Episódios de Grupo Espírita "Irmão Áureo"

DIALOGANDO COM O EVANGELHO - JESUS E ATUALIDADE - JESUS E JUSTIÇA

02 de maio de 202646min
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Diálogos à luz do Evangelho e da Doutrina Espírita.Reflexões sobre o tema "JESUS E JUSTIÇA", com base na CAP. 7 do livro: JESUS E ATUALIDADE, de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco.

BIBLIOGRAFIA:

- Livro: Jesus e Atualidade - Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, Cap. 7 – “Jesus e Justiça” - disponível em: https://www.usetupa.com.br/Livros/L-Jesus-e-Atualidade_.pdf

- Livro: Construção do Amor - Emmanuel - Cap. 5 - Ante a Justiça - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Cdr/Cdr05.htm

- Livro: Benção de Paz - Emmanuel - Cap. 19 - Ante o Poder do Amor - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Bp/Bp19.htm

- Livro: Justiça Divina - Emmanuel - Cap. 79 - Compaixão e Justiça - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Jdn/Jdn79.htm

- Livro: Palavras de Vida Eterna - Emmanuel - Cap. 112 - Diante da Justiça - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Pve/Pve112.htm

- Livro: Religião dos Espíritos - Emmanuel - Cap. 71 - Justiça e Amor - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Rde/Rde71.htm

- Livro: Confia e Segue - Emmanuel - Cap. 10 - Justiça e Amor - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Cs/Cs10.htm

- Livro: Assim Vencerás - Emmanuel - Cap. 9 - Justiça e Misericórdia - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Asv/Asv09.htm

- Livro: Semeador em Tempos Novos - Emmanuel - Cap. 5 - Justiça em Nós Mesmos - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Stn/Stn05.htm

- Livro: Justiça Divina - Emmanuel - Cap. 80 - Na Luz da Justiça - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Jdn/Jdn80.htm

- Livro: Contos e Apólogos - Irmão X - Cap. 35 - Questão de Justiça - Irmão X - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Cea/Cea35.htm

Participantes neste episódio4
Í

Ítalo

Co-host
S

Simone

Co-host
C

Cláudia

Convidado
F

Fabiano

ConvidadoPesquisador e docente
Assuntos3
  • Justiça divina versus mérito humanoEquidade e Igualdade · Justiça Divina · Justiça Humana · Evolução das Leis · Reencarnação e Justiça
  • Símbolos da JustiçaBalança da Justiça · Espada da Justiça
  • Espiritismo e Jesus
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Bom dia, boa tarde, boa noite, boa hora boreal. Ó, gente, vou começar diferente hoje. Ítalo, eu acho que hoje eu vou ter que baixar uma sentença aqui pra controlar o som, porque vai dar problema aqui com esse tanto de gente falando ao mesmo tempo. Mas vamos lá, vamos tentar, né, Ítalo? Vou começar com você. Bom dia, boa tarde, boa noite, caro companheiro. Olá, meus queridos. Tudo bem com todo mundo? Espero que sim. Que bom que nós estamos juntos aí de novo.

Que bom que nós vamos aprender mais alguma coisa hoje. Um abraço para todos. A Alana já está aí do seu lado, já está no chat lá daqui a pouquinho. Vai rechear de perguntas, viu, Simone? Bom dia, boa tarde, boa noite. Que bom você estar aqui de volta.

Bom dia e todos os outros bons dias, boas tardes, boas noites. A gente antecipou essa live, que na verdade ia ser daqui dois domingos, então vocês vão sentir que existe uma diferença. Hoje está sendo sete, ia ser o cinco, mas está tudo bem, está tudo certo, a ordem dos tratores não altera o viaduto. É um prazer enorme estar com esses companheiros aí e vamos aprender mais.

Cláudia, eu não sei por que a Simone te convidou para a live de hoje. Até agora eu estou tentando entender. Eu também não sei. Mas eu estou muito agradecida, Simone. Eu estava pensando, né? Falei, gente, eu tenho que agradecer a Simone. Porque são coisas que chegam na memória. Eu fui lembrar da minha faculdade de Direito, fui lembrar. Estava comentando com...

com o Fabiano no estúdio, fui lembrar do piano, fui lembrar de quando a gente estava lá pegando os princípios, os conceitos, né, para depois a gente aprofundar mais nos assuntos, então assim, foi uma coisa que me fez muito bem, então quero te agradecer por ter me convidado, e como disse você, vamos conversar um pouquinho e aprender um pouquinho mais.

E eu acho que, como o Damar já comentou aqui, eu acho que esse tema de hoje a gente vai ver passar em 10 segundos. Mas calma lá, porque até nos bastidores a gente já começou com ping-pong, né? Mas vamos devagarzinho, que a Lana mais o Ítalo escolheram a música dos meninos aqui, não é isso, Ed? Como sempre, não tem nada a ver com o tema, é uma música ali, eu estou brincando, né? Exatamente, exatamente.

Então, nós vamos fazer o seguinte. Desculpa. Eu vou convidar todo mundo, o pessoal está chegando aí. Então, todo mundo que já está no site com a gente, aqueles que vão entrar depois, nesse momento, eu quero convidar para a gente ouvir essa música lembrando do nosso tema. Aliás, deixa eu colocar aqui, porque a gente, a Simone falou, a gente tirou um pouco da ordem aí, mas a gente está no livro Jesus e a atualidade.

da Joana de Ângeles, psicografia do Divaldo Franco, no capítulo Jesus e Justiça. Então, com base nisso, a gente vai preparar com uma musiquinha aqui previamente escolhida. E aí, logo na sequência, deixa eu ver se eu acertei, a Cláudia, na hora que terminar a música, já vai fazer a prece inicial para nós. É isso mesmo? Então tá bom, vamos ouvir.

E aí

Senhor, esta noite eu não te peço o tempo de fazer isto ou de fazer aquilo. Apenas te peço a graça de fazer conscienciosamente o que queres que eu faça.

Veja na terra como é no céu, Feita a vossa vontade, sem acusador nem réu, Só justiça em claridade, Se és por nós, quem será contra nós? Se és por nós, quem será contra nós?

Toda criatura Deus chama pelo nome Pra despertar o ser e ser um anjo homem Não existem potestades, não existe mal a um Que nos possa apartar do amor de Deus

Não existem potestades, não existe mal algum Que nos possa apartar do amor de Deus És Pai e nosso de todos nós Bendito sejas que ouviu nossa voz Rosana, aleluia

Toda criatura Deus chama pelo nome Pra despertar o ser e ser um anjo homem Não existem potestades, não existe mal algum

Amém.

Bendito sejas que ouve a nossa voz. Rosana, aleluia. Assim seja. Amém. Amém.

Vamos então elevar os nossos pensamentos nesses instantes, ajustar os nossos sentimentos para encontrarmos-nos nas faixas mais elevadas da vida, com a presença de Deus, de Jesus, e colocarmos-nos aqui sob as luzes desse amor maior. Deus que é bondade, Deus que é justiça.

Deus de quem somos filhos amados da mesma forma, para percebermos assim as oportunidades que são dadas a cada um para crescer, para florescer, para ser feliz. Deixemos-nos envolver pela alegria desses instantes, quando unimos os nossos corações, os nossos pensamentos para o aprendizado.

para a conversa edificante, para buscarmos um lugar de paz, de compreensão mútua, de solidariedade, onde podemos nos dar as mãos e caminhar juntos. Então, Senhor, nesta tarde tão preciosa, neste momento único, nós te agradecemos pela presença amiga, pelo toque suave.

pela luz que invade os nossos lares, que alcança os nossos familiares, que alcança os pontos da terra, onde os clamores se fazem mais urgentes, onde os corações pedem por paz, clamam por justiça e por amor. Então que o teu amor e que a tua justiça possa alcançar a cada um de nós na medida daquilo que já compreendemos,

na medida daquilo que já conseguimos compreender, abraçar, realizar. E sabemos, Senhor, que em Ti podemos e devemos confiar sempre. Então, graças a Deus, permaneça conosco e que assim seja.

Que assim seja. Simoníssima e Cláudio, como o assunto de hoje da pano para manga, o podcast já serviu de esquenta, eu não vou nem fazer muita introdução, não. Simona, eu já passo a palavra para você ou para a Cláudia, como é que vocês quiserem começar, fica à vontade. O que você quiser, coloca o site que você preparou, só sem me avisar. Tá. Então, eu vou começar de uma forma diferente hoje, que talvez não dê para a gente falar.

o que eu vou introduzir, mas dá para a gente refletir sobre isso. Então eu vou fazer minha autodescrição. Eu sou uma mulher negra ou não branca, uso óculos, uso aparelho nos dentes, cabelo curto, encaracolado, já nevado pelas 62 primaveras que já passaram.

E estamos aqui para falar sobre o tema Jesus e a Justiça. Por que eu quis introduzir dessa forma? Para a gente já começar a refletir sobre equidade. Existe uma diferença entre igualdade e equidade. Porque provavelmente nós teremos companheiros, irmãos aí nesse Brasil ou fora do Brasil, que eu sei que tem gente que assiste fora, que talvez tenha uma deficiência visual.

A live está aí para todos, mas nem todos têm as mesmas condições para imaginar como nós somos. Então, nós vamos começar dessa forma, tentando já utilizar uma, vamos imaginar um guarda-chuva, que esse guarda-chuva da justiça tem essa questão da equidade aí nas pontinhas desse guarda-chuva. Então, passado esse momento...

Eu sou a única negra aqui, viu gente? O Fabiano é branquinho, o Ita é branquinho, a Cláudia é branquinha. Então, só para dar uma visual aí. Bom, para a gente começar a falar de justiça, eu pensei, na verdade, a partir do momento que o Sandro pediu para eu fazer a live, eu comecei a pensar em várias coisas, pesquisei, mas a gente precisa voltar um pouco no tempo, né?

como era no início. No princípio, existia uma lei, a lei do mais forte. Então, para sobreviver, a pessoa, o homem, a mulher, tinha que ser mais forte. E eu lembrei daquele desenho animado, os crudes, né? Que eles têm que lutar pela sobrevivência, e têm que correr atrás da comida, e o mais forte que prevalece. Mas com a...

a sociedade, a Cláudia vai me ajudar nessa parte do direito, né, mas o homem foi se aglomerando, foi formando grupos, para também, para sobreviver, que é uma lei também de sobrevivência. Eles começaram a criar normativas, olha, você não pode invadir minha tribo, se você invadir minha tribo, eu vou lá também. Então, começou a...

criar situações, normas, procedimentos para se viver em harmonia. E com o passar do tempo, essas leis foram aprimorando. E a lei, o que nós temos hoje de código, me corrija se eu estiver errado, Cláudia, a lei vai evoluindo à medida que a sociedade vai evoluindo. Então, na época da escravidão, por exemplo, era uma lei.

podia escravizar. Então o negro foi trazido da África, porque tinha uma lei que argumentava isso. Hoje não é permitido, tanto é que na justiça do trabalho existem penalidades para quem tem trabalhos análogos à escravidão. Então à medida que nós vamos evoluindo, a lei também vai evoluindo. Aí, Fabiana, você coloca, por favor, o slide?

Vamos chegar na Grécia. Eu adoro a Grécia, né? E o símbolo da justiça é a deusa Temes. Essa deusa segurando a espada, com a balança numa mão, e ela tem uma venda.

A gente pode explorar muita coisa em relação à justiça, mas nós vamos focar, tentar focar nessas três, nessas três não, a gente vai falar que essas três, essa tríade aí é importante, mas talvez a gente não vai conseguir falar de todas na live de hoje. Mas a Temes, na mitologia grega, ela era a deusa que simbolizava a justiça divina.

E a gente percebe que hoje tem a justiça divina e a justiça humana. Então ela era a justiça master, né? Materno, é master, materno, é a mãe, a superior. Então tudo que eles iam reverenciar, a Temes simbolizava a justiça máxima. Mas a Temes teve um relacionamento com Zeus.

que Zeus era o deus dos deuses. E eles tiveram muitos filhos, mas nós vamos focar em três, em três deles. Vou pegar aqui, porque o meu está muito pequenininho, e a minha vista não enxerga direito. Deixa eu colar aqui. Então, os três filhos dele, que nos interessa na live de hoje, que é...

Eonômia, que fala? Eonômia, a Irene, que eu lembrei de Tirene, e parece que tem muito a ver o nome, e a Dice ou Diki. A Eonômia, essa filha, ela simbolizava a disciplina, a legalidade e a ordem. A Irene é a paz.

E a DIC, ou a DIC, né, é a justiça humana e dos julgamentos. Então, dessa lei superior, maior, surgiu essas três. Então, essa tríade são filhas da lei maior. E o que a gente vai focar é a questão da DIC, que é a justiça humana. Que é a... Que a gente...

está mais próximo a gente, vamos falar assim, que é o que rege a nossa sociedade hoje. A gente estava conversando nos bastidores, eu falando com a Cláudia, enquanto advogada, e eu trabalhando no judiciário, a gente percebe essas...

que tem que ter essas questões de disciplina, da legalidade. Então, a justiça humana, ela precisa de ter esses quesitos. Mas, para falar desses quesitos, a gente vai falar da balança.

Podemos, Cláudia, seguir? Ou você quer falar alguma coisa a respeito desses outros, desse início? Não, não, pode seguir, pode seguir. Está muito bom. Não, você me interrompe, tá? Então, vamos começar da justiça, né? A gente percebe, através do estudo, e a própria Joana de Anjos, ela deixa claro no texto dela que existe a justiça divina e a justiça humana. A justiça divina, segundo o livro dos Espíritos,

aonde ela foi cunhada, não tem jeito de a gente correr, ela foi cunhada na nossa consciência, então não adianta eu fugir da justiça humana, que a gente vai ver que ela é temporal, ela é de agora, eu cometi o delito, eu vou responder agora, nesse momento, olha, eu roubei, eu matei, eu...

Atravessar o sinal vermelho, eu vou responder por esses atos. A justiça divina, ela vai além, ela vai até eu pagar o último certio. Não é isso que fala? Então, enquanto eu estiver devendo, essa penalidade, essa infração, eu vou ter que arcar com ela.

E dentro dessa justiça, dentro da minha atuação enquanto assistente social, o símbolo da balança, ele é muito importante. Porque num processo, quando chega um processo para a gente, a gente tem que dar importância ou valorizar as duas partes.

que são os pratos da balança. Então, quando chega um processo para mim, que eu me vejo sensibilizada, ou é algum parente, ou alguma coisa que eu já vivenciei, e que eu vou...

tender para um lado, é melhor eu me distanciar, passar para outro colega, e dessa mesma forma o juiz tem que fazer isso, porque a balança significa a gente equilibrar, não dar possibilidades iguais, sem eu interferir, para que esse prato não fique mais pesado de um lado ou do outro.

Na vara da família... Oi! Deixa eu só dar um pitaco aqui, se você me permite. Eu vou usar um exemplo que não é da cultura grega, que eu adoro também, mas que está lá no livro dos mortos, na cultura egípcia. Porque não sei se você sabe, quando se morria, tinha todo um tribunal lá de julgamento e lá tinha uma balança de dois pratos. A gente está acostumado a pensar que essa balança de pratos...

ela significa dizer que tem que ter pesos iguais nos dois pratos. Não é assim? A gente vai na feira, pelo menos na nossa época. Hoje eu tenho embalança eletrônica lá, eles tomam mais do que chique. Mas tinha os pratinhos lá e ele ia colocando o pezinho até chegar em um quilo. Olha que tinha um quilo de cada lado, estava tudo certo. Mas esse ritual egípcio, olha só, pesava de um lado o coração do homem, que é pesado, do que morreu.

Do outro lado, uma pena de avestruz, que é muito leve. E no ritual só passava para o mundo dos mortos, né? Se os dois pratos se equivalessem. Ou seja, entende que são pesos diferentes que vão equilibrar os pratos.

E aí, deixa eu só puxar, porque, na verdade, vamos puxar para Jesus aqui? A gente está estudando o colégio apostólico agora, no miudinho, né, Cláudio? No capítulo 10, versículos, estamos lá no comecinho, e a gente lembra de Judas Iscariotes, né?

que era comerciante e grande parte do trabalho dele era exatamente pesar, ponderar, porque naquela época o comerciante vendia tudo no peso, né? E era justamente trabalhar com a balança, nos moldes em que a gente trabalha. Então, eu só estou fazendo esse a parte...

Porque você está trazendo aí, começou falando de equanimidade, de ser equânime e de não ser igual, ou seja, justiça não se diz respeito tanto... E aí, olha que coisa interessante, porque hoje a lei divina já começa a se aproximar, a lei humana já começa a aproximar as suas visões da lei divina, na verdade, esse princípio filosófico.

Você fala no podcast de tratar os desiguais também com parâmetros desiguais, ou seja, o coração tem que pesar tanto quanto uma pena de avestruz, é o que os egípcios já falavam lá atrás, a lei humana já começa...

pelo menos nos seus princípios filosóficos, a se aproximar da lei divina. Acho que daqui a pouquinho, tanto você quanto a Cláudia, vamos falar da ética, que é a busca da vivência disso, que é outra coisa mais complicada. Mas vamos lá, né? Desculpa a interrupção, eu só queria acrescentar isso, tá? Ah, é só acrescentando que realmente, quando tem uma parte que realmente fala, né? O Maat, eu acho que é Maat, que é a deusa.

Osíris era a deusa e o Maátia era responsável por pesar. A gente lembra muito da lei de causa e efeito. Então, se eu fiz algo bom, essa pena, o efeito vai ser que meu coração vai estar leve. Se eu não fiz coisa boa, automaticamente eu vou para o rio lá do umbral, né? Vamos falar assim. E quando você fala de Judas...

Aí a gente vai atropelar um pouco, vai passar pra frente um pouco, né? Porque a lei humana, ela acaba sendo punitiva, porque ela deveria ser educativa, mas ela acaba sendo mais punitiva. E a lei de Deus, a lei divina, ela está nos educando. E quando você falava de Judas, eu lembrei de Jesus com o amor dele, né? Ele foi lá...

depois do desencarne de Judas, ele foi lá buscar ajudas. Então, mostrando tanto que essa questão do amor, da justiça, e de não tratar, ah, você me matou, então eu vou te deixar arder no fogo do inferno. Então, ele foi lá buscar ajudas.

Mas, eu vou deixar para a Cláudia um pouco, porque eu estou olhando o relógio aqui, senão não vai dar tempo dela falar. Eu acho importante. Eu só ressaltando, quando eu estava falando na nossa prática, a gente, em direito à família, por exemplo, que chega um processo, que alguém entrou com um processo, por exemplo, de guarda de uma criança,

Para que seja feita justiça, a outra parte tem direito à defesa. Eu não posso ficar limitada àquela que entrou com o processo. Então, o que o juiz fala? Chama a outra parte, chama o pai ou a mãe que não faz parte do processo para ele vir cá e responder. Vamos ouvir o lado dele. Então, a moeda sempre tem dois lados. Fala, Cláudia, que depois eu continuo.

É interessante, a Simone, na fala dela, a gente percebe, assim, ela fala muito bem da questão dos escolhos da aplicação da justiça de acordo com a lei humana. E está tudo certo, porque a lei humana, ela retrata ainda as dificuldades de nós, seres humanos. Então ela é uma lei?

que muitas vezes tem impressa nela orgulho, egoísmo, vaidade, uma lei feita para determinada pessoa e não para todos. Isso faz parte, puxando aqui para a doutrina espírita, Kardec trabalhou essa questão no livro dos Espíritos. Essa questão está na parte terceira, capítulo 8, da lei de progresso.

Então, ele fala assim, porque nós estamos falando aqui, né, Simone, lei humana, lei divina, lei natural. Então, eu achei interessante uma pergunta que Kardec fez, porque é uma dúvida que eu tenho também. Poderia a sociedade reger-se unicamente pelas leis naturais, sem o concurso das leis humanas? Ora, se as leis naturais estão gravadas na nossa consciência, se já estão aqui, não poderíamos nos pautar por elas? E aí a gente já começa falando...

do livre-arbítrio, das questões que dizem respeito a cada um de nós. E aí os Espíritos respondem assim, que poderíamos, se todas as compreendessem bem. Se os homens as quisessem praticar, elas bastariam, sim. A sociedade, porém, tem suas exigências. São-lhe necessárias leis especiais. Então a Simone explicou que a lei vem para harmonizar que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que

a convivência uns dos outros, para delimitar, você vai até aqui, até aqui você não pode, essa cerca aqui, você não pode pular, dar a cada um o que é seu, vamos dizer assim, garantir os direitos e as prerrogativas, só que isso, a lei progride de acordo com o que a sociedade também vai progredindo, de acordo com o que o ser humano também vai entendendo de justiça.

também vai entendendo de misericórdia. É um assunto complexo, né? Porque a segunda pergunta de Kardec, Simone, qual a causa, então, da instabilidade das leis humanas? Hoje é uma coisa, amanhã é outra, né? É uma lei que hoje parece tão adequada, amanhã ela já não tem sentido. E a gente vê grupos tão sofridos ou grupos que merecem uma lei especial e a gente vê a lei...

o Estatuto da Criança e do Adolescente, a gente vê o Estatuto do Idoso, a gente vê essa lei de cotas, por exemplo, que tanta gente fala tanta coisa a respeito, no sentido, então, de que a lei vai adaptando recursos e oportunidades às necessidades individuais de cada um, na medida que cada um parte de um lugar.

E aí ele fala para nós, os espíritos respondem que nas épocas de barbária, são os mais fortes que fazem as leis e eles as fazem para si, as fizeram para si. A proporção que os homens foram compreendendo melhor a justiça, indispensável se tornou a modificação delas, quanto mais se aproximam da vera justiça.

quer dizer que tem uma vera justiça. Tanto menos instáveis são as leis humanas, isso é, tanto mais estáveis se vão tornando conforme vão sendo feitas para todos e se identificam com a lei natural.

E é isso que a Joana fala no capítulo dela. Ela fala que o verdadeiro poder, a excelência de justiça, vem de Deus. Nós, em sociedade, precisamos formular as leis para que possamos viver bem uns com os outros. Então tem uma lei de trânsito, porque senão eu não vou parar no sinal vermelho, vou sempre querer chegar primeiro. Então as leis humanas vão nos educando também.

Mas a ideia é que essa educação chegue a um ponto, vamos dizer assim, que eu vou respeitar o direito da Simone, não é porque tem uma lei que me obrigue a isso, é porque eu já compreendo que o meu direito...

termina onde começa o dever da Simone. E aí a gente vai, e a Joana vai, trabalhando essas questões. Então, nós precisamos, à medida que a gente vai progredindo enquanto sociedade, progredindo enquanto ser humano, o conhecimento vai chegando, as leis vão melhorando.

então está tudo certo. E aí a gente pensa assim, nossa, mas parece que está um caos. A gente vê, Simone, essas crises dos poderes constituídos. Eu estava até falando com o Fabiano lá no... Nos bastidores? Trata-se de uma crise de autoridade.

e não uma crise de poder. Por quê? Porque quem muitas vezes aplica a lei não a segue. Faça o que eu faço. Não faça o que eu digo. Não faça o que eu faço.

Cláudia, resumindo, aqueles que hoje detêm o poder não necessariamente estão revestidos de autoridade efetiva, o que implica em tudo isso que a gente está discutindo aqui, consciência tranquila, esforço no bem, né? E é por isso que a gente vê a realidade se estabelecer, né? E não podemos ser hipócritas. Essa parte aí, deixa eu só aproveitar essa deixa.

que eu vendo um estudo, fala que em alguns tribunais, alguns fóruns, tem um crucifixo. E a pessoa fala que no início achava, por o Brasil ser cristão, aquilo ali representaria o cristão. Mas, a Cláudia me corri, se eu estiver errado, seria para mostrar a primeira injustiça que ocorreu, historicamente falando, vamos falar assim, foi quando o Ponce Pilatos, que tinha o poder,

que poderia fazer a justiça e não fez. Então, a pessoa que eu estava estudando, ela fala justamente isso, é para se vir de alerta. Olha, presta atenção, olha o que aconteceu, o que significa. O homem mais justo foi injustiçado. Você, magistrado, que é o que o Fabiano falou, você tem o dever de cumprir a lei, não...

para benefício próprio, você fazer a injustiça. Então, é o que a gente vê, é o que o Fabiano falou. Quem tem o poder não está usando, não está tendo autoridade para tal. Entre teoria e prática, existe uma distância muito grande. E é o que a gente... Desculpa, Cláudia, pode terminar. Não, pode seguir. Pode seguir.

Eu ia falando sobre essa questão do pão dos pilatos e voltando um pouco, quando eu notei aqui, essa questão da igualdade, vou voltar aqui, da igualdade não, da venda. A importância de a gente tratar todos...

de forma, não que eles sejam iguais, mas a nível de respeito. Por isso, a venda...

da justiça, porque eu tenho que ser, eu tenho que vendar para falar, não, quem está vindo aqui é um rico, é um cantor, é um ator, e a gente vê isso muito na justiça do trabalho, quando eu trabalhava numa empresa, que a gente era preposto, e a gente enxergava essa questão, que chegava a pessoa de chinela vaiana, com humildade, e chegava o outro empregador.

vestido de terno, não sei o quê, um querendo mostrar a humildade que talvez não tinha, mas para sensibilizar o juiz, e o outro com a postura de quem? Aqui eu mando, aqui tá. O juiz tem que ser imparcial, tem que colocar a venda nos olhos nesse instante e falar todos são, eu vou julgar do mesmo jeito.

independente de status, de não sei o quê. E a Joana de Anjos traz isso aqui, que Jesus tratava todos da mesma forma. Ele amou, ele tratou, ele cuidou de todos da mesma forma. A mulher adulta, o paralítico, ele coloca aqui os aqueus, as irmãs de Lázaro. Então, para ele, todos somos iguais perante Deus.

E eu lembro da fala que Jesus, não, Deus ama do verme ao anjo indistintamente. Olha a justiça divina. Eu pequei, eu sou pobre e tal, a Cláudia tem mansões, tem palácio, mas Deus não quer saber nem disso. É o que eu faço com o que eu tenho.

Aí eu lembro até do óbvio da viúva, né? E Jesus foi muito sábio quando ele falou, quem efetivamente fez mais, não foi aqueles que doaram muito, mas foi essa que deu da própria boca. Então essa venda é pra gente não tratar de forma diferente as pessoas. E dentro do espiritismo, dentro da...

das religiões, né, das religiões, todos somos iguais perante Deus. Não há, não tem que haver distinção. E, nós falamos da balança, a espada seria mesmo a questão do poder, né, da decisão, o juiz tem a decisão. Sem o juiz...

a lei não vai ser cumprida. Então é a hora que ele fala, opa, peraí, acabou. Basta de crime, basta de infrações, então agora eu vou dar a sentença. E assim também é a lei de Deus. Existe a espada, tem um momento que a gente tem que parar de cometer os nossos delitos. A nossa consciência...

vai nos alertar também, lembrando que a lei de Deus está escrita na nossa consciência. E eu lembro, eu não lembro se eu falei do podcast, né? Mas André Luiz, ele fala, seria melhor se na hora que a gente desencarnasse, tivesse um juiz lá para nos julgar, para falar, você fez isso, você fez aquilo, você deixou de fazer isso ou tal. Mas é a nossa própria consciência. Então, ela que vai nos...

Dá o alerta e fala assim, opa, peraí, está na hora, né? Ah, e aqueles que a consciência ainda não alertou? Não existe o mal eterno. Tem a fala que fala que o mal cança. Vai chegar uma hora que todos nós vamos despertar. A Cláudia falou a questão, as leis vão evoluindo, porque nós estamos evoluindo. E vai chegar o momento...

que o Fabiano também falou, né, eu acho que foi o Fabiano, que vai chegar um momento que a lei humana vai estar muito mais espiritualizada. Quando o Ponce Pilatos falou pra Jesus, né, você não é o rei que eles estão falando, né, e Jesus responde o que pra ele, né, o meu reino não é deste mundo. Então cumpra-se, né, você é o papel aí, né, de julgador, faça o seu papel, mas o meu reino não é daqui, você não me entende ainda.

Então, nós estamos procurando, devagarzinho, nós vamos alcançando esses entendimentos, vamos melhorando, porque a gente não está mais nas barbáries, apesar que, em pleno século XXI, ainda existe guerra, existe ainda tanta fome, mas nós estamos lutando para que essa justiça haja uma justiça social.

que a gente possa chegar cada vez mais despindo de tantas anomalias, não sei se posso falar assim, de leis que têm necessidade ainda para nos frear em muitas coisas. Por exemplo, a Cláudia falou da lei de trânsito. Tem necessidade efetivamente de existir uma lei de trânsito para falar que eu não posso curar o...

o sinal vermelho? Simone, olha que tem, tá? Mas deixa eu só... Vou usar a espada, tá? Para fazer um ponto de corte aqui. Para a gente lembrar que Jesus também falou da espada. Mas agora eu vou chamar a atenção da espada do tempo, Simone. Porque a gente vai tomar um corte aqui, porque não deu nem 10 segundos. Aí eu vou... Por uma questão, se vocês me permitem, de buscar uma economidade e a justiça.

Primeiro eu precisei usar a espada, Simone, para a gente entender que tem hora que precisa. A força é aplicada pela justiça divina, seguindo os princípios da justiça divina efetivamente. Então a gente também não pode se iludir que a aplicação da força não tem sentido. Mas vou parar por aqui. E bem rapidinho, então, no trânsito das palavras finais, se vocês me permitirem, eu vou dar uma passadinha rapidinha pelo Ítalo.

passear pela Cláudia para a gente fechar com você para a gente fazer a prece final. Pode ser? Tinha muita coisa para falar, então eu espero.

Próximo capítulo. Pois então, eu estava pensando o tempo todo aqui, uma pergunta que a Alana até fez aí no chat, e nós, né? Quando nós somos detentores de alguma liderança, estarmos à frente de alguma coisa, de sermos, entre aspas, entendidos em alguma matéria, e a gente não age de acordo com a consciência, de acordo com o ensino do Cristo, né?

Nós estamos numa situação bastante crítica, calamitosa, na verdade, porque isso também são faces da justiça. E Jesus, pelo ensinamento que ele traz, ele fala que no tribunal da consciência os mínimos detalhes farão diferença. E a verdade vai ser sempre...

aquele fio da... Como é que chama? O ponto de equilíbrio da balança, se isso é sinônimo de justiça. Então, o que a gente aprende, ele precisa fazer diferença na nossa alma. Para a gente usar direito ao recurso, à autoridade, para que o nosso pensamento possa percorrer com justiça mesmo, ou justeza de escolhas, o terreno que a gente tem para poder trabalhar.

aí não importa em qual instância eu vou estar sempre revestido da necessidade de cumprir o meu dever, talvez isso me encaminhe para a justiça divina, para que eu entenda isso verdadeiramente em algum momento da vida. Então, é nisso que eu estava aqui refletindo. E nesse sentido, bem rapidamente também, a Joana coloca...

na lição e a gente aprende também que a real justiça sempre encontra o infrator. A real justiça sempre encontra o infrator. E vamos lembrar também que a sociedade é formada por cada um de nós. Então conta aquilo que eu penso.

a forma como eu ajo, como eu olho para o outro, como eu decido fazer ou tocar a minha vida, a correção ou não dos meus atos, que está entregue, como colocou o Ítalo muito bem, à nossa consciência. Então, o cumprimento dos nossos deveres. A gente vai partir ou sairemos de um lugar onde a gente sempre clama por direitos.

para começar a compreender que também somos sujeitos de deveres e que eles precisam ser retamente cumpridos. Acho que não podia deixar de falar sobre a justiça da reencarnação, que é um dos maiores exemplos que nós temos da justiça divina.

E para fechar, e lembrando dessa questão da reencarnação, a Joana fala no final, melhor que esteja sobre reparação de compromissos dos quais não te recordas, do que gozando de liberdade física, mas carregando a consciência culpada que se esconde na ilusão. Aí vem a frase que a Cláudia falou, a real justiça sempre encontra um infrator. E as reencarnações nos dão a oportunidade de nos melhorar.

Então, apesar de ter muito mais coisa para falar, que a justiça humana e divina dá panos para a manga, mas a gente vai agradecer imensamente pela oportunidade de aprendizagem, pela oportunidade de estarmos reunidos, pelos exemplos dados por Jesus, que nos mostra a necessidade de sermos justos. E como foi dito no podcast, no podcast, não, desculpa, no chat, né?

que é fazer aos outros aquilo que queríamos que fizesse conosco mesmo. Então esse é o ponto de equilíbrio, que a gente possa dar o melhor de nós por onde passarmos. Mestre Jesus nos ensina sempre o melhor caminho, ser conosco sempre, nos abençoando, amparando, nos protegendo e nos ensinando a sair do caminho largo.

Que a sua luz seja o farol a nos guiar, a nos proteger. E todos aqueles que ouvirão essa live, o podcast, futuramente. Te agradecemos imensamente e que tenhamos uma ótima semana. Gratidão. Obrigado.

Simoníssima, gratidão a você. Eu fiquei até com dó da carinha que você fez na hora que eu te cortei esse ponto. Perdão, tá? Muitíssimo obrigado. Até a próxima. Até a próxima. Obrigada. Cláudia, muito obrigado por mais uma vez estar presente. Eu que agradeço. Até a próxima. Fiquem todos com Deus. Obrigado, Ítalo. Obrigado, Lana. Isso aí. A gente que agradece sempre.

Obrigado a todo mundo que nos assistiu. Obrigado a todo mundo que vai nos assistir. Até semana que vem. Um beijo no coração. Tchau, tchau.