Episódios de Sopa de Letras

Conversas com PPE: Joseph e Oliver | Morando sozinho no Brasil | T2E1

28 de abril de 202627min
0:00 / 27:18

"Conversas com PPE" é o quadro do Sopa de Letras em parceria com o Programa de Português para Estrangeiros (PPE) da UFRGS. No episódio de hoje, conversamos com Joseph e Oliver sobre como é morar sozinho no Brasil.

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Participantes neste episódio4
L

Letícia

Co-hostEstudante
V

Vitória

Co-hostEstudante
J

Joseph

ConvidadoEstudante
O

Oliver

ConvidadoEstudante
Assuntos5
  • Desafios da vida independenteMoradia · Burocracia · Custo de vida
  • Expectativas ao chegar no BrasilDificuldades com a língua · Adaptação cultural
  • Diferenças culturais e gastronômicasComida brasileira · Churrasco · Chimarrão
  • Experiência de morar em condomínioInteração com outros estudantes · Prática do português
  • Transporte Rodoviário BrasilDiferenças no tráfego · Pontualidade dos ônibus
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Sopa de Letras, o podcast de Pet Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Nesta edição, conversas com o PP.

Oi pessoal, eu sou a Letícia. Eu sou a Vitória. E hoje nós vamos conversar com o Joseph e com o Oliver sobre como é a vida independente de um estrangeiro no Brasil. Oi pessoal, tudo bem?

Tudo, tudo muito bem. Tudo bem. Podem começar se apresentando, falando de onde vocês são, a quantos tempos estão no Brasil. Tá. Meu nome é Joseph, eu sou um estudante panameño. Meus amigos me conhecem também como Pepe, um apelido que foi adaptado aqui no Brasil. Tenho 22 anos e estou no programa do PPE, português para estrangeiros.

O ano próximo eu vou estudar Odontologia na UCPEL e estou muito grato pelo convite aqui com vocês. Muito obrigada. Bom dia, meu nome é Oliver. Bom, primeiro que tudo, muito obrigado pelo convite ao seu programa. Eu sou do Panamá também, sou um estudante panamense que está fazendo curso de português por enquanto, mas o próximo ano eu vou estudar aqui na URGS Agronomia.

E estou morando há oito meses, igual que o meu colega aqui no Porto Alegre. Muito interessante. Então, vocês dois chegaram esse ano aqui no Brasil. E quais eram as expectativas que vocês tinham antes de vir?

Minhas expectativas... Eu suponhia que quando chegar no Brasil ia ter uma falta de comunicação pela língua. Mas anteriormente eu tinha feito um curso de português no Panamá. E pude aprender um pouco sobre a língua e quando chegar me comunicar um pouco com as pessoas.

Foi muito legal quando cheguei e fui conhecendo um pouco a cidade com a minha mãe, que me acompanhou aqui nos primeiros dias. E as expectativas foram mais emocionantes, porque não é a minha primeira experiência morando sozinho. E estava muito emocionado por essa nova aventura.

Bom, para mim eu tinha expectativas muito boas, mas quando eu cheguei aqui no Brasil, eu não fiz curso nenhum quando estava em Panamá de português, porque eu pensava que o português é uma língua bem parecida ao espanhol.

Mas quando eu cheguei aqui ao aeroporto e escutei falar das pessoas, eu pensei, meu Deus, o que eu vou fazer se não entendo nada? Mas aí, como tradutor do Google, consegui me comunicar com as pessoas e consegui chegar, porque eu estou morando na casa de estudantes da URGS. Então eu peguei a localização do Uber e cheguei à casa de estudantes, mas no começo não entendia nada.

É muito interessante isso que tu trouxe, porque a gente também tem, nós pessoas que falam português, a gente também tem uma ideia de que o espanhol é muito fácil, a gente entende muita coisa, porque é uma brincadeira, não sei se ruim, mas acho que sim, a gente tem o portunhol, né? A gente enrola e tal.

E é muito interessante porque não é uma língua fácil de você pegar de primeira e ir falando. Tem que ter muito também um treinamento, uma disciplina de estudo, então é muito interessante também. E da mesma forma, a gente como falantes de português precisaria estudar espanhol pra morar fora, né? Exatamente. Porque as línguas têm semelhanças, mas ao mesmo tempo a prática é muito indiferente. As pessoas falam rápido. O sotaque. O sotaque é a maior coisa. O sotaque mesmo.

E o que foi mais difícil nos primeiros dias morando no Brasil? Foi a língua, o sotaque ou foram outras questões?

Ao começo, pra mim, era conseguir uma moradia. Porque eu tinha alugado uma semana no Airbnb. E tinha uma semana pra conseguir uma moradia pra ficar um tempo mais extenso aqui no Porto Alegre. Daí tive a sorte que consegui um condomínio estudantil.

e fiz um contrato, a minha mãe me ajudou com todo o processo também e consegui, até hoje estou ficando nesse mesmo condomínio. Então, acho que foi mais uma questão de nervosismo, de estar procurando algo para ficar muito tempo. E também as questões dos documentos...

para fazer o processo com a Polícia Federal. Mas, no começo, foi isso. Depois, me adaptei bem e foi muito mais fácil. Acabou tendo muitas questões burocráticas. É, muito certo. Bom, para mim, eu tive dificuldades, principalmente na moradia, porque eu não estou acostumado a morar na cidade. Porque no Panamá eu moro no interior.

Tipo, os primeiros dias, o barulho dos carros, não sei, tipo... Estava muito estressante para mim, porque eu não estava acostumado a isso. Tipo, eu moro num lugar que tem poucos carros, não tem barulho, tipo assim. Mas depois das três semanas eu consegui me adaptar e agora estou dez. Ah, não está boa, gente.

Então, vocês comentaram que vocês vieram de lugares bastante diferentes do Panamá, né? Como era a vida de vocês lá e como foi essa mudança vindo para o Brasil?

Bom, desde que sou criança, eu trabalho com a minha família, tipo coisas de animais, tipo ordenhar cedo, dar alimentos para os animais. Então, enquanto eu estava na escola, eu não fazia isso, né? Porque tinha que ter o tempo para os trabalhos, as tarefas, coisas assim. Mas quando eu estava de férias, eu acordava sempre às três horas da manhã, às três horas e meia, para dar alimentos aos meus animais, fazer o café da manhã, coisas assim.

E quando cheguei aqui no Brasil, eu não posso fazer nada disso. Então, foi muito difícil me acostumar a uma rotina diferente.

Eu, pelo menos minha rotina, lembro do Panamá. Eu trabalhava de manhã até às três da tarde. E estudava na universidade de cinco às nove e meia da noite. E para mim era um pouco cansativo, porque eu trabalhava instalando panes solares.

e estudava na noite de laboratorista dental, que fazia um técnico. Daí eu tive que desistir do técnico para vir aqui no Brasil. E essa mudança de rotina de todo dia fazendo coisas, chegar aqui, só me dedicar a estudar.

Porque a gente não tem jeito de trabalhar aqui no Brasil, pelo menos no programa. Não temos a oportunidade de conseguir um ingresso trabalhando aqui. Então temos que viver do sustento dos nossos pais. Então foi isso que muda muito, de repente, com eles.

Então, vocês sentem que aqui no Brasil vocês têm uma rotina mais tranquila do que vocês tinham no país de vocês? Com certeza sim, porque é só estudar, tomar o café da manhã, pegar o ônibus, ir para a universidade, voltar para o quarto, isso é isso, estudar. Não temos que nem trabalhar.

É, já é isso, dedicar mais o estudo e pelo menos lempar a má. Acho que algo que também mudou foi como moramos independente, temos que também fazer algum alimento, né? Cozinhar ou fazer algumas compras. Mas acho que segue sendo fácil de qualquer jeito.

um pouquinho mais difícil, desculpa, quando estávamos em Panamá, porque daí tínhamos a ajuda dos nossos pais. Aqui já moramos sozinhos, né? Eu ia perguntar isso pra vocês, que é essa questão de... mas tem um pouquinho... entre aspas, fica um pouquinho mais fácil, mas tem essa dificuldade, porque é uma independência que vocês estão tendo agora.

Também como vocês falaram no início, mais jovens E ainda não ter também a possibilidade de trabalhar Ainda viver também da questão de um auxílio dos pais Uma ajuda que também acaba ficando um pouco mais apertada Como vocês falaram, tem que estar tudo planejado Tu vai gastar aqui, tu vai gastar como Mas é muito interessante essa vivência de vocês Interessante mesmo essa mudança também de um lugar para o outro

Porque pelo menos a organização do dinheiro era mais mercado, transporte e se ficava algo para você curtir um pouco, se divertir, sair com os amigos, sim. E já era o resto do dinheiro que ficava aí. Mas era sempre o primordial que era no mercado com a comida e o transporte.

E tu falaste da questão da comida, como foi pra vocês experimentar comida aqui no Brasil? É muito diferente os temperos? Ou é muito diferente a comida que vocês encontram no mercado? Como é isso? Ou é igual? É bem semelhante, é bem semelhante. Tipo, no Panamá sempre tem o arroz e o feijão na mesa. Igual do que o Brasil, sério.

Aqui me surpreendeu muito que pelo menos aqui no Porto Alegre a galera passa maionese tipo as maionese caseira, lá em Panamá é mais comum comprar a maionese e daí tem nos postos de comida Aqui nos restaurantes em todo lugar já tem uma maionese caseira e achei muito legal E é bem mais boa do que comprar uma maionese É bom também

Com certeza. E vocês chegaram a experimentar chimarrão? Eu não. Ah, não, sim. Mas principalmente mate. Mate argentino, uruguai, coisas assim. Sim. Eu sim cheguei, eu tive uma namorada brasileira e na casa dela o tempo todo você bebe chimarrão.

E quando eu fui na caçadeira, eu passo o tempo todo, aprendi as tradições ao momento de beber chimarrão. E achei muito legal, é muito bom também, muito gostoso. Ah, que bom que vocês gostaram. O churrasco, não sei se vocês também gostaram.

No condomínio dele, ele faz muito churrasco, então ele faz convite para mim, eu vou lá comer. Ah, coisa boa! Gosta do churrasco daqui? Muito bom, muito bom! É diferente pelo menos do churrasco lá em Panamá, acho que aqui é só carne, linguiça, pão de alho.

Lempada mais, bota mais frango, bota mais tortilha, bota mais milho também, milho assado com manteiga, fica muito bom. Nossa, deve ser muito bom. Uma coisa interessante do churrasco aqui é que é só botão sal na carne, só botão sal, fica muito bom. Tempo no mínimo, muito bom. Pelo menos a carne, a qualidade da carne no mercado, acho muito, muito bom.

Obrigado.

Uma coisa, não sei se você está sendo assim rir, tem que perguntar o X. Vocês perguntaram o X. Claro. O que é que você está falando do X? Muito bom. É, a socialidade do Sul é o X. É verdade. O pessoal que vem para cá fala que o X é pesado. A primeira vez que eu provei um X foi de casualidade, porque eu estava no Campos do Centro, na lancheira. Estava com minha mãe e tínhamos fome. Daí pensamos que íamos pedir um hambúrguer normal.

Daí chegou o prato imenso com o pão do tamanho da minha cabeça E eu fiquei assim, bah, que isso? A minha mãe ficou chocada porque a gente nunca tinha visto um hambúrguer tão grande Tão dessa dimensão e bah, tava muito bom, né? Na real Gostou muito do cheese, cheese da cabanha, é muito bom

Muito bom, Filipe Campeonça. Ai, que bom saber que vocês gostaram. Mas realmente, pra quem tava esperando o hambúrguer, receber um X deve ser uma surpresa, né? Tem um calota, se você achou esse grande, você já viu o calota, que é aquele que é... Assim, é maior que isso aqui, assim, né? É, tipo isso aqui, o calota. Pode abraçar, mas Filipe. Pode abraçar, literalmente. Ai, que legal. A gente tende que provar. Que legal.

É verdade. E nos lugares que vocês moram? Vocês moram próximos de outros... Os vizinhos de vocês são brasileiros? São outros estrangeiros? Como é essa questão?

Bom, eu moro na casa de estudante, como eu falei. Tipo, agora estou no alojamento, que é um lugar que tem a casa onde aloja os intercambistas. Ou seja, que tem muitas pessoas de Argentina, tem bolivianos, tem colombianos. Então, este semestre, o segundo semestre, tem muitos intercambistas estrangeiros. Mas o primeiro semestre tinha só brasileiros. Eu morei só com brasileiros.

No meu condomínio, a maioria são brasileiros, mas teve muitos intercâmbios também que vêm da Europa, principalmente da Itália, da França e da Espanha. O benefício desse condomínio é que tem muitas áreas sociais, tem uma mesa de ping-pong, tem uma sala de cinema. Por enquanto, estamos fazendo mais reformas.

Mas, ao começo, foi muito legal porque podia socializar, me comunicar com outras pessoas e, dessa maneira, praticar um pouco o meu português, ao começo. E achei muito fácil praticar porque só tinha que descer nas áreas sociais e conversar com outras pessoas. E, dessa maneira, já me fui relaxando com a língua e melhorando muito.

Muito interessante também, assim, que você trouxer, então, muitas questões de lazer, tipo, o lazer acaba que propiciou também você treinar um pouco mais o português, e você também, morando na casa do Aente, ter também mais convivência com pessoas que falam português. Acabou por ser muito interessante também, muito legal.

Esse é o bom dom, morar num condomínio, que é, tipo, usualmente, diariamente, tem muitas pessoas e pode praticar. Para, pelo menos, quando tu chegar, quando tu recente tem chegado, é bom para melhorar muito. Sim, legal. Como tem sido para vocês a vida independente num país estrangeiro? Assim, né, morar por conta própria e tudo mais.

Há muitas pessoas que pensam que a vida independente é muito fácil, mas tem que considerar muitas coisas ao momento de se virar independente, como o estilo de vida, que é tão caro o custo de vida também, as comodidades, as oportunidades de trabalho.

Porque quando você vira independente...

tem que ter um orçamento e uma organização para tudo. Principalmente quando eu cheguei, não sabia quanto custava o ônibus, por exemplo. E na moradia onde eu moro, tem uma área de lavagem que tem que pagar. São como custos pequenos que vão aumentando imensamente, aumentam muito o custo de vida.

e é se adaptar no começo e depois se organizar muito bem.

Para mim foi igual, quando eu cheguei aqui eu não tinha noção da diferença dos preços do Panamá com o Brasil. Então eu tive que fazer inventário, tipo, me organizar o tempo, o dinheiro, porque agora eu não tinha minha mãe que falava, ah, tu tem que gastar isso nesse produto, tu tem que gastar isso para o ônibus. Então eu tive que me arrumar o tempo, me arrumar tudo, a minha rotina.

para conseguir que o dinheiro alcançava ao final de mês. E foi assim, não foi fácil não, mas agora estou acostumado.

E uma pergunta que eu me fiz, que é a questão de custo. Eu sinto que no nosso país é muito caro as coisas. Pra gente, aqui eu já sinto isso. Por exemplo, no passagem do ônibus, eu acho meio caro. Tá 5 reais agora. Tem lugares, por exemplo, no Rio é 4 e pouco. É um pouco mais barato que aqui, mas assim, é meio caro. Então é muito interessante, como é que era no país de vocês, a questão do financeiro, era mais... Não do financeiro, mas digo...

O custo das coisas? O custo das coisas, isso. Você tinha uma diferença muito grande? Eu percebi uma diferença muito grande, pelo menos no transporte público. Porque em Panamá a gente tem um metrô, que é o primeiro metrô da América Central.

e o custo é R$1,30, igualmente com os ônibus que R$1,30 mais ou menos. E quando cheguei aqui já era um custo muito maior e eu tinha que tomar em conta que era unida e um ônibus de volta e se eu morar longe é mais custo, né? Pelo menos com os preços das coisas no mercado achei igual ao Panamá.

Mas também tem que considerar que aqui no Brasil o salário é menor do que o Panamá. E tem que ter muito bem organizado para não se morar sozinho. Tem que ter um apoio pelo menos com seus pais, porque acho que sozinho, independente e tão jovem é muito difícil mesmo. É muito difícil.

Até para nós que, pelo menos na cidade, os aluguel são um pouco caros. Mas o salário é maior também. Mas aqui acho que, pelo menos, certas questões, acho que poderiam melhorar os preços. Sim.

Tem essas complicações, querendo ou não, aqui no nosso país. O salário é muito baixo, querendo ou não, as coisas em si não são baixas, os preços, né? Acabam que são muito caras, assim. Muito questão de, enfim, alimentação, moradia. Quais as diferenças vocês perceberam rapidamente quando se mudaram?

A principal diferença que eu percebi foi a quantidade de moradores da rua que tem aqui no Porto Alegre. Não sei se só aqui no Porto Alegre ou em geral no Brasil, porque eu que não sou da cidade, eu sei que no Panamá tem moradores de rua, mas não tanto assim como aqui.

Eu percebi muito a quantidade de pessoas nas ruas, porque em Panamá a população tem 4 milhões. E na cidade se reduz a 1,5 milhão. Mas aqui só no município de Porto Alegre já tem quase 2 milhões de pessoas.

Então tipo, a diferença de população de uma cidade a um país inteiro, como seria Panamá, é muita diferença. Então achei muito interessante essa parte também.

Interessante os pontos que vocês trouxeram. Principalmente o seu ponto, é mais também, acho que a gente, não sei se é, mas mais que a gente está falando a questão de custo de vida aqui, das moradoras de rua, tem uma dificuldade também para se encontrar emprego, se ter uma estabilidade. Eu acho que aqui, infelizmente, o custo de vida acaba sendo um pouco alto.

para as pessoas e se dificulta também se manter e tal. Mas é muito interessante como esse curso funciona, dessas diferenças. E sim, aqui é muito populoso, muito cheio. Sempre, então sábado, final de semana, tu vai... A gente tá igual no formigueiro lá no meio. E especialmente na cidade de Porto Alegre, que é a cidade mais populosa aqui do estado do Rio Grande do Sul.

Por causa dessa população tão grande, vocês sentiram indiferença também na demora do transporte, de ir de um lugar para o outro, ou filas nos lugares, ou, sabe, trânsito, e aí é demorado para se locomover de um lugar para o outro? Vocês sentiram isso ou no Panamá é semelhante?

O que me surpreendeu muito foi a chegada dos ônibus. É muito exato. Em Panamá há muito, muito tráfego. E como Panamá foi construído um pouco mal, há muito, muito tráfego com os carros. Há muita quantidade de carros.

Diariamente, você tem que lidar com as pessoas que moram mais longe da cidade do centro. Demora muito para chegar, para se transportar. E aqui não veio o mesmo problema. Acho que tem muitas...

ruas que se dirigem ao mesmo lugar e tem várias opções. Apesar de ser uma cidade menor que a cidade de Panamá, acho que não tem muito tráfego nesse sentido e não tem muitas... como está bem distribuído. Eu só percebi que o ônibus de agronomia pode se atrasar um pouco, sempre, ou seja, não tem horário exato.

Mas os demais ônibus, o 343 que ele pega é muito exato, muito exato. Sim. Tem algumas linhas de ônibus que são mais frequentes, normalmente quando vão para o centro, como o 343, mas algumas outras linhas de ônibus também tem bastante atraso. É o ônibus que eu costumo pegar também, normalmente...

Tem uns horários bem variáveis. É, eu moro aqui perto do campus. Eu pego agronomia, só que eu pego o bairro. Bairro. Então, quando eu venho de casa pra cá...

Demora muito, assim, ele vem tanto do centro pra cá, quanto de casa pro campus, leva em torno de uns 15 minutos de ônibus em ônibus, então é bastante tempo, relativamente, né? Mas, e é engraçado, porque eu sinto que pro centro, quando ele vai pro centro, eu sinto que é rápido. Vem dois centros, aí vem um bairro. Então, é realmente isso, tem linhas que vêm com mais frequência, linhas que acabam que, como a gente falou, enfim, demoram mais pra ver.

Depende da hora também, eu acho, porque hoje eu peguei o ônibus no centro às 21h05 e cheguei aqui às 21h30. Ou seja, foi rápido. É, depende muito. Ah, não, com certeza. Eu também já tive questões de ir, só que eu fui da Ipiranga, né? Tipo, o 343 tem vezes que eu estudo, por exemplo, na Facete.

Eu pego meio dia, então os horários de pico, assim, nossa, chegar é lotado e tu chega aqui tipo, sei lá, 1h20, tu entra 1h30. Então é com certeza que o horário influencia também nos trajetos. E também a questão da hora pico, que há mais pessoas saindo do trabalho também, pode ser, que aí mais tráfego.

É verdade, o horário tem muita influência no trânsito, né? E gostaria de perguntar para vocês também se vocês têm alguma dica ou algo que vocês gostariam de ter sabido antes de vir para o Brasil ou se vocês têm uma dica para algum estudante que quer vir para o Brasil estudar português. O que vocês acham que essa pessoa... Vocês têm algum conselho ou algo que seria bom dessa pessoa saber?

Eu recomendo que sejam atrevidos, que realmente se vocês querem algo, se dediquem a isso, porque não existem barreiras, tipo, se tu realmente tem vontade de fazer algo ou de aprender algo.

tu busca qualquer jeito de fazer as coisas, inclusive se é difícil, ninguém diz que é fácil, né? Mas com todo o apoio e ajuda de ti mesmo, autoconhecimento, pode lograr as coisas muito.

Também que não tenham medo de falar, porque uma coisa que eu percebi, não sei se é só aqui no Porto Alegre que as pessoas são abertas a falar, tipo, nem te conhecem, falam, falam, falam, então, tipo, que não tenham medo de falar porque a pessoa vai e continua falando contigo.

Perfeito, excelentes Consílios E acho que não só pra Pessoas que estão pensando em vir pro Brasil Mas pra todos nós Então, muito obrigada Pela conversa Pelo tempo de vocês Nós adoramos conhecer um pouco mais A experiência de vocês

É isso, muito obrigada. Eu também queria agradecer, a gente foi uma conversa incrível, muito legal também a participação de vocês, eu adorei. Então, obrigada pela conversa.

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