Indústria Cultural brasileira sob o controle de empresas estrangeiras
Sobre Economia Política da Comunicação e da Cultura, canal do grupo de pesquisa Economia Política da Comunicação e da Cultura (EPCC) da Fundação Casa de Rui Barbosa.
Autora do podcast: Danielle Fernandes Rodrigues Furlani, bolsista PIPC da FCRB e integrante do grupo de pesquisa EPCC.
Podcast sobre o capítulo "Indústria Cultural sob controle transnacional: análise do caso brasileiro”. O texto, de autoria de Helena Martins e João Paulo Guimarães, integra os anais do 48º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, publicado em 2025.
Coordenação do canal: Dra. Eula D.T.Cabral
Análise e correção do roteiro e fichamento do episódio: Dra. Eula D.T.Cabral
Conheça o nosso grupo de pesquisa:
Site: https://epccbrasil.wixsite.com/epcc2
Canal no Youtube: EPCC Brasil - https://www.youtube.com/channel/UC7niIPYHyPTpr24THJx-hiw/featured
Página no Facebook: EPCC - Economia Política da Comunicação e da Cultura
Instagram: @epcc.brasil
E-mail: coloquio.epcc@gmail.com
Daniele Furlani
- Agenda Cultural de BrasíliaHistórico atraso tecnológico do Brasil · Políticas neoliberais nas comunicações · Dependência e desigualdade na economia de plataformas · Concentração espacial e capital estrangeiro · Implicações para a soberania nacional
- Mudanças no Mercado DigitalAbordagem dinâmica da concorrência · Trajetória tecnológica e digitalização · Estrutura de mercado e barreiras de entrada · Estratégias dos agentes econômicos · Tipos de mercado (oligopólio, competitivo)
- Internet no BrasilDistribuição de audiência (TV Linear vs. Vídeo Online) · Plataformas de vídeo por demanda (brasileiras vs. estrangeiras) · Presença de conteúdo nacional · Mercado de mídia social · Domínio do Google em buscas e YouTube
- Impacto da Digitalização na Indústria CulturalReconfiguração da estrutura pela internet · Novas formas de produção, distribuição e consumo · Deslocamento da disputa para o ambiente das plataformas digitais · Predomínio da trajetória tecnológica de digitalização
Olá, seja bem-vindo a mais um episódio do podcast sobre economia política da comunicação e da cultura. Eu sou o Daniele Furlani e no episódio de hoje vamos discutir o artigo Indústria Cultural Sob Controle Transnacional, Análise do Caso Brasileiro. Escrito por Helena Martins e João Paulo Guimarães, o texto integra os anais do 48º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, publicado em 2025.
Helena Martins é doutora em comunicação social pela Universidade de Brasília, com período sanduíche no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa. Possui mestrado em comunicação pela Universidade Federal de Ceará e graduação em comunicação social com habilitação em jornalismo pela mesma instituição. Atualmente, realiza seu pós-doutorado em economia na Universidade Federal de Sergipe.
É professora do curso de Comunicação Social, Publicidade e Propaganda da Universidade Federal do Ceará e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da mesma universidade. Desde 2019, atua como editora da revista Eptique, Revista Eletrônica Internacional de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura. Também coordena o TELAS.
Laboratório de Pesquisa em Políticas, Tecnologia e Economia da Comunicação, além de integrar o GT Economia Política de la Información, la Comunicación y la Cultura da Claxo, e o Grupo Comunicação, Economia Política e Sociedade. Sua atuação acadêmica concentra-se principalmente nos temas de Economia Política da Comunicação, Políticas de Comunicação, Mudanças Tecnológicas e Sociedade,
e direitos humanos. João Paulo Guimarães é graduando em Comunicação Social, Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal de Sergipe. É bolsista de Iniciação Científica no Observatório de Economia e Comunicação da mesma instituição. Integra o Grupo de Pesquisa Telas, Laboratório de Pesquisa em Políticas, Tecnologia e Economia da Comunicação e o Grupo Comunicação, Economia Política e Sociedade.
além de compor a equipe de pesquisadores do Observatório Audiovisual da Universidade Federal de Sergipe. O artigo Indústria Cultural sob Controle Transnacional Análise do Caso Brasileiro integra os anais do 48º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, um dos mais importantes eventos acadêmicos da área no país.
Realizado desde 1977, o Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação reúne tradicionalmente cerca de 3,5 mil participantes, entre estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores e profissionais da área. O evento se consolidou como um espaço de debate e troca de conhecimento.
sobre temas como jornalismo, relações públicas, publicidade, rádio, televisão, cinema, produção editorial, mídias digitais e políticas públicas de comunicação. A cada edição, a cidade-sede é definida por votação entre os sócios da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, a Intercom.
Em 2025, a 48ª edição do Congresso foi realizada em duas etapas. A primeira de forma remota entre os dias 11 e 16 de agosto e a segunda presencialmente de 1º a 5 de setembro, em Vitória, no Espírito Santo, no Centro Universitário Faesa.
e no Centro Cultural Sesc e Glória. Com o tema Repensar a Comunicação como Campo de Conhecimento, Formação e Prática Profissional, o Congresso promoveu reflexões sobre os desafios, as transformações e as perspectivas contemporâneas da área da comunicação.
O artigo de autoria de Helena Martins e João Paulo Guimarães apresenta e analisa a intensificação das contradições da acumulação capitalista na indústria cultural brasileira a partir do arcabouço teórico e metodológico desenvolvido por César Bolanho.
no campo da economia política da comunicação. Para isso, os autores observam especialmente os setores de vídeo online, redes sociais, buscadores de conteúdo e sites, problematizando de que forma a realidade brasileira
se articula com a dinâmica de reorganização da indústria cultural em escala global. Com 10 páginas, o texto está estruturado em duas partes principais. Abordagens dinâmicas sobre a concorrência nos mercados digitais e a indústria cultural no Brasil e sua plataformização.
Na primeira sessão do capítulo, intitulada Abordagem Dinâmica sobre a Concorrência nos Mercados Digitais, páginas 3 a 5, os autores apresentam a perspectiva da economia política da comunicação sobre a concorrência nos mercados digitais. Partindo da preocupação em compreender como a dinâmica mais ampla do capitalismo se articula com a atuação de empresas específicas, a EPC brasileira desenvolveu uma abordagem dinâmica da concorrência.
especialmente a partir dos estudos de César Bolanho sobre a televisão. Para explicar essa perspectiva, Helena Martins e João Paulo Guimarães dialogam com autores como Mário Poças, Valério Britos, Jonas Valente, Martim Becerra e Guillermo Mastrini. Segundo esses pesquisadores, a análise da concorrência deve considerar três dimensões principais.
a trajetória tecnológica, a estrutura de mercado e as estratégias adotadas pelos agentes econômicos. A trajetória tecnológica está relacionada ao processo mais amplo de digitalização, impulsionado pelo avanço da microeletrônica e por seus desdobramentos.
Esse processo possibilitou a convergência entre os setores antes mais delimitados, como a radiodifusão, as telecomunicações e a informática, tornando suas fronteiras mais frágeis e favorecendo a formação de conglomerados. Esse movimento foi ainda mais facilitado pela ausência de regulações capazes de limitar essa concentração.
Já a estrutura de mercado diz respeito às barreiras de entrada existentes em cada setor, ou seja, aos obstáculos que dificultam ou impedem a entrada de novos concorrentes. Essas barreiras influenciam diretamente o grau de competitividade e a forma como o mercado se organiza. Por sua vez, as estratégias dos agentes econômicos correspondem às ações adotadas pelas empresas para inovar,
expandir sua presença ou defender suas posições no mercado. Tanto a estrutura quanto essas estratégias podem ser analisadas a partir de cinco tipos principais de mercado. Oligopólio concentrado, oligopólio diferenciado, oligopólio misto, oligopólio competitivo e mercado competitivo.
No oligopólio concentrado, há pouco ou nenhuma diferenciação entre os produtos e poucas empresas dominam a produção e o mercado. As barreiras de entrada são muito altas, principalmente devido às economias de escala. No oligopólio diferenciado, a principal disputa não ocorre apenas pelos preços, mas pela diferenciação dos produtos.
Por isso, ganham importância os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e publicidade. O oligopólio MISO reúne características dos dois anteriores. Existe a busca pela diferenciação, mas também permanecem exigências de escala e barreiras técnicas relevantes. No oligopólio competitivo, as barreiras de entrada são menores.
permitindo a convivência de empresas de diferentes tamanhos e produtos com variados níveis tecnológicos. Por fim, no mercado competitivo, praticamente não há barreira de entrada e a concorrência acontece principalmente por meio dos preços.
No artigo, Martins e Guimarães classificam os mercados digitais como um oligopólio misto. Isso significa que nesses mercados a concorrência não se organiza principalmente em torno do preço, mas da diferença dos produtos e serviços.
sempre associada à necessidade de operar em larga escala. Em outras palavras, não basta oferecer algo diferente. É preciso também ter capacidade técnica e econômica para sustentar essa atuação em grande proporção. Com base em César Bolanho e Gu Sanqueng, os autores destacam que esses mercados possuem fortes barreiras à entrada. Essas barreiras podem ser agrupadas em seis categorias principais.
A primeira está relacionada às economias de escala e de escopo. A segunda diz respeito às barreiras relacionadas à propriedade e ao controle de grandes volumes de dados. A terceira envolve a exploração dos chamados efeitos de rede. A quarta categoria é de natureza político-institucional e envolve regulações, legislações e acordos internacionais. A quinta está associada ao controle do desenvolvimento científico e tecnológico.
especialmente em áreas estratégicas, como inteligência artificial e infraestrutura digital. Por fim, as barreiras estético-produtivas, ligadas às dimensões simbólicas, culturais e de design, que influenciam a adesão dos consumidores e ajudam a consolidar determinadas marcas e plataformas no mercado.
Ao mesmo tempo, os autores ressaltam que o próprio desenvolvimento tecnológico pode enfraquecer a vantagem das empresas já estabelecidas. Um exemplo disso é o avanço da inteligência artificial generativa da OpenAI, que tensionou a posição dominante da Google em determinadas áreas. A disputa pela inovação, portanto, pode fortalecer novos agentes ou até excluir concorrentes já consolidados.
Por isso, grandes empresas também desenvolvem estratégias para impedir o surgimento de concorrência futura.
Entre essas estratégias estão as chamadas aquisições matadoras. Para analisar o caso brasileiro, Martins e Guimarães recorrem aos estudos de Rui Sardinha Lopes, Rodrigo Ricardo Cavalcante Neto, Túlio Chiarini, Maria Clara Ribeiro, Paulo Henrique Feitosa e Victor Silva. Esses autores mostram que a dinâmica dos mercados digitais no Brasil está ligada tanto ao histórico atraso tecnológico do país,
quanto às políticas neoliberais que marcaram o setor das comunicações nas últimas décadas. Essas políticas abriram espaço para concorrência transnacional e enfraqueceram as capacidades tecnológicas nacionais, especialmente no campo das telecomunicações. Como resultado, a chamada economia de plataformas no Brasil passou a se estruturar de forma dependente e desigual. De modo geral, ela é composta por pequenas e médias empresas e... ...
concentradas principalmente no eixo sul-sudeste, que atuam em diferentes setores da economia. No entanto, as empresas brasileiras estão mais presentes no segmento de comércio e compras, enquanto há uma ausência significativa de plataformas nacionais voltadas para inovação tecnológica.
ou para o controle de infraestrutura digital. No caso das redes sociais, essa concentração é ainda mais evidente. O setor é dominado por um número reduzido de empresas, em sua maioria grandes plataformas estrangeiras, que controlam a circulação de informações, a publicidade e os fluxos de dados. Os autores destacam ainda duas tendências importantes na economia de plataformas brasileira.
A primeira é o crescimento dos investimentos estrangeiros vindos de mercados secundários. A segunda é o aumento das aquisições de empresas nacionais por grandes plataformas estrangeiras. Essa dinâmica reforça duas características históricas do subdesenvolvimento brasileiro. De um lado, a forte concentração espacial das atividades econômicas nas regiões mais ricas do país.
De outro, a dependência estrutural em relação ao capital estrangeiro, especialmente nos setores mais lucrativos e estratégicos. Além disso, esse cenário traz implicações importantes para a soberania nacional. Quando o controle das plataformas digitais está nas mãos de empresas estrangeiras, surgem preocupações sobre a circulação, o armazenamento e até a possível expropriação de dados de cidadãos brasileiros.
Isso significa que não se trata apenas de uma questão econômica, mas também política e estratégica. Martins e Guimarães acrescentam que no campo das comunicações, esse problema é ainda mais profundo, porque o controle das plataformas e dos dados afeta diretamente a dimensão cultural.
Na segunda sessão do capítulo, intitulada Indústria Cultural no Brasil e sua Plataformização, páginas 5 a 7, os autores analisam como o setor das comunicações se organizou historicamente no Brasil e de que forma os mercados digitais passaram a reconfigurar essa estrutura. Para isso, Martins e Guimarães dialogam com autores como César Bolanho, Manuel Dourado Bastos e Suzy dos Santos, além de mobilizarem dados estatísticos sobre o setor.
A consolidação da indústria cultural brasileira ocorreu nos anos 70 com a expansão da televisão de massa. Esse processo esteve diretamente ligado tanto ao fortalecimento do controle ideológico durante o regime militar, quanto ao crescimento da indústria de bens de consumo. Nesse contexto, o mercado publicitário brasileiro apresentava uma característica particular. De um lado, havia um público consumidor relativamente restrito devido às desigualdades socioeconômicas.
De outro, o Estado demandava uma comunicação de massa capaz de atingir amplos setores da população. Isso fez com que a indústria cultural no Brasil assumisse contornos diferentes daqueles observados no modelo clássico descrito pela teoria crítica. Enquanto no modelo clássico existe uma certa continuidade entre produção cultural e consumo publicitário, no capitalismo tardio brasileiro essa relação aparece de forma mais contraditória.
O público que interessa ao conteúdo dos programas nem sempre é o mesmo que interessa aos anunciantes comerciais. Essa atenção contribuiu para a formação de um sistema altamente concentrado.
dominado por poucos grupos midiáticos e marcado por fortes relações entre esses grupos e os governos locais. Essa estrutura permaneceu relativamente estável até os anos 90, quando o avanço da convergência tecnológica permitiu a expansão da televisão por assinatura e de novos formatos de comunicação. Ainda assim, manteve-se aquilo que Suzy dos Santos chama de convergência divergente. Isso significa que embora houvesse...
Integração tecnológica entre diferentes setores da comunicação, a divisão de poder permaneceu bastante definida. Os grupos nacionais continuaram controlando a produção de conteúdo, enquanto as operadoras transnacionais de telecomunicações ficaram responsáveis principalmente pela infraestrutura. Essa separação foi sustentada inclusive por meio da legislação.
No entanto, esse arranjo começou a ser tensionado com o avanço das tecnologias da informação e da comunicação, especialmente com a expansão da internet. A partir daí, surgiram novas formas de produção, distribuição e consumo de conteúdos, cada vez mais concentradas em torno das plataformas digitais.
Dessa forma, fica evidente como a trajetória tecnológica associada à digitalização favoreceu uma profunda reorganização da indústria cultural brasileira, deslocando o centro da disputa econômica e simbólica para o ambiente das plataformas.
Afim de demonstrar como essa transformação se expressa na prática, os autores apresentam dados recentes sobre o consumo de mídia e a presença das plataformas digitais no Brasil. Segundo dados da Cantar e Bop Média de 2025, a distribuição da audiência entre TV Linear e Vídeo Online no Brasil estava dividida da seguinte forma.
66,5% correspondem às emissoras de programação linear, sejam elas abertas ou fechadas, enquanto 33,5% se concentram nas plataformas de vídeo online. Entre essas plataformas, o YouTube aparece na liderança, com 20,2% da audiência.
seguido por TikTok com 4,6%, Netflix com 4,2%, Globoplay com 1,5% e Prime Video com 1,2%. No relatório Panorama do Mercado de Vídeo por Demanda no Brasil de 2024, publicado pela Agência Nacional de Cinema, a Ancine,
Foram mapeadas 60 plataformas de vídeo por demanda em diferentes modalidades de negócio. Desse total, 17 são plataformas brasileiras e 43 são estrangeiras. Em relação à presença de conteúdos nacionais, considerando as obras com certificado de produto brasileiro,
Foram identificadas 4.712 obras brasileiras distribuídas em 50 plataformas, enquanto 10 não possuíam conteúdo brasileiro. As plataformas com maior presença de conteúdo nacional são Vivo Play e Tamanduá TV.
De acordo com dados do estatista de 2025, o Brasil é o quinto maior mercado de mídia social do mundo, o segundo maior das Américas e o maior da América Latina. O país conta com mais de 170 milhões de usuários de redes sociais, o que representa cerca de 80% da população. Entre as 15 redes sociais com maior alcance entre os usuários online,
um terço pertence ao grupo Meta. Apenas três plataformas dessa lista não são de origem estadunidense, as chinesas Kawaii e TikTok e o russo Telegram. Ainda segundo o estatista, em junho de 2024, o Google concentrava 94,62% das buscas realizadas no Brasil em todos os dispositivos. Em segundo lugar, aparecia o Microsoft Bing, com 3,84%. E aí
No caso dos sites mais acessados no Brasil, a presença do Google é central. Segundo dados do estatista, o buscador google.com e o YouTube registraram os maiores volumes de acesso no país em novembro de 2024. O portal da Globo aparece em terceiro lugar. Além da Globo, apenas os portais da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal
figuram entre os 20 sites mais acessados e são de origem nacional. Nas considerações finais, Martins e Guimarães afirmam que os dados apresentados demonstram que os setores são marcados por forte concentração econômica. Esse processo ocorre principalmente sobre o controle de grandes plataformas digitais estadunidenses. No segmento de vídeos online, o predomínio é da Alphabet, holding do Google, que também lidera o setor de buscadores.
Já no campo das redes sociais, a principal posição é ocupada pela Meta. No caso dos sites mais acessados, Alphabet Meta divide esse domínio. Os grupos nacionais aparecem de forma mais limitada entre as principais plataformas. Os autores citam como exceções a Plex,
descrita como uma interface para a biblioteca de mídia e o grupo Globo no caso dos sites. A Globo também está presente no setor de vídeo online por meio da Globoplay, mas com participação menor em comparação às principais concorrentes. De modo geral, trata-se de mercados dominados por grupos transnacionais, sobretudo estadunidenses, embora também haja presença de empresas chinesas.
Essas empresas são resultado direto do processo de digitalização, o que evidencia o predomínio dessa trajetória tecnológica sobre outras anteriores, como aquelas ligadas à rádio de difusão e às telecomunicações. Assim, os autores concluem que setores centrais da indústria cultural
estão hoje sob controle direto de agentes estrangeiros, com destaque para a forte oligopolização exercida principalmente por Meta e Alphabet.
Então, ouvinte, este foi mais um episódio do nosso podcast sobre economia política, da comunicação e da cultura. Se você quiser saber mais sobre o assunto, visite nosso site APCC. Disponibilizamos artigos, obras científicas, legislação, notícias e eventos sobre direito à comunicação, à informação e à cultura.
Curta nossa página no Facebook, EPCC Economia Política da Comunicação e da Cultura, e no Instagram, epcc.brasil. E veja nossos eventos científicos no nosso canal no YouTube, EPCC Brasil. Confira também nossos podcasts no Spotify. Obrigada pela sua audiência e até a próxima.