Amazon também.
Ótimo.
E as pessoas me encontram tanto no LinkedIn, Silmara Regina de Souza, quanto no próprio Instagram. O meu arroba é @sildomarketing, super facinho. CEO do marketing.
Excelente! E eu agradeço a sua gentileza aqui, agradeço também ao Nivaldo que te indicou para vir aqui. Você já deve ter indicado alguém também, eu não sei se eu tenho que ver lá depois nos documentos. Então, Silmara, foi um super prazer. Tenho certeza que desse nosso bate-papo, dessa entrevista, vai sair muita inspiração para profissionais aqui que queiram ser melhores. E queiram ter uma vida mais gostosa de ser vivida, né?
É isso, eu acho. Eu fico muito feliz, muito satisfeita com o bate-papo. Agradeço mais uma vez o convite aí e espero que o pessoal realmente se inspire e viva uma vida mais gostosa.
Excelente! Então hoje falamos com Silmara Regina de Souza aqui no CoachCast. Muito obrigado, Silmara!
Obrigada, gente!