Fim da escala 6x1: comissão da Câmara inicia debates sobre o tema
Hugo Mota
Léo Prats
Yuri Hudson
- PEC da Escala 6x1Debate na Câmara dos Deputados · Proposta de redução da jornada de trabalho · Audiências públicas fora de Brasília · Impactos econômicos e sociais
- Redução da Jornada de TrabalhoRedução gradual ao longo de 10 anos · Proposta de jornada em 4 dias
- Relato pessoal sobre educaçãoExperiência com escala 5x2 · Apoio paterno nos estudos
A semana começa com um dos principais debates no Congresso Nacional, a proposta que pode acabar com a escala de trabalho 6x1 no Brasil. A Comissão Especial da Câmara foi instalada e já definiu os primeiros passos para analisar o tema. A ideia é acelerar a tramitação e ampliar o apoio político. Por isso, parlamentares pretendem levar o debate para fora de Brasília.
com audiências públicas em São Paulo, Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul. A estratégia buscou vir trabalhadores, empresários e especialistas. O prazo é apertado. A expectativa é votar o texto ainda nesse mês, antes que um projeto semelhante enviado pelo governo passe a travar a pauta da casa.
O relator da proposta, deputado Léo Prats, indicado pelo presidente da Câmara, Hugo Mota, defendeu que o tema seja tratado com equilíbrio e foco social.
Eu tive a oportunidade de, na minha quinta série primária, com muitos adolescentes, dar muito trabalho a meu pai. Quase tomei a alencar pau em matemática. E de um aluno que ia tomar pau em matemática, está na frente de vocês um engenheiro. Graças ao amor de um pai e a escala 5x2. Porque meu pai e minha mãe eram servidores públicos, não tinham dinheiro para pagar professor. E era meu pai todo sábado e todo domingo, durante seis meses, que me dava a banca de matemática na minha casa, num quadro que eu tinha uma raiva danada, porque eu tinha que ficar o dia inteiro em pé.
Não há preço que seja caro demais para a gente pagar enquanto poder público para um benefício social tão grande. A proposta reúne dois textos principais. Um deles prevê a redução gradual da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais ao longo de 10 anos. O outro propõe uma mudança mais profunda, com jornada distribuída em apenas 4 dias por semana. Defensores afirmam que a medida pode melhorar a qualidade de vida e fortalecer a convivência familiar.
Por outro lado, setores do comércio e da indústria apontam possíveis impactos econômicos e aumento de custo para as empresas. Agência Rádio Web de Brasília, Yuri Hudson.