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Domingo à Noite em 10 de maio de 2026: Presença, memória e o amor que nos formou

10 de maio de 20266min
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Neste episódio especial de Dia das Mães, André Arruda reflete sobre a presença materna como um eixo fundamental na formação de quem somos. Entre memórias, ausências, aprendizados e afetos, o texto aborda a maternidade para além dos laços biológicos, reconhecendo também mães adotivas, de coração e todas as pessoas que exerceram o papel de cuidar, proteger e amar. Uma homenagem sensível à força do amor materno, à importância da presença e à necessidade de transformar a data em um momento de gratidão, consciência e humanidade.

Bem-vindo ao episódio número 123 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.

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Podcast produzido por Kazzttor AMT: https://www.kazzttor.com.br

Participantes neste episódio1
A

André Arruda

HostApresentador
Assuntos4
  • Presença maternaMemórias e ausências · Maternidade para além dos laços biológicos · Amor materno · Gratidão e consciência
  • O valor da presençaPresença física e emocional · Privilégio da presença dos pais · Amor que muda de forma
  • Formação e herança familiarMarcas que moldam quem somos · Reflexão entre gerações · Aprendizado pelo anti-exemplo
  • Mães em situações de adversidadeMães que enfrentam tragédias e perdas · Mães que lutam para proteger seus filhos · Força e resistência do amor de mãe
Transcrição17 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Como está sendo o seu Dia das Mães? Eu sou o André Arruda e esse é mais um Domingo à Noite. Domingo das Mães à Noite, de 10 de maio de 2026, episódio de número 123. Hoje é Dia das Mães. E por mais que essa data seja cercada de campanhas, vitrines e presentes, ela carrega algo muito maior do que qualquer gesto material.

O Dia das Mães é, antes de tudo, um dia de presença. De presença física, presença emocional, presença na memória. Eu mesmo já não passo o Dia das Mães com minha mãe há algum tempo, já faz três anos. A vida me levou para longe, para outra cidade, para outros caminhos. Mas ela está viva.

lúcida, firme. E por isso, por si só, já é uma bênção. A gente se acostuma tanto com a presença dos nossos pais que esquece que isso é um privilégio. Muita gente não teve essa chance. Muita gente perdeu o pai e mãe cedo. A minha mãe, por exemplo. Muita gente cresceu sem esse norte.

E mãe é isso, um norte, um eixo, um ponto de referência. Mesmo quando discordamos, mesmo quando a relação é complexa, e muitas são, a maternidade deixa marcas profundas. Marcas que moldam quem somos, como pensamos, como sentimos. Marcas que se repetem, como naquela música da Elis Regina, como nossos pais,

que fala sobre como as gerações se refletem umas nas outras, mesmo quando tentamos ser diferentes. E é verdade, crescemos, amadurecemos e de repente percebemos que muitos conselhos que ignoramos fazem sentido.

que muitas atitudes que criticamos eram tentativas de cuidado, que muitas coisas que não entendíamos só se revelavam quando a vida nos colocava no lugar de adultos. Mas também aprendemos pelo anti-exemplo, aprendemos a fazer diferente, aprendemos a quebrar ciclos, aprendemos a evoluir. E isso também é herança.

O Dia das Mães não é sobre quem nos gerou, é sobre quem nos criou. É sobre as mães biológicas, as mães adotivas, as mães de coração, as mães que escolheram maternar.

É sobre mulheres cis e trans que assumiram o papel de cuidar, educar, proteger e amar. É sobre quem acolheu, quem guiou, quem segurou a mão, mesmo sem laço de sangue. E também é sobre quem já se foi.

Muita gente sofre nesse dia, porque a mãe não está mais aqui fisicamente, mas a presença dela continua em lembrança, em gesto, em palavra, em cheiro, em música, em hábito. A ausência física não apaga a marca emocional, o amor não desaparece, ele muda de forma. E ao mesmo tempo é impossível ignorar o mundo lá fora.

As mães que enfrentam tragédias, perdas, catástrofes, violências. As mães que lutam para proteger seus filhos em meio ao caos. As mães que seguram o mundo com as próprias mãos, mesmo quando o mundo insiste em desmoronar.

O amor de mãe tem uma força que a gente não consegue medir. É um amor que sustenta, que protege, que resiste. É um amor que muitas vezes salva. E talvez por isso o maior presente que podemos dar não seja comprado. O maior presente é estar presente, é mandar uma mensagem.

É fazer uma ligação. É dizer, mãe, feliz dia das mães. É desejar saúde, paz, tranquilidade. É reconhecer que se estamos aqui de pé caminhando, é porque alguém em algum momento nos deu estrutura para isso.

O dia das mães não deveria ser um dia de consumo, deveria ser um dia de consciência, deveria ser um dia de gratidão, deveria ser um dia de homenagem, não apenas hoje, mas sempre. Porque a gente só entende o valor da presença quando ela vira ausência. E quando isso acontece, percebemos que o amor de mãe nunca vai embora, ele só muda de lugar.

Que esse Dia das Mães seja um dia de amor, de respeito e de carinho.

Um dia de olhar para dentro e reconhecer quem nos formou. Um dia de lembrar que, num mundo tão duro, tão cansado, tão dolorido, talvez seja no colo simbólico das nossas mães que a gente reencontre um pouco da nossa humanidade. Então é isso, gente. Esse foi o episódio 123 de Domingo à Noite, especial do Dia das Mães.

Os episódios contam com os cortes do formato de audiograma no Instagram e no TikTok do podcast. Curta, comente e compartilhe este episódio, feito de inspiração e roteiro por mim, André Arruda, e com a produção da Castora MT. Um beijo no coração de vocês, cuidem-se até domingo que vem com mais um episódio de Domingo à Noite. Um beijo!

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