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#187 - APPCAST - #187 - IA: O Marketing está mais eficiente ou menos humano? - com Ana Marin

05 de maio de 202638min
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A inteligência artificial deixou de ser uma tendência para virar infraestrutura. Mas, no meio de tanta automação, fica a dúvida: o marketing está ficando mais eficiente ou apenas menos humano? Como as marcas podem equilibrar dados, cultura e tecnologia sem perder a conexão real com as pessoas?

Para debater esse cenário, convidamos Ana Marin, CMO da Performa_IT — uma empresa que integra a IA no centro das soluções, mas mantém as pessoas no centro da transformação.

Apresentação: Lucia Faria (APP Brasil, LF & Cia Comunicação)

Coapresentação: Henriane Morelli (APP Brasil, HRI Comunicação e Marketing)

Produção: Eduardo Correia, Mariana Cruz

Gravação, Montagem e Edição: Fibra.ag, GOLiVE

Apoio: Globo, Record, Fibra.ag

Para saber mais sobre a APP Brasil, acesse http://www.appbrasil.org.br/

Assuntos8
  • Ronaldo Doritos MarketingAutomação e eficiência · Menos humano ou mais eficiente · Equilíbrio entre dados, cultura e tecnologia · IA como infraestrutura · Escassez de conteúdo
  • Intuição e leitura de pessoasEntendimento profundo de pessoas · Velocidade na análise de dados e tendências · IA como copiloto · Falta de empatia na IA · Vieses da IA
  • Processo CriativoRevolução na criação de comunicação · Produção de conteúdo com IA · Roteirização e upload por IA · Human in the loop · Refinamento de conteúdo gerado por IA
  • Treino com CarlãoInvestimento em treinamento de equipes · RH, TI e Marketing integrados · Nivelamento da equipe · Automação de processos operacionais · Arquitetura de novos processos
  • O Papel do CMO na Era da IAEvolução do papel do CMO · Arquiteto da solução · Gestão de times híbridos (humanos e IA) · Agentes de IA vs. Assistentes de IA · GEO (Generative Engineer Optimization)
  • Futuro do TrabalhoTimes híbridos como realidade · Gestão de agentes de IA · IA como diferencial competitivo · Importância da curiosidade e aprendizado contínuo · Não se apaixonar pela solução, mas pelo problema
  • Mercados europeusDiferenças culturais e de mercado · Valorização do mercado local na Europa · Tecnologia no agronegócio brasileiro
  • Gestão de Churn e PerformanceEmpresa de soluções em tecnologia · Foco em empresas B2B com faturamento acima de 1 bi
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AppCast, o podcast da App Brasil. Oferecimento Fibra Agência. Bem-vindos ao AppCast. Esse é o AppCast, o podcast para quem vive, pensa, transforma o mercado de publicidade, propaganda, marketing no Brasil. Quem está comigo hoje como co-host é a Riane Morelli, que é a nossa diretora de SG, tem vasta experiência em tecnologia.

Eu sou Lúcia Faria, eu sou também diretora da PP Brasil e estou aqui ajudando nesse processo de substituição de nossa amiga Carol Zayne, que pediu um tempinho para dar uma folga.

A vida é muito corrida, a gente também não pode se dedicar só a um projeto, a gente é múltiplo, somos múltiplas, somos mulheres. Então, eu queria falar hoje, nós vamos conversar com uma pessoa que entende muito de inteligência artificial, sabe que inteligência artificial deixou de ser tendência para virar infraestrutura, e isso está mudando tudo.

a forma como as marcas se posicionam, como elas se relacionam com as pessoas, com os dados, com a cultura. Então, no meio de tanta automação, surge a pergunta que é essencial.

O marketing está ficando mais eficiente ou está menos humano? Como estão as pessoas nesse processo? E aí, para discutir esse novo cenário, especialmente dentro das empresas de tecnologia, a gente recebe hoje a Ana Marim, que é CMO da Performa IT, uma empresa que coloca a IA no centro das soluções e as pessoas no centro da transformação. Ana, bem-vinda ao PPcast. Um prazer te receber aqui.

Obrigada, meninas. É um prazer estar aqui com vocês hoje. Eu sei que você acordou cedo, que você veio do interior. A empresa fica em Campinas, é isso? Isso, a gente tem sede em Campinas e também em Lisboa e em Portugal, mas a gente atende o mundo inteiro. Olha que bacana, vamos falar sobre isso. E obrigada por você ter vindo também me ajudar aqui nesse bate-papo gostoso. Sempre um prazer com mulheres maravilhosas, adoro. Então vamos lá, Ana, na tua visão.

Qual é a principal ruptura que a IA trouxe para o marketing? Você assim é moa, então a gente vai focar muito nesse aspecto. E o que mudou e o que não tem mais volta? Muito bom. Vamos começar já com tudo. Acho que a maior ruptura, e o que muito tem se falado aí, é do processo de automação. Então a gente tem automatizado muitas coisas e tem muitos ganhos de eficiência.

Mas pra mim, eu acho que o que mais pega é que agora não tem mais escassez de produção. Então, por exemplo, antes você precisava ter um orçamento validado, equipes pra fazer campanha, designer, copywriter. E a IA, ela traz uma revolução no jeito que você cria esse tipo de comunicação. Então, pra mim, o que não tem mais volta é a escassez de conteúdo. Porque hoje a gente não tem mais escassez de conteúdo. Se você parar pra pensar...

A pesquisa mais recente que foi falada no SXSW fala que 20% de tudo que é produzido hoje na internet já é nativo de A. Gente, pensa, né? O boom do chat GPT foi aí meados de 2023, mais ou menos, que democratizou pra caramba, né? 20% hoje é.

Então, você fala de roteirização, de processo criativo, de upload, de validação por IA, de construção de agentes. Então, hoje, produção já não é mais um tema, né? Hoje você consegue produzir muito com equipes bem enxutas.

E Ana, se a gente tirar toda essa tecnologia da jogada, quando a gente fala de marketing, a gente fala sobre entender profundamente de pessoas. Com a IA, a gente consegue entender essas pessoas profundamente ou a gente só está acelerando?

consegue entender as pessoas profundamente, a inteligência artificial trouxe muita velocidade. Então hoje você consegue fazer cruzamento de dados, consolidar análises, fazer análise de tendências. Só que a IA por si só, ela não resolve. Eu gosto de falar que é como se você estivesse num carro de Fórmula 1.

Todo mundo aqui sabe dirigir, né? A maioria da população sabe. Beleza, você entrou num carro de Fórmula 1, seu cockpit ali tem um tantão de botões para você apertar, para você chegar muito mais rápido do ponto A para o ponto B. A questão é, você sabe utilizar o seu cockpit?

Porque você já imaginou, você está usando a sua Ferrari para chegar mais rápido do ponto A para o ponto B, ou seu carro de Fórmula 1, ou você está dando uma voltinha no quarteirão com ele. Hoje, infelizmente, a maioria das pessoas e das empresas, elas não estão fazendo o melhor uso da IA ainda. Ela está dando uma voltinha no quarteirão. Está dando uma voltinha no quarteirão com a sua Ferrari, com a sua Fórmula 1.

Tem um dado do MIT que viralizou não faz muito tempo, falando que 95% das empresas falham em seus projetos de inteligência artificial por conta de pessoas. Então, você... E é bem o que a Lúcia comentou no começo, né?

A inteligência artificial, ela agora é uma estrutura, ela é uma infraestrutura. Só que, o que vem antes disso? As pessoas. Então, se você não capacitar e treinar as pessoas, você pode ter um montão de dados ali disponível para você fazer hiperpersonalização, para você trabalhar tendências, para estudar comportamento do consumidor. Mas, se você não tem a pessoa que faz o julgamento, que tem o critério, que tem o repertório...

Sinto muito. Não vai avançar, vai continuar dando voltinha no quarteirão. E as empresas estão investindo, você acha, nesse treinamento? Ou ainda estão lentas o processo? Porque o investimento é alto também, né? Para você treinar o seu time, porque são vários departamentos ali. Como é que você faz essa infraestrutura, né?

Lúcia, excelente pergunta. O que a gente vem observando dos nossos clientes dentro da Performa IT e dentro do que o mercado tem se movimentado?

Apesar de parecer complexo, as iniciativas não estão saindo da área de TI por si só, mas sim da combinação do RH com TI e muitas vezes do marketing também com vendas para buscar essa capacitação. Então, minha dica é você precisa primeiro ter um nivelamento da sua equipe.

Então, garantir que todo mundo entende, porque inteligência artificial não é algo novo, tá? Acho que a primeira menção que tem, se eu não me engano, de estudos é de 1948. Só que o que aconteceu? Ela popularizou agora por conta da democratização que foi o boom do chat GPT. Então, você precisa treinar a sua equipe para eles saberem quais são os tipos de IA que existem.

como que elas podem resolver problemas e a partir daí começar a automatizar os seus processos do dia a dia e criar uma mudança de mentalidade mesmo que por exemplo eu tenho um processo operacional e repetitivo

O que as pessoas estão fazendo? Ah, vou pregar a IA para automatizar esse processo. Só que, na verdade, você tem que desenhar o processo e arquitetar um novo jeito, porque senão você só vai estar automatizando o jeito velho de você fazer as coisas. E você tem que olhar para o novo. O que a IA permite fazer diferente, mais rápido, melhor, com mais eficácia, com mais velocidade e com menor custo?

Olá RH importância sua importância no processo hoje né de contratação de pessoas e se a gente falar do papel do CMO hoje você acha que mudou e vai mudar isso no futuro mais ainda

mudou muito e eu acho que vai mudar cada vez mais. Antes, de uma maneira muito simplista, o Semo, ele olhava para branding, para receita, para alavanca de aquisição, para criar máquina de vendas, para campanhas. Hoje, ele tem um papel...

muito de arquiteto da solução. Então como eu faço evoluções a partir do que a inteligência artificial me permite, de trazer redução de custo, de trazer melhores testes, de trazer análises mais precisas e mais rápidas e como isso...

eu torno uma alavanca para o meu negócio crescer. Então imagina assim, já é uma realidade a gente falar de times híbridos. O que é times híbridos? São humanos junto com agentes de IA. O papel do CEMO vai ser gerenciar esses humanos.

junto com seus agentes de IA. Então, toda tarefa que é operacional e repetitiva, um agente de IA pode fazer. E aqui é legal explicar para o pessoal que está ouvindo a diferença de assistente de IA e agente. Por exemplo, chat GPT, Jimena, Hyperplex, você consegue criar os seus assistentes.

Dá um exemplo de conteúdo. Eu consigo explicar para ele quem é a Ana, qual é a carreira da Ana, qual é o tom de voz dela, o que ela fala, como ela se posiciona. E o mesmo funciona para marcas.

Isso é um assistente. Então, eu entro lá, me ajude a criar um post no LinkedIn pra falar dos insights do SXSW. E o meu assistente traz esse conteúdo. O que eu recomendo? Human in the loop, né? Não façam Ctrl-C, Ctrl-V, façam refinamento, isso é muito importante.

O que o agente faz? O agente, ele faz algo por você. Então, imagina assim, um agente pode analisar palavras-chave no Google Trends, no Send Rush, olhar para o que os meus concorrentes estão falando.

validar isso com o meu conteúdo, identificar gaps e oportunidades de conteúdo para que o meu conteúdo retorne não só em SEO, mas em GEO, que é o Generative Engineer Optimization, que é eu aparecer nos sistemas de buscas da inteligência artificial.

Então, olha para onde o CEMOL precisa mirar, né? Hoje, as pessoas, elas usam o Google ainda, tá, gente? O Google não morreu e não vai morrer. Essa é a minha visão. Mas elas começam a pesquisar coisas dentro das inteligências artificiais generativas. Inclusive, acho que tem um case muito legal para a gente comentar, da Localiza. Hoje, você consegue alugar um veículo via chat GPT pela Localiza.

Então, você consegue fazer compras de produtos via a inteligência artificial generativa. Então, eu quero comprar uma geladeira. Qual a melhor marca que você vai me indicar?

O que a IA faz? Ela vai pesquisar o que tem ali e vai retornar para você. E a gente, enquanto marca, o que eu posso fazer para que a IA me recomende e me recomende bem? Porque a gente pode fazer um teste. Joga lá o que estão falando do AppCache, o podcast da AppBrasil. E aí? Como que eu tenho controle sobre isso? E é uma coisa que...

Começou essa conversa, mas eu acho que ainda está um pouquinho tímida aqui no Brasil. Lá fora eles já estão olhando isso com mais intencionalidade. Mas é um montão de coisa para ser feito. Esse do teu caso da Localiza, eu tenho um exemplo...

Curioso, que um amigo alugou um carro há pouco tempo, tudo pelo digital, sem um ser humano. Chegou na hora para pegar o carro, queriam dar um upgrade para ele e um carro automático. E ele não sabe dirigir carro automático, ele falou, não quero carro automático, eu quero aquele que eu peguei.

Manual. E aí caiu um ser humano. Aí o ser humano não sabia lidar com a situação, entendeu? Então eu acho que tem um momento ainda que a gente está nesse meio do caminho. Que a gente está num pé lá e um pé aqui que a tua equipe não está treinada para resolver um problema ali no real time.

E olha como a gente volta o tempo todo no treinamento, né? Na importância do RH, na importância do departamento de treinamento, como todos os departamentos têm que estar integrados hoje para as coisas acontecerem. E eu brinco que eu falo que em terra de Iá, quem tem repertório é rei, né? Muito bom. Como a gente vai precisar cada vez mais ter repertório para poder analisar o que a máquina está nos entregando, né? Exatamente. E a questão dos dados, né? A gente tem essa...

Hoje tudo dados e pessoas. Como é que a gente trabalha esses dados? Dados são números. Como é que você transforma o número em uma informação relevante para a sua atuação? Como é que faz isso? Como a IA ajuda nesse processo?

A análise de A amplifica essa minha análise para o lado bom e para o lado ruim. Então, ela também tem muitos vieses. Então, você precisa do humano com o senso crítico, com o julgamento, com o repertório para validar e falar...

isso está fazendo sentido, isso não está, qual caminho vale a pena seguir? Eu falo que a IA, ela precisa ser muito o seu copiloto, ou aquela sua amiga de escola muito inteligente, que você sempre consultava e tirava dúvidas, então é alguém para você construir junto e não depender 100%, porque a IA não tem, e não vejo ela tendo num futuro próximo, o que nós humanos temos, que é de empatia.

Então, como que eu olho para esse dado e vejo, putz, realmente faz sentido eu ir por esse caminho? Vou dar um exemplo. Campanhas, né? A IA pode sugerir, por exemplo, você fazer disparos, seja por e-mail, por SMS, campanha do Dia dos Pais, por exemplo.

E aí você, ah, é uma boa ideia, campanha do Dia dos Pais, vamos disparar. Qual que é o pulo do gato aí, o senso? Eu vou trazer um caso muito legal das ulinhas aéreas que eles fizeram. Um pouco antes da semana do Dia dos Pais, eles mandaram uma mensagem para todos os usuários, falando assim, o Dia dos Pais está chegando, a gente sabe que essa é uma data sensível, e a gente queria saber de você, Ana, se você quer receber a comunicação do Dia dos Pais.

E eu coloquei que eu não queria receber, porque o meu pai faleceu em 2018. Eu falei, não quero. E eu não recebi. Em contrapartida, eu recebi um push de um aplicativo que você pode pedir delivery de comida. Falando, Ana, é dia dos pais, peça uma comida pra curtir com o seu velhinho, sabe? E eu falei assim, caraca, olha a falta de empatia de você automatizar algo sem colocar o humano pra refletir. Gente, uma coisa tão simples. É.

tão simples você perguntar para o seu público, para a sua audiência, você quer receber esse tipo de comunicação? Isso vale para tudo, para o dia das mães, dia das crianças, imagina um tema super sensível para quem é mãe e já perdeu algum filho. Ai, que bárbaro isso.

Como é que você fez essa migração? Você trabalhava em grandes multinacionais, na área de liderança. Aí você vai trabalhar. E como é que é essa migração que você fez de carreira? E o que é essa área de liderança? A LATES te ajuda hoje.

É engraçado, Luz, porque para quem eu conto a história, fala assim que eu sou uma maluca, né? Eu fiz carreira em multinacionais, então eu passei por Caterpillar, Bosch 3M, e na 3M eu fiz essa transição de carreira para a área de tecnologia, e quando eu fiz isso, falaram assim, imagina, você vai sair da 3M, uma das empresas que mais inova, que tem mais número de patentes consolidadas no mundo.

Na época eu tinha 30 anos de idade, aí eu falei assim, bom, se não for agora, vai ser quando, né? É o meu momento ali de arriscar, e eu mergulhei e arrisquei. E o corporativo foi muito bom, porque eu vivo hoje, né? Em um ambiente ambíguo, que tem muita disrupção, a IA vem pra disruptar muitas coisas. E o que me ensinou é que no final, e no começo e no meio, sempre vai ser sobre pessoas.

Então, eu falo que a sua qualidade de liderar, ela está diretamente ligada com a sua qualidade de ouvir. Então, qual é a periodicidade que você senta com seus colaboradores que você ouve? O que você está fazendo para liderar?

Por exemplo, né? Porque o exemplo arrasta. Então, você está falando, usa IA, usa IA, mas você está usando IA no seu dia a dia? Você está mostrando para eles como fazer? Porque a cadeia, né? Quando ela está alta, no nosso caso, que nós estamos em cargos de diretoria, a gente precisa ser exemplo. Então, eles precisam saber que nós estamos usando e ver valor nisso, né?

E uma coisa que eu amo no corporativo, e eu falo que eu sou bem cachias nisso, eu amo processos. Eu acho que processos é a alavanca para você escalar e colocar a ordem. E do outro lado, esse mundo da tecnologia, ele me ensinou muito sobre flexibilidade.

Então, encontrar esse ponto de equilíbrio, sempre colocando as pessoas no centro, tem dado certo. Por exemplo, eu tenho one-on-ones com o meu time, nós somos um time mega enxuto, então isso me permite fazer o one-on-one quinzenal.

leva em torno de 40, 45 minutos, mais ou menos, e é para além de atividade de trabalho. Ai, que bacana! Trabalho muito com eles, autoconhecimento, trabalhar plano de carreira, o que eles precisam se capacitar. Tem um caso legal para a gente dividir aqui. Vocês já conhecem o livro que chama Conheça Seus Pontos Fortes 2.0, da Gallup? Não.

muito bacana esse conteúdo ele tem mais de 30 anos se eu não me engano no mercado ele é bem sólido e ele mostra quais são os talentos do seu time você faz um teste individual então eu comprei para todo mundo esse livro eles fizeram porque o livro ele traz uma proposta assim

você desenvolve os talentos do seu time, porque isso vai ser exponencial. Diferente do que a gente aprende do nosso sistema de educação, né? Que a gente tem que... É reforço do quê? É reforço do que você vai bem, do que você não vai bem. Então, se você explora uma coisa que você não vai bem...

você pode ser sempre mediano naquilo dificilmente você vai ficar aquele pontinho fora da curva mas se você explora o seu talento que que acontece você ganha um poder exponencial então o que que eu fiz com o time todo mundo fez o teste eu criei um assistente

de talentos, coloquei todos os resultados lá e aí o prompt precisa ser muito bom e muito refinado nisso, né? Dei todo um contexto qual era o papel desse assistente e hoje eu uso muito no meu dia a dia para trabalhar, por exemplo, projetos. Eu tenho um projeto assim, eu preciso saber quais são as duplas ou trios do meu time que tem as melhores forças, os melhores talentos para resolver esse determinado problema.

Ou então, eu tô com uma vaga aberta no time. Quais são os talentos que eu preciso integrar no meu time? Pra complementar. Pra suprir o que não tem. Então, eu peguei um conhecimento humano, coloquei dentro da IA, e tô usando ela como um copiloto de liderança pra mim. E tudo começou por um livro em papel. Em papel. Gosto disso. Olha a cadeia. Eu que sou fã de livro, eu gosto de sentir até cheiro de livro, gente. Eu amo.

Eu sou dessas também, tá? Já tentei ir pro Kindle, não me adaptei. Eu gosto do papelzinho ali, de você fazer dobra no livro, de marcar. Ah, é tão gostoso, né? E conta um pouco da Performa pra gente, como você chegou na Performa. E como que essa ferramenta pode ajudar os profissionais de marketing?

Vamos lá, a Performa IT, ela é uma empresa que está há mais de 16 anos no mercado, ela começou lá em 2009 e eu estou com eles há um pouco mais de dois anos. Então, eles me prospectaram, é engraçado porque o Samir, um dos sócios, ele me conheceu em um evento e eu estava trabalhando para outra empresa de tecnologia.

E aí ele comentou com o outro sócio fundador dele, que é o Léo, falou assim, olha, essa... Na época eu era head de marketing, ele falou assim, ela vai vir trabalhar pra gente um dia, cara, ela é muito boa. Falei, então vamos. E eles...

Me convidaram para assumir como diretora de vendas na época. Fui contratada gestante de quatro meses. Eu gosto muito de contar isso, porque isso diz muito da cultura da empresa, né? Ainda mais para nós, a Eri. Muito!

Samir, eu já gostei de você. E da empresa, dos sócios. Você vê, a gente fala tanto de empatia, isso é empatia, né? Eu tô vendo só o potencial da pessoa, né? Sim, exatamente isso. E mais ainda, por estar gestante, a gente fica melhor ainda. Você ficou surpresa de te aceitarem?

Eu fiquei muito, porque há um mês antes do processo seletivo com eles, eu estava num processo seletivo, fui para a final, e quando eu dei o aceite na carta, eu contei, eu liguei na época para a CEO da empresa e falei, olha, estou gestante, mas isso não muda nada, eu vou me comprometer muito. E aí ela retirou a carta proposta. Então eu estava triste e abalada por ter perdido a oportunidade.

E na época que o Léo foi fazer a entrevista comigo e eu passei, na entrevista ele falou, Ana, a gente quer você como diretora de vendas? Eu falei, Léo, eu aceito, mas eu quero compartilhar com você uma informação importante. Eu falei, eu estou gestante de quatro meses e fiquei em silêncio. Aí ele ficou olhando assim para mim com uma cara meio de ué, falou assim...

Tá bom? Mas o que isso tem a ver? Ai, que delícia ouvir um negócio desse. Aí, deu tela azul, Lúcia. Eu falei assim, como assim? Ele falou assim, Ana, eu tô te contratando pela sua competência. Eu falei assim, a maternidade vai te tornar uma profissional ainda melhor e isso não muda nada. E eu falei, caramba, existem empresas assim, então? É. E existem.

E é assim que a gente trabalha na Performa, né? A gente coloca as pessoas no centro da transformação. Então, é uma das melhores empresas que eu já trabalhei em questão de cultura, de eu, enquanto líder e mulher, me sentir ouvida, vista, respeitada. Respeitada, acima de tudo. Gente, é incrível. E a Performa é uma empresa de soluções.

Você pode me perguntar, que tipo de soluções? Qualquer tipo de soluções. Então, a gente ajuda desde a parte estratégica para entender quais são os projetos que fazem sentido, quais são os projetos que realmente mexem na alavanca do ponteiro do negócio.

criar ou criar junto, fazer acompanhamento, fazer processo de discover, de design, para descobrir qual é a dor. E, então, gerar ou não um produto digital. Porque, às vezes, a dor não é um produto digital, no final das contas. Às vezes, é uma mudança no processo. É um trabalho de cultura. A gente tem feito muitos trabalhos de cultura, ainda mais pensando na adoção e implementação de inteligência artificial, que começa com a cultura da empresa.

Vamos arrumar primeiro a casa, depois a gente vai chegar nesse outro ponto. Isso mesmo. Eu tenho uma dúvida. Vocês estão em Lisboa também, né? Como é que é Europa e Brasil nesse contexto?

É bem diferente. É bem diferente, mercados são diferentes, apesar das dores serem similares. Mas aí é legal fazer um puxadinho no marketing, né? Você conhecer a sua audiência. Então, entender o que é valor para eles, o que faz sentido. O que faz sentido para o público europeu é diferente do público brasileiro.

Então, como que eu trabalho essas duas mensagens, no nosso caso, ao mesmo tempo, porque a gente trabalha expansão tanto no Brasil quanto na Europa, e como que eu chego para conversar com eles? Qual é o meu processo de construção de jornada com o meu perfil ideal de cliente, que é o ICP? E é muito gostoso, porque você aprende tanto sobre outras culturas, sobre outras alavancas, sobre outros mercados.

A Europa tem uma característica que ela é muito... Como eu posso explicar? É como se ela fosse bairrista. Ela valoriza muito isso lá. Então, assim, diferente do brasileiro que gosta de consumir coisas de fora, a Europa gosta de consumir ali dentro.

dentro dos próprios negócios. Por isso que, por uma estratégia, a gente criou uma filial lá também para beber dessa fonte e viver dessa fonte, que é o mercado europeu, e conseguir se comunicar com eles do jeito que eles entendem. Mas tecnologicamente a gente está avançado, está atrasado? É cultural ou é tecnológico?

Olha, eu acho que hoje ele deixa de ser tecnológico, porque existe a tecnologia aí, ela está disponível. É claro que existem algumas diferenças de estrutura mesmo. Por exemplo, quando você pensa na tecnologia para o agro, ainda no Brasil, a gente precisa dar alguns passos para avançar, apesar de já ter melhorado muito.

mas cultural pega nos dois. E eu acho que em qualquer lugar do mundo, tá? Porque no final a gente tá falando de pessoas também. Então, mostrar valor, entender como que eu começo um projeto já com os meus quiars, né? Com meus resultados-chave mapeados. Quais serão os meus indicadores? Como que eu retorno?

o meu investimento em cima disso, que é o ROI, porque o business case, ele vai depender disso, né? Você mostrar qual é o ganho, qual é o investimento que você tá afim de fazer e quanto que aquilo pode retornar pra você.

E vocês atendem pequenas, médias e grandes empresas ou as pequenas não? Como é que você seleciona esse público de vocês? Hoje o nosso perfil de cliente é enterprise, vendas B2B, então empresas que vendem para empresas e que faturam acima de 1 bi.

Ah, eu não vou ser sua cliente. Desculpa. Não, mas a gente conversa. Mas o que a gente faz? A gente olha muito para o potencial do negócio. Então, às vezes, chega um cliente que não está dentro do nosso modelo do ISP, que é o perfil ideal de cliente, mas que tem um potencial de crescimento para a gente ajudar, que a gente entra.

e outros projetos que a gente acredita que faz sentido com o nosso valor. A gente tem um valor muito forte, que é desenvolver pessoas para construir o futuro. Então, há um tempo atrás, chegou uma mãe, bateu lá na nossa porta, falando, eu quero criar um aplicativo.

para ajudar crianças e jovens com neurodivergência. Como é que funciona? O professor coloca os dados da atividade que ele vai dar naquele aplicativo, coloca quais são as neurodivergências da criança, e o aplicativo customiza exatamente a mesma atividade para a criança neurodivergente.

Não era o nosso ACP, não tinha faturamento de um 1B, mas a gente pegou esse projeto e a gente abraçou, que é da Dani Arouca, e a gente criou em conjunto a Eduflex, que é um aplicativo onde escolas e professores, eles podem usar para adaptar, para trabalhar a inclusão, porque no final a gente está falando do quê? Desenvolver pessoas para construir o futuro. Ah, que lindo, parabéns! Obrigada! Maravilhoso, Casey!

E Ana, me conta uma coisa. Nunca foi tão fácil gerar conteúdo, nunca foi tão fácil gerar imagem. Existe um risco de comoditização, cadê o blá blá blá? A língua criativa nesse processo? Fica tudo igual? Fica vazio? Hoje eu tenho, em rede social, eu sou muito impactada por post que não me representa. Às vezes você lê o conteúdo e fala, conteúdo vazio, né?

Sim, existe e nós já estamos vivendo essa era, a era do, não sei nem se eu posso chamar assim, mas do excesso da criatividade, a democratização que a inteligência artificial trouxe é que qualquer pessoa consegue entrar lá e criar um conteúdo, criar uma imagem, uma arte, um infográfico, o que seja.

O que está faltando aí? É o human in the loop, né? É o humano com repertório e julgamento de entender esse conteúdo faz sentido para a minha audiência, o que eu posso fazer melhor dele? Quais são as alavancas que eu posso usar? Então, a gente está numa curva de aprendizagem, né? Onde muitas pessoas estão, como você bem colocou aí, criando muitos conteúdos com IA, mas sem refinar.

Então, isso mexe com autoridade, isso mexe com posicionamento, isso mexe com a gente, que talvez seja ICP dessa empresa que está postando esse conteúdo sem refinamento. A gente bate o olho e fala, nossa, que chato, não tem nada a ver. E passa, né? Então, a gente precisa aproveitar o melhor disso, mas precisa ter esse nosso jeito humano.

do discernimento, do repertório, da empatia, de entender o contexto e de construir isso junto para trazer eficiência, hipercriatividade, hiperprodutividade, mas sem deixar genérico, que é o que tem acontecido, né? Pasteurizado, né? Porque quando você está lendo os textos, estão todos...

Todos iguais. Ah, o areio pasteurizado. Exatamente isso. Você traduziu da melhor maneira possível. A gente está caminhando para o final. Eu queria olhar para o futuro. O que a gente pode esperar para esse marketing daqui a três, quatro, cinco anos? Não dá para pensar mais que isso. Vamos até os cinco anos?

Não dá mesmo, viu, Lúcia? Inclusive, a Amy Webb, que é uma grande futurista, ela começou a palestra dela lá no SXSW, fazendo um velório para o relatório de tendências que ela trazia, porque ela falou assim, gente, não dá mais. Não dá mais para a gente prever, porque as coisas estão mudando muito rapidamente.

que eu vejo hoje é cada vez mais times híbridos serão realidades, que foi o que a gente comentou lá no começo, né? Então, você olhar pra essa era agêntica com muita intenção. Então, se você ainda não começou ou você ainda não faz gestão de times híbridos...

Olhe para isso, porque com certeza você tem espaço no seu processo para que um agente faça, e aí você libera o humano para o que ele realmente é proposto a fazer, que é a estratégia, que é a empatia, que é aquele relacionamento olho no olho. Então, a IA hoje é tão grande quanto, se não maior, que a internet foi para os negócios.

Eu acredito que no futuro, e eu falo no futuro breve, tá? A pergunta não vai ser mais ah, você tá usando IA? Como você está usando IA? Porque hoje, quando você vai conversar com alguém ou fazer uma entrevista, você não pergunta você tá usando internet? Não. Você tem site? Você já usou o Google? Você já pesquisou no Google? Vai ser a mesma coisa pra IA, gente. Assim, o que...

você tá fazendo? Quantos agentes você tem? O que que os seus agentes fazem por você? Quanto de ROI você já traz? Então, o futuro são de times híbridos e a gente precisa olhar pra isso com intenção, porque nós, enquanto líderes, nós vamos fazer gestão de agentes de A e de humanos e da relação que se conecta entre eles.

perfeito e dica para quem tá entrando agora no mercado a gente tem uma audiência grande de estudantes principalmente de publicidade que dica se daria para essas pessoas

Primeiro é se formem na faculdade. A IA não substitui esse conhecimento que você tem dentro da sala de aula com os professores e com a troca dos alunos. Eu sou uma grande defensora da educação nesse aspecto, como ponte para você alcançar o que você quiser. Seja curioso, então navegue, mergulhe.

realmente se interesse pela ferramenta e não se apaixone pela solução, mas pelo problema. Então, antes de perguntar assim, ai, eu estou em amor com o chat GPT, ele resolve tudo para mim. Não existe IA bala de prata. Você precisa usar várias IAs e cada IA tem um propósito que ela vai ser melhor naquilo.

Então, só de você ser curioso e mergulhar e navegar nessas ferramentas, com certeza você vai conseguir extrair o melhor delas. Continue lendo livros físicos. Isso é muito importante para você criar repertório. Vá ao cinema, vá ao teatro, conversa com pessoas. Acho que o mais importante, não assuma que o que a IA está te falando é 100% real.

Porque a IA tem viés, ela foi feita para concordar com você. Então, se você não tiver o repertório para questioná-la, você vai criar o quê? Campanhas, processos e criativos genéricos. Eu acho que esse seu conselho foi bom para quem está começando, foi bom para quem está no meio e foi bom para quem está no final. Quem é 50 mais, cabe o mesmo exercício aí.

pesquise, estude vá a fundo não acredite interaja é um relacionamento como qualquer outro relacionamento lamento informar as minhas amigas que estamos ali foi bem boa a conversa

e muita inspiração, muitos aprendizados. E é isso, gente. Esse foi mais um episódio da PPcast hoje. Nós estamos falando sobre IA, falamos sobre tecnologia. Eu tenho uma propaganda para fazer.

que é a PP Brasil, nós temos uma loja oficial agora, onde a gente vende um monte de itens, como esta. Olha aí. Copinhos, temos caneta, temos caderninho. E esses itens exclusivos foram personalizados em parceria com a Zaluna, referência em brindes criativos e com muita qualidade. Dá uma olhadinha lá na Zaluna.

Eu falei no começo o nome da empresa e eu falei performa IT. E vocês repararam que ela depois fala reforma IT. Então, é só IT para você saber onde procurar nas redes, tá bom? Você pode falar IT, mas procura IT nas redes para você achar. Vai achar a Ana Gabriela, que você vai aprender muito com ela. Você escreve muito no LinkedIn? Você abastece bastante?

Muito obrigada, Viúza. Eu gosto, sim, de compartilhar conhecimento. Uma frase que eu falo bastante, que conhecimento compartilhado é conhecimento multiplicado. Então, com certeza, eu vou compartilhar cortes desse podcast, vou fazer um artigo com insights. Eu falo muito sobre inteligência artificial, sobre marca como um todo e marketing e liderança.

podem me procurar no LinkedIn, é Ana Gabriela Marim. A dica que eu dou é adicione sempre com uma mensagem personalizada que isso aumenta a taxa de aceite. Então, por exemplo, você vai me adicionar lá, você vai escrever no convite. Oi, Ana, ouvi seu podcast, te achei muito legal, vamos conectar aqui para a gente aprender mais? Aí eu vou lá e aceito.

Eu fiz isso ontem com você, no LinkedIn, chamei e falei, vou conversar com você amanhã no AppCast, e é isso, funciona super. Fez certinho, então. Certinho. Que legal a dica. E é isso, gente. Também segue a App, appbasil.org.br, clica na lojinha.

comprem nossos produtos. E eu quero agradecer também a nossa casa, a Fibra AG. Muito obrigada por estar com a gente nessa jornada. Obrigada a você, obrigada a Henri. A Henriane está aqui me ajudando. E é isso. Até a próxima, gente. Tchau, tchau. Obrigada, pessoal.

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