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Lições para uma vida mais feliz - Carolina Ovalle

11 de maio de 202633min
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COACHcast | Lições reais de carreira, liderança e negóciosNeste episódio do COACHcast, converso com Carolina Ovalle, psicóloga há mais de 14 anos, especializada em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), neurociências, psicologia positiva e mindfulness.Carol também possui formação em felicidade por Harvard e é agente de bem-estar pela World Happiness Academy, com um propósito claro: ajudar pessoas a construírem uma vida que realmente valha a pena ser vivida.Ao longo da conversa, exploramos um tema essencial — e muitas vezes negligenciado na correria do dia a dia:👉 como construir uma vida mais feliz.Falamos sobre escolhas, consciência, padrões de pensamento, emoções e os caminhos práticos para sair do automático e viver com mais intenção, equilíbrio e significado.Uma conversa profunda, acessível e necessária para quem busca não apenas resultados, mas uma vida com mais sentido.Grandes resultados começam com grandes conversas.Rede da convidada:Instagramhttps://www.instagram.com/carolovalle.psi/📲 Entre para a Comunidade COACHcasthttps://bit.ly/coachcast_vip👍 Apoie o canalInscreva-se e compartilhe.

Participantes neste episódio2
S

Sérgio Ocker

HostIdealizador do podcast
C

Carolina Ovalle

ConvidadoPsicóloga
Assuntos5
  • Felicidade e propósitoFelicidade como construção diária · Percepção subjetiva de bem-estar · Emoções positivas e propósito · Saúde física e mental interligadas · Práticas simples de bem-estar · Harvard e o estudo da felicidade · Tal Ben-Sahar · Arthur Brooks
  • Construindo a vida que você desejaPsicologia positiva · Neurociências · Mindfulness · Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) · Autoconhecimento · Saúde mental
  • Importância dos relacionamentos humanosInteração superficial das redes sociais · Fast food da interação · Vulnerabilidade em interações · Resiliência do povo brasileiro
  • Decisões de Carreira e VidaPsicologia como vocação · TDAH e dificuldades escolares · Qualidade de vida e família · Propósito de vida · Múltiplos propósitos
  • Empoderamento FemininoStart Me Now · Postura e comunicação · Composê visual (maquiagem, vestimenta) · Saúde mental, autoestima e confiança · Mulheres estendendo tapetes umas às outras
Transcrição91 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Coachcast no ar, seja bem-vinda, seja bem-vindo a mais um episódio com uma pessoa incrível que logo mais você vai saber quem é. E eu sou Sérgio Ocker, idealizador desse podcast desde janeiro de 2020. Então, se você ainda não segue no Spotify, também não está inscrito no canal lá no YouTube ou nas outras...

plataformas, por favor, vai lá, se inscreva, acione o sininho lá para receber, porque toda segunda-feira, 7h45 da manhã, tem um episódio novo que vai te inspirar, vai te deixar, com certeza, muito melhor na sua carreira e na sua vida, porque tem histórias incríveis aqui, como é o caso hoje dessa querida pessoa aqui, que tem o privilégio, tive o privilégio de estar com ela presencialmente já.

E a gente é agente de bem-estar e felicidade também pela World Happiness Academy e da Fair Jobs, do nosso querido Fernando Brancaccio e do Charles. Então, Carolina Ovalle, seja muito bem-vinda. Prazer estar aqui contigo.

É um prazer estar com você, muito gostoso estarmos aqui oficialmente online, gravando, a gente já teve muita troca pessoalmente em outros projetos, foi muito legal aprender com você, conhecer uma pessoa como você, a gente já troca figurinha, já se indica, eu gosto muito disso. Eu acho que tem que bater o santo, às vezes a pessoa tem um currículo...

incrível mas você não se identifica com a pessoa fica difícil de você recomendar ela ali mas não teve problema no nosso caso nós já nos emocionamos a gente já riu a gente já queria embora se chorou né quase chorou o olho lacrimejou né foi muito especial para muito legal

ter te conhecido nessa formação pela World Happiness, somos agentes de felicidade, hoje é o dia da felicidade, então eu estou muito feliz de estar aqui com você hoje, um outro agente de felicidade, com a proposta de compartilhar minha história e principalmente de falar sobre felicidade, que eu falo todo dia no meu Instagram.

Que bacana. E a gente está gravando hoje no Dia Internacional da Felicidade, 20 de março de 2026. Eu não sei que dia vai ao ar esse episódio, mas assim, que fique registrado isso, que hoje é o Dia Internacional da Felicidade. E, afinal de contas, o que a gente busca é felicidade, é ser feliz, Carol. E quem é Carol Ovale?

Carol Valle é uma psicóloga clínica, eu tenho 37 anos, sou casada, sou mãe da Bia, e eu sou uma apaixonada pela psicologia, neurociências e a felicidade. Além das pessoas, né, eu acho que eu fui muito para a área da felicidade, não é à toa, não fiz a formação à toa, eu gosto muito do tema, e eu fui buscar muito o tema, Sérgio, por conta da minha experiência clínica mesmo.

Assim como eu acredito que a medicina clássica, o médico se formava para tratar doenças, o psicólogo também, antigamente, se formava para tratar transtornos mentais.

Mas eu nunca enxerguei a minha prática como uma pessoa que ia tratar pessoas fora da casinha, antigamente. Porque hoje a gente também tem um outro perfil de pessoas que buscam, né, terapia. Hoje o perfil são pessoas que querem prevenir o adoecimento. Pessoas que querem buscar ter mais saúde mental, emocional, agir de suas emoções, ter o autoconhecimento. Eu acho que o perfil mudou bastante, mas lá...

quando eu me formei em 2012, a ideia era muito de tratar as pessoas que precisavam de ajuda, que estavam ali emocionalmente doentes. E aí eu era muito, eu sou muito rebelde, assim, eu tenho a...

psicologia como formação, eu sou especialista na terapia cognitivo-comportamental, na TCC, então tem todo aquele script, mas a Carol não gosta do script, né, então eu trazia umas coisas de fora, eu gostava de estudar bastante do que se falava fora aqui do Brasil também, e trazia para os pacientes uma visão fora do transtorno, que é muito a ideia da psicologia positiva. A gente tem problemas, todos temos problemas, mas e aí, como que está a sua vida fora desse problema? Se eu tivesse esse problema com a mão assim.

E eu falei, eu vou trazer esse questionamento para os meus pacientes, sabe? Eu falava assim, tá, você tá com uma ansiedade generalizada. Você tem um transtorno de ansiedade generalizada, tá. Se eu tirasse isso de você hoje?

Nossa, você falaria, Carol, como eu estou feliz. E a resposta unânime era não. Não, porque a pessoa foca a vida inteira dela no transtorno, no problema. Ela esquecia de olhar ao redor. Então, eu fui também buscar, eu fui fazer uma pós-graduação da PUC em psicologia positiva, neurociências e mindfulness. E aí eu fiz essa formação que eu acabei ano passado.

para trazer isso com mais embasamento mesmo, como que eu posso ajudar meu paciente a enxergar a vida como um todo, e também trazendo outras práticas, né? Porque o Mindfulness Elite...

Hoje tem práticas que são cientificamente comprovadas e fazem com que a gente se conecte mais com agora, que o nosso maior problema é que a gente está conectado lá na frente o tempo todo e a gente fica lá. Somos o país mais ansioso do mundo, o Brasil está top 1. Nisso a gente fica em primeiro lugar.

Que coisa, eu tenho uma pergunta sobre a tua formação, mas antes eu queria contar até um episódio que a gente passou juntos no curso em novembro de 2025, que foi um exercício lá que a Paulina, que é a diretora da World Happiness Academy, propôs aquele de ficar um minuto olhando um no olho do outro. Gente, isso foi uma das coisas mais assustadoras que já passei na minha vida. Você nunca tinha feito antes? Não.

Eu já tinha passado por esse terror, já. Acho que em outros dois cursos que eu já fiz, é horrível. Foi assustador. E calhou da gente fazer o exercício, a gente estava junto lá nesse dia. Então, isso que, poxa vida, aquilo foi um negócio assim, o que a gente faz? E não tem que fazer nada, na verdade. Depois eu estava refletindo, não tem que fazer nada, fica olhando e acabou.

E como é difícil. Muito difícil. Ainda mais para a gente que gosta de falar, gosta de trocar, você não pode falar nada, você não deve expressar nada com o rosto, só olhar para outra pessoa. E foi quanto tempo? Um minuto? Um minuto, 60 segundos, uma eternidade. Passa muito lento, muito lento. É difícil. Mas foi muito bacana, porque traz uma reflexão e traz um impacto. Então, efetivamente...

não sei o que você acha disso hoje, dos seus pacientes, das suas pacientes, como eles enxergam essa desconexão do digital para estar no mundo real. Isso é estar no mundo real. É sem interferência de fora.

E sem verbalizar nada, a gente já comunica tanto. Então, eu acho que essa proposta de se entregar ali àquele exercício, por isso que é tão difícil, porque a gente tem que ficar extremamente vulnerável, não posso nem ser um personagem, não posso mostrar nada para ninguém, tem que ser um silêncio absoluto e eu ficar olhando no olho da outra pessoa, é muito difícil. E hoje, quando a gente fala da rede social, a gente...

Entende que é uma interação superficial. Parece que a gente tem contato com muitas pessoas, e a gente talvez tenha mesmo, mas é um contato muito superficial. É mandar uma figurinha, é trocar uma coisa, é falar, nossa, adorei sua roupa. Tem até um professor de Harvard, eu fiz o curso de felicidade em Harvard também, fiz em 2014.

E em uma das aulas ele falava isso, ele falava que a rede social, ela é o fast food da interação. Se você está com muita fome, você pode se alimentar daquilo, mas você não vai se nutrir. Eu achei essa logia incrível, porque é a realidade.

Enquanto eu não estiver com a pessoa e conversando ao vivo, e eu acredito que até o online, assim, se a gente faz uma ligação, eu atendo 100% online, meus pacientes são todos online, eu tenho uma interação com eles ali, a gente se olha e tal.

Mas é diferente de quando você está na rede social, porque é uma velocidade muito grande, é uma conversa muito superficial. Você não vai se aprofundar no Instagram, não tem como você fazer isso. Não tem. Então foi se perdendo muito, principalmente na pandemia, porque a gente se isolou, a gente meio que esqueceu como é que isso era bom.

E a gente se acostumou, a gente se acostuma com o problema, a gente se acostuma com aquilo que a gente convive bastante tempo. E para o brasileiro foi algo que adoeceu muito a gente, a nossa população, porque nós somos sociáveis no geral. Nós somos de fazer o churrasquinho no domingo, assim, a bomba está caindo no norte, aqui no sul, a gente continua, não vai ter marcado aniversário, entendeu?

Porque o brasileiro é assim, ele está acostumado, eu falo que o brasileiro é o povo mais resiliente, porque assim, é só bomba que cai aqui e a gente continua a vida, a gente continua sambando, a gente continua dando risada, a gente é o campeão universal de compartilhar figurinha engraçada. Isso porque o brasileiro gosta de rir, a gente gosta, a gente precisa, na verdade, rir, né? Tudo vira meme, né? Tudo vira meme, tudo vira meme. Muito bom. E Carol, por que você escolheu psicologia?

Eu era a palpiteira, sabe a palpiteira na época da escola? Todo mundo vinha pedir conselho, pergunta para a Carol. Ou eu também enfiava minha colher no assunto das pessoas, porque eu também era bem assim, tá? Eu sempre gostei muito de pessoas, muito, muito, muito. Eu sempre tive uma personalidade muito de cuidar das pessoas. Então eu tinha certeza que eu ia trabalhar na área da saúde. Isso é uma coisa que eu sabia. Então assim, a princípio, na minha geração, o top era médico, ser médico.

mas eu tenho um TDAH transcendental genético incrível desde sempre. Eu tirava péssimas notas na escola, eu era aquela pessoa bem burra, assim, crença de burra, assim, top 1, e eu aprendi a passar de ano com a socialização. Amiga daquele que me ajuda no português, eu passava de ano assim porque eu era sempre...

De pessoas, vamos dizer assim. Os professores não tinham coragem de me repetir, sabe? Mais ou menos assim. Era boazinha com eles, tá? É, exato. Mas não era por uma questão de ter bagunceiro e tal. Era uma dificuldade mesmo. Só que naquela época ninguém falava de TDAH. Se eu soubesse, eu teria tido um tratamento. Teria sido bem diferente. Então, eu já entendi aqui.

Podia ser médica, mas seria impossível por esse lado, e pelo lado também da qualidade de vida. Meus pais sempre trabalharam muito, meus pais são autônomos, e eu via trabalhando sábado, domingo, feriados, então meu irmão queria isso para mim. Eu falava, nossa, na minha vida eu não quero isso. E eu sabia que os médicos dedicam a vida para aquilo. Eu sempre quis ser mãe, sempre quis ser a minha família, eu queria ter qualidade de vida. Então isso para mim eu já cortei da lista.

E aí o que me chamou muito para essa vocação foi o fato de sempre todo mundo me procurar para conselho.

Então, eu sempre fui muito racional, assim, sabe? Então, eu não ficava assim, ai, tadinho. Falava pra amiga, meu, levanta aí, bora pra cima. Você vai continuar aí? Então, eu era meio que a coach da turma. Então, eu acho que isso foi despertando em mim. Porque a psicologia na minha geração, como eu te falei, era de pessoas com problemas, era de pessoas... Não era uma profissão valorizada. Então, eu sabia que eu não ia ganhar dinheiro, que eu não ia ser rica.

Assim, olha como foi valorizada hoje em dia a minha profissão, graças a Deus, mas na minha época eu não pretendia ser milionária, eu queria ajudar pessoas a terem saúde mental, sempre foi o meu propósito. Então, assim, lá desde os meus 14 anos eu já queria ser psicóloga, e foi assim. Foi uma coisa que eu decidi e falei, nossa, é isso que eu quero.

E deu certo. Que joia. E faria tudo de novo? Nossa, com certeza, com certeza. Mas eu faria o tratamento do TDAH para ter uma experiência melhor da escola, ter traumas da escola, sabe assim? E hoje é muito interessante, sabe, Sérgio? Porque hoje eu sou viciada em estudar. Hoje eu amo estudar.

Eu adoro. Eu falo que assim, não é que eu gosto de estudar, eu amo aprender. Como eu vou fazer para conseguir isso? Eu vou dar meus pulos. Então eu aprendo que eu sou mais visual, então eu gosto muito de curso, de aula, de vídeo no YouTube, vou assistir o seu podcast, vou aprender coisas dali. Então eu gosto muito dessa parte mais visual. Você fala para mim, quantos livros você leu na vida? Eu vou te falar que bem menos do que você provavelmente vai imaginar.

Então eu fui descobrindo ali o meu caminho para absorver conhecimento e eu sou praticamente viciada nisso, adoro, eu gosto muito, sou curiosa e eu gosto de coisas diferentes também. Eu não estudo só neurociência, só psicologia, eu quero pegar outras áreas para realmente ampliar o repertório, porque hoje nossos problemas são outros, a gente tem lá...

como tratar os transtornos de ansiedade, depressão e tal, mas, cara, se eu ajudar essa pessoa a melhorar a vida dela como um todo, será que ela vai ter uma ansiedade tão alta? Existem outros caminhos para a gente melhorar os sintomas do nosso paciente que não é só tratando o transtorno, sabe?

Muito bom. E você estava falando de TDAH, de TDAH, no caso, ou as duas. Tem um psicólogo que eu entrevistei aqui, eu até estava vendo aqui quando foi. O Zemberg.

ele, salvo engano, ele escreveu um livro sobre a temática. Ele é especialista em logoterapia, do Viktor Frankl. E é muito bacana também. Ele escreveu esse livro justamente porque ele sofria disso, então ele achou que não ia ser nada também na vida. Olha que interessante, né? E ele acredita que tenha mais ou menos a sua idade também. Então é muito interessante como hoje se vê de forma diferente.

Então, a psicologia não é mais pro... Tem gente que ainda... A minha mãe, por exemplo, ela... Eu não sou louca, eu não vou no psiquiatra nem no psicólogo. Não sou louca. Não é pra isso. Às vezes o psiquiatra vai tratar uma insônia até, porque vai ver a causa, depois te manda pra terapia. Mas as pessoas não fazem isso. Sim, sim. Ainda tem, principalmente na geração anterior, esse pensamento. Muitas pessoas ainda têm.

Mas eu percebo uma mudança bastante de público, sabe, Sérgio? Agora, muitos homens buscam. Antigamente era quase zero. Hoje tem muitos homens que buscam. Então, eu fico muito feliz com essa mudança. Porque, independente do porquê que buscam, sabe? A gente fala muito sobre o trabalho. Mas se você está tendo um problema no trabalho, você vai impactar o seu relacionamento amoroso.

Totalmente. E vice-versa. Você teve uma baita briga com a sua mulher hoje de manhã, e você vai trabalhar, cara, você vai estar pensando naquilo, sua atenção vai estar dividida. Então, nós não somos seres tão individuais, assim, nossa, sai daqui, eu fecho a porta, e eu vou, e eu esqueço tudo que tem lá atrás.

não vai tipo a vou deixar o problema com a esposa em casa ou com o marido e agora eu vou para o trabalho vai sim e você sabe Carol que no meu dia a dia assim atendendo aqui mentorados ou em processo de coaching muitas vezes eu identifico eu não sou psicólogo óbvio mas eu identifico algumas coisas sempre pergunto você faz terapia

Ah, não faz? Procura uma terapia que vai te ajudar. Porque aqui o autoconhecimento do coaching é um tipo, é um autoconhecimento mais ferramental. Ou seja, a gente faz um disco e faz uma... Na terapia, você vai ver outras coisas que vão corroborar com o teu crescimento e o teu desenvolvimento. Então, eu sou super fã. Não só por ser casado com uma psicóloga psicanalista que você sabe. É, você tem dentro de casa já esse exemplo. Eu tenho dentro de casa. Isso também, às vezes, é perrengue, tá?

Ela fica te analisando? Não, não, ela já está madura. Já passou dessa fase, né? É, já. Mas o perrengue é porque vem alguns questionamentos, às vezes você olha e fala, eita, e veio, e vem forte, mas é bacana, porque faz a gente, eu acho que quando a gente é provocado, a gente acaba melhorando, de toda forma. Você sabe que eu sou muito direta, daí as minhas irmãs ficam zoando, eu tenho duas irmãs.

E aí elas ficam assim, nossa, isso porque está meditando. Acho que está precisando meditar mais, né? Às vezes eu falo umas, assim, do meu marido falando assim, nossa, você ensina para os seus pacientes o contrário, né? Então, assim, querendo ou não, somos especialistas na área, mas somos seres humanos, a gente também vai ter os perrengues e tal.

Óbvio. E é isso. E aí é uma alta análise diária. É, mas antes de ser psicólogo, você é uma pessoa, é uma mulher e tem um marido. Então, naquele momento, não é psicóloga falando, aí é o ser humano.

Uma coisa é o que você faz profissionalmente, mas não necessariamente tem que o tempo todo ser assim também, não dá, né? Sim, sim, a gente vai passar nossos perrengues, né? Mas, assim, algo que eu levo muito para a minha vida, que eu gosto muito e que é isso que eu compartilho na rede social...

bastante no meu Instagram, é que o que eu ensino eu levo para a minha vida também. Então, fazer essas especializações em neurociência, psicologia positiva, mindfulness, fiz uma especialização em felicidade pela Harvard também, eu levo esses aprendizados para a minha vida pessoal. Então, quando eu vejo que eu estou me perdendo, eu paro e volto, e retomo. Peraí, qual era o meu propósito? Será que eu estou seguindo o que eu queria mesmo?

Às vezes é pontual, às vezes você tem uma programação muito grande naquela semana, e você realmente vai deixar pilares caírem. Faz parte, você sabe disso. Mas, será que eu estou levando isso a muito longo prazo? Então, assim, eu cuido de mim, primeiro? Eu cuido da minha saúde? Eu cuido do meu bem-estar, do meu bem-estar emocional? Porque, para isso, eu vou ser uma mãe melhor. Uma esposa melhor, uma filha melhor, uma amiga melhor. Então, a gente...

Eu trago muito essa conscientização para os pacientes, porque a gente está vivendo um mundo difícil, um momento de vida difícil, caro, desafiador, guerras, instabilidade financeira, econômica no país, tudo isso.

Mas tá, o que eu posso fazer em relação a tudo isso? Pouco, quase nada. Então, eu preciso focar no que eu posso controlar, no que eu posso movimentar. Esse curso que eu fiz sobre a felicidade foi mesmo buscando alguma fonte que me falasse coisas diferentes do cuidar da sua ansiedade, da sua depressão e tal. E foi muito gostoso fazer o curso, porque eles trazem filosofia, eles trazem...

ensinamentos do budismo, mas eles trazem 99% ciência. Então, não é opinião própria. Então, quando eu falo assim, cara, tenta fazer isso, eu falo assim, não é opinião da Carol. É o que a ciência fala que vai te ajudar. Pode tentar, pode ser que não funcione pra você, mas, assim, te garanto que vai mudar alguma coisa. Que legal, Carol, você... Então, eles fazem bastante esses estudos, né? Que é interessante pra gente ter o embasamento. Não é só um achar. Sim.

E eu não sei se você, esse teu curso que você fez, ele foi direto em Harvard com o pessoal lá? Eu fiz online. Tá. Eu fiz online, mas era com o professor americano. O curso é de lá mesmo. Tá. Fiz virtualmente. Deixa eu ver.

Eu tive uma aula, eu estou terminando também um MBA na PUC do Rio Grande do Sul, que é de vendas, negociação e resultado de alta performance. A primeira aula que teve foi com o Tal Ben-Sahar. Maravilhoso, Tal Ben-Sahar. E ele, eu acho que é o idealizador desse curso lá, não é? Um deles, pelo menos. Ele foi pioneiro. Isso, e ele conta que vou dar um curso de felicidade e não vai ter ninguém. Dali a pouco foi o curso mais procurado de Harvard, é isso, né?

Todo mundo quer ser feliz. Todo mundo quer ser feliz. Se você perguntar para a pessoa, o que você quer da sua vida? Eu quero ser feliz, todo mundo quer ser feliz. Só que o que foi interessante é que ele era super intelectual, ele era da área de dados, nada a ver. E ele percebeu que ele era muito infeliz. Aí ele falou, nerd como é, bem nerd, falou assim, não, vou estudar sobre felicidade. O que eu posso saber para ser mais feliz? E aí ele foi...

Enfiar a cabeça nos livros para entender como ele poderia ser mais feliz. E aí depois ele começou a ensinar. Só que assim, a primeira sala dele tinha seis alunos. E depois dois desistiram. Era um negócio mais ou menos assim. É verdade. E hoje é o curso mais procurado. Eu tive um prazer de assistir a palestra dele ao vivo. No online. Que teve em outubro do ano passado aqui em São Paulo. Que legal. Ele participou com um quadro. E assim...

Eu nem consegui anotar porque eu fiquei assim sem piscar, sem piscar. E hoje ele fala muito sobre burnout, ele fala muito sobre saúde no ambiente de trabalho, mas o curso que eu tive foi com o professor Arthur Brooks, ele é um outro professor, lançou livros também, tem livros muito bons, e ele está levando isso adiante também, a sala dele também tem limite, ele...

ele hoje palestra no mundo todo também, e chamava Managing Happiness, é como você gerenciar a felicidade, porque a verdade é que assim, não é um destino ou um mapa, para você chegar na felicidade, você pega essa rua, você vira por aqui, vai por ali, não é.

Então, o curso dele mostra muito como a gente gerenciar a nossa felicidade, porque a felicidade, assim como a nossa saúde física, se a gente fosse pensar assim, não é porque você malhou hoje que você não precisa voltar amanhã. Verdade. Você malhou hoje, você fez sua parte, você ganhou músculo ali, você está com saúde, endorfina, serotonina, tudo de bom, legal. Só que amanhã você tem que ir de novo. Então, a felicidade, ela é isso, ela é uma construção.

de bons hábitos. Então, a felicidade para Harvard, ela é uma percepção de bem-estar individual. Tipo, bem-estar para mim é diferente de você, do que você vai achar. Então, a percepção geral e subjetiva de bem-estar, unindo emoções positivas. Então, a pessoa que, além de conseguir ter emoções positivas, consegue mantê-las.

Porque a gente vai ter estresse no nosso dia, que é a emoção que a gente não quer ter. Mas eu consigo pôr uma música bem alta e proporcionar, buscar de novo assim, bom, pelo menos eu vou ouvir essa música alta e eu vou me agitar aqui, vou ficar melhor. Então, eu consegui, além de ter mais emoções positivas, conseguir manter e descobrir o que me proporciona, unindo ao propósito.

Então, bem-estar subjetivo, emoções positivas e senso de propósito. Por que eu estou aqui? Para que eu sirvo o seu podcast desde 2020?

Ele existe para propagar informação de qualidade, ensinar pessoas, divulgar conhecimento, certo? Não é para você ficar milionário, é para você ensinar pessoas, que é um meio de comunicação, né? Isso tem a ver com o seu propósito. Se não tivesse sentido para você, você não faria. Não faria, porque não é fácil também fazer. Não.

Não é. Dá trabalho. Dá trabalho. Desgasta. Tem que ter uma constância. Não é verdade? Então, a gente precisa entender o que traz propósito para a gente na nossa vida, para a gente poder ter sentido nas coisas. A gente entender por que eu estou fazendo aquilo. Por que eu estou aqui nessa terra? Por que eu vim para esse mundo? E como eu posso servir esse mundo? Que é esse senso de propósito, as pessoas acham que é descobrir a cura para o câncer.

Não, talvez o seu propósito seja acordar todos os dias e preparar um café da manhã para minha família. É por isso que eu acordo todos os dias às seis e meia, por exemplo. Ela tem um propósito de acordar todos os dias às seis e meia para servir a família dela.

Muito bacana. O senso de propósito, ele também é individual e pessoal, e ele pode estar em qualquer âmbito, não necessariamente te traz uma remuneração, e você não tem que surtar, porque você ainda não descobriu o seu propósito. O seu propósito pode ser muito mais simples do que você imagina.

E aí uma coisa que eu ouvi esses tempos Eu não sei a sua opinião sobre isso Eu gostei muito, que a gente não tem um propósito só A gente tem, na roda da vida Você tem várias áreas da tua vida Para cada área é um propósito Eu escutei isso Eu acho que era numa psicóloga lá de Minas Gerais Num podcast uns 5 anos atrás

Eu falei, gente, é isso, né? Porque na formação de coaching, não. Qual que é o teu propósito massivo? Aquilo me incomodava. Quando ela falou aquilo, eu falei, gente, é isso. Então, como você falou, eu tenho esse propósito de sair da cama todo dia porque eu quero estar com a minha família, quero fazer o café.

para a família estar ali naquele momento. E depois, né? Então você tem o teu propósito com o teu corpo, com a tua saúde mental, com a tua espiritualidade, com o teu trabalho, vários propósitos. E aproveitando, cara, agora lembrei de uma coisa, você falou aí de Harvard, tem o livro O Jeito Harvard de Ser Feliz, e o mês passado, em março...

Eu fui até a gente conversou. Em fevereiro? Fui mês passado. Esse aqui vai em abril, lembra? E é março. Sim, sim. Não tem problema, não. Está divertido aqui. Juntamos as duas coisas. A realidade tem que ser aqui.

E aí, eu fui, lembra que eu te falei que eu fui na Dux, na Dux, que é uma empresa sensacional, que eles têm whey protein, bem bacana, estou fazendo um merchan para eles aqui, depois eu vou falar lá para a Isabela, que é uma querida também, estive lá com a diretora deles, com as coordenadoras, pessoal super querido, mas a Isabela Lorizola é sensacional e me levou lá para fazer um workshop.

E eu vi na mesa, quando o pessoal chegou na sala, que eles estavam com esse livro, O Jeito Rava de Ser Feliz. E conectou muito com o que eu fui falar. Eu fui falar sobre valor. Sobre valor das coisas e o valor tanto do trabalho quanto dos teus valores pessoais. E foi uma conexão sensacional com isso. Então, deixo meu abraço para todos eles lá. E já falando porque eles trabalham com saúde também, a saúde física.

Porque quanto melhor você estiver com a sua saúde física, melhor também para a sua saúde mental. Porque o exercício você sabe. Não está desligado um do outro. Não tem como. Não existe saúde mental sem ter saúde física. E não existe saúde física sem ter saúde mental. Porque elas estão interligadas e elas se complementam. Então, às vezes, a gente gosta de falar também, se você está com muita dificuldade de melhorar a sua saúde mental, foca no corpo.

trabalhe a sua saúde física, porque você consequentemente vai ter mais recursos para melhorar a sua saúde mental. Às vezes está difícil, você não consegue sair dali. Vai trabalhar o corpo, porque está totalmente unificado. Eu falo sempre corpo forte, mente forte. Corpo fraco, mente fraca. Não tem como desligar esses dois fatores.

E nitidamente, provavelmente, você deve ter um monte de paciente que às vezes chegam meio abalados, assim, e aí você, no teu dia a dia, você também faz essas dicas de estar cuidando do corpo. Como é que funciona isso?

Eu mostro muito o que eu levo para a vida, o que eu ensino. Eu gosto muito de trazer isso, porque eu não estaria sendo coerente com a minha prática se eu fosse uma pessoa que não tivesse saúde. Mas, antes de tudo, eu tento trazer para o paciente uma visão do que ele pode fazer pela vida dele. Porque o que funciona para mim, funciona só para mim. Não necessariamente a minha rotina, o que eu faço no meu dia a dia vai servir para ele. E muitas vezes não serve para quase ninguém.

Então, em terapia, eu gosto muito de entender qual é a rotina desse paciente, quais são as prioridades desse paciente, como ele pode encaixar no dia a dia dele essa prática de atividade física. Ou, às vezes, a prática de atividade física fica para o fim de semana, porque ele não consegue for na semana, mas durante a semana a gente faz uma proposta de parar cinco minutos e respirar.

fazer uma prática de mindfulness na cadeira do escritório mesmo, não precisa nem sair. Eu falo que é de graça, ninguém vai ver, ninguém vai achar que você está esquisitão, você está no chão. Você vai só fechar os seus olhos e você vai se concentrar na respiração dia pragmática, uma respiração que a gente...

foca no diafragma e é uma respiração que ajuda o nosso cérebro a entender que está tudo bem, eu estou seguro. E isso eu vou acalmando o meu sistema, que vive num estresse crônico, numa correria, até num adoecimento crônico. Nada começa do dia para a noite, ninguém tem um burnout do dia para a noite.

Mas se eu entender sobre isso e eu conseguir implementar práticas simples no meu dia a dia, eu vou ter uma vida no trabalho melhor. Talvez eu não mude o meu chefe, talvez eu não mude todo o sistema lá, mas eu consiga mudar a minha percepção sobre aquele cenário. Não vou olhar aquilo como...

um pesadelo. Então, como nós somos responsáveis pela nossa vida, pela nossa própria felicidade, nós somos responsáveis pelas nossas escolhas, às vezes muitas pessoas falam, ah, muda de emprego. Para aquela pessoa talvez não seja uma opção hoje. Mas como que eu posso mudar a minha percepção sobre o meu emprego hoje? Essa é a pergunta.

Muito bom, Carol. Estou pegando um corte aqui para a gente postar. Depois eu te mando esse imediato para postar hoje mesmo, antes que vá ao ar esse episódio. Gostei. E foi incrível estar contigo aqui. O nosso propósito foi claramente cumprido, porque a gente queria falar sobre lições para uma vida feliz. E você trouxe aqui várias dicas, várias sugestões. Várias dicas.

Sensacional, Carol. A sua história é incrível, inspiradora. E como as pessoas entram em contato contigo para te contratar, para te seguir. Legal. No meu Instagram é arroba carol com c ovale, o-v-a-l-l-e é ovale com dois l's ponto pci. Esse é o meu Instagram pessoal. E eu também quero convidar vocês a seguirem o Instagram da Start Me Now.

que é a minha empresa, com mais duas sócias, onde nós ensinamos as mulheres a se posicionarem como uma autoridade. Então a gente trabalha em três pontos, eu tenho duas sócias. A Bia fala sobre postura e comunicação, como eu me expressar verbalmente, e a minha postura, o meu posicionamento. A Karen, que é maquiadora e visagista, fala sobre o nosso composê visual, maquiagem, vestimento, cabelo.

E eu entro com a parte de saúde mental, autoestima, confiança. Então a gente criou essa empresa para ajudar as mulheres a se desenvolverem para serem vistas como gostariam. Então a gente faz esse trabalho triplo aí e chama Start Me Now. A gente trabalha tanto com mentoria individual, consultoria individual, como palestras.

A gente tem hoje uma comunidade com várias mulheres que já se encontraram, já se desenvolveram, e hoje a gente incentiva outras mulheres. Em um mundo que eu falo, Sérgio, onde é tão competitivo, onde as mulheres puxam o tapete umas das outras, nós queremos ser aquelas que estendem. Então é um convite para vocês seguirem também, é arroba smn.

de Start Me Now. Então, smn.startme now. Vocês vão encontrar também na minha bio. Se ficar muito difícil, na bio da Carol tem lá só para clicar. Ótimo. E ter um pouquinho do nosso trabalho também. A gente vai gostar muito de ajudar vocês. Tá bom? Obrigada pelo convite, viu?

Poxa, foi uma honra, né? Esse convite já fazia tempo que estava no ar, né? E que bom que deu certo agora, né? Fiquei muito feliz. Deu na hora certa, no dia da felicidade. Não podia ter a mesma hora. Coincidência isso, eu nem sabia, assim, que ia calhar de ser nesse dia da felicidade que a gente gravou. E, por favor, quem está aqui nos acompanhando, vai lá, segue a Carol, segue a empresa dela, contrate, com certeza, contratar a sua empresa vai fazer uma diferença na vida das pessoas e das mulheres, né?

que precisam se mostrar cada vez mais, né? Do jeito que são mesmo, né? Sim, sim. Muito legal. Prazer, viu? Maravilha, Carol. Muito obrigado. Tudo de bom. Você também. Tchau.