Episódios de Kazzttor e seus isCaps

Seis Copas Perdidas - Lado B

22 de julho de 20261h18min
0:00 / 1:18:28

O Lado B não é exatamente um making of — é um episódio complementar, gravado logo após a narração do Lado A.

Aqui você acompanha uma conversa espontânea, improvisada, emocional e reflexiva sobre o processo criativo, as escolhas narrativas e os sentimentos que surgiram durante a construção da história das seis Copas perdidas.

É um registro mais íntimo, mais direto, mais livre — um espaço onde o autor comenta, amplia e aprofunda temas que ficaram nas entrelinhas do episódio principal.

Este episódio foi produzido e roteirizado por André Arruda, com apoio de ferramentas de Inteligência Artificial, narração de André Arruda e uso de sintetizadores de voz.

As histórias e análises apresentadas se baseiam em fatos reais das Copas do Mundo, especialmente nas últimas seis campanhas da seleção brasileira, interpretados sob a ótica e opinião do autor. Elementos não mencionados refletem escolhas narrativas que moldam este ponto de vista.

Ficha Técnica

  • Falas: inteiramente improvisadas por André Arruda

  • Roteiro base: inspirada no Lado A que teve apoio de IA através do Copilot da Microsoft

  • Trilhas sonoras: geradas por IA usando Suno

  • Arte do episódio: desenvolvida com IA do Copilot da Microsoft

  • Arte final: produzida no Canva

  • Pós-produção: realizada com software exclusivo da Kazzttor AMT, desenvolvido com apoio de agentes de IA

Ouça o episódio nas principais plataformas de podcast. Para ouvir e conferir os links nas mídias sociais, acesse: https://linktr.ee/kazzttorpodcast

Siga André Arruda, apresentador e faz-tudo deste podcast, nas mídias sociais: https://linktr.ee/kazzttor

Podcast produzido por Kazzttor AMT: https://www.kazzttor.com.br

Participantes neste episódio1
A

André Arruda

HostApresentador
Assuntos6
  • Copa do Mundo e Seleção BrasileiraCopa de 2006 · Copa de 2010 · Copa de 2014 · Copa de 2018 · Copa de 2022 · Copa de 2026
  • Crise existencial do futebol brasileiroMáfia do Apito · Lei Pelé e regra de solidariedade · Dependência de jogadores estrangeiros · Crescimento dos campeonatos europeus · Auge do Barcelona e Real Madrid
  • Futebol e IdentidadePerda de identidade brasileira · Influência do marketing esportivo · Mudanças no Campeonato Brasileiro
  • Copa do Mundo e política brasileiraProtestos durante a Copa de 2014 · Impeachment de Dilma Rousseff · Ascensão do Bolsonarismo · Uso político do futebol
  • Opinião sobre apostas esportivasCrescimento das bets no futebol · Patrocínio de bets em clubes · Risco de endividamento familiar · Bets como patrocinadoras da Copa
  • Filosofia e FutebolFerramentas de IA na produção · Uso de IA no roteiro · IA na geração de trilhas sonoras
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
AAAndré Arruda

Começa agora mais um programa Castor e Seus Sketches. Apresentação André Arruda. Oi gente, sou eu, André Arruda, e esse é Castor e Seus Sketches. Esse é a segunda parte de 6 Copas Perdidas, só que aí tem uma diferença, tá? O lado A é um episódio totalmente roteirizado com apoio da inteligência artificial, né? O lado B é o que eu gravei depois de eu ter feito a narração, né? Então vai ter muita opinião pessoal, vai ter complemento de coisas que eu coloquei no roteiro, de que alterei no roteiro, né?

Porque eu fiz alterações inclusive no roteiro, sobretudo na parte de 2026, que tava faltando a sequência do Brasil na Copa e tudo mais, né? E esse episódio, ele é mais de improviso. A única edição que eu tive foi de reduzir os espaços entre os, entre as falas, porque assim, como eu tenho TDAH, eu sou um pouco prolixo. Então, há momentos em que eu meio que enrolando Mas agora, sem mais delongas, vamos curtir aí essa segunda parte.

É bem mais longa do que a primeira, tá? Mas tem muita coisa interessante aí. Então veja, acompanha agora, a partir de agora, Castor e seus escapes com 6 Copas Perdidas, lado B. Muito bem, gente, essa aqui é o espelho do episódio de 6 Copas Perdidas. 6 Copas Perdidas são, são 2 episódios em 2 partes. Ambos têm aí uma, uma sequência linear, né, de introdução, a história de cada uma das copas e uma conclusão. Só que essa parte, essa, esse lado aqui é o lado B que tem mais opiniões minhas, por assim dizer.

Esse, a primeira, o outro episódio que você também pode ouvir tem um lado A que é totalmente roteirizado, que tem apoio da inteligência artificial para poder gerar o roteiro, e tudo mais. Esse não, esse é improviso total, é o que eu penso, que eu acho, né? E tipo, tem muito mais coisa do que falar só sobre futebol, né? Falar das derrotas das Copas fala um pouco de identidade nacional, né? É uma identidade que foi se perdendo, e se perdendo por várias, várias razões, né?

Que não, que passa por dentro do campo, mas também passa fora dele, né? Vamos lembrar, por exemplo, que em 2005 teve um escândalo do apito, né? Vamos lembrar também que 2000 e que os anos que se passaram, 2010 e tudo mais, tem coisas que fazem, que colocam muita coisa dentro desse balaio. Então assim, esse Esse episódio pode até ser mais curto porque vai ter coisa mais curta e grossa, né? Mas esse episódio ele conversa com outro, são dois episódios que se conversam, tá?

Então vai ter coisas aqui que vão ter referência no outro episódio e tem coisas que tem e no que vão ter no coisas do outro episódio que talvez tem alguma coisa que eu possa explicar aqui. Tá certo? Então, gente, sem mais delongas, vamos para o lado B de 6 Copas Perdidas. Então não percam, tem muito mais coisa, porque agora eu vou falar sobre 2006. Pois é, o ciclo de entre 2002 e 2006 foi um ciclo que eu digo que Seria o momento de continuidade, mas a continuidade não é simplesmente você colocar os mesmos jogadores para jogar.

Foi esse o problema do time de 2006 de Parreira. Eles, você colocava os grandes artistas na ribalta e artistas novos e bons nos bastidores para fazer a escada para os principais, se a gente fosse fazer uma comparação com o teatro, né? Até porque é engraçado, né? Porque muitas vezes os times, né, de futebol são chamados de elenco, né? Só que elenco é de atores. Então tem uma diferença aí, né? Mas vamos seguir aqui o passo, né? 2003 foi o título do Santos Futebol Clube.

Foi, foi uma das primeiras, foi a primeira geração dos Meninos da Vila, né? Então você tinha Elano, Diego e Robinho. O Robinho, você tem uma ideia, eu aparecia no O texto gerado pela IA citou o Robinho, mas eu tirei o nome Robinho da edição do texto final. Mas isso por uma questão óbvia, né? O Robinho, ele está preso, acusado de estupro, né, condenado, né, por estupro na Itália, cumprindo pena no Brasil. E aí a gente precisa colocar esse ponto, né, de que existem atletas, jogadores, esportistas que não fazem esse, esse, o certo, né?

E assim, teve polêmicas, né? Casamento do Ronaldo, teve várias coisas que aconteceram que mostra um pouco do que o Brasil se tornou, né? O Brasil começava desde 98, quando teve o contrato com a Nike, né? Quando o Brasil passou a ser patrocinado, né, o material esportivo ser fornecido pela Nike, o Brasil entrou numa numa questão de marketing, né, que é o que ele chama de joga bonito, né. E nessa toada você tinha equipes de alta, equipes da moda, né, Brasil, né, Portugal, né, várias equipes assim que usaram, né, esse que entraram, né, que se tornaram fornecedoras da Nike.

Mas tinha um ponto aqui que são, são esse, esse ponto ele elenca muito bem, porque a gente, eu não sei se entre os convocados de 2006 estava o Robinho, estava o Adriano, estava que tava fazendo muito sucesso no Flamengo, se eu não me engano. Então aqui, nossa, Congresso em Foco. Então tinha, olha só como é que era o time do Brasil. Você tinha o Rogério, entre os jovens, Rogério Ceni, tinha o Cicinho, que era um bom jogador que tava em ascensão, tinha o Gilberto, que no Hertha Berlim, Lúcio, que tava começando, o Luizão, né, o Cris do Lyon.

Que mais? Meio-campistas, ó, Zé Roberto, que já estava na Copa, Juninho Pernambucano, que era muito bom, Gilberto Silva, o Ricardinho do Corinthians, que estava na seleção brasileira de 2002, mas era reserva, Kaká, né. E no ataque você tinha o Adriano, o Robinho, e o Fred, que tava no Lyon. Então tinha jogadores em ascensão, percebeu-se que boa parte da base era o que tava em 2002, né? Então era um time que na escalação já começou com esse problema, colocou a Moreira, o pessoal que já eram veteranos, né?

E tinha jogadores muito bons que não foram convocados pelo Parreira. E no fim das contas, o time sentiu. Né, tem um outro ponto também que eu preciso elencar, né, de mudanças, que é o primeiro, é o primeiro ponto que eu acho importante aqui. Em 2003, o Brasil passou a ter o Campeonato Brasileiro de Pontos Corridos, tá, começou com 22 Times, 22 ou 24 times, e depois foi reduzindo para chegar a 20, que é o formato atual, tá? Depois disso, em 2005, teve um escândalo de manipulação de resultados conhecido como Máfia do Apito.

Esse ponto é muito importante porque hoje quase tudo é bet, né? Mas apostas esportivas já existiam, só que eram clandestinas. Era clandestinidade apostas esportivas, era clandestinidade. Acho que a única, o único sistema de aposta esportiva que era legalizado é a loteria esportiva da Caixa Econômica Federal, né? Então nesse meio tempo você tem lá algumas transformações do futebol brasileiro que vão começar a trazer efeitos em dois aspectos.

Pontos, tá? Primeiro é o Brasil perder um pouco a identidade de jogadores brasileiros. Então a quantidade de jogadores atuantes no Brasil é cada vez menor. E se a gente for ver essa escalação de 2006, você tem, acho que o único jogador de destaque que tava atuando no futebol brasileiro era o Rogério Ceni. Entendeu? Então era muito, era muito complexo isso, né? E aí nessa, nessa fita toda também a gente tem que ver também como é que tava a situação da Europa.

Os campeonatos europeus começaram a se fortificar, e naquelas, e naquela ocasião também houve o grande crescimento do Barcelona e do Real Madrid, dois O Real Madrid era chamado de o time dos Galácticos, né, porque era um time que era considerado imbatível. E tinha o Barcelona, que era do Ronaldinho Gaúcho. Inclusive, o Ronaldinho Gaúcho atuava no Barcelona, né, fez um grande, um grande, uma grande história, não é, no clube catalão, né.

E E também teve títulos europeus, mas isso foi acho que lá para o meio, para o final de 2006. E foi aí em 2006 que também começou a surgir a figura do Messi. Messi teve a primeira Copa do Mundo em 2006. Então vamos seguir aqui porque a gente vai falar de 2010. O que aconteceu comigo ali naquela ocasião? Teve uma vez o Brasil perdeu a Copa, eu assisti o jogo, fiquei indignado. Fui jogar bola com os amigos em uma quadra, só que eu fui furtado, roubaram minha carteira.

Você tem uma ideia como o meu dia foi ótimo? E depois, 3 dias, 3 anos depois, acabei descobrindo que essa pessoa que roubou foi numa loja passar cheque. O burrão, ó, o burrão, levar talão de cheque na carteira. Olha como ele, como eu sou doido. Como era doido, né? E aí, e aí aconteceu desse, desse, de eu ter me lascado ali, ter que arcar com uma conta que nem foi minha e foi fraude. E o mais engraçado é que o banco falhou, foi uma sucessão de horrores, né?

Porque o banco não era nem para ter aceitado o cheque porque a assinatura não tinha nada a ver com a minha. Foi uma sucessão de horrores. Né, são coisas que ocorreram ali, mas isso são coisas pessoais minhas. Mas o que eu digo assim, 2006 para mim foi um pouco insonso, né, já tava já numa outra, uma outra vibe, né. E eu imagino que a gente vai ser, vai ficando, vai amadurecendo e vai vendo que as coisas são muito mais amplas do que a gente imaginava.

Ser um jovem adulto, ter 20 e poucos anos, né, 24 anos, né, quer dizer, 25 anos, desculpe, 25 anos não é uma coisa, é diferente, né. E é sobre isso, gente. Então vamos aí para o próximo, próximo, próxima parte. Bem, gente, vamos falar de 2010, tá? 2010 foi aquela primeira Copa que foi na África, né? E assim, tipo, eu acho o seguinte, né? O Brasil, ele teve algumas alterações, né? Aquela mudança do Dunga, né? O Dunga, ele é um, sempre foi considerado, chamado, né, como um xerife da seleção, né.

O xerife é o nome que se dá àquele jogador firme, forte, que marca firme, que bota ordem no meio de campo, né, que não deixa o time se desorganizar, né, e tanto defensivamente quanto quando se vai para o ataque, né. E assim, é lógico que depois disso, né, depois do Dunga, né, não houve mais, né, quer dizer, depois do Dunga ter assumido a seleção, não houve mais, ele não conseguiu se encaixar em nenhum time. Ele tentou, depois que ele saiu da seleção, ele foi para o Internacional, mas também não vingou muito, né.

Mas o fato aqui é o que eu digo, né, em relação ao Copa de 2010, né? Sabe quando você tem um reloginho, um reloginho que quando uma peça se desencaixa se desarma ele todo? Foi assim contra a Holanda, né? E naquela, naquele jogo, né? Aquele jogo que eu acho que assim, a primeira vez que eu tava usando o smartphone para poder fazer, postar coisa na internet e tudo mais. Mas tinha um fato, né, que é o Brasil começar a perder aquela parte de identidade, né, que se tinha antes, né.

Você tem uma ideia, eu fui olhar aqui, por uma curiosidade, fui ver os 23 convocados à Copa de 2010. Sabe quantos que tinham, quantos atletas que disputavam, que estavam jogando em clubes brasileiros? 3 jogadores só, né? E isso mostra muito o quanto que essa sedução da Europa, né, virou um ponto que não só para os jogadores, mas também para os clubes, né? Tem 2 eventos que podem ajudar a esclarecer isso, né? Em 2000, no final da década de 90, em 98, teve a Lei Pelé, né?

Lei Pelé, na verdade, ele estruturava a questão de direitos de vínculo entre clubes e atletas, né? E no início da década de 2000, a FIFA estabeleceu uma regra de solidariedade em que quando um atleta é negociado, um um percentual dessa, dessa receita, ela vira, ela é um percentual da receita da venda do atleta vai para o clube formador. Então tem muito clube que eu lembro que havia muitos clubes formadores muito bons, né, Portuguesa, Corinthians, né.

E aí você Hoje você vê muito, muito clube que disputa a Copa São Paulo de Futebol Clube que só tem categoria de base, é absolutamente desconhecida de outros mercados, quer dizer, de grandes campeonatos nacionais, né? Por quê? Porque essa regra de solidariedade, que é, na verdade deveria ser na prática um incentivo para para formação de atletas virou um viés de negócio. E aí isso também acaba se refletindo com a seleção brasileira de hoje.

Eu sempre lembro da figura do Kaká. O Kaká é um jogador que ganhou Bola de Ouro, que fez muito sucesso na Inter de Milão, no Real Madrid e tudo mais, que começou a carreira no São Paulo Futebol Clube, mas que saiu muito cedo né, acho que com 20 anos, cerca de 20 anos de idade, já estava atuando no estrangeiro, né. E isso faz com que a gente comece a pensar que a questão da seleção hoje não tá com essa, vai completar 30 anos, né, de jejum de títulos.

Ele tem uma raiz que que não é só uma raiz de ausência de craques ou de seleções mal estruturadas. Ela vem com uma estrutura muito grande do esporte que acaba propiciando para isso, entende? Então é assim, é uma coisa que dá, que se você for parar para pensar, tem coisa que vai botar um pouquinho para lascar aqui. Né? Outro ponto em relação a 2010 é que eu lembro que 2010 foi feita uma campanha para convocar o Neymar, e no fim das contas acabou convocando o Nilmar.

Que na verdade o Nilmar, ele deveria ter sido convocado na Copa de 2006 e não na de 2010, que em 2006 ele tava arrebentando, em 2005 fazendo vários gols pelo Corinthians, 2005, 2006, fazer vários gols pelo Corinthians, até naquele título que alguns contestam, né, que é que foi envolvido, foi manchado pelo escândalo do apito em 2005, né. Mas tem um ponto aqui que eu acho importante, né, que naquela época, 2010, estava surgindo uma segunda geração de meninos da vila.

Né? Sim, no começo da década de 2000 estava aqueles, o Robinho, Robinho, Diego, né, Elano. Na Copa de 2010 tinha o Elano também, mas tinha o Paulo Henrique Ganso, tinha o Neymar, que já tava Já tava em ascensão, fazendo muitos, muitos gols, muitas jogadas muito bonitas, né? E havia um clamor para que ele tivesse sido convocado em 2010, né? E no fim, acho que ele foi, acho que a primeira convocação efetiva do Neymar foi só depois da Copa, né?

Mas assim, o fato é que no caso de 2010 teve uma coisa que não é bem característica. A característica do Brasil é você tentar superar, tentar improvisar. Tanto é que a gente vê isso, sabe onde que a gente vê isso, essa questão de improviso e poder de reação? Na França. Esse episódio tá sendo gravado no dia da final da Copa do Mundo, 19 de julho. Ontem, dia 18, foi a disputa de terceiro lugar, e aí a França estava perdendo de 4 a 0 para Inglaterra.

E conseguiu chegar a 4 a 3, 4, é, acho que chegou, conseguiu chegar a 4 a 3, né? Então era realmente um, uma coisa que esse poder que a seleção tem foi esvanecendo, seja pelo muitos jogadores para poder se adaptar rapidamente a um futebol europeu competitivo tiveram que abrir mão um pouco de suas características. E um exemplo disso foi o próprio Neymar, mas isso é assunto para o próximo, próximo, para a próxima parte, próxima pauta.

E ou é o próprio, os próprios clubes para serem competitivos, se tornarem, abdicarem um pouco dessa questão de criatividade, ficar muito mais na questão tática, na questão técnica, na questão física, né? E a gente percebe, por exemplo, que há uma hegemonia na América Latina, América do Sul, dos clubes brasileiros. Mas os clubes brasileiros se internacionalizaram bastante, mas isso é assunto já para frente também. Isso aí são spoilers, tá?

Então, gente, vamos para o próximo, próxima pauta, porque vai ser interessante falar de 2014. Se liguem aí, viu? Bem, de 2014 eu posso falar com propriedade por N motivos. Um deles é que eu fui voluntário na Copa do Mundo e na Copa das Confederações da FIFA. Né? Então eu tive muito próximo dessa realidade de Copa do Mundo, né? E assim, falar de futebol, né, nesse ciclo 2010-2014, ele tem algumas nuances bem legais. Um, porque assim, por eu ser corinthiano, em 2012 o ano foi épico para o Corinthians, né?

O Corinthians foi campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes, né. Naquela ocasião, o herói do título, por assim dizer, foi o— na Libertadores foi o Emerson, né, Sheik. E em 2000, naquele certame do final do ano, né, quando o Brasil foi campeão mundial, o principal nome foi o peruano Paolo Guerrero. Né? Então assim, observe-se um ponto aqui: os times brasileiros ficaram mais internacionais, mais jogadores internacionais nesse meio período, né?

Some-se isso ao fato de a Copa do Mundo ser no Brasil, várias camadas ali, um Brasil diferente, um Brasil que tem, que teve um nível de organização, nível de coisa. É claro que a questão política vai entrar nesse, nessa, nessa atuada, infelizmente por um motivo negativo, né? Porque assim, o que que aconteceu? 2010 foi uma, foi uma espécie de revolta de uma espécie de revolta de grupos que perderam espaço dentro da sociedade brasileira.

É uma classe média elitista, a classe alta elite do nosso Brasil, né? E isso fez com que acontecesse algo, a coisa mais absurda absurda, mais abjeta que possa ter acontecido numa Copa do Mundo: a torcida do próprio país hostilizar, xingando com palavrões, a presidenta Dilma Rousseff naquela ocasião. Porque já era um movimento que já estava rodando desde 2010, porque o que eles queriam era uma alternância de poder entre direita esquerda.

Mas o fato é que a direita não tinha muito a oferecer naquela época, né? E o desenvolvimento tava pujante. E eu lembro que, se eu não me engano, a escolha do Brasil para ser sede da Copa do Mundo foi 7 anos antes, foi em 2007, foi no mesmo ano em que o Brasil sediou os Jogos Pan-Americanos, e que foi um evento muito bem-sucedido. E depois, anos depois, confirmou-se que em 2016 o Brasil sediaria os Jogos Olímpicos, né? E isso também vai entrar nessa história por causa do título olímpico naquela ocasião, mas não nesse bloco, no próximo, né?

E aí você percebe que havia uma tensão política ali também. Né, e que acabaria tensionando os momentos seguintes da política nacional. Realmente, futebol e política acabam se misturando. Havia uma questão de organização, né, da estrutura para a Copa do Mundo, e que acabou não sendo devidamente cumprida porque havia, nesse caso, manifestações, e havia, por parte de alguns grupos hegemônicos do do nosso Brasil um boicote, embora velado, tá?

Então muitas obras viárias que serviriam para como legado da Copa de 2014 não foram, não foram executados. Um exemplo é a linha, acho que a linha, a linha prata do monotrilho de São Paulo, que havia sido planejado e construída para Copa de 2014. 2014, que só ficou pronta agora em julho de 2026, ou seja, 12 anos depois. E ainda por cima, só a primeira fase, não o plano completo. Então você tem uma ideia de como a elite atrasada do nosso Brasil faz e acontece justamente para não, para impedir que os seus interesses sejam contrariados.

Em 2013 teve aquela, foi, teve os protestos das passagens. Eu estive nesses protestos, eu inclusive tenho um vídeo que eu falava sobre isso e apoiava isso, mas de uma forma muito inocente, ingênua. Eu fui ingênuo, confesso, fui ingênuo. Porque eu percebi que esse movimento, ele passou a ter um impulso por parte dos grupos dominantes e foi modulado, foi, como é que eu posso te dizer, foi manipulado para poder virar um movimento político contra a esquerda, em vez de ser um movimento por garantia de direitos.

Porque, por exemplo, se a questão não é aumento de 20 centavos, colocou-se um monte de coisa, um balaio de gato, inclusive coisas de senso comum, para poder dizer que o governo do momento era ruim. E na verdade o problema não é que é um governo de momento ser ruim ou não, é uma conjuntura de décadas e décadas de atraso que precisam ser serem corrigidos para poder chegar a algum lugar. Mas voltando aí a parte do futebol, em 2000 a gente precisa ver a questão do marketing.

Neymar virou o garoto propaganda da seleção brasileira nesse ciclo. Era de tudo que se vendia, era roupa, comida, cueca, era tudo. E então é engraçado porque a ideia era fazer com que a Copa se rodasse em torno dele. E aí que tá um problema, havia uma diferença muito grande entre o clube, o time que ganhou a Copa de 2000 das Confederações e 2013, com o time que venceu a Copa, que chegou a Copa do Mundo em 2014. O time virou um time extremamente burocrático, centrado no Neymar em 2014. 2013 tinha opções, em 2013 tinha, tinha o Oscar, tinha o Hulk, tinha, tinha o Fred, né?

Então tinha opções tanto de ataque quanto de meio de campo. E o Neymar, ele Ele estava atuando em 2013 com uma função que meio que a contragosto passou a assumir e deu certo quando ele foi para o Barcelona em uma transferência absolutamente polêmica, inclusive até que foi alvo de investigação por evasão de divisas, porque os valores declarados da negociação eram diferentes dos valores efetivamente recebidos. E nessa, nesse compasso, a seleção brasileira perdeu opções e alternativas, tá?

Aquele gol do Davi Luiz contra a Colômbia, que foi um gol de falta belíssimo, foi, foi um sinal ali bonito dos tempos, mas não foi aquilo, foi, foi bastante ilusório. Era um time que realmente dependia tinha uma dependência do Neymar, e com a conivência da CBF, com a conivência da seleção, da comissão técnica. E aí viram, e mexe, tem uma frase dita por um outro técnico chamado Renê Simões, que ele dizia que estavam criando um monstro por Neymar, que em relação a Neymar acabava sendo que estavam criando um monstro.

E de fato acabou sendo, né, o monstro que tragou a seleção. E tipo assim, você vai dizer assim, olha, a Alemanha ganhou de 7 a 1 do Brasil, foi uma goleada histórica, foi uma goleada humilhante. Eu lembro daquele jogo que eu fui numa fanfest da FIFA, e como eu era voluntário, eu ganhei uma pulseirinha VIP, eu bebi e comia de graça. Então imagine só, eu cheguei bêbado em casa. Ai, ai, ai. Mas naquela época eu estava com um problema muito maior do que a seleção ter perdido a Copa.

Eu estava enfrentando a depressão, e era terrível você ter uma bad trip, de você ter uma derrota tão grande, e você está sensível e vulnerável em relação à depressão. Isso é terrível. E eu nem assisti o jogo contra a Holanda, porque me lembrou muito, porque o Brasil ele é quase como um escorpião, por assim dizer. Brasileiro é quase como um escorpião, ele, ele se entrega à derrota de uma forma tão maluca que ele simplesmente abdica de viver, ele deixa que as coisas deixa, deixa cair, deixa, deixa a coisa se afundar.

E foram, foi o 7 a 1 e o 3 a 0 em cima da Holanda, que praticamente ninguém se dispôs a ver. Foi a 4ª colocação do Mundial. Por incrível que possa parecer, a Copa de 2014 foi a melhor colocação do Brasil dentro desse ciclo de jejum de títulos. Foi 4º lugar, né? Então, 2006, acho que foi 2006, 2010 caiu nas quartas. Em 2018 e 2020 também caiu nas quartas. E na, e na, e na, e o Brasil caiu nas oitavas de final no E o Brasil caiu nas oitavas de final em 2026.

Mas mostra essa questão dessa invasão do público e do privado que tá, que provocou com que o Brasil, a seleção brasileira, perdesse cada vez mais identidade. Jogadores indo embora cedo e tudo mais, isso virou cada vez mais rotina. E aí a gente vê que 2014, a gente para para pensar e ver assim, mano, passou-se 12 anos de 2014 e ainda o 7 a 1 sangra na gente. Mas assim, sangra porque a ferida continua aberta. Esse que é o problema.

Bem, vamos para o próximo bloco, e aí no próximo bloco a gente continua. Pois é, gente, Copa de 2018 na Rússia, né, uma Copa fria, gelada, né. Mas assim, foi a ascensão e queda da era Tite, né. Tite jogaria ainda mais uma Copa em 2022, né, porque acreditou-se que o problema de 2018 não era um problema técnico. E é um ponto que depois acabou se provando em 2022, que acabou sendo também um pouco de problema técnico também. O que aconteceu?

O Brasil tinha uma geração nova, mas ainda tinha essa questão do Neymar dependência, ainda tinha 2018, né? Porque aquela história, né, que nem aquele cara que joga Bet, né? Ela perde, perde a rodada, perde a rodada e quer recuperar aquilo que perdeu. Aliás, 2018, né, é um ano que a gente precisa, fatídico, né, justamente por um monte de coisa que aconteceu, né? Sobretudo, sobretudo por causa da questão política, né? A gente, entre 2014 e 2018, a situação política começou a piorar e piorar muito.

Aí teve o impeachment da Dilma, tanto é que quem abriu os Jogos Olímpicos foi então presidente em exercício Michel Temer, que atuou, que disseram que nos bastidores atuou para viabilizar o processo de impeachment, já que era o mesmo partido, né, do deputado Eduardo Cunha, que era presidente da Câmara naquela ocasião, né, e que para escapar de um processo de cassação resolveu abrir o processo de impeachment e aí jogar tudo dentro do ventilador e colocar o Brasil em um caos político que acabou culminando com a eleição de uma certa pessoa, né?

E aí, o que que rolou nessa história toda, né? Em 2016, o Brasil ganhou o seu primeiro título olímpico, né? Em 2021, né, porque por conta da pandemia, a Olimpíada acabou sendo atrasada em um ano, né, lá em Tóquio, o Brasil conquistaria mais um título. Mas o ponto aqui em 2016 foi que se criou-se uma atmosfera para que o Brasil ganhasse e colocou-se os jogadores muito jovens e colocou o Neymar, né. O Neymar virou como se fosse um líder desses garotos que entraram, né?

E foi realmente, assumiu um papel de protagonismo nesse título olímpico, né? Foi o autor, se eu não me engano, do gol de falta na final contra a Alemanha e também do pênalti decisivo, né, que selou o título olímpico. Olímpico, né? E eu posso dizer também que tem um pouco de propriedade nisso, porque eu estava, eu fui voluntário, né, também dos Jogos Olímpicos, né? E eu estava na ocasião a poucos metros, a poucos, a menos de 1 km do Maracanã.

Eu estava na Vila Isabel, né? E é assim, é o Torneio Olímpico de futebol, é diferente do torneio de Copa do Mundo, né? Porque o Torneio Olímpico de futebol é um campeonato mais curto e não é, e não é o destaque principal, é um torneio coadjuvante e com jogadores sub-23. Então você tem menos atletas ali de grande gabarito, mas o Brasil tinha uma boa safra, né? Tinha Felipe Coutinho, tinha Tinha tanto, tinha um menino que tinha saído do Palmeiras, o Gabriel Jesus, né, que eu acho que foi muito mal aproveitado, né.

O Tite, ele colocou o Gabriel Jesus nas partidas com uma função tipo de líbero, né. E tipo assim, é aquele cara que puxa a marcação deixou para o cara vir de trás. Mas o Gabriel Jesus, ele é um, ele, ele na época ele era um excelente goleador, né? Ele tava fazendo muito sucesso lá na Inglaterra, né, no futebol inglês. E tava colocando ele numa função errada, mas tinha uma razão de ser. Colocaram ele na função errada porque eles queriam que ele participasse, mas que não apagasse o brilho do Neymar.

Esse que foi o fato. E, e aquele fatídico jogo contra a Bélgica, eu tava meio que pressentindo que a coisa não ia dar bem, né? Porque eu achei que a seleção brasileira, conforme o texto que eu coloquei aí do lado A, tinha aquele negócio, sabe, de achar que a Bélgica não era tão boa assim. A Bélgica simplesmente naquela ocasião era o time com, era a melhor geração belga, era a melhor geração belga. Lukaku, De Bruyne e Courtois, esses três pilares do time.

E o De Bruyne foi protagonista do jogo contra o Brasil, e o Courtois também, porque o Courtois ele fechou o gol. O Brasil não deixou de atacar a Bélgica naquele 2018, até o último minuto atacou, mas o Courtois estava num dia mágico, defendeu tudo que podia e o que não podia. E é claro que aí você vê uma somatória de coisas ali. É desorganização tática, é nervosismo, é ir para bafa e tudo mais. Faltou aquilo que um então técnico que entraria na história do futebol brasileiro em 2020 colocou em voga e que fez o seu time, Palmeiras, se tornar um dos maiores vencedores nessa última década de 2020, juntamente com Flamengo.

Cabeça fria, coração quente. Talvez se fosse ele o técnico do Brasil em 2026 poderia ser diferente, não sei, mas o fato Fato é que em 2018 a gente, a gente caiu mais uma vez nas quartas de final, mais uma vez para uma equipe europeia. Se você for ver bem, todas as vezes que o Brasil caiu foi para um time da Europa: França em 2006, Holanda em 2010, Alemanha em 2014 e Holanda de novo em 2014 também. E Bélgica em 2018, Croácia em 2022, em 2026 a Noruega, né?

Sempre um time europeu no nosso, se tornou um carrasco, né? E talvez esse carrasco ele tenha se tornado, a Europa se tornou um carrasco do Brasil por uma razão simples: o Brasil Deixou muito de ser Brasil, queria se europeizar, né? E aí deixou de ser inovador no futebol, no seu aspecto individual, e talvez também no seu aspecto coletivo. A gente fala muito da questão de entrosamento, né? Times entrosados. O que que é um time entrosado?

É um time que se conhece se percebe em campo. Por mais que você tenha táticas, esquemas táticos, se o time não se entende e não se percebe em campo, ele não joga. E foi o que aconteceu em 2018. Mas vamos lá, vamos para o próximo bloco, que 2022 promete. Eu vejo que esse ciclo de 2022 foi um dos melhores em termos de desempenho, de desempenho de time mesmo. Desempenho técnico, não desempenho na Copa efetivamente. O Brasil não chegou às semifinais, né?

Mas tem um ponto aqui que eu acho interessante, né, nessa história, né? Aliás, dois, né? O primeiro ponto foi a derrota para Camarões, né? Foi a primeira vez que a seleção brasileira havia perdido para uma equipe africana em Copas do Mundo, primeira vez. E ali tava, era um sintoma de uma coisa que o Brasil tinha, né, que eu acho que era, que é tipo uma falta de colocar a cabeça no lugar no momento certo, né. O Brasil, se eu não me engano, acho que perdeu de 2 a 1 para Camarões, né, na Copa de 2022. 2.

Deixa eu ver se é isso mesmo. Não, nem isso. Brasil perdeu de 1 a 0. E detalhe, o Brasil jogou, perdeu muitas oportunidades, mas por puro preciosismo. Eles não queriam fazer gols, queriam fazer golaço, né? Então tomou o Tomou um gol no finalzinho, nos acréscimos, entendeu? E o jogador que fez o gol foi expulso logo em seguida, né? Então assim, o fato é que o Brasil precisava ter essa questão desse controle de jogo, né? E a gente, e faltou também um outro detalhe, né, porque no texto eu esqueci de mencionar, né, porque quando você vai montando o texto usando prompt, você tem que colocar os fatos, né.

E um fato que entrou nessa, que deveria ter entrado nessa história, foi o título do Olímpico de 2021, né. Olimpíadas de 2020, que foi realizado em 2021, o Brasil ganhou, né. Mas ficou, passou um pouco batido, né, por causa da situação da pandemia. E parece que houve uma certa cisão porque a CBF, ele estabeleceu como que o time olímpico e o time principal fossem times, fossem coordenados de formas distintas, diferentes. Deu certo em 2016, em 2022 também deu certo, Quer dizer, mais ou menos deu certo, né?

E em 2000, e nesse ciclo agora, 2024, 2026, deu tudo errado, né? Porque o Brasil foi campeão olímpico e não se classificou no pré-olímpico. Você vê como foi um absurdo. E aí mostra também um prenúncio do que foi esse último ciclo, esse último que acabou se tornando o mais desastroso de todos, tá? Mas aí eu vou contar em detalhes depois. Nessa história toda, 2022 ele tem uma diferença porque o torneio de futebol ocorre no meio do ano e a Copa do Mundo no Catar, por conta do clima, do clima deserto, tipo lá da região do Catar, foi no final do ano, foi outubro e novembro.

Né? E, gente, eu achei assim surreal, né, a forma como se deu esse campeonato. Esse campeonato deu, eu achei, eu achei que a seleção brasileira merecia uma melhor sorte naquela ocasião. Richarlison tava jogando, Fim da Bola, que também foi um dos principais jogadores que atuou lá no no torneio olímpico, e grande, e bons jogadores. O Neymar já estava numa situação de instabilidade, mas estava num período melhor naquele momento.

Então, então havia assim uma questão de esperança. E assim, o jogo contra a Croácia ficou marcado por você tentar quebrar um gelo muito duro e no fim a picareta quebrar, né? É engraçado isso. E porque o time da Croácia era frio e é um time que é de certa forma burocrático. Quem é o principal jogador desse time? É o Modrić. Né? Tanto é que o modo, tanto é que a Croácia caiu, né, se eu não me engano, um 16 avos de final para Portugal, né, perdendo de virada, né.

Então, então tinha uma coisa diferente ali, né. E assim, e eu acho que a gente A gente tem que entender que um time campeão não é um time de um herói, né, como se tentaram se vender sempre, né. A gente fala do 58 com Pelé, mas Pelé tinha, tinha o Zagallo, tinha o Mazola, tinha o Cláudio Coutinho, tinha, tinha o Didi, tinha o Vavá. Né? Então tinha jogadores grandes ao lado dele, né? Você, 62, você teve o Garrincha, que teve praticamente a mesma base de 58. 70, você tinha o Pelé, mas você tinha Jairzinho, tinha Tostão, tinha Rivelino, né?

Então você tinha um time forte, tinha opções de jogadas ali, né? O 94, você tinha o Romário, mas você tinha o Bebeto, você tinha Aldair, você tinha Márcio Santos, você tinha Cafu, né? Você tinha bons jogadores no meio de campo, no ataque, que faziam a diferença, né? Em 2002, a mesma coisa, você tinha o, você tinha o Ronaldo Nazário, Mas você tinha o Rivaldo, você tinha o Ronaldinho Gaúcho, você tinha Gilberto Silva, entendeu? Você tinha o Cleberson, você tinha jogadores de qualidade ali, né?

Então, então é uma ilusão muito grande o pessoal achar que um time se faz com heróis, um herói único. Você vai ter um nome que pode ser aquele cara que vai vai ser o, vai assumir uma posição de protagonista, mas ele não tá sozinho no palco. Você vai falar, por exemplo, do time atual da Argentina, né, que o Messi como maestro, se não fosse os jogadores que o Scaloni preparou para o time, a coisa não ia para frente, entendeu? Então, então é uma ilusão muito grande você ter uma equipe.

Você precisa ter jogadores que desequilibram, sim, mas você precisa ter um time que tenham jogadores que possam ter poder de decisão. Não adianta você colocar um cara que seja o craque dos craques se não tiver, se não tiver jogadores que joguem com ele e que facilitem a vida não só dele, mas o time como um todo, a coisa não vai para frente. Então esse que foi o problema de 2018, 2018, quer dizer, 2022, né? 2022 teve esse problema muito sério de faltar poder de decisão.

Acho que todo mundo ali naquela ocasião queria ser protagonista e no fim acabou não sendo ninguém. Então esse que foi o doído do— esse foi o doído de 2022, né? Bem, vamos para 2026, vamos para essa última Copa. Já tá quase, são— eu tô gravando aqui no dia do jogo da final ainda, o jogo não começou, faltam 8 minutos para começar a final da Copa do Mundo. Vamos botar isso aqui para terminar logo. Logo de uma vez. Nossa, falar de 2026, gente, é uma coisa assim de louco.

Eu, porque até porque a Copa ainda tá rolando, né? São 2 minutos de jogo de Argentina e Espanha. Eu não estou assistindo o jogo porque eu estou gravando. E assim, a gente tem que contextualizar também porque ciclo de 2000, a década de 2020, 2022, 2026, teve um crescimento muito absurdo das bets. Hoje boa parte das empresas, dos clubes brasileiros, tem patrocínio de bet. Isso é um absurdo, né? Campeonatos patrocinados por bets, né?

E a gente vê que o Brasil, a gente, quando coloca isso, a gente vê que também há um outro contexto que faz com que o risco de essa identidade do brasileiro com Copa do Mundo se tornar cada vez mais distante, aumentar cada vez mais. Isso é preocupante, porque olha só que loucura, o Brasil passou a ter aí grandes jogadores fazendo sucesso no estrangeiro e começando a carreira no estrangeiro, por assim dizer. Ah, mas isso nunca dá certo.

É, tem uma exceção à regra ali, o Lionel Messi. Lionel Messi é argentino, mas começou a sua carreira, inclusive juvenil, nas categorias de base, se eu não me engano, Barcelona, entendeu? Então, então é É um exemplo, mas ele manteve a identidade com o Brasil. A maioria dos jogadores não. Você vê que tem muito jogador ali que só pensa em dinheiro, só pensa em fama. Uma das coisas muito emblemáticas dessa Copa é você ter jogador com fotógrafo particular, já viu?

Para postar as fotos deles nas mídias sociais com ângulo exclusivo. Como se fossem estrelas de OnlyFans. Eu achei que o Brasil se sentiu muito fragilizado e falta de capacidade de manobra, né? Porque o Brasil realmente jogou muito mal a eliminatória, foi a pior eliminatória da história, né? Argentina se classificou de braçada, goleou o Brasil, ganhou do Brasil, acho que ganhou de 1 a 0 do Brasil no Maracanã, eu acho, e goleou na Argentina por 4 a 1.

Para você ver como foi desastroso. Mas o Brasil tinha vagas, quer dizer, a América do Sul tinha vagas, né, conquistadas pelas glórias do Brasil, pelas glórias da Argentina. Argentina, pelas glórias do Uruguai, né, glórias históricas. Então, 7, América do Sul detém 10 títulos mundiais, 5 do Brasil, 3 da Argentina e 2 do Uruguai, né. Então, então sim, é, é um, América do Sul ainda é uma potência futebolística mundial, né? Mas aí a gente vê, por exemplo, uma hegemonia dos clubes brasileiros, porque o Brasil, acho que se eu não me engano, desde 2018, 2019, é o único país que ganha, que está ganhando em sequência Libertadores, que é o principal campeonato continental.

Mas se você for olhar lá as equipes equipes brasileiras são equipes que contam com uma grande quantidade de jogadores estrangeiros. A gente, por exemplo, muitos argentinos, em muitos argentinos, paraguaios nos clubes, dos clubes do Flamengo, do Palmeiras, né. O Palmeiras tem, o Flamengo tem o Gonçalo Plata, que é equatoriano, né, que é um bom jogador. Né? Então são times praticamente internacionais, né? E aí você percebe que as equipes brasileiras estão cada vez mais divididas.

Então você vê, por exemplo, o processo de SAF fracassado do Botafogo, a crise institucional do Corinthians que é praticamente interminável, ou a situação a situação de dívida também do Atlético Mineiro, que tá endividado por conta dessa questão do estádio novo. Que mais? Equipe sem recurso e rendendo-se a direitos de imagem de emissora de televisão e patrocínios de bets, né? E às vezes camisas mosaicas com tantos, tantas marcas de patrocínios de clubes para poder se manter.

Então você percebe que o modelo que nós estamos vivendo, e aí aquela história, né, se vende por pouco, né. A gente faz até uma piada dizendo que no Brasil tem clube vendendo, vendendo jogador por um por um pão, em troca de, cedendo o jogador para clube estrangeiro em troca de uma Coca-Cola e um pão com mortadela, né? E boa parte desse dinheiro não vai para o clube, acaba ficando com o empresário. Você percebeu aí que você vê um processo de auto, de autossabotagem do próprio futebol brasileiro?

E esse processo de autossabotagem é o que tá dominando. Você tem grandes clubes, clubes com visibilidade, inclusive clubes que eu digo para você que o ano passado com Mundial de Clubes revelou-se que os clubes brasileiros são competitivos, né, mas não são competitivos como os clubes europeus, né, clubes grandes europeus, né. Acredito que pode ganhar o ganhar de 70% dos clubes europeus, os clubes, os clubes brasileiros podem ganhar de cerca de 70% dos clubes europeus, mas os clubes top da Europa, né, tipo PSG, Bayern de Munique, Barcelona, Real Madrid, vão acabar caindo, entendeu?

Então é Você tem uma diferença muito grande aí de compasso. E aí a gente vê uma questão de identidade. E aí soma-se isso à questão política, né? Em 2023 teve uma tentativa de golpe de Estado. E desde 2018, com o bolsonarismo, os bolsonaristas— na verdade, a gente tem que voltar mais para trás, a gente tem que voltar para 2016. Quer dizer, nem 2016, a gente tem que voltar para 2014, né, que foi aquela época lá do cansei, do movimento ridículo chamado cansei, daqueles protestos lá do dinheiro, das passagens, do não vai ter Copa.

E aí vai pelo impeachment da Dilma. E o pessoal do Pato Amarelo e coisa e tal, né, da FAESP. E aí tem um ponto que eu acho muito importante que a gente tem que colocar aqui dentro dessa, dessa seara aqui, e é muito importante aqui nesse ponto, né. Houve sim o uso político disso, mas qual o ponto desse uso político? É porque a identidade do futebol brasileiro É a identidade, a identidade do futebol brasileiro é uma identidade que muitas vezes é uma identidade que foi concebida e construída, ou seja, vem de fora para dentro e não é de dentro para fora, entendeu?

E aí a gente vê aí a identidade que de fora para dentro, a Copa do Mundo, futebol que são jogadores de futebol. Eles representam o orgulho do país porque se trata do esporte mais praticado no mundo, o futebol. Mas é uma identidade que fica distante porque ela não carrega consigo, em si, de certa forma, as características que o brasileiro tem de ser um povo lutador, de ser um povo batalhador, de ser um povo que de ser um povo hospitaleiro, né?

São coisas que a gente acaba angariando ali, de um povo culturalmente rico, muito rico. E isso faz com que as novas gerações acabem vendo brasilidade em outra coisa. Elas veem brasilidade no funk brasileiro. Isso é ótimo, ver brasilidade no funk. Elas veem brasilidade no português do Brasil, no idioma que tem características próprias, é um idioma que tanto na parte de gramática quanto na parte de pronúncia é diferente do português de Portugal e até mesmo português de África.

E até interessante porque muitas, os brasileiros Os nossos amigos africanos lusófonos gostam muito das coisas brasileiras. Eu vi hoje mais cedo na televisão de que o goleiro Vozinha de Cabo Verde é fã de Ivete Sangalo, de que muitos cabo-verdianos são fãs das novelas brasileiras, gostam das novelas brasileiras, né? Então o Brasil, ele, o Brasil acaba sendo algo muito maior do que um jogo de futebol. Mas coloca-se isso na nossa cabeça, e isso faz com que a gente acabe tendo uma visão tão deturpada da realidade que a gente acredita de colocar tudo em 90 minutos de uma partida de futebol.

Isso me lembra uma música do— é uma música do Milton Nascimento, que até ele neste momento ele está internado no hospital, né? E E na verdade essa música ela fala muito sobre essa, esse contraste de que as pessoas carregam uma ilusão, né, de que o Brasil é o país do futebol e o que acontece fora dele não importa. E no fim das contas, quando a gente percebe que a coisa tá ruim, a gente acaba entendendo que são outras coisas que são boas para caramba.

Que o Brasil tem coisas maravilhosas que o Brasil faz e produz. Eu lembro que o Brasil na década de 80 também passava por uma situação dessa de crise de identidade no futebol, porque ainda o pessoal estava traumatizado daquela chamada tragédia do Sarriá em 82, que o Brasil perdeu para a Itália num triangular semifinal, uma coisa, umas regras malucas que FIFA inventava. E tinha um ponto que eu achava que eu percebia, que depois que eu acabei, a gente acabou descobrindo outras coisas.

A gente acabou descobrindo a seleção, a geração de prata do vôlei que virou a geração de ouro em 92. A gente descobriu a Ayrton Senna da Silva, né? E a gente descobriu que o Brasil é um país de mazelas, de desigualdades. Você percebe que, olha só que coisa curiosa, essas pessoas que usam a camisa do Brasil e são bolsonaristas muitas vezes olham fazem com que essa música do Milton Nascimento, Aqui é o País do Futebol, se materializasse.

Porque muitas vezes eles acreditam em algo, em uma realidade paralela de que tudo só funciona se houver ordem, porque ignoram completamente a realidade que está lá fora. E 2026 acaba mostrando um pouco isso, sabe? Mostra essa triste realidade que a gente precisa colocar em nós, a gente precisa alimentar em nós uma realidade que é um pouco dura, mas é uma realidade que a gente não tem mais condição de fugir. É uma realidade que a gente precisa enfrentar.

A verdade é essa, precisamos enfrentar uma realidade. De que é um Brasil, um país desigual, de que o Brasil é um país machista. Eu achei engraçado que, por exemplo, ontem passou na televisão aquele Central da Copa e só mencionou que o ano que vem vai ter uma Copa feminina de futebol, uma Copa do Mundo feminina de futebol, e que a sede dessa Copa do Mundo feminina no Brasil no final do programa. O Brasil ainda pode ser o país do futebol, mas não pelos pés deles, pode ser pelos pés delas.

Você já pensou? A jogadora de futebol mais espetacular da história do futebol mundial é brasileira, é Marta. E não é questão de esquecer que o futebol masculino existe, é de a gente entender que A gente precisa enxergar toda a realidade que nos rodeia, talvez para poder a gente melhorar esse futebol que nós estamos vivendo. A gente não quer mais futebol de bet, a gente não quer mais futebol de direitos de imagem, a gente não quer mais futebol de clubes totalmente endividados, em crise, clubes que estão vendendo seus jogadores antes de brilhar nos nossos gramados.

Mas isso é um assunto para o próximo, para o final desse episódio, até porque eu já adiantei demais uma parte da conclusão aqui. Bem, chegar no final do episódio e ter uma conclusão, cara, é uma coisa tão maluca, porque na verdade quando eu lembro, quer dizer, eu falo muito desse processo que eu faço toda semana, que é o tal do domingo à noite, que ainda não escrevi, ainda não eu fiz o roteiro. Mas assim, presta atenção, gente.

Eu acho que assim, falar sobre uma seleção vencedora, ela vai muito além da seleção vencedora. A gente precisa falar de um futebol vencedor. E futebol vencedor é uma coisa que o Brasil tá perdendo há muito tempo. Ela tá perdendo identidade, tá perdendo organização, tá perdendo inovação, tá perdendo tudo isso. E olha que o Brasil é um país que tem uma medicina esportiva extremamente avançada, que você tem jogadores de alta qualidade, você tem um processo de ciência do esporte, de fisiologia do esporte, que foi baseado no futebol e que poderia ser aproveitada em outros esportes.

Isso tornaria o Brasil uma potência olímpica. E tá caminhando para isso, eu vejo isso. O Brasil, em termos de esportes olímpicos, está ganhando mais, mais espaço. E aí você vai encontrar o, mesmo ele tendo ascendência norueguesa, o hatem, que é o, que é o que é o esquiador, né, brasileiro, que se tornou ouro olímpico, né, nos Jogos de Inverno, vem mostrando que o Brasil tem uma possibilidade de uma estrutura. E eu vejo o esporte, o esporte, a cultura e a ciência como grandes vetores de desenvolvimento do Brasil.

O Brasil, o Brasil, ele Pode ser o país do futebol, mas ele pode ser o país do vôlei, do basquete, do atletismo, da natação. Pode ser o país do cinema, como foi, como é o cinema, né? O filme Ainda Estou Aqui ganhou o prêmio, o filme do, o filme O Agente Secreto teve destaque também, entendeu? É o país das telenovelas, é o país do funk que agora trends do, das redes sociais, do TikTok. Vira e mexe tem um pessoal, tem dancinha de funk, entendeu?

Então o Brasil, e é o Brasil da cultura e é o Brasil da ciência também. É o Brasil que, que tem inovações tecnológicas maravilhosas, um dos sistemas bancários mais modernos do mundo. Tem o Pix. O Brasil é o país que tem cientistas de renome internacional. Tem, o Brasil é um, foi um dos países que, um dos primeiros países a identificar o genoma do vírus da COVID, entendeu? Então assim, gente, é inacreditável que a gente acha que o Brasil seja só o país do futebol.

É uma visão muito simplista, mas ela mostra que a gente tem condições de ser vencedor, inclusive no futebol. Só que para isso funcionar, ela tem que ir além, né? Ela tem que ir além das mazelas. A gente precisa tentar, a gente fala moralizar o futebol, mas na verdade não é moralizar, é a gente precisa fazer uma limpeza. E essa limpeza não dá para você fazer com uma estrutura tão politizada que se tornou a CBF, né? Uma estrutura que faz disputa política com os clubes e mais atrapalha do que ajuda, entendeu?

E a gente precisa estruturar o esporte para ele se tornar um esporte vencedor. O Brasil é um país de dimensões continentais. Campeonato de 20 clubes é modelo europeu. Qual o maior país da Europa? É a Alemanha, né, se eu não me engano, sem contar a Rússia, né. Mas o maior país da Europa é a Alemanha, né, da Europa Ocidental. E aí um campeonato de 18 clubes só, né, uma liga, né, a Bundesliga. O Brasil não tem como fazer isso. E aí o modelo de 20 clubes é um modelo que acaba virando um apartheid, porque você vai colocar os principais clubes do Brasil do eixo Rio-São Paulo com times de Minas Gerais, Sul e alguns do Nordeste como convidados, por assim dizer, jogando o ano inteiro.

E grande parte dos clubes, dos mais de quase 1000 clubes brasileiros, acho que são 600 e poucos clubes, tem muito mais, né, jogando só 4, 5, 6 meses no ano, e o restante do pessoal tendo que correr atrás de outras atividades profissionais para manter-se, manter a comida na mesa. Então esse tipo, são esse tipo de mazelas que fazem com que a coisa fique ruim, né, para o esporte brasileiro. Precisamos restringir a bet. Você percebe que a bet virou um motivo de endividamento de famílias, né?

É um problema seríssimo, entendeu? Então, dentro dessa— e aí a gente fala da— aí eu entro numa outra questão também, né? Porque a FIFA e o mundo estão entrando nessa história de bet. Bets são essas bets, principalmente as bets online, Viraram esse, esse mercado a ponto de mercado de opções de eventos futuros, ou seja, apostas, só que normatizadas no mercado de capitais, passar a ser patrocinador da Copa do Mundo. Então esse tipo de coisa, ele chega, vira um negócio muito, muito bravo.

Né? Que é isso, não causa só descrédito à seleção brasileira, ela causa descrédito ao futebol por inteiro, gente. Você já imaginou isso? É inacreditável, né? Bem, tá chegando ao final esse episódio. Eu acho que esse lado B tem muita coisa, acho que é mais, é muito mais opinativo do que o lado o lado A, ele dá uma pinceladinha, tem uma coisa da inteligência artificial, né, que floreia muito as palavras para poder. Mas eu gosto, eu acho importante colocar esse diamante bruto na mesa para que a gente possa pensar.

Às vezes a reflexão desse lado B seja mais interessante que o lado A, mas de qualquer forma Eu fico muito grato de você poder ouvir os dois episódios, porque isso diz muito inclusive sobre mim, sobre a minha visão sobre o futebol. Eu ainda tenho uma, ainda carrego uma visão romântica do futebol. Tem lances que eu assisto na mídia social, cortes, gols, que ainda me emocionam, ainda me trazem, me traz um pouco de de, me deixam os olhos um pouco marejados, mas é de uma saudade de um algo que é tipo que nós delegamos, né?

Muitos de nós delegamos isso, nós delegamos a nossa alegria ao sucesso alheio. Torcer não é ruim, mas a gente não pode esquecer de torcer por nós e de viver e de fazer por nós, jogar por nós. E aí talvez esse seja um legado de qualquer coisa que a gente faça na vida. A gente torce muito para que as coisas deem certo, mas a gente precisa fazer com que as coisas aconteçam. E às vezes fazer pode ser até mesmo ignorar que está acontecendo uma final de Copa do Mundo neste momento e gravar um episódio para refletir sobre o por que que o Brasil perdeu.

Então, gente, um beijo para vocês, cuidem-se, e até mais um Castores e Seus Escapes. Um beijo! Este episódio foi produzido e roteirizado por André Arruda, com apoio de ferramentas de inteligência artificial, narração de André Arruda e uso de sintetizadores de voz. As histórias e análises apresentadas se baseiam em fatos reais das Copas do Mundo, especialmente nas últimas 6 campanhas da seleção brasileira. Interpretados sob a ótica e opinião do autor.

Elementos não mencionados refletem escolhas narrativas que moldam este ponto de vista. Agradecemos a sua audiência e esperamos que você tenha aproveitado esta jornada pelas 6 Copas perdidas do Brasil. Você acabou de ouvir Castor e Seus Esquemas, mais uma produção da Castor AMT, www.castor conte com o KTO.bet.

Anunciantes1

KTO

external
Seis Copas Perdidas - Lado B | Castnews Index — Castnews Index