Direto ao Ponto - 04/05/2026 | Sergio Moro
No Direto ao Ponto desta segunda-feira (04), Bruno Pinheiro entrevista o senador Sergio Moro e ex-juiz da Operação Lava Jato.
Durante a conversa, ele analisa o cenário político nacional, comenta decisões recentes do Judiciário e discute temas centrais da agenda brasileira, como combate à corrupção, segurança pública e as articulações para as eleições de 2026.
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- Estratégia contra crime e corrupçãoPercepção de insegurança e crime organizado · Estratégias para reduzir a criminalidade no Paraná · Experiência como Ministro da Justiça e Segurança Pública · Combate ao PCC e isolamento de lideranças · Agência estadual anticorrupção
- Operação Lava JatoAnulação de condenações e reviravolta política · Críticas ao governo Lula e ao PT · Caso Banco Master e suspeitas no STF · Luta permanente contra a corrupção
- EleiçõesAnálise do governo Lula e PT · Articulações para as eleições de 2026 · Comparativo entre Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro · Propostas para o futuro do país
- Sérgio MoroReaproximação com a família Bolsonaro · Alianças políticas e divergências passadas · Pré-candidatura ao governo do Paraná · Crescimento do PL na Assembleia Legislativa
- Supremo Tribunal FederalCríticas ao STF e excessos de decisões · Necessidade de autocontenção e código de conduta · Indicação de Jorge Messias para o STF · Descriminalização das drogas e Marco Temporal · Delação premiada e sua limitação
- Agricultura BrasilImportância do agronegócio para o Paraná · Dificuldades com insumos e juros altos · Propostas para microcrédito e financiamento rural · Dependência de insumos internacionais
- PrivatizaçõesVisão liberal da economia e iniciativa privada · Debate sobre a privatização da Sanepar · Garantia de serviço público de qualidade
- Poder LegislativoIndependência do Senado em relação ao Executivo · Composição política e alianças para gestão
Direto ao ponto.
Olá, muito boa noite, seja bem-vindo, seja bem-vinda, que honra estarmos juntos a partir de agora, mais uma edição do Direto ao Ponto aqui na Jovem Pan. E você nos acompanha nas redes sociais, no aplicativo da Jovem Pan, na rede de rádio Jovem Pan, na TV aberta também. A partir de agora a gente vai conversar muito. O nosso convidado de hoje a gente recebe aqui no Direto ao Ponto um personagem muito marcante da história, da política brasileira.
Nesses últimos anos, e também que deve disputar o governo do estado do Paraná, ele foi ministro da Justiça, mas ganhou notoriedade nacional como juiz da Operação Lava Jato, Sérgio Fernando Moro. Sérgio Moro, que bom receber o senhor aqui, senador. Tudo bem, Bruno? Grande prazer estar falando aqui no programa de vocês.
Estamos prontos, um ano que vai ser muito dinâmico para o país e um ano, quem sabe, de mudanças. E vamos direto ao ponto. Antes, deixa eu apresentar a nossa bancada, a repórter e apresentadora do Grupo RIC, Rafaela Moron, o apresentador da Jovem Pan, o Cássio Zeman e também a cientista política Maria de Carli.
Vamos conversar muito durante uma hora e meia. Quero ir direto ao ponto com o senhor, senador. Nos últimos anos, o senhor acabou tendo alguns desentendimentos com aliados antigos da família de Bolsonaro, algumas acusações até quando o senhor acabou se ausentando, se retirando do governo de Bolsonaro e agora se filiou novamente à legenda de Valdemar e de Flávio. O que mudou de lá para cá?
Olha, na verdade, em 2022, eu já havia apoiado o Bolsonaro no segundo turno das eleições presenciais. Veja, eu fui eleito senador, não tive o apoio dele, também não tive do Ratinho, mesmo assim, uma eleição difícil nós ganhamos, mas fui convidado por eles para ajudar, para tentar derrotar o Lula, porque eu sabia que o Lula seria uma tragédia moral.
e econômica do país. Quando você pega alguém que foi condenado criminalmente em várias instâncias, e aí por um subterfúgio processual, a meu ver, na verdade, uma reiviravolta política, e você coloca esse indivíduo na presidência do país, você destrói a espinha moral dorsal do país. E as políticas econômicas todas erradas. Veja aí, as famílias estão endividadas, as pessoas com dificuldades, os juros lá nas alturas. Então, vamos lá.
Eu me uni agora ao Flávio Bolsonaro, que conheci mais profundamente nesses últimos quatro anos ali do Senado, para a gente derrotar esse projeto. O Flávio Bolsonaro é o único candidato que tem condições de derrotar o Lula nessas eleições desse ano. E, acima de tudo, eu sou contrário ao governo PT e ao Lula. Também observei as qualidades.
do Flávio, nesses quatro anos. Ele é presidente atualmente da Comissão de Segurança Pública do Senado. Eu sou vice-presidente. E esse também é um dos temas importantes para o nosso país, que hoje está ficando cada vez mais entregue ao crime organizado e à violência. Então, quando fui convidado agora a me unir...
ao PL e apresentar minha pré-candidatura ao governo, foi um desdobramento natural. E vamos olhar pra frente, vamos deixar as divergências ali no passado, cada um tem as suas razões, eu mantenho as minhas razões, certamente eles mantêm as deles, mas a gente precisa construir algo maior pro nosso país. E hoje o senhor acha que a segurança, o senhor como ex-juiz, a segurança é o ponto principal. O eleitor está de olho nisso, o candidato que defende essa pauta tem chance de ganhar.
São várias pautas para o país. Saúde ainda é uma pauta muito importante, a questão da economia, o Paraná ele tem um estado, vamos dizer assim, acima da média, está indo bem e tal, mas tem vários problemas, por exemplo, de infraestrutura. Agora a segurança pública é de fato uma questão central no país inteiro.
Porque a percepção de insegurança e o crescimento do crime organizado, eles são fatais à construção de qualquer país. Veja lá o que está acontecendo, por exemplo, no Ceará. No Ceará, o crime organizado, ele chega em determinados bairros, determinadas comunidades e faz um aviso aos moradores, olha, abandone suas casas. E aí se chama a polícia para escoltar os moradores para fora, não para combater o crime organizado. Lá no Paraná, a situação está mais sob controle. Nós não temos, por exemplo...
domínio territorial de organizações criminosas. Mas, por exemplo, tem um bairro lá da cidade de Curitiba, o bairro Parolin, que tem casos já de tiro entre facções.
Temos problema sério de infiltração do crime organizado no porto de Paranaguá. Embora uma minoria não compromete a atividade econômica do porto. Mas a gente precisa ter uma mão firme ali, dentro do Estado, na área da segurança pública, para não deixar essa questão descontrolar e, do outro lado, reduzir. Um dos meus objetivos da minha pré-candidatura é fazer com que o Paraná seja o Estado mais seguro do país. Como fui juiz por 22 anos? Como fui ministro da Justiça e Segurança Pública?
Eu falo assim, Bruno, olha, acho que alguma coisa de bem eu fiz. Tanto que eu sou o único ministro da Justiça e Segurança Pública ameaçado pelo PCC.
Eles querem retaliar a quem? Não ministros de anteriores governos que nunca se incomodaram com o crime organizado. Querem retaliar a gente porque a gente combateu de frente o crime organizado. Teve coragem de fazer o que ninguém mais fez, que foi, por exemplo, o isolamento das lideranças do PCC nos presídios federais de Brasília e ainda cortar as comunicações deles com o mundo exterior.
Por isso que eles querem retalhar. Então, acho que a gente tem a expertise necessária para a gente reduzir a criminalidade do nosso Estado para transformar o Paraná no Estado mais seguro do país. Hoje é melhor que Ceará, melhor que Rio de Janeiro, melhor do que Bahia e outros estados, mas não basta para nós ser acima da média. Nós queremos ter a melhor segurança pública do Brasil.
Senador, queria retomar aqui o ponto inicial da conversa, que é a questão da reaproximação com o PL. O senhor deixou o Ministério da Justiça com acusações de que existiu ali uma tentativa de uma suposta interferência na Polícia Federal por parte de Jair Bolsonaro, o ex-presidente, em tese para a proteção de seus parentes. Então, duas questões, né? Se essa é a lógica, Flávio Bolsonaro não poderia repetir esse movimento? E mais, o senhor se arrepende dessas declarações?
Olha, Rafael, acho que eu respondi bem claramente. Vamos olhar pra frente e deixar essas divergências de lado que aconteceu no passado. Tanto eles como eu, cada um de nós tem as suas razões em relação ao ocorrido. Agora, se a gente não conseguir olhar pra frente e construir, o que a gente vai ter? A vitória do Lula e a permanência desse status quo. Veja o que fizeram. Acabaram com a Operação Lava Jato, soltaram os bandidos. Não porque eram inocentes.
subterfúgios processuais e, na verdade, a gente sabe que é apenas uma questão política ali envolvida. O que aconteceu? Voltou a roubadeira. Nunca se roubou tanto nesse país. Está o caso aí do INSS, do roubo dos aposentados e pensionistas do INSS. Está o caso do Banco Master, que subornou aparentemente meia república, mas não subornou todo mundo.
E a gente vai fazer o nosso trabalho, a nossa gestão ali no estado do Paraná. Entre outras coisas, nós vamos recuperar, a partir do estado do Paraná, a prevenção e o combate à corrupção no nosso país. Que essa é uma pauta que, infelizmente, foi abandonada pelo governo Lula e nós não podemos aceitar esse abandono. Agora, assim como eles, eu também deixei essas divergências. Vamos trabalhar para o futuro. Sim, Cássio, por favor.
Senador, seja muito bem-vindo. Eu gostaria até de retomar um pouco mais esse assunto sobre a questão da proximidade do senhor com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro. É uma relação, né? Foi de muita proximidade, depois teve vidas e vindas. Mas eu gostaria que o senhor analisasse e falasse aqui pra gente justamente quando você olha para Flávio Bolsonaro que semelhanças e diferenças o senhor enxerga nele em relação ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Eu digo isso na questão política e também no próprio perfil, na personalidade.
Bem, nesses últimos quatro anos eu tive a oportunidade de conviver mais de perto, colega senador, inclusive na própria comissão, como mencionou ele, presidente da comissão e vice-presidente. E o Flávio, a minha impressão, é uma pessoa de princípios, de valores, segue essa linha de política da direita.
Defesa da família, defesa das liberdades, defesa da propriedade. Mas ele tem também um perfil mais moderado, mais, vamos dizer assim, tranquilo de se lidar e conversar. O que não significa que não seja uma pessoa firme nos seus princípios. Então, creio que o país precisa virar essa página do governo Lula. E é o caminho necessário para a gente poder virar essa página. Hoje é o candidato...
que já ultrapassa, até no Datafolha, que normalmente é uma pesquisa, não vou dizer enviesada, mas é uma pesquisa que normalmente reflete um pouco mais, a preferência do eleitor de esquerda, mas até no Datafolha hoje o Flávio está na frente.
no segundo turno em relação ao Lula, e no primeiro turno já muito próximo. Então a virada chegou e a gente precisa desse passo para a gente conseguir mudar o país. Ninguém aguenta mais quatro anos de endividamento das famílias, recordes de recuperação judicial das empresas, juros lá nas alturas, e eu acho que a moral do país está destruída. Primeiro, pela volta da roubalheira.
mas também pelas posições internacionais do Brasil. Alguém que adula Maduro, alguém que foi à Rússia aplaudir as tropas que invadiram a Ucrânia, alguém que tem uma hostilidade infantil em relação aos Estados Unidos. Esse não é o Brasil que a gente deseja. Por isso, é um movimento necessário. Vamos trabalhar nos Estados.
Mas vamos trabalhar para mudar o governo federal. Senador, mas em relação até mesmo às semelhanças entre o Flávio e o Jair Bolsonaro, eu gostaria que o senhor elencasse essa questão das semelhanças tanto para o bem quanto para o mal. O senhor acredita que Flávio já fez esse diagnóstico, esse raio-x de como ele deve se comportar, não somente nas eleições, mas caso ganhe, como ele deve ser um presidente da República?
Ah, o senhor acha que não cabe a mim ficar fazendo as avaliações desse tipo de comparação. Que eu tenho com clareza, assim, o Flávio tem um discurso do quê? Ele é um político de direita.
Tem também feito movimento em relação ao assento-direita. Tem feito alianças com pessoas em relação às quais, tanto ele como o país dele, tinha divergências, até o meu próprio caso. Outros também fizeram o mesmo movimento. Então, creio que ele é o candidato com condições de derrotar o Lula e condições de fazer um bom governo, de mudar essa agenda do país que tem sido desastrosa. Agora, não vou...
ficar pontuando e fazendo avaliações dessa espécie. O senhor reforça muito a tese de combater a corrupção. Quando o senhor esteve lá no cargo de ministro da Justiça, o senhor tinha autonomia, liberdade para combater a corrupção? Sempre tive autonomia. O que acontece é que a minha agenda é muito forte nesse sentido.
e nós apresentamos os nossos projetos, tivemos os nossos problemas, nossas divergências, eu saí e agora a gente está retomando, estamos retomando isso, nada pior para o país do que um governo que permite que se roube aposentado, que se roube pensionista, como é o caso do governo Lula com suspeita, vamos dizer muito claramente, para quem está nos ouvindo suspeita de envolvimento do filho do presidente Lula, Lulinha que já tinha aparecido no escândalo Lava Jato lá atrás With
que acabou não sendo investigado, que os processos lá foram anulados. E agora, da mesma maneira, eu estava na CPMI do INSS, votando a favor da investigação, da convocação do Lulinha, da quebra do sigilo bancário fiscal dele. E o que a gente viu? Apesar do Lula se jactar, não vou proteger ninguém. Não, a base do governo agiu para impedir primeiro que houvesse a quebra.
E depois que perderam, tentaram lá melar o jogo, buscar obstaculização e conseguiram, infelizmente, eliminar lá do ministro Flávio Dino, impedindo que fosse efetivada a quebra do sigilo bancário e fiscal do Lulinha. Então o Brasil não aguenta mais essa podridão, mas eu diria o seguinte, Bruno, nós precisamos, e aí é uma questão civilizatória.
E é uma questão de desenvolvimento. Nenhum país sobrevive com a roubalheira generalizada, porque isso afeta a saúde da economia, isso aumenta os custos das transações, isso gera uma profunda insegurança jurídica. Por isso, também, no pilar do nosso projeto, lá para o governo do Estado do Paraná, vai ser a criação de uma agência estadual anticorrupção. Ou no formato de uma secretaria, mas, enfim, pessoas com um mandato.
e autonomia para fazer esse trabalho. Porque a lição de casa tem que ser feita. E começa na administração pública. Você não precisa ter, vamos dizer assim, não precisa deixar virar um assunto policial. Resolve primeiro em casa. Claro, nenhum controle absoluto.
nenhum controle infalível. E aí você tem que dar, sim, a liberdade e a autonomia para os órgãos de controle fazerem o seu trabalho. É isso que a gente vai fazer no Paraná. A favor de Cália. Boa noite, senador. É um prazer estar aqui contigo hoje. A minha pergunta é relacionada também à corrupção, que se torna aí a segunda maior preocupação do brasileiro junto com segurança, então essa dobradinha, corrupção e insegurança pública, no caso, insegurança pública.
Então, diante de tudo que a gente está assistindo e todo o caso do Banco Master e a situação do que vem ocorrendo junto ao Supremo Tribunal Federal, o papel da Polícia Federal e tanto o nosso histórico desde os anos 90 com operações como a do Castelo de Areia, a própria Lava Jato.
Qual é a sua perspectiva em relação a essa atual situação do Banco Master? Eu queria saber se o senhor está otimista de que um bom trabalho vai ser feito e que, por exemplo, o Daniel Vorcaro vai fazer uma delação completa. Eu queria entender a sua perspectiva desse assunto e se você está otimista, resumindo, se o senhor está otimista nesse caso.
Ora, nós temos que ter um otimismo e, apesar das versões do PT, teve tanto gente da esquerda como gente também de centro e de direita ali. Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Lula, José Dirceu, Antônio Palocci. Então, ali não teve esse viés, como eles muitas vezes afirmam. E as pessoas que foram condenadas, todo mundo sabe. Não tem ninguém que teve anulação de condenação que foi declarado inocente.
O que teve foi um jogo processual e, no fundo, uma reviravolta política. Mas revela a Lava Jato duas coisas, que nós podemos combater a corrupção. Dois, tem que ser uma luta permanente e precisa ter vontade política. Eu vejo hoje, em muitas boas mãos, as investigações do Banco Márcia, com o ministro André Mendonça, que tem feito um trabalho sério. E nós temos um desafio institucional.
porque essas investigações estão chegando em gente muito poderosa, ou já chegaram em gente muito poderosa, inclusive tem transações suspeitas envolvendo ministros, pelo menos dois ministros do Supremo Tribunal Federal. Isso tem que ter consequência. Ninguém pode estar acima da lei. Não pode ser um senador, não pode ser um deputado, não pode ser um jornalista, não pode ser o presidente da República, mas também não pode ter ministros do Supremo Tribunal Federal.
Temos que investigar a fundo, nem que seja para chegar depois e concluir. Não, não teve nenhum problema. Alguém não pode obstaculizar as investigações.
A gente faz agora um rápido intervalo, senador, na volta. A gente continua repercutindo as articulações do Congresso Nacional e também a disputa eleitoral às eleições 2026. O intervalo é rápido, a gente já volta. Até já. Direto ao mundo.
Você está ficando mais pobre todos os meses. O Real perdeu metade do poder de compra em apenas 11 anos. Existe um grupo de pessoas que não sofrem esse processo da mesma forma. Não porque ganham mais, porque entendem como o dinheiro se move no Brasil. Câmbio, ciclo político, Copa do Mundo, juros. Entendem um mecanismo que a maioria nunca aprendeu.
Esse mecanismo tem um nome, leitura de cenário. É o que eu vou ensinar ao vivo no dia 9 de maio. Cinco horas, do zero. Você entra sem saber ler o mercado e sai com o raciocínio de quem estava posicionado em 2015, quando a última janela parecida como essa se abriu. A virada financeira. Participe dessa imersão por apenas R$ 47.
A Jovem Pan não para de crescer. Estamos ampliando nossa presença na TV aberta e levando informação, opinião e entretenimento cada vez mais longe. Já estamos em São Paulo, canal cinquenta e um. Campinas, canal quarenta e um. Santa Inês, no Maranhão, canal dezenove. Cuiabá, canal doze.
Presidente Prudente, Canal 31. E agora o Nordeste ganha mais um novo ponto no mapa. Em Recife, no Canal 30, com cobertura em toda a região metropolitana. Jovem Pan, cada vez maior, cada vez mais perto de você. Na TV aberta. Direto ao ponto.
De volta, seguimos juntos aqui com o Direto ao Ponto na Jovem Pan. Vamos falar um pouco de eleição, senador, antes de chamar a Rafaela, que é do Estado do Senhor, conhece muito bem a região, o senhor se filiou e com a chegada do senhor houve um certo esvaziamento. Alguns municípios acabaram saindo ali da própria legenda do PL no Estado. Como o senhor está planejando governar o Estado do Paraná com essa base agora um pouco reduzida?
Ao contrário, se a gente for ver no final da janela partidária, nós tínhamos cinco deputados estaduais do PL, hoje somos em 12. Vieram sete, foi o partido que mais cresceu na janela partidária e na Assembleia. E da mesma forma, deputados federais eram dois e agora são quatro. Então o PL mais do que dobrou de tamanho.
revelando a força do nosso projeto político para o Estado. O que houve ali, prefeitos, muitas vezes pressionados até pela máquina pública, pressionados por aquela situação, com receio de sofrer alguma espécie de retaliação. Por parte do governo? Por parte do governo? Ah, isso tem que perguntar para eles, né? Mas a percepção que a gente tem é que vários deles, com receio de nos apoiar no projeto político e sofrer alguma espécie de retaliação.
optaram por sair do partido. Mas o movimento no final que a gente viu foi muito menor do que aquele que foi anunciado. E o que importa de verdade, nesse estágio, foi o tamanho da nossa bancada da Assembleia Legislativa. Você não pode falar que houve um esvaziamento do partido quando os cinco se tornaram doze. Hoje a segunda maior bancada da Assembleia Legislativa é do PL. E ainda temos a coligação com o novo. Então são mais dois.
deputados estaduais, não tinha nenhum novo, então somos em 14 ali, a nossa coligação na Assembleia, e mesma coisa de deputados federais, na verdade esse refletiu também o movimento no país inteiro que o PL cresceu, porque há uma crença de que o projeto da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro será vitorioso, e ele é hoje que comanda a oposição vou dizer uma coisa também aqui, Bruno mas
Eu estava na oposição desde o início do meu mandato, no União Brasil. E sempre votei consistentemente na oposição. Agora, quem, vamos dizer assim, carregou nas costas a oposição ao governo Lula nesses quatro anos, foi o PL. Então, a gente tem que reconhecer os méritos e tem que entender por que o PL é reconhecido como partido de oposição ao Lula. Da mesma forma, quem faz oposição ao Lula lá no estado do Paraná, sou eu.
Você não vê outras lideranças, mesmo lideranças que têm se colocado como potenciais candidatos ao governo Paraná, com um discurso oposicionista em relação ao Lula. Então, se você não quer o PT...
Lá no Paraná, seja direto ou indiretamente, a escolha é o PL e a escolha é a minha pré-candidatura ao governo do Paraná. Isso, para mim, é muito claro. Mas, ao final desse processo da janela partidária, nós saímos fortes. E vamos estar mais fortes ainda quando chegar lá próximo às eleições de outubro. Rafaela, por favor.
Senador, esse movimento do senhor de se aproximar do PL, dar palanque a Flávio Bolsonaro, mexeu completamente com o xadrez político do Paraná, inclusive fazendo com que o atual governador, dentro da sua conta, deixasse de concorrer à presidência da República. Queria compreender o seguinte, se o senhor avalia que esse movimento, por exemplo, com ele estando no Estado...
pode ter gerado talvez um adversário mais forte, visto que a aprovação do atual governador é de mais de 80%. Essa, aliás, é a aposta, inclusive, do grupo dos seus adversários no Estado, de que será possível transferir essa popularidade para reverter as pesquisas que hoje o apontam como favorito. O senhor teme enfrentar um governador tão popular nas eleições?
Olha, Rafaela, eu nunca fui adversário ou opositor do governador Ratinho Júnior, mas eu tenho um projeto meu que é independente. Eu existo independentemente do governador, tenho uma história, primeiro uma história como juiz, depois uma história...
de combate à corrupção na Operação Lava Jato e também enfrentamento ao crime, e ao crime organizado com o ministro. E no Senado, hoje, veja, aquilo que eu prometi em 22, que votaria consistentemente contra o governo Lula, a favor da segurança pública, contra as drogas, para proteger também a família Braseira, a gente cumpriu, tanto eu como a minha esposa, a deputada federal Rosângela Moro.
que está comigo lá no Paraná. Então a gente fez aquilo que havia prometido ao nosso eleitor. E acredito que o eleitor paranaense acredita nesse projeto, tanto assim que as pesquisas estão nos mostrando, com muita humildade aqui, na dianteira, até com possibilidade de ganhar no primeiro turno. É claro que tem um longo caminho à frente.
E a gente tem que se preocupar com a consistência do projeto técnico que a gente vai apresentar para a população. Mas eu não me preocupo com o que o fulano X vai fazer, o que o fulano I vai fazer. Mas a gente respeita a posição do governador. Mas o senhor acredita que o governador será capaz de transferir a ponto de mexer com as pesquisas, de mudar o cenário desenhado até que não? Eu não trabalho com essa hipótese. Eu trabalho com a hipótese de apresentar o meu projeto.
para a população, olha, eu sou o Sérgio Moro, senador da República, e fiz isso e isso no meu histórico. Se alguém chega para lá, para o eleitor e fala, eu vou combater a corrupção, eu posso falar, olha, ninguém mais combateu a corrupção nesse país do que eu. Se alguém falar, vem enfrentar o crime organizado, pois bem, acho que ninguém mais enfrentou o crime organizado do que eu nesse país. A gente sabe o que fazer. E o que a gente quer fazer, embora a gente fale muito em corrupção, combate à corrupção e segurança pública...
Mas a gente quer um projeto de prosperidade para todos os paranaenses. Saúde, educação, infraestrutura. A gente quer ter o melhor estado do país também nesses aspectos específicos. Então eu não fico me preocupando, numa pré-campanha, numa campanha, o que o outro vai fazer.
eu preocupo em apresentar o meu projeto e por que eu tenho a capacidade de realizá-lo. E brevemente, haveria espaço para uma composição, para uma eventual composição com a atual... Olha, eu tenho que ver o que seria essa composição, ver que o pessoal quer conversar e tal. O que eu sempre coloquei é... Eu nunca tratei o governador como meu opositor. Meu opositor, meu adversário, é o PT e o governo do Lula, em Brasília. E a presença deles também no Paraná. Porque eu tenho certeza de uma coisa, Félix, pode ter certeza. Obrigada.
não estarão com a gente. Vão estar apoiando os candidatos deles ou vão estar apoiando disfarçadamente outros candidatos. Mas você pode ter certeza, porque é uma incompatibilidade de agenda e de política completa em relação ao meu projeto. O senhor foca no eleitor que apoia o bolsonarismo ou o eleitor que ainda reconhece o senhor pela Operação Lava Jato? Eu acho que isso é um pouco mais complexo, porque, na verdade, tem intersecção entre ambos. Eu, na verdade, como eu disse,
Eu tenho uma existência independente. Claro que eu estar no PL agora, ter o apoio do Bolsonaro, do Flávio, é muito relevante. Assim como eu fornecer para eles um palanque no Paraná, é muito importante. Mas eu tenho uma história e uma personalidade própria. Tanto assim que em 22 eu ganhei a eleição para o Senado, que foi muito difícil, muito disputada, sem o apoio. Mas agora, claro, vindo...
Esse apoio soma-se muito. A gente tem que reconhecer os méritos dessas figuras públicas, que é o Flávio Bolsonaro e o Bolsonaro, e vai agregar o nosso projeto. Agora, eu não posso me apresentar ao eleitor como um pré-candidato a alguma coisa e dizer, eu só existo porque o fulano X me apoia. Isso não é verdade. Tem candidato por aí que é assim. Ah, se o fulano não me apoiar, não vou ser candidato. Por quê? Porque o cara não tem história.
Não tem presença. Por isso essa questão que foi mencionada, transferência e tal, depende de quem é a pessoa. Precisa ter personalidade. Você não vai poder ir lá num governo, vamos supor que o nosso projeto seja bem sucedido, acontecer uma emergência e ficar ligando para saber o que você vai fazer. Não, você tem que tomar a decisão na hora. Então a gente tem uma história própria, Bruno, que a gente pode apresentar com satisfação ao eleitor, para ele fazer o julgamento dele.
Vamos, temos esse projeto e vamos caminhar nessa maneira. Vou te dar um exemplo aqui. Claro. Convidamos para ser pré-candidato a vice-governador o Edson Vasconcelos, que é o presidente atual da Federação das Indústrias do Paraná. Por quê? Porque dá um viés para o nosso projeto de crescimento da economia através de inovação.
E tecnologia. O Edson é um empresário relativamente novo, mas que fazia uma gestão excelente ali na FIEP e contribuía propositivamente para o governo, inclusive o estadual, apontando até os pontos de estrangulamento. Os problemas estavam havendo na economia brasileira. E a chapa já está fechada então? Ele vai ser o vice mesmo, senhor? A definição é completa. Mas ele aceitou?
Sim, sim, sim, aceitou. Senador, até em relação também a essa formação dessa chapa puro sangue, podemos dizer assim, entre o senhor e também o Edson Vasconcelos, justamente para atrair este eleitor mais do setor produtivo, que é muito importante para o estado do Paraná.
E o senhor acabou deixando o União Brasil, a senhora até tinha apoio para a sua pré-candidatura pela União Brasil, mas optou por se filiar ao PL, onde o apoio seria maior e a liberdade também para formar a sua chapa. O senhor acredita que essa chapa puro sangue...
Por certa forma, ela é forte, mas é importante o senhor também trabalhar por uma frente ampla, por outros acordos, por outras alianças, já que ainda há uma indefinição muito grande nesse cenário estadual do estado do Paraná. A gente nem sabe quem será o candidato apoiado pelo atual governador, Ratinho Júnior, ter 80% de aprovação no estado.
Olha, acho que o cenário, ele vem se consolidando em nosso favor. É o que as pesquisas estão apontando. Já faz mais de um ano que a gente está aí com percentuais acima de 40%. Cresce também a intenção na parte espontânea. E agora, as últimas pesquisas que saíram, saíram duas em uma semana, a Dátalas Intel e outra da Paraná Pesquisas, que nos apontam com perspectiva de ganhar no primeiro turno. Agora, a chapa, esse é um ponto importante.
Eu acabei saindo ali do União Brasil, até a gente tinha um apoio, mas havia muita resistência no âmbito da federação, às vezes porque o pessoal não compreendia que a gente quer um projeto técnico. A gente não quer entrar, claro que a gente tem o diálogo com a parte política, mas a gente queria apresentar uma chapa que a gente pudesse somar muito. E o Edson Vasconcelos, com esse viés técnico, empresarial, de inovação e tecnologia, soma muito.
na nossa chapa ali, porque ele agrega, inclusive, na futura gestão do governo. Mas falando em chapa, nós temos ali na nossa chapa, primeiro, Felipe Barros, que é um deputado federal ali de Londrina, tá? E ele se destacou como uma das lideranças da oposição ao governo Lula na Câmara dos Deputados nesses últimos quatro anos. Parece uma coisa trivial, mas a coisa mais simples de fazer, Cássio, é você aderir ao governo.
O pessoal consegue cargo, o pessoal consegue recursos, e esse é um governo vingativo.
Esse é um governo que persegue a oposição. Inclusive o próprio Felipe quiseram incluir naquele inquérito das fake news. E ele persistiu firme durante esses quatro anos. Então, pra mim, essa é uma pessoa que tem valor, que tem honra e que se manteve firme na oposição. Senador, então o senhor coloca na conta da federação a sua saída do União Brasil e gostaria também que o senhor falasse como é a sua relação com Ciro Nogueira e também com Antônio Rueda.
a relação com eles é boa, a dificuldade era mais regional, isso é notório, até o presidente estadual do partido, lá do PP, fazia declarações públicas dizendo que eu tinha que sair do partido, que não apoiava a minha pré-candidatura então assim, isso ninguém escondeu, mas foi uma escolha dele agora a relação lá com os presidentes é tranquila faz parte
Agora, na chapa, colocamos com o pré-candidato ao Senado, Felipe Barros. Alguém que, se for bem sucedido, o eleitor paralelista sabe como ele vai se posicionar nesses temas lá no Congresso. Da mesma forma, para outra pré-candidatura ao Senado, nós temos o Deltan Dallagnol, o ex-procurador da Lojato. Alguém que também se tornou notório por ser intolerante.
contra a corrupção, por ter combatido, inclusive pagou um preço, porque teve o seu mandato de deputado federal caçado, ilegalmente, injustamente, não havia motivos para ter aquela caçação. Então, acho que é uma chapa que a gente pode apresentar, vamos dizer assim, com boca cheia ao eleitor paranaense, porque são pessoas que a gente tem condições de defender a qualquer momento. São pessoas...
a meu ver, falando deles não de mim, a mim cabe o julgamento, o eleitor são pessoas valorosas, são pessoas de princípios são pessoas que defendem as coisas certas e que não vão trair o seu eleitor, porque o mais que acontece é a pessoa tem um discurso, chega lá e faz uma coisa completamente diferente Dicalho, por favor
Senador, se tudo der certo e o senhor conseguir ganhar esse governo do Paraná, eu queria saber como é que ficaria o seu mandato, no caso, o seu primeiro suplente assumiria o seu mandato de Senado, que iria em tese até 2031, porque perderíamos aí um quadro que poderia ser...
como o do senhor, que poderia bater de frente nesses assuntos, por exemplo, ano que vem existe uma possibilidade de entrar, dependendo de o quanto forem eleitos os senadores mais à direita, uma pauta para a questão do impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal. Então perderíamos um quadro como o senhor, que poderia estar à frente desse debate. Como ficaria, não sei como é que...
O senhor alinhou essa questão com o seu suplente? Vocês estão alinhados em termos de ele votaria em pautas que seriam prioritárias para o seu mandato atual? Nesse quesito, eu queria saber melhor. Dicaria, eu posso dizer o seguinte. Assim como eu escolhi...
o Edson a dedo para ele compor a chapa para o governo, porque é uma pessoa de qualidades, eu também fiz assim em 22 com os meus suplentes. Então, o primeiro suplente é o Luiz Felipe Cunha, é um advogado, é uma pessoa correta, uma pessoa de princípios e de valores, alguém que eu respeito muito lá de Curitiba, alguém que não está na política. Na verdade, ele me ajudou muito lá na campanha em 22.
Na construção, vamos dizer assim, na administração, na organização, mas não foi como se faz, infelizmente se faz muito por aí, em chapa para senador, muitas vezes se chamar alguém com dinheiro, com recursos.
E acabam surgindo até nesse caminho algumas propostas indecorosas. Eu recebi várias lá em 22. A gente não aceitou, porque sabia. Se acontece alguma coisa comigo, ou se eu tenho que deixar o mandato, como agora, se for bem cedido no plano do governo, eu quero que tenha alguém...
que possa fazer um bom trabalho no Senado. Eu tenho certeza que o Luiz Felipe Cunha está apto para fazer isso. Segundo a suplente é o Ricardo Guerra, que é um empresário do agronegócio, lá do sudoeste do Paraná, também foi uma pessoa que nós colocamos, convidei para compor a chapa pelos princípios, pela história dele e por qualquer outro motivo.
Também é uma pessoa, embora vai assumir o Luiz Felipe Cunha, mas também é uma pessoa que se tiver eventualmente chegar naquela posição, eu tenho certeza que vai orgulhar cada paranaense. A gente segue aqui ao vivo com o Direto ao Ponto. Quem está nos acompanhando, muito obrigado pela companhia e pela audiência nesta segunda-feira. Rafaela, por favor.
Senhora Antônio, o senhor está contando um pouco sobre a sua forma de fazer política, né? E trazendo ali a leitura de que, para muitos políticos, eu chamo aqui tradicionais, essa maneira acabou chocando um pouco com a forma de conduzir as suas escolhas para a vícia, a maneira como o senhor vem tocando a sua carreira política após deixar o judiciário. Nesse processo, nós sabemos que o senhor teve uma eleição ao Senado, que foi aclamada pelos paranaenses, houve ali uma série de nomes políticos buscando adesão e composição, mas ao mesmo tempo.
Pessoas que foram ficando para trás, ex-aliados dentro de outros partidos, em alguns casos se ressentiram. E muitas vezes dizem e alegam que o senhor não teria tido um compromisso de confiança, que teria ali um projeto individual, que a palavra teria ficado atrás. Como é que o senhor vê esse discurso de abandono, discurso de que o senhor segue de uma maneira diferente de fazer política do que a classe política por si só estaria ali acostumada?
Ao contrário, eu sempre mantive a minha palavra. Veja que eu estava no União Brasil e ficaria ali para concorrer ao partido, mas houve essa objeção do PP. Então eu acabei saindo, tive esse convite do PL, até me sinto...
Não é melhor no PL, porque eu sempre fui oposição, e o PL é um partido claramente de oposição, embora tenha muita gente no União Brasil também de oposição, que faz um grande trabalho, mas eu tive que fazer esse movimento. Eu sempre mantive a minha palavra nos todos os acordos políticos. Agora, o que eu aprendi um pouco, né, Rafaela? Às vezes o pessoal fala assim, ah, o fulano X não é uma pessoa de diálogo. Na verdade, quando eu falo assim, a pessoa não é de diálogo, é porque ela não deu cargo, não deu dinheiro. Não, mas a gente... Fla...
faz as coisas de maneira absolutamente republicana, e a convergência que nós temos política é sempre em cima de princípios e um projeto que a gente acredita. Mas eu não acho que exista ninguém que possa dizer que a gente cumpriu em algum momento a palavra em relação ao que a gente prometeu.
A gente está falando sobre o futuro, já falamos sobre o suplente assumir. Quero voltar um pouco o debate para o projudiciário, o senhor é da área, o senhor foi juiz federal. Com um eventual cenário, o senhor é eleito no estado do Paraná e o Flávio Bolsonaro na presidência da República. O próximo presidente vai indicar novos ministros para o Supremo Tribunal Federal. O senhor ainda sonha com essa vaga?
Não, na verdade eu nunca tive um projeto específico para me tornar ministro do Supremo Tribunal Federal. Eu estava na magistratura e como juiz, eu acho que assim, não importa o cargo que você ocupa, importa o que você faz. E acho que eu tinha chegado ao ápice.
da minha carreira no judiciário com a Operação Lava Jato. Tive casos também relevantes no passado, o caso Banestado, a Operação Fala da Colina, tive casos envolvendo grandes traficantes de drogas, eu interroguei o Fernandinho Iberamar, condenei a quadrilha dele, ele inclusive, tive casos muito difíceis na minha carreira judicial. Então acho que eu tinha cumprido ali o meu papel.
E se vier esse governo? Surgiu, surgiu, né, a possibilidade, fui para o Ministério, meu plano era ficar lá no Ministério. Se surgisse a oportunidade de me convidarem, claro que a gente ia considerar qual o juiz que não vai pensar assim, puxa, você não quer estar um dia no Supremo? Certamente. Mas eu diria assim, Bruno, que esse barco já partiu. Meu projeto hoje é para o governo.
Do Estado do Paraná. E eu acho que tem uma plena realização e fazer aquilo que eu acredito. Primeiro, a gente quer transformar o Paraná na nossa fortaleza. Se Brasília adotou uma política totalmente errada, nós vamos defender as liberdades, nós vamos defender o direito de propriedade, nós vamos defender a família, segurança pública, o cidadão de bem contra o bandido e vamos retomar.
o combate à corrupção, para trazer prosperidade a todos. Isso são meios, mas os objetivos finais são o quê? Saúde de qualidade, educação de qualidade para a população pananense e resolver os problemas neuvrágicos do estrangulamento da nossa economia. Estradas, energia, essas coisas para plantar para o futuro. Nessas circunstâncias, eu não tenho como ir para um projeto que seria o Supremo Tribunal Federal. Eu até acho aqui...
que depois que você mergulhou na política, como a gente fez, ainda que você mantenha uma maneira de fazer política diferente, não acho que é mais apropriado você abandonar a política para ir para uma carreira judiciária. Porque aí você já conhece muita gente, aí você tem aquelas relações pessoais, interpessoais. Eu acho que o Supremo, hoje, um dos problemas, é que ele deveria ser um órgão mais isolado.
do ponto de vista político. Alguns países, por exemplo, a Alemanha, ao invés de colocar o Tribunal Constitucional lá em Berlim, coloca em Bonn, coloca em outra cidade, para gerar um certo distanciamento, entendeu? Entre a classe política e a classe judicial. Eu acho que um dos grandes problemas hoje é essa inter-relação que às vezes torna tudo mais complicado. Então, se surgisse essa situação, que não vai surgir...
Mas se surgisse, eu entenderia que nem seria a pessoa mais apropriada nesse momento para essa função. Prefiro lá cuidar do meu Estado. Ouro, Cássio. Senador, o senhor acredita que o escândalo do Banco Master já é maior que a Lava Jato, aí no sentido de valores, desenvolvimento de autoridades e também de impacto eleitoral?
Puxa, é um escândalo gigantesco, né? Só de danos aí, prejuízos ao fundo garantidor, são mais de 42 bilhões. Prejuízos também imensos aí a fundos de previdência, de servidores de vários estados. O impacto é muito grande e o que choca é o desvario desse personagem aí, o Daniel Vorcaro, porque além de tudo, dos crimes...
Ele levava esse estilo de vida luxuoso, de abundância, de extravagâncias. E, infelizmente, surgiu no curso das investigações, suspeita, inclusive, de transações com dois ministros do Supremo Tribunal Federal. Eu estava lá na CPI do crime organizado, estou na CPI do crime organizado, nós tentamos investigar. Eu apresentei requerimento para quebra do sigilo bancário e fiscal do fundo Arlim, que é um que comprou cotas lá do resort Tayhaya.
cujo proprietário é, pelo que tudo indica, o ministro Dias Toffoli. A gente tem que investigar, nem que seja para dizer depois, não, não teve nada errado. Mas as transações são suspeitas, eu fiz a minha parte como parlamentar, requeria as diligências necessárias, nós aprovamos e infelizmente depois veio uma liminar.
do ministro Gilmar Mendes, obstaculizando a efetivação daquela quebra. Nesse aspecto, ele assume uma característica que talvez nós não tínhamos visto de maneira tão clara na Lava Jato. Mas eu diria que são dois grandes escândalos criminais. O que a Lava Jato, porém, nos ensina é, se a gente vai para debaixo do tapete...
como fizeram depois nas anulações, por motivações, a meu ver, políticas, não havia consistência jurídica nas anulações, até porque ninguém foi declarado inocente, o problema volta maior. Então, se o Máster é maior do que a Lava Jato, se a gente varrer para debaixo do tapete o Máster, eu não sei o que vai vir depois. Vai ser cada vez pior. É a mesma coisa que a gente sabe no combate à criminalidade comum.
Então, às vezes, as pessoas minimalizam um pequeno furto. Ah, só um furto celular. O Lula, olha lá. O Lula gosta de dizer que furtar o celular não tem problema nenhum. Errado. Mas a pessoa que furta um celular hoje não encontra um limite, uma punição, no dia seguinte ele está furtando uma bicicleta. Depois está furtando um carro. Depois está praticando um latrocínio. E assim por diante. As pessoas precisam ter limites. E o limite de uma... E assim por diante.
civilização, de uma sociedade civilizada, é a lei, é a ordem. Então, um criminoso sofrer as consequências dos seus atos é um passo necessário para que o problema não se agrave. E acho que um dos grandes...
pontos problemáticos do país. Hoje é essa, a ideia de que se pode descumprir a lei e não ter consequências. Acho que ela vai já... Nós tentamos exatamente isso. Mais do que combater o crime, é restaurar o Estado de direito, restaurar o governo de leis, e essa é uma tarefa que ficou inacabada, infelizmente.
Eu tenho duas perguntas sobre segurança pública. Se você foi eleito, perdão, o senhor foi eleito governador do Paraná, o senhor vai apoiar a PEC da segurança pública porque era algo que os governadores não estavam muito em consenso ali com o governo federal? E a minha segunda pergunta é em relação à questão da classificação das facções criminosas como grupos terroristas e se o senhor apoia essa classificação.
Não, perfeito. Olha, o texto atual da PEC da Segurança, depois das alterações da Câmara, que foram muito bem conduzidas pelo deputado federal Mendonça Filho, que é um grande parlamentar, aliás, do Brasil, eu apoiaria. Tanto que se for colocado agora para votação, vou apoiar. O que havia antes era um receio de que essa PEC afetasse a autonomia dos estados. E esse era um problema sério, Di Cárlio, porque, veja...
O governo Lula passou os dois primeiros anos sem qualquer projeto da segurança. E quando ele falava em segurança pública era o quê? Colocar a câmera corporal em policial. Olha, pode até discutir essa política pública, mas não pode ser o carro-chefe da segurança pública. Num país que o crime organizado cresce, que a violência se tornou endêmica.
o governo federal preocupado em câmara e policial. Então, havia um receio correto dos governadores de perder a autonomia e ser forçado a dutar políticas de segurança que, na verdade, protegiam bandidos e não protegiam o cidadão. Agora, as alterações que o Mendonça Filho fez e que foram aprovadas na Câmara deixam o texto mais palatável, mais seguro para a gente votar e aprovar. Vai para o Senado agora.
Deve ter alguma discussão. Claro que sempre pode ter questões pontuais a serem trabalhadas, mas a PEC da segurança hoje é muito melhor do que aquele texto que foi apresentado inicialmente pelo governo federal. A pauta da segurança é fundamental. No ano passado, a pessoa às vezes fala, ah, o Moro está isolado. Não, aproveite três projetos de segurança pública importantes. Um para limitar a soltura de audiência custódia, que eu fui o relator. Um que eu fui o autor...
criminalizar o planejamento de atentados do crime organizado contra agentes públicos, que foi lá o meu caso, atrás, e um outro para ampliar a coleta do perfil genético dos criminosos para formar um banco de dados gigantesco. Você que morou lá no Reino Unido, o Reino Unido tem um banco de dados de perfil genético de 6 milhões.
aproximadamente. Acho que até maior esse número, porque o número que eu tenho não atualizado. No Brasil ainda estamos em torno de 350 mil. É muito pouco, muito pequeno. E aprovei como relator um projeto ampliando a cobertura desse banco. Modernização contra a segurança pública. Eu também não sou favorável a bang bang, essas coisas. Não. Combater o crime com inteligência. Excelente. Em relação às organizações terroristas, a denominação...
Eu acho que é um debate, às vezes, um pouco falso, entendeu? Ele é importante porque o governo Lula, o PT, tem um discurso de que o criminoso é uma vítima da sociedade. Ah, ele sofreu um trauma na infância ou não teve lá recursos suficientes e se tornou criminoso. Primeiro, esse discurso é ofensivo contra a população pobre, que é quase totalidade.
da classe mais humilde, não é, não vai pro crime. Então, isso é um absurdo. Dois, é inconsistente com o fato de a gente ter criminoso de colorinho branco. Pra quem nunca faltou nada, sempre teve opulência, mas mesmo assim comete crimes. Está aí o Daniel Corcaro, o maior exemplo nesse momento. Então, quando você diz, vamos classificar as facções com organizações terroristas, você mata esse discurso do criminoso coitadinho. E acho que esse é o ponto mais importante. Agora, se a lei...
Tratar com tanto rigor organizações criminosas como trata organizações terroristas, o problema está resolvido, independentemente do nome. O importante é o tratamento legal. Aí tem uma discussão que, a meu ver, é descabida. O receio de que denominar como terrorista vai gerar um problema de soberania. Ora, eu não vejo.
o governo americano bombardeando uma cidade brasileira a pretexto de combater o Comando Vermelho. Então, acho que isso é uma ilusão. E quando normalmente esses organismos internacionais ou um outro país estrangeiro denominam uma organização como terrorista, criminosa, o objetivo principal é aumentar a efetividade do congelamento de ativos criminosos, de bens.
Então, assim, eu não vejo nenhum problema em pegar, aprovar uma lei e dizer que o PCC e o Comando Vermelho é uma organização terrorista. Até tem uma vantagem que deixa claro qual que é a posição do governo brasileiro em relação a essas organizações, que praticam, sim, atentados terroristas. Veja o que aconteceu.
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Qualquer visita que um, sei lá, líder do PCC recebe lá em Brasília, é vidro separando, falando por telefone e com agente policial monitorando. Claro que eles conseguem ainda de forma velada, mandar alguma coisa. O ministro André Mendonça liberou o Daniel Volcaro de ter uma gravação. Como o senhor viu?
Olha, eu respeito muito o ministro André Mendonça. Acho que ele tem feito um trabalho corajoso e acho que esse é o cenário principal. Você pode pegar uma ou outra decisão dele e fazer uma crítica pontual, como essa, por exemplo. Mas que a gente tem que reconhecer que ele faz um trabalho corajoso, porque tem meio país. Meio país, não.
Mas tem muita gente interessada que isso seja varrido debaixo do tapete, que isso seja enterrado, que não seja extraído as consequências. E ele está lá proferindo decisões corajosas, como a própria prisão do Varcaro. Então ele tem todo o mérito e o meu reconhecimento. Rafael, por favor. Senador, ainda sobre o Supremo Tribunal Federal. O Supremo precisa de medidas de autocontenção, como tal Código de Conduta, e mais. A respeito do Supremo Tribunal Federal, o senhor já tem posicionamento sobre a indicação de Jorge Messias? Já foi procurado por Messias?
Olha, primeiro eu dou todo o apoio à aprovação de um código de conduta. Essa é a iniciativa do presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Fachin. Eu não entendo, inclusive, por que dessa resistência. Me parece algo até óbvio em relação ao cenário atual. Tem que ser adotado, sim. O que eu tenho defendido, Rafaela, também reformas. Vamos pensar no mandato para ministro do Supremo Tribunal Federal. Vamos pensar, eventualmente, mudar as atribuições e competências que hoje são muito amplas.
Precisa ter um esforço de autocontenção. Veja, há duas semanas atrás o ministro Gilmar Mendes disse que o Supremo caminha para a descriminalização das drogas. Eu sou contra. Mas ainda que fosse caminhar nessa linha, tem que ser o Congresso. Os representantes eleitos pelo povo. Não pode esse tipo de decisão ser tomada.
por ministros, 11 ministros, a despeito da vontade da população. Em relação ao ministro Jorge Messias, vamos ver a votação, quando vai acontecer essa votação, eu vou me posicionar abertamente em relação à minha posição. A minha tendência, seguindo até o partido, e também o que eu tenho visto, é votar contra. O senhor foi procurado por ele?
O senhor já foi procurado por ele? Esses encontros assim a gente nunca comenta e tal, porque às vezes procura, às vezes não procura. E são conversas que são normais dentro dessas indicações para a gente trocar ideias e pegar informações, fazer perguntas com algum entendimento em relação a isso ou aquilo. Mas a minha tendência de votação é votar contra. Agora eu não gosto também de posicionar...
Muito abertamente antes, porque vai ter essa batina, a gente vai ouvir, vai fazer questionamentos. Mas o meu posicionamento, olha, é alguém indicado muito próximo ao presidente Lula. Aí já existe uma questão de vínculo, e eu sempre defendi. Pega lá o magistrado de carreira. Dois.
A minha preocupação são os posicionamentos muito à esquerda do ministro Jorge Messias, ministro da AGU, refletidos, por exemplo, naquela Procuradoria da Verdade, no posicionamento em relação a 8 de janeiro. Nós temos que entender melhor qual foi o posicionamento da AGU em relação àquele aborto tardio da cistolia fetal. Então tem uma série de questões que a gente vai fazer a pergunta no momento adequado da sabatina. Por favor, Cássio.
Bom, senador, eu gostaria até de falar um pouquinho mais sobre o seu futuro e o futuro breve. O senhor, é claro, está concorrendo ao governo do estado do Paraná, mas há pretensões, há ambições que o senhor, é claro, deve almejar e se não sonhou, pelo menos pensou em alguma vez. Gostaria de saber, caso o senhor vença as eleições do estado do Paraná, o senhor tem alguma pretensão, vontade de concorrer ao Palácio do Planalto futuramente?
Isso eu digo de quatro a oito anos. O senhor tem essa vontade? É um plano que o senhor ambiciona?
Não, eu nunca tive esse tipo de ambição. Lá em 22 eu coloquei o meu nome, uma pré-candidatura presencial, porque a gente tinha um desejo, naquele momento, de tentar romper aquela polarização acirrada e apresentar o nosso projeto próprio. Acabou não indo adiante, eu fiz esse redirecionamento para uma candidatura.
ali ao Senado Federal. Agora, no momento, qual que é o nosso projeto? É fazer um bom governo do Estado do Paraná. Tem muita coisa que você pode fazer nesse período para transformar o Paraná. Primeiro, como eu disse, numa fortaleza.
dentro do país, e para um farol, para um modelo de excelência. Quem sabe, por exemplo, a gente retoma no Paraná a prevenção e o combate à corrupção, quem sabe com isso a gente não consegue inspirar os outros estados e até o governo nacional a fazer o mesmo. Em relação à presidência, no fundo isso aí, eu compartilho o entendimento do presidente Bolsonaro, é uma coroa de espinhos.
É um problema muito sério, é muito difícil. E até admiro o próprio Flávio Bolsonaro por estar querendo se colocar como um pré-candidato à presidência para virar essa página do governo Lula, porque o desafio não só de chegar lá é muito grande, mas também o desafio depois de fazer um governo. Pois ele gera uma série de expectativas em um ambiente que muitas vezes em Brasília é hostil. Então eu desejo a ele todo sucesso.
do mundo nessa missão. Nosso projeto é apoiá-lo, mas não tenho nenhuma pretensão futura de nada. Até, senador, te pergunto isso porque o Flávio Bolsonaro deixou muito claro que ele tem, pelo menos, a pretensão ou a ideia e a vontade de votar uma PEC da reeleição. Ou seja, que nenhum presidente pudesse reeleger, fizesse um mandato de apenas de quatro anos. O senhor acredita, se Flávio, levar essa...
pelo menos essa PEC, essa proposta de emenda da Constituição à frente, abre um flanco muito grande de cenários, de possibilidades principalmente dos governos estaduais do Poder Executivo por exemplo, Tarcísio de Freitas o senhor caso esteja no estado do Paraná ou até mesmo um outro projeto do próprio PSD que tinha na figura de Ratinho Júnior agora de Ronaldo Caiado
Eu já repito, não tenho nenhuma pretensão presencial, seja agora, seja lá no futuro, seja lá no futuro distante. Como eu disse, minha avaliação é que é um terreno muito complicado e eu posso fazer um bom trabalho ali, caso seja honrado com essa preferência dos paranaenses para governar o estado do Paraná. Fortaleza e modelo de excelência. Mas eu assinei a pedido do Flávio.
Eu assinei a PEC do fim da reeleição, acho que foi uma iniciativa muito louvável da parte dele, assinei. E se colocar para votação é voto a favor. Vou seguir a orientação, inclusive, não só do que eu entendo como certo, mas inclusive a orientação do próprio Flávio Bolsonaro, que fez esse gesto, a meu ver, importante. E acho que o Flávio fez isso, principalmente pela percepção de que, veja, nós corremos o risco.
E aqui eu vou enfatizar, corremos o risco de um novo mandato do Lula. O Lula 1 foi ruim, Lula 2 foi péssimo, Lula 3 está sendo uma tragédia moral e econômica para o país. Mais quatro anos, ninguém aguenta. O que levaria o Lula para um quarto mandato? Seria a economia, seria a direita rachada, a falta de união? O que levaria o Lula? Não, espero que isso não aconteça. Se acontecer, o que vai levar o Lula para um quarto mandato?
Se acontecer, o Estado do Paraná vai ter protegido. Vai ser a nossa fortaleza e vai ser um modelo para o país. Porque a gente não vai deixar essas loucuras de Brasília chegarem. Mas vamos trabalhar com afinco. E as pesquisas estão indicando as chances reais de Flávio Bolsonaro derrotar. Espero que até no primeiro turno.
esse governo do Lula, que ele é inaceitável. Eu não acho, assim, o bom senso impede um quarto mandato do Lula. E é só as pessoas verem o que está acontecendo. Há um sentimento e um desejo de mudança. Não imagino uma hipótese que ele seja reeleito. Mas existe, infelizmente, esse risco. E talvez tivesse uma proibição clara, acúmulo de mais de um mandato.
esse perigo estaria afastado não só de agora, mas no futuro vai que chega alguém no futuro tão ruim contra o Lula, como o Lula que é difícil a competição seria muito difícil mas se chegar alguém tão ruim como o Lula, estaria obstaculizado
Senador, nunca se viu na história do Brasil o Supremo Tribunal Federal e essa questão dos juízes e tudo mais estarem tão politizados e tão na boca do povo, o debate político. Tanto a ponto de que a população sabe quais são os juízes do nosso Supremo Tribunal Federal e não sabemos direito quem são os jogadores da nossa seleção.
Diante disso, eu queria perguntar para o senhor em relação a, por exemplo, algumas das decisões dos nossos ministros, como, por exemplo, a do ministro Alexandre de Moraes, de tirar e colocar a princípio, a voto no plenário, a questão de limitar as relações premiadas. As relações que são um fator muito...
importante para a investigação da Polícia Federal, da PGR, e nesse momento crucial para a questão do Master. Como o senhor enxerga essa ação que veio do PT lá de 2021, que foi tirada para justamente ser votada no futuro próximo, ainda não sabe quando, de limitar as delações premiadas? É um retrocesso? Olha, pelo que eu li, o ministro Fachin não vai pautar. Por enquanto, até maio. Acho que é um momento totalmente inoportuno, e as razões do PT normalmente são falsas.
Porque não pode fazer delação, colaboração, quando a pessoa está presa. Por que não? O que precisa ter numa colaboração premiada é aquilo que a gente chama de prova de corroboração. Então tudo que um criminoso disser tem que encontrar prova de corroboração. Acho que não existe em nenhum lugar do mundo que existe uma proibição de alguém...
que teve a sua prisão decretada preventivamente, é uma prisão definitiva, possa fazer colaboração premiada. É um instrumento importante, ainda que ele gere algumas controvérsias, ainda que ele tenha que ter um cuidado. O fato é que, por vezes, as únicas testemunhas desses crimes complexos são os próprios criminosos. Então, usar um contra os outros é algo que se faz no mundo inteiro. E seria uma pena haver uma limitação desse instrumento.
exatamente no momento de um caso tão polêmico. Mas a minha avaliação, eu acredito, espero, que o ministro Fachin não paute essa ação. Existe uma anomalia aqui, eu tive recentemente até numa viagem para o Japão, achei bem interessante.
Conheci lá a Suprema Corte Japonesa. Nossa! E ninguém sabe o nome dos ministros da Suprema Corte Japonesa, e isso é bom, porque é uma corte que atua de uma maneira efetiva, mas muito circunspecta. E teve algo que me chamou muito a atenção lá de Carlos, foi que eles têm um mecanismo de recalco. O ministro é indicado pelo imperador ou pelo gabinete do executivo. Aí ele assume...
Após um ano de exercício no cargo, o nome dele é colocado como uma espécie de referendo nas próximas eleições parlamentares. E a população pode rejeitar a permanência dele no cargo ou não. Então, eu sempre fui contra a eleição de juiz, acho que não é um método mais adequado, mas ter uma espécie de recall popular me parece que é algo interessante e uma forma de controle para evitar esses excessos. O Supremo está decidindo tantos assuntos.
Foi a questão da descriminalização do consumo de maconha. Que, assim, cadê a norma constitucional que fala sobre isso? Foi a invalidação do marco temporal. Foram essas decisões na área criminal de anulação da condenação da Operação Lava Jato. A meu ver, sem justificativa. São agora algumas decisões que acabam denotando um excesso grave.
O manifestante do 8 de janeiro, como é que você condena uma menina que passou uma frase lá numa estátua de protesto a 14 anos de prisão? Ou agora esse empresário aí, 14 anos porque fez um pique de 500 reais? Então, alguma coisa está descompensada e precisaríamos colocar o Supremo no seu leito próprio, que é uma instituição importante para o país. Está aí desde 1891, é uma instituição que faz parte daqueles freios e contrapesos, mas agora está precisando ter um pouco de freio.
para voltar a ter uma atuação mais serena, a meu ver, e importante para a nossa República. Antes da Rafaela, o senhor falando sobre o Supremo Tribunal Federal, o senhor foi muito crítico, já o Supremo agora novamente reforçando essas críticas, o senhor foi absolvido no TSE com o voto do ministro Alexandre de Moraes, agora na última semana o deputado Lindenberg também enviou uma denúncia para o ministro Alexandre para investigar o senhor, ele foi contra.
Antes disso, o senhor esteve com o ministro Gilmar Mendes. Depois daquela conversa, o que mudou? Olha, eu tenho uma posição independente, é a posição do senador. Então, eu tenho que apontar as críticas quando são necessárias. Eu fui eleito, tenho meu mandato para isso. Agora, isso não significa que a gente não respeita a instituição, que a gente não respeita os ministros individualmente. Agora, a gente tem que apontar, está havendo esse excesso.
Tem que ter esse controle, nesse caso tem suspeita, tem que haver investigação, nem que seja para exonerar eles de responsabilidades. Mas se tiver a confirmação, tem que se extrair as consequências. Ninguém pode estar acima da lei. Mas eu não tenho uma guerra contra o Supremo, nunca tive esse interesse de promover uma guerra pessoal contra quem quer que seja. Na verdade, acho que o país perde muito.
Porque a gente quer olhar para frente, a gente quer ter uma economia aberta, a gente quer ter investimentos, a gente quer ter um país respeitado do ponto de vista internacional, mas a gente precisa ter um país submetido às leis e que a liberdade prevaleça. Hoje que a gente vê, muitas vezes na população, medo de falar determinados assuntos.
medo de fazer determinadas críticas. Esse não é o país que eu quero morar. Numa democracia pressupõe liberdade. E a liberdade de crítica tem que envolver tanto um senador, mas também um ministro supremo do Federal. E isso não fala um em relação ao outro, fala em relação ao cidadão comum.
Se você não tem liberdade, você se torna um escravo. Se você não tem a possibilidade de se posicionar, você se torna um servo do poder. E esse não é o país que a gente quer. Por isso que eu acho absolutamente necessário nós virarmos essa página e virar essa página passa pela derrota do governo do Lula e do PT que nos trouxe essa situação absurda de hoje que muitas vezes a gente tem que reclamar aí do governo de leis e de um Estado de Direito. Rafaela, por favor.
E como é que o senhor avalia aproveitar aqui o ensejo, né? As falas do ministro Gilmar sobre a questão do ghostwriter para a Lava Jato, dizendo que o senhor não saberia escrever tigela com G ou J, aquele tipo de crítica. Como é que o senhor avalia esses posicionamentos em relação à atuação da Lava Jato por parte de um ministro do Supremo Tribunal Federal? Olha, acho que todo mundo te orgulha do que a gente fez na Lava Jato.
E foi uma operação reconhecida internacionalmente. Em relação aos meus predicados, o meu conhecimento jurídico, o meu conhecimento sobre as coisas, eu estou absolutamente tranquilo. A gente lamenta essas posições pessoais. E, enfim, eu não perco meu tempo com isso. Estou focado na construção do meu projeto.
para o estado do Paraná, para os paranaenses e dois, na mudança do país. Então essas coisas a gente, na verdade, nem dá bola. E sobre a questão da delação, eu queria retomar um ponto sobre a delação. Porque se ventilou no caso do Máster a história daquela delação parcial, a delação seletiva. Qual a visão que o senhor tem em relação a uma delação que seria só para contar metade da história? A delação, a colaboração premiada, ela tem que ser completa. Se...
Um criminoso faz uma colaboração que não está completa, ele corre risco de perdê-la. Porque os fatos podem surgir de uma outra fonte e aí vai apontar, você mentiu, você ocultou esses fatos. Então o criminoso, o colaborador, ele assume um risco muito grande quando ele não revela tudo o que aconteceu. Agora, em tese, tudo pode acontecer dentro de uma colaboração premiada. Então se ele tiver reservas mentais...
A gente não pode assegurar a priori que ele revele todos os fatos. Mas se ele não revelar todos os fatos, ele vai correr um risco futuro de perder a colaboração. Ainda sobre isso, o senhor acha que o Senado deveria ter conseguido virar uma comissão parlamentar para apurar a questão do Master? Eu assinei, inclusive, o pedido de CPI e assinei o pedido de CPMI do Banco Master. Na sua avaliação, o que conteve esse andamento de comissão se teve apoio de parte dos senadores?
Não, não foi instituída lá a CPMI ou a CPI, mas tinha as assunturas necessárias. Por favor, Cássio. Senador, inclusive eu gostaria que o senhor analisasse um pouquinho duas frases que foram ditas ao longo dessa última semana por duas lideranças políticas. A primeira do Ciro Nogueira, que falou em relação ao Flávio Bolsonaro. Ele disse que se o Flávio adotar uma postura... ...de a postura.
de mais extrema direita, está fadado à derrota. E a segunda frase é de Gilberto Kassab, dizendo que Flávio Bolsonaro, para ser um presidente da República, precisava ter experiência. É claro que ele fez ali uma defesa a seu candidato, Ronaldo Caiado, que tinha oito anos de gestão no governo de Goiás, e também uma trajetória política bastante longa. Como é que o senhor analisa essas frases, até mesmo críticas?
que essas lideranças fazem ao perfil e também à figura pública de Flávio Bolsonaro. Olha, longe de mim ficar dando sugestões aí ao pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro.
Agora, vamos reconhecer que a estratégia que eles estão utilizando, que a meu ver passa apenas por ele ser autêntico em relação ao que ele faz, o que ele acredita, está dando certo. Hoje ele está superando o Lula nas pesquisas, inclusive com vitória no segundo turno.
Então, acho que o caminho ele está se traçando muito bem. Tem lá a coordenação política também do grande senador, que é o senador Rogério Marinho. E tem o apoio do PL, do presidente lá, Valdemar da Costa Neto. A gente precisa virar essa página dentro do nosso país. Eu creio que ele tem feito um bom trabalho. O senhor acha arriscado ele adotar essa postura de extrema-direita? Isso poderia ser um tiro no pé?
Essas qualificações de extrema direita, extrema esquerda, às vezes são muito discutíveis. O que seria extrema direita? Defender o fim do governo Lula? Não, a gente precisa fazer isso para salvar o país. Defender maior segurança pública para o cidadão brasileiro contra a criminalidade é uma pauta também necessária. Abrir a nossa economia.
tornar um ambiente favorável ao investimento, aos negócios, ao trabalho, valorizar quem trabalha e quem produz, valorizar o agronegócio, que trai uma fonte de riqueza fundamental para o nosso país. Muitas vezes o que a gente se viu...
A gente viu nisso gente querendo dizer que isso é extrema direita, né? Isso é um absurdo. Então, acho que o Flávio defende essas pautas. Valorização de quem trabalha e quem produz, segurança pública, a pauta das liberdades, que é uma pauta importante hoje para o país.
Então, acho que ele está no caminho certo e as pesquisas estão revelando isso. Em relação à experiência, a gente não está falando nenhum novato, é um senador da República, que antes teve uma carreira legislativa, depois agora um Senado teve um mandato, a meu ver, vitorioso, primeiro lá dentro como parte do governo, depois agora na oposição, manteve sempre a sua linha de atuação, então acho que o caminho está certo.
Agora, para qualquer pessoa que eu falo, o que você tem que fazer numa trajetória política? O que eu recomendo? Seja sempre autêntico. Defenda aquilo que você acredita, porque senão as pessoas percebem que você não está sendo sincero. É isso que eu faço. Então, quando eu venho aqui falar essas coisas, é porque eu acredito nisso que eu estou falando. E creio que o Flávio Bolsonaro faz a mesma coisa lá na sua pré-candidatura.
Senador, falando agora então de agronegócio Paraná, é um dos motores econômicos do Estado, 35% acho que do PIB é direcionado para o agronegócio no Paraná. Nesse sentido, um dos problemas que temos no agronegócio no Brasil é a questão da falta de microcrédito.
Há pouco financiamento do governo, ainda é rudimentar se comparado a outros países da OCDE, por exemplo. Qual é a sua visão em relação a isso, em termos de Estado, suas propostas para isso, visto que estamos diante de uma crise também de política internacional que vai aumentar o preço dos fertilizantes, porque o Brasil ainda não é suficiente em fertilizantes.
Em nível estadual, qual é a sua proposta para incentivar as famílias, os pequenos agricultores e a questão de reduzir a dependência do seu estado e, consequentemente, do Brasil a insumos internacionais?
Olha, eu tenho grande orgulho lá do agronegócio no estado do Paraná. Hoje nós somos o maior exportador, por exemplo, de frango, nós somos o maior produtor de cevada, nós somos o segundo maior produtor de leite e de queijo. Isso para ficar em alguns produtos, o maior produtor e exportador de tilápia. O fato é que o Paraná, o agro, foi muito bem sucedido. Primeiro, porque nós temos terra muito fértil, mas principalmente porque o paranaense é um povo trabalhador.
E os agricultores, seja o pequeno e os grandes, acreditaram em inovação e tecnologia para criar formas de produção mais eficientes. Nós temos também as grandes cooperativas do país, todas lá no Paraná, os agricultores se unindo para poder competir, inclusive em escala internacional, em relação às grandes produtoras de grãos, por exemplo.
Agora você coloca num assunto muito pertinente, porque o agro no país inteiro e mesmo no Paraná tem dificuldades. O preço...
dos insumos tem aumentado. Do outro lado, com esses juros nas alturas, que é resultado da fragilidade macroeconômica gerada pelo governo Lula, não há endividado que aguente. Há um crescimento exponencial das recuperações judiciais, inclusive na área do agro, o que gera esses desequilíbrios. Por isso que a gente precisa, primeiro, de um projeto nacional, e aí é capitaneado pelo Flávio Bolsonaro, para colocar a economia em ordem, para que haja uma redução de juros.
que não mate a atividade produtiva. E aí, pontualmente, o que a gente pode fazer? Pegar nos nossos respectivos estados e fomentar a linha de crédito, ou buscar formas de pagamento, amortização, ou, eventualmente, securitização dessas dívidas. Agora, o desequilíbrio macroeconômico...
acaba prejudicando essas soluções que muitas vezes são paliativas. Mas não é de hoje que existe essa reclamação grande em relação à pequena dimensão do crédito rural, em relação à necessidade. Tudo isso, a meu ver, é fruto... Ora, se os juros não fossem tão altos por conta do desequilíbrio macroeconômico gerado pelo Lula, o problema seria bem menor.
Porque aí o agro conseguiria também fontes de financiamento fora do crédito rural especial em taxas mais razoáveis. Então a gente precisa resolver esse problema macroeconômico. Enquanto não resolve, todo o resto vai ser paliativo. Lá no estado tem uma discussão, no estado do senhor, no Paraná, sobre a companhia de saneamento, a Sanepar. Iniciou uma discussão sobre o governo Ratinho, da privatização. O senhor defende esse modelo da privatização?
Olha, eu tenho uma visão normalmente liberal da economia. Acredito que o desenvolvimento se faz através da iniciativa privada e nós temos que criar um ambiente.
Não só regulatório, mas de incentivo ao investimento e aos negócios. Assim, valorizar quem trabalha e quem produz. Não tenho nenhum preconceito em relação a privatizações. Agora, para qualquer empresa pública, a gente tem que estudar o modelo. Porque não adianta também passar do público para o privado se o serviço que for prestado no futuro não tiver qualidade. Então, a minha grande preocupação...
em relação aos paranaenses, eles terão acesso a um serviço de água e de saneamento básico que seja de qualidade. Então, isso a gente pode até discutir no futuro, mas não existe nada estabelecido dessa linha. O que nós precisamos garantir, sim, aos paranaenses é um serviço público de qualidade nesse tema da água e esgoto. Vai lá.
Senadora, em relação à questão de governo ainda, a atuação do Senado parece que ela tem mais independência do que a atividade do Executivo. Sei que o senhor já foi do Executivo como ministro, mas eu acho que o governo do Estado parece um desafio diferente com as suas características. Como é que o senhor pretende ver espaço para compor, para fazer a gestão com essa visão técnica num Estado, onde hoje nós temos uma correlação muito forte entre o Legislativo, por exemplo, e o Executivo, para que os projetos de governo possam caminhar?
Olha, a composição política é sempre necessária. Você ter aliados políticos na Assembleia, em outras posições ali dentro do governo do Estado. Agora, isso não pode se colocar acima dessas alianças políticas, da necessidade de prestar um bom serviço. O Estado tem que prestar um bom serviço aos paranaenses, seja na saúde, seja na educação, seja na infraestrutura. Vou te dar um exemplo aqui. As estradas do Paraná pouco evoluíram nos últimos 30 anos.
Eu gosto sempre de dar um exemplo muito prático e pessoal. Quando eu me casei, estou casado há 27 anos com a Rosângela Moura, que hoje é deputada federal.
Quando eu me casei, me mudei para Cascavel. Isso foi em 99. E eu pegava o meu carro e visitava a família dela lá em Curitiba. Pegávamos a estrada BR-277. E a estrada não tinha duplicação, não tinha terceira pista. E nós passávamos parte da viagem até reclamando da estrada. Olha, essa estrada é de péssima qualidade.
Bem, 26 anos depois é só pegar o carro e fazer a mesma estrada, que ainda não foi duplicado, que tem pouca terceira pista. Isso está fazendo com que seja prejudicado o cidadão paranaense que se locomove pela estrada.
mas também tem gerado um gargalo produtivo, descomendo a nossa produção agrícola lá do oeste do Paraná. Isso que a gente fala da BR-277, dá para falar para outras estradas também. Então, o primeiro é, o nosso cliente final, se é para dizer assim, o nosso cliente final é a população paranaense. E os meios para construir um serviço adequado, um governo eficiente, um governo probo, honesto.
que o paranaense possa se orgulhar, nós vamos buscar todos esses meios necessários. Envolve também o diálogo em relação à classe política. Mas não é a classe política o nosso cliente. O nosso cliente é o cidadão paranaense. Pobro Cássio.
Senador, ao longo desse mês, o presidente do Senado e do Congresso, o senador Davi Alcolumbre, ele destravou duas pautas, ou até melhor, duas novelas, que seria a Sabatina, de Jorge Messias, na CCJ do Senado, para o dia 29 de abril, e também para o dia seguinte, no dia 30 de abril, a sessão conjunta do Congresso Nacional, para analisar os vetos do presidente Lula em relação ao péreo da dosimetria, inclusive uma sessão com pauta única.
No dia 30, o senhor vai votar pelo veto do presidente Lula e qual é a temperatura do Congresso Nacional em relação a essa pauta? Eu vou votar para derrubar esse veto. Esse veto é um absurdo. O Lula fazendo crueldade com pessoas simples, como a Débora do Batom, como lá o próprio caso desse empresário lá de Santa Catarina.
E outras pessoas, eu visitei presos lá no Paraná, que foram transferidos de Brasília para Curitiba, outras cidades. Pessoas que não tem prova que quebraram um copo d'água. Mas estão lá condenadas a 16, 18 anos de prisão. Tem uma pessoa em particular que está presa desde o 8 de janeiro. Desde o 8 de janeiro, mais de três anos. Não tem prova, Cássio, que quebrou um copo d'água. Então, quando foi lá a construção do projeto de lei...
eu defendi a anistia, mas foi a solução política possível no momento para pelo menos mandar essas pessoas para casa. O Lula, o mesmo que a Dula José Dirceu, o mesmo que não vê nenhum problema na roubadeira, inclusive que atua na base lá do governo na CPMI para proteger o filho dele, para blindar o Lulinha das investigações, vem lá.
querer vetor esse projeto da dosimetria. Vamos derrubar esse veto, tenho certeza, com uma ampla maioria. E pelo menos dar um passo no sentido de se resgatar a justiça para essas pessoas. Porque ainda, na pior das hipóteses, se você for pensar, ah, eu acho que teve, vamos supor, eu acho que teve uma tentativa de golpe. Eu acho que isso é uma questão controvertida.
Primeiro, não podia ter sido julgado no Supremo. E dois, será que houve realmente tentativa? Houve uma cogitação e desistência. Mas, enfim, ainda que se pense na hipótese da tentativa de golpe, recair toda essa pena, todo esse rigor, aquelas pessoas simples que erraram, se excederam, você não pode invadir prédio público e fazer baderna, mas condenar 18 anos de prisão, enquanto Sérgio Cabral está recomendando filme e Netflix.
na beira da piscina, zombando da população brasileira, e foi beneficiado por decisões de anulação pela mesma corte, é um escárnio com a população brasileira. Então nós temos sim que aprovar essa redução da pena e temos que resgatar no nosso país o combate à prevenção à corrupção. O senhor comentou agora há pouco alguns pontos sobre a vingança que acontece às vezes com os parlamentares ou com nomes da oposição. Em uma entrevista lá no início do mandato, o presidente Lula disse que queria se vingar dessa gente.
O senhor já se sentiu vingado em algum momento, nesses quatro anos quase, do presidente, tudo em relação ao que o senhor fez na Lava Jato? Acho que as pessoas estão entendendo aí todo o cenário, né, Bruno, o que aconteceu lá na Operação Lava Jato. Nós combatemos a corrupção.
nós tivemos essas anulações por uma questão, a meu ver, em cima de formalismos, mas no fundo é uma reviravolta política. E o que aconteceu? O produto do desmantelamento do Lava Jato foi a volta da roubalheira. E aí você vê os mesmos personagens envolvidos, inclusive o próprio Lulinha. Então a gente está vendo quem é quem nessa história e a população pode fazer o seu próprio julgamento.
Eu acho que, de certa maneira, a preferência que eu tenho nas pesquisas lá no estado do Paraná, hoje com possibilidade até de vitória no primeiro turno, reflete essa compreensão da população. Olha, a Lava Jato não foi desconstruída pelos seus erros. Ela foi desconstruída pelos seus méritos. Essa é a simples realidade. A volta da tradição da impunidade. E nenhum país pode viver com essa impunidade da grande corrupção. Valeu.
Senador, a gente sabe que numa pesquisa lançada no ano passado, sabemos que o Brasil gasta cerca de 20 bilhões de reais com os supersalários e que apenas 50 mil funcionários ao todo do funcionalismo público recebem esses supersalários. A grande maioria dos funcionários públicos ganham até 3 mil e...
3.500 por mês. Então, há uma discrepância muito grande no setor público. Um dos principais gastos também do orçamento federal é com a Previdência, o orçamento público é uma questão, porque impacta o investimento e também a questão fiscal do Brasil. Como é que o senhor enxerga a questão de uma reforma administrativa no Brasil e, consequentemente, uma reforma previdenciária?
Olha, nós temos que ter um governo mais eficiente, isso envolve corte de gastos supérfluos. Agora também a gente não pode vilificar.
tornar o servidor público um vilão. São pessoas, trabalhadores, muitas pessoas dedicadas. Às vezes faltam alguns incentivos para um trabalho mais prestativo e eficiente. Falta aquela avaliação de desempenho, que acho que é um mecanismo necessário que tem no setor privado, devia ter também no setor público. Mas a gente não pode vilificar o servidor e tem que valorizar o servidor, pagando até um vencimento compatível com a responsabilidade sua da função.
Agora a gente tem uma burocracia imensa que trava o país e aí torna necessário a gente discutir reforma administrativa, transformar mudanças na legislação. Por exemplo, eu votei na nova lei do licenciamento ambiental. Porque é impossível você fazer uma obra que leve aí 10 anos para ter uma licença ambiental.
Então tem que ter cuidado, preservar o meio ambiente, mas isso também não pode virar um fim em si mesmo, impedir um avanço civilizatório e muitas vezes obras são necessárias para o bem-estar da população. Então faça medidas compensatórias, resolva esses problemas aqui ou lá.
mas sem a obstaculização do progresso. Então, acho que a gente precisa avançar muito no nosso país, mas temos que tomar muitas vezes cuidado com essa ideia de tal, o servidor público é o vilão do momento. A grande maioria, como você mesmo colocou, são pessoas que nem têm vencimentos assim tão elevados, são pessoas dedicadas. Eu fui 22 anos, juiz.
E pude observar isso de perto. E como juiz, claro que você tinha um vencimento mais avantajado, mas vou colocar também, né? Olha, a gente combateu crime organizado, a gente teve a maior operação da história contra a corrupção, e eu não fiquei rico na magistratura. Não vou reclamar do salário do vencimento. Seria injusto com a maioria da população. Mas eu não enriqueci. Eu não enriqueci.
Tem que se discutir exatamente o que são esses penúdicos. Há um descontrole, há um descontrole em relação a esses vencimentos, mas também é injusto em tratar todo juízo, tanto promotor como marajá. Isso também não é verdadeiro. Então a gente tem que discutir os detalhes e às vezes deixar dessas retóricas, muitas vezes, que acabam obscurecendo os fatos reais. O senhor não vê como um super salário, sim, uma valorização da profissão que é de risco?
Não, depende do que a gente for destacar. Eu vejo alguns excessos, aqueles pagamentos milionários, pagamentos de centenas e milhares de reais, que me parece absolutamente incorreto. Agora, a gente não pode vulgarizar e dizer que está todo mundo recebendo dessa forma, que não é verdade. Reta final aqui, senador, em sete minutos. Vou fazer o último giro aqui com a Rafaela, que é a nossa representante da bancada do Paraná hoje aqui.
Senador, vou pedir para uma avaliação, então, a respeito dos próximos passos da campanha eleitoral. Como é que o senhor avalia que deve ser a disputa no Paraná? Pré-campanha. Pré-campanha, obrigada. Pré-campanha, tem que colocar aqui direitinho o nome da lei eleitoral. Pré-campanha, como é que o senhor avalia que deve ser a tônica da pré-campanha no Paraná? O senhor vê uma eleição pesada, com ataques, com agressões. Como é que o senhor antevê esse momento de pré-campanha para esse ano?
Rafael, da minha parte, a gente quer fazer uma pré-campanha e campanha depois propositiva, apresentar um projeto e estabelecer de maneira clara por que nós temos condições de realizar esse projeto. Eu acho que os passos que nós tomamos até agora, chamando um vice, alguém técnico, do empresariado, colocando uma chapa de pré-candidatos a senadores que a gente possa apresentar com orgulho à população, que é o deputado federal Felipe Barros.
e o próprio Deltan Dallagnol, são esses passos e essas construções que nós vamos fazendo. Agora, não posso falar pelos adversários. Eu nunca fui uma pessoa agressiva, nunca apelei para fake news. A gente teve a campanha lá em 22. Mas a gente vê que, inclusive, muitas vezes os adversários já estão apelando para fake news em relação à nossa pré-candidatura. Mas a gente vai fazer o nosso caminho, sem se preocupar muito com o que o outro fulano X, o outro fulano Y vai fazer.
Já começou na pré-campanha, inclusive, porque a partir do momento que o senhor filha o PL, já resgataram vídeos com falas sobre o Valdemar Costa Neto, sobre a questão Bolsonaro. E a cada movimento a gente percebe que há um tensionamento da cobertura política. Então, o senhor pretende, se a tônica for essa dos adversários, seguir sem ataques, mas está preparado, por exemplo, para as agressões que podem vir e que já começam a surgir em clima de pré-campanha?
A gente nunca quer ver essas agressões, nunca quer ter essas agressões, mas assim, você está mexendo com a pessoa errada, porque a gente passou, a gente teve ameaça do crime organizado, eu fui juiz corrigidor de presídio federal, a gente convivia com gente como Elias Maluco, Marcinho VP, Fernandinho Veramar, a gente enfrentou o governo do PT.
por conta da elevada corrupção, enfrentamos políticos muito poderosos, que também não eram do PT, por conta da corrupção desenfreada durante a Operação Lava Jato. Como ministro da Justiça, a gente foi para cima novamente do crime organizado. Então, assim, não queremos sofrer esses ataques, evidentemente, mas se eles acham que vão nos abalar com esses ataques, é porque não me conhecem.
Por favor, Cássio. Senador, a gente sabe que o atual governador Ratinho Júnior tem mais de 80% de aprovação no seu mandato. Gostaria de saber do senhor, acompanhando em loco, de perto, todas as demandas, os desafios e as qualidades do Estado do Paraná. O que tem de bom no governo Ratinho que o senhor pretende levar para o seu governo? Olha, os bons projetos do governo Ratinho Júnior nós vamos dar continuidade.
Os investimentos, por exemplo, estão com um programa de asfalto rural, nós vamos dar continuidade a isso, os investimentos no litoral paranaense. Agora, a visão que nós temos é que a gente pode sempre mais. Então, dei o exemplo da segurança pública. Hoje, nossos indicadores são piores que Santa Catarina. Nós temos um ICMS, a líquida de ICMS, 19,5%.
é maior da região sul e sudeste. Eu quero não, eu quero ter o Paraná, o estado mais competitivo do país. Isso significa também a redução da tributação, claro que tem que ser com responsabilidade fiscal, cortando outros gastos. Mas eu não tenho nenhum preconceito em reconhecer os méritos da atual administração. Em relação aos pontos positivos, vamos dar continuidade. Acho que o governo é sempre uma soma.
em relação àquilo que veio antes, mas também com correções de rumo que se mostram necessárias. Senador, o senhor acha que esse ano, 2026, diante de todas essas crises institucionais que a gente está vendo, que será o ano da direita? A direita vai sair triunfante, com mais senadores de direita eleitos, com essa pauta anti-STF, mais impeachment de ministros? O Brasil como um todo vai tender mais à direita?
Tenho certeza que o resultado dessa eleição vai ser uma inclinação à direita, não só no executivo, mas igualmente dentro do Congresso e dentro dos órgãos legislativos. A população quer mudança, a população está saturada e a população se sente enganada.
porque em 22 foi feita uma promessa de um governo mais ao centro. Eu sabia que aquilo era mentira, desde o início, sabia que isso não ia acontecer, por isso que eu fui apoiar o Bolsonaro no segundo turno das eleições, mas muita gente ingenuamente acreditou nisso e hoje está desapontada, está endividada, está com dificuldade de pagar.
as suas dívidas, está se vendo acuada, vivendo com medo e tem até medo de falar hoje, de criticar o governo ou criticar outras instituições. Não é esse o país que a gente quer. Vai ter sim uma caminhada para a direita. Fechando aqui mais uma edição do Direto ao Ponto. Senador, muito obrigado por aceitar o nosso convite, por conversar com a Jovem Pan. Se caso eleito, a gente espera o senhor aqui como governador. Se caso o senhor não for eleito, o que o senhor vai fazer da vida na política?
A gente está jogando na primeira hipótese. Não trabalha com plano B, senador? Não, a gente confia no nosso projeto, vamos apresentar para os paranaenses alguma coisa ali muito sólida. E hoje, como tenho dito, as pesquisas estão nos apontando com perspectiva de vitória.
Até no primeiro turno, é claro que é um longo caminho pela frente, a gente tem que tratar com humildade, mas fazendo aquilo que a gente acredita, vai deixar para o eleitor, olha, a proposta é essa, para ser escolhida, e se for escolhida alguma outra coisa, a gente vai respeitar com humildade, porque quem decide quem é soberano é o povo, é a população, não são os conchavos políticos, não são aquelas artimanhas que se fazem muitas vezes dentro do processo eleitoral. Então vamos lá com cara limpa, com uma proposta objetiva para a população.
Agradeço demais a vinda do senhor aqui. Muito obrigado. Muito obrigado. E a você de casa que nos acompanhou nessa edição, muito obrigado pela companhia. Quero também agradecer aos nossos convidados, a Rafaela Moron, do Grupo RIC, do Paraná, que esteve conosco, o apresentador da Jovem Pan, o Cássio Zema, que vocês já conhecem todos os dias aqui de casa, e a cientista também, comentarista política, Maria de Carli. Muito obrigado. Se quiser rever essa ou outras reportagens também aqui da Jovem Pan,
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