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Bets e consignado: governo tenta conter dívidas das famílias

06 de maio de 20262min
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O governo Lula lançou, nesta segunda-feira, o novo Desenrola Brasil, programa para os brasileiros renegociarem dívidas./ Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio, divulgada em março deste ano, aponta que 80,4% das famílias estão endividadas.
Participantes neste episódio3
A

Alain Barbosa

Reporter
D

Dário Duringam

ConvidadoMinistro da Fazenda
M

Miriam Belchior

ConvidadoMinistra chefe da Casa Civil
Assuntos4
  • Programa Desenrola BrasilRenegociação de dívidas · Juros máximo de 1,99% ao mês · Prazo de até 48 meses · Fundo Garantidor de Crédito (FGC) · Medida Provisória
  • Endividamento das famílias brasileirasPesquisa da Confederação Nacional do Comércio · 80,4% das famílias endividadas · Empréstimo consignado · Dívidas com BETs
  • Redução do percentual de consignaçãoDe 45% para 40% · Meta de 30% · Miriam Belchior
  • Dinheiro esquecido nos bancosR$ 8 bilhões · Dário Duringam · Novo FGC
Transcrição7 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

O governo Lula lançou nesta segunda-feira o novo Desenrola Brasil, programa para os brasileiros renegociarem dívidas. Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio, divulgada em março deste ano, aponta que 80,4% das famílias brasileiras estão endividadas. A expectativa do governo é de que até 20 milhões de pessoas, com renda de até 5 salários mínimos, sejam beneficiadas com as renegociações, com juros máximo de 1,99% ao mês e atendidos.

até 48 meses para pagar. O governo também quer atacar as origens dos endividamentos, como o empréstimo consignado. É o que explica a ministra chefe da Casa Civil, Miriam Belchior. Um elemento que eu acho que é chave no consignado que é a redução do percentual de consignação, que hoje está em 45, nós já estamos baixando para 40.

E vamos continuar progressivo, para não dar um corte muito grande imediatamente, reduzir de 45 para 40 e depois progressivamente 2%, depois 1% ao ano até chegar a 30%, que se considera o ideal.

As negociações devem ser feitas diretamente com as instituições financeiras. O alerta é para que ninguém caia em golpes. Os bancos vão oferecer descontos de 30% a 90% a depender do valor e do tempo de atraso da dívida. Como garantia das negociações, serão disponibilizados R$ 2 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito, FGC, além de mais R$ 5 bilhões do Tesouro, se necessário. O governo também quer contar no FGC.

com até R$ 8 bilhões de dinheiro esquecido nos bancos, como detalha o ministro da Fazenda, Dário Duringam. A gente poderia pegar o recurso que está lá no sistema financeiro e constituir um novo FGC, um novo fundo de garantia por autorização dos bancos para, de alguma maneira, melhorar a situação geral do sistema financeiro, que eles próprios reconhecem. Nós temos linhas com juros altos, várias pessoas que não pagam. Então, como o FGO já cumpre hoje, já opera, já tem integração interbancária...

para que os bancos utilizem como garantia, é mais simples, é mais eficiente fazer o aporte dos bancos para o FGO. De novo, não tem poder público envolvido aqui, só a inteligência e a necessidade de uma lei autorizativa para isso.

Para isso, o governo Lula assinou uma medida provisória. O trabalhador ainda pode utilizar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1.000,00, o que for maior. Outro ponto de atenção é com o endividamento dos brasileiros com as BETs. Os que renegociarem dívidas terão os CPFs bloqueados em casas de apostas online por um ano. Agência Rádio Web de Brasília, Alain Barbosa.