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Para além do fundo do poço - Episódio 3 | Pr. Bruno Ruggeri

07 de maio de 202657min
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No episódio de hoje, refletimos sobre a trajetória de José e como sua fidelidade, mesmo nos momentos de esquecimento e angústia, revelou o agir de Deus. Aprendemos que o tempo do Senhor é perfeito e que cada "casa" pelo qual passamos serve de preparação para um propósito maior. Assim como José foi diligente em meio à dor, somos lembrados de que a verdadeira exaltação não é um fim em si mesma, mas um chamado para servir com confiança naquele que cuida de cada detalhe da nossa história.

Assuntos6
  • Historia do FrevoJosé no fundo do poço · José como escravo e prisioneiro · Interpretação dos sonhos do copeiro e padeiro · O esquecimento do copeiro · A ascensão de José no Egito · Os sete anos de fartura e fome · A diligência e sabedoria de José · A fidelidade a Deus em meio ao sofrimento
  • Solidão e Presença de DeusNão confiar em homens · Deus lembra de nós mesmo no esquecimento humano · O tempo de Deus é perfeito · Descansar na soberania divina
  • Presença e Governo de DeusDeus age no tempo certo · Deus ri dos nossos medos e planos · A perseverança na fé diante das adversidades · O milagre da conversão
  • Propósito e valoresSer diligente em tudo o que faz · A importância de ser detalhista e dedicado · Servir a Cristo em todas as ações · A exaltação como chamado para servir
  • Espírito SantoO Espírito de Deus sobre José · A distinção de José por sua conexão divina
  • O Plano de Deus para a Humanidade
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Seja bem-vindo ao podcast da Juventude BVM. Esse episódio é uma pregação da série Para Além do Fundo do Poço, uma exposição na história de José. Não esqueça de seguir o arroba Juventude BVM no Instagram para não perder nenhuma novidade. Que Deus te abençoe. Nas duas primeiras pregações sobre José, nós vimos no primeiro momento juntos, no capítulo 37, nós vimos como...

O moleque de 17 anos foi exposto ao fundo do poço. Ele chegou ao fundo do poço por injustiça alheia, por um monte de sofrimento. Ele conheceu o que é o fundo do poço. Só que depois ele descobriu que o fundo do poço pode ainda afundar mais.

E foi vendido como escravo pelos seus irmãos, chegou até o Egito. E no capítulo 39, que foi o foco da segunda pregação, ele conheceu a injustiça de ter que lidar com um monte de tentação sexual, responder de maneira corajosa e correta, íntegra, e ainda assim ser lançado num cárcere, numa prisão. Então o fundo do poço foi cada vez piorando na vida de José.

E agora, na terceira pregação da série, nós nos concentraremos em dois capítulos da escritura, que é o capítulo 40 e o 41 de Gênesis, dessa história que é uma das mais conhecidas da Bíblia e não está registrada, como eu sempre tenho dito para vocês, para ser uma novela, para satisfazer a nossa curiosidade ou para ser uma história emocionante. É mais do que isso, é a história do relacionamento de Deus com o seu povo.

E aqui no capítulo 40, você tem o José preso e que já conquistou o favor do carcereiro e por onde ele passou, ele se destacou. Ele teve um lugar de destaque na família dele, ele teve um lugar de destaque na casa de Putifar, agora ele tem um lugar de destaque na prisão e isso porque o Senhor era com ele. E o texto começa nos contando no capítulo 40.

que algum tempo depois, o copeiro e o padeiro do rei do Egito ofenderam o seu senhor, o rei do Egito. O faraó irou-se com esses dois oficiais, ou seja, o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros, e mandou prendê-los na casa do capitão da guarda, na prisão em que José estava. O capitão da guarda os deixou hospedados de José.

que lhes servia. Aqui o texto nos dá um marcador temporal. Algum tempo se passou. Quanto tempo? Não sabemos, não dá para confirmar quanto tempo, mas agora José já não tem mais apenas 17 anos. Já passou um tempo suficiente para ele ter destaque na casa de Potifar e para ele ter destaque na cadeia, no cárcere, onde foi lançado injustamente, conforme a gente viu na última mensagem.

E agora, ele meio que sendo o segundo, após o carcereiro, responsável ali pela prisão, chegam dois indivíduos novos. Esses dois indivíduos tinham uma função muito importante para o faraó do Egito, porque eles cuidavam nada mais nada menos do que da alimentação do palácio. É o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros.

Coisa muito séria, muito importante. A gente vê na história bíblica, lá na frente, Neemias assumindo esse papel de copeiro, que tinha contato direto com o rei Artaxerxes. Lembra disso? Com o rei Xerxes, ele conversa com ele e tal. Ih, agora fiquei confuso. Xerxes ou Artaxerxes? Não lembro. Tem que abrir lá. Eu confundo os dois. Acho que é Xerxes. E aí, esses camaradas tinham essa responsabilidade lá sobre o faraó.

E o texto nos diz que eles ofenderam o faraó. É o termo usado para pecado. Eles pecaram contra o faraó, eles fizeram alguma coisa que a gente não sabe a natureza do que foi feito, mas foi grave o suficiente para o faraó lançá-los na cadeia.

Pode ser que o faraó fosse aquele tipo de déspota que qualquer coisa pequena passou uma mosca ali no pão dele, ele ficou nervoso e já quis punir o chefe dos padeiros. Ou pode ser que tenha acontecido algo mais grave, algo no nível de tentativa de golpe, de envenenamento, alguma coisa nessa direção. Seja de um jeito ou seja de outro, o texto não nos dá detalhes, mas nos conta que ambos estavam lá porque ofenderam o rei, ofenderam o faraó.

E aí, nós somos apresentados novamente à narrativa dos sonhos de José. Você tem aqui no livro de Gênesis três momentos em que há par de sonhos.

Sonhos vindo em pares. O primeiro é lá em Gênesis 37, quando o próprio José sonha, o que vai acontecer no final do livro, que é a família dele o tendo como uma referência e ele sendo o cuidador de sua família, se curvando diante dele os feixes e o sol e a lua. Dois sonhos que José teve. E aqui a gente tem o segundo momento em que há um par de sonhos. É o segundo, é o dois de três. O terceiro a gente vai ver hoje também. E aí...

Nesse segundo momento, cada um teve um sonho. Por questão de tempo, eu não vou ler o sonho, você tem aí na sua Bíblia aberta, mas cada um tem um sonho e eles ficam muito perturbados a ponto de o verso 6 nos dizer que quando José foi vê-los na manhã seguinte, ele notou que estavam abatidos.

Sabe aquele sonho que parece que é muito verdade? Já aconteceu com você? De acordar assim chorando, acordar com o coração acelerado, aquela coisa de... Até cair a ficha de que foi um sonho, você dá aqueles cinco minutos de angústia. Imagina o semblante deles como estava. José se aproxima, eles dizem para José que tiveram um sonho, mas não há quem os interprete. Havia no Egito, no mundo antigo, esse misticismo com relação aos sonhos.

Na verdade, até hoje é difícil a gente entender o que é o sonho, até hoje. É muito doido, porque você passa basicamente arredondando um terço da sua vida dormindo e considerando que especialistas dizem que você sonha todas as noites, só que não exatamente o período inteiro de sonho, de você estar dormindo, mas você sonha todas as noites. Nem sempre você se lembra, mas mesmo assim você sonhou.

E é muito doido porque tem algo que basicamente faz parte de um terço da sua vida, que é dormir barra sonhar, e a gente não tem exatamente uma explicação. Há teorias do porquê que o ser humano sonha, uma maneira de relaxar o cérebro, uma maneira de organizar as ideias, ou isso, ou aquilo, enfim, não sou um doutor do sono aqui, para entrar nesse mérito. Mas o fato é que sempre houve muitos misticismos com relação a sonhos.

E isso a gente precisa quebrar aqui no contexto de igreja. Especialmente pelo fato de vocês são membros de uma igreja batista, uma igreja que segue as escrituras e que não quer ficar dando moral para o sonho de ninguém. Ah, pastor, eu tive um sonho em que você, sei lá o que, legal, muito obrigado. Agradeço pelo seu relato. Durma melhor da próxima vez para eu não povoar os seus sonhos.

Pastor, mas e se Deus quiser, por meio de um sonho, fazer um milagre, algo assim, pode? Gente, quem sou eu para controlar o Senhor Deus? Se Deus assim quiser, pode. Mas eu que não vou ser rápido e místico e sem critério de sair dando interpretação para os sonhos dos outros, ou sair interpretando meus próprios sonhos de qualquer maneira, porque isso aí é misticismo barato. E a gente tem que fugir disso.

Ah, mas José interpretava sonhos. Na vida inteira dele, quantos sonhos você tem que ele faz isso? Faz isso três vezes, na vida inteira dele. E o próprio José sempre faz questão de dizer. Aqui no sonho, nesse segundo momento de interpretação e no terceiro momento. No segundo sonho e no terceiro sonho, né? Ele fala, olha aqui nesse segundo sonho o que ele diz. Verso 8.

José lhes disse, por acaso as interpretações não pertencem a Deus? Contem-me os sonhos. Gente, isso aqui é milagre, tá? O que aconteceu aqui foi milagre. Assim como tem outros milagres na Bíblia, esse aqui foi um milagre. Milagre de Deus querendo usar José. Com um propósito maior. Eles contam os sonhos deles. Aí você lê depois com calma na sua casa, se você quiser.

E aí, depois que ele ouve o sonho do copeio, que é o primeiro a contar, José, ele diz assim no verso 12, essa é a interpretação, os três ramos são três dias.

Dentro de três dias, o faraó vai exaltá-lo e restaurá-lo à sua posição. E você servirá a taça na mão dele, como costumava fazer quando era o seu copeiro. Então é uma interpretação favorável, boa. O copeiro, daquela ofensa que ele cometeu, ele seria restaurado e voltaria a servir o faraó. Essa é a interpretação. Daqui três dias isso vai acontecer.

Você vai voltar a servir vinho, cuidar das bebidas do palácio, ser o chefe disso. Só que José adiciona um pedido no verso 14. Quando tudo estiver indo bem com você, lembre-se de mim e seja bondoso comigo. Fale de mim ao faraó e tire-me desta prisão.

Pois fui trazido à força da terra dos hebreus e também aqui nada fiz para ser jogado nesse calabouço. Aquele famoso, né? Uma mão lava a outra, acabei de te ajudar, me ajuda aí. Me ajuda aí quando você foi restaurado. Já já a gente volta a esse versículo que é muito importante. Na continuação do texto, eu...

muito imaturo, que isso dá vontade de rir, é um sofrimento dele, coitado, mas dá vontade de rir. Porque, ouvindo o chefe dos padeiros, essa interpretação favorável, disse a José, eu também tive um sonho. Eu imagino ele todo feliz, sabe assim? Ah, agora eu se consagro, sabe? O sonho foi bom pra ele. Eu também tive um sonho, ouve aqui meu sonho. Aí ele conta um sonho que é até parecido com o do copeiro, você pode ler, parecido em alguns elementos.

E aí eu acho muito bom, assim, que o verso 18, então José disse, essa é a interpretação, as três cestas são três dias. Dentro de três dias o faraó vai decapitá-lo e pendurá-lo em uma árvore, e as aves comerão a sua carne. Cara, assim, não poupou nada, sabe? Não é tipo, veja bem, amigo, será que a gente pode conversar depois? Ele foi simplesmente, sabe aquela coisa meio, senta lá, Cláudia, vai lá.

contou, irmão, você vai morrer, em três dias você está morto. Isso que a Inivei traduziu como decapitá-lo não é nem exatamente a melhor interpretação, a melhor tradução. A ideia disso aqui é porque José usa o verbo erguer, levantar. E isso torna mais vívida a interpretação, porque José fala para o copeiro assim, você será reerguido, você vai ser erguido novamente à sua posição.

E para o padeiro, para o chefe dos padeiros, ele fala, você vai ser erguido. Mas tipo assim, você vai ser erguido pela cabeça e vai morrer e as aves comerão o seu corpo.

É alguma coisa do tipo de... Pode ter até... Ele ter sido decapitado, ou talvez empalado, alguma morte muito cruel, deixou o corpo dele, ficou pendurado em algum lugar, o que para os egípcios é algo terrível, porque os egípcios, lembra? Eles embaçanavam, mumificavam, porque tinham a crença de que o corpo tinha que se manter preservado, pensando no mundo espiritual, do porvir. Então, esse chefe dos padeiros, ele realmente, assim...

O que ele fez foi odioso a ponto de a punição ser que o cadáver dele seja comido por aves no campo. Então é muito dura a interpretação que o José dá para ele, mas José, como um bom profeta do Senhor aqui, ele fala o que tem que ser falado. E, irmão, três diazinhos, aproveita aí, durma bem, tenha novos sonhos, que em três dias aves comerão seu corpo.

Na continuação do texto, nós vemos que a interpretação de José acontece exatamente como ele disse na sua interpretação. É como o verso 22 faz questão de nos escrever, de nos deixar esse registro. Só que o capítulo termina com uma nota lúgubre, uma nota triste, uma nota fúnebre quase, que é o que diz, verso 23, o chefe dos copeiros, porém, não se lembrou de José.

Ao contrário, esqueceu-se dele. Cara, é muito triste essa primeira trajetória de José. É muito triste. É muita injustiça atrás de injustiça. É injustiça nas mãos dos irmãos, injustiça na mão de Potifar, injustiça na mão agora de quem ele ajudou, de quem ele serviu. Aqui eu preciso destacar com vocês a primeira aplicação que eu quero deixar desse texto, que é...

Eu vou dar um conselho, que é o conselho mais óbvio da história pra vocês, mas a gente precisa ouvir essas coisas. Gente, não confie em homens. Esse é o conselho que eu dou pra vocês. Não confie em homens. Não confie em homem nenhum. Homem não é gênero sexo masculino não, tá? Tô falando de ser humano. Não confie em ser humano. Mas não confie no sexo masculino também não, viu, mulherada? Confia não. Aproveitando o ensejo, não confie.

Não confie em homens. Sabe quando o nosso coração se aflige diante de uma circunstância? Que aí você quer encontrar alguma saída para essa circunstância. E aí quando você está refletindo sobre eventuais saídas ou possibilidades ou isso e aquilo. De repente alguém desponta diante de você como sendo, agora vai. Eu estou zoado aqui, mas...

surgiu uma entrevista de emprego. Essa entrevista, acho que aqui vai dar bom. Aí você começa a botar suas fichas nisso. Quero fazer uma movimentação interna no estágio, na empresa que eu trabalho. E, cara, fui descendo o elevador para almoçar, entrou no elevador comigo exatamente o cara que trabalha na área para a qual eu quero ser transferido.

E mais, a gente se conhece, a gente já se trombou na faculdade, eu descobri que ele estudou comigo. Cara, é a chance que eu precisava. Troquei uma ideia com ele, ele até pegou meu número, pegou meu WhatsApp, falou que vai conversar lá no setor, acho que vai dar certo essa transferência. Ah, que vontade de rir. Quando a gente deposita nossas fichas do ser humano.

Seja em situações profissionais, situações de relacionamento, de amizade. Gente, não ponha suas fichas naquilo que é humano. Aplique isso para o seu contexto, que o Espírito Santo te dê sabedoria. Mas não deposite a sua confiança nisso. Deus te conhece. Deus sabe do seu coração. Deus sabe da sua vida.

Deus tem todo o potencial, isso é óbvio, para fazer o que Ele quiser e para te usar como ferramenta no contexto em que Ele quiser, da maneira que Ele quiser. José experimentaria o esquecimento dos homens, mas a lembrança do Senhor. E esse é o grande ponto de diferença. Isso é algo muito simples que eu estou pedindo para vocês, mas isso é tão profundo na caminhada do dia a dia.

Eu queria até associar esse episódio ao episódio da mãe de José, ao episódio de Raquel. Na primeira pregação eu falei para vocês que a família de José era toda atrapalhada, desestruturada, envolta em pecados por causa da poligamia de Jacó e a disputa de Raquel com Lia. A mãe de José era Raquel, Lia, a irmã de Raquel, e elas estavam disputando quem dava mais filho para Jacó. E eu quero que você veja só como associação. Abre comigo aí em Gênesis 30.

Dá uma olhada como no capítulo 30 de Gênesis. A partir do verso 14, o texto nos conta, em meio a essa disputa delas, para ver quem que teria mais filhos de Jacó e tal.

O texto nos conta, no verso 14, que durante a colheita do trigo, Rubem saiu ao campo, encontrou algumas mandrágoras e as trouxe para Lia, a sua mãe. Rubem era o primogênito de Jacó. Então Raquel disse a Lia, Dê-me, por favor, algumas das mandrágoras do seu filho.

Por que ela pede isso? Porque mandrágora era tida como uma planta, seja qual planta exata que for aqui, que é difícil a gente saber, mas era uma planta afrodisíaca, uma planta que gerava... Uma planta fértil. É isso que era o imaginário. Tem que dar um pouco dessas mandrágoras, porque Raquel era estéreo. Lia tinha um monte de filho e Raquel não tinha.

O que Lia responde para ela no verso 15? Você acha pouco ter tomado meu marido? Vai tomar também as mandrágoras do meu filho? Então Raquel propôs, por isso Jacó se deitará com você essa noite em troca das mandrágoras do seu filho. Quando Jacó chegou do campo naquela tarde, Lia saiu ao seu encontro e lhe disse, hoje você se deitará comigo, pois eu adquiri esse direito com as mandrágoras do meu filho.

Jacó era um banana mandado pela mulher para lá, para cá, só se aproveitando da situação. Naquela noite, ele se deitou com ela. Olha o que acontece, né? Agora ela obteve o direito de ter as mandrágoras, né? Raquel. Mas olha o que o texto fala sobre Lia. Deus ouviu Lia. Ela engravidou e deu a Jacó o quinto filho. Quinto filho. Então Lia disse, Deus me recompensou por ter dado a minha serva ao meu marido. Por isso deu-lhe o nome de Sacar.

Lia engravidou de novo e deu a Jacó o sexto filho. Ela disse, Deus presenteou-me com uma dádiva preciosa. Agora meu marido me honrará. Afinal, já lhe dei seis filhos. Por isso deu o nome de Zebulon. Algum tempo depois, ela deu à luz uma menina. A quem deu o nome de Diná. Ela teve três filhos. E a Raquel com as mandrágoras dela? Não é nem citada.

Que papel que a mandrágora teve na vida de Raquel? Zero. O que que fez mudar a sorte de Raquel? Verso 22. Então, Deus lembrou-se de Raquel. Ele a ouviu e a tornou fértil. Ela tenta alcançar a solução por meio de plantas, acordos. Isso não adianta de nada. O que o texto fala é que Deus...

a ouviu e a tornou fértil. Então ela engravidou, deu-lhe um filho e disse, Deus tirou de mim a minha desonra. Deu-lhe o nome de José e disse, que o Senhor me acrescente ainda outro filho. Porque o significado do nome José é a ideia de acrescentar. Esse relato que eu estou trazendo para vocês como uma ilustração, eu lembrei dele na hora quando eu estava lendo Gênesis, nesse nosso capítulo 40.

porque você tem um José, eu entendo José, eu não vou ficar aqui pesando muito na mão de José, mas você tem um José meio desesperado e angustiado, e ele vê na figura do mordomo, no capítulo 40, verso 14, acendeu a esperança no coração dele.

Cara, agora eu tenho uma ajuda que eu preciso. O cara é chefe dos mordomos lá, dos copeiros. O cara tem contato direto com o faraó. E eu fiz bom favor pra ele. Meu, agora é minha chance. E sabe o que é muito triste no texto? Ele pede, lembre-se de mim. Esse verbo lembrar, que a gente acabou de ver. Deus lembrou-se de Raquel. Ele tá pedindo pro mordomo, lembre-se de mim.

Seja bondoso comigo. Cara, fala de mim lá para o faraó e me tira dessa prisão. Pois eu fui trazido à força da terra dos hebreus. E eu não fiz nada para ser jogado aqui neste calabouço. Sabe qual é o termo hebraico para calabouço aqui? É o mesmo termo hebraico para poço em Gênesis 37. É a mesma palavra.

É como se na mente de José, tudo isso que ele estivesse vivendo é um grande fundo do poço. É a mesma palavra. Buraco. Essa que é a ideia. Que é a palavra pra poço, é a palavra pra calabouço, pra masmorra. Eu tô jogado aqui nesse buraco. E eu não fiz nada. Eu não fiz nada pra estar aqui. Eu fui tirado da minha terra à força. Eu não fiz nada pra estar aqui nesse calabouço. Lembra de mim, cara. Só te peço isso.

E o que acontece? Ele não se lembra de José. E esse não se lembrar de José, gente, não é esquecimento não, tá? Baita acontecimento importante na vida do cara, que ele foi liberto por um hebreu lá da prisão. O que aconteceu é, os seres humanos são assim, gente, é por conveniência. Não era conveniente pra ele se expor, acabou de ser restaurado a posição dele, ele vai ficar se expondo e pedindo favores ao faraó. Ele simplesmente deve ter raciocinado algo na linha. Cara...

Eu tenho meus problemas para lidar, cada um lide com os seus. Eu não vou me meter com o farol, não. Depois vai que ele fica bravo comigo de novo. Deixa rolar, deixa passar, só vai. E aí você lê, e José? Coitado, e agora? O que vai ser de José? E agora? O que vai ser de mim? Deu errado a entrevista? Deu errado o processo seletivo? Veio a frustração? Não conseguiu o que eu queria? Deu errado o relacionamento? Deu errado sei lá o quê?

Cadê Deus? Onde que está Deus? E de novo José está passando por isso. Mas de novo, de novo a gente tem que se lembrar que Deus tem um tempo certo para cada coisa. Deus tem um tempo certo. Eu ser pastor aqui nesta igreja é um testemunho de como Deus usa a nossa vida como ferramentas da maneira que Ele quer.

Eu já pastoreava há alguns anos na periferia de São Paulo, um lugar muito afastado, do extremo sul da capital, depois de Parelheiros, onde eu passei nove anos lá, cinco no seminário, mais quatro como pastor. E minha primeira filha, Estela, tinha acabado de nascer. Eu estava lidando com crises ministeriais porque a igreja conseguia me ajudar com o aluguel.

E o restante do sustento, eu dava muitas aulas e seminário e tentava conseguir recurso. E desde antes do nascimento da Estela, na verdade, na gravidez da Pri, o ano era 2014, Copa, teve até 7 a 1 naquele ano, eu lidando com o ministério, eu amava ali a igreja, mas eu sentia que o meu momento ali estava terminando, porque...

Eu queria ser pastor de uma igreja local e estar full time na igreja local. Eu estava muito cansativo. Eu dava aula em Santo André, eu dava aula em Guarulhos, eu dava aula em um monte de lugar, além de pastorear lá Colônia, que é o nome da igreja, que eu amo muito lá. Uma escola maravilhosa. Mas estava muito difícil ir conversando com a Pri. Eu preciso ir para alguma igreja que eu consiga, pelo menos, com sustento da igreja, me dedicar à própria igreja. Eu estou me dividindo demais, está difícil.

E eu me lembrava que amigos meus da época de seminário, quando decidi ficar em Colônia, eles me diziam assim, na boa intenção, mas eles falavam, Bruno, cara, você tem que aproveitar agora que você está no final do curso, que você tem um monte de convite ministerial. E eu tinha, de fato. Quando eu estava terminando o curso, que é o momento que nós, pastores, temos oportunidades de ir para algumas igrejas e tal, eu tive, por bênção de Deus, eu tive oito oportunidades.

Só que estava muito claro no meu coração, e eu tenho convicção disso até hoje, que o meu lugar era Colônia. E eu fiquei em Colônia. Mas meus amigos falavam, cara, agora você está em evidência porque você está no final do curso. Meu irmão, você vai para a Colônia, vai passar um, dois anos, ninguém vai lembrar que você existe, cara. Você vai estar lá no fim do mundo. E eu falava, cara, mas...

Estou servindo ao Senhor, é para isso que eu estou... Se eu quisesse estabilidade, se eu quisesse dinheiro, sustento, eu faria outra coisa na minha vida, não ia ser pastor. Fica a dica aí, viu? Se alguém quiser ser pastor, quiser ser missionário, vai fazer outra coisa na sua vida, se você quiser estabilidade, tranquilidade. Mas para encurtar a história, eu estava nesse momento, 2014, e sempre que eu ia para reunião de pastores, coisa assim, eu sempre que eu encontrava o pastor Darcy, o pastor sempre falava, Bruno, um dia eu quero que você trabalhe comigo.

Mas era aquela coisa assim, de amizade, ah, um dia, claro, não, tranquilo, vamos sim, vamos marcar, sabe aquela coisa assim? Isso, isso, é legal, tá? Em 2014, quando a situação foi pegando mais pra mim, em relação a minha esposa grávida, tudo mais, como é que vai ser, por favor, orando a Deus, eu recebi um conselho de um professor que era uma benção lá no seminário, foi o professor do pastor Darcy, tudo isso.

Ele me aconselhou, ele falou, Bruno, se o Darcy sempre fala isso para você, manda um e-mail para ele e você coloca à disposição. Fala aqui, você sempre fala, estou aqui à disposição e tal. Ah, mas eu me sinto mal, vai parecer que eu estou me oferecendo. Não, não está nada, isso é normal, faz isso. Aí eu fiz. Aí veio a resposta. Bruno, tudo que eu falo para você é verdade, eu penso da gente trabalhar juntos um dia.

mas de fato eu não consigo, hoje não dá. Não só porque a equipe ministerial está completa, mas a gente estava em reforma, tem coisa, não dá. Sinta-se livre para seguir adiante, porque eu tinha também um outro convite lá que eu não estava muito animado. Dois anos depois, dois anos depois, eu já tinha esquecido, já estava totalmente imerso lá no trabalho em Colônia, uma bênção maravilhoso, Deus já tinha tratado o meu coração.

E eu sempre amei aquela igreja. Do nada, tocou meu telefone e eu passava o Darcy. Bruno, você ainda está aberto? Ah, posso ouvir, vamos conversar. Aí a gente conversou. E aí eu estou aqui contando essa história dez anos depois. Ah, agora vou morrer aqui em Vila Mariana. Vou ficar aqui porque agora eu tenho estabilidade. Pastor de Vila Mariana. O bairro de vocês, vocês sabem que é caro, né? Não é essa Coca-Cola toda aí que vocês estão achando. Uma vez eu ouvi isso.

Os pastores... O Bruno nunca vai sair de Vila Mariana porque tem colégio, tem coisa. Gente, vou repetir. Se eu quisesse estabilidade, eu faria outra coisa da minha vida. Eu estou aqui por convicção porque eu amo essa igreja, amo o que eu faço. Amanhã ou depois, se Deus tiver qualquer coisa, estou à disposição. Mas eu amo estar aqui, quero aqui. Qualquer servo de Deus não tem vínculo. Nosso vínculo é com o reino. É com o Senhor. Mas eu estou contando isso só para dizer que...

Na minha lógica, eu achava que o caminho tinha que ser assim. Aí o e-mail, sei lá o quê, pá pá pá. Meus amigos achavam que eu tinha que tomar cuidado em decidir ficar em colônia, porque você vai ficar esquecido e já era. E Deus ri dos seus medos, das suas angústias, dos seus planos. Deus ri. Porque quando Deus quer que uma coisa aconteça, Ele vai atrás de você, sei lá onde você estiver. E Ele vai atrás de você no calabouço lá de José, Ele vai atrás de José.

Então se você tá lidando hoje com frustrações, com situações, e tudo que eu tento não vai, não dá certo. Já tentei mandrágoras, já tentei favores de copeiro, já tentei isso, e-mails, LinkedIn, sei lá o quê. Irmão? Irmã?

aprenda a descansar no Senhor e a dormir uma noite inteira em paz e tranquilidade. Porque o Senhor é quem cuida da sua vida, é a coisa mais óbvia do mundo, mas você precisa ouvir isso de novo. Quando você vira a página, capítulo 41, nós somos informados que dois anos depois, o faraó teve um sonho. Dois anos depois, o cara não fez nada por ele.

Se passaram dois anos. Mas Deus mandou um sonho para o faraó. E é a terceira vez que nós vemos no livro de Gênesis, na história de José, um par de sonhos. O de José era 37, o do copeiro e padeiro no capítulo anterior. E agora o faraó também tem um sonho duplo. Que na verdade é um sonho só. José fala para ele que esse sonho duplo significa uma coisa só. Vocês conhecem a história.

O texto nos conta do sonho de Faraó, depois você pode ler a respeito. A partir do verso 8, o texto nos fala que ele perturbado chamou todos os magos do Egito, todo mundo que tinha a sapiência de interpretação, isso e aquilo, e ninguém consegue dar a interpretação do sonho para ele. E aí sim, agora sim.

No versículo 9, o texto nos fala que o chefe dos copeiros disse ao faraó, hoje me dou conta do erro que cometi. Não, gente, pausa. Desculpa, mas hoje, né? Hoje. Vagabundo, hoje. Dois anos dessa cadeia. Hoje você ter... Coração se inflama, ódio. Desculpa, me passei aqui.

Certa vez, o faraó ficou irado com dois dos seus servos e mandou prender-me com o chefe dos padeiros, na casa do capitão da guarda. Aí ele conta, a gente teve sonhos. Verso 12, tinha lá um jovem hebreu, servo do capitão da guarda. Essa descrição me pega, tá? Servo do capitão da guarda, isso é muito mancado, ele era um cara preso. É porque ele conquistou o favor do capitão da guarda, mas ele era um cara preso, ele era um preso como qualquer outro.

Contamos a ele os nossos sonhos e ele os interpretou, dando a cada um de nós a interpretação do seu próprio sonho. E tudo aconteceu exatamente com a interpretação que ele deu. Eu fui restaurado na minha posição e o outro foi enforcado. Gente, agora no verso 14 você vê a sorte de José sendo alterada. O faraó mandou chamar José, que foi trazido depressa do calabouço.

Depois de se barbear e trocar de roupa, apresentou-se ao faraó. Ele faz a barba, gente, porque era o costume egípcio. Fazer a barba, o cabelo, as roupas egípcias. É um jovem que não tem nem autonomia mais sobre o que ele veste.

Ele tem que se aculturar totalmente. Ele foi tirado à força do seu contexto. De novo, você vê a questão da roupa acontecendo na narrativa. A túnica que ele tinha no 37, a roupa que ele deixou nas mãos da mulher de Potifar quando ela tentou assediá-lo. E agora, algo importante vai acontecer, porque, de novo, o texto fala de roupa. José muda a roupa para se apresentar ao farol. Coloca roupas dignas.

E aí, o faraó faz aquela honra lá a José, e olha o verso 16. José lhe respondeu, longe de mim, é Deus quem dará ao faraó uma resposta favorável. Quer dizer, quem interpreta sonhos, faraó, não sou eu. É Deus. É o dia da vida de José, sabe assim? É o momento mais, mais, mais. Tipo, agora...

Não sei o que vai acontecer com a minha vida. Dependendo do que eu falar aqui, vai dar ruim ou vai dar bom. Imagina o medo do coração dele. Mas ao mesmo tempo, gente, eu vou voltar a lembrá-lo. Quando Deus, quando Deus decide fazer algo, só descansa. É Deus. Ele faz, ele abre portas, ele conduz, ele resolve.

Nunca foi sobre a sua capacidade, seu mérito, seu currículo, suas habilidades. Nunca foi sobre isso. Na sequência do texto, José interpreta. Ele diz, a partir ali do verso 32, ele diz...

que o sonho veio ao farol duas vezes porque a questão já foi decidida por Deus, que se apressa em realizá-la. Então ele fala assim, é um par de sonhos, mas que na verdade é uma coisa só, porque Deus vai fazer a coisa acontecer. Isso ele diz logo após dar a interpretação do sonho de farol.

Vocês se lembram, né? Basicamente, depois você lê da sua casa, mas basicamente a interpretação é que viriam sete anos de fartura, muita fartura, sobre a terra do Egito, e na sequência viriam sete anos de muita fome. Essa é a interpretação que José dá ao faraó. Guiado por Deus.

E aí o que acontece? A partir do verso 34, me motiva a dar mais um conselho para vocês. Além de não confiar em homens, eu quero dar mais um conselho aqui. Gente, seja diligente em tudo o que você faz. Tudo o que você faz, tudo o que você coloca à mão. Seja diligente, seja detalhista, seja dedicado em tudo o que você coloca à tua mão. Cara, José me surpreende aqui.

ele não se contenta em simplesmente dar a interpretação do sonho. Ele já emenda no verso 33. Olha o que está escrito no 33. Por isso, faraó, procure um homem criterioso e sábio e encarregue-o de administrar a terra do Egito. O faraó também deve nomear supervisores para recolher um quinto da colheita do Egito durante os sete anos de fartura. O cara já deu a taxa de imposto, 20% de imposto.

Eles deverão recolher todo mantimento que puderem nos danos bons que virão e fazer estoques de grãos que, sob o controle do faraó, serão armazenados nas cidades. Esse estoque de mantimento servirá de reserva para os sete anos de fome que virão sobre o Egito, para que a terra não seja arrasada pela fome. Cara, o que é isso que acabou de acontecer aqui? Eu imagino a cena, irmão, eu chamei um jovem para interpretar o sonho, não é para me dar uma consultoria de economia aqui, não.

O cara deu aula de economia, isso aqui é princípio de economia. Gestão de crises. Vindo de um jovem. Mas o que é isso aqui? Isso aqui já era tão natural a José, tão natural a ele. Porque ele fazia isso em todos os lugares por onde ele passou, ele fazia isso.

Ele ganhou destaque na casa de Potifar, ele ganhou destaque na cadeia. E agora ele simplesmente vai ganhar destaque no reino. O que isso me faz pensar é que o que cabe a mim é ser diligente naquilo que cabe nas minhas mãos. Eu vou ser diligente no micro, nas poucas coisas que eu tiver.

E quando eu estiver diante de uma coisa macro, muito maior, eu simplesmente vou aplicar o mesmo princípio e aquilo que já é uma linguagem natural minha. Mas eu fico me perguntando se é isso que a gente vê do ponto de vista corporativo e muito mais do meu interesse agora ministerial na vida de vocês jovens e da geração de vocês. Porque o que eu ouço, o que eu ouço?

de adultos, de gente da igreja. É aquele típico bordão que vocês ouvem também direto. Cara, essa geração não dá. Essa geração não quer trabalhar, não, essa geração não tem como não. O cara chega, entra no estágio, ele acha que já sabe de tudo lá da empresa. O cara é estagiário. Você dá uma função pra ele, é dar uma limpadinha aqui nessa planilha.

O cara ainda usa a inteligência artificial e ainda sai errado. Erro de português, erro de número, erro de dado, erro de layout, erro de sei lá o quê. Não consegue, assim, uma coisa mínima. Gente, a posição que você tiver hoje, cara, você está estudando, você está trabalhando, você é estagiário, isso é o quê? Seja diligente e detalhista naquilo que você faz. Onde você coloca a tua mão, seja proativo.

José foi chamado para interpretar o sonho. Ele interpreta o sonho e dá a solução ainda. Seja assim. Mas se isso é verdade no mundo profissional, que vocês estão aí dia após dia, mas se é verdade também no mundo ministerial. Você vai se envolver em um ministério, na igreja? Você vai fazer um negócio? Faz com teu coração. Faz de maneira detalhista, faz de maneira bem feita. Se preocupa em se dedicar.

Recebi um pedido para fazer não sei o que, eu vou fazer, eu vou servir de coração. Porque em última análise, é a Cristo que eu estou servindo. Então aprenda isso aqui com esse jovem. Eu acho muito bonito que quando você olha para o verso 37, o texto diz que o plano pareceu bom ao faraó e a todos os seus oficiais.

O faraó gostou. Por isso o faraó lhes perguntou, será que vamos achar alguém como este homem em quem está o Espírito de Deus? É a primeira vez na Bíblia em que é dito que o Espírito de Deus está sobre uma pessoa.

O livro de Gênesis simplesmente menciona que o Espírito de Deus estava sobre a face das águas, lá no comecinho de Gênesis 1. Primeira vez que você vê, o Espírito de Deus está numa pessoa, é aqui, vindo da boca de um faraó, que a gente nem tem noção, a dimensão, se ele está pensando no politeísmo egípcio, ou se ele já tem um vislumbre, um testemunho de Deus, e por isso que ele fala isso.

Mas é isso que ele fala de José. Esse moleque é diferente. Esse moleque é diferente. O Espírito de Deus está sobre ele. Eu quero chamar sua atenção aqui ao termo casa, que aparece ao longo da história de José. Na língua hebraica, o termo casa, ele vai aparecer para designar várias fases de José.

O termo casa é usado para falar lá em Gênesis 39, José administrando a casa de Potifar, Gênesis 39, verso 5. O termo casa aparece em Gênesis 39 ainda para se referir à prisão. Então, o cárcere é chamado de casa, onde José se tornou administrador da prisão. E agora, aqui nesse capítulo, no 41, no verso 40, dá uma olhada aí na Bíblia.

O faraó fala assim para ele, você será encarregado da minha casa e todo o meu povo acatará suas ordens. Somente em relação ao trono serei maior que você. Então não há uma ruptura na vida de José. O que há na vida dele é uma continuidade. Cara, ele chegou como escravo na casa de Potifari, ele mandou bem lá e ele adorou o Senhor, foi íntegro.

Administrou aquela casa. Na prisão, ele administrou aquela casa, mandou bem. E agora, ele está sendo colocado sobre outra casa, que é a casa do Egito. Não é uma coisa nova, só o tamanho que mudou. Mas a diligência é a mesma e a habilidade, a capacitação vem do Senhor. Então, seja diligente naquilo que estiver nas suas mãos.

E Deus vai te colocando em posições diferentes. Aceite o tempo de Deus e aceite o momento de cada coisa. Seja íntegro em cada casa por onde você passar, em cada etapa. Nas palavras de Cristo, quem não é fiel no pouco, no muito, também não será. Seja fiel no pouco. Na sua intimidade com o Senhor, seja fiel.

E naturalmente, por onde você andar e no que você se envolver, você vai se destacando para a glória do Senhor. Aqui, eu quero chamar a sua atenção.

para o fato de que a exaltação de José não é o fim da história. Tipo, a história de José não acaba aqui. Se fosse um conto de fada ou uma novela, acabaria aqui. No momento em que José recebe o anel do faraó, e novamente a sua roupa é mudada. Porque no verso 41, fala que o faraó deu roupas a ele. De novo, a mudança na vida de José. E agora ele é o mais importante do reino, apenas atrás do faraó. Mas o que eu acho muito bonito é que essa história não é uma novela.

Agora está começando a história de José. Essa é que é a real. Porque quanto maior a posição que você se encontra, mais oportunidades de serviço você tem. Um roteirista pobre, esses roteiros pobres que tem por aí, terminaria a história. Então, José se tornou o segundo do reino e viveu feliz para sempre. Opa! Aqui acaba a nossa história.

Deus, ele é tão magnífico no seu roteiro que nem José era capaz de vislumbrar o que na verdade ele queria. O que Deus queria. Eu quero que você preste atenção. A gente está caminhando para o fim. São dois capítulos e eu preciso expor a Bíblia para vocês. Senão eu não durmo hoje. Deus cobra de mim. Eu quero que você preste atenção no seguinte.

Verso 44. O faraó disse ainda a José, eu sou o faraó, mas sem a sua palavra ninguém poderá levantar a mão nem o pé em todo o Egito. O faraó deu a José o nome de Zafenat Paneia. E lhe deu por mulher a Zenate. Olha aí, Gabi. Filha de Potífera. Sacerdote de Oma.

Depois José viajou por toda a terra do Egito. Presta atenção nisso, gente. José tinha 30 anos de idade quando se apresentou diante do faraó rei do Egito. Pausa aqui. Quanto tempo você demora para ler Gênesis 37 até Gênesis 41?

Esse momento de pregação é sagrado demais para eu dizer para você o que eu queria te dizer. Mas é um tempo, aquele tempo lá, de você... Você já leu, de Gênesis 37 a 41. Uma sentadinha. Treze anos se passaram. Treze anos.

A história começou com um moleque de 17. Agora o cara tem 30. Ainda é jovem, como alguns de vocês aqui. Tem 30 anos. Foram 13 anos de calabouço. 13 anos de traição. 13 anos de angústia. 13 anos de questionamentos. Deus, cadê você? Tô aqui nesse poço, tô aqui nessa prisão. Ninguém se lembra de mim.

13 anos. Agora corta pra você. Corta pra mim com um mês de privações. Deus não existe. Corta pra você com 23 anos e meio. Eu nunca vou me casar.

Eu nunca vou... Cara, não tem solução pra mim. Eu nunca vou me formar em nada. Corta você com 25 anos. Porque tem amigos meus com 25, que já fizeram isso e isso. E eu com 25, o que eu construí com 25 anos? Minha vida acabou. O que era José com 25 anos? Alguém no fundo do poço.

Mas é impressionante como o jovem traça sabiamente todo o futuro. Ele conhece, ele entende, ele sabe. Quando eu falo que Deus é um roteirista maravilhoso, perfeito em tudo que faz, é porque na sequência do texto nós somos informados que durante os sete anos de fartura a terra produziu em abundância e José fez o que ele falou que tinha que fazer.

Mas olha o verso 50. Antes dos anos de fome, Azenate, filha de Potífera, sacerdote de On, deu a José dois filhos. Ao primeiro José deu o nome de Manassés, dizendo, Deus me fez esquecer todo o meu sofrimento e toda a casa do meu pai.

Ao segundo filho, chamou Efraim, dizendo, Deus me fez crescer na terra onde tenho sofrido. Isso é significativo. Agora, já não são mais 13 anos, você adiciona mais 7, são 20 anos depois. José agora é pai, está com quase 40.

Ele teve dois filhos. E 20 anos depois, quando ele teve o primeiro filho, qual que é o nome que ele quis dar pra essa criança? É um nome que vem da raiz do verbo hebraico esquecer. Imagina a dor, a dor no coração do cara. Ele tinha dor, tinha coisa que machucava ainda ele na história dele. E ele fala, Deus me fez esquecer a casa do meu pai. Mas é aqui que eu quero falar pra vocês que Deus é um excelente roteirista.

José ainda descobriria, ele ainda descobriria que tudo isso estava acontecendo para o clímax chegar. O clímax ainda não chegou, que é o papel que José teria exatamente na casa do pai dele. A história da casa do pai dele não acabou, porque se passaram 20 anos e agora ele é honrado e próspero. Na verdade, a história estava começando.

Porque Deus não é um roteirista de novela barata. Ele é insondável. Os designios dele são perfeitos, maravilhosos. E o segundo filho, José fala, Deus me fez prosperar na terra do meu sofrimento. Eu só estou sofrendo até aqui. Mas Deus está me fazendo prosperar. Gente, isso é dependência. Isso é um jovem que tem o coração na certeza, na segurança de que mesmo no fundo do poço, Deus ainda está conduzindo a história.

E Ele cuida de mim. Ele cuida dos meus. É muito carregado de sentimentos tudo isso aqui. Eu quero terminar essa pregação dizendo que... Eu já falei isso antes pra vocês. Eu não falo de boca pra fora, não. Tem coisa que vocês vão passar na vida e coisas que vocês vão lidar e que machucam o coração de vocês.

Mas aprenda a se colocar na dependência do Senhor e nunca deixar de acreditar que Deus é soberano e Deus é perfeito em tudo que faz. Eu conheci a Cristo de verdade faz 22 anos. E faz 22 anos que eu oro pelo meu maior sonho de vida, que é ver o meu irmão, que eu amo demais, convertido ao Senhor. E tudo que eu vi nesses últimos 22 anos,

só me leva a acreditar que o meu irmão nunca vai se converter. Humanamente falando, eu não boto fé nenhuma na conversão do meu irmão. Essa história que popularmente se fala, ah, não vem pelo amor, vem pela dor. Meu irmão esteve com a filha dele quase morrendo no hospital, na UTI. E nem nesse momento ele clamou a Deus. Nem nesse momento. Até hoje ele fala que Deus não existe, ele não crê em nada e não quer saber.

Humanamente falando, eu não acredito que eu vou ver ainda meu irmão convertido. Mas eu quero me corrigir aqui. Humanamente falando, a conversão não é humana. O que Deus pode fazer na vida de uma pessoa vem da mão dele, é milagre. E quando o departamento é milagre, quando a gente está falando de milagre, a inteligência humana tem que se calar.

Tem que ficar no cantinho lá. Qual é o tamanho da importância da minha análise sobre a vida do meu irmão? Quem sou eu? Meu papel é continuar orando pelo milagre. E até eu morrer ou até o meu irmão morrer, eu vou continuar orando por ele pelo milagre de Deus. O que Deus pode fazer na casa de meu pai é com ele. Estou aqui 22 anos depois.

Você, com as faltas que você tem dentro do seu coração, os buracos, as coisas não resolvidas, as situações que te limitam, aprenda a se colocar em oração diante do Senhor. E a confiar até o fim, que Ele tem um plano perfeito.

e que você não está numa novela de roteiro barato, que agora chegou a prosperidade. Quanto maior a posição que você tem, mais oportunidades e privilégios você tem de servir a casa do seu pai, servir o que estiver ao seu alcance. Então, ora, se coloque em santificação e honra. Esse é o meu desejo para cada um de vocês.

Essa é a minha oração para cada um de vocês. Eu tenho muita história, muita situação que eu vivi com o Senhor. Eu não vou contar agora para não cansar vocês, que a gente já está avançado na hora. Mas eu quero que você mesmo colecione as suas histórias com o Senhor e creia. E creia que Deus lembra de você, mesmo que você esteja lá no fundo do poço. Vamos orar. Te louvo, Senhor, e te agradeço pela tua santa palavra.

Te louvo porque em quatro capítulos, cinco capítulos, a história avançou 20 anos no tempo. Muito sentimento carregado, muita coisa. Mas o Senhor, o Senhor conduziu o coração de José em tudo isso. O Senhor estava preparando José em tudo isso. Para ter um papel muito lindo de serviço ao Senhor e ao teu povo.

E agora, Senhor, humildemente eu quero te pedir, humildemente nos colocando numa posição de também teus servos que somos. E pedindo a tua graça para o Senhor nos ajudar a termos o coração que sabe ligar com a dor, que sabe esperar o teu tempo. Nos dá, Senhor, um coração humilde o suficiente para continuar crendo até o fim.

Dócio o suficiente para entender que as nossas análises, habilidades ou o que for, não são nada. Assim como o copeiro não era nada, as mandrágoras não são nada. É o Senhor, sempre foi sobre o Senhor. Então, pai, olha para o coração de cada jovem aqui e toca profundamente na alma de cada jovem aqui.

Dá maturidade, Senhor, para quem ainda não tem a percepção espiritual para beber da Tua Palavra. Tem compaixão de quem ainda ouve a Tua Palavra com o coração insensível, endurecido, fechado. Tem compaixão de quem ainda tem a vista muito presa só às coisas dessa terra. E nos ajuda, Senhor, a nos submetermos humildemente na Tua presença e a experimentarmos com o Senhor.

aquilo que o Senhor quer fazer através de nós, em nós. Obrigado, Senhor. Cuida da tua juventude, cuida de cada irmão e irmã aqui e dê a cada um um coração santificado na tua presença, diligente em tudo e que te ama em tudo. Em nome de Jesus e na autoridade dele que oramos. Amém, Senhor. Amém.