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COMO A OAKLEY ESCALA SEM PARAR DE INOVAR | EXTREMOS

27 de maio de 20261h26min
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Caio Amato, CEO global da Oakley, defende, nesse novo episódio do Extremos, que a marca precisa se dar a devida desimportância e que é exatamente isso que a torna poderosa.

Nesse papo, ele abre o framework que usa para equilibrar inovação e escala e conta como a Oakley voltou a criar um futuro depois de anos refém do próprio legado.

Se você lidera uma marca, um produto ou uma equipe, esse episódio é uma aula sobre criatividade, autenticidade e o que separa marca de negócio e vai mudar como você pensa.

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Participantes neste episódio3
A

Alfredo Soares

HostEmpresário
B

Bruno Nardom

Co-host
C

Caio Amato

ConvidadoCEO Global da Oakley
Assuntos8
  • Travis Scott· EntretenimentoChief Visionary Officer · Travis Scott · Cactus Jack · Relações Humanas e Autenticidade · Colaboração e Visão · Oakley Cactus Jack
  • Inovação e Verdades UniversaisDesafiar Crenças Estabelecidas · Meta Quest · Carros Elétricos · Aviões e Assentos · Óculos como Amplificador Humano
  • A Essência da Marca OakleyCriar o Futuro, Não Prever · Humildade e Insignificância da Marca · Ser Veículo para Expressão · Oakley vs. Nike · Frogskin e Dinheiro Sujo
  • Papel do CMOVisão e Valores da Marca · Autenticidade · Inovação · Disrupção · Regra do 15/85 · Córtex Pré-Frontal vs. Límbico · Harley Davidson · Ray-Ban
  • Lentes Fássicas para MiopiaTecnologia Prism · Lentes Cônicas · Prism Cosmos (Pó de Ouro) · Proteção Balística · Espectro de Cores
  • Criando o Futuro: A Visão da OakleyExpansão para Vestuário e Calçados · Matthew Williams · Wearables e Metaverso · Sustentabilidade · Autoexpressão e Diversidade · Esportes · Red Bull
  • Pirateria e Acesso a ConteúdoNocividade dos Óculos Piratas · Tecnologia HDO (High Definition Optics) · Dor de Cabeça e Miopia · Juliette (Óculos)
  • Oakley e o EsporteDominância em Esportes de Neve · Ciclismo e Patrocínio · Futebol como Aprendizado · Fórmula 1 e Aston Martin · Resiliência
Transcrição232 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Qual é o ponto principal da Oakley, o primeiro valor que a gente tem? A gente não prevê o futuro, a gente cria. Galera, pra criar o futuro e entregar o presente, a gente não pode ficar vivendo no passado. A marca, ela tem que entender a sua insignificância, tem que tomar um lugar humilde de perceber que a gente tá aqui pra criar sentido, pertencimento e produto que significa algo pra alguém. Não o produto que o Caio quer usar, entendeu?

Então a gente já copiou uma marca? Já. Mas a gente deu um nome pra lembrar que a gente nunca mais vai fazer aquela porra.

E a partir desse dia, a Nike colocou em todos os contratos dos atletas que quem era Nike não podia usar o Oclean. Quando você entende o quão nocivo um óculos pirata é, é um problema de saúde pública. Cara, o nosso episódio pode sair do ar, pra ter essa tua agressividade gestual, mano. Não sabia não. Faz você aí, então. Inteligente artificial. Isso aí, galera. A minha mulher, que é a minha mulher.

Senhoras e senhores, sejam muito bem-vindos aos extremos aqui no G4 Podcast. Hoje, Bruno Nardom está na sua versão Cyber Nardom. Nada, cara. Olha aqui, esse óculos é irado. Vou começar até a gravar aqui, ó, esse episódio do meu ponto de vista. Olha lá, está gravando, está piscando aqui. As pessoas vão ter tipo... Ainda não, ainda não. Vão ter tipo aquele evento...

aquele jogo, o Doom? Que jogava em primeira pessoa? Cara, é verdade, né? Tu lembra? Era uma revolução. Ser o personagem do jogo era a revolução. Só viu o bonequinho de longe. Cara, eu vou te falar um negócio. Eu andava de bike, sempre queria filmar o meu soleil de bike, né?

E daí, de vez em quando, tava na ciclovia, eu pegava o celular aqui e filmava. Só que assim, não é um bom exemplo e é perigoso pra caramba. Você fica tirando a mão do guidão, filmando e, cara, qualquer câmera que você coloca no capacete é um puta trambolho, né? E daí lançaram, cara, esse óculos da Ocrimeta. Que diabo!

Gravo todos os meus soldados com ele. Você estava lá, a gente estava lá na fazenda, ela estava gravando com ele. Sim, estou falando com ele agora. O cameraman, né? Man camera. Gravo e mando para a galera ainda. Cameraman, man camera. Excepcional. Bom, senhoras e senhores, sejam muito bem-vindos aos extremos. Estamos aqui no G4 Podcast, o canal de conteúdo e conhecimento para você, dono, líder, gestor de negócios. Meu nome é Alfredo Soares, sou host aqui do episódio desse programa. E ao meu lado, ele...

Bruno Nardom, o ciclista. O ciberciclista. E aí, senhor Alfredo Soares? Está tudo bem? Está tudo bem? Está bem. Tudo bem? Tudo bem? Tudo bem?

Tudo ótimo. Tudo maravilhoso. Senhoras e senhores, o convidado de hoje é mais do que especial. Ele veio diretamente de Milão. É isso aí. É um cara que, quando eu conheci ele, eu ouvi ele no podcast e, porra, achei o cara sereno, brilhante. Tive a oportunidade de estar com ele no G4 Valley. Achei ele um gênio. Depois eu tomei um café da manca com esse cara.

Teve episódio do YouTube. E virei, brother. Por sinal, coloca aí na descrição o episódio do YouTube que eu tive com esse cara que já bateu 150 mil visualizações. Foi um dos que mais tem visualizações no teu canal. Foi animal. Foi, pô, papo porra irado. E ele lidera uma marca que você deve pensar que é de óculos. Alguns acham que é fashion, mas é uma marca que constrói cultura na sociedade. Senhoras e senhores, diretamente de Milano.

Caio Amato, CEO da Oakley Global. Obrigado, obrigado, meu irmão, pela apresentação. Obrigado por me receberem aqui, é uma honra. Estou conhecendo agora todo o ambiente, cultura sensacional que vocês criaram aqui. A barulheira, a molecada, tudo indo para cima. É legal demais ver. Curtiu demais a cultura. Eu apresentei o Caio, mas eu vou falar um pouquinho desse currículo dele aqui.

Porque vale a pena pra galera entender a jornada desse cara. E, obviamente, essa jornada é tudo que a gente vai falar aqui durante o episódio de hoje. Ele tinha cinco anos quando a família perdeu tudo. Aos 12, estava obeso e sofrendo bullying extremo. A saída não era visível. A sua resposta foi entrar num campo de futebol e não sair mais. Três, quatro vezes por dia. Até perder 60 quilos, mas, principalmente, virar um atleta.

Não virou jogador profissional, virou algo mais raro. Passou pela Mizuno, pela Adidas, onde chegou a vice-presidente global e depois a Oakland, onde passou quatro anos como CMO antes de assumir a presidência global da marca em 2025. Hoje, ele comanda uma das marcas mais icônicas do esporte no mundo, assina a parceria com a NASA para criar visores de astronauta. Tem Travis Scott como Chief Visionary Officer e lançou o produto mais ambicioso da história da empresa no intervalo do Super Bowl para 120 milhões de pessoas.

O Caipirinha de Mococa O Caipirinha de Mococa não só chegou ao topo de uma multinacional global ele redefiniu o que uma marca esportiva pode ser Caio Amato

Obrigado, velho. Você já cortou metade do nosso papo aqui. Você já resumiu. Entreguei, é um filme com spoiler. Não, resumiu de uma forma brilhante, cara. Porque acho que a galera já escutou bastante dessa primeira parte da história. Então, achei bem legal que você comece a começar desse jeito. Cara, eu vou quebrar o protocolo e ao invés de começar pelo começo, eu vou começar pelo hype. Como é que essa história... Primeiro, o que é um Chief Visionary Officer?

Como nasce essa história de convidar um cara, não para ser influenciador, não para ser garoto propaganda, não para ser um atleta, não para criar uma collab, mas para ajudar a construir a visão da marca. Cara, vocês sabem, sendo da G4 e traçando o que vocês têm, 500 milhões ano passado, esses números são nada mais do que um indicador do que vocês estão fazendo.

Que é dar algo para pessoas e ajudá-las a ser uma melhor versão delas mesmas. Seja com o que for, com educação, com qualquer coisa que vocês façam. E eu acho que dentro do mundo corporativo, o maior problema que existe é que as pessoas esquecem que a gente é humano, porra. É humano, é tudo sobre ser humano. Quando você pega um lead ali e tem uma pessoa do teu comercial trabalhando em cima daquele lead, o lead é só uma pessoa querendo conversar.

E a gente esquece de ser humano. Então, dentro da minha jornada, se tem uma coisa que é o Red Thread, que a gente chama, que é a linha que cruza a minha jornada toda, é essa parada de ser uma pessoa afetuosa e humana num ambiente corporativo. As pessoas, quando entram dentro do ambiente corporativo, geralmente, eles acham que eles têm que ser...

duros, que eles não podem mostrar vulnerabilidade, que você tem que ser perfeito. E a minha vida foi provar o contrário, cara. O contrário, que quanto mais vulnerável você é, mais as pessoas se encorajam pra ser elas mesmas. Então, assim, o Travis Scott, ele é um... O Travis, o Mbappé, o... Te mandei uma foto aí de uma outra pessoa que a gente tá conversando.

que veio até nós é eu quero ouvir depois nos baixadores essa aí é a boa essa aí vou te falar legal

Zero game. É. Zero game. E ele que veio? Ele que veio? Ele que veio, é. Da Billie Eilish. Então, assim, a gente tem contrato? Não tem contrato com essa galera. É. Não pode impedir o confidencialidade. A gente... A gente não tem contrato. Isso tudo nasce... A foto que explode. A foto que sonha. A gente não tem contrato, assim. A gente não começa com contrato. A gente começa com contato...

Humano. Humano. Então, essa pessoa mesmo que a gente está falando, eu estava num jogo, sentei do lado dessa pessoa. Não, jogo de NFL de flag futebol.

E a gente começou a trocar ideia sobre vida, porque essa pessoa passou por momentos muito complicados na vida e trocou ideia sobre vida. Eu mostrei os produtos do Travis Scott que a gente está lançando agora e, de repente, a gente trocou o telefone e tal e foi embora, eu recebi uma mensagem no meu celular falando porra, gostei muito de te conhecer da forma humana que você trata as pessoas, as pessoas que estão no...

numa posição como a sua, liderando uma marca, eles são jerks. Eles são babacas, geralmente. Então, assim, não tem muito segredo. O Travis Scott foi isso, cara. Igual. O que aconteceu? Eu tratei ele como eu trato todo mundo na minha vida. Ele chegou na Oakley, ele sempre gostou da Oakley. Ele chegou lá, a primeira coisa que a gente fez foi dar volta com o tanque de guerra que a gente tem lá.

A gente tem um tanque de guerra da época... Em LA. Ele fica estacionado ali num cantinho, a gente fez uma pista pra fazer drift com esse tanque de guerra. E, cara, quando eu falo drift, quando eu falo drift, é drift. Você olha aquela porra, o tamanho daquele tanque, você acha que ele... Cara, é insano. E aí, assim, a primeira coisa que a gente fez foi dar uma volta de tanque, que fazer drift de tanque é uma experiência que você não tem na vida.

E aí a gente entrou para o escritório e passou a fazer toda a trajetória da Oakley ali dentro, e cada lugar que a gente ia, ele dava insight para a gente e a gente dava insight para ele. A gente passou o que era para ser uma hora de papo, virou quatro. O aeroporto de Orange County, ele fecha às 10. Se você quer voar depois das 10, você paga, sei lá, 50 mil dólares. Se você quer voar depois das 11, você paga 100 mil dólares.

No final ele foi voar meia noite e meia, uma da manhã. Porque, cara, a gente tava ali como seres humanos, trocando ideias sobre visão, propósito. Tipo, a gente... Trevis, como é que a gente faz aqui? A gente cria uma história que é uma história cinemática pra inspirar nossos designers a produzir produtos novos.

Ele, caralho, o meu show eu crio a partir de uma história cinemática, que eu crio um stage que ele é absurdo e que ele até parece a visão de vocês de futuro. Então assim, a coisa começou a andar de uma forma, que quando a gente viu dois anos depois de ele usar o tempo inteiro e a gente trocar muita ideia, chegou um momento que a gente falou, vamos oficializar essa porra, porque a gente já tá trabalhando junto.

Então o papel dele, o papel do Chief Visionary Officer é como se fosse assim, cara, tem o influenciador da marca, tem um amigo da marca, os amigos da marca, né? Eu já fui da Bright, da Land Rover, então tem essa categoria ali dos amigos da marca, a galera maneira que tem um benefício. Você tem o influenciador, que é o cara que normalmente tem a missão de, pô, influenciar, usar, alcance e tal, fazer público. Você tem o embaixador, que é o cara que tem a missão da frequência.

Você tem o advisor da marca ali, que é o cara que não só ajuda, como ele traz também. Então, ele só não comunica. Ele conversa com a audiência.

E tem esse cargo que seria, cara, o maior nível de relacionamento do cara com a marca ali. Ele é. E é um nível que ele não é tão tático. Ele é muito de visão mesmo. Por isso que é Visioner. Mas como é que é a agenda disso? É tipo quatro dias no ano? Não, a gente faz, na verdade, mais do que isso. Porque a gente faz umas 12 reuniões. Das 12, quatro são mais formais.

E das quatro formais, elas são formais, mas assim, qual que é a parada? O Travis Scott, ele é um cara, todo artista, eu não vou falar do Travis, eu vou falar. Quando o artista, ele é um artista muito grande, de muito sucesso, ou muito reconhecido, uma é Elis Regina, eu vou mudar completamente. As pessoas costumam reclamar.

da personalidade dessa pessoa, né? A Elisa é difícil de trabalhar, ou o Treves é um cara complicado. As pessoas não entendem que o nível de desenvolvimento que ele tem límbico...

É surreal. E pra uma pessoa ter esse nível de desenvolvimento... O que é o límbico? É o que trata as emoções. Aquele cara, ele consegue olhar e transformar emoção em música e emoção em produto de uma forma que ninguém mais consegue. E um cara que tem um límbico tão desenvolvido, ele não vai ser um cara córtex, pré-frontal, racional. Então uma reunião com o Travis não é uma reunião com agenda...

Não, é uma reunião que a gente senta e discute futuro, discute o que a marca é, o que ela tem que ser, como é que o Future Genesis, que é a narrativa nossa, vai evoluir. A gente vai para uma sala que tem protótipo de 2075, tem uma jaqueta que tem drone integrado, tem coisa que a galera ainda não viu, uma loucura, chama Moonbase One. É como se a gente tivesse uma sala na Lua.

É um lugar de sonho. A gente entra lá com ele e, cara, passa duas horas discutindo o que é legal, o que não é legal, o que ele quer, o que ele não quer. E tudo límbico, sabe? Aquilo ali, mano, aquele produto, se vocês pegarem ele e fizerem isso e isso...

vai ser, nossa, aquele óculos, a proporção dele tá um pouco errada, deixa eu ver, coloca aqui, muda essa proporção que a gente vai pra um outro nível. Então são papos muito subjetivos. Então é o momento de vocês apresentarem pra eles uma porrada de coisa e ele vai... E é o momento da gente ajustar a bússola pro futuro.

Entendeu? Que eu gosto do negócio da bússola. O Travis Scott, ele vai ajudar a gente a definir o ângulo de lançamento do foguete. Ele não é o cara que vai colocar gasolina, ele não é o cara que vai desenhar, pintar o foguete. Não. Ele é o cara que vai definir o ângulo de lançamento do foguete. É um cara que subjetiva muito bem, que transforma sentimento em produto e ele consegue... Você já foi no show do Travis Scott? Vocês foram? Não.

Tem uma música que se chama Fim, que é a mais famosa. Fim, fim, fim, fim. Essa música, ela é tribal.

Ele vai num nível, ela não é uma música pra ser apreciada, você não vai sentar e apreciar a música. Você vai no show, você não consegue não pular. Ele toca essa música 15 vezes, e essa música foi a música que fez na Itália ter um abalo sísmico, porque tinham 120 mil pessoas pulando ao mesmo tempo, por 20 minutos. Porque é uma coisa tão límbica que é quase tribal, é quase animal. Então ele é um cara que vai num nível de subjetividade que é difícil alcançar.

E ter isso pra marca, alguém que consegue transformar esse nível de subjetividade em produto, música, conteúdo, cara, é um sonho pra gente. Então, pra refrasear o que você falou, a gente tem pessoas que ajudam a construir a marca, que eles são ativos pra fora, tem algumas pessoas que são ativas pra dentro da empresa, que Mark Cavendish, a gente vai fazer qualquer coisa de bike, ele tá lá dentro, ele é brilhante, ele... Esse cara é muito... Cara, ele entende detalhe que a gente nunca vai ver.

E aí tem essas pessoas que ajudam a construir o futuro, que não é só o Travis, mas o Travis é o grande nome. E assim, numa mesa com o Igão, com o Mítico, por exemplo, como a gente já teve, eles ajudaram também. Então é isso, a gente tenta pegar representantes de um grupo de pessoa.

que são um grupo de pessoas ou próximos ou que a gente quer para a Oakley, e a gente tenta captar esses sentimentos e transformar eles em produto ou em pertencimento, basicamente. Olha que animal e olha que insight para a galera de casa, né? A gente está falando da Oakley. Então eu vou agora para o Jeep Morgan.

O DeepMogler tem um programa chamado Client Advisor, que são clientes regionais que escolhem os caras e colocam eles dentro de um grupo de benefícios, de eventos, acesso, etc., que tem encontro com esses caras para debater exatamente pautas locais para eles saberem, porra, melhor canal, melhor perfil de cliente, momento da economia, papapá.

E um outro insight pra galera, assim... O Fefer é do Brasil. O... Eu acho que é o... O pai. O tio. O negócio que eu vejo, assim, que você tá falando do cara que vê o futuro, né? Consegue transformar o sentimento em produto. Eu vejo muito o Alfredo, né? Tudo que o Alfredo fala, três anos depois, é a realidade. É, você tem essa? Ele é o visionário aqui do G4, em alguns ângulos.

E aí você não pode esperar de um visionário que ele seja pragmático e que ele esteja ali na planilha, porque, cara, até pode acontecer de ter uma pessoa que seja bom nos dois, mas assim, não precisa, cada um tem seu lugar e é importante isso. E o outro insight que eu tenho é o seguinte, a gente, qual era o grande problema da Oakley? O que eu estava tentando resolver? Que isso é importante para a galera entender com o Travis Scott e com o Future Genesis, que é uma plataforma que a gente criou para... A Oakley era uma marca refém do seu passado.

O que isso significa? O passado era tão glorioso, Jordan, né, a X-Metal e todo aquele, o Jim Jenner que era um puta de um gênio, um maluco, mas um gênio. O passado era tão glorioso que as pessoas que estavam, e a cultura era tão forte, que as pessoas que estavam lá dentro, que participaram daquela cultura, elas estavam com dificuldade de ver o futuro.

Elas estavam tão apegadas àquela cultura que o mundo evoluiu e a Oakley não. Falou, não, meu mundo é esse aqui, esse é o doce do mundo da verdade. Meu mundo é esse aqui. E eles estavam ali dentro, fechados dentro daquele bunker, que foi feito pra manter a galera fechada do mundo. Então a minha grande primeira dificuldade foi abrir a porta do bunker e inspirar a galera que, tipo assim, peraí, qual é o ponto principal da Oakley, o primeiro valor que a gente tem? A gente não prevê o futuro, a gente cria.

Então a gente vai criar o futuro. A gente cria pro futuro e entrega pro presente. Galera, pra criar o futuro e entregar o presente, a gente não pode ficar vivendo no passado. E foi aí que a gente abriu a porta do bunker, mas assim, você tem que abrir a porta do bunker e você tem que trazer pessoas que enxergam o futuro como ninguém. E esse foi o Travis. É um cara que vê o futuro, que tá criando o futuro agora. Enquanto a gente tá aqui conversando, ele tá lá em LA.

criando o próximo evento ou a próxima grande coisa. Ou seja, você está acessando o repertório dele. Exato. E esse é o principal insight. O insight foi o seguinte, a gente como marca teve que entender uma verdade muito doída que a maioria das marcas não entendem, que a gente é insignificante. Como assim, Caio? Você está falando que a Oakley é insignificante. A gente está aqui nesse mundo para ser um enabler. A gente está aqui para ser veículo.

Quando a gente é veículo para as pessoas se expressarem, quando a gente é veículo para um Travis Scott vir e se expressar, naturalmente aquele produto vai virar uma explosão. Porque ele é significado para as pessoas, não é a gente querendo empurrar alguma coisa para alguém. Exemplo prático, plantares.

O Travis ajudou a criar o Plantares, que é aquele óculos com narizinho, que a gente lançou ontem até um com o Travis. Isso, que tem um narizinho, que você tira o nariz, né? A gente criou ele com o Travis, com o pessoal do Podpá, e com o Fade, que é um cara, um colombiano, um rapper, trapper também. Cara, eles nos ajudaram a trazer a essência do X-Metal para um produto futurista.

E assim, não fomos nós que fizemos, a gente fez com eles, a gente fez um produto que transformava o que eles sentiam em um óculos. O óculos, ele assim, ele não é um óculos fácil de usar.

como o meu. Ele é um óculos pra pessoas que têm, assim, atitude e coragem, porque é pra early adopter ali, ele não é pra pessoa, pra qualquer um. Eu esperava que a curva de adoção fosse demorar quatro anos pra esse óculos chegar na popularidade quatro meses depois do lançamento, no The Town, no festival The Town, no dia do Travis Scott.

Um terço do festival tava usando óculos. Um terço, cara, do festival. Você foi lá, todo mundo usando óculos. Tipo, hoje ele é mais vendido que X-Metal. É o óculos mais vendido da Oakley. Então assim, por que ele ficou mais vendido? Porque a gente quis inventar uma coisa... Não porque a gente criou pro futuro e entregou pro presente, mas a gente se colocou num lugar de veículo pro sentimento daqueles caras que a gente tava falando. E o contrário, por que a Nike tá como ela tá?

Porque ela deixou de fazer isso. Deixou de criar para o futuro. Deixou de criar para a galera. E transacionou muito. Então, eu não quero falar muito de Nike. Mas assim... Você acha que seria um pouco criar tendência versus copiar e seguir tendência? Eu acho que o da Nike é mais deixar de criar para o atleta. Que sempre foi o...

core DNA dos caras. Deixar de inovar. Eles deixaram de inovar e deixaram de ser um veículo pra que as pessoas fossem a melhor versão ou quebrassem recorde e passaram a ser um pouco comerciais demais e demora pra recuperar. Então assim, eu vejo os caras fazendo vários movimentos corretos agora, mas demora um tempo até você... Um vestuário que você faz hoje tá no mercado daqui dois anos. Então demora. Então é isso. Eu acho que a marca, ela tem que entender a sua insignificância.

Tem que tomar um lugar humilde, de humildade, de perceber que a gente está aqui para criar sentido, pertencimento e produto que significa algo para alguém. Não o produto que o Caio quer usar, entendeu? Agora, ainda nessa pauta desses caras gigantes, visionários, esse cara que você me mandou que você está fechando.

Como é que é o nível de complexidade de criar modelo de negócio com esses caras? Chegar a valor com esses caras? Queria que você falasse um pouquinho mais dessa engenharia. Cara, é... Pensar em relacionamento, mídia, conhecimento. Como é que precifica isso? Como é que bota no papel? Pô, como é que é a parada pra negociar com um cara desse assim? É muito... Deve ser meio foda, né? Não, é... É...

É muito foda. Se você quiser que ele seja um representante da sua marca sem ele ter afinidade com a sua marca, é muito foda. Para um banco, se o banco quiser contratar o Travis Scott, não há valor no mundo que pague o Travis Scott para um banco. Ele nunca vai fazer propaganda para um banco. Porque não é a realidade dele, não é a natureza dele, não é a autenticidade dele. Não é a autenticidade dele. E ele é um cara que não... E ele é um cara que não é a autenticidade dele.

troca um centímetro de autenticidade por nada. Então assim, você pode colocar juros, se você fizer uma oferta de um bilhão para o Travis Scott para ele fazer propaganda do banco, ele não vai fazer. Você já vira a timeline dele no Instagram? Não. Você olha lá, se você achar uma campanha comercial, não existe, não tem.

Ele não tem. Se ele fez uma com McDonald's, que era a coisa menos comercial da história. Então, assim, o meu ponto é, quando você faz coisas com pessoas que são autenticamente conectadas com a marca e quando elas vêm procurar, porque elas entendem que nós trazemos valores autênticos que representam elas, cara, Alfredo, é uma conversa de, cara, é uma conversa de uma hora.

Converge uma hora, porque não é sobre dinheiro, é sobre visão. Tipo, ó, o que a gente vai fazer junto? O que você quer da gente? Você quer que a gente seja um veículo pra quê? Puta, eu queria criar uma coleção de golf.

Legal, cara. Golf é chato. Tem muita coisa de golf que é chata. Roupa de golf é muito comportada. Vamos botar para fuder no golf? Vamos fazer uma coisa disruptiva no golf? Vamos. A visão está criada? Vira detalhe. Ah, é royalty daqui? É um valor mínimo ali para a campanha? Então, assim... Mas normalmente é royalty de produto também.

Royal de produto é a base. Porque assim, você está usando a marca de alguém e nós estamos produzindo a marca de alguém, Royalty é o básico. Royalty é o inegociável. O valor do Royalty varia muito. Fixo, cara, é de zero ao infinito.

É de zero a infinito. Se você é uma marca que não tem tração nenhuma com a pessoa, autenticidade nenhuma, vai ser 100 milhões. Se você é uma marca que tem autenticidade, que está fazendo uma coisa, que está ajudando o artista ou o atleta a produzir algo, vai ser baixo. Aí lê isso aqui. Vê se tu acha que tem uma chance. Esse está mais fácil que aquele outro, hein? Tá, tá.

Claro que tá. Tu acha que tava fácil? Tá, mais fácil. Tu acha que dá? Dá. Dá, deixa eu ver, pô. Caô. Sério? Dá. Vamos pra cima disso aqui? Vamos. Vamos fazer esse conteúdo? Vamos. A gente conversa depois. Mas conta comigo. É o visionário, é o visionário, tá vendo? Ele não vai racionalizar, mas ele vai vir com a ideia. Exato, exato. Eu garanto que aconteça.

Que vai continuar acontecendo. E que vai continuar acontecendo. Tem que mudar esse teu speech. Não vai garantir que aconteça. Isso aí o maluco faz. O negócio é garantir que continue acontecendo. Senão é voo de galinha. O famoso voo de galinha. A empresa fica dando a porrada de voo de galinha.

Agora, por exemplo, o Travis, a linha de produtos dele tem a marca dele? Tem o nome dele ou não? Ele tem uma linha que chama Cactus Jack, a linha dele. E ele faz com a Nike, ele faz drops com várias outras marcas. Então, ontem a gente lançou, ainda não para venda, mas ele postou no feed dele.

A nossa linha Oakley Cactus Jack, que é o primeiro drop que a gente tá fazendo junto. E o Travis é o Travis. Você viu com quem ele lançou? Maluquíssimo. No timeline dele ali tem, cara, todos os jogadores de futebol americano, de Tom Brady a Lynch. Assim, todos os caras usando o produto ali na timeline dele. Então, é o que eu falo, assim, se você for pago... Precificar não tem como. Não tem como. E, na verdade, isso é tudo feito pelo time da Cactus Jack.

e por relacionamento então de novo assim se as ideias os valores são convergentes a coisa explode de uma forma e se vocês derem uma olhada em Instagram hoje o tanto de repost e o tanto que estão falando disso ouso dizer que está até o mesmo falando o mesmo tanto que o comercial da Adidas da Copa

Que é uma coisa enorme. Então, assim, tá no mesmo nível de talkability hoje. O da Adidas da Copa vai durar mais tempo, vai passar, óbvio. Mas hoje, tá passando a Adidas com comercial de 5 minutos da Copa. Que é incrível, by the way. Eu quero muito agora entrar no âmbito de... CMU. Cara, eu queria saber... Eu queria que você explicasse com a tua bagagem.

Qual é o papel do CMO numa empresa? Eu vou agora desdobrar até te levar de cara, de CMO e do teu trabalho como CMO.

A CEO e o que você herdou que faz você ser um CEO marqueteiro? Porque tem isso, né? Tem o CEO que mesmo é quarto de custa. E tem o CEO que é cara, eu vou reposicionar. É isso. Visão. Eu acho que o CMO geralmente é responsável por visão. E ele é responsável por... E ele é responsável por visão.

É que assim, eu trabalhei no mercado esportivo, então a minha visão é muito tangenciada para o mercado esportivo. E dentro do mercado esportivo, o CMO é o cara que define a visão e os valores da marca.

Ele é o cara que define para onde vai, ele é o cara que define quais são os valores que a gente vai, ele é o cara que define o futuro da marca e o produto vira um substrato desse futuro, dessa visão e desses valores.

Vou dar um exemplo prático, na Oakley. Qual é a visão? A gente quer um mundo em que as pessoas acreditem, acredite, nossa senhora, em inglês é bem mais fácil, acreditem em si mesmo, em quem elas são.

Porque só quando elas acreditam em Be Who You Are, em quem elas são, que elas vão ter todo o potencial delas atingido. Essa é a visão. Eu quero um mundo em que todas as pessoas podem ser quem elas são, porque assim o mundo vai ser um lugar melhor e todo mundo vai atingir o seu potencial. Visão tá aqui. Quais são os valores? São três. O primeiro, autenticidade. A Oakley é a marca mais autêntica do planeta.

Não é do mercado, do planeta. O que significa isso, Alfredo? Nardon? Cara, tem um óculos que está vendendo muito da... Ray-Ban. Ray-Ban. Eu vou fazer um igual? Não. Não. Vou deixar de vender? Vou.

Porque eu sou autêntico. Eu vou ter que bancar. Aliás, tem uma história legal. Tem um produto nosso... Isso é ser marca, né? Isso é ser... Mas então... Isso... Mas isso, cara... É isso que eu tô falando. Isso é autenticidade, mas... Na verdade, o que eu tô tentando dizer é que o CMO... Ele tem que ter essa visão... Porque o Be Who You Are, ele passa por ser autêntico.

Entendeu? Então, da visão, você você deploy, você direciona valores que vão atingir aquela visão, e quando você tem valores, meu irmão, você tem que dar vida por aqueles valores. Aí, mesmo quando você não consegue...

Walk the talk, você não consegue entregar esses valores que vire piada para você se lembrar. Vou dar um exemplo prático. Tem um óculos da Oakley que chama Frogskin. Ele é igualzinho da Ray-Ban. A Oakley copiou a Ray-Ban nesse óculos. Por quê? Porque o nosso fundador estava endividado, ele comprou uma máquina 3D porque ele queria fazer um óculos todo... A gente fala orgânico, nenhuma linha do nosso corpo é reta. Então ele queria fazer um óculos que não tivesse linhas retas. Para fazer isso ele precisava de uma máquina 3D.

E ele comprou a segunda do planeta. A primeira foi para a NASA, a segunda foi para a Oakley. Para isso ele teve que hipotecar metade da empresa. Metade física da empresa, do prédio da empresa ele hipotecou. Chegou uma hora que ele não estava conseguindo pagar. Aí ele teve que criar um produto que chama Frogskin, que é igual o da Ray-Ban Wayfarel, que a gente tem até hoje. Virou um ícone depois e tal.

Por que chama frog skin? Porque frog skin em inglês é dinheiro sujo. Quando você compra droga, o dinheiro vem amassado, você joga o dinheiro, eles dão o apelido de frog skin. Ou seja, aquele óculos, ele chama frog skin para lembrar...

a gente eternamente de que nunca mais a gente vai ter que fazer uma porra de um produto copiando outra marca. Então a gente já copiou uma marca? Já. Mas a gente deu um nome pra lembrar que a gente nunca mais vai fazer aquela porra. Outro exemplo legal, Estados Unidos... Estados Unidos tá com problema comercial. E a gente vai ter que fazer um produto um pouco mais barato pra estancar o sangramento ali dos Estados Unidos.

Ah, mas puta, pra fazer um produto mais barato a gente vai ter que tirar a tecnologia Prism do produto. Vamos fazer? Vamos. Mas vai ser só por um ano e nós vamos dar o nome de tourniquete nessa porra. Irado. Porque vai estancar o sangue e a gente nunca mais vai fazer esse produto na vida. Então assim, isso é ser autêntico.

É você abrir mão de um monte de coisa pra ser autêntico. E as pessoas geralmente não querem. Então, assim, qual o papel do CMO? O segundo pilar. Primeiro, autenticidade. Segundo, ser inovador. O que significa ser inovador? Que a gente vai desprender um tempo e um dinheiro desproporcional em inovação. O que isso significa? Que, cara, eu vou ter que... E aí

colocar não de lado mas eu vou ter que não investir muito na base

porque eu tenho um time só. Se eu coloco o time para inovar muito, a base vai estar estável. E eu explico muito nos podcasts o negócio de 15, 85, eu posso entrar nesse detalhe depois, mas assim, aliás, quer entrar nesse detalhe já? Vocês conhecem a regra do 15, 85? Não, eu conhecia do 70, 30, 20 e 10. Vamos falar sobre isso que vocês vão gostar. A gente tem duas áreas do cérebro, e aí eu volto já para o papel do CMO, porque isso é o basal do papel do CMO.

Duas áreas do cérebro. Límbica e a córtex pré-frontal. A límbica é a área emocional. Legal? Quando você olha para o seu bebê, aquela área, o teu coração enche imediatamente. É a área límbica. Quando você vê um leão, o que você faz? Corre. Tchau, você não pensa.

É essa área límbica. Quando você vê uma criança chorando, essa área acende. Quando você vê uma cor vermelha, essa área percebe quente. Então é a área do nosso cérebro que ela comprime emoção, pertencimento, valores, é a área mais emocional. Para a gente evoluir como ser humano, essa área é a área que gera ação.

Por quê? Evoluir não, pra gente sobreviver. Quando você era um homo sapiens, se você visse um leão, você tinha que correr, meu irmão. Você não pode pensar quanto peso tem. Você tinha que correr. Então nós, como animais, pra nossa sobrevivência, essa área do cérebro é a área que virou a área responsável por ação.

O que isso significa, Caio? Você quer vender um produto? O que é uma venda? É uma ação. O que é uma compra? É uma ação. Então você quer vender? Não adianta ficar falando de número e de não sei o que. Você tem que conectar com o emocional do cara. Ponto número um. Ponto número dois. Cortex pré-frontal. É a área nossa de valor que é a área que entende toda a parte racional, toda a parte de Excel, toda a parte de número. É a parte que fez a gente ter a NASA, foguete, carro, voador e o caralho.

Essa área acaba de desenvolver, é a área que vê custo e benefício, oportunidade e risco. Por que a gente é idiota quando a gente é... Primeiro que assim, quando a gente é bebê e criança, a gente não tem essa área, essa área é zero. Por isso que você vê um bebê caindo da cadeira, ou você vê um bebê não percebendo o risco que ela tá correndo, indo pra beira de uma...

De uma, como é que chama? De uma sacada. Um bebê vem com zero. Um adolescente tá formando, por isso que nós, adolescentes, somos todos um pouco idiotas. A gente não vê risco e oportunidade direito, porque essa área não tá formada. Ela vai formar com 26. Na Oakley, quando forma, quando a pessoa faz 26, a gente faz uma festa e celebra, porque finalmente formou o córtex pré-frontal. Por que eu tô contando isso? Essa área é a área que impõe barreira pra pessoa comprar.

Quando você vai comprar, sabe quando você vai comprar e você olha e fala, puta, mas tá caro, mas eu não sei se é essa cor, mas eu não sei não sei o que. Faz sentido até agora? Tem um estudo que mostra uma curva de adoção de inovação que fala que 15% da humanidade, pra qualquer business, compra limbicamente. 85% compram depois do produto ser validado.

O que isso significa? O óculos do Caio, que eu tô usando, ele é pro 15% emocional ou pro 85%? 15%. O cara tem que ser retardado pra usar esse óculos. Esse óculos não é fácil de usar.

Ele é um óculos difícil de usar. Esses 15% são early adopters, né? Esses 15% pra carro, Cybertruck. Tem gente que olha e fala, é um caixão, nunca vou comprar esse carro. Tem gente que olha, eu amo aquele, eu acho aquele carro... Eu acho incrível, ele tá... Só que você anda nos Estados Unidos e todo mundo para pra te olhar. Todo mundo para pra te olhar. Eu não gosto disso, mas assim, eu sou 15% pra carro.

Pra roupa, eu sou 15%. Pra roupa, o Nardon é 85%. Ele tá usando uma camiseta preta, que é a coisa mais básica que uma pessoa pode usar. Vocês entendem o que eu tô falando? Pra todo negócio tem. Onde constrói marca?

Nos 15. Nos 15. Onde constrói business? Nos 15. Nos 85. Ah, tá. Beleza. Onde constrói o negócio de verdade. O negócio escala. Exato. Caralho, isso é muito foda. Aí, ó. 15 e 85. O Cactus. Exato. Mas é isso. O Cactus Jack. O Travis Scott. Onde que ele tá? 15. No 15. A marca dele, ele não quer vender pra todo mundo. Ele quer que falte. Ele tá no 15.

A Renner, a C&A tá onde? No 85, ele tá cagando pra... Ele quer vender giro, volume, camiseta básica. Ele quer giro e volume, ele tá no 85. Onde que tá a Oakley? Eu preciso tá nos dois, bicho. Eu não tenho essa escolha. Se não, não tenho business. Então, assim, pra responder a pergunta... Não é a Oakley.

Toda marca. Toda marca talvez tem que ter essa ambidestria de saber que ela tem que construir marca para negócio e marca... A não ser que você esteja vendendo... A não ser que você esteja vendendo prego.

Por exemplo, entendeu? A não ser que seja a commodity da commodity. Que aí você não tem que ter 15%. Prego, plástico, commodity, geralmente você vende por R$85,00 e é preço, é ponto de venda, tem ali uma lógica. Mas aí quando a gente vai descendo, aí vai... Exato.

Mas em geral, as marcas têm que equilibrar esses dois lados. Se eu falo que o meu segundo valor é inovação, eu vou ter que desequilibrar um pouquinho e botar um pouco mais de peso no 15 do que no 85. Você entende?

O terceiro valor meu é disruptivo. Então, assim, eu tenho que botar peso nesse... Pô, mas isso dá pra virar até um framework, né? Já tá. A palestra é baseada nesse framework e como é que aplica. Dá pra tu criar uma tabela falando assim, cara, tu tem que ir 80-20 do orçamento. Se você quer ser uma marca inovadora, você tem que ser 60-40. Se você quer ser uma marca...

Exato. Você está descrevendo o meu board member, como é que chama aquilo? Board meeting. Não o board meeting, eu estou fazendo alguns, como vocês fazem, eu estou fazendo alguns boards consultivos.

E nesses boardes construtivos, a gente sempre começa em visão, valores, e dos valores a gente vai direto para isso. Como é que eu construo um portfólio para 15, para 85? O quanto de recurso eu coloco em cada um? O quanto dos meus produtos tem que estar para cada lado? Porque é nisso que as marcas erram.

Ou elas vão muito para o 85, ou elas vão muito para o 15, e esse balanço, cara, é... Então, assim, o que o CMO... Qual é o papel de um CMO? É exatamente isso. Ele tem que entender a visão, os valores, ele tem que ser o guardião dos valores, especialmente o guardião dos valores. Se o meu valor é aqui, eu vou bater aqui. Porque, assim, um CFO, o que ele vai falar?

Vende mais, 85, porra. Que é o que aconteceu com a Nike. Venda, venda, venda, venda. Canal próprio, a margem maior vai pra lá. E a inovação? Diminuiu, diminuiu, diminuiu. Problema. A longo prazo você tem um problema. Então é isso, o papel do CMO é garantir que a empresa não vá perder o pé.

desses valores e dessa visão futura. A minha leitura é que a gente tá indo pra um nível de complexidade de canal e concorrência de canal que marca é a única coisa que vai baixar custo de canal. Concordo. Marca e conteúdo. Marca e conteúdo. É que o conteúdo soma pra marca. O conteúdo é ferramenta de produção de marca. Mas a única forma de você baixar o CPL, é cara, marca.

E aí vem o outro ponto, que assim, as pessoas, elas só se veem numa marca se a marca tem valores, número um, claros, e número dois, que falam com elas. Então assim, ah, eu vou dar um outro exemplo que eu gosto muito da Harley Davidson. Tipo, a Harley teve um problema porque quem é o principal consumidor de Harley no planeta, vocês sabem? Executivo. Executivo de terno. Porque o cara não tá comprando uma moto, ele tá comprando liberdade.

Talvez fugindo de uma vida que seja difícil pra ele, ou... Eu não quero ser muito agressivo aqui, mas comprando liberdade. Como é que eles fazem? Comprando o lazer. É, e liberdade mesmo. Ele quer uma vida livre, talvez, porque ele viva num escritório fechado. Porra, e eu posso falar por mim também, que eu vivo num escritório fechado. Então, eu não tenho uma Harley, mas por muito pouco.

Porque eu não tenho carta, mas enfim. Mas sem criticar, teve uma época que a Harley começou a fazer campanha pra executivo, com um cara de... De terno andando de Harley. O que aconteceu? Fudeu. Morreu. Morreu. O cara não queria ser ele. Ele não quer ser ele mesmo, ele tá comprando a liberdade.

Entendeu? Então... Cara, eu não vou muito longe. Vou fazer o adendo do G4. O cara não quer ser o cara enfurnado no escritório. Não. O cara, ele quer ser o cara que defende o mercado dele, que tá no evento, que tem acesso, que tem network, que dá palestra do segmento dele, que fala da empresa dele. Mano, e ele quer ser humano. Aí ele olha o Adib e fala assim, mano, eu quero ser esse cara. O cara vai visitar Cleit, o cara tá na copa, o cara tá aqui. É, ele quer ser humano.

Quando eles veem vocês aqui do G4 com a roupa que vocês estão, que é uma roupa normal, de uma pessoa normal, quando eles veem a galera pulando, apertando a buzina, aquilo ali tudo é humanidade. Entendeu? Ele não quer ir para um lugar que parece, com todo respeito aos bancos, um banco que está todo mundo de terno e você não pode falar alto. É humanidade. O que vocês estão vendendo aqui é humanidade. No final, entendeu? É você ser humano. Eu acho que o que a gente vende aqui é o empreender em movimento.

É, e assim, é empreender de uma forma humana também. Em movimento, você pode... É, é o empreender vivendo, não é o refém do negócio. É isso. Empreender vivendo, empreender sendo vulnerável, falando sobre o que errou e o que não errou. Sendo reconhecido. Sendo reconhecido, achando um insight, estando num lugar que ninguém vai te julgar, mas que as pessoas vão tentar te ajudar. É isso, cara. Uma comunidade de empreendedores. É por aí. Cara, irada esse 2515, hein? Bem foda.

E quando você vai ver, o que você acredita das tuas características que te fez chegar como CEO? Cara, o que... Será que um cara de marketing... Porque todo mundo quando pensa em CEO, fala assim, não, o CEO tem que ser um cara muito bom de número, de planejamento estratégico, de IBP, de não sei o que lá. E aí, de repente, tem um cara criativo, visionário...

Então... Assumindo uma marca global que, tudo bem, carrega bastante essas características como essência, mas e aí? Eu fui escolhido como CEO porque eu sou uma pessoa muito humana, eu acho. Ponto número um.

Humano, tipo, não perdi minha humanidade nesse processo. Eu sou aquela pessoa que fica chorando no fundo da sala quando alguém é promovido, que eu me emociono porque a pessoa é promovida. Eu acho que eles me escolheram por isso. Segundo, eu não sei se eu contei pra você, Alfredo, acho que não. Mas eu fiz física por um ano na Unicamp.

A gente quase foi vizinho lá, então. Quase foi vizinho, eu fiz física. Então, assim, eu tenho... Apesar de ser um cara que gosta muito da subje... No ciclo básico. No ciclo básico, na... Nossa senhora. Tomadinho direito ali no ciclo básico. Melhor cantina lá da Unicamp era da física. Era da física. E a gente ganhou... A gente ganhou no campeonato da história de futebol da física. Que no meu ano deu sorte de ter três caras que jogavam bem lá. A gente ganhou, virou lenda. Porque, cara...

Ah, eu não vou lembrar, acho que era 2001, 2001, não sei, 2004, 2002. Na FUT, na Física, o Examas conta, não, não, mas o que eu quero dizer é que assim, eu tenho, tem três coisas dentro do ambiente corporativo que fazem uma diferença muito grande, é o do ambiente de empreendedorismo. A primeira é visão, é se subjetivar, a segunda é você ser bom de relação, e a terceira é ser bom de número.

geralmente a gente tem duas dessas três características. E eu dei sorte de ter as três balanceadas. Ser bom de relacionamento, ser bom de número e ter visão. Eu acho que das três a visão e o relacionamento são um pouco maiores, mas eu tenho zero dificuldade com o número. Você me dá uma planilha ali, eu debulho. Só de ter feito físico um ano já mostra que eu não tenho muita dificuldade.

Mas eu acho que foi por isso que eles me colocaram como CEO, porque eles entenderam que eu tinha uma visão muito clara pra marca, mas eles... E posso falar real? Califórnia. Milão. Esse Lord Luxottica, Oakley.

Califórnia, Milão. Califórnia. Você chega lá os caras trampando de samba, canção, com roupa de astronauta, nego chegando de bike, tudo sujo. É um lugar dos sonhos. De mês em mês eles fazem guerra de bolinha e como tem engenheiro e cientista, os caras fazem tanque de guerra de bolinha de... Pentebol. Não é pentebol, mas é aquelas bolinhas pequenininhas, eu não sei como é que chama mais.

Airsoft. Airsoft. Toda semana tem campeonato de Mario Kart num lugar que a gente tem lá, que é uma tela gigantesca e o troféu é um troféu maravilhoso. Então assim, lá é o lugar de sonhar. Esse Loura Luxott, que é a maior produtora e distribuidora de óculos do mundo.

impossível ser mais pragmático. Qual que é a parada da Estilora Luxótica? Expandir, otimizar, vender mais, distribuir mais. Qual que é a parada da Oakley? Sonhar, fazer produto que ninguém nunca viu. 15, 85. Qual que é o meu papel? Traduzir. Ser no meio de campo. Traduzir.

Traduzir. Eu traduzo o sonho em pragmatismo e o pragmatismo em sonho. Então, esse basicamente é o meu papel e por isso que eles me colocaram, porque eu acho que essa foi minha maior contribuição pra Oakley desde que eu entrei. Consegui traduzir esses dois mundos de uma forma que os dois viram valor e que começou a ser mutuamente benéfico. Muito legal.

Tu acha que desse lado está o expandir e rentabilizar? E do lado da Califórnia, você acha que está o lado do criar e proteger? É, total. Que é meio que como é que eu protejo a essência, mas como é que eu abro espaço para o novo? É isso. Assim, proteger a essência e abrir espaço para o novo aqui. E aqui é como eu uso as capabilidades. Eu não sei se isso existe. Capabilities, né? As capacidades da Essilor do Exótica são... ...

São, assim, bizarras. É uma empresa surreal de grande. É, literalmente, como é que você escala a criatividade. Exato. E como é que eu pego uma marca que é boa no 15 e transformo ela relevante para os 85 e faço os dois de uma vez? Esse é o meu papel.

Agora, pelo fato de estar dentro da Luxótica, a gente pensa muito em óculos, mas a óculos é muito mais do que o óculos, sempre foi reconhecida pelo óculos, mas ela expandiu muito a área de atuação dela, seja em roupa, acessórios, entre várias outras coisas.

Como que é hoje a receita da Oakley em termos de óculos versus o resto? E como que vocês fazem isso? Os parceiros fazem fábrica ou vocês liberam a marca para outras pessoas criarem? Não, é tudo nosso. Tudo centralizado, a gente faz tudo. Hoje a gente ainda é majoritariamente iWear.

E a gente acabou de contratar um novo diretor criativo para vestuário e para calçado, que é o Matthew Williams, que esse cara estava na Givenchy, ele fez Nike 10 anos, ele teve a marca dele dentro da Nike 10 anos, é um cara brilhante e ele é muito próximo do Travis Scott, então a gente trouxe em conjunto ele para a marca, e assim, é um motor de Ferrari, agora eu preciso construir o carro em volta.

Então, a minha ambição é que até 2030, que nós estamos em 2026, indo para 2027, daqui 3, 4 anos, eu quero que os dois tenham, que seja igual, óculos e vestuário, que tenham o mesmo valor. Por enquanto, ainda, óculos é muito, eu não posso dar número, mas é a grande parte da receita. Mas, cara, isso está em movimento, agora a gente está revolucionando. É que, cara, só vem para o mercado daqui dois anos.

Então assim, não dá pra mostrar ainda, mas se a galera pudesse ver o que eu já vejo, eles já estariam... Nossa, surreal o que tá vindo aí. O Gabriel Medina foi comigo pra lá, pra Milão, ele viu a coleção daqui a dois anos, ele já levou tudo.

Já levou na mala tudo ali. Ele pirou, todo mundo que vai lá... Mas ele pode usar? Ele usa, a gente fica quieto, não fala pra ninguém. Ele já tá usando umas peças mais pra frente. A gente é rebelde, né? Tem que... Marca rebelde, tem que ter essas coisas. Isso aqui que eu tô usando, por exemplo, é uma coisa que ainda não lançou.

isso que eu ia falar, isso já é um estilo que tem a Oakley aqui na gola porque não tem a costura mas ao mesmo tempo já é uma peça que dá pra eu usar no meu dia a dia e assim, a gente vai brincando com essas coisas que vem pra parte e vou te falar, como cliente a Oakley sempre teve fama de coisas brutas que duram é sempre teve esse lugar da Oakley

Só que de um tempo ficou muito Oakley, Oakley, Oakley. Cara, o produto da Oakley fala pelo design, não pela marca. Exato. Ficou muito comercial, ficou muito 85. Então não precisa a logo da Oakley. Isso. Aquela mochila, uma bolsa da Oakley é da Oakley. É da Oakley. Então, mas aí a gente vai para o ponto da autenticidade. Tem uma regra lá dentro que é assim, para produto. Se a gente tirar o logo, é Oakley? É, lança. Se a gente tirar esse óculos que eu estou, precisa de logo? Não precisa de logo.

Não precisa de logo. Aquela mochila que é a Kitchen Sink, que eu tô com ela hoje, precisa de logo? Nunca. Não precisa, cara. Então, no vestuário, a gente deu uma 85 ficada, a gente foi muito pro 85 de uns anos pra trás, comercializou muito, ficou muito logo, estourado, tudo, e deixou de ser uma marca que você tira, tipo, isso aqui, o que que é a peça que eu tô usando? Ela é um, ela é um, como é que chama? Um paletode? Não.

O que que ela é? Ela é uma peça meio japonesa, meio não sei o que. A gente já tá indo pra esse lado e essa ainda não é uma das mais agressivas. A gente já tá indo pra um lado que você remove o logo e você já consegue entender que é outro. Utilitária. Então tem muita coisa aí que eu tô usando no meu Instagram ali que você vai ver que ainda não lançou, que é coisa mais pra frente. Pô, me usa aí de cobaia, mano. Posso usar também. Essas minimalistas sim podem usar de cobaia.

E assim, a coisa mais importante, né? Que a gente não falou, mas que... Que até do óculos, inovação, cara. Que é o nosso... Posso contar pra vocês como é que... Eu já te falei, né? Pra mim, combina demais.

um relógio da Ok um colégio da Ok com Richard Miller combina demais esse relógio que eu tô é um dos mais legais que a gente tem ó de carbono tal ele chama Full Metal Jack e ele o legal dele é que ele foi feito sem no mundo só

E o legal dele é que ele sai, ele vira um relógio de bolso. Ele tem uma capsulazinha que ele vira um relógio de bolso. Então assim, de novo, precisa ter logo para saber que é o Oakland? Não precisa ter logo para saber que é o Oakland. Mas enfim. E como é que a gente faz essas coisas? Isso é uma coisa legal também. Que assim, que eu gosto muito de falar. De Accepted Believes.

Como é que se inova na Oakley? Por que a gente fez esse óculos? A gente acredita que a gente sempre cria o futuro, a gente não prevê o futuro. Vou fazer uma brincadeira que eu gosto de fazer com você, Nardon. Como é que você chegou aqui hoje?

Hoje? É. De carro. Eu sou um extraterrestre, tá? Responde bem rapidinho. Bem o que vem na telha. Você chegou de carro. Como é que o teu carro funciona? O que é um carro? Um carro é um item que te leva de um lugar para o outro e tem um motor. O que é um motor? O motor é o que transforma energia... Em energia cinética. Em energia cinética. Mas o que alimenta ele?

Depende, pode ser energia ou pode ser um combustível. Combustível. O que é um combustível fóssil? Como é que chama?

combustível fóssil, gasolina. Gasolina, gasolina vem de onde? Bem... de petróleo. Petróleo? Debaixo da terra. Debaixo da terra? Um metro debaixo da terra? Depende do lugar. Nos Estados Unidos sim, em alguns outros lugares do mundo não. Tem que ir, tipo no Brasil. O Brasil tá ficando nervoso, hein? Dois quilômetros e meio pro fundo. Ou mais.

Ou mais. E aí eu suponho que você tira esse líquido de 2,5 km de baixo e põe no teu carro. Não, você tem que transformar ele, tratar ele. E eu suponho que esse tratamento melhora o mundo. Pode ser que sim, pode ser que não. Não polui. Depende do seu ponto de vista.

Então, espera um pouquinho. A sua jaqueta tem petróleo? Espera um pouquinho. Espera um pouquinho. Vou voltar, vou voltar. Sou um extraterrestre. Você está me falando que você conduz um veículo que você tira um líquido preto, dois quilômetros e meio embaixo da Terra, para tratar esse líquido, para poluir o planeta, para colocar esse líquido num caminhão, para levar de um ponto A ao B, para deixar num tanque para você colocar no teu carro para vir de ponto A a B. Quem que foi o retardado que inventou isso, velho?

Que loucura é essa, cara? Porque é retardado. Imagina um extraterrestre vindo aqui, entendendo que você tira um líquido preto debaixo da Terra. O que eu tô tentando provocar é que, assim, a gente vive com accepted beliefs, verdades universais em volta da gente o tempo inteiro, que a gente nem para pra pensar.

E que se a gente for parar pra pensar que tem guerras, que tem coisas acontecendo por conta do petróleo, aí vem um tal do Elon Musk, eu não vou nem, de novo, falar se ele é bom, se ele é ruim, inventa um veículo elétrico que... Também não vou julgar se é a bateria, o que faz com a bateria. É só uma provocação pra mostrar que, tipo assim, a gente nunca parou pra pensar o quão absurdo é a gente ter gasolina, cara. É loucura. Pra um extraterrestre, você não podia ter feito uma combustão com...

com resíduo orgânico, funcionaria igual. Ou com água. Ou teriam tantas formas de fazer. Alguém inventou aquilo lá atrás e a gente vem carregando e virou uma verdade universal. Como é que a gente faz pra inovar? A gente combate essas verdades universais. Entendeu? Meta, óculos. Pra que que serve? Quem disse que um óculos tem que ficar preso na tua orelha aqui? Dá pra fazer um que... A gente criou a porra do Over the Top, que chamou Over the Top. É muito doido.

Ele é muito doido. Quem disse que um óculos é só pra corrigir visão ou pra tapar o sol? Não. Puta, e Nardon, e se a gente surfar, né, o Alfredo é melhor pro surf, e se a gente surfar eu na Austrália e você no Brasil junto? E se der pra fazer isso? E se a gente sonhar com um mundo em que eu tô vendo você surfar lá, ou que a gente jogue tênis junto, você em São Paulo e eu em Milão?

Já pensou? Cara, quem diz que o óculos não pode fazer isso? Pode, vamos fazer essa porra acontecer. Vamos acabar com essa verdade universal que o óculos é só para corrigir. Aí a gente vai para o segundo passo. Beleza, a gente tem uma verdade universal que a gente quer quebrar. Como é que a gente vende essa verdade universal? Tem duas formas. A forma pragmática córtex pré-frontal. Vamos ver se você vai ficar com vontade de comprar. É uma câmera 4K que tem 138 graus de visão.

A bateria dura 4 horas e meia. É um produto que tem AI integrado. Vontade de comprar, 0 a 10? 6. Depende da pessoa. O meu foi mais alto. Agora eu vou te contar de outra forma. Ó, criei um negócio aqui que é um amplificador humano. Essa porra te amplifica. E eu diria mais, ele não captura conteúdo, ele captura vida.

Você tá andando de bike, você não vai parar mais pra filmar aquela porra. Transforma sua vida num filme. Você tá assistindo um show, você não vai parar mais e ficar assistindo através daquilo. Você vai apertar um botão e vai tá filmando. Diria mais, faz 20 mil anos que a gente tem criado conteúdo, que a gente tem criado ciência, tecnologia.

história, você tá um rei meta de distância de qualquer informação que a humanidade já criou. Vontade de comprar de 0 a 10. Muito, muito mais. É isso. Então assim, por quê? Porque eu tô falando com o teu límbico. Eu não tô falando mais do teu córtex pré-frontal, entendeu? Então é isso. Muito do que a gente faz aí tá baseado nessa parada de tipo, primeiro desafiar a verdade universal. Posso te dar outra verdade universal? E aí o Alfredo vai ficar pensando nessas coisas também que ele vai começar a criar um monte de coisa. Avião. Me mata, cara.

Eu que voo muito de avião, a gente fez a cadeira do avião baseada num ônibus.

E o avião é tridimensional, caralho. Ele não é bidimensional. Eles fizeram as cadeiras como se fosse bidimensional. Se você botasse uma cadeira 30 centímetros pra cima que ia gastar metal isso, ah, tem problema de sair, vai demorar mais pra sair. Caguei pra sair, velho. É um acidente a cada 200 milhões. Pelo amor de Deus, coloca 3D a cadeira, faz uma mais alta pra todo mundo esticar a perna. Dá pra fazer isso. É que ninguém nunca pensou.

Agora tem no Instagram, e eu vi outro dia, que uma galera está tentando fazer, encaixar melhor esse Lego. Mas assim, o tanto de verdade universal que a gente vê aí fora, que a galera não para para pensar e continua fazendo igual. Mas aí tem uma bomba. Inovar é para todo mundo? Ah, eu acho que é para todo mundo. O tamanho da inovação é que não é para todo mundo. O primeiro cara que fez o prego, na verdade, com aquele... E aí

Aquela ranhura para que o prego não saísse, inovou para caralho. O primeiro cara que fez a pistola... Assim, inovação é para todo mundo. E eu acho que tem alguns mercados que têm mais preguiça, porque o cashback da inovação demora muito mais. Quando é commodity, demora muito mais. Você fazer um prego inovador... É, porque você tem que educar o mercado. Você tem que educar o mercado. Eu fazer um óculos inovador, cara, é imediato o retorno. Porra.

Muito bom, cara. Sinistro é muito bom. Esse maluco é muito bom, mano. É sempre uma aula. É muito bom, mano. Ele fala muito bem. Ficaria três horas que eu vi no episódio.

É um pro... Obrigado, velho. Senhoras e senhores, deixa eu falar pra vocês um negócio. Tá rolando a série Heróis do Brasil e a gente tem um episódio especial com Santos Dumont. Já que a gente tá falando de óculos, já que a gente tá falando de inovação, de loucura, de autenticidade, é exatamente isso que você pode assistir no segundo episódio do Heróis do Brasil no YouTube do G4. Então tem QR Code na tela, tem link na descrição. Não deixa de aproveitar, tá? Heróis do Brasil.

É lá a série do G4, a gente está pegando grandes empreendedores brasileiros que muitas vezes as histórias não deram o protagonismo que eles mereciam. E o G4 está contando essa história de forma diferente. Então, clica lá, aproveita para vocês conhecerem. Caião, qual é o grande desafio da Oakley hoje?

O grande desafio da Oakley hoje eu acho que são dois. E em esporte a gente é muito dominante. Quais são os territórios hoje de esporte que vocês estão presentes? Cara, praticamente eu tenho quatro sonhos. O primeiro sonho é estar em todos os esportes. Esse é o meu maior sonho. Todos, 100%. Sempre o quê? Com um atleta? Com produtos que vão empurrar o esporte para frente.

transformar o esporte. Nós também, vai, a gente não tá em natação, não tá em ginástica artística, não tá, em alguns a gente ainda não tá, ainda. Meu sonho é que a gente esteja em, vou falar de visão, né? Meu sonho é que a gente esteja em todos os lugares. Eu tenho um segundo sonho que é que a gente consiga transformar a wearable, essa parceria com a Meta, numa coisa que é exatamente o que eu te falei, da gente surfar junto, jogar tênis junto, e que isso...

Isso aqui, lembra quando o iPhone saiu, que a gente não sabia o que era Waze, não sabia o que era Spotify, não sabia o que era iFood? Você tinha o aplicativo de cerveja e de diamante. Esse daqui é a V0 do negócio. É o V0. Eu já dei um uso maneiro, que é como é que eu uso o Meta para treinar a Miá. Exato. E assim, essas coisas vão começar a ficar integradas de um jeito que eu não posso falar muita coisa, mas eu já estou vendo a V3.

e eu já estou imaginando uma V8. Então, esse é o segundo sonho, como é que a gente transforma isso em uma coisa que vai expandir o nosso potencial humano de uma forma que nunca vista antes, que a gente vai ficar menos dependente de um fone na sua mão. O terceiro grande sonho que eu tenho tem a ver com sustentabilidade.

que assim, eu acho que a gente, a Oakley tem um papel fundamental que nunca foi ser a líder em sustentabilidade, mas a gente quer fazer uma coisa muito foda e disruptiva para inspirar todo mundo a pensar diferente em sustentabilidade, que a gente está nesse caminho. E a última é sobre autoexpressão. Be who you are. A gente queria...

Eu quero ter produto para todo tipo de pessoa, todo tipo de cultura, todo tipo de comunidade. Então assim, a gente sempre escuta grupos diferentes para transformar o sentimento deles em produto. E eu preciso expandir isso de uma forma para balancear mais meu 85, meu 15. Hoje os 15% para Oakley, a gente alimenta eles, vou dizer até mais do que...

do que eu precisaria. Eles estão muito bem acompanhados. O 85, eu acho que a gente tem uma oportunidade enorme em cultura, principalmente esporte, eu acho que a gente alimenta a cadeia toda. Em cultura, em lifestyle, a gente tem uma oportunidade enorme de transformar. Porque, cara, é muito da mesma coisa. É muito igual.

E a gente está aqui para fazer diferente. Então, eu acho que esses são os meus grandes sonhos daqui para frente. Você vê uma similaridade no conteúdo e na construção de marca da Red Bull para Oakley? Você acha que tem uma visão errada ou realmente é um playbook muito parecido? Cara, vocês estão familiarizados com arquétipo, Jung?

tem, o Jung ele criou arquétipos que são, ele agrupou pessoas em tipos de pessoa e depois isso virou um círculo que a gente aplica pra marca, eu aplico muito nos meus board memberships que eu faço do tipo, que tipo de marca, antes de definir a visão e os valores você tem que entender o que tipo de arquétipo você quer ser, e tem o arquétipo do rebelde é é

que é o arquétipo da Oakley e da Red Bull. São as duas principais marcas que estão dentro desse arquétipo de rebelde, de fazer as coisas de uma forma que ninguém nunca fez e tal. Então, a gente é 100%, a gente tem uma parceria global com eles, a gente troca pra caramba, porque somos... Isso é uma coisa legal da Oakley, a gente é open source, cara. A gente não tá...

Nike Adidas a gente tem amigos nas duas empresas a gente tá atleta que a gente divide com as duas empresas isso é uma das coisas que eu mais me orgulho New Balance a gente é uma marca que é feliz de trabalhar com as outras marcas sabe a gente não é aquela marca que fica não os nossos fundadores da Okla e da Nike tiveram problema sério na mão virou um problema por muito tempo hoje o que lembra P ou Travis Scott são Nike e o Cleo ao mesmo tempo e a gente é felizão

com essas relações eu tenho relações pessoais que horas que ficaram na mão mesmo ficar sério na mão eles eram melhores amigos de Indianar e o Phil Knight melhores amigos fumavam charuto junto tomavam uma junto

eram da mesma patota. E aí o Phil Knight da Nike chegou para o Jim Jenar um dia e falou se um dia você quiser vender a Oakley, eu quero comprar. Vem para mim primeiro porque eu quero continuar o teu legado. Admiro muito o que você está fazendo. Aí um dia o Jim Jenar resolveu vender e foi falar com o Phil Knight e ele fez uma proposta que era 10% do que valia, do que deveria valer.

E aí diz a lenda que eles se encontraram para fechar o negócio e que virou pancadaria ali, que os caras começaram a se pegar porque o Jim Deanard se sentiu muito ofendido pela proposta. E a partir desse dia, a Nike colocou em todos os contratos dos atletas que quem era a Nike não podia usar... Oakley. Oakley.

E isso durou muito tempo, isso acabou agora, tá acabando agora, de três anos pra cá, porque eu conheço o pessoal da Nike, porque a gente se relaciona bem e tem algumas pessoas que a gente tem em conjunto, então a gente se ajuda muito hoje, mas cara, isso durou 30 anos, cara, dessa briga maluca. A Oakley faz quanto tempo que tá no grupo, o Louco Sofrica? Desde 17.

2007 desde 2007 então vai fazer quase 20 anos aí 19 anos que loucura e teve uns 10 anos aí de integração que foram bem complexos como toda integração né nunca é muito fácil e de 6 anos para cá que a gente quebra recorde venda a 6 anos consecutivos e se Deus quiser esse ano vai ser o maior ano da história da Oakley é quando eu digo maior ano 100% certeza que vai ser o maior percentual crescimento da história da Oakley

Muito bom. O que você traz que esse crescimento, o que você acha que é o responsável por esse crescimento, além do bom trabalho? Criar para o futuro e entregar para o presente. Voltar a sonhar com o futuro e voltar a ser o que a Oakley era. Voltar a Oakley para o DNA dela. Que ela perdeu um pouco dessa coragem de criar para o futuro e entregar para o presente e a gente voltou a ter essa coragem. Eu atribuo a isso. Qual esporte que você acha que é o mais desafiador de todos que vocês trabalham hoje?

O mais desafiador, assim, eu acho que é snow, neve. Por quê? Porque neve é um ambiente muito prostituído, tem muita marca e muita marca ruim.

E como ele é prostituído, as pessoas têm dificuldade em entender o valor de uma boa lente, entender o valor de um bom frame. E acaba que a gente é líder, né? Você vê nas Olimpíadas de inverno, foi uma loucura o que apareceu de Oakley. A gente é líder, mas o 85% ainda é muito transacional. Ele ainda precisa de muita educação para entender o valor do produto. Então, acho que é um dos mais desafiadores. E daí, grande parte é lente mesmo.

É, não, e a gente criou agora um Google para as Olimpíadas que ele é diferente, que ele aumenta 65% o seu campo de visão. Ele é maior aqui. Ele, na verdade, ele é cônico. É a primeira lente cônica. Ele parece um cone, a gente corta a lente cônica, ela fica muito grudada aqui, muito pertinho e muito distante ali em cima. Então, te dá uma sensação que você não está usando nada, cara. Então, assim, a gente inova em todas as frentes, não é só lente, não.

E lente tem uma inovação nossa que chama Prisma, grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo grupo

Que, cara, é surreal. A gente aprendeu a pintar uma lente... Sabe o espectro de cor? Uhum. O espectro de cor de... Você vai saber com certeza. Mas pra galera que tá assistindo, né? A luz, ela se divide em cores que vão do ultravioleta ao ultravermelho, se eu não me engano. O espectro todo de cor. Infravermelho. Infravermelho. Esse espectro de cor, que é do disco do... Quando você fala do disco do...

do Pink Floyd, a galera toda sabe o que é o espectro de cor. A gente descobriu uma forma de anular partes do espectro. Que animal. Com tintas diferentes. Então, cada tinta que a gente aplica na lente, ela anula um espectro muito específico do espectro de cor. Mas por que isso importa, Caio? Imagina que você está jogando gold.

No golfe você tem uma grama verdinha bem claro e um céu azul bem claro. Se eu conseguir anular o azul claro e o verde claro, você vai enxergar a bolinha muito melhor.

Porque quando você anula o azul claro e o verde claro, todas as outras cores parecem que você tem uma percepção que elas saltam. Entendeu? Então imagina que para cada esporte eu desenvolvo uma lente exatamente da forma que vai te ajudar a fazer o esporte. Ou para um astronauta que vai lá para cima, que a gente desenvolveu uma lente que chama Prism Cosmos, que é uma lente que é feita com pó de ouro.

que é o único material que bloqueia o nível de radiação que eles têm lá em cima. Um astronauta, quando olha para o Sol, a gente tem atmosfera, a gente é sortudo. Um astronauta lá em cima, ele olha para o Sol, mais 120 graus Celsius na tua cara, aí você fala, pô, vai para a sombra. Menos 100 graus na sombra. E quando você está olhando para o Sol, imagina o nível de radiação. Então a gente desenvolveu uma lente... Eu peguei um voo agora voltando de banho com o Marçal.

e... ele falou, meu irmão, que sentar na janela do avião tem radiação pra cacete. Tem. Equivale a 10 vezes uma máquina de raio-x. Eu não sei se é 10 vezes raio-x, mas tem radiação, é bastante radiação. É bem mais do que... É bem maior, ele falou. É. É o cara, porra. Fala pra ele comprar um desse Prism Cosmos aí, que é do astronauta, que a gente tá fazendo, que bloqueia, cara, é incrível. Então, assim...

É isso, a inovação vai desde um meta até o detalhe da lente para você. Balística, é a prova de você estar andando de bike, se um carro explodir uma pedra e bater no teu óculos, cara, pode vir a 700 km por hora que não vai quebrar.

Mas isso de algumas linhas em específico. Não, de qualquer óculos ocli. Que seja de esporte, né? Os casuais é um pouco menos, a proteção é um pouco menor. Esse, 100%. Se vier uma pedra a 650 km por hora, não vai acontecer nada. Você viu nas Olimpíadas de Inverno, a mina que levou uma... Cara...

ela teve corte aqui ó e eu digo que eu digo com com certeza eu converso com ela sempre ela ela vai para Califórnia ajudar a gente a desenvolver um produto novo que ela tá na cabeça eu digo com certeza que a gente não salvou a vista dela a gente salvou a vida porque se não tivesse o óculos a o é uma patinadora aquele aquela lâmina ela ia cara entrar no meio da cabeça dela loucura total loucura

Depois que eu tomei o café da maquina e me contou isso, eu troquei minha lente de neve. Mas lógico.

É, mas tem que tomar cuidado mesmo. E é o que eu falo, cara. As pessoas não, assim... Elas subjulgam o valor disso. Porque você só vê o valor na hora que dá merda. Só que quase nunca dá merda. Mas quando dá merda, você tem que estar bem protegido. Vocês estão com aquele capacete que já vem com a lente, né? Que encaixa certinho por imã? Que tem o negócio de imã aqui também, não tem? Tem. Nós temos. E vem um outro aí que também eu não posso falar muito. Tem coisa legal, pô. Você tem meu número, pô? Só mandar uma mensagem aí.

E qual que é o esporte que você mais gosta? Eu, pessoalmente, eu sou... Eu mudei minha vida jogando futebol, né? Mas eu não gosto muito... Ah, tu não era bom nessa porra, não. Eu era bom, cara. Não é possível. Tu não tem biotipo. Eu não tenho. E eu era bom. Te juro que eu era bom. Eu era bom do nível da galera da cidade parar pra assistir. Não porque eu era bom, porque era muito estranho ver um moleque de 120 quilos ganhando campeonato. Eu passei por isso também. É.

Mas eu era bom assim, não é...

eu era bom em passar, em dar passe pra gol. Era bom, então você ainda é bom. Ah, cara, é porque eu não gosto dessa galera ficar falando, ah, eu teria sido um jogador, não, eu nunca tive físico pra isso, mas assim, eu era obcecado em dar passe pra gol, então essa era a minha parada. O gol tava livre, eu ia ver se tinha alguém aqui pra eu passar pro cara fazer o gol. Então assim, tá difícil entrar, futebol de salão, tem quatro caras na frente, eu vou achar um buraco ali, entendeu? Pra passar a bola. Eu sou desse tipo que gosta de dar o passe, eu não sou...

Entendeu? Não tem, mas eu desenvolvi o meu jeito de jogar a bola. Foi isso. E qual esporte que você mais gosta hoje, que é o que você vê melhor posicionado?

Ah, é bike, né? Bike é dominância total. Você vê os grandes tours. Agora vai começar o Giro de Itália. Todo mundo. E posso te falar, cara, a gente patrocina dois times. O resto é porque o produto é melhor. Pô, tu tinha que levar o Nardom pra fazer um episódio pro canal dele dentro da equipe da Oakley. Vocês tem meu número, cara. Não vou nem discutir isso aqui no ar. Que nem tu foi lá no Giro de Itália. O Giro de Itália tá começando agora o que você quiser, que a gente põe dentro do carro na frente do pelotão, se você quiser.

a risada de Nova York mas vai o teu de frente também não então como você quiser meu moleque aí então qualquer um quando você quiser pode ser da volta de volta de volta da Espanha da Espanha qualquer qualquer um quando você quiser eu não sei aceitado ó última vez que eu pertei a mão eu vou fazer a porra do paraquedas

que eu prometi aqui no programa. Tá aceito. Eu só vou ver agora o esquema do giro de Itália e qualquer coisa eu já vou de Nova York direto pra lá. É que é uma semana só, não é o giro? É duas, eu acho. São duas. Aí dá pra ir, mano. Aí dá pra ir. Deixa eu te falar. Tem uma polêmica aqui que não tem como fugir. Pirataria. É certo.

E aí, mano? Trataria do Juliette, virou um fenômeno cultural. Cara, isso... Vocês não vendem mais o Juliette? A gente vende em volumes pequenos, assim. A gente tem muito respeito pelos colecionadores. Como é que vocês fazem esse controle? Tipo assim, cara, esse produto vai ser pouco e eu só vou dar pras lojas CIS e YZ? Não, na real, assim, o processo de produzir Juliette, ele é um processo muito, muito caro pras regras atuais de produção e de segurança.

Entendeu? Se fosse produzir como no passado dava pra fazer, mas a gente não tem como fazer um Juliet barato. Então se a gente produz um Juliet hoje novo, ele fica mais caro do que o da revenda. Entendeu? Então nem faria sentido eu inundar o mercado de Juliet que seriam mais caros do que o da revenda. Não tem nem mercado pra isso.

E pra eu fazer um produto sem qualidade ou que tenha risco, eu nunca vou fazer isso. Você não pode esperar da Oakley. O que linka com a pirataria? Porque assim, qual que é a parada? A gente tem, e isso precisa ser explicado pras pessoas, tem um teste lá na Oakley que a gente tem dois raios lasers que eles saem do mesmo ponto e eles juntam num ponto ali na parede.

15% da energia que você gasta num dia vem do seu olho e do seu cérebro. Do seu cérebro, mas em relacionado ao olho. 15%. Quando você põe um Oakley, a gente desenvolve a lente de uma forma que tem uma tecnologia que chama HDO, High Definition Optics.

a gente desenvolve de um jeito que ele é óticamente correto, independente do ângulo que você olhe. Se você está olhando assim, está corrigido. Se você está olhando assim, está corrigido. Assim, está corrigido. Quando a gente coloca o óculos em cima desses dois lasers aqui, o ponto continua idêntico na parede. Idêntico. Quando eu faço assim, ele continua idêntico. Quando eu faço assim, ele continua idêntico. Quando eu coloco uma concorrente, o ponto, que era um ponto, ele faz assim.

Não só faz assim, como ele faz assim. Mas você fala, cara, eu tô enxergando quando eu tô com óculos da concorrência. Você tá enxergando, mas você tá enxergando porque o seu cérebro atrás... Tá corrigindo. Tá corrigindo o tempo inteiro. Por isso que quando você compra um produto falso, tem tanta dor de cabeça. Entendeu? Então, assim, além disso, aumenta a miopia vertiginosamente, cara, usar óculos falso. Mas hoje tem alguma outra marca que usa lente Oakley?

Não, só... A Prada em alguns produtos ali, em Google, que a gente faz para a Prada e para Mil Mil, eles usam a... Mas será que isso não é um 85 não? Vocês girarem produtor de lente para esse mercado, já que vocês são luzores? A gente pensou nisso, mas a gente precisa ter um Prisma 2.0 para dar o Prisma 1 e ir para baixo, é. Mas para acabar da pirata, e é só para finalizar, porque assim...

Quando você entende o quão nocivo um óculos pirata é, é um problema de saúde pública. E pra gente, a gente tem uma missão muito clara de explicar pras pessoas, como eu tô explicando aqui, o quão nocivo é. Senão as pessoas não entendem. Então os óculos que eu tenho lá pros meus moleques, posso jogar tudo fora.

Cara, se for falso, joga fora imediatamente. Ah, se for de outra marca, assim, eu não vou falar, não vou dar nome para outras marcas. Tem algumas que vão bem nesse teste, que desvia pouco. E tem umas que você tem que jogar fora imediatamente. Imediatamente. Então, assim, tem que confiar na marca que você está comprando. E apesar de eu me sentir homenageado, porque as pessoas que compram falso, é porque elas querem pertencer a esse universo da Oakley.

Eu fico homenageado por um lado e por outro lado, cara, eu fico desesperado de falar, joga isso fora porque, cara, vai estragar o seu olho e não tem volta. Uma vez que estraga, não tem volta. Então, pirataria é um problema público, cara, um problema de saúde pública, que a gente tenta, como esse Lord Luxottica aí, combater e, mais do que isso, educar a galera pra entender que é um problemaço, é um problemaço.

Senhoras e senhores, chegando ao final desse cara... Que porra, sempre que eu tô com esse cara aqui, meu irmão... É infinito. É muito bom, velho. Eu costumo falar muito mesmo, né? Não, mas é bom, pode. A gente tá aqui ligadaço. É que você fala bem, mano. Tem cara, é muito... Tem muita história. Qual foi a coisa mais louca que tu já viu na Oca? Aí, eu já... Eu já... Queria parar, já votou. Já votou. E terminar. Qual a coisa mais louca que tu já viu na Oca que acontecia assim?

a cara eu já não não é a parada do a parada de astronauta que a gente que eu participei assim eu fui lá ver o lugar que os astronautas treinam e as máquinas todas e a gente entrou meio do por trás das câmeras ali acho que vai coisa mais louca eu fiz na vida

insano cara a piscina que eles têm as paradas que o nível de tecnologia insano e fazer parte disso é é foda doido foda é o que eu digo agora tem a expedição Artemis 2 que vai para a lua para pousar né que tem o primeiro astronauta negro a primeira astronauta mulher que vai descer na lua eles deram a volta e agora a próxima eles pousam eu não sei quem vai pousar mas eu sei que vai estar

Não sei quem vai dar aquele primeiro passo e falar Houston, a small step for the, né? Aquela frase, um pequeno passo pra um homem, um grande passo pra humanidade. Não sei quem vai ser o próximo, mas eu tenho certeza que eles vão estar de Oakley, velho. Caralho, você entregou o corte do episódio. Tá louco. Hein? Cara, a gente tem um bate-bola aqui. Eu vou fazer aqui o bate-bola contigo. Vamos lá.

Autenticidade ou resultado? O que vem primeiro? Autenticidade. Cara, essa segunda aqui é capriciola. Essa ele vai responder. Travis Scott ou MAP? Quem entregou mais pra marca?

Ah, o Mbappé, porque ele tá lá há quatro anos. O Treves acabou de chegar. O Treves vai entregar mais ao longo prazo, mas por enquanto o Mbappé, ele tá lá há três anos e meio. Fugiu, hein? Foi bem. Foi bem? Não, é, pô. É a autenticidade. É, pô. Caralho. Chamou na xinxa. Marca que dita tendência ou marca que segue o consumidor?

É que a marca que você é consumidor dita tendência. Essa é difícil pra mim. Mas é consumidor em primeiro lugar. Se você tá transformando o sentimento dele, você tá criando tendência. Você tem que identificar o que ele não tá identificando. Pra mim é a mesma coisa. É conseguir ter a capacidade de tirar dele. Perder dinheiro pra manter a autenticidade? Disciplina ou loucura? Não, disciplina de perder dinheiro pra manter a autenticidade.

Seu a longo prazo vai pagar imensamente. Liderar uma marca global ou construir algo do zero?

Ah, eu liderar uma marca global. Eu não sei se eu conseguia fazer o que vocês fazem, não. Talvez eu consiga, mas eu nunca tentei. Esporte que mais te ensinou sobre negócio? Futebol.

futebol muito complexo muito diversificado o bastidor é muito sinistro sinistro de receita dos caras tudo dinheiro é bom ensina de mais falar eu pô tenho um pouco a participação no futebol tô tendo um pouquinho mais agora com o Neymar lá com o Ney pai é mas também bem mais no meu lugar de criatividade conexão é fórmula uma ensina demais né

Running me ensinou muito também Porque Running é um mercado complexo É o maior de todos Fórmula 1 com a Liberty Media me ensina demais Ensina, ensina

Vocês estão na Fórmula 1? Um piloto? Estamos na Aston Martin. E a gente produz lente para a maioria, para vários... Os capacetes. Para vários capacetes, mas a gente não tem branding, porque a gente não tem contrato, mas vários pilotos usam ali Oakley. Justamente por conta do Prism, para ler a pista, para ver as coisas da pista com mais detalhe. E com impacto também. Uma coisa que o esporte ensina, que a faculdade de administração não ensina. Resiliência.

Você é grande não é porque você é o melhor ou não é a tua capacidade de levantar depois de porrada uma vez atrás da outra. Isso é grandeza. O óculos da Oakley que mais te orgulha? Cara, esse aqui.

Esse aqui? Esse aí, meta, Oakley meta, sem dúvida. Isso é uma porta pro futuro, cara. Isso aí é o V0, como vocês disseram. É um pequeno passo para Oakley. Mas não é um passo para a humanidade. Isso é aquele com 80 anos, eu vou falar eu lembro do primeiro óculos. Puta, é... Isso daqui é limitado mesmo o que dá pra você fazer, cara. O óculos que mais te deu dinheiro. Mais te dá dinheiro.

Ah, cara, tem alguns ali, mas o Radar é um óculos legal, cara. O Radar EV é um esportivo, mas ele é um óculos... Ele não é só pra dar dinheiro, ele dá dinheiro e posicionamento num lugar que é a nossa fundação. Ele é o... Ele é o Holy Grail. Ele é a tangibilização da Oakley. Quantos desses você já perdeu fazendo kite? Um estranho.

Uns três, né? Esse daqui já perdeu... Tem um outro que não cai do rosto que você precisa experimentar. Não, mas não é. Hyper Grip. Não, não, mas não é porque... Quer com o negócio duplo? É, eu te dei, você não perdeu ele. Não, mas não é porque... Ele coloca até a cordinha atrás. Eu boto a cordinha, mas é que a gente voa aí. Voa, capota. Daí não tem jeito. Toma capote a... Entendi. 40 por hora. Daí, cara, não tem o que fazer. Se você pudesse dar um conselho ao Caio de 22 anos.

Primeiro dia de liderança. O que você falaria? Aprenda o mais rápido possível a arte de ligar o foda-se. Caião, do outro lado da câmera, tem milhares de empresários, empreendedores, pequenos, médios e grandes.

Que mensagem você quer deixar para esses caras sobre marketing, sobre vendas, sobre futuro, sobre inovação? Que eu acho que são palavras que, na minha opinião, te representam muito bem. Cara, eu queria dizer que a primeira coisa é nunca percam a autenticidade.

Porque todos nós temos talentos e esses talentos são as coisas que nos energizam e esses talentos são o que nos tornam autênticos. Então, se você está num lugar que te tira energia, sai fora porque não é o lugar certo para você ou não é o business certo para você. Essa é a primeira, nunca perca a sua autenticidade.

O segundo é busque verdades universais para negá-las. E o terceiro é não perca a resiliência, porque é isso que faz uma marca e um business crescer. Não é uma coisa que de uma hora para outra vai explodir. Isso acontece infimamente, de vez em quando acontece, mas é sobre resiliência, cara. É sobre cair e levantar, cair e levantar. Senhoras e senhores, pode seguir na rede social.

Arroba Caio Amato, Instagram e LinkedIn, qualquer coisa, Caio Amato. É isso. Arroba Bruno.Nardom, é você? Arroba Alfredo Soares. Lembrando que tem canal do YouTube do Bruno Nardom, canal do YouTube do Alfredo Soares. Segue lá o Okley também nas redes sociais. Caio, obrigado, irmão. Obrigado a vocês. Sem calma, é a máxima. Conta comigo. Obrigado, irmão.

é incrível estar contigo parabéns pelo trampo, conta com a gente como plataforma pra educar esse mercado de Oakley, sem sombra de dúvida falei aquele dia no café da manhã, sempre que eu converso contigo, eu me conecto mais com a marca, então você está virando um founder de growth

É isso aí, até o próximo episódio Se inscreve no canal Deixe seu comentário, se tiver o botão Raipar aperta e a gente se vê No próximo episódio, tamo junto Obrigado pessoal Valeu Cara, o nosso episódio pode sair do ar Por isso, pra ter essa tua agressividade Gestual, mano Faz você aí Inteligente artificial Isso aí galera

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