SÉRIE DISTRAÇÕES | 05 - DISTRAÍDOS PELAS CONEXÕES - Quando notificações roubam a presença - 29/3 /2026
Vivemos checando notificações, respondendo mensagens, consumindo conteúdo sem parar. Estamos sempre online, mas raramente presentes. Fisicamente ao lado das pessoas que amamos, mas mentalmente a quilômetros de distância. A tecnologia nos conectou com o mundo inteiro, mas nos desconectou de quem está ao nosso lado e da presença de Deus.A história dos discípulos no caminho de Emaús nos ensina algo profundo: Jesus estava caminhando ao lado deles, mas eles não O reconheceram. Estavam tão distraídos pela tristeza, pelas expectativas frustradas, pelas conversas intermináveis sobre o que havia acontecido, que perderam quem estava presente. Só quando pararam, sentaram-se à mesa, quebraram o pão juntos e quando estiveram verdadeiramente presentes seus olhos se abriram e reconheceram Jesus. Nesta mensagem final, vamos aprender que presença é mais importanteque conexão, e que Deus se revela a quem está disposto a parar e realmente estar ali.
Cleópas
Douglas Gonçalves
Drogo
Hernandes Dias Lopes
John Dutton
Lucas Borba
- Distrações digitais e presençaO paradoxo de estar online e ausente · O impacto das notificações constantes · A desconexão com quem está ao lado · A perda da percepção da presença de Deus
- A história dos discípulos em EmaúsJesus caminhando com os discípulos sem ser reconhecido · A distração pela tristeza e expectativas frustradas · O reconhecimento de Jesus ao partir o pão · Cleópas e o outro discípulo
- Jesus se revela na simplicidade da vidaO reconhecimento de Jesus em gestos cotidianos · A importância de estar presente nas rotinas · A preciosidade dos momentos simples e íntimos · A história da mãe que fez kits de Páscoa · A história fictícia da mulher de 80 anos
- Revelação e Salvação em Jesus CristoA importância de entender as escrituras · A diferença entre informação e transformação pela palavra · A palavra de Deus como fonte de esperança e transformação
- Jesus se revela nas angústias da vidaA dificuldade em reconhecer Jesus em meio aos problemas · A expectativa de um libertador político frustrada · A esperança em Cristo durante as dificuldades
- Presença vs. ConexãoA prioridade da presença sobre a conexão digital · O convite para desconectar do que não importa · Viver presente em vez de estar sempre conectado
Um novo comportamento tem chamado a atenção. Pessoas conectadas o tempo todo, porém ausentes daquilo que realmente importa. Notificações constantes, mensagens sem fim. Tudo isso não para. Estamos sempre online, mas raramente presentes. Pesquisas apontam que mesmo ao lado de quem nós amamos, nossa mente está sempre distante.
E o mais alarmante, muitos estão deixando de perceber a presença de Deus no meio de tudo isso. Há relatos de pessoas que caminharam ao lado de Jesus, mas não o reconheceram. Não por falta de proximidade, mas sim pelo excesso de distrações. E hoje vamos investigar uma pergunta urgente.
Estamos realmente presentes ou apenas conectados? Porque no fim, não é sobre estar online, mas sim sobre estar presente. Preparem-se para a mensagem, distraídos pelas conexões.
Bom dia, bom dia. Muito legal, a gente vai encerrar essa série que tem esses vídeos teaser tão interessantes, né? Inclusive, o meu desafio para você hoje, na saída, é encontrar o nosso repórter, Lucas Borba, famoso cad, e parabenizar ele pela reportagem, tá bom? Combinado nosso aqui. Bom, tudo bem com vocês? Você já reparou hoje se você está respirando certinho? Agora todo mundo fez.
Ninguém tinha reparado ainda, né? E piscar. Você tem piscado muito hoje? Também não tinha reparado até agora. E a sua língua está na posição certa? Aí, um monte de gente aqui, ó. Agora. Essas são aquelas coisas que o nosso corpo faz no automático, né? Daqui a alguns minutos, ou talvez alguns segundos, você vai se distrair aqui com o que eu estou falando e vai novamente esquecer de respirar.
Você vai parar de respirar? Não, né? Você só vai parar de reparar na sua respiração. Isso é muito interessante. E existe uma semelhança nisso com a maneira como a gente pode acabar se relacionando com Jesus. Porque Jesus se revela.
Em muitos momentos, de diferentes formas, mas o grande problema é que na maior parte do tempo nós estamos distraídos. E nós não reparamos nisso. E hoje nós vamos encerrar essa série de mensagens chamada Distrações, tratando da distração mais moderna e talvez a mais inocente e ao mesmo tempo invasiva de todas as distrações, as conexões digitais.
A gente vive checando as nossas notificações, respondendo mensagens, consumindo conteúdos, aqueles que nós queremos e o que nós não queremos também, vendo notícias de diferentes lugares, de diferentes assuntos. É muito doido, porque eu não assisto o Big Brother, mas eu sei quem foi eliminado no paredão terça-feira. Porque assim que eu abro o navegador do meu notebook, aparece lá notícias do Big Brother, então eu fico sabendo.
A gente não consegue se desconectar totalmente. O nosso trabalho exige isso, os nossos estudos, os nossos relacionamentos. As pessoas, às vezes, ficam bravas comigo, porque eu demoro um pouco para responder no WhatsApp. Tipo, um, dois dias. Mas ficam bravas, eu nunca vi isso. Mas nós não conseguimos, nós não temos essa... Não existe isso de nos desconectarmos totalmente. Uma das minhas séries favoritas é Yellowstone.
É uma série que se passa em Montana, nos Estados Unidos, e meio a vaqueiros e cowboys, assim. E o chefe da família, que é o personagem principal, o John Dutton, ele é um cara muito poderoso, influente, importante. E tem um episódio específico...
onde eles estão acampando no meio do vale de Yellowstone, em barracas e tal, para manejar o gado. E ele está recebendo muitas ligações, porque é isso, ele é influente, importante, então ele está recebendo muitas ligações, mas ele é um cara meio bruto, chúcro, sabe? Ele começa a ficar bravo com aquelas ligações, e ele percebe que um local ali perto do acampamento não tem sinal.
Então ele manda todos os seus vaqueiros mudarem o acampamento inteiro para aquele lugar, sem falar o porquê, mas era só para ele parar de receber as ligações. Aí depois de um tempo chega um outro personagem lá no episódio e fala, John, você se tornou um cara difícil de se contatar. E aí ele fala, é, eu tenho uma nova regra.
Eu só levo meu celular para lugares sem sinal agora. Do contrário, ele fica na mesa da cozinha. E aí o cara fala, nossa, John, eu invejo esse luxo. Nós não temos esse luxo também, né? A gente precisa dessas conexões. A gente está o tempo todo online, mas nós estamos raramente presentes.
A gente está fisicamente do lado das pessoas que nós amamos, mas distraídos com o que se passa a quilômetros de distância, com pessoas que talvez nós nem conhecemos. A tecnologia fez isso, conectou a gente com o mundo inteiro, mas nos desconectou de quem está do nosso lado e da presença de Deus. Mas Deus continua se revelando a nós. Ele permanece presente, a sua companhia ainda é verdadeira, mas nós estamos distraídos demais para perceber isso.
E isso também aconteceu com dois discípulos, enquanto eles caminhavam entristecidos, distraídos com as últimas notícias pelo caminho de Emmaus. Esse é o texto que nós vamos ler, eu quero te convidar a ler junto comigo, vai aparecer para você, Lucas capítulo 24, do versículo 13 ao versículo 35, Jesus já ressuscitou, e nós vamos ao texto.
Naquele mesmo dia, dois deles estavam indo para um povoado chamado Emaús, a 11 quilômetros de Jerusalém. No caminho, conversavam a respeito de tudo o que havia acontecido. E enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Mas os olhos deles foram impedidos de reconhecê-lo. Ele lhes perguntou, sobre o que vocês estão discutindo e quanto caminham?
Eles pararam, com os rostos entristecidos. Um deles, chamado Cleópas, perguntou-lhe, você é o único visitante em Jerusalém que não sabe das coisas que ali aconteceram nesses dias?
Que coisas? Perguntou ele. O que aconteceu com Jesus de Nazaré? Responderam eles. Ele era um profeta poderoso em palavras e em obras diante de Deus e de todo o povo. Os chefes dos sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. E nós esperávamos que era ele que ia trazer a redenção a Israel. E hoje é o terceiro dia desde que tudo isso aconteceu.
Algumas das mulheres entre nós nos deram um susto hoje. Foram de manhã bem cedo ao sepulcro e não acharam o corpo dele. Voltaram e nos contaram ter tido uma visão de anjos que disseram que ele estava vivo. Alguns dos nossos companheiros foram ao sepulcro e encontraram tudo exatamente como as mulheres tinham dito, mas não o viram.
Ele lhes disse, como vocês custam a entender e como demoram a crer em tudo que os profetas falaram? Não devia o Cristo sofrer essas coisas para entrar na sua glória? Então, começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a seu respeito.
em todas as escrituras, ao se aproximarem do povoado para o qual estavam indo, Jesus fez como quem ia mais adiante, mas eles insistiram com ele, fique conosco, pois a noite já vem, o dia está quase findando, então ele entrou para ficar com eles, quando estava à mesa com eles, tomou o pão, deu graças, partiu e deu a eles, então os olhos deles foram abertos, e o reconheceram, e ele desapareceu da vista deles.
Perguntaram-se um ao outro, não estava queimando nosso coração enquanto ele nos falava no caminho e nos expunha as escrituras? Levantaram-se e voltaram imediatamente para Jerusalém. Ali encontraram os onze e os que estavam com eles reunidos que diziam, é verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão. Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho e como Jesus fora reconhecido por eles quando partia o pão.
Esse é o nosso texto de hoje. E essa narrativa, ela está encontrada no último capítulo do Evangelho de Lucas.
Então já aconteceu muita coisa, Cristo já fez muitas coisas, Ele já ensinou os seus discípulos, já ensinou grandes multidões, já curou enfermos, realizou milagres, foi preso, foi morto e já ressuscitou também. Mas até esse momento, Lucas, ele só falou do túmulo vazio, da experiência que as três mulheres tiveram ao ver o túmulo vazio e da experiência de Pedro, então, vendo esse túmulo vazio também. Ele ainda não falou da aparição de Jesus ressurreto.
Esse relato vem agora. Se trata de um vívido e comovente relato da aparição de Jesus para dois homens simples que faziam parte de um círculo maior dos discípulos. Esses dois homens não eram dos onze que a gente está acostumado, os mais famosos. Eles eram de um círculo mais amplo de discípulos.
E Lucas, ele localiza Emmaus com precisão, ele fala que Emmaus está a 11 quilômetros de Jerusalém. Então, nós temos dois discípulos que caminham 11 quilômetros de Jerusalém a Emmaus, e durante a jornada, eles conversam sobre os últimos acontecimentos na cidade. A prisão de Jesus, o julgamento de Jesus, a morte de Jesus.
Enquanto eles falavam, Jesus se aproximou e seguiu com eles. O próprio assunto chegou na conversa. Mas o que a gente vê é interessante. Jesus estava caminhando do lado deles, mas eles não reconheceram. Eles estavam tão distraídos pela tristeza, pelas expectativas frustradas, pelas conversas intermináveis sobre o que tinha acontecido, que eles perderam quem estava presente com eles.
Só quando eles pararam, se sentaram na mesa, partiram um pão juntos, e quando estiveram verdadeiramente presentes, os seus olhos se abriram e eles reconheceram Jesus. Nessa mensagem final do mês, nós vamos aprender que a presença é mais importante do que a conexão, e que Deus se revela quando nós estamos verdadeiramente dispostos a parar e desfrutar da sua presença.
E a primeira maneira como Deus se revela, Jesus se revela nas angústias da vida. Jesus se revela nas angústias da vida.
Jesus, ele se põe a caminhar com aqueles dois discípulos e ele se faz de desentendido, né? Sobre o que vocês estão conversando? E eles respondem, você deve ser o único visitante em Jerusalém que não sabe das coisas que aconteceram nesses últimos dias. Era como se eles dissessem, cara, você está por fora, hein? Você não viu o que postaram no Instagram da Judéia? Você não viu o que saiu no Jerusalenices?
igual aos sorocabanistas, né? Você não viu quem saiu no Gelo dos Alenices? Você está por fora. Você não viu quem saiu no BBB? Você não viu as notícias sobre a camiseta do Brasil? Vai dizer que você não tem uma opinião sobre se o Neymar tem que estar ou não na seleção. Você está por fora, hein, cara? Era como se eles estivessem dizendo isso. Mas Jesus continua como quem estava por fora mesmo. Ele fala, que coisas. E aí eles revelam suas frustrações, suas preocupações, suas angústias. Eles falam sobre o Jesus de Nazaré.
O homem no qual a esperança deles e de outros estava depositada. Esse homem tinha sido pego, condenado, crucificado e morto. Eles esperavam que esse homem fosse o libertador que ia tirar o povo judeu das mãos do Império Romano, mas já fazia três dias que tudo isso tinha acontecido e nada tinha mudado. Como é que você não sabe disso? Como é que alguém pode estar tão por fora?
Era o que eles pensavam. E hoje a gente olha para eles e pensa, como são tolos, né? Que homens mais bobos esses dois. Eles não reconhecem Jesus do lado deles e ainda acham que ele está por fora do que acontece. Que tolos. Esses discípulos somos nós. Nós somos esses discípulos.
Nós estamos tão conectados a tudo que acontece, tão distraídos com uma enxurrada de notícias, de tragédias, de problemas, que isso nos consome. E aí quando nós paramos de olhar para tudo isso e nos referimos a Deus, é para dizer, Deus, você não está vendo o que está acontecendo no mundo? Deus, não é possível, você não viu, né?
O Senhor está por fora, o Senhor não está vendo o que está acontecendo comigo? Não é possível. O Senhor deve ser o único que está por fora, que não está vendo o que acontece. É muito fácil a gente ser tomado pela negatividade de tudo que acontece no mundo, inclusive ao nosso redor, e pensar que o Senhor não está presente. Mas em semelhança ao texto que nós lemos, Cristo se põe a caminhar conosco em meio às angústias.
Essa é a esperança para nós. Cristo se põe a caminhar conosco em meio às angústias da vida. Aqueles discípulos tinham a expectativa de que Jesus fosse um libertador político. E essa expectativa tinha ido por água abaixo. É por isso que eles estavam tão frustrados. Tão impedidos de reconhecerem Jesus. Tão distraídos. E você? Você tem reconhecido Jesus?
Você tem conseguido ver Jesus em meio a tudo que você tem vivido? Visto, ouvido, em tudo que você tem lido? Ou será que você está preocupado demais, querendo que as coisas saiam como você acha que é melhor? A partir do seu julgamento, do que deveria ser feito? E pensando sobre isso, eu fui levado a essa primeira frase que vai aparecer hoje.
Quando nos distraímos, esperando que tudo aconteça da maneira como queremos, deixamos de contemplar o cumprimento do que Deus tem para nós. Aqueles discípulos estavam assim, distraídos com o que eles achavam que era melhor, com as suas expectativas. E se nós fizermos isso, nós deixaremos de contemplar o cumprimento do que Deus quer para nós. E é isso que importa. Porque Jesus se revela em meio às angústias da vida.
Nós só precisamos enxergá-lo. Segundo momento, segundo local onde Jesus se revela. Jesus se revela na exposição da sua palavra. Jesus se revela na exposição da sua palavra. Jesus então interrompe eles depois de contarem o motivo da sua tristeza e dá uma leve indireta para eles. Como vocês são lentos? Como vocês custam a entender o que os profetas disseram?
Não devia o Cristo sofrer justamente essas coisas para entrar na sua glória? Jesus então passa a ensinar eles, usando toda a escritura. Isso deve ser maravilhoso, né? Imagina Jesus te dar uma aula particular sobre toda a escritura. E realmente foi maravilhoso. Tanto que depois, quando eles reconhecem Jesus, eles dizem, o nosso coração não queimava enquanto aquele homem falava das escrituras para nós?
Mas o fato é que aqueles homens conheciam as escrituras já. Aqueles homens já sabiam das profecias que falavam a respeito do Messias. Aqueles homens faziam parte, como eu falei, de um grupo maior de discípulos. Então eles já tinham escutado Jesus ensinar. Jesus falar, eles já sabiam. Eles já tinham ouvido o testemunho de três mulheres falando que elas foram ao túmulo e o túmulo estava vazio. Eles ouviram Pedro dizer que foi ao túmulo e também ouviu o vazio. Havia esperança.
Mas mesmo assim, tudo isso não foi capaz de fazer morada no coração deles. Eles ainda estavam carregados de dúvidas. Eles tinham muitas informações, mas nenhuma delas transformava. Hoje, nós temos muito acesso a diversas informações acerca de Jesus. Você pode ouvir centenas, milhares de podcasts sobre Jesus no seu carro.
Você pode assistir muitas pregações diferentes, de pastores diferentes, de igrejas diferentes, com temas diferentes, de jeitos diferentes. Você pode assistir canais de TV crentes, filmes, séries. Você pode mandar e receber versículos no seu WhatsApp, de bom dia, de boa tarde, sem que nada disso faça diferença na sua vida. Se isso forem apenas informações...
não vai fazer diferença nas nossas vidas. O que a gente vê hoje em dia é gente que se distrai com tudo isso e se acomoda achando que isso basta. Mas quando vem a crise, o desafio, o problema, não tem ao que se apegar de fato. Nós precisamos encontrar Cristo revelado na sua palavra.
Não é só sobre saber, aquele versículo, que o Senhor é o meu pastor e nada me faltará. Não é só sobre saber isso de cor. É entender que se eu for mandado embora do meu serviço, o Senhor é o meu pastor e nada me faltará. Se não acontecer o que eu queria, o Senhor é o meu pastor e nada me faltará. Se eu tiver que mudar de país, o Senhor é o meu pastor e nada me faltará. Isso tem que ser verdade para nós.
Nós não podemos nos distrair achando que ter esse monte de informações basta. O que nós precisamos é de Cristo falando aos nossos corações. E fazendo queimar dentro de nós as suas verdades. Assim como fez com aqueles discípulos.
O Hernandes Dias Lopes diz que quando os nossos olhos não são iluminados pela palavra de Deus, caminhamos pela vida cabisbaixos, achando que a morte é mais forte que a vida e que o mal é mais forte que o bem. A palavra de Deus tem esse poder. De ser relevante para nós e nos lembrar que a morte não é mais forte que a vida.
que o mal não é mais forte que o bem, mas isso precisa ser verdade em nossos corações. Porque quando a gente se vê em trevas escuras, nós podemos lembrar de Cristo dizendo, eu sou a luz do mundo, e se isso for uma verdade para nós,
vai transformar a nossa vida, o nosso momento. Quando nós não soubermos para onde ir, estivermos confusos, a gente pode se lembrar de um salmo que diz que é o Senhor que conduz os nossos passos. Então, por que tentar entender tudo ao longo do caminho? Se isso for uma verdade no nosso coração, nossa vida vai ser transformada.
Quando nós nos sentirmos ansiosos, a gente pode se lembrar de 1 Pedro 5,7, que diz, lancem sobre Ele todas as suas ansiedades, porque Ele tem cuidado de vocês. Mas isso precisa ser verdade para nós, para fazer diferença. Não só informação. E se isso for uma verdade nos nossos corações, não apenas informações que nós consumimos.
nós poderemos desfrutar do Jesus que se revela na exposição da sua palavra. Porque ele se revela. Jesus se revela nas angústias da vida e na exposição da sua palavra. A terceira e última consideração, e para mim essa é a minha favorita. Jesus se revela na simplicidade da vida. Jesus se revela na simplicidade da vida.
Jesus então faz como quem vai adiante, tchau meus amigos, muito prazer. Mas eles insistem para que ele fique na casa com eles. E se lembre que eles ainda não tinham reconhecido Jesus, tá? Era apenas um homem que eles tinham gostado, que falava muito bem nas escrituras. Insistiram para que ele ficasse. Naquela mesa, Jesus passou por um gesto familiar simples.
tradicional, cotidiano, comum no começo de uma refeição judaica, que é dar graças pelo alimento e parti-lo com quem está na mesa. E o texto bíblico com toda a sua preciosidade, nos diz que os olhos daqueles discípulos foram abertos e eles reconheceram Jesus naquele instante.
Os estudiosos eles divergem quando falam o porquê que foi naquele momento que reconheceram Jesus. Será que é porque eles viram as marcas na mão de Jesus? Ou será que é porque eles estavam tão familiarizados com Jesus fazendo aquilo, que eles falaram, opa, já vimos isso, tiveram um déjà vu.
Ou será que é porque eles ouviram aquele homem falando com o pai, agradecendo pelo alimento e viram que ele falava de um jeito muito especial e diferente? Nós não sabemos. O fato é que naquele momento simples, íntimo, de conexão verdadeira ao redor da mesa, dentro de uma casa simples, eles reconheceram Jesus.
Qual foi a última vez que você, em meio a algo simples da sua rotina comum, às vezes entediante, monótona, reconheceu a Jesus? Você é capaz de olhar para tudo que viveu semana passada, por exemplo? Ou nessa semana e ver Jesus se revelando em coisas simples? Porque nós nos acostumamos a vivermos distraídos com a simplicidade das coisas da nossa vida.
As conexões, os acessos, o entretenimento, muitas vezes parece mais chamativo, mais leve, mais interessante, do que o ordinário dos nossos dias, e aí nós vivemos distraídos. As coisas passam. Se nós não nos dermos conta de que Cristo se revela a nós, na simplicidade da vida, nós vamos perder a chance extraordinária de ver Jesus se revelando no ordinário da nossa vida.
Quando eu era adolescente e li esse texto, eu perguntei sobre esse texto para o nosso pastor de adolescentes, o Drogo. E ele me falou uma coisa que eu nunca esqueci. Falando sobre esse movimento de Jesus partir o pão, ele falou assim para mim, Luiz, e é por isso que você tem a oportunidade de ver Deus, não só no culto, na pregação, mas enquanto a sua mãe serve o seu prato em casa. E aquilo me marcou. E é verdade.
O ano passado, na Páscoa, a minha mãe se propôs a fazer uns kits de Páscoa para vender. E não eram chocolates, ela se propôs a fazer uma coisa diferente. Então ela fez uns biscoitinhos lindos, delicados. Gente, a minha mãe é a pessoa mais caprichosa que eu conheço.
Ela fez uns biscoitinhos em formato de cenourinha, de coelhinho. Ela fez para cada kit, para cada cestinha, um bolinho de cenoura pequenininho, lindo. Ela colocava um buquezinho de lavanda em cada kit, amarradinho, bonitinho. Era um suquinho ou um chazinho ao invés de chocolate.
Ela comprou uma máquina que fazia etiquetas personalizadas para escrever bonitinho em cada kit para tentar vender. E eu vi tudo isso. Eu vi ela fazendo com muito carinho, com muito amor, com muito capricho. Mas durante a Páscoa eu não estava em casa. Provavelmente eu estava aqui, numa campa dentro. Quando eu voltei para casa, eu falei, e aí mãe, vendeu os kits e tal? E eu lembro que essa foi uma das experiências que mais cortou meu coração em toda a vida.
minha mãe não vendeu nenhum kit. Nenhum. Quando ela falou que ela não tinha vendido nenhum, eu não sei explicar para vocês o que eu senti. Nenhum. Mas aí, minha mãe, com o jeitinho delicado dela, ela falou assim, ah, mas está tudo bem. Eu levei um kit para o porteiro aqui do condomínio.
Eu levei um para a nossa vizinha, aqui da frente, que mora com a filha dela. Levei para a nossa amiga, que mora no condomínio do lado. Eu levei para as meninas que trabalham no posto comigo. E essa semana, estudando sobre isso, eu consegui reconhecer Jesus nesse detalhe. Naquela época, a minha fala foi diferente. Foi Deus, pelo amor de Deus. Você não viu? Minha mãe fazendo tudo isso. Com carinho, com amor, que injusto.
Mas hoje eu olho e consigo ver que Jesus se revelou naquilo lá. Se revelou para aquele porteiro, talvez ele nem saiba. Para a nossa vizinha. Porque Jesus se revela assim, de maneira simples. Jesus se revela nas coisas simples da vida. Se nós não estivermos distraídos com o que pouco importa, nós poderemos reconhecê-lo. E nós veremos a preciosidade que existe nisso.
Que a gente não perca mais tempo de se conectar com as pessoas que nós amamos, porque a gente se distraiu com outras conexões. Quanto tempo faz que você não manda mensagem para alguém falando, ei, saudades de você, eu te amo. Quanto tempo faz que a gente não se vê, vamos se encontrar. Que a gente não perca mais tempo de se conectar com Deus.
e de reconhecer Ele porque a gente está distraído com outras conexões. Quanto tempo faz que você não para para conversar com Deus de verdade? Sobre o seu dia, sobre os seus filhos, sobre o trabalho que eles estão dando, sobre o seu trabalho. Quanto tempo faz que você não lê a Bíblia para realmente ter algo especial para você? A nossa tag de hoje, ela diz que não é sobre estar sempre conectado.
É viver presente. Porque Jesus se revela nisso. Essa semana eu também vi um vídeo do pastor Douglas Gonçalves, é o pastor do Jesus Coppe. Ele é bem famoso, talvez você já tenha visto. E ele estava contando uma história que uma mulher contou. É uma história fictícia, tá gente? Mas ele conta assim, uma mulher de 80 anos, conta uma história dizendo, um dia...
eu não sei como, eu acordei e pude viver mais uma vez, um dia de quando eu tinha 32 anos. Eu abri os meus olhos, sendo acordada por mãos pequenininhas dos meus filhos, e ela fala, ah, quanto tempo eu não vi aquelas crianças. Elas pularam na minha cama.
E eu não me irritei nesse dia. Nem levantei correndo pra arrumar elas rápido. Eu segurei elas mais um pouco na cama, ri com elas, senti o cheirinho delas. E aí, a gente deu risada e tal. E aí eu levantei e fui arrumá-los pra escola. E eu também não reclamei.
Aí eu fui para a cozinha e meu marido estava lá, meu marido forte, calmo, fazendo um café preto simples. E eu o abracei, um abraço demorado. E eu percebi que ele estranhou. E eu fiquei ouvindo a voz dele, guardando aquela voz de novo, aquele sorriso. Aí eu preparei o café para as crianças, eu fui levar no carro para elas e elas derrubaram.
e mancharam o banco do carro, e daquela vez, aquela mancha não me irritou, porque eu lembrei de como era o carro vazio por vários anos, porque aquelas crianças não estariam mais naquele carro comigo. E aí a janta foi aquela bagunça, e não comem direito, e não param, mas eu não corri nem para lavar a louça, eu só ficava fotografando na memória aquele momento.
Eu me olhei no espelho e eu não reclamei da minha pele daquela vez. E aí eu deitei na minha cama antes de dormir e liguei para minha mãe. Quanto tempo eu não ouvi aquela voz. E eu não acelerei a conversa. Eu falei várias vezes, mãe eu te amo. Mãe eu te amo. Ouvi de verdade como ela estava. Que saudade, que saudade.
E aí ela acordou novamente. Sabe por que isso é tão precioso? Sabe por que isso nos emociona? Porque Cristo se revela nisso. Jesus se revela em meio a isso. Talvez para quem não entenda, não conheça Jesus, isso seja só uma ocasião qualquer, coincidência. Mas nós sabemos que Jesus se revela em meio a isso. E a gente não precisa esperar os 80 anos chegarem para perceber isso.
E para dar valor a tudo isso, hoje é o dia. Hoje é o dia. Quão precioso é termos um Deus que se revela nas angústias da vida. Um Deus que se revela por meio da sua palavra. E um Deus que se revela nas coisas simples dos nossos dias. O meu convite para você é desconectar daquilo que não importa. Para se conectar com o que vale a pena.
E reconhecer Jesus andando ao seu lado, porque Ele se revela. Jesus se revela a nós. Feche seus olhos, vamos orar. Senhor, nós te agradecemos, Pai, por essa manhã. E por podermos ouvir a Tua Palavra, Deus. Abra os nossos olhos, Senhor. Abra os nossos olhos, Pai, para Te ver. Abra os nossos olhos, Pai, para ver aquilo que importa.
Aquilo que fica para nós. Deus, em nome de Jesus. Não nos deixe vivermos distraídos. Com aquilo que é passageiro, Senhor. Em nome de Jesus, que a gente dê valor às coisas. Que a gente dê valor à Tua presença.
Pai, em nome de Jesus, nos traga para mais perto de Ti novamente, que a gente possa reconhecer o Senhor caminhando do nosso lado, Pai. Que se existe alguém aqui em angústia a Deus, alguém aqui vivendo no mesmo, no automático, Senhor, em nome de Jesus, se revele para nós, para que nós possamos contemplar.
A preciosidade que é caminhar contigo. É o que nós oramos, em nome de Jesus. Amém.