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BRASACast # 15 - Da BRASA ao mundo com Nathália Brandão!

24 de abril de 202629min
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🎙️ Já está no ar o novo episódio do BRASAcast!Hoje recebemos Nathália Brandão, alumni BRASA e Head of Global Education LATAM no TikTok, para uma conversa sobre liderança, inovação e o impacto de construir pontes entre o Brasil e o mundo.✨ Nat compartilha como a BRASA marcou sua trajetória, os aprendizados que levou para sua carreira global e por que a comunidade segue formando conexões e lideranças com propósito.👉 E atenção: as inscrições para o recrutamento do Board BRASA 2025 estão abertas até 05/05! Seu primeiro passo para construir impacto com a BRASA pode começar agora, link na bio.E para acompanhar novidades sobre a próxima BRASA em Casa, siga @brasa_emcasa.#BRASAcast #SomosBRASA #BRASAemCasa #LiderançaBRASA #BoardBRASA

Participantes neste episódio2
L

Lorenzo

Co-host
N

Nathália Brandão

ConvidadoHead of Global Education LATAM no TikTok
Assuntos4
  • Experiências de CorridaImpacto na carreira · Liderança e inovação · Construção de conexões
  • Liderança e soft skillsDesenvolvimento de habilidades · Adaptabilidade · Engenharia da sorte
  • Carreira não linearMudança de carreira · Experiência global
  • Brasa em CasaConexões e oportunidades · Impacto social
Transcrição76 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Oi pessoal, bem-vindos a mais um episódio do Brasacast. Hoje a gente tem uma convidada muito especial, a Natália Brandão. Ela é uma alumina da Brasa, que já liderou a Brasa em Casa em 2019 e desde então vem construindo uma trajetória incrível, unindo inovação, educação corporativa, impacto social, dentro e fora do Brasil.

Para quem ainda não conhece, a Natalia é Head of Global Education para a América Latina na ByteDance, que é a empresa parente do TikTok, já foi reconhecida pela Forbes Under 30 e, antes de tudo, é uma pessoa que sempre buscou gerar impacto por meio de conexão e do conhecimento. Ela participou de um dos nossos coquetéis exclusivos na Última Brasa em Casa e tem um vínculo muito especial com a nossa comunidade.

No episódio de hoje, a gente vai conversar sobre a experiência da Nath na Brasa, o impacto da organização na carreira dela, a importância da Brasa em casa e como brasileiros que buscam conhecimento fora do país podem voltar e aplicar tudo isso no Brasil. Vai ser uma conversa super inspiradora, então fica com a gente.

Então, primeiramente, Nath, eu quero agradecer a ti pelo teu engajamento constante com a nossa comunidade e pelo teu tempo também, para conversar um pouco sobre a tua trajetória tão inspiradora, tanto na Brasa, como depois do teu tempo na organização. Tu tinha comentado ali comigo antes que tu está trabalhando num projeto que vai lançar mais para a metade do ano. Me conta um pouco mais sobre isso.

Lorenzo, primeiro, muito feliz de estar aqui com vocês. Amo sempre estar em contato com a Brasa, uma rede que eu costumo dizer que é um sopro de inspiração na minha vida. Então, muito, muito feliz de ter essa conversa com vocês hoje. E o projeto é basicamente, graças à Brasa, eu mudei completamente a minha intenção de carreira profissional. E produto disso até um livro que estou lançando agora em junho, pela HarperCollins, que é Cartas a uma Jovem Executiva.

que era uma carta para mim, ali pós-Brasa, entrando no mundo completamente novo, que é o mundo corporativo. Estava completamente aí cega. E estava fechando agora o capítulo final do livro, que é uma homenagem para Brasa. Está tudo fresco na cabeça, revivi todas essas memórias, me emocionei, chorei. Muito gostoso estar com vocês aqui nessa semana, tendo esse papo.

Que maravilha, muito bom saber que tu tá lembrando desse momento que te marcou tanto. Falando sobre o teu tempo na Brasa, como é que tu percebe que a tua experiência aqui impactou tua trajetória pessoal, profissional? E como é que tu vê a Brasa influenciando a próxima geração de líderes brasileiros em 2026? Legal, Lorenzo.

Tem aquele clichê que eu até tenho um pouco de preguiça, né? Quando alguém fala, ah, viagem tal, instituição tal, mudou. A minha vida.

Mas eu não consigo falar de Brasa sem dizer como uma experiência que mudou realmente completamente a minha vida. A Brasa foi um divisor de águas. E até explicando, assim, vinha de uma formação, estava me formando no direito na época. E, assim, parte da vida enquanto estudante universitário...

mas que uma grande maioria passa por uma intensa crise existencial. Será que é isso mesmo que eu quero? Qual o caminho que eu vou seguir? E na época eu não estava me encontrando. Acho que a formação em direito foi muito importante para formar um modelo mental na minha vida, a maneira como eu opero e executo o meu trabalho, mas na época eu só via dois caminhos. Era uma bifurcação na minha frente, ou a advocacia ou o concurso público. E eu não estava me encontrando em nenhuma dessas duas rotas.

Até que essa experiência de estudos na França começou a abrir uma outra possibilidade, que seria a diplomacia, fazer a prova do Instituto Rio Branco e com a vida acadêmica. E aí eu comecei a apostar mais por esse caminho do meio, até que eu entrei na Brasa. E na época, foi em 2017 para 2018, salvo engano, foi até antes da Brasa em Casa, me engajei na Eurolitz.

E na época, Bianca Herzog, que era presidente, ela fez uma proposta para assumir a gerência. Eu falei, Bianca, não tenho condições de assumir a gerência, nunca gerenciei um projeto na minha vida, não sei. E aí eu lembro que eu recusei o convite, mas eu entrei como especialista de conteúdo, para olhar o conteúdo da conferência. E aí o Narras, na época, assumiu a liderança, Gabriel Narras, que hoje é um grande amigo até hoje.

E aí aprendi muito com ele. E aí, nesse momento, eu tive meu primeiro contato com gestão de projetos, estruturar um conteúdo, transformar uma ideia, um sonho em uma execução e ver o negócio acontecer. E no final da conferência, tive essa oportunidade de fazer um processo seletivo de treino da UBEV.

E aí foi quando a minha carreira pivotou completamente do direito para a vida corporativa. Não imaginava, não me sentia pronta. Falei, gente, não sei nem falar a língua dos negócios, eu não sei nem o que eu estou fazendo nesse processo seletivo. Mas é por coincidência, era a Ana Garcia, fundadora da Brasa, que estava estruturando esse trainee na Ambev.

E ela puxou uma conversa comigo, falando, você não quer participar do processo? Eu falei, Ana, nem sei nada desse mundo. Eu acho que vou perder o tempo de vocês e o meu. E no final eu descobri que aquela realmente era a minha vocação, a vida empresarial é uma paixão.

Sou uma pessoa criativa, que gosto de inventar, que gosto de criar. Encontrei na vida corporativa e empresarial esse espaço para ir construindo uma carreira não linear. Então a Brasa, super resumindo aqui, mas a Brasa foi que abriu essas portas de um novo mundo.

E me colocou em contato com a minha potência, com as minhas paixões. E hoje eu sou muito realizada na carreira, com tudo que eu venho fazendo. Claro, carreira da gente é um zigue-zague, altos e baixos. Mas foi graças à Brasa que minha vida mudou completamente. Isso com certeza se reflete no plano pessoal também.

Mas sem me estender muito, porque eu sei que a gente tem um tempo mais limitado aqui, se tiver alguma sementinha que você quiser explorar, a gente pode desenvolver. Mas só sobre a segunda pergunta, sobre como a Brasa vem influenciando a próxima geração de líderes brasileiros. A gente estava comentando antes de entrar, né? A Brasa tem... Vai fazer 12 anos esse ano. E é muito lindo ver a nossa profecia autorealizável.

que quando eu entrei na Brasa tinha aquela missão de formar a próxima geração de líderes brasileiros. E a gente está vendo isso acontecer e é muito inspirador. Então, por exemplo, nas últimas semanas, no último mês, por exemplo, o Eduardo Cavalieri, que foi da Brasa Ásia, comecei como prefeito do Rio de Janeiro, aos 31 anos de idade. Isso me deu tanto orgulho.

É tão inspirador ver essa rede participando de engrenagens, de novos projetos governamentais, empresariais, nacionais, globais. Ana Garcia, a cabeça fundadora do Intel, Instituto de Liderança e Tecnologia, formando a próxima geração.

de líderes empresariais em tecnologia, a Letícia Tonholo dentro de uma engrenagem super relevante no mercado financeiro, Gabriel Nars na logística, Giovanna Castro, liderança hoje nas maiores consultorias empresariais do mundo.

Essa rede de alumina, sendo parte de engrenagens, de influência, tão relevantes pelo mundo, eu acho que já essa missão de formar a próxima geração de líderes brasileiros é uma profecia autorealizável que já está acontecendo. É muito inspirador de ver acontecer. Pois é, realmente fantástico a gente ver quanta gente que, enfim, vem da brasa e consegue alcançar alturas inimagináveis quase.

Eu também achei muito curioso que tu falou, tipo assim, tu mudou de carreira, né, basicamente. Tu tava cursando direito, tava pensando, pô, vou fazer alguma coisa que tenha a ver com direito, enfim. Acabou sendo empresária. Muito engraçado que, pra quem não sabe, essa é a minha primeira vez aqui fazendo o Brazacast. E eu tô, tipo, na mesma situação. Eu faço ciência da computação, mas eu tô trabalhando com comunicação. Sim.

A Asa consegue nos mostrar esses caminhos alternativos. E eu acho que é uma baita oportunidade que a gente meio que descobre outra vocação que a gente tem, que talvez a gente não veria no nosso curso primário, sabe? A gente entra num curso ali e pensa, pô, é isso que eu vou fazer pro resto da vida.

necessariamente não vai ser, sabe? Existem outras oportunidades e a Brasa, com certeza, é uma dessas oportunidades que podem nos mostrar uma vocação. E aí tu nos contou um pouco também sobre a tua experiência global, a experiência global das outras pessoas que trabalhavam na Brasa. E como é que tu acha que a tua experiência pessoalmente...

e, enfim, profissional também, mas a tua experiência, hoje se aplica, né? Como é que tu aplica esse conhecimento, as coisas que tu aprende na Brasa, como é que tu aplica isso no Brasil, como é que, talvez, se a tua experiência traz vantagens ou até desvantagens, assim, entendendo o contexto profissional e acadêmico.

Lorenzo, só um comentário, estou chocada que é a sua primeira vez gravando o BrasaCast, porque assim, é de uma eloquência e uma familiaridade aqui com as câmeras, estou impressionada. Você vê que a Brasa conecta a gente com os nossos potenciais. Mas sobre a sua pergunta dessas experiências da exposição global, com certeza eu gosto muito de pensar, ainda mais nesse mundo que a gente está agora,

a revolução tecnológica acontecendo e há todo vapor, eu gosto de pensar quais são as habilidades transferíveis que, independentemente do tempo, vão resistir. E a habilidade, essa habilidade de exposição global, exposição a novos projetos, a Brasa te dá um papel em branco.

E a sua entrega vai ser proporcional à sua paixão. Não tem limite. Talvez o limite seja de recurso financeiro, mas isso, enquanto brasileiros, a gente dá o nosso jeito de driblar e encontrar alternativas. Então, isso é bacana da Brasa. Se não tem limite, se você está afim, não tem limite. É proporcional à tua paixão.

Então, eu acho que a experiência da Brasa com essa exposição global trouxe duas habilidades transferíveis para mim, que eu acho que independente da área que eu estou, e olha, eu já passei pelo financeiro, gestão de risco, em tecnologia, ventas e agora educação, é a capacidade de se adaptar. Se tornar especialista em aprender. Eu acho que quando você desenvolve esse músculo de entender, aprender, aprender...

Acaba sendo um clichê, mas hoje em dia ele é muito importante. Então, antes, se a gente olhar 10, 20, 30 anos atrás, existia um plano de carreira em que você mirava num cargo. Hoje não tem mais como você mirar em cargo. Você não sabe se esse cargo vai existir. Você não sabe se essa empresa mais vai existir. Você tem que afiar a tua capacidade de aprender e aprender rápido.

abraza e ir para um outro país, essa exposição global ensinou, porque você precisa aprender uma nova língua, e não é só uma nova língua, é uma nova estrutura de pensamento e linguagem do amor também. O brinco que tem é linguagem do amor corporativo. Você tem a mesma mensagem, mas você tem 500 formas de comunicar. Então, por exemplo, tem uma pessoa que é mais analítica, você tem que trazer essa mensagem talvez de uma forma...

Visibilidade de dados, por exemplo. Uma pessoa tem uma pegada mais humana, então você tem que trazer um ângulo mais focado no humano, em pessoas. Outras pessoas são mais processuais, então você conta essa mensagem de uma perspectiva processual.

Eu acho que essa adaptabilidade para entender culturas, nuances, adaptar sua linguagem, linguagem do amor para o seu interlocutor, é algo que a Brasa trouxe muito e essa exposição global também. Então eu diria que essas duas habilidades transferíveis, a adaptabilidade e essa capacidade de aprender a aprender rápido, independente do contexto. Eu acho que isso eu levo para a vida em qualquer área que eu tiver.

Pois é, não. As soft skills que a gente, que todo mundo tanto fala hoje, das tal das soft skills, eu acho que vai virar, assim, o maior diferencial no mercado de trabalho. Porque a gente vê, assim, tu pode ir no chat GPT e pedir, ele faz um relatório completo, ou tu vai no cloud, ele faz uma apresentação.

as hard skills, puder apresentar, pesquisar, tudo, assim, 90% disso vai ser tomado por IA. Isso é, com certeza. Mas agora, poder comunicar essas coisas aí, completamente. Eu não vou ir pra uma reunião e colocar uma IA pra falar com o meu chefe, sabe? Isso não existe.

exatamente, e aí só fazendo um comentário a partir desse ponto a gente sabe quando uma pessoa, por exemplo tem um livro de verdade ou resumiu na IA eu acho que a profundidade hoje em dia ela transpira, dá pra perceber por exemplo, você vai no LinkedIn, você vê o que é um conteúdo que saiu da carne de uma pessoa, uma palavra que tem calor versus o conteúdo de uma IA dá pra perceber que

Eu acho que, e aí, no momento que a gente está, eu acho que a qualidade das perguntas que a gente faz depende muito da gente entender profundamente a necessidade das pessoas e do negócio. Então, essa capacidade investigativa e interpessoal, acho que passa a se destacar muito nesse relacionamento homem-máquina. Mas, enfim, só um comentário a partir do que você trouxe. Não. Total sentido, realmente.

Enfim, falando dessa experiência de liderança e se comunicar, aqui na Brasa, tu liderou a Brasa em Casa, né? Foi quando? Em 2019? Foi a Brasa em Casa de 2019. Participando em Leeds em Paris em 2018. E depois eu fiquei aquele gostinho de querer liderar uma conferência. Aí foi a Brasa em Casa em 2019.

Sim, sim. Pois é. Enfim, a gente vai ter agora a Brasa em Casa em julho, esse ano. Então, que tal tu nos contar um pouco mais sobre como é que é o valor de um evento como esse, assim, para a comunidade, pensando, sabe, no retorno ao Brasil, a conexão com a nossa cultura, em um espaço tão forte como São Paulo. Especificamente em 2019, que memórias ou, assim, um insight tu tem ou tu guarda daquela experiência?

Nossa, tem várias memórias e insights. Foi uma experiência muito marcante. E pós-2018, eleições, que foi um ano intenso e difícil. E foi muito interessante porque a gente fez uma proposta de uma conferência que tinha por ambição ali gerar diálogos que encurtam distâncias.

conectar essa turma de talentos com o Brasil de oportunidades, com líderes inspiradores de vários segmentos. Então, a gente teve desde painéis com os ex-presidenciáveis, diferentes espectros políticos, empresários, empreendedores, artistas, até o Drauzio Varela foi. E aí foi um mosaico polifônico de diversos Brasis.

E é muito interessante, eu acho que a gente trazer um recorte, claro que não vai representar todos os Brasis, mas um recorte significativo para dentro de uma conferência em São Paulo, para estudantes terem esse contato com diferentes visões e perspectivas de um projeto de nação, cria um repertório muito relevante para essa turma que está se formando. E além do repertório, as conexões com líderes muito relevantes e a construção de capital de influência para a vida.

e não só o capital de influência a partir da conexão com os líderes que vão estar palestrando. É a turma que faz parte da Brasa em Casa, quanto da organização, quanto os alunos que participam. É uma turma que já dedica o seu final de semana para aprender algo novo e discutir um projeto de país.

Essa turma aqui é a nova geração de líderes brasileiros. Então você trocar, se inspirar, se conectar, além de serem diálogos que encurtam distâncias para oportunidades e para novas ideias, é uma rede de contatos para a vida.

em casa e participar. Eu quero participar, me chamem. Não, aluno não pode ser barrado na conferência, eu quero estar lá esse ano assistindo todas as palestras de novo. É construção de repertórios sobre diferentes ideias, você está aberto a ouvir opiniões que você concorda, que você discorda, ou novas ideias.

Inspiração a partir de líderes que fazem construções muito relevantes no país e também se conectar com colegas que estão construindo, que vão construir muita coisa legal. Então, são muitas propostas de valor incríveis e eu super encorajo todo mundo a participar.

Pois é, realmente é uma experiência única, né? Especialmente, eu acho que, porque a gente tem as conferências nos Estados Unidos, na Europa, e isso é meio que voltado ali para o nosso público, que, enfim, já está estudando fora. Mas eu acho que também quem tem curiosidade, sabe? Está disposto a tirar um dia do fim de semana para realmente ir aprender, eu acho que é um baita diferencial, sabe? Assim, o tipo de pessoa que está disposto a...

poder usar esse tempo para realmente elevar a sua carreira. Enfim, faz toda a diferença na carreira pessoal, profissional da pessoa. Enfim, ensina várias lições. Inclusive, falando disso... Diga, claro.

E também alunos que vão estar fora fazendo o estágio aqui de verão no Brasil. É interessante essa conexão, assim, para entender as oportunidades em outros países ou nas empresas aqui também. Então, além disso, tem oportunidades que eu não mencionei de carreira, que são hiper relevantes. Mas só esse ponto que eu preciso mencionar. Não, com certeza. Conexões mundiais também abre o pensamento do participante para o mundo, basicamente. Então, isso é muito legal.

Enfim, nos conta um pouco mais sobre... Porque tu passou por vários passos diferentes na tua carreira. Tu esteve na Beve, tu esteve na Brasa, claro. Agora tu tá no TikTok. Então, nos conta um pouco mais sobre as lições de liderança, inovação e o que a Brasa te trouxe que continua e segue na tua carreira hoje em dia.

Brasa, eu acho que independente, eu estou construindo uma carreira super não linear, passei de uma indústria de bens de consumo, agora estou numa big tech, e transitando por áreas muito diferentes, mas tem um denominador comum, uma constante que a Brasa me ensinou, que é a capacidade de desenvolver uma ideia, a concepção de um sonho, de uma ambição, traduzir essa ideia ou essa necessidade numa estratégia.

e materializar ela para a realidade a partir de uma execução disciplinada. Então, assim, antes da Brasa, eu não tinha construído um cronograma. Eu nunca tinha gerenciado um orçamento. Eu nunca tinha gerenciado pessoas. Então, a Brasa, ela me ensinou isso tudo, e um processo ponta a ponta. Vou citar o caso ali da Aeroleads, que eu cuidei de conteúdo na época da conferência em Paris, em 2018.

A gente queria conectar aqueles estudantes brasileiros na Europa, e uma das dores era o momento de fuga de cérebros, a galera está meio que desistindo do Brasil, querendo desenvolver carreira fora. A gente teve a ideia de conectar essa turma com o Brasil de oportunidade, especificamente no ecossistema de inovação.

E aí, a partir dessa necessidade, a gente desenvolveu um conteúdo ousado, que foi bem audacioso na época, só hoje eu tenho noção, que a gente se propôs a ressignificar a concepção de jeitinho brasileiro, que é tido como malandragem, corrupção. Só que tem um outro ângulo, principalmente quando a gente vai para fora, a gente detecta um brasileiro de longe.

E essa capacidade criativa de se virar no meio da escassez e do caos, é a capacidade empreendedora do brasileiro. E a gente queria garra exatamente, esse momento de discussão sobre o ecossistema de inovação do Brasil, a partir dessa lente, de um jeitinho brasileiro de inovar, empreender e criar, e um momento de fortalecer a nossa autoestima.

Então, a gente estava com esse sonho e a partir desse sonho, beleza, como é que a gente traduz isso em os palestrantes, num conceito de conferência? Onde vai ser o local? A logística? Como a gente vai fazer o marketing para chamar as pessoas? Então, pensar no processo ponta a ponta, até materializar a conferência de fato, ali que foram quase 500 pessoas na época.

Então, isso para tudo. Quando eu fui para a inovação na Ambev, como é que eu detecto uma oportunidade do nosso consumidor? Na época, eu estava ali participando da construção de uma nova unidade de negócio, de uma nova categoria alcoólica no Brasil, que são os drinks prontos. Como é que eu detecto a necessidade de um consumidor e traduzo isso num produto?

Como vou desenvolver o líquido desse produto? Qual o melhor líquido? Como fabricar? Como vai ser logístico, comercial, preço, e ver esse produto pronto na gôndola depois? Então, essa cabeça de traduzir uma ideia em estratégia, depois a execução de fato, isso é da brasa, e qualquer área isso serve. É uma...

Perível, muito valiosa em qualquer ciclo profissional da vida, acredito nisso. E o outro aspecto que eu traria, que eu aprendi com a brasa, é a audácia. Não, a gente já tem. Então, assim, na época das conferências, eu não era uma pessoa de contatos. Minha família é do interior do Rio de Janeiro, Itaperuna.

Então, assim, não tinha uma rede. Tive que bater na porta ali do Drauzio, de ministro do STF, de jornalista. Falar do sonho, eles nem me conheciam quem é essa menina vendendo o sonho em uma conferência, pedindo financiamento. E aí, eu acho que a audácia de bater na porta, compartilhar o sonho é a ideia.

E depois eu vi que a galera foi topando. A gente tinha os não e tinha os sims. E isso leva para a vida essa audácia de correr atrás do que a gente acredita. Então, acho que a Brasa, para a vida, em liderança, em qualquer ciclo profissional, ela trouxe essa capacidade de materializar ideias a partir de uma execução disciplinada. E essa audácia de correr atrás dos nossos sonhos, do que a gente acredita.

Sim, são características muito brasileiras. É como eles dizem, né? O brasileiro já nasce com formação em marketing. É verdade. Então tu vai na esquina do, sei lá, do meio do nada, numa cidade no interior do Rio de Janeiro, e vai ter lá uma loja com uma parede pintada, e é maravilhoso, é muito bonito. Ou, sei lá, os vídeos que a gente vê na internet, que são super, tipo...

Só que eles são muito captantes. Tinha aquela trend um tempo atrás que era, tipo, sei lá, tu pegava um vídeo de alguém caindo, e aí, na verdade, era alguém de uma loja caindo, e, tipo, isso virava um marketing. Cara, muito bom. E isso é uma característica que eu só vi brasileiro fazer. Exato. E, realmente, a Biasa consegue fomentar isso. E, também, tu comentou sobre o não a gente já tem. Eu acho que isso é muito importante.

Voltando para a soft skills. A gente tem que saber lidar com, primeiro, rejeição, com tudo na vida pessoal, profissional, e também a gente não pode ficar com essa mentalidade de que, tipo, eu não vou nem tentar porque não vale a pena. A gente não sabe, nunca se sabe.

Então eu vejo a nossa equipe hoje de conferências mandando mensagem, assim, eles comentam no Slack Ah, a gente mandou mensagem pra tal pessoa um apresentador, um empresário e eu falo, meu Deus, como é que eles têm coragem? Então eu fico muito feliz de poder estar nesse ambiente que eu posso aprender e conseguir ter essa habilidade eu acho muito show.

Enfim, tu tinha comentado mais cedo sobre o teu livro, e assim, tu fala um pouco sobre a tua experiência na Brasa, e será que a gente consegue algum spoiler? Porque tu falou que tu tem uma dedicatória, né? E que é uma carta pra ti mesma. Então será que a gente consegue algum spoiler do que a Natália gostaria de falar pra quando ela ainda tava aplicando na Brasa, lá em 2017? Ah, o spoiler é...

E nessa parte que eu falo da Brasa, eu falo muito da engenharia da sorte. E a engenharia da sorte, para mim, é se colocar em movimento. Eu aprendi que... Sim. Eu acho que a gente não tem controle sobre o resultado, sobre as coisas que vão acontecer. Você tem um controle sobre os seus feitos e exercícios. Então, se eu tivesse que falar para a Natália, lá em 2017, para 2018, sobre a Brasa, é entra. Entra porque você vai... Entra porque você vai parar para parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar parar

você vai conhecer uma rede de pessoas extremamente inspiradoras. Se você acha que você tinha ambição, você vai entender que sua ambição é zero comparada aos seus pares. Se você se achava inteligente, você vai olhar para o lado, vai achar pessoas infinitamente mais inteligentes, inspiradoras e com ideias tão diferentes. Se eu tivesse que falar para a Natália em 2017, falar de novo, entra na brasa, porque você vai ter referências de infinitos caminhos possíveis.

Não é só essa bifurcação, esses dois caminhos. Tem muito caminho possível, caminhos que você nem imagina. Só continua trabalhando, continua se colocando em movimento. Continua se conectando com pessoas que estão a fim de construir coisas e aprender. E tenha humildade para recomeçar e se reconstruir quantas vezes for possível. Não tenha medo do não.

Pode até parecer um certo clichê assim, mas se eu tivesse que voltar atrás, eu falaria faz tudo de novo, vai valer muito a pena. Todos esses finais de semana que você trabalhou, a gente trabalhava de domingo a domingo na Brasa, e sem salário no final do mês, era super voluntário, é voluntário ainda, mas no final vale a pena, você vai construir, você vai ter construções que talvez vão te orgulhar para o resto da vida. Então...

Eu acho que é isso. Pois é, maravilha. Eu estou extremamente realizado de poder trabalhar na Brasa e as coisas que me trazem aqui são maravilhosas. Fantástica e também, todo mundo que estiver ouvindo, eu recomendo demais a aplicável. Especialmente se for a tua primeira experiência profissional. Acho que traz uma base, o meu pai sempre me falou de cultura organizacional. Traz uma base fantástica.

Bom, agora eu estou trabalhando numa startup e eu consigo aplicar muito da estrutura e do organograma que a gente tem na brasa, eu consigo aplicar na minha startup. E eu tenho certeza que, enfim, trabalhando em outras empresas, eu vou conseguir aplicar isso bastante.

Mas é, eu achei um episódio maravilhoso, Natália. Eu queria te agradecer por poder compartilhar a tua trajetória conosco, as tuas experiências, as visões sobre o impacto da nossa comunidade. E foi extremamente inspirador ouvir como a Brasa contribuiu com o teu crescimento pessoal e profissional.

e como eventos como a Brasa em Casa conseguem ajudar, engajar, motivar, conectar jovens brasileiros ao redor do mundo, conectar eles a empresas. E, de novo, para quem estiver ouvindo e quiser fazer parte dessa comunidade...

As inscrições para o recrutamento da Brasa vão até o dia 31 de abril. O link está na descrição do episódio. E não esquece, a próxima Brasa em Casa vai ser dia 4 de julho em São Paulo. Os ingressos já estão à venda. E tu pode seguir a Brasa Underline em Casa no Instagram para mais novidades. Mais uma vez, muito obrigado, Natália. E a todos que ouviram até aqui, a gente se vê no próximo episódio do BrasaCast. E na Brasa em Casa, 2026.

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