Episódios de Eles que Lutem

CAMILA GALETTI abre o jogo sobre demissão do Mulheres (Gazeta) - Eles que Lutem

07 de maio de 20261h6min
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A apresentadora Camila Galetti chega no Eles que Lutem para revelar os motivos da sua demissão do Programa Mulheres da TV Gazeta. Além disso, a comunicadora vai relembrar o início de carreira com Mara Maravilha e os desafios de chegar à TV. #camilagaletti #mulheres #programamulheres #tvgazetamulheres #podcast 🔗 Links 🔗➡️ Siga a Camila Galetti: https://www.instagram.com/camilagaletti/📩 publis e contato: elesquelutempodcast@gmail.com ✅ Siga o EQL: https://linktr.ee/elesquelutem ◀◀👉 Siga o Gabs: https://www.instagram.com/blzgabs/ | twitter.com/blzgabs🎙Animador sem auditório: Gabs (Gabriel Augusto)00:00 Abertura01:56 Trabalho com Mara Maravilha10:48 Estudante de Psicanálise13:26 Mais de 1000 e-mails21:10 Experiências desagradáveis na TV25:21 Quem é a maior comunicadora brasileira?29:07 Rótulo de ser substituta36:33 Chegada no Mulheres38:52 Mudanças na Gazeta40:29 Boatos sobre substituição e direção não foi transparente43:40 Demissão do Mulheres e TV Gazeta46:55 O carinho do público49:34 Assistiu ao novo Mulheres com Glória Vanique?52:14 Novos convites e futuro56:17 Perguntas Pedro Bial1:01:52 Opinião impopular

Assuntos7
  • Mulher numa narrativa específicaEstreia caótica no Mulheres no dia do aniversário · Substituição de apresentadoras e o rótulo de substituta · Mudanças na diretoria e incertezas sobre o futuro · Demissão após um ano no comando do Mulheres · Repercussão da demissão e carinho do público
  • Início da carreiraExperiência como assistente de palco (Maravilha da Mara) · Primeiro dia no estúdio e incidente no banheiro · Relação com Mara Maravilha e sua mãe (empresária) · Autenticidade como lição de Mara Maravilha
  • Jornada Pessoal ProfissionalEnvio de mais de mil e-mails para diretores de TV · Criação de piloto e gravação independente · Superação de assédio e propostas indevidas · Conquista de vaga no Gazeta Shopping
  • AutoconhecimentoEstudo de psicanálise clínica e terapia · Busca por autoconhecimento e espiritualidade · Opinião impopular sobre não precisar se 'matar' para alcançar objetivos · Importância do relaxamento e calma para o sucesso
  • Qualidade de vida e liberdade no trabalhoFalta da TV versus liberdade conquistada · Definição de liberdade como estado mental · Custos da carreira: sanidade mental e renúncias · Pior coisa ouvida no ponto eletrônico: queda de audiência · Ausência de arrependimentos na carreira
  • Decisões de Carreira e VidaNecessidade de um tempo 'detox' após a TV Gazeta · Conversas com emissoras e análise de propostas · Desejo de um trabalho mais leve e autêntico · Projeto pessoal para internet
  • Televisao BrasileiraEscolhas entre Xuxa, Mara Maravilha, Angélica, Eliana, Ana Maria Braga, Patrícia Bravanel, Fátima Bernardes, Kátia Fonseca, Glória Maria, Regina Casé e Hebe Camargo · Ana Maria Braga como ícone em atividade · Hebe Camargo como inspiração e luz
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Olá, eu sou a Camila Galetti, apresentadora, e hoje eu estou no Eles que lutem, que começa agora.

Olá, eles que lutem no ar. Eu sou o Gabi, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vindo. Eu tô com uma convidada de garbo e elegância. Seja muito bem-vinda, Camila. Gabriel, muito obrigada pelo convite. Eu tô super feliz, parabéns pelo sucesso, o cenário pessoal aqui é tudo maravilhoso. Você viu, te receberam com um cafezinho. Eu sei que vocês estão me amaciando, tá? Sim, é importante. Eu tô sabendo que vocês estão me amaciando pra falar, quem sabe ela, né?

Você já sabe essa técnica, então. Eu já conheço. É coisa de apresentador, né? É coisa de apresentador. Você não me pega não, eu e tá ela aqui falando tudo e faz um pouco. Não, mas que ótimo te receber. Uma honra te receber. A gente vai papiar muito. E se prepare. Porque perguntas...

Associações arrupciosas vão aparecer aqui hoje nesse episódio, viu? Seja bem-vinda. Obrigada. E antes eu tenho que deixar um recadinho aqui muito importante, que o Eles que Lutam, a Camila falou que tá lindo o cenário, ele é gravado no Airflow Studio. Se você precisa de um estúdio de podcast para criar o seu conteúdo, seja lá de qual formato for, o Airflow é o estúdio ideal aqui em São Paulo.

Procure saber. Procure saber. É isso. Quero também pedir pro pessoal deixar o like, se inscrever, comentar bastante, deixar a sua opinião e participar com a gente que a gente gosta do calor do povo, né? Senão, sem eles, a gente não consegue também tocar isso daqui, né, Camila? Não sabe se tá bom, se tá ruim. Então comenta, gente. Comenta bastante, pega leve e tal. Eu gosto muito de vocês.

É, o pessoal aqui do Elisque Luto é bonzinho. É, não, é um público maravilhoso. Eu, mais uma, de vez em quando. Você não, você só parece, né, Gabriela? Porque você parece. É carinha de anjo. Carinha de anjo, esse sorriso, simpatia. Eu tô sacando. Mas pra gente começar o nosso papo, eu quero fazer uma pergunta fácil, moleza. Tá. Xuxa ou Mara Maravilha?

Mara, maravilha! Sou nem louca de falar Xuxa. Eu, obviamente, quando era criança, eu gosto da Xuxa, que é uma brincadeira. Eu sempre assisti Xuxa, Angélica, Mara. Mas eu acabei de trabalhar com a Mara, que era, assim, uma apresentadora que eu realmente era muito fã. Mas não que eu não gostasse das outras. Com certeza eu gosto, respeito demais. Mas se me perguntassem, se fizerem essa pergunta, Mara! Mara, maravilha! Eu gostei que você não podia. Uma vez maravilha sempre...

maravilha? Exatamente. Com nove anos, pro pessoal entender, com nove anos, você tava lá como assistente de palco. A maravilha, é isso? É, são as maravilhas da Mara. Aí muita gente, ah, você era marete? Você era, eu falei, não! Você era marota? Não! Eu era maravilha. Maravilha da Mara, gostei. É, são as assistentes de palco que dançam ali. Assim como as paquitas são pra Xuxa, as maravilhas são pra Mara.

E você com nove anos tem uma história que logo a primeira vez que você entrou no estúdio, já deu um medinho, né? Parece que fez xixi na calça. Ai, mentira que você sabe dessa. Eu sei, eu sou malandrinho. Ai, olha, posso ir embora? É, sim. Ah, mas, poxa, eu era uma criança.

Eu era apenas uma menina. E isso não foi no primeiro dia. Na minha primeira participação, eu não fiz xixi na calça, graças a Deus. Foi quando eu fui convidada pra trabalhar. Porque até então eu participava do programa. Ah, vai ter um concurso da Mara. Vai ter uma brincadeira. Vem participar. Eu ia lá participando. Eu ia me infiltrando ali porque eu adorei essa coisa de estúdio e queria estar por lá.

E até que, em determinado momento, a mãe da Mara me convidou pra ser uma das maravilhas oficiais ali do programa. E foi nesse momento que eu acho que bateu naquela criança a responsabilidade profissional. Que eu sempre tive. E eu tava ali no estúdio e era tudo demorado, gravação. E eu achava que eu não podia sair pra ir no banheiro.

Eu não sabia disso. E eu fiquei segurando, segurando, e o negócio não acabava. E eu falei, meu Deus do céu, como é que eu saio daqui agora? Não tinha noção da vida, né? E aí, fui segurando, segurando, não aguentei. Aí eu fui pra trás, assim, da tapadeira, da coisa, quando eu vi... Eu vou mostrar isso.

Já tinha ido. Tinha ido tudo. Eu tava com a roupa, tudo do programa e tal. E aí eu comecei... Eu não lembro. Sabe que eu chorei nessa hora? Porque eu acho que é pior, né? É provável. Você faz xixi e ainda começa a chorar. Mas provavelmente eu chorei. Ou alguma das meninas viram ali. Aí a camareira foi lá. Foi super fofa, me ajudou. Aí eu fui pro camarim. Aí ela lavou minha roupa, secou, tudo bonitinho. Aí eu voltei. Ai, gente, já comecei desse jeito.

É que assim, né? No período de experiência, a gente, né, tá mais ali, tranquilo e tal. Mas depois que a gente é efetivado, vem a responsabilidade. Você foi efetivada e no primeiro dia acontece isso. Isso com nove anos. Com nove anos de idade, né? Uma criança. Não é fácil também, não. Tem gente que com 30, 40 ainda sente o peso e o medo de ver uma câmera. Imagina uma criança. Eu pensei que você ia falar que ainda faz xixi na casa. Não.

Ainda tem também, tem gente que está assistindo esse programa agora que está fazendo. Depois de um tempo é porque escape mesmo, conta da idade, aí volta, mas enfim. Chega uma certa idade. Mas eu quero saber um pouco desses bastidores com a Mara. Por quê? A Mara é icônica na história da televisão, mas também é tida como uma personagem polêmica, com aquelas brigas e alfinetadas com a Xuxa. Mas como que ela era com você nos bastidores?

É muito interessante, porque a Mara realmente tem, como diz, personalidade forte, né? É o que falam, né? E ela realmente, ela não tem filtro. Hoje em dia, claro que ela tem mais, mas se pegar naquela época, tinha menos. Ela era mais jovem também, então... Anos 80, 90... Exato. Aquela coisa toda, né? Exato, aquela coisa toda. E ela falava, e é o jeito dela. E a mãe dela era assim também. E a mãe, às vezes, era até mais que ela.

Tem a quem puxar. Tem a quem puxar. Então elas são irreverentes, autênticas nesse sentido. Só que comigo, muitas pessoas têm histórias com a Mara. Boas e às vezes não tão boas. Que chegam até mim, que às vezes eu não sei se é verdade, mas enfim, não cabe a mim. Ah, mas com a Camila, eu nunca tive nenhum problema com a Mara. Nunca. Então eu entrei lá quando criança.

As outras maravilhas eram um pouco mais velhas ali do que eu. Bem mais velhas. Tinha 9, 10 anos. Tinha meninas ali de 15, 16. Então, a Mara tinha até mais afinidade com elas. Porque elas eram jovens. E tava naquela fase de ir pra baladinha. Então, elas se reuniam pra ir pra balada. Ficavam ali mais juntas. Porque eram mais velhas. E eu era a caçulinha. Então, eu ficava um pouco mais ali na minha.

sempre muito bem cuidada por elas e pela mãe da Mara, porque a mãe da Mara é que me pegou ali pra cuidar. Claro, né? Era a responsabilidade dela. Eu cheguei pra Argentina com 9, 10 anos, eu fui pra Argentina com elas. Então imagina a responsabilidade de ter uma criança, filha de alguém, né? Nas suas mãos ali, em outro país. E eu dormia no quarto da mãe da Mara.

E as outras meninas dormiam em outros lugares. Então, era uma coisa mais... Era um cuidado especial. Especial. E não é simples, não. A mãe da Mara era a Marlene Matos. É ruim fazer essa comparação, mas é a Marlene Matos da Mara. Tinha uma gestão ali do grupo e do elenco. Nesse ponto de vista, sim. Porque a Marileide era a empresária da Mara. E é a que...

a que tomou a frente de toda a carreira dela ali, né? E que colocou a Mara na televisão. Então, assim como a minha mãe também, né? Me ajudou muito. E ela que me levava nos programas, ela que costurava roupa, ela que fechava shows quando eu cantava. Então, a minha mãe também teve esse papel, né? E a dona Marileide era assim, era como... Era empresária da Mara.

Muito legal. E você como apresentadora de TV, o que você aprendeu ali aos 9 anos, observando a Mara Maravilha, que você trouxe para você como apresentadora de TV? Uma lição, uma forma que a Mara tinha de qualidade, de conduzir o programa. Você fala, nossa, isso eu quero tentar fazer igual a Mara quando eu for apresentadora. Eu acho que a Mara que eu conheci ali no SBT, era extremamente autêntica.

E eu acho que isso é algo que eu busco até hoje pra mim. E que parece ser fácil.

Mas como é difícil, muitas vezes, você ser autêntico frente a uma câmera. Claro que hoje em dia tem a internet, mas mesmo assim, eu arrisco a dizer porque às vezes parece que a pessoa está sendo autêntica. Porque ela está ali brincando, zoando, mas não. Ela cria um personagem para ser assim, mesmo que às vezes você liga ali o celular para gravar um amigo seu, um parente seu, ele pode até ser engraçado, mas ele está criando um personagem.

Mas e você ser você mesmo, na sua essência, frente à câmera? É difícil. É algo que eu busco, que eu luto. E eu enxergava muito isso na Mara. Muito. Assim, ela era...

aí, ela dava cambalhota e era do jeito dela, e às vezes ela falava meio assim porque ela, sabe, mais assim, solta, sem muita preocupação, falava o que vinha na cabeça às vezes ela tava mais alegre, ela falava mais alegre, era do jeito que ela tinha, então isso me encantou muito, claro que na época eu não tinha essa noção, não sabia o porquê que ela me encantava mas essa autenticidade dela me encantou muito e hoje eu percebo isso olhando pra trás e analisando como que era a Mara Mas, Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas Mas

E é algo que eu busco. E essa busca é interessante, viu, Gab? Se eu estiver falando muito sobre isso. Não, por favor, é pra você falar. Essa busca é interessante, porque não é só uma prática frente à câmera. É algo que você busca dentro de você.

É um autoconhecimento, né? Quando você se conhece, quando você começa a ter mais confiança de quem você verdadeiramente é e sabe quem você verdadeiramente é, porque às vezes a gente nem sabe, mas quando você consegue encontrar essa busca, né? Você consegue ser mais autêntico. Exatamente. Então tá dentro, não tá fora, né?

É aquele autoconhecimento e é muito em terapia que a gente acaba descobrindo, né? A geoterapia. A geoterapia, os psicólogos. Tá tudo rico. Tudo rico. Nossa. Aliás, eu comecei a fazer curso de psicanálise clínica esses tempos, agora que eu tô mais tranquila. E como foi essa descoberta? Quero saber.

isso, fui fazendo terapia, porque eu sempre fui assim, eu sempre quis essa busca, quem somos nós, quem sou eu, o que estou fazendo aqui, qual o meu propósito, sempre filósofa, sempre buscando autoconhecimento, sempre buscando autoconhecimento e espiritualidade então

É um assunto que me interessa. Não é algo que eu falo assim, ah, eu vou trabalhar com isso. Ou vou, não sei também, né? A futura de Deus pertence. Mas eu faço por curiosidade. Porque eu gosto. E porque ao mesmo tempo eu também estou me conhecendo mais. É, isso é o mais importante. É o mais importante, eu acho. Muito bem. Você viu que o papo já começou muito. Nossa, já foi para um lado? Não, foi profundo. Eu gosto. Você vai ver que vai ter momentos profundos nesse podcast.

Você vai ver. Tem um quadro especial que é um momento profundo. Então aguardem. Fica até o final.

Mas agora é um momento muito importante do Eles Que Lutem, que é o momento que você saiu de casa e vai fazer sua publi gratuita pro Eles Que Lutem. Você vai olhar na sua câmera da verdade e pedir pro pessoal deixar like, se inscrever, comentar. Porque no YouTube, esse conteúdo só aparece pro pessoal deixar o like. Eles não entendem. Aqui, ó. Eles Que Lutem. Like custa quanto ali, Camila? Zero. Não custa nada. E comentar.

Nada. E se inscrever. Na faixa. Gratuito. Então, por favor, Camila, o momento Gazeta Shopping, sabe aquele momento que você viveu por 15 anos, por 10 anos, por favor, esse é o seu momento de vender o Eles Que Lutem Pro Pessoal.

Então você que tá aí, que busca também, assim como eu busco muitas coisas, questões e verdades na minha vida, você tá buscando aquele podcast. Você fala, pô, qual é o podcast que vai se encaixar, que vai conversar comigo? Quando que eu chego em casa, do trabalho, cansada, eu vou colocar sem precisar pesquisar nenhum.

Eles que lutem. Aí, claro, pra ele aparecer com mais facilidade pra você, você vai lá gratuitamente. Então essa é a sua oportunidade. Não custa nada pra você dar o seu like e também pra você se inscrever, compartilhar com quem você gosta, porque aqui tem conteúdo de qualidade feito com muito carinho pra você. Aproveite essa oportunidade. Meu...

Ai, Botini, Botini. Leia o do Botini. Ai, Botini. O do Botini. Maravilhoso. Ai, chama ele pra vir aqui. Seria bom, hein? Ele é incrível. Vender, vender, vender. Ele é ótimo. Nossa, vou chamar o Botini. Você está convidado para vir no Eles Que Lutam, viu? É muito bom. Vamos agora pra sua trajetória na TV, porque assim, você começou ali com 9 anos, mas as coisas na televisão...

Não é fácil ser apresentadora. O lugar onde você chegou e ocupou por 15 anos não é simples assim. Não tem um caminho traçado para ser apresentador, né? E eu fiquei sabendo, fui vasculhar a sua vida, você mandou mais de mil e-mails para diretores de TV, pessoas ligadas a TV.

Resumindo, você encheu o saco da galera da televisão pra conseguir uma oportunidade. Conta essa história. Eu amo contar essa história. E é muito interessante, porque quando a gente tá vivendo a história, você não tem noção, né? Hoje eu olho pra trás, eu sinto, modéstia à parte, um orgulho de mim. Porque eu quis muito, sabe?

E eu fui atrás com o que eu tinha. E que muitas vezes é o que falta para as pessoas que querem dar o primeiro passo para algo na vida. E que fica pensando, ai, mas eu não tenho dinheiro, ai, mas eu não conheço ninguém, ai, mas... E o nosso cérebro, a gente mesmo, né? Quando fala que nós somos muitas vezes o nosso próprio inimigo, né? É o nosso cérebro que fica ali falando, não faça, não faça, não faça.

E eu não tinha nada, assim, pra começar. Eu não tinha meu material, também não tinha muito dinheiro, quase nada. Eu era adolescente. Não conhecia ninguém, porque o pessoal da época da Mar, eu não tinha contato com mais ninguém. Passaram-se os anos, eu perdi o contato. Muita gente saiu da TV, não conhecia ninguém. E aí, tá, mas eu quero. É algo que, assim, me mexia muito comigo. Eu tinha certeza do que eu queria.

Bom, vamos lá gravar um piloto. Aí, sei lá, nessa época eu tinha uns 16, 17 anos.

Peguei uma produtora, baratinho, não conseguia pagar o horário, então tinha que ser no ao vivo mesmo, não podia ficar gravando, parando, porque tinha que ser em pouquíssimo tempo, acho que eu tinha no máximo uma hora pra tudo, pra chegar, gravar e ir embora. E aí eu falei, vai ter que ser ao vivo, como se fosse ao vivo. Então eu escrevi todo o programa, eu lembro que eu até fiz alguns merchan ali, chamei uma galera pra entrevistar, era uma dupla sertaneja, gente, eu preciso encontrar o nome dessa dupla sertaneja.

Eles não são conhecidos agora, nem sei se existe mais. Mas eles toparam ir pra eu entrevistar. Aí o Merchan, eu lembro que eu fiz, acho que da Renault, do carro Renault, como se eu estivesse vendendo carro Renault, enfim.

E aí montei todo o roteirinho ali do programa, peguei uma loja de imóveis que tinha do lado ali perto de casa, falei, me empresta umas poltronas e tal, porque não tinha cenário. Enfiei dentro do carro do meu pai, enfim. Levei pra lá, fiz tudo dessa forma, gravei o programa assim, nunca tinha gravado nada parecido ao vivo, porque eu já tinha tudo na minha cabeça.

tinha o material, beleza. Preciso mandar pras pessoas, pra alguém, quem, como, quando, onde. O que que eu fiz, Gabi? Eu assistia os programas de TV e quando passava o lettering do final, né, as letrinhas que vão passando, ali tem o nome dos diretores, direção artística, presidência, tem tudo ali, né? E eu ia anotando o nome dessas pessoas.

E anotei de todos os programas de todas as emissoras que eu achava que poderia fazer sentido pra mim e pro meu trabalho. Só que eu também não tinha o contato. E às vezes, você sabe, até hoje, se você ligar pra uma emissora, eles não vão te passar o contato do diretor, pra uma pessoa que não conhece. A moça, ela nem pode fazer isso. Então, eu não tinha esse contato.

Como é que eu vou fazer, né? Bom, tinha internet. Na época não tinha YouTube também, não tinha LinkedIn, não tinha rede social, não tinha nada, mas tinha uma internet, uma busca. E aí eu descobria, por exemplo, que o...

o e-mail da emissora era arroba globo.com.br, arroba sbt, aí isso eu tinha, ok, arroba gazeta, tvgazeta.com.br, mas aí qual que era o e-mail da pessoa? Bom, eu tinha um nome ali, então vamos supor que o diretor artístico do SBT fosse o Pelégio.

Aí eu colocava j.pelegio.com.br, arroba sbt.com.br, aí voltava, não era. Aí eu colocava tudo junto, só Pelegio. Colocava, assim, eu ia fazendo várias formas, underline, sabe? Possibilidades. Possibilidades, até que em um momento o e-mail não voltava.

E aí eu falava, esse é o e-mail da pessoa. E aí eu anotava ali, o e-mail já tinha ido, né, com o meu material, que eu, né, deixava anexo ali o vídeo, explicando tudo direitinho. E foi nessa que eu mandei cerca de 1.200 e-mails pra todas as emissoras, pra tudo quanto é profissional.

Todo mundo conhecia o seu e-mail. Eu ficava desesperada, porque eu mandava o e-mail e eu ficava assim, na frente da tela, dando... Qual que era? O F5? F5. Pra ver se alguém respondia. F5, pra ver se chegava, assim. Aí, às vezes, dava desespero, que eu falei, meu, eu já mandei tanto, não chega nada. Às vezes, chegava algum. Ah, eu vou encaminhar seu material pra tal departamento. Ah, vou falar com tal pessoa.

E nessa eu recebi a devolutiva, o retorno da TV Gazeta.

É? O que que vinha nessa devolução? Olha, eu não lembro exatamente qual... Porque assim, eles me ligaram, na verdade, né? Então eu não sei qual e-mail funcionou. Porque foram vários. Só pra TV Gazeta foram muitos. Então eu não sabia direito qual foi o que deu certo ali, né? Mas eles me ligaram. Então a secretária do Silvio Alimari, se eu não me engano...

Me ligou e falou, ah, eles querem te conhecer e tal, vão marcar um dia pra você vir aqui. Aí eu fui lá, conversei um pouquinho com eles, falei, olha, a gente gostou do seu trabalho. Você tem DRT? Eu falei, não, não tenho. Ah, precisa ter DRT. Aí eu fui fazer curso de locução.

né, pra tirar, que era o mais rápido na verdade, na época, os locos eram o mais rápido, eu fiz pra tirar DRT e aí foi um namoro ali com eles até o momento que eles me convidaram eu falei, olha, agora não é o que você trouxe pra gente através do seu piloto, o estilo, né, de programa pra você apresentar, mas a gente tem uma porta aqui pra você no Gazeta Shopping que é um programa de vendas e que vai começar uma nova fase e a gente queria que você estivesse com a gente, eu falei, lógico, eu quero nunca tinha feito na minha vida, não sabia nem Mas, eu não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não,

O que que era direito? Só fui. E aí eu fui contratada. Foi graças a essa busca e essa insistência. Acho que é muito importante. Eu fiquei com uma curiosidade genuína, quer saber qual era o nome desse programa? O piloto? Não tinha nome. Não? Era só um projeto ali? Antes disso, quando eu era mais criança, assim, mais nova, eu tinha feito um outro piloto que chamava TV Twister.

TV Twister. Mas eu era pequenininha. E eu já apresentando ali... É um nome bom, né? É, lá em Santo André. Eu morava no bairro Camilópolis. Sim, eu morava num bairro com o meu nome, Camilópolis. Nossa. É muita coincidência. Pois é. E ali tinha uma baladinha.

E aí a minha mãe foi lá e pediu, falou, olha, a gente quer gravar um piloto assim, assado, pode usar esse espaço, né? Ele falou, pode, deixou. Aí eu chamei uma meninada pra ser plateia, aí chamei um monte de gente pra ser, um monte de artista maluco por aí pra serem os convidados. E aí fiz esse piloto também, que esse foi antes, né? Mas aí depois eu cresci e precisei fazer um novo piloto, que foi esse que eu te contei agora. Mas aí ele não tinha nome, era só Camila Galetti, meu piloto. E pronto. Este é o meu piloto.

Mas uma das coisas que eu percebo é que você cavou a sua oportunidade, você foi em busca disso. Mas nessa busca por oportunidade, aparece muita gente legal tentando te ajudar, mas aparece gente também querendo se aproveitar desse momento. Você teve alguma experiência desagradável? Tive.

Quando você é criança, uma menina bonitinha ali, tem que tomar cuidado. Porque, enfim, na época, e hoje ainda tem, mas acho que na época acredito que era ainda pior. Porque hoje se fala muito nisso, né? Mas na época não. Tem sim tipos de abusos e tudo mais. A minha mãe sempre me acompanhou. Então isso foi muito bom.

Mas mesmo ela me acompanhando ainda tinha assédios. Graças a Deus não foi nada tão grave. Quando você tá passando por isso e você não faz ideia, você acha que é assim mesmo e que é normal. Só depois que você vira adulta que você vai entender o que tava acontecendo ali. Mas graças a Deus nunca aconteceu nada tão grave, né? Isso já é grave, mas não foi tão grave.

e teve, e mesmo depois de mais velha assédios diretores falando olha, você está dentro dessa emissora de uma das maiores do Brasil você vai apresentar tal programa mas você vai ter que ficar comigo e nesse específico, eu fiquei muito mal

Esse específico me pegou de jeito, porque eu tava batalhando tanto, tanto, e aí eu, também inocente, né, acho que eu tinha uns 18 anos, ainda inocente, e aí eu tava caindo nessa pegadinha, eu falei, caramba, agora eu vou realizar, chegou o momento, nossa, eu consegui, valeu a pena toda a batalha, e aí quando eu percebi que era isso...

e que eu caí fora, né, não quis, não cedi, e vi que era uma grande mentira, aí eu chorei muito, assim, eu lembro que eu fiquei muito decepcionada, fiquei triste, pensei em desistir, falei, não vou mais, não quero mais, não é pra mim, não vou conseguir, mas tinha algo dentro de mim que não deixou Deus, né, que não deixou eu parar, e aí eu continuei.

Era muito maior do que isso. E eu fui pesquisar essa história, você falou numa entrevista, que teve um diretor que te conhecia desde criança, né? Sim, sim. E aí, quando você cresceu e foi buscar essa oportunidade, ele sugeriu, ah, tem que ficar comigo, tudo. É desse que você tá falando em específico. Sim, sim. Que é uma história realmente muito pesada. É, ele conhecia a minha família. Então, né... Mas, você fez uma história, você fez uma história, você fez uma história, Mas, você fez uma história, você fez uma história, você fez uma história, Mas, você fez uma história, você fez uma história, você fez uma história, Mas, você fez uma história, você fez uma história, você fez uma história, Mas, você fez uma história, você fez uma história, você fez uma história, Mas, você fez uma história, você fez uma história, você fez uma história,

Nojento, né? Assim, uma história bem nojenta. Bom, é importante a gente passar por esses temas, porque a TV é um lugar muito visto com muito assédio moral, a gente ouve histórias de assédio sexual, teste do sofá, então é importante que você traga essa visão, até pras meninas que estão buscando uma oportunidade, seja qualquer área, delas verem que cuidado com o que te prometem, porque se a esmola é demais, o santo desconfia, né?

É, é uma pequena minoria mesmo. Eu acho que, assim, a televisão tem grandes profissionais. Hoje em dia, profissionais que respeitam muito. Hoje em dia, na televisão, você tem salas de diretores totalmente de vidro e não é por acaso, que é pra todo mundo ver o que tá acontecendo ali, quem que tá ali. Então, mudou muito. Hoje em dia, você tem esse canal, como é que chama mesmo? Que você pode... O Compliance. O Compliance, né? Então, mudou demais, assim. Mas eu falo sempre, principalmente, quando começa, quando criança, os pais...

É um ambiente gostoso, é legal, é divertido, é bom, mas sempre acompanha, nunca deixa o filho ou a filha ir numa sala sozinha ou com alguém, tá sempre por perto, e aí vai dar tudo certo.

Perfeito, é isso aí. Se você está curtindo esse papo, deixa o like, comente, compartilhe. Bom lembrar, Camila, que o Eles Que Lutem também está em vídeo no Spotify e no seu tocador de podcast favorito. Então, se você estiver na academia, estiver naquela reunião chata do trabalho, você não quer ouvir o seu chefe, bota o Eles Que Lutem aqui para ouvir e está tranquilo, está naquela aula da faculdade que você não aguenta mais. Bota o Eles Que Lutem que passa rapidinho.

Entendeu? Então, é muito importante deixar esse recado. Boa. Temos um quadro aqui.

Adoro quadros. Temos um quadro que é a maior comunicadora da TV brasileira. Tá. Então, eu escolhi só mulheres aqui, com grande relevância, e você vai fazer a sua escolha. Ah, eu tenho que escolher? Você tem que escolher entre uma e outra, não dá pra ficar em cima do muro. Nossa, eu sou libriana, socorro! Socorro, vai. Injustiças acontecerão. Então, a maior comunicadora da TV brasileira, Xuxa ou Mara Maravilha?

Porra! Mara Maravilha. Mara Maravilha ou Angélica? Mara Maravilha. Mara Maravilha ou Eliana? Ah, mas aí é da época ou agora, né? Vai misturar tudo. Ah, mistura tudo? Eliana. Eliana versus Ana Maria Braga? Ana Maria Braga. Ana Maria Braga ou Patrícia Bravanel?

É, Patrícia é uma nova geração maravilhosa, só que Ana Maria é icônica. Ana Maria. Ana Maria Braga ou Fátima Bernardes? Ana Maria. Ana Maria Braga ou Kátia Fonseca? Pô, caramba! Ana Maria. Calma que vai piorar. Ana Maria Braga ou Glória Maria?

Socorro! Socorro! Só ícone, só gigantes. Ana Maria. Ana Maria ou Regina Casé? Ana Maria. E pra encerrar, porque é fácil, acho que vai ser mais tranquila. Ana Maria Braga ou Hebe? Socorro! Hebe.

É a Hebe Camargo, então a vencedora. É uma inspiração pra, acho que pra toda mulher, o programa ali da Hebe, né? Pra todo comunicador em si, mulher, homem. Tô até nervosa, tô até tensa. Você fez escolhas... Dificílimas, de mulheres que eu sou apaixonada, que eu amo o trabalho, que eu conheço. A Cátia Fonseca...

Foi minha inspiração ali. Eu aprendi com ela. Foi muito difícil essa escolha. Mas eu fui até pela história da Ana Maria, né? Ela tem mais tempo de história na televisão. Então, acho que pesou. Pesou. Pesou a história.

E hoje a gente pode afirmar que ela é o maior, em atividade, é o maior ícone da televisão brasileira, né? Em atividade, ela no ar, né? Porque o Silvio Santos, infelizmente, já se foi. O Faustão já está afastado da TV. Acho que a Ana Maria é o grande nome da TV, né? Exato. Perfeito. É a maior estrela, né? É a maior estrela. E a Hebe Camargo, a Hebe Camargo... Eu fui na plateia da Hebe. É.

Eu desfilei lá na época, eu era também adolescente, aí eu lembro que eu fui fazer um desfile ali, mas eu não tirei uma foto, não consegui, não tenho uma foto com ela, um arrependimento tremendo. Mas é uma luz. Aquela mulher era uma luz. Era algo assim que...

É difícil de falar. A autenticidade que eu tanto te falo, né? Que eu tanto falei aqui no começo. Era pura autenticidade. Era ela. Ela brilhava muito. Então você chegava perto, você sentia algo diferente nela. Porque ela...

tomava conta de todo o ambiente, assim, sabe? Então, poxa... Não tem como. Eu fui malvado nessas escolhas. Mas agora, voltando pra sua carreira, você conseguiu a sua tão sonhada...

oportunidade, ficou ali no Gazeta Shopping, foi crescendo ali dentro da Gazeta até chegar no status de substituta. No Você Bonita, no Mulheres. E aí eu quero saber se em algum momento esse rótulo de ser a substituta, sabe? A Ana Furtado, que às vezes as pessoas se referem de forma pejorativa, te preocupou? Tipo, nossa, vou ficar marcada. Sim. Te preocupou?

Sim, porque eu sei que tem isso. Então, seria muito fácil falar, não, imagina. Não, mas sim, me preocupava. Falar, poxa, eu não me importava.

Com isso, obviamente que não, porque era o caminho natural da coisa e eu sabia que eu tava num caminho pra chegar até onde eu queria e eu precisava passar por aquele processo de aprendizado pra conseguir carregar um dia um Mulheres ao Vivo. Então eu devo isso a essas coberturas que eu fiz, né, desses programas. Então pra mim tava tudo certo, eu não tinha problema nenhum e era muito grata e feliz por isso.

mas eu sabia que tinha essa visão das pessoas de fora. É, mas é a que substitui. Então eu falava, ai caramba, será que eu vou ficar nisso, né? Será que isso pode atrapalhar na visão das pessoas? Passava pela minha cabeça, não era algo que falava assim, ai meu Deus, um medo absurdo de... Não, eu sabia que era um processo, mas passava pela minha cabeça.

Que é algo natural, né? É natural, é assim, então... E deu certo. Deu certo. Deu tão certo que você foi ali convidada a fazer essa estreia ali no Mulheres, e foi uma estreia parece que bem tranquila, né, Camila? Foi bem tranquila. Na verdade, gente, uma estreia caótica. Eu quero que você conte essa história pro pessoal. Do dia do meu aniversário? Isso!

Lá não foi... É, foi a estreia, só que não foi a estreia como apresentadora... Oficial. Oficial do programa, né? Mas, de qualquer forma, foi a minha estreia ali no Mulheres, porque eu já tinha apresentado outros programas da casa, cobrindo as apresentadoras, mas o Mulheres eu nunca tinha apresentado. E eu estava em casa, eu era repórter do Mulheres, mas nesse dia não ia ter reportagem. Que dia era este meu aniversário?

O que que tava acontecendo no meu aniversário? Eu não tava legal. Não era um aniversário feliz. Eu tava triste. Por várias questões, enfim, pessoais e tal.

E aí eu tava em casa ali de boa, meio chateada, não postei nada, então ninguém nem sabia praticamente que era meu aniversário, só os mais próximos. Aí eu tava de leg, camiseta descabelada, arrumando umas coisas, limpando umas coisas em casa, desse tipo.

E um ex meu me ligou. E ele percebeu que eu tava, né, pra falar parabéns. E ele percebeu que eu tava triste. Falei, quer que eu vou aí? Pra conversar mesmo, pra, tipo, ah, deixa eu tentar ajudar, né? E ele foi. Quando ele chegou em casa, cinco minutos depois que ele chegou, a Rosíris, que é a diretora do programa, era a diretora na época, me ligou e falou, Camila, vem agora pra cá, porque você vai apresentar mulheres. E nisso estava faltando 40 minutos para começar o programa ao vivo.

Bom, de casa até a gazeta, nesse horário é trânsito, de carro não ia dar tempo. Mas ele tinha chegado em casa de moto. Você vê, né, como Deus prepara todas as coisas. E aí eu fui de moto pra lá. Cheguei faltando cinco minutos pra começar o programa. E é importante saber o porquê que eu tava indo lá, porquê que me ligaram. Se o programa na época tinha duas apresentadoras.

Cadê as duas? Pra chamar uma terceira. A Pamela estava de férias, estava viajando. Não tinha condições de ir. E a Regiane, que estava ali sozinha no programa, travou a coluna momentos antes. Faltando 40 minutos pra começar o programa lá no camarim. E ela me contou depois. Falou, Camila, eu travei de um jeito que eu não conseguia me mexer. Ela falou que foi bem ruim mesmo, né? Foi por isso que me ligaram.

E eu lembro que aí ela, os bombeiros ajudou, ela foi pro hospital. Eu cheguei faltando cinco minutos. Lá no corredor ali da gazeta, o pessoal já tava me esperando, porque era tudo cronometrado. Me enfiaram uma roupa X. Elas simplesmente me enfiaram, graças a Deus serviu a roupa, né? As meninas já conheciam ali um pouquinho do figurino.

Uma das cabeleireiras prendeu, fez um rabo no meu cabelo, que eu não tinha nem lavado o cabelo. Sabe aquele dia que o cabelo tá sujo, que você vai lavar?

Fez um rabo no cabelo, entrei sem maquiagem, sem nada, cara lavada. A Sandrinha, que é uma pessoa do meu coração, uma amiga querida, que faz parte do elenco do programa, me abençoou, porque ela é uma pessoa muito católica, muito religiosa. Me abençoou ali. Eu entrei descalça, porque não tinha dado tempo de colocar o sapato. As meninas foram colocando ali com o programa já começando.

Falei pro Rosiris, Rosiris, posso contar o que aconteceu? Posso falar a verdade? Eu não sabia pauta nenhuma, quem que ia estar lá. Eu não sabia absolutamente nada do programa. E eu simplesmente comecei o programa, falei a verdade, contei o que tava acontecendo. Falei, gente, hoje é meu aniversário. Eu tava em casa, de leg, camiseta, fazendo faxina em casa, porque eu não ia gravar. E me chamaram pra vir até aqui. E de verdade, naquele momento eu senti assim, eu fico até arrepiada quando eu lembro, porque...

Eu senti que eu tava ali pra servir mesmo, sabe? Que não era nenhuma vaidade. Não era porque eu tava com a cara lavada e com o olho inchado.

Geralmente artistas não querem aparecer assim na televisão. E muitos falariam, não, eu não vou, porque eu não estou preparado pra aparecer assim. Eu não quero aparecer assim. E eu fui com a cara lavada, a Camila como ela é. Falei a verdade. Falei, gente, estou aqui pra servir. Então, eu peço a ajuda de vocês. A gente vai descobrindo o programa juntos. Estejam comigo.

E vambora. Toquei o barco, foi, fluiu, tudo maravilhosamente bem. A maquiagem foi acontecendo nos intervalos do programa, então dava um tempinho aqui, entrou um VTzinho, um pouquinho da maquiagem. Então, outro VTzinho, mais um pouquinho da maquiagem. Até o final do programa, eu estava maquiada e encerramos o programa com um bolo, cantando parabéns. E eu falo, Gabriel, que foi um dia, assim, que marcou a minha vida pra sempre.

E eu acho que de um aniversário que começou daquele jeito que começou, né? Triste. Ele acabou com um aniversário cumprindo uma missão. Não foi do jeito que eu queria, porque a minha colega, ela tava no hospital, então não foi feliz nesse sentido, né? Eu queria que ela estivesse bem. Mas foi assim, eu cumpri a minha missão e eu senti Deus...

Apoiando ali, sabe? Naquele momento de tristeza. Eu tenho certeza que Deus pegou assim, ó. Me levantou e falou... Continua, vai dar tudo certo.

E deu. E deu. Tanto deu que mais futuramente você foi, agora sim, corta pra 2025 você efetivada no comando do Mulheres, né? Isso. Como que foi receber? Porque, gente, vocês que estão aí, o Mulheres na Gazeta é como se fosse o mais você pra Globo. É um programa muito importante, talvez o mais importante da Gazeta, né? É o principal da casa, tem 45 anos, né, de existência esse programa, então faz parte da história da televisão brasileira, né?

É um programa, assim, icônico mesmo. O primeiro programa feminino que existiu foi o Mulheres. A partir dele, todos os outros se basearam, se inspiraram no Mulheres, né? Então, o Mulheres foi o primeiro programa feminino da televisão brasileira. Então, assim, é algo muito importante. E o principal ali, programa da casa, né? De entretenimento. Foi, assim, eu não esperava, porque o programa já tinha duas apresentadoras.

que é a Pamela, duas jovens talentosas, a Pamela e a Regiane, e que, na minha visão, ia ficar muitos anos ali, como ficaram a Claudete e a Ione. Então não passava pela minha cabeça apresentar mulheres de verdade. Só que, nessa vida doida, a Regiane decidiu viajar o mundo com a família. Era um sonho deles, enfim.

E ela foi fazer isso. E foi algo muito feliz dessa vez. Então, a Regiane, graças a Deus, não travou a coluna dessa vez. Ela foi fazer algo importante pra vida dela, pra família dela, que foi viajar o mundo com a família. E ela está, inclusive, fazendo isso neste momento. E quem que ia imaginar uma coisa dessa? Que ela ia simplesmente largar tudo aqui, né? Entre aspas, largar o trabalho, sair do trabalho pra viver essa aventura ou esse sonho. Nunca imaginei.

Mas aconteceu. E aí, nisso que ela saiu, eu entrei pra apresentar o Mulheres. Então, eu acho que foi sem milagre mesmo.

Não, aconteceu, né? E aí a pergunta que eu faço é, você chega no principal programa da casa, depois de tudo que inesperado, você foi feliz ali durante o seu pouco mais de um ano no Comando Mulheres? Fui, eu fui muito feliz. Eu falo que eu aproveitei, assim, cada segundo. Porque logo depois que eu entrei, mudou toda a diretoria.

E a partir dali, antes disso, eu imaginava que eu ia também ficar bastante tempo no Mulheres. Eu tava preparada pra ficar um tempinho ali, sabe? Pra construir uma história ali. Porque eu percebi que a minha carreira toda foi preparada pra um dia chegar ali. Então eu falei, bom, cheguei. Agora eu vou aproveitar esse espaço durante um tempo. Vou amadurecer ainda mais. Eu como apresentadora, como mulher, como tudo ali dentro desse programa. Eu tava preparada pra isso.

Mas pouquíssimos meses depois Não lembro quantos, não sou muito boa de data Mas sei lá, 3, 4 meses depois Mudou totalmente A diretoria, aí já acendeu um alerta

Eu falei, eu posso sair. Mas, de qualquer forma, eu falei, mas é o que eu tenho hoje e eu vou apresentar esse programa hoje. Era sempre assim, hoje. Amanhã eu posso ser mandada embora, mas eu tenho hoje. E aí eu apresentava, ia, curtia. Muitos desafios, obviamente. Muitos desafios. Mas eu sentia ali que eu estava amadurecendo. Falei, pô, que legal. Eu queria ter essa experiência, né? Esse aprendizado.

Só que depois de toda essa mudança Eu acabei não ficando Exatamente, até teve um momento que eu reservei aqui Que é, quando a Pamela saiu Tinha muitos boatos Que a Gazeta tava procurando realmente Uma apresentadora, não só pra substituir A Pamela, mas também Pra te substituir, né E eram boatos desrespeitosos Até porque alguém que tá ali No comando do programa como você estava Mas não é uma pessoa Mas não é uma pessoa Mas não é uma pessoa Mas não é uma pessoa Mas não é uma pessoa Mas não é uma pessoa Mas não é uma pessoa Mas não é uma pessoa Mas não é uma pessoa Mas não é uma pessoa Mas não é uma pessoa Mas não é uma pessoa

O que a direção falava pra você? Assim, deixava você tranquila ou falava não, a gente pode mudar? Eles foram transparentes? Não. Infelizmente, não. O que aconteceu? Durante todo esse período, até o final do ano, que eles entraram até o final do ano, não se falava nada.

eles nem sequer chegaram pra conversar comigo, ou conversar com a Pâmela, pra conhecer, pra, sabe, fazer um... Criar algum tipo de vínculo, de laço, entender a história, entender o momento. Nunca ninguém chamou a gente pra conversar. Então, nós ficávamos sabendo do que tava acontecendo pelo Flávio Rico. O que o público sabia era o que a gente sabia.

E era uma agonia. Então, assim, eu tava vivendo tantas coisas ao mesmo tempo ali, sabe? Era uma felicidade de estar ali, de aproveitar e de estar fazendo o que eu mais amo na vida. E tava me entregando e fazendo o máximo que eu podia, mas pelo outro lado, uma pressão psicológica muito grande, não só com a gente, com a gazeta inteira ali, porque...

Todo mundo podia ser mandado embora, produção, direção, todo mundo. Então, ficou esse clima muito pesado, acho que do meio até o final do ano, que foi bem difícil, foi bem desafiador. Então, era o desafio de amadurecer como apresentadora. Ao mesmo tempo, era a minha oportunidade, não podia deixar a bola peteca cair. Ao mesmo tempo, essa pressão absurda por trás. Então, foi bem difícil, emocionalmente, psicologicamente.

Mas eu pedi a Deus, falei, Deus, o senhor me colocou aqui, o senhor me tira. Então, eu tenho hoje, vou apresentar esse programa da melhor forma que eu puder hoje. E foi assim, até o final. Mas chegou no final, no último dia do Ao Vivo de 2025, a Pamela, infelizmente, foi chamada e desligada da emissora.

E eles me chamaram nesse mesmo dia pra conversar e falaram, Camila, você assume o programa a partir de agora. Então, vão aparecer muitas notícias na internet de que a gente tá contratando outra apresentadora, mas esquece, não dá bola pra isso, né? Não se preocupa com isso. É você que assume o programa a partir de agora. Então, foi isso que me falaram. Mas, assim, por um lado, eu, ok.

Por outro lado, ainda ficava ali uma pulga atrás da orelha. Falei, não, tem alguma coisa errada. Aí não fiquei tranquila ainda. Então foi um final de ano bem... Um começo de ano, né? Porque aí eu, no começo do ano, assumi sozinha o programa. Mais desafiadora ainda. E com toda essa pressão, foi muito, muito difícil pra mim. Mas sempre, com muita fé, falei, Deus, tô aqui, vou dar meu melhor. E fiz até o último dia.

E fez muito bem, e fez muito bem até você ter um carinho do público, depois a gente vai passar por isso, que tem um carinho imenso do público que é muito fiel ao Mulheres. É uma galera que assiste todos os dias mesmo. Mas você estava vivendo aquele sonho que com o tempo começou a ficar um pouquinho estranho de ser a titular do Mulheres e após um ano, pouco mais de um ano, você foi demitida por uma nova gestão. Aí eu vou ser bem direto. Você se sentiu injustiçada ou até traída nessa demissão?

Olha, algumas pessoas perguntam isso, se eu tenho mágoa, esse tipo de coisa. Eu acho que eu me sentiria, talvez, talvez, não é muito do meu perfil me sentir dessa forma. Mas se fossem pessoas que eu já conhecia há muito tempo, de repente a outra gestão anterior que me viu crescer ali.

e fizesse algo desse tipo comigo, pessoas que eu tenho muita proximidade, proximidade profissional, na verdade, não pessoal, profissional, que conheceram minha história e tudo mais, talvez eu ficaria assim. Mas eram pessoas que eu nem conhecia. Como é que eu vou me sentir traído de uma pessoa que eu nem conheço? Nem conhece minha história, nem sabe quem eu sou. Então, eu só senti que foi o modo dos operandos deles.

É assim que eles trabalham, não levei pro pessoal. Ah, é uma forma correta de trabalhar? Na minha visão, não.

Na minha visão, não foi assim com o respeito que eu gostaria que tivesse. Eu trataria de uma outra forma, bem diferente. Mas eu não vou sentir nada por pessoas que eu nem conheço. Ai, vou me sentir traída. Gente, sentir mágoa, tristeza, essas coisas, eu já falei, né, que eu tô fazendo psicanálise, terapia, um monte de coisa que eu sempre fiz e gosto, eu sou apaixonada por esse tema.

Isso traz doenças psicossomáticas. Eu não vou guardar mágoa, não vou. Eu me recuso, não vou. Não me senti... Eu senti que foi errado. Não foi a maneira correta e de uma maneira profissional e respeitosa como eu gostaria. Mas foi como foi. E aí também eu lavo minhas mãos porque eu fiz o melhor que eu podia ali dentro.

A sua parte, você fez, porque eu anotei aqui, eram 15 anos de casa, né? Era muito tempo ali na TV Gazeta. Você acha que pra encerrar esse ciclo, a nova direção foi cuidadosa com você? Porque, assim, às vezes a pessoa que tem muitos anos de casa, ela é tratada diferente, com mais carinho até, né? Pra encerrar esse ciclo, até com mais transparência. Você sentiu isso, que faltou um pouco de cuidado?

A pessoa que conversou comigo depois do programa, que é um dos diretores lá, ele foi super delicado. Porque, caramba, sobrou pra ele.

Quem está na alta direção ali, que de repente poderia ter tido um cuidado, não teve e sobrou para essa pessoa. E dentro do que ele podia fazer também, que ele estava numa sinuca de bico, estava ali numa saia justa, uma situação horrível para ele também. Ele me chamou no camarim, conversou comigo e foi super...

bacana, nas palavras e tudo mais, então não, assim em relação a essa pessoa eu não tive problema nenhum, mas lógico né é o que eu sempre falo, eu faria diferente se eu tivesse na alta cúpula ali da direção eu faria diferente

Perfeito. E eu fui atrás, porque após a sua demissão, o público ficou um pouco, digamos assim, o público fiel do Mulheres ficou um pouco revoltado. Eu fui buscar comentários do pessoal na internet sobre isso. Então, a Eliane Germano comentou, gostava muito do programa com ela, com você. Neste novo formato, não consigo mais assistir. Teve a Vanessa Rodrigues que comentou, queria que a Camila Galetti voltasse para o Mulheres.

Já a Juliana Silva falou, o novo Mulheres ficou chato, você faz falta, galetinha. Então, o público, eu tô trazendo o que o público achava e foi muito comentado. E aí também tem uma manchete do Terra, que aí é sobre a nova apresentadora, né? A manchete do Terra diz assim, estreia de Gloria Van Nique no Mulheres causa polêmica. Tá muito chato, entre aspas, é o que o público falou.

Eu não vi essa... É, tem uma matéria que fala sobre isso. Aí eu quero saber se o programa tá sendo muito criticado por mudar o formato, fazer uma mudança total. A Gazeta tá nesse momento de mudança. Depois que você saiu do Mulher, você chegou a assistir o programa? Assisti um pouquinho. Não muito, mas assisti em alguns momentos. É... Assim, eu acho que vamos dividir coisas por coisas, assim. Então vamos falar primeiro do público. É... Esse tipo de comentário, primeiro que...

Eu vejo de uma forma assim, legal. Eu consegui, sabe? Eu consegui. O pessoal gostou, o pessoal curtiu. Eu fiz de coração, eu fiz o melhor que eu pude. Não era o melhor. Porque eu não sou a melhor apresentadora, eu não sou nada disso. Mas era o melhor que eu consegui ali. Eu entreguei tudo, tudo que eu tinha. Tudo de melhor que eu tinha.

Até fico emocionada. Então, receber esse carinho é muito importante pra mim. É muito importante pra minha história. E eu sou muito grata ao público do Mulheres, de verdade. É um público que me acolheu, assim. E é um público crítico mesmo. Sim, são bravos.

Porque eles fazem parte da história de 45 anos do Mulheres. São pessoas que cresceram vendo esse programa assim como eu. E eu também sou crítica. Porque antes de ser apresentadora, eu sou telespectadora há anos. Desde criança. Que assistia com a minha mãe, assim como muitas mulheres. Muitas senhoras que passaram a vida assistindo esse programa. Então, caramba, é uma conquista ter um feedback desse. De verdade, de verdade. Isso é muito bom. E eu agradeço cada uma dessas pessoas.

Aí tem outro ponto. Por que eu não quis assistir muito o programa? Eu nunca quis julgar. Sim. Eu não quero julgar. Ninguém. Eu acho que a Glória Vonick é uma apresentadora incrível. Tem uma história que a gente não tem um A pra falar dela.

Ela recebeu um convite, acredito que no melhor momento da vida dela, e um convite muito especial, assim como foi pra mim, como foi pra Pâmela, Regiane, Regina, Kátia, Claudete, pra todas. Ione. É um convite, é uma missão apresentar aquele programa.

e veio pra ela, e ela tem que aproveitar esse momento mesmo, e eu torço, então eu não quero ficar assistindo, não, eu quero assistir torcendo, porque muitas pessoas vêm falar isso pra mim, falam, ai, mas você viu, tal, eu falei, gente, tá no começo, ai, mas tá, tá, mas ela vai se adaptar cada vez mais, daqui a pouquinho ela vai estar estourando, ela vai estar indo muito bem, ali dentro tem pessoas que eu adoro, que eu amo, que são meus amigos.

A Gazeta faz parte da minha vida, da minha história. Você acha que eu vou querer mal? Não. É o Mulheres, gente. Então eu sou a telespectadora que tô torcendo pro programa ir pra cima, entendeu? Dá certo, crescer a audiência. O cenário ficou lindo, né? E tem tudo pra crescer. E eu tô nessa vibe muito positiva e torcendo de verdade, de verdade. De todo o meu coração. E tinha mais uma pergunta que você fez ou não?

Não, não, é. Respondeu todas. Eu acho que a sua resposta diz muito sobre você, Camila. Acho que a gente que está na posição de apresentador, a gente não fica criticando o trabalho do outro, né? Porque a gente entende e sabe do desafio do peso, né? O apresentador, ele carrega ali, você carregava, naquele momento de pressão, o trabalho de várias pessoas. Porque se você não desempenhar bem, o programa vai mal e as pessoas vão ser demitidas daquele programa. Então, o apresentador carrega toda essa...

essa responsabilidade nas costas, né? Até porque não tem nem o que criticar de Gloria Van Nique, pelo amor de Deus. Exatamente. Maravilhosa. Ela é muito maravilhosa. Ali é apenas, assim como qualquer apresentador, se colocar, sei lá, qualquer grande apresentadora num novo programa, numa nova emissora, com novas pessoas, novos formatos e tudo mais, ela tem, obviamente, um período de adaptação. Apenas.

Porque, enfim, o trabalho é inquestionável. Então, vai cada vez mais se adaptar àquele formato, cada vez mais se sentindo confortável com as pessoas ali em volta, com a produção, com todo mundo, com o público. E isso demanda só um tempo. Sim. Depois do Slash.

Perfeito. E eu quero saber dos planos futuros aí da Camila. Se já pintou alguma sondagem de outras emissoras, uma conversinha ali, vamos conseguir uma exclusiva. O pessoal do UOL tá assistindo aqui e já pronto digitando, então, por favor. Tá, já pintou sim. É? É... Algumas conversas. É... Engraçado, porque depois de 15 anos, depois do... do último ano que foi... ... ...

bem intenso. Quando eu saí, eu falei, gente, pelo amor de Deus, eu preciso de um tempo. Eu vou me conectar comigo mesma. Eu vou, sabe, fazer minhas meditações tranquilas. Momento detox. Momento detox. Meu, meu, só eu ali, tranquilíssima.

E eu queria um tempo mesmo. Eu até pensei e falei assim, vou tirar um ano sabático. Vou ficar de boa. Porque a minha vida sempre foi uma loucura. Desde aquela época que eu estava mandando os e-mails. Eu sempre fui muito orca-rólica, muito indo atrás, muito, sabe? E eu falei, eu preciso, eu posso, eu quero e acho que eu mereço esse tempo para mim, né? A ideia era essa até então. Mas, sim, eu acho que...

Ah, e tem outra coisa também. Eu não quis forçar nada. E como eu te falei, eu não consigo falar de mim, falar da minha vida sem falar de Deus. Não dá pra mim. Porque Ele tá presente o tempo todo na minha vida, no meu dia a dia. E eu falava, e eu converso com Ele o tempo todo. Então eu falava pra Ele, eu falei, Deus, eu não vou forçar nada. Eu não vou fazer uma ligação.

Não vou. Não vou atrás de ninguém. Eu vou aqui fazer o meu. Busquei fazer um curso que eu gosto. Vou cuidar do meu corpo. Vou fazer exames de rotina no médico que há tanto tempo eu não fazia. Vou cuidar de mim. Enfim, eu estava querendo fazer isso.

E falei, se o senhor quiser que eu vá pra algum lugar, aí eu vou sentir ou vai chegar até mim. E foi o que aconteceu. Então, eu tô aqui e de repente ligação e de repente mensagem, de repente pessoas vindo atrás de mim. E aí eu tô analisando, tô conversando, porque eu realmente quero fazer algo que faça sentido pra mim. Que seja mais leve, mais tranquilo.

E pra que um dia eu realmente consiga ser a Camila, não sei se 100%, mas 95% autêntica. Assim como eu via a Mara lá atrás, assim como eu enxergo o Hebe Camargo, Ana Maria Braga, Kátia Fonseca, essas grandes apresentadoras. E é esse o meu objetivo. Então, assim, tem sim. E eu tô com muita calma e tranquilidade.

Em breve veremos, então, Camila Galetti aí na televisão, é internet, é televisão? Internet eu tenho um programa que eu quero fazer faz muito tempo já, desde antes do Mulheres. E se Deus quiser eu vou colocar ele em prática, independente de televisão.

porque é algo pessoal mesmo, assim, eu acho que é mais questão de propósito, de vida e tudo mais, então eu quero colocar esse projeto pra funcionar esse ano e a TV enfim tem TVs maiores TVs não tão grandes assim e aí eu tô conversando pra ver o que se encaixa nesse meu momento de vida, que eu quero fazer um trabalho mais leve, de verdade e aí

Em breve veremos novidade de Camila Galetti no Flávio Rico, que é por onde a gente fica sabendo, né? Nossa, pensou? E o Flávio, meu Deus, né? Que credibilidade que ele tem, né? Incrível. Referência, fantástico. Então, e tudo que ele fala é verdade, né? Se a gente tem dúvida, vai no Flávio Rico.

Porque ele confirma. Nossa, seria uma honra ter meu nome pra algo positivo ali na... Eu joguei pro universo. Vai acontecer, viu? Amém. A gente tá chegando ao final, mas antes tem um quadro aqui que eu preparei. Outro quadro. Outro quadro. Outro quadro. Que chama Perguntas Pedro Bial.

O que é isso, C4? São perguntas muito pretenciosas para fingir que esse podcast é inteligente. A gente quer passar essa imagem de inteligente. Eu gostei dessa palavra fingir. Eu posso fingir que eu sou inteligente? Pode também. Aqui é essa a ideia. Que as pessoas tenham essa impressão que a gente é inteligente. O importante hoje em dia na internet é só parecer ser, né? Não precisa ser. Então, vamos lá para o nosso quadro Perguntas Pedro Bial. Você sente falta da TV ou acha que ficar um pouco fora dela, você se libertou?

Perguntas profundas, hein? Eu falei que é perguntas profundas. Pera que eu não consigo fingir. Consigo fingir, não. As duas coisas. As duas coisas. São pontos de vista diferentes, porque eu senti essa liberdade, de fato.

mas também eu senti que não era pra voltar agora, sabe? Então, tem os dois contrapontos. Mas também liberdade, né? Essa palavra liberdade, a gente acha que é livre pra muitas coisas, mas às vezes é só uma percepção. Porque de fato, de fato, o que é a liberdade, né? Aí acho que vem o Pedro Bial da história.

O que é essa tal liberdade? Eu acredito que a liberdade, ela tá na nossa mente, no nosso pensamento. Porque é o pensamento que aprisiona. É o pensamento que te trava, é o pensamento que te dá medo. Tá tudo dentro da sua cabeça. Então, a liberdade, você pode estar dentro de uma prisão. Se você tiver a sua mente livre, você vai se sentir livre dentro de você.

Perfeito. Acho que, já diria o poeta, né? O que eu vou fazer com essa tal liberdade assinado só para contrariar, né? O que é que eu vou fazer com essa tal liberdade? Perfeito. É isso. Outra pergunta, Pedro Bial, capciosa aqui. O que chegar aonde você chegou te custou?

Perguntas profundas. Perguntas profundas. Vem com a gente. Me custou sanidade mental. Custou abrir mão de muita coisa. E é isso. São escolhas da vida. A mesma coisa você fazer um casamento. Você vai se casar. Você vai abrir mão de algumas coisas. Pra aquele casamento dar certo.

Ah, eu casei, vamos supor, ali com o meu sonho, o meu propósito de vida, que é ser apresentadora. Então, eu abri mão de outras coisas pra estar ali, entendeu? Mas, venhamos e convenhamos, o meio artístico é muito louco. Então, assim, são altos e baixos, muita gente falando, muita coisa acontecendo. E é difícil, às vezes, você manter o equilíbrio mental ali.

Boa. Gostei. Uma boa resposta. Eu quero saber qual foi a pior coisa que você já ouviu no ponto eletrônico do diretor. Qual foi a coisa que você falou? Não acredito que ele me falou isso. Deixa eu ver. Deixa eu lembrar. A pior coisa que eu ouvi no ponto... É que é engraçado, porque no último trabalho foi com a Rosíris, né?

E a Rosíris é engraçada, porque às vezes ela falava a opinião dela sobre a pauta que estava acontecendo e ela ficava conversando comigo no ponto, e eu estava super acostumada já com isso. O jeito dela, que às vezes dava vontade de rir no ar.

Então, às vezes, eu perguntava a opinião de um entrevistado e que eu, às vezes, era contra, mas ela era a favor. E ela ficava ali defendendo ele e, na minha mente, eu era contra o que ele estava falando, então era muito engraçado na hora, né? Eu queria convidar pra conversa. Mas acho que a pior coisa... A audiência caiu. Aí é duro, né? Às vezes você entra numa pauta que não funcionou.

E acontece, às vezes a gente dá um melhor ali, mas às vezes o público naquele momento não tá querendo ouvir sobre aquele assunto. E aí eu falo assim, ah, Camila, a audiência tá caindo e tal, não sei o quê. Isso é uma palavra ruim pra se ouvir. Gostei. Aí tinha que mudar, né? É. Aí vira a chavinha, parte pra outra, levanta a audiência.

Próxima, próxima pauta. E pra encerrar, em toda sua carreira, além de vir aqui no Eles Que Lutam, tem algum outro arrependimento? Imagina. Arrependimento? Arrependimento? Não. Oxe, não. Nada que me vem na cabeça, não.

Ótimo. Que bom, né? Graças a Deus. Isso é muito bom. E assim, sempre nos lugares que eu vou, poxa, sempre me recebem bem, com carinho. Não tem o que falar, não. Perfeito. E pra gente encerrar o Eles que lutem de hoje, eu quero que você deixe uma opinião impopular que você tem sobre qualquer coisa na vida. Essa é uma opinião que as pessoas não vão concordar tanto, mas você tem.

Você podia ter falado antes pra eu pensar nisso. Pensa. Tem tempo? Pensa aí. Por enquanto eu vou pedir pro pessoal, viu, Romerito? Deixar o like, se inscrever, seguir o Eles Que Lutem em todas as redes sociais, arroba elesquelutem.pod, que é muito importante. Enquanto a Camila tá pensando, a gente tá enrolando. Sabe quando o diretor fala enrola em mais cinco minutos? Então, por favor, Camila, a sua opinião impopular.

É profundo, talvez, mas esse é o meu jeito. Eu vejo muito na internet essas pessoas que são incríveis, mas algumas mentores, coaches e tudo mais, falando que para você alcançar o seu objetivo, para você chegar onde você quer...

você tem que ser incansável que você tem que pra que dormir x horas, você pode dormir menos você pode levantar sei lá que horas da manhã você pode aproveitar cada segundo do seu dia pra pra conquistar o seu trabalho pra conquistar onde você tem que chegar só que o que eu tô vendo hoje em dia são pessoas cada vez mais adoecendo

O que eu estou vendo hoje em dia, principalmente falando no lugar de mulher, são mulheres adoecendo de uma carga de trabalho gigantesca durante o dia. E que não tem tempo nem para respirar. E que, claro, como a gente estava falando, os psicólogos, para eles, ganham cada vez mais dinheiro com isso. Então a gente vê muitas crises de pânico, ansiedade, pessoas adoecendo mentalmente.

E eu vivi uma experiência que eu sempre acreditei nesses últimos meses, que eu contei aqui agora pra você, mas eu vou reforçar, e que vai contra tudo isso. Não, você não precisa se matar pra chegar onde você quer, ou pra conquistar o que você quer. É o contrário. Eu acho que a chave, ela tá justamente em você relaxar, em você se acalmar.

Porque quando você está num estado de calma e de relaxamento, seguro com o que você quer, com quem você é, em paz com o mundo, com você, principalmente com você, porque as outras pessoas, a família, amigos, muitas vezes não estão em paz, o mundo é caótico, mas se você encontra essa paz, o que é seu chega até você, sem essa loucura e sem precisar ficar doente.

Eu não vou nem falar mais nada. O que você quer que eu fale agora? Ah, não sei. Você acabou de... Não, eu vou ficar aqui. Camila, primeiro eu quero dizer que foi uma honra ter você aqui. Você é uma excelente apresentadora, uma grande referência. E vem conquistando o seu espaço com muito trabalho, com muita qualidade. Obrigada.

Então, assim, é uma honra ter te recebido aqui. Eu quero que você deixe as suas redes sociais para o pessoal deles que lutem te seguir. Que assim como mulheres, tem um público fiel que vai lá te seguir. Então, por favor, câmera da verdade é sua.

Eu quero agradecer de estar aqui. De verdade, você é um grande entrevistador. Obrigado. Parabéns. Eu vi aqui um extremo talento, não só talento, mas a dedicação que você teve de estudar toda a pauta, toda a minha vida para fazer perguntas diferentes do que outros lugares fazem. Você falou que gostaria de fazer isso e você fez muito bem.

e parabéns pelos quadros que você criou eu acho que você vai trilhar um caminho cada vez mais longe, muito bonito então eu tenho a honra de estar aqui no seu programa e que vai brilhar cada vez mais e obrigada pra você que assiste, continuem apoiando assistindo esse programa, dando likes compartilhando porque é um trabalho de muita dedicação

E que vale a pena a gente apoiar quando os trabalhos são assim. E se quiserem me seguir, arroba Camila Galetti no Instagram. Estarei com vocês lá.

Em breve, num canal de TV mais próximo. Muito obrigado pelas palavras também. Eu nunca me emocionei aqui no Eles Que Lutem ainda. Mas foi quase. É mesmo? Foi quase. Então, muito obrigado. Foi verdadeiro. Mas foi muito legal, viu? Eu quero deixar também o pessoal seguir o arroba elesquelutem. Pode me seguir nas redes sociais, arroba blzgabs, beleza gato. Lembrando, Camila, que eu só pergunto, assim, uma coisa bem bobinha. E eles que lutem, até semana que vem, pessoal. Valeu. Tchau.

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