JESUS E ATUALIDADE - JESUS E TOLERÂNCIA
Episódio de número 318 da palestra virtual da Reunião de Estudos do Evangelho do Grupo Espírita "Irmão Áureo" - 02/05/2026
Reflexões sobre o tema "JESUS E TOLERÂNCIA", com base na CAP. 5 do livro: JESUS E ATUALIDADE, de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco.
BIBLIOGRAFIA:
- Livro: Jesus e Atualidade - Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, Cap. – “Jesus e Tolerância” - disponível em: https://www.usetupa.com.br/Livros/L-Jesus-e-Atualidade_.pdf
- Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - cap. 12 - Amai os Vossos Inimigos - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TKP/Ev/Ev12.htm
- Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - cap. 11 - Amai os Próximo como a si mesmo - item 8 - A Lei de Amor - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TKP/Ev/Ev11.htm#It8a10
- Livro: O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - Terceira Parte - Leis Morais - cap. 7 - Lei de Progresso - Questão 779 - disponível em:
https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TKP/Lde/LdeP3C08.htm#Q779a785
- Livro: Cartas do Alto - Autores Diversos - Cap. 38 - Razão para tolerar sempre - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Cdo/Cdo38.htm
- Livro: Espera Servindo - Emmanuel - Cap. 19 - O Lado Avesso - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Esp/Esp19.htm
- Livro: Fonte Viva - Emmanuel - Cap. 163 - Aprendamos com Jesus - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Fv/Fv163.htm
- Livro: Seara dos Médiuns - Emmanuel - Cap. 35 - Caridade e Tolerância - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Sdm/Sdm35.htm
- Livro: Caminhos - Emmanuel - Cap. 5 - Reciprocidade - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em:https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Cos/Cos05.htm
Poesia Final: Cantiga da Tolerância - Maria Dolores - do livro: Alma e Vida — Maria Dolores — psicografia de F. C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Aev/Aev11.htm
Fabiano
Sandro
- Jesus e TolerânciaTolerância como respeito ativo · Amai os vossos inimigos · Lei do Progresso · Pedagogia de Jesus · A importância do perdão
Olá, seja você muito bem-vindo, muito bem-vinda a mais um episódio do podcast da Reunião de Estudos do Evangelho do Grupo Espírita Irmão Aura. E hoje, no nosso episódio de número 318, continuaremos seguindo o livro Jesus e a atualidade de Joana de Ângeles, psicografia de Divaldo Pereira Franco. Quebramos um pouco a sequência e agora retornamos ao capítulo 5.
Depois retomaremos a sequência natural, mas hoje, capítulo 5, Jesus e Tolerância, num estudo preparado pelo Sandro. A narrativa é minha, então hoje é aquele dia que vocês vão enjoar da minha voz do começo ao fim, desculpe-me, mas o conteúdo compensa. Posso garantir que não vou dar spoiler, mas tem muitas reflexões interessantes que o Sandro preparou para nós daqui a pouquinho.
Tá bom? Ainda aqui os nossos avisos. O primeiro deles, que não nos cansamos de repetir. O estudo de Jona de Andes é bastante profundo, mas fica tranquilo. A gente proporciona aí uma série de outras bibliografias complementares. Hoje, muitas referências do Evangelho segundo o Espiritismo. Convidamos, então, todos vocês a olhar aí na descrição, porque a gente tem uma série de links.
com outras obras que irão complementar o estudo, na intenção de facilitar o nosso entendimento e também de provocar. Então, você está convidado, tem os links lá, fica fácil de acessar. O convite é para a gente aprofundar o estudo. Esse é o nosso primeiro convite.
O segundo convite, a gente tem a nossa live, que é o segundo momento da gente estudar junto, acontece no nosso canal do YouTube, no mesmo dia do lançamento do podcast, mais tarde um pouco, às 17h50, então você já é nosso convidado especial. Logo lá, participar ao vivo é muito interessante, porque gera essa interação, se não puder estar ao vivo não tem problema, entra lá no canal depois, assista, compartilhe o link, enfim.
Convite de novo para a gente estudar. E fique até o final do nosso podcast, porque no nosso momento de oração, a gente começa sempre com uma poesia, hoje outra poesia de Maria Dolores, para que você possa orar conosco e sintonizarmos com as energias positivas. Ok? Bom, dito tudo isso, o nosso convite final, mas com muito carinho de todas as vezes. Vamos ouvir?
Olá, aqui é o Fabiano e estou emprestando a minha voz para narrar o estudo preparado pelo Sandro em torno do capítulo 5 da obra Jesus e Atualidade. Vamos a ela. A lição que estudaremos hoje tem um título direto, Jesus e Tolerância.
É o capítulo 5 da obra Jesus e Atualidade, e seu conteúdo é marcadamente prático. Afasta a tolerância da ideia de indiferença ou condescendência e a posiciona como respeito ativo ao ritmo evolutivo de cada consciência.
Dito isso, Joana, logo na primeira parte de sua análise, tem uma observação que, de certa forma, define o tom que vamos explorar. Diz ela, a tolerância a todos se impõe como terapia pessoal e fraternal, compreendendo as dificuldades do caído, enquanto lhe distende mãos generosas para o seu erguer.
Duas ideias implícitas nesse trecho merecem atenção ante qualquer coisa. Primeiro, tolerância não é passividade, é uma postura moral que exige discernimento e equilíbrio. Segundo, ela nasce da compreensão de que a humanidade é um campo de espíritos em diferentes estágios de aprendizagem e que Jesus jamais impôs, mas sempre convidou.
É esse justamente o ângulo que a doutrina espírita busca desenvolver. E a gente vai perceber aqui nos diversos pontos que a gente vai chamar a atenção. O Evangelho segundo o Espiritismo, no capítulo 12, analisando o Evangelho de Mateus dentro do Sermão do Monte, que foi dado por Jesus lá no capítulo 5,
nos versículos 43 a 47, que o Evangelho Perdão destaca, abre uma perspectiva que situa a tolerância no centro da ética cristã. Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos caluniam e perseguem.
Dentro da perspectiva que o codificador Allan Kardec, orientado pelos Espíritos, desenvolve, essas instruções de Jesus não são um convite à submissão, mas um exercício de compreensão espiritual. Remetem à ideia de que ninguém é, por natureza, inimigo eterno. Todos são companheiros de jornada, em diferentes graus de adiantamento.
A doutrina espírita reforça isso na Lei do Progresso, quando os espíritos lembram que a evolução não é simultânea nem uniforme. Lá na questão 776, afirmam os espíritos que nem todos progridem simultaneamente e do mesmo modo.
A tolerância nasce justamente do reconhecimento desse descompasso. Jesus o demonstrou ao conversar com publicanos, com samaritanos, com mulheres marginalizadas, sem exigir deles uma mudança instantânea, mas oferecendo um caminho.
A lição de Joana, que a gente está estudando, ressalta que o mestre não condenou a fraqueza alheia, compreendeu-a como etapa transitória e estendeu a mão em vez de levantar o dedo. É um diagnóstico sem julgamento, mas profundamente moralizante. E o contraste vem quando se percebe que a verdadeira tolerância exige força interior.
Portanto, diferente de como o mundo vê tal postura, não raras vezes o mundo trata aquele que não revida ou que não pune como fraqueza de caráter, quando, sob esta nova perspectiva que estamos analisando, ressaltamos aqui a necessidade de domínio, do orgulho e exercício constante da humildade.
Jesus não é exceção à lei do progresso. Ele é quem melhor a compreendeu em sua dimensão humana e, por isso, pôde exercer esta tolerância com a firmeza do amor.
Há uma observação da lição que parece simples à primeira vista, mas que tem bastante implicação quando a gente para para pensar. A tolerância de Jesus nunca foi silenciosa diante do mal. Foi clara e muitas vezes direta.
Por isso mesmo, expressão da verdade, mas sempre revestida de paciência e misericórdia. Ele não anulou o outro, rotulando-a, convidou-o sempre a ser melhor. Assim, cabe ressaltar que Jesus, o mestre por excelência, usou o cotidiano como escola de respeito. Não exigiu uniformidade de pensamento nem uniformidade de prática religiosa.
Aceitou a diversidade como condição natural da experiência humana, e a lição aponta que as verdades que ele trouxe continuam as mesmas, embora aplicadas com a flexibilidade que o exercício da compaixão exige.
Essa expressão tem um sentido muito preciso no contexto espírita. Cada consciência responde melhor a um tipo de abordagem e a tolerância é a arte de ajustar o tom sem perder o conteúdo.
O Sermão da Montanha ilustra bem isso. Podemos descrevê-lo como um discurso que não impõe, mas ilumina, não exclui, mas acolhe, não pune a dúvida, mas ensina a buscar. É uma pedagogia que não precisa de coerção para ser eficaz.
O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo 11, resume essa condição. Diz assim, o amor resume a doutrina de Jesus toda inteira. O ponto delicado do sentimento é o amor. Não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que concentra em si todos os raios do sentimento.
Na obra Cartas do Alto, psicografada por Francisco Cândido Xavier, Emmanuel, no capítulo 38, dedicado à tolerância, acrescenta Por muito estranhas ou intempestivas se façam as manifestações alheias, é impossível não encontres, através delas, um caminho para compreender e auxiliar. A novidade é que não está na permissividade.
mas na firmeza serena de quem entende que o erro de hoje é o aprendizado de amanhã. Refletindo ainda sobre o conteúdo da lição, temos uma questão que precisa de cuidado em sua análise, porque toca em questões referentes a Jesus no que diz respeito à sua convivência com os fariseus, que talvez seja uma de suas contribuições mais importantes para as relações humanas.
Diante da postura casuística dos fariseus, Jesus desmontou a estrutura do fanatismo não com argumentos, mas com presença, ação e, sobretudo, sentimentos, muito mais do que com palavras. Onde a ortodoxia exigia pureza externa, ele exigiu pureza de intenção.
Onde o rito separava, o gesto, a ação, unia. O conceito farisaico de pureza era o da separação, o justo diante do impuro, o santo afastado do pecador.
Jesus chamou o mesmo Deus dos fariseus de pai de todos e tratou o samaritano, a adúltera, o cobrador de impostos com a mesma dignidade. Essa mudança de postura não é pequena. Ela reflete uma mudança inteira na relação que o ser humano pode ter com a indiferença.
Emmanuel, no livro Mãos Unidas, na lição 37, intitulada A Estranha Crise, nos chama a atenção assim. Existe, porém, uma crise estranha e das que mais afligem os povos, francamente inacessível à intervenção dos poderes públicos, tanto quanto aos recursos da ciência nas conquistas modernas.
Referimos-nos à crise da intolerância, que, desde o travo de amargura que sugere o desânimo à violência do ódio que impele ao crime, vai minando as melhores reservas morais do planeta, com a destruição consequente de muitos dos mais belos empreendimentos humanos.
A compreensão do outro não é apenas uma questão de conveniência social, é uma questão de maturidade espiritual. E amadurecer na visão do espiritismo é também aprender a respeitar o caminho alheio sem abandonar o próprio.
Ainda sob esse prisma, o ensino dos Espíritos aponta para um aspecto muito importante. Diferente do que a sociedade atual quer nos fazer acreditar, a tolerância cristã não é fraqueza. Na mesma lição de Emmanuel, ele nos adverte, o perdão é o único antibiótico mental suscetível de extinguir as infecções do ressentimento no organismo do mundo.
Repitamos, no entanto, que a preciosidade do perdão não se adquire nos armazéns, porque, na essência, o perdão é uma luz que irradia, começando de nós. O autor espiritual coloca aqui, portanto, de forma bastante clara, parte importante de nossa tarefa espiritual. O que é significativo na análise que a lição de Joana de Ângeles nos propõe é o equilíbrio. Obrigado.
Nos exemplos de Jesus, entre acolhimento e orientação, o texto nos aponta que Jesus não compactuava com o erro, mas não desprezava o errante. Corrigia sem humilhar, orientava sem impor e sempre deixava a porta aberta para o retorno. Há aqui uma dualidade que não é contradição.
Ele era exigente com a verdade, mas infinitamente paciente com o aprendiz. O Evangelho segundo o Espiritismo, no capítulo 2, reforça essa postura.
Para quem se coloca pelo pensamento na vida espiritual, que é indefinida, a vida corpórea se torna o que ela realmente é, uma viagem curta e penosa. As vicissitudes e tribulações dessa vida não passam de incidentes que ele suporta com paciência. Ainda, o livro dos Espíritos, na Lei de Progresso, tem uma pergunta direta.
A força para progredir áurea o homem em si mesmo ou o progresso é apenas fruto de um ensinamento exterior? A resposta é, o homem se desenvolve por si mesmo naturalmente. E acrescenta que os mais adiantados auxiliam os outros pelo contato social, não pela imposição, mas pelo exemplo.
Esse é um importante papel de Jesus, principalmente na visão espírita. Não um ser que julga de cima, mas um ser cujo a presença e cujo respeito exercem sob a humanidade uma influência que vai se tornando inteligível ao longo do tempo. Resumimos em dois verbos deliberados, acolher e orientar.
Acolher é do domínio do afeto, orientar é do domínio da inteligência. O que Jesus traz opera nos dois sentidos. Tolerar-se não é uma expressão de acomodação, é uma expressão de processo. Significa tornar-se gradualmente capaz de conviver também com as próprias imperfeições sem desistir e com as imperfeições dos outros sem condenar.
O Evangelho segundo o Espiritismo, no capítulo 17, Sede Perfeitos, dedica boa parte do texto a desfazer uma possível ilusão sobre o que Jesus pediu quando disse, Sede Perfeitos como perfeito ao vosso Pai Celestial. Kardec comenta, Aquelas palavras, portanto, devem entender-se no sentido da perfeição relativa, a de que a humanidade é suscetível. Mostra ele, desse modo, que a essência da perfeição é a caridade na sua mais ampla acepção.
A perfeição relativa, não absoluta, é uma distinção importante. A tolerância não é uma meta que paralisa pelo impossível, é uma direção que orienta o cotidiano. O livro dos Espíritos, nas questões sobre perfeição moral, identifica o principal obstáculo a esse processo, o orgulho e o egoísmo, e acrescenta que o egoísmo, chaga da humanidade, tem que desaparecer da Terra a cujo progresso moral obstá.
Ao longo deste estudo, fomos vendo como a postura do mestre opera em diferentes dimensões, no respeito aos tempos evolutivos, reconhecendo que ninguém chega ao mesmo tempo, na pedagogia cotidiana, usando a paciência como linguagem, na superação do fanatismo, substituindo a rigidez pela clareza compassiva.
no equilíbrio entre firmeza e acolhimento e no convite pessoal, apontando para a tolerância como um processo gradual de cada dia.
O que a doutrina espírita faz com esse material é importantíssimo. Ela não transforma a tolerância em indiferença moral. Ela a coloca dentro da caridade como ferramenta de evolução e diz é para lá que devemos caminhar. Não nessa encarnação necessariamente, mas sem tropeços, sem pausa e sem pressa.
A lição nos faz refletir em como, na nossa condição humana, portanto falíveis, necessitamos de Jesus. A necessidade não é de dependência, é de referência. Daí o título de mestre em sua tarefa divina de orientação aos nossos corações.
Desejo que cada uma dessas reflexões possa nos orientar e inspirar em nossa busca de melhoria a cada dia. Uma excelente semana a todos nós. Iniciamos agora o nosso momento de oração com a poesia Cantiga da Tolerância, de Maria Dolores.
Quem diz que o verbo se vai qual só o vazio no vento, não mostra o espírito atento ao que se pensa e se diz. Mormente agora, na terra, em transição apressada, a frase rude na estrada invoca a treva infeliz.
Anota, às vezes em casa, por simples questão à toa, vem a injúria que atordoa, partindo para agressão. Duras mágoas do passado, remexidas de repente, parecem bombas da mente, de explosão para explosão. O trânsito, em qualquer parte, parece um teste constante, exigindo a cada instante humildade e amor ao bem.
Aparece um desafio a prolongar-se no insulto e o creme que estava oculto arrasa os dias de alguém. Quanto puderes, evita, onde estejas e onde fores, queixas, intrigas, clamores. Ante o mal, silêncio é luz.
Quem serve, eleva e perdoa, por mais sinta a vida amarga, diminui a luta e a carga que pesam sobre Jesus. Mestre e amigo Jesus, agradecidos estamos por estes momentos que nos fazem refletir Mestre e amigo Jesus, amarelo, amarelo,
sob nossa conduta de todos os dias. Ajuda-nos, Mestre, a perceber o quanto dependemos da tolerância alheia para com o nosso proceder. Corações necessitados que somos, tanto de aprendizado quanto de correção, rebeldes e aflitos pelos caminhos da vida.
ajuda-nos a compreender que a proposta divina é de misericórdia e de justiça. Justiça para com as nossas verdadeiras necessidades. E misericórdia, porque não raras vezes repetimos erros de tantas vezes no passado, em nosso dia a dia, ainda no instante atual.
Mas não nos deixe esquecer, Mestre amigo, que o teu amor, espelho do amor infinito de Deus nosso Pai para conosco, também é correção de disciplina na vida que espelha os sublimes desígnios. Ampara-nos então agora nesses instantes de reflexão e de prece, para que a vida venha.
Não necessite, no futuro, corrigir-nos de formas mais duras. Ampara-nos o coração para que a decisão de hoje se aproxime do compromisso que temos a assumir. Que a Tua luz nos abençoe amorosamente, hoje e sempre. Que assim seja.
E aí