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O MAIOR ESPECIALISTA EM AVIAÇÃO DO YOUTUBE BRASILEIRO COM LITO SOUSA | EXTREMOS

13 de maio de 202642min
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No Brasil, a maioria das pessoas só lembra da aviação quando algo dá errado.Mas por trás de cada voo, existe um sistema complexo — e durante décadas, ele foi invisível pra quem estava fora dele.

Lito Sousa viveu esse bastidor por mais de 30 anos.

Foram 27 anos como mecânico de aeronaves e mais 9 como gestor em grandes companhias como Varig, Transbrasil e United Airlines.

Ninguém conhecia o nome dele.Até ele decidir fazer o oposto do mercado: explicar o que ninguém explicava.

De um blog técnico em 2008 ao maior canal de aviação do YouTube no Brasil, Lito construiu um ecossistema que vai de conteúdo a formação profissional — e se tornou a principal referência do país quando o assunto é aviação.

Se você quer construir algo sólido — sem atalhos e sem hype — esse episódio é obrigatório.

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Assuntos5
  • Acidentes Aéreos Marcantes no BrasilAcidente com a Passaredo/Voipass · Acidente com o Fokker 100 da TAM (reverso na decolagem) · Fokker 100 · TAM Linhas Aéreas
  • Aviacao e Seguranca AereaTurbulência e sua percepção · Automação e proficiência do piloto · Estatísticas de acidentes aéreos vs. carros · Redundância e camadas de proteção em aeronaves · Falha de motor e pânico a bordo
  • Tecnologia e AviaçãoFly-by-wire e controle por computador · Airbus A320 e a corrida tecnológica · Impacto da automação na proficiência do piloto
  • Segurança e Redundância em Helicópteros vs. AviõesComparativo de segurança entre helicóptero e avião · Redundância ao erro em helicópteros · Paraquedas em helicópteros
  • Aviacao Comercial BrasilFenômeno da aviação executiva no Brasil · Embraer como fabricante de aviões executivos · Avião Phenom 300 · Backlog de pedidos da Embraer
Transcrição111 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Turbulência pra mim é água com açúcar. Turbulência faz parte do voo, não interessa o nível dela, faz parte. E eu fiquei na minha ali, mas ele tava balançando muito. E aí balançou tanto que começou a abrir o compartimento lá de cima, mala caindo, mas a minha frente abriu um compartimento de máscara, caiu máscara. O piloto agora não sabe mais voar, porque o que ele faz não é o que o avião faz, é o que o computador tá pedindo pro avião fazer. Eu concordo com isso, você diminui a proficiência.

quando você enche de automação o processo. Mas, ao mesmo tempo, você olha a estatística e viu que a gente hoje perde 0,12 pessoas a cada um milhão de decolagens. Ou seja, a gente tem que ter 10 milhões de decolagens.

para perder uma pessoa em um acidente. Eu sempre trabalhei na aviação como funcionário, foram 36 anos trabalhando na aviação total. E desde consertando o avião mesmo com a mão na massa, até depois com gestão de pessoas. E o empreendimento veio através do YouTube. Só na United Airlines foram 25 anos, foi a última empresa que eu trabalhei.

e pega esse baita salário que eu não preciso me preocupar se no final do mês eu vou ter dinheiro ou não e vamos pro empreendedorismo cara, o nosso episódio pode sair do ar por esse tempo, por essa tua agressividade gestual, mano não sabia não inteligente, artificial

Senhoras e senhores, pim-pom! Senhores passageiros, apertem os cintos. O episódio de hoje vai ser nas alturas, Bruno Nardom. Seja muito bem-vindo.

Tá preparado pra pegar no manche? Eu tô. Pra gente ter que colar esse avião. Não, cara. Senhoras e senhores, sejam muito bem-vindos ao Extremos aqui no G4 Podcast. Meu nome é Alfredo Soares, sou host aqui desse episódio. E ao meu lado, o nosso sócio mais inteligente, mais rico, mais...

Growth Men The Fockers. Brunardão, seja muito bem-vindo. Obrigado, meu querido. Brunardão, conta uma curiosidade. Já que o episódio hoje é de aviação, conte uma curiosidade para a nossa audiência.

Há quanto tempo você é dono, proprietário de uma cota da Avanto de aviação? Eu não sei, há quanto tempo somos? Não, não, somos. Quanto tempo? Não sei. Tu sabe? Eu não sei, não lembro. Dois anos. Aham. Quantos voos você utilizou o avião?

o avião no final de semana sozinho família ali de boa nunca, esse que é o sócio bom o cara é frugal mesmo, o cara paga em dólar divide o custo e não usa daí você vê isso né galera o sócio de vocês e assim também entra nessas o que a gente não faz pelo sócio pelo bem da sociedade né

O que a gente não faz para diminuir custo do dia a dia, facilitar a vida de todo mundo? Então, lá, um dia eu uso. Senhoras e senhores... Mas já usei muito. Já, para trabalhar. A gente usa para caramba. Senhoras e senhores, o episódio de hoje é com um cara que eu, particularmente, consumo muito conteúdo dele. Sou fã, tiro todas as minhas dúvidas sobre aviação. Sempre que acontece qualquer notícia no setor, eu vou lá para ver.

Qual é a opinião desse cara? Para mim, um dos maiores formadores de opinião e maior influenciador de aviação do Brasil. Ele tem canal no YouTube, ele tem uma série de conteúdos. Por 27 anos, ele foi mecânico de aeronave. Por mais nove, gestor da Unite Airlines.

E largou tudo isso, mas a gente vai saber direto desse cara que eu tenho certeza que vocês acompanham, que vocês conhecem. Então, apertem os cintos e vamos decolar nesse episódio de hoje dos extremos, que eu tenho certeza que vai ser, no mínimo, curioso. Lito Souza, seja bem-vindo à casa. Obrigado, Bruno. Valeu, Bruno. Obrigado pelo convite aí. Não vou falar igual o piloto fala, meu. Ninguém entende nada. Eu vou falar direitinho aqui.

Litor, eu tenho uma curiosidade, aproveitando aqui o momento para falar para você. Imagina, supostamente você tem um sócio que fica discutindo com o piloto usando o chat GPT. O que você acha desse tipo de situação assim? O que você pode... Imagina.

hipoteticamente e tem um sócio que discute com o piloto ali usando o chat GPT ali, fica ele o chat GPT, o piloto, ele o que você acha disso? Você fala, pode pousar, não pode pousar não, eu acho um grande erro é um big mistake sabe o que eu tô falando eu não sei de quem você tá falando, mas será que é isso aqui? Não não, tá maluco não é a gente não

Mas é porque o chat GPT sabe, né? Não é que, cara, o Tales... Ele responde o que você... O Tales faz isso? O Tales é muito estudioso. E a inteligência artificial dele tá com muito contexto lá desde o início. Então a bicha tá treinada. Cara, e aí às vezes...

na Avanto, o nível de obviamente, por ser cota, né? Ele é muito maior do que o normal. Segurança. Tá certo. Mas hoje em dia é assim mesmo. E aí, cara, às vezes o piloto fala, pô, por causa do peso, não pode decolar da pista secundária, tem que ser da principal, pô, não tem slot da principal, papapá. Meu irmão, o TG vai lá no chat e PT, porra.

Peso tal, pênalti 100, por que não pode? E o chat CPT manda texto, ele fala no grupo, e é isso que aquela loucura. Eu estava falando, mensagem para o TG, para de fazer isso. Quem manda no avião é o piloto, cara. É o piloto quem decide, é o piloto que sabe a segurança toda do negócio. Quando você faz isso, você está colocando uma pressão que não precisa em cima do piloto. Aí se botar pressão, aí pode ser que ele erre.

Entendeu? Então é ele quem toma a decisão. Como é que tá a meteorologia? Como é que tá... Tô muito pesado pra sair dessa pista? E onde eu vou pousar? Como é que tá? Porque tem o peso de pouso também. Você não pode levar muita coisa porque tem o peso de pouso. O que é mais complexo? Pousar ou decolar?

as duas operações são as mais críticas do voo, a decolagem porque você está ali em baixa velocidade e está muito pesado e na chegada tem todos os componentes está muito rápido e é muito pesado você está se aproximando do terreno e aí tem morro, tem casa, pássaro avião gosta de voar alto e rápido, e pô, se decolar você está devagar e baixo então é o oposto do que o avião gosta de fazer, é por isso que são as fases mais críticas as etapas

O que é mais seguro? Helicóptero ou avião? Cara, e você quer me botar na fogueira, né? É assim, os dois são seguros, mas se você ver a estatística, a quantidade de avião que tem versus a quantidade de helicópteros que tem, você vai ver que existe uma vantagem para a asa fixa. Para avião? Mas não quer dizer... É, para avião. Então tem mais avião do que helicóptero. Não, não. E aí tem uma vantagem. Pegar percentual acidente, avião é muito mais seguro. É. E assim, é...

Eu diria assim, o avião de asa fixa, a propensão a um erro não causar um acidente.

Tem mais recurso. Isso, ele é mais redundante ao erro. Um erro simples num avião não vai causar um acidente. Um erro simples no helicóptero, dependendo do que for, pode levar a um acidente. Não quer dizer uma fatalidade, mas um acidente. E por que que no helicóptero a galera não faz aquele sistema do cirro e já abriu um paraquedas? Eu nunca me perguntei isso. Que daria no helicóptero, pô?

O problema é a asa que está girando ali em cima, né? Mas em cima dela, no meiozinho, eu vim com um skin engenheiro. Na meiuca dela ali, entendeu? Foi lá, pum, aí pum, não? Não cabe, não cabe, não dá. Isso é igual, até uma piada que o pessoal falava que fizeram um helicóptero com assento ejetor, né?

assim, eu ia cair e o cara injetava o assento, só que a hélice tá girando ali, a hélice não, a pá tá girando ali em cima, né, então, mas já fizeram isso, é possível fazer mas o paraquedas não tinha que fazer o assento e injetor igual

Igual aqueles sistemas que tinha de dar tiro na Segunda Guerra Mundial no avião. Que ele dá o tiro de acordo com a rotação. Ele sincroniza com a hélice. Hélice teria que fazer isso. Então assim, daria, tá? Eu te falo que isso teu engenheiro vai te levar longe na vida. É que eu sou engenheiro. Exato. Olha pra câmera e fala, onde você se rolou? Não, tanto faz. Mas é isso daí. É isso daí. Vamos lá, continuamos. Daria.

Daria. Mas o problema aí é... A galera de trás se fudeu, só vai o piloto. Não, para você ter jeito que você fala, mas o paraquedas aí não daria o volume que ocupa um balístico para colocar ali no centro da cabeça do rotor. Não faz sentido. O helicóptero é muito seguro a ponto de não precisar ali do paraquedas. Você acha que a segurança é muito manutenção, piloto?

E máquina, engenharia? A segurança é um conjunto disso tudo. A operação do avião, a manutenção e a gente fala do fator humano, né? Tanto do mecânico quanto do piloto, o fator humano é muito importante, porque é sempre o humano que erra.

Então, aí entra a parte de operação, para na hora que o cara errar, esse erro não cause um acidente. E aí tem as camadas de proteção. Então, a organização é extremamente importante para evitar acidentes. E organização é assim.

O piloto pertence à organização aérea, o mecânico também. Então eles têm que ter o poder de tomar as decisões de maneira correta, sem a pressão de um diretor e de um supervisor de que está muito caro o combustível agora, vamos economizar aqui. Isso não pode acontecer. Então é isso que é uma organização completa que garante a segurança do voo. Cara, eu tenho uma pergunta que eu vim pensando em fazer para você. Qual foi o maior extremo que você já passou dentro do avião?

Sabe que é muito raro, né? Passar extremo dentro do avião. Se tivesse passado um, talvez eu estaria aqui, né? Ah, mas já passei pelo helicóptero de pipi-pipi-pipi-pipi e pedir potência. E aí tem que caí assim, todo troncho. Aí o cara conseguiu subir pipi-pipi-pipi-pipi. Eu falei, caralho. É o time de arraso. Não precisa nem falar que helicóptero quer que eu já sei. Pelo pipi-pipi-pipi. O cara sabe tudo. Mas qual que foi a sua situação? Que eu passei. É esse aí mesmo. E aí

Deixa eu ver aqui para não andar nele. Tá bom.

Uma vez eu estava voltando de Buenos Aires, era um 747, aquele jumbão de quatro motores, dois andares e tudo mais. E quando eu estava chegando em Santos, o bicho pegou uma dessas pauleiras de tempestade de verão e chacoalhou muito. Assim, turbulência para mim é água com açúcar. Turbulência faz parte do voo, não interessa o nível dela, faz parte.

E eu fiquei na minha ali, mas ele tava balançando muito. E aí balançou tanto que começou a abrir o compartimento lá de cima, mala caindo, mais à minha frente abriu um compartimento de máscara, caiu máscara. Aí o passageiro já pensou que o avião tá despressurizando, e não é, só por causa do balanço a portinha abriu e desceu máscara. Isso foi a única coisa que eu peguei, cara. Olha que eu voo há 36 anos de avião e...

foi arremeter tem uns 3 anos que ao correr uma arremetida no voo meu que eu era frustrado, eu falei, pô, todo mundo fala de arremetida e eu fiz, né eu sou piloto, né, então a gente treina muito fazer isso no avião, pousar arremeter pousar arremeter, pousar arremeter, chama TGL mas eu voando no avião comercial nunca tinha arremetida então não tinha a sensação aí aconteceu em Confins, aí eu abri um sorriso desse tamanho, né, pô, tá arremetendo meu Deus do céu e aí

Vou dar uma dica aí para como, do lado de negócios, assim. Quando o avião arremete, você tem que comemorar. Você está ganhando pelo menos 15 minutos a mais de voo sem pagar nada para a companhia aérea. Já pensou nisso?

não é, você tá trazendo 15 minutos na sua vida, agora qual foi o acidente de todos esses que você cobriu aqui no Brasil que você acha que foi assim, o mais jocoso aquele que você fala, meu, que cagada bizarra, meu Deus do céu cagada não diria cagada mas eu diria o mais triste que eu achei foi agora, no passado na Passarido Música

Esse eu chorei, cara. Esse quando eu tentava, eu venho trabalhar, assim, eu trabalho pela segurança da aviação. Eu conheço um monte de gente. E eu tô lá, cheguei no trabalho, aí já recebi uma mensagem no WhatsApp. Ih, caiu o avião da Passaredo, né? Da Voipass. Aí eu, porra, não é possível. O acidente não acontece assim no navio. E o Brasil, ele é muito bom em segurança da aviação, em geral. A gente é o sétimo país do mundo.

A gente está à frente dos Estados Unidos em segurança operacional. Segurança operacional. Mas aí na quantidade também de voo e avião? É proporcional. O ranking faz o corte. Beleza, faz o corte. E aí, esse foi. Mas o que eu senti mesmo foi o do Fokker 100, que abriu o reverso na decolagem, o Datan. Que caiu em Jabaguara. Caiu aqui no Jabaguara.

Ele caiu em cima de umas casas ali. Ah não, caiu no Jabaquara. Jabaquara, é. Ele decolou de Moema, sentido Jabaquara. Ele durou 90 segundos. Moema é congônense. É, na cabeceira que dá pra Moema.

E aí ele decolou no sentido Jabaquara e ele caiu 90 segundos depois. E quando eu fui contar a história... Que ano que foi isso? 94. E foi o que ano? Ele ligou o reverso? O reverso abriu na decolagem. E os pilotos não sabiam. Não sabiam o que era. Tinha uma segurança mecânica, assim, a manete reduzia. Reduziu durante a decolagem. É, ele destravou o negócio. Quando ele abre a concha...

A manete vem pra marcha lenta. Que é pra evitar de você acelerar o motor que tá dando o reverso. O reverso, né? É como você acelerar um carro querendo ir pra frente, só que ele tá com a marcha ré. Daí você vai mais pra trás ainda. É, aí você desequilibra o avião, porque o outro lado tava funcionando bem. Mas os caras não sabiam o que tava acontecendo. E eles tentam consertar e levam a manete. Aí por segundos o reverso fecha. E aí abre de novo. O cara leva de novo e aí consegue quebrar. Tudo isso em 90 segundos. É.

E aí quebra o mecanismo de segurança que mantinha o motor em marcha lenta. E aí ele consegue acelerar. E daí a merda começa. E aí ele perde totalmente o controle e vai pro chão. É muito triste porque os pilotos não tinham nada que eles pudessem fazer.

Que louco. Naquela época, baseado no que eles tinham de indicação. Porque depois foi criada uma indicação que era opcional naquele avião, mas que passou a ser de série, que eles saberiam que o Reverso tinha aberto na decolagem.

Acho que a aviação teve um pulo muito grande agora de segurança nos últimos 10 anos. Muito. Muito grande. Desproporcionado. 20 anos. Nos últimos 20 anos. Eu vou dizer assim, a partir de 1988, foi quando lançaram o Airbus a 320.

E o resto da indústria teve que correr atrás dessa tecnologia do fly-by-wire e tudo mais, que é o voo com o computador controlando as ações. Então você elevou um patamar de segurança em relação ao que o piloto faz. Isso trouxe uma segurança muito grande para a aviação e trouxe um debate muito grande. O piloto agora não sabe mais voar, porque o que ele faz não é o que o avião faz, é o que o computador está pedindo para o avião fazer.

E concordo com isso, você diminui a proficiência quando você enche de automação o processo. Mas ao mesmo tempo, você olha a estatística e viu que a gente hoje perde 0,12 pessoas a cada 1 milhão de decolagens.

Ou seja, a gente tem que ter 10 milhões de decolagens para perder uma pessoa em um acidente. E contra números, como é que você argumenta contra um número desse?

Quando você compara com carro, o número é 54.900% maior de perda de vidas. Isso dá quanto por cada mil? Assim, dá um índice, a cada 100 mil pessoas, dá um índice de 5.5 de perda de vidas em carro contra 0,01 em avião. É um número... é bonito, é como se chegou lá, né?

Como é que você chega nisso, cara? Porque é muito mais perigoso voar do que andar de carro. Mas muito mais. Por quê? E, no entanto, os números mostram que é muito mais seguro voar de avião por causa da mitigação. Não, não, eu sei. Mas por que você fala que é muito mais perigoso? Porque não é? Pela estatística que você está falando? Não, então...

Ele é perigoso, só que você mitiga os riscos que ele tem. E aí ele passa a ser ultra seguro. Por exemplo, aconteceu nessa semana, vocês viram aquele vídeo do avião que explodiu o motor lá. Acondicionaram. Então, mas as pessoas ficaram em pânico lá dentro. Em pânico. Em pânico total. Eu vi história de gente soltando o cinto de segurança, ajoelhando no chão e rezando. Deu certo.

Aí, eu te pergunto, você está subindo a imigrantes, voltando da praia, e o motor do teu carro pifa. Você vai para o acostamento, vai ligar para um guincho, vai fazer o quê? Esperar. O avião não tem acostamento. Por isso que é essa mitigação. Você colocar coisas que, se falhar isso, isso aqui mantém o avião voando. Falhou aquilo, isso aqui mantém. Falhou esse e esse, vai ter o terceiro aqui. Tem coisa que é tripla, quíntupla.

nove redundâncias para o controle de voo do avião. O que aconteceu nesse caso? E o Brasil é um fenômeno de aviação executiva. É bizarro. Fenômeno gigantesco. É loucura. E a gente tem o fabricante. A Embraer é uma das maiores fabricantes do mundo de avião executivo. Daí, constrói lá nos Estados Unidos. Como é o nome da cidade lá? A gente tem uma cota do Fernando 300. Então.

baita avião. Esse avião, se você quiser comprar ele hoje, você vai ficar 4, 5 anos esperando pra ser entregue. O backlog deles é gigantesco. Vende no mundo inteiro. Acabou com o Cessna Citation. Não tem concorrente, cara. Brasileiro, né? Brasileiro é muito bom no que faz. Quando faz, quando acerta, aí ninguém segura. Cara animal, hein? Tem muita curiosidade, né?

Agora, você fez um vídeo, né? Quando deu problema semana passada lá. Fiz. E vocês já descobriram que é um do seu, que não do seu? Não, eu já vi fotos, né? Me mandaram fotos do... Tudo chega pra você da aviação, né? Chega. As minhas fontes, elas me mantêm informado, assim, né? Não informado, mas eles mandam foto e aí eu analiso pela foto mais ou menos o que aconteceu. Algumas coisas eu não falo ainda quando eu tenho dúvida, né? E mesmo porque tem que esperar a investigação, é o código de ética. Sim.

Mas eu vi que um motor tem dois discos de turbina. Tem um monte de turbina de alta pressão e um monte de turbina de baixa pressão. A turbina de baixa pressão, algum disco falhou e praticamente abriu o motor como se fosse uma laranja. Estourou para fora. Estourou e saiu pedaços do motor. Foi o que pegou fogo na grama em Guarulhos, inclusive.

E aí, depois eu mostro a foto pra vocês, assim, são parafusos de aço que ligam essas duas partes e cisalharam quase todos, cara. Quase que cai a parte de trás do motor do avião.

Toda a parte de turbina. Que loucura. O negócio é uma falha catastrófica, que a gente chama. E ainda assim ela ficou... Mas essa falha tu acha que foi o quê? Foi do produto, da manutenção, da companhia aérea? É assim, esses materiais, eles são muito específicos para aviação. O nível de granulação do metal que usa é muito restrito. Tem que passar por um controle de qualidade muito grande. Além disso, existem os processos de inspeção.

a cada x horas é feita uma inspeção para ver se tem trinca desenvolvendo se não tem, e aí o que a investigação vai ver é foi feito esse trabalho de inspeção quem que fez? será que o equipamento conseguiu identificar? não conseguiu? foi um erro?

Ou o material já estava com alguma coisa interna que não era possível ver com a inspeção de raio-x ou alguma coisa assim. E aí ele acabou separando. Então isso envolve desde o fabricante do motor até o cara que faz a inspeção. E um motorzinho desse é barato, né? Qualquer 12 milhões de dólares você compra um. É da Rolls Royce esse? Esse é Prat Whitney. Ah, Prat Whitney. 40,68.

Agora, deixa eu te fazer uma pergunta. Outro dia eu vi um corte do Zanon, sabe, da Segura Alta, que comprou um Falcon 2000. Não vi esse. Então, ele falando sobre a Nespresso do avião custar 80 mil dólares. Aham. É. E aí, quando tu pede o avião, eu não sei se são 80 mil reais ou 80 mil dólares.

Mas era tipo, essa ordem de grandeza. Era 80 mil dólares, eu acho. E aí ele fala assim, fala, cara, ou você compra na Expresso feita pro avião, que é 80 mil dólares, na Falco, ou você pede a tomada e compra no Shopping 1 e pluga. Então. E aí?

E daí eu faço o café antes e levo dentro. Passa na Starbucks, né? E já leva no... Então... Ele falou, é a mesma cafeteira, não muda nada esteticamente. Mas aí ele falou depois. Ele falou, cara, é que essa aqui tem aprovação...

Ah, explica. Esteticamente não muda. Só que se você desmontar ela e ver o tipo de fio que usa, a qualidade do material que é usado numa que é para aviação, agora eu entendo porque é tão mais caro do que é que eu compro na loja americana. Ou seja, essa cafeteira errada pode fazer o avião, pode explodir lá dentro.

Pode, pode derrubar o avião. Porque se dá um curto-circuito no avião, o disjuntor desarma, mas a cafeteira não desarma. E aí ela começa a esquentar lá. Então existem coisas que a análise de risco não compensa. Você quer comprar um avião, então esteja preparado para pagar a manutenção dele, que é caríssima, e essas coisas acessórias. Ou arruma, né? Como ele compra na Starbucks e leva o cafezinho.

Você viu que engenheiro arruma a solução rapidinho, né? Você nem comprava em Starbucks, passa ali no coadinho, coloca dentro da... Vai embora. Comprou nesse café solúvel. Água quente vai ter. Água quente vai ter. Lito, a gente está fazendo uma série documental Heróis do Brasil. E a gente considera...

Santos Dumont, um desses heróis. Então o time preparou uma pergunta aqui pra gente fazer. E eu queria falar sobre isso com você. Você é uma das maiores referências em aviação do Brasil. O G4 acabou de lançar Heróis do Brasil, uma série sobre homens e mulheres que ergueram esse país e que o Brasil aprendeu a esquecer. O primeiro episódio...

resgata a história do Barão de Mauá. O segundo é de Santos Dumont. Na sua visão, o Brasil faz jus à história dele ou poderíamos valorizar mais essa história? Poderíamos valorizar bem mais. Apesar do Santos Dumont ser considerado um herói no Brasil, ele não é muito... Assim, a gente não tem...

A gente não exalta as pessoas que realmente foram geniales. Você acha que o mundo lá fora valoriza mais? Aí é que tá. E eu até entendo o porquê. A história em cima dos Wright Brothers, ela é muito maior do que a em cima dos Santos Dumont. Sendo que Santos Dumont, em 1906, era o cara que sairia na capa da Forbes como o cara mais...

pica da engenharia. Seria o Elon Musk. Seria o Elon Musk da época. O Santos Dumont em Paris, Paris era o centro do mundo em 1900. Em 1906, nas praças lá de Paris, vendiam santinhos, assim, com a foto do Santos Dumont. Ele era o cara mais conhecido do mundo naquela época.

Mas tinham dois caipiras lá em Dayton, Ohio, que estavam dizendo que voaram antes e tudo mais. E o mundo comprou essa ideia depois que esses caras foram, em 1908, a Paris e demonstraram a máquina deles. E aí, porra, era um negócio que era fabuloso, diferente, diferenciado.

Mas nada disso tira o mérito do que o Santos Dumont fez. E é isso que eu acho que a história tinha que comprar. Não precisa ser o primeiro a ter voado. Aceita que foi os Wright Brothers. Independente se foi catapulta, se não foi. Aceita que eles voaram primeiro.

Só que tem que aceitar também que o Santos Dumont foi muito mais importante para a aviação mundial do que os Wright Brothers. Por quê? Porque o Santos Dumont disponibilizou os planos como se fosse um open source para quem quisesse construir avião. Então, depois que ele fez o Demoselle, que é o primeiro avião que se parece mesmo com o avião com o ultraleve, fala, quer construir? Está aqui os planos. É assim que faz. Enquanto os Wright Brothers...

Eles patentearam tudo e nem deixavam tirar foto da máquina deles. Por isso que não tem muita foto dos caras voando. Eles não queriam que descobrisse como é que fazia voar. Então, a importância para o crescimento da aviação é muito maior pelo lado do Santos do Mundo que pelos Wright Brothers. E a gente tinha que pegar isso e, pô, vamos falar para o mundo que foi isso que aconteceu. E não se fala muito assim, só quer brigar com essa, o primeiro, o primeiro, o primeiro.

Ô, Elisa, deixa eu te perguntar uma coisa. Se... Se os doidos fizessem uma réplica do primeiro avião que o Santos Dumont voou... Um 14-miss? É. Já tem. E voa. E voa? Voa. No Brasil? No Brasil. Em Minas Gerais. Tem o mineiro, que ele tem a réplica do Santos Dumont, e ele voa. Quando teve o centenário...

ele voou no centenário não, acho que foi nos 60 anos do EDA, da Esquadrão de Demonstração Aérea em Piraçununga o avião tava lá, eu filmei ele decolando com a réplica

É impressionante. E fizeram uma réplica dos Wright Brothers e não conseguiram, né? Mas daí ele voou, subiu. Saiu, sai do chão, voa. E pousa. E pousa na pista, assim. É maravilhoso. E foi o que o Santos Dumont fez. O Santos Dumont, ele decola e pousa por meios próprios. Sem auxílio de uma...

Eu entendo a catapulta, tá? A catapulta era pra o avião ter mais velocidade em menor espaço pro cara conseguir sair do chão. Não é simplesmente jogar o negócio pra cima como o pessoal fala, não é isso. Mas o Santos Dumont efetivamente fez o que os aviões fazem hoje. Anda por meio, os próprios saem do chão e voltam. É genial, cara. Eu considero o Santos Dumont o maior gênio brasileiro. Por tudo que ele fez.

A gente tem que pensar que o dirigível, antes dele ter o avião, ele deu a volta na Torre Eiffel com o dirigível. Já existia dirigível antes? Não. Os alemães tinham alguma coisa similar, mas foi ele que desenvolveu a maneira de manobrar o dirigível no espaço. O cara era muito bravo. Muito bravo. Além disso, foi ele que fez o primeiro relógio de pulso.

Que eles tinham os relógios de bote. Dieram pra ele, eu acho. O amigo dele. Sabe quem era amigo dele? É, o Cartier. O Cartier. O Cartier tem o relógio até hoje, que é o Santos. Eu tenho. Você tem o Santos? Tem. Então. Santos Dumont. Não tem nem o Santos. Tem o Santos Dumont, que era o mais fininho, mais antigo. Então, ele fez, porque o Santos Dumont, era muito difícil pilotar os aviões naquela época, o cara tá prendendo. Então, o Santos Dumont tinha comando nos ombros, tinha... As mãos e os ombros eram ocupados, o pé também.

E aí ele precisava de tempo para ver, só tem cinco minutos de gasolina para fazer esse negócio voar. E aí ele não tinha como botar a mão no bolso e puxar o relógio, como todo mundo usava o relógio de bolso. E aí ele vai no Cartier, as mulheres já usavam, hein? As mulheres usavam o relógio de pulso. Mas homem não, homem tem que ter aqui no bolsinho do paletó. Aliás, é para isso que serve aquele bolsinho do paletó que a gente tem.

E aí ele pede pro Cartier desenvolver um pra ele, que ele só virasse a mão assim e conseguisse cronometrar o tempo. E aí, quando nasce o Santos... E aí, como ele era um cara muito famoso, aí todo mundo... Pô, se o Santos do Mou... Aí começou até a demanda... Ele era o piloto de Fórmula 1 da época. Pede M. Mas era pra esse relógio. Sensacional. Muito bom, cara. Explica pra gente aqui o negócio. Como é que hoje é agora a tua parte...

de negócios. O time botou aqui, né? Sua esposa, a Mila, é a CEO do grupo, Sociedade 50-50. Como é que é isso de trabalhar com a esposa? Como é que é o business hoje por trás dessa paixão por aviação? Vamos agora ir para o lito empreendedor. É.

Bom, foi um... saindo daquilo a minha história, né? Foi uma decisão difícil, assim. Eu sempre trabalhei na aviação como funcionário, né? Foram 36 anos trabalhando na aviação total. E desde consertando o avião mesmo com a mão na massa, até depois com gestão de pessoas. E o empreendimento veio...

através do YouTube. Quando eu comecei a criar conteúdo, na verdade veio de um blog antes, eu escrevia. Eu falava, pô, a imprensa fala muita besteira de aviação. Deixa eu escrever e mudar essa história aí que está errada. E aí o blog começou a ter uma tração, eu fiquei muito grande. É daí que veio o nome, Aviões e Músicas, porque no blog tinha, eu falava de aviões, e tinha música para fazer download lá, na época que você ia baixar o MP3.

Porque eu era DJ, então eu mixava e botava lá o set list pro pessoal baixando. Eu colocava as skins do Winamp que você usava. E eu usei skin do Winamp, hein? Você lembra disso? Porra, sensacional. Que época boa, hein? Nossa. É o Exipo também. Obrigado.

Aí o negócio foi crescendo, aí o YouTube chegou. Tudo mato. Em 2010 eu abro o canal no YouTube, ainda para dar suporte ao blog com imagens. Passou um tempo, falei, pô, o pessoal está gostando mais do vídeo do que de ler.

Então eu vou transferir todo o conteúdo para o YouTube. E vai crescendo, crescendo. Aí eu tomo uma decisão crucial. Aí nessa época, o CEO da minha vida já tinha entrado no esquema. Isso foi em 2015. Falei, pô, a gente... Vamos mudar a maneira. Eu falava de maneira muito técnica, mais técnica. Eu falei, pô, se eu continuar falando assim, eu só vou atingir o pessoal da aviação. E não é o que eu quero. Eu quero que as pessoas que gostam de avião...

se interessem pelo conteúdo, e eu vou falar de maneira simples para elas. E aí foi quando a chave virou, e aí começa a ter inscritos, e aí vai aumentando a audiência. E o canal é um sucesso, ele é o maior canal do mundo, assim, de visualização. E, pô, eu falo em português, hein? Agora com a IA vai ter a versão em inglês também, mas... Um canal falado em português ser o maior do nicho no mundo é uma referência, realmente.

E aí, com a Mila, aí veio a parte de, pô, por que a gente não tem esse senso de comunidade? As pessoas estão curtindo a aviação. Vou criar a lojinha. E foi em casa, a gente montou as primeiras camisetas, no início só com o logo, aviões e músicas. E a gente fazia tudo, né? Embala em casa, leva no correio, faz tudo lá. E o negócio foi, a loja foi crescendo, crescendo, e a gente reinvestindo.

E ficamos com E-commerce gigantesco Só com esse senso de comunidade Era tudo relacionado A aviação, desde o travesseiro que o cara usa Com o logo do Aviões e Música Cara, a galera é muito apaixonada Teve uma vez que eu fui pra Cara, uma cidade do sul E eu pousei Num aeroporto desse De interior Cara, tava tendo um churrasco Música

Mano, que cena maneira. Os aviões parados assim, um do ladinho do outro. E uma mesona assim, churrasco no meio. Nunca vou me esquecer. É uma comunidade. É uma comunidade. Sinistro. E aí, e-commerce cresce muito e a gente com logística gigantesca ainda com correio. Tchau, daí.

Sério? É, olha aí. Eu gosto como ela fala, X-Tec. É, olha aí. Na X-Tec, X-Tec. Vocês ficavam em top 20, top 30 do tempo todo. É, é. Olha aí. Eu lembro. Olha aí. Eu olhava o admin, apareciam os top 10 para mim, top 20. A gente era o 25 maior, tá? Você comecei no Brasil. Olha aí, que loucura.

E aí a gente pega tudo isso e chega um momento ali, aí eu já tinha tomado a decisão assim, falei, pô, vou largar esse baita salário que eu tenho. Só na United Airlines, foram 25 anos, foi a última empresa que eu trabalhei. E peguei esse baita salário, que eu não preciso me preocupar se no final do mês eu vou ter dinheiro ou não, e vamos para o empreendedorismo. Vai dar aquele medinho, né? Vamos decorar em outras áreas.

E aí a gente começa a analisar o e-commerce crescendo. E aí eu estou vendo essa visão de que, caramba, a United vai abrir um hangar no Brasil. Significa que ela vai precisar de mecânico pra caramba.

E pós pandemia, os mecânicos estavam ficando raros, porque muitos aposentaram durante a pandemia, foram obrigados a aposentar, e aí não volta mais. O cara, quando sai, ele não volta mais. Ele arruma a vida dele lá e sobra água fresca. E aí está na hora da gente entrar no mercado para formar a próxima geração de profissionais.

Da aviação. E aí eu era referência como um cara de manutenção de aeronaves. Aí pensava assim, vamos começar um curso com manutenção de aeronaves? Vamos formar mecânico? Mas não é um produto digital assim que você fala, ah, faz um cursinho aqui. Não, é tudo homologado pela ANAC. Então é muito difícil você homologar um curso. Então hoje tu é o principal curso de formação de mecânico de aviação do Brasil. Hoje nós somos a maior escola da América Latina.

Provavelmente do mundo. A gente, assim, pra você ter uma ideia... O professor que me formou na escola, foi na base aérea de Santos, ele saiu em capa de revida da Veja, assim como um professor que formou mil alunos durante a vida, né? Formou mil mecânicos durante a vida. Mil mecânicos eu matriculei no primeiro lançamento. Pro mil.

Ano passado foram 2.700. 7.000, acho que eu vou. Formou 2.600.

Então, a gente conseguiu, com essa referência que eu sou, porque assim... Quem é o perfil hoje do cara que procura o cliente? Então, aí é que está o ponto-chave, porque a gente, pô, eu não sou um cara bobo, né? A gente não é bobo. A CEO, ela é... Eu preciso muito dela, porque eu sou um expert. Mas eu não sou o cara... Hoje eu sei o que é bit, o que é essas coisas todas. Mas não é a minha área. Eu sou um cara de...

Eu sou um cara técnico, eu sou um cara engenheiro. E aí, graças a Deus, eu tenho a Mila Saido. Por isso que eu falo que ela é CEO da minha vida, assim. Não só da vida, como da empresa também. Hoje eu concorro com um monte de jovem que tá vendo uma timeline do Instagram, dizendo pra ele que se ele fizer um PDF com a IA, sem fazer nada, ele ganha 5 mil reais por mês.

E ele acredita naquilo. E ele paga para aquilo e fica descapitalizado para fazer alguma coisa que realmente vai fazer ele ganhar dinheiro. Porque você trabalhar na aviação é uma carreira. O cara cresce na aviação. Eu saí do zero para chegar onde eu cheguei, como gestor da United Airlines no Brasil. E todo mundo pode.

É só se dedicar àquilo. Mas essa concorrência é forte contra as pessoas achando que vão ganhar dinheiro sem trabalhar. Então, a gente tem toda uma técnica de como fazer as pessoas, assim, eu mostrar, assim, a minha história, onde eu cheguei e tudo mais, para capturar esse cara de 18 anos que está ali pensando o que ele vai fazer da vida. E...

A gente criou um produto que é diferente de uma escola tradicional. O curso de mecânico não pode ser um simples EAD.

Ele tem que ter a parte prática. O mecânico tem que saber mexer em ferramenta, ele tem que saber usar um paquímetro, ele tem que saber usar um micrômetro e ele tem que saber aprender como é que frena, torquímetro e tudo, rebitar uma chapa. Ele tem que saber fazer isso. Então o curso é híbrido e eu tenho que investir em material aeronáutico. Eu não dou material de automóvel para o cara trabalhar. É material aeronáutico, que é caro pra cacete. E...

E aí, mostrando, né, esse caminho é o que a gente vai fazer chegar lá. E aí, a primeira turma que se forma, eu já começo a botar foto dos caras que estão sendo contratados pela Latam, pela Azul, pela Gol.

Um quadrinho lá, contratado, contratado, contratado. E hoje a gente é a empresa que mais... O centro de educação que mais emprega nas empresas aéreas. Agora, as empresas aéreas... Muito antes do cara se formar, ele já está trabalhando. Então, as empresas aéreas, elas te pagam algo para você fazer isso? Não. Mas eu tenho parceria com elas.

eu tenho indicação, eu tenho um banco de talentos, e aí eu sei os caras que estão ali, que são os bons para indicar. Então, quando a empresa precisa, uma das três maiores aqui do Brasil, ligam para a gente, você tem aí funcionário tal e tal? É. E aí...

A indicação vai e todo mundo fica feliz. E aí tem mais, hein? Sabe esse negócio de 50 mais, 40 mais? Que é um asset hoje que é difícil de você ter. Você pega jovem para trabalhar. E aí você vê que o comprometimento não é o mesmo.

estamos todos na mesma página aqui, a gente vê isso também na manutenção. E aí, eu falo isso, abertamente, queremos você, que tem 40 a mais, e aí eu tenho estudo de casa, não, eu mostro lá, teve uma mulher com 63 anos, ela falou, eu quero ser mecânica. Falei, venha. Que aula, hein, senhor Alfredo, que aula, meu querido. Sinistro.

E o meu, Alfredo Soares. Não esquece de seguir também G4 Podcast para você acompanhar tudo o que está por dentro aqui desse conteúdo, dessa plataforma de conteúdo gratuito para donos de negócios, para empresários e empreendedores brasileiros. Muito bom. Fechou? Fechamos. Estamos juntos, senhoras e senhores. Até o próximo episódio. Não esquece de seguir o canal, dar o like e se inscrever e mandar naquele teu grupo de amigos cheio de empresários para acompanhar os extremos. Estamos juntos. Valeu.

Cara, o nosso episódio pode sair do ar pra trazer a tua agressividade gestual, mano. Não sabia não. Faz você aí, então. Inteligência artificial. Isso aí, galera.

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