#264 Livros para salvar seu ano
Todo leitor já passou por isso: a meta ficou para trás, a pilha de livros só aumenta e a vontade de ler parece ter desaparecido, ou foi a rotina que engoliu tudo.
Mas a boa notícia é que o livro certo tem potencial de mudar tudo.
Neste episódio, reunimos histórias que podem salvar o seu ano de leituras, aquelas que prendem do início ao fim, surpreendem, emocionam e fazem nos lembrar por que amamos ler.
Se você está em uma ressaca literária ou procura a próxima grande leitura para salvar seu ano, este episódio é o empurrão que faltava para fazer você voltar a virar páginas. 📚✨
Pegue seu café ou chá e dêo play no Literatura Sem Frescura, o podcast que fala de livros de um jeito que você nunca ouviu e agora nunca viu.
A cada 15 dias ao vivo no YouTube, às terças-feiras 20h30. Toda quinzena episódios novos nos agregadores de áudio.
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- Recomendação de LivrosLivros que tiram da ressaca · Livros que renovam o entusiasmo · Livros que prendem do início ao fim
- Literatura como ferramenta para recuperar atençãoCorte de Espinhos e Rosas · Comunidades literárias e clubes do livro · A Sombra do Vento · A história de Maru e o Castelinho Assombrado · Caim · História pessoal e trajetória
- Lista dos melhores livros de não ficção do século XXIBúfala Serena · Origem problemática de animais domésticos · Colapso · O Homem Que Amava os Cachorros
- Livro Sem DespedidasA geração insaciável e indefinida · A Guerra Que Salvou Minha Vida · Oração para Desaparecer · Sofrimento humano
- Trajetória literária de Orides FontelaIdentificação da ressaca · Estratégias para sair da ressaca · Livros de romance como solução · Livros de terror/thriller como solução
- Leitura e LiteraturaAmor e relação como fundamento · Livros de Jenny Colgan · Duologia Sem Julgamentos e Sem Ofensas · Bridgertons · Nem Te Conto · Teto para Dois · Novembro 9
- Romance 'Ilhas Suspensas'Eu Vejo Kate · One Piece tesouro secreto · Mirmecofilia: Larvas de Mariposa · O Crime do Cais do Valongo · Psicose de IA
- Memórias dos ApresentadoresO Vampiro Lestat · Uirassu · Eu Vejo Kate, A Lua do Assassino · Abandono de apegos e vícios mundanos · Gary Ridgway
- Literatura de fantasiaAssistente do Vilão · Parta no Místico · Flores para Algernon · Os Julgamentos das Bruxas de Salem
Literatura sem frescura. Literatura sem frescura.
Resenhas, opiniões, tretas literárias. Você está ouvindo Literatura sem Frescura.
Olá, esse é o Literatura Sem Frescura, podcast que fala de livros de um jeito que você nunca ouviu. Eu sou a Thaís, leitora eclética, professora oficialmente cansada e querendo férias, pelo amor de Deus, não chega nunca terça-feira que vem, e podcaster de meia tigela nas horas vagas. E hoje a gente veio falar para quem está olhando a própria meta de leitura e pensando: meu Deus, nada do que eu leio tá funcionando. Porque todo leitor passa por isso.
Tem aqueles períodos em que a gente pega um livro atrás do outro e parece que todos têm a mesma graça de uma bula de remédio. Mas aí aparece aquele livro, o livro que devolve vontade de ler, que faz a gente virar páginas de madrugada, cancelar planos, lembrar por que se apaixonou pela leitura em primeiro lugar. Então, episódio de hoje, vamos falar sobre livros capazes de salvar o seu ano de leituras, aqueles que tiram a gente de uma ressaca literária, renovam entusiasmo E fazem a gente acreditar novamente que ainda existem histórias incríveis por aí.
Porque às vezes tudo que o leitor precisa não é de mais tempo, mais disciplina ou uma meta maior. É só do livro certo no momento certo. Então pega sua lista de leituras abandonadas, o caderninho de recomendações e talvez até o cartão de crédito, porque hoje a gente vem indicar livros que podem resgatar o seu ano literário. E para tentar salvar o ano de leituras comigo, está aqui minha companheira de podcast, Dona Luíse. Olá, Luíse!
Olá, Thaís! Olá, ouvinte da Literatura Sem Frescura! Que saudade que eu tava de vocês, da Thaís, e de conversar sobre livros. Mas voltamos, gente, voltamos! O junho foi um mês conturbado, acho que para todo mundo, né? Muitos eventos e muitos acontecimentos, né? Copa, festa junina, gripe da Thaís, não sei o quê. Então demoramos para voltar, mas voltamos, né? Vai dar tudo certo. Obrigada Obrigado por confiarem na gente. Enfim, mas é isso, animada aí para essa pauta. Eu não sei mais se eu sei gravar podcast, gente, não tem indicações. Tava bom.
Ai, então se fosse gripe tava bom.
Ah, é? Não, é verdade. Não, tu teve gripe? Tu teve?
Não, a gripe não me impede de gravar.
Teve piriri, gente.
Eu peguei uma virose, tá? É isso que acontece quando você trabalha com crianças. É, enfim, é só.
Ai, meu Deus. Sim, verdade, verdade. Mas enfim, estamos aí, voltamos, voltamos animada aí para esse podcast, porque eu não sei se vocês lembram, uns 2 meses atrás eu tava assim, meu Deus, vai ser meu ano! E aí eu caí da escada, assim, sentido figurado. E as leituras empacaram esse mês inteiro, terminei um livro, tô assim, gente, não sei, não sei o que tá acontecendo.
Muito melhor que eu.
Vai estar complicado, tá complicado. Então esse episódio aí vai servir para a gente pegar indicações com vocês, nos dar indicações umas para as outras, se por algum milagre a gente não tiver lido o mesmo livro. E é sobre isso, mas a gente aceita indicações de vocês também para salvar o nosso ano de leituras. Enfim. Então, uma animada aí para pauta. Eu sou a Luiza e falo de Florianópolis, Santa Catarina, e vocês me encontram no Amaral Literária no Instagram e no TikTok.
Muito bem. Na verdade, esse episódio a gente fez com o intuito de salvar o nosso próprio ano mesmo, gente. É sobre isso, tá? Porque tem gente só falando, a gente tá falando aqui, a gente vai dar ideias, mas a gente que tá precisando. Então, pelo amor de Deus, ajuda a gente. Bom, antes de começar, já deixa aquele lembrete: segue a gente no Instagram pelo @leitesemfrescura. Moura. E também nosso canal no YouTube, é só procurar por Literatura Sem Frescura, se inscrever, ativar o sininho para não perder nossas lives a cada 15 dias na terça-feira, 8:30 da noite.
E se você curte nosso conteúdo e quiser apoiar esse projeto, com apenas R$10 já dá para fazer uma super diferença e ajudar a gente a continuar trazendo episódios de qualidade para vocês. É só entrar em apoia.se/literaturasemfrescura e escolher uma forma de apoio. Bom, antes de começar, Luiza já tava aí conversando enquanto eu fui buscar minha aguinha para não morrer desidratada sobre as nossas leituras. Luiza, o que que você tá lendo, Luiza? Conta para as pessoas, Luiza.
Eu estou lendo há 84 anos, não é tudo isso, mas parece, O Vampiro Lestat, Anne Rice. Eu cheguei em 40% do livro, mas parece que eu li, eu li 200 páginas, parece que foram 600, porque A cada 5 páginas acontece muitas coisas, muitas coisas. Mas é principalmente porque é muito filosófico a escrita dela. Ela tá sobre moral, e aí sobre arte, sobre beleza, e sobre 1500 coisas. Mas é muito legal assim, o— enfim, né, para quem não conhece, a sequência de Entrevista com Vampiro.
E tá tendo a série, eu ainda nem fui assistir a série porque eu quero ler o livro antes.
Eu parei, eu preciso assistir.
É, eu não terminei na verdade nem as duas primeiras temporadas. Eu parei na primeira temporada e aí agora a terceira vai ser sobre o Lestat, né? Vai ser o Lestat contando a história dele. Só que assim, as primeiras páginas eu fiquei frenética assim, eu fiquei surtando porque é ele acordando querendo montar a banda dele, né? Só que daí ele volta e vai contar como que ele foi transformado à vida humana. Então estou lá na Paris de 1700 e bolinha, mas tá bem legal assim.
Só que é um pouco lento. Além desse, eu estou lendo também o Uirassu. Esse sim, gente, que eu faço 2 meses que eu tô lendo, eu acho. Ai, eu não achei que fosse demorar tanto que os outros 2. O Urutau eu levei, que é a trilogia da Larissa Brasil, né? Eu levei o quê, uns 30 dias lendo. Irebu eu li em 3 dias, que foi o segundo. Agora o Uirassu eu achei que eu ia ler mais rápido, e a investigação tá interessante, mas eu não sei o que Não sei, não entendi.
Eu acho, não sei se eu que não tava no feeling dele, o que que foi assim, porque eu ainda estou na metade agora. E aí eu tô lendo também Eu Vejo Kate, A Lua do Assassino, que é o segundo livro do Eu Vejo Kate, que é aquela que é um, inclusive eu vou recomendar aqui porque o primeiro livro eu li em 3 dias, 2 dias. Então eu acho que é um bom, uma boa indicação aí para salvar o ano de alguém. Mas é uma continuação, é um livro da Cláudia Lemes.
Tô lendo pelo Kindle Unlimited até. Quem tiver Kindle Unlimited, gente, é fácil de adquirir pelos livrarias. E tá muito legal assim. Eu já cheguei em 70% e eu comecei a ler no sábado porque é muito frenético assim. E aí, tipo, no primeiro livro acontecem coisas horríveis, acontece a tragédia, e segundo passaram-se 5 anos, só que a personagem principal ainda tá lidando com as consequências do que aconteceu no primeiro livro. E aí é bem mais pesado assim, por incrível que pareça, sabe?
Que elas conseguem, tipo, é muito comum, é um livro com serial killer e tal, né? Então é muito comum a gente ler o que acontece, resolve, né? Mas a gente nunca leu o pós. E aí esse segundo livro é meio que o pós, sabe? Como lidar com trauma e essas coisas assim, ou tipo Depois do julgamento, essas coisas assim, foda, foda. E tá bem interessante a leitura. E é, acho que principalmente esses três. Aí eu terminei de ler recentemente o Tudo Que Deixamos Inacabado da Rebeca Yarrus, que eu amei muito, eu amei muito, foi muito bom. Acho que foi o único livro que eu terminei em junho, gente. Parabéns!
Que bom, porque eu tô em 35% desse.
Ah, tu vai gostar, tu vai gostar.
Não, eu tô gostando. É porque assim, gente, vai chegar, ó, final de bimestre, chegando as férias, é virose, é tudo acontecendo, sabe? Então assim, tá bem difícil de ler, mas eu tô— eu não é que eu não esteja lendo, eu tô lendo o que dá. Sim, tem dia que não dá, tem dia que a gente chega, só quer existir olhando para televisão, as coisas passando assim, ó. Você nem presta atenção no que tá acontecendo. Ai, ai, mas eu tô lendo tudo que deixamos inacabado.
Cheguei em 35% dele esse final de semana. No sábado eu deitei para dormir, tava sem sono, catei ele porque eu tô lendo ele no Kindle. E aí eu dei uma desenrolada porque eu tinha começado, tinha lido uma vez, não tinha lido mais. Aí li um tanto, mais um tanto. Uma delícia de livro, gente. A Rebeca Arros realmente sabe escrever livros, não é só fantasia. Ela também escreve romance muito bem. Aí eu já fiquei com vontade de ler todos os romances dela, pena que é tudo caro, né, gente?
Então não tá dando para ter físico. Tô esperando as promoções aí, obrigada. Mas é um livro bem legal, né, Luiza? Ele tem duas histórias, uma delas do passado, era Segunda Guerra Mundial, né? A Segunda Guerra Mundial, que é a história da bisavó dela, e a história do presente, que é essa bisneta que contratou um escritor para terminar as memórias da avó dela. E aí eles estão brigando o tempo inteiro. Ai, ai, típico. E aí o escritor, ele é o quê?
Ele é alto, moreno, bonito. Sim, eu amo que ela desliga o telefone na cara dele o tempo inteiro. Eu acho massa, toda vez ela desliga o telefone na cara dele, ele fica assim, como é que pode?
Ele fica com ódio assim.
Ele contraria ela, ela peida na cara dele. Acho muito bom.
Mas desde que eles se viram, ele já tá falando, meu Deus, a primeira vez que eu vi ela, porque eles se encontraram na livraria. E eles não se conheciam, enfim, foi a primeira vez que se encontraram. E ela não sabia que ele era escritor. E aí ela fala mal do livro que ele tava na mão, diz que os finais são sempre tristes, horrorosos, e era o livro dele. Essa primeira cena eu fiquei assim, e como é que é aí?
O sexo era meia boca, cenas de sexo meia boca e final triste.
É horrível, é muito bom. E ele fica indignadíssimo. E aí depois, no fim, o livro vai ser escrito. E aí ele, o escritor, ela, os dois ficam de cara. Enfim, essas são as primeiras cenas, eu já fiquei dando gritinhos.
E eu também achei muito legal. E aí a história da Primeira Guerra é toda, ai meu Deus, ai, da Segunda, enfim, enfim, muito bom. Tô lendo esse e sigo firme, forte, que a única coisa que eu tô conseguindo ler mais, gente, é porque acontece, né, as pessoas, eu não sou muito normal, a gente vai, a gente vai estar dando um desconto, mas o único livro que tá rendendo para mim é o do Gary Higway, do Assassino do Green River, da Anne Rule, que é a mesma que escreveu Ted Bundy.
Gente, que livro bom! É que assim, livro de psicopata true crime, não ficção, para mim já demora mais para andar. Livro de true crime é muito detalhe, muita coisa, então ele é mais lento. Mas eu já tô em quantos por cento? 63% dele, o que são muitas páginas, que ele é enorme, ele é muito grande, ele é tipo 300 e 340 páginas eu já li.
Bastante.
Ele tem, é, ele tem que quase 600. De 340 páginas dele, assim, já faz uns meses que eu tô lendo. Eu comecei a ler em abril, só que é isso que eu tô falando. E eu, mas assim, eu li um pouco e parei. E aí agora é o que eu tô conseguindo ler mais. Esse mês eu acho que eu só li ele praticamente e comecei o da Rebeca Yarrow. E gente, muito legal. Eu queria, eu queria que fosse publicado mais coisa da Anne Rule. Ela já morreu, né? Eu não sabia que ela pesquisava a vida dela já.
Ela é— essas histórias aconteceram na década de 80 e ela já era uma jornalista renomada. Então assim, ela tem muita coisa escrita de true crime lá fora, só que a Darkside já é o segundo que a Darkside publica. Darkside, por gentileza, vamos estar publicando mais coisas dela? Muito obrigada, porque assim, ela tem um jeito diferente de escrever sobre sobre assassinos em série, que eu gosto muito, muito. Ela conversa com a gente.
Eu gosto, eu sempre falo que o do Ted Bundy é o melhor livro que eu li. Lógico que o do Ted Bundy tem um plus de que ela trabalhou com ele, e no meio do livro ela descobre que era ele. Quando ela descobre que era ele, ela descobre o que tava acontecendo. Mas nesse não, esse ela escreve 20 anos depois. Só que ela era tipo a Ilana Casoy, Ela era chamada depois que ela escreveu o livro do Ted Bundy, que ela começou a trabalhar, a fazer, escrever livro sobre isso.
Ela era chamada para ajudar nas investigações, entendeu? Para pesquisa, essas coisas, como pesquisadora, como para dar pitaco. Ela era chamada para dar pitaco. E então ela ficou envolvida com a investigação do Green River Killer, que aconteceu bem depois do Ted Bundy. Foi muito assim, ele tava matando, Ted Bundy já tava preso. E ela, e assim, e ela começa esse livro contando, eu acho que eu já falei isso aqui antes, que ela conta sobre a vida, ela foca muito mais nas vítimas, e ela demora na metade do livro, ela vai começar a focar no assassino, ela vai começar a contar a vida dele.
Então a gente fica metade do livro conhecendo a vida, porque ele matava prostitutas. É bem triste assim. E é sempre meninas muito novas, perdidas, com a família desestruturada, entendeu? Então assim, ele traz toda essa reflexão. Então acho muito interessante. E aí agora eu tô chegando na parte que vão pegar ele. Então assim, tá ficando melhor. Aí você vai ficando mais interessado em ler. Mas o jeito que ela escreve é muito legal.
E assim, tem uma parte, até contei para Luiza esses dias, que é assim, o Ted Bundy começou a ficar preocupado lá do corredor da morte, que o cara tava passando ele em número de mortes, e se ofereceu para ajudar ela na investigação. Nossa, os investigadores até foram lá conversar com ele. E assim, teve coisa que ele falou que não tinha nada a ver, mas teve coisa que ele realmente tava certo. E diz que ele escreveu, ela contando, ele me escreveu cartas falando assim, vocês estão errados, não é assim, querendo falar o que Tinha que deixar fazer. Era muita prepotência, meu Deus, muita, muita.
Mas agora tu falou, me lembrei de Silêncio dos Inocentes. Deu uma saudade, inclusive. Olha só, bem lembrado desse aí.
Esse aí é bom, hein? Esse aí é bom. Enfim, então vocês estão vendo, né? O livro que tá, que tá, que tá andando é livro de serial killer. E é muito legal, eu gosto muito, muito da escrita dela. Só tô Ai, oi, eu estranhei mesmo. Eu, ai, é outra Yasmin, mas não, não deve ser.
Oi, o Óscar chegou mais cedo também. A Estéia também tá por aí.
E aí, gente, então, então que eu tô lendo é isso só mesmo. Então assim, como tudo na vida é equilíbrio, eu tenho que ter uma leitura, pelo menos uma leitura para Ruth e uma para Raquel, que são minhas duas personalidades. Então tô lendo um romance, o livro de serial killer, é isso. Então agora vamos para pauta, né? Bora! Ai, ai, muito bom, gente! Então vamos começar falando, Luiza, o que que acontece com a gente, com as pessoas, o porquê que às vezes o nosso ano de leitura empaca.
E a maioria das vezes é, a gente já falou sobre a vida adulta, mas a maioria das vezes é ressaca literária, né? A gente entra de ressaca, muitas coisas acontecem, a gente é adulto, infelizmente. Né, então acontece isso. E assim, como que você percebe que você entrou numa ressaca?
Tento ler e nenhum livro funciona assim, tipo, ainda mais eu percebo que são histórias que eu normalmente gostaria, estaria interessada lendo, mas nada flui, fica estagnado, ou aquele sentimento de não tem nada para ler nessa casa.
Pois é, tem nada para ler nessa casa.
Já aconteceu umas 3 vezes, pelo menos esse ano, comigo. Assim, eu tive ressacas assim, foguete, ter flechas e tal. E aí eu parei na frente do estante e comecei outra leitura completamente diferente para resolver, porque nada, nada, não tinha nada para ler aqui. Mas normalmente Normalmente demora mais tempo assim para eu conseguir sair. Esse ano tá sendo um pouco atípico, que eu já comentei com vocês que eu estou conseguindo ler mais.
Estava, né, até um mês e meio atrás. Normalmente faz isso assim, eu tô lendo uns 3 ou 4 livros e aí quando vê, tipo, nenhum funciona e fica aquele marasmo. Esse sentimento assim, acho que a maioria dos leitores sabe como é que é, né.
Sim, sim, sim, eu tô nesse momento já tem um tempo. Aí sabe o que que agora tá andando? Sabe por quê? Porque eu parei de começar livro. Aí eu fico brigando comigo mesma assim: você tem que terminar os que você começou. Obrigada. Eu tava tentando mutar o microfone. A Stephanie tá dando saúde aqui, gente. Minha rinite atacou, eu cochilei no sofá, acordei espirrando. Acontece. Eu tava fazendo isso, inclusive tem uma pilha do meu lado lá no sofá, que é onde eu leio.
Tem mais 2 livros que eu nem coloquei aqui na minha lista de lidos ainda, que eu li tipo 2, 3 páginas e nem continuei, mas que eu sei que eu vou ler, tá lá. Que é o do Alan Moore, que eu quero muito ler. Vou ver se eu consigo ler ele nas férias. Eu li o primeiro capítulo, adorei, só que assim, não tava dando. E comecei o Matérias Escuras, só para contrariar a Luíse. Li uns 2 capítulos também, mas também não peguei mais porque, né, E aí eu falei assim, gente, não adianta nada eu ficar, porque é isso que acontece, você pega um para ler, não tem graça.
Você olha a pilha de livros, porque assim, eu nunca leio um só, né? Sem ter uns 3, 4 começados. Eu olhando para pilha de livro começada e eu assim, não quero ler nada do que tá aqui. E aí que eu faço? Só que aí eu vou começando um, vou começando outro e nenhum tá funcionando. Então quer dizer que o problema não é o livro, né? Eu preciso achar o meu. Normalmente um romance resolve, por isso que eu comecei o romance da Rebeca Arros, ajudou.
E mas aí eu também, eu dei essa louca de não. E sempre que eu faço isso ajuda, tá? Sempre que eu faço isso, sempre que eu coloco como meta, eu preciso ler os que eu comecei, eu me forço um pouquinho ali. Ano passado eu fiz isso nas férias de julho, eu já falei que eu vou fazer de novo. A minha meta das férias agora, que eu só tenho de dia de férias, dá nem tempo de fazer nada, é terminar os começados.
Eu acho que a sua meta poderia ser começar Ultracarne em todo. Não, até o final desse episódio me ajuda.
Até o final do ano, só se for, porque esse episódio não vai ser mesmo.
Nem tente, nem tente. Eu acho que só um terror salva, só por intervenção.
Eu li Ultracarne em um esses dias.
Ó, Stephanie concorda comigo. Concordei comigo, Stephanie.
Bom, então essa questão de fazer isso às vezes ajuda, mas a ressaca é isso, quando você olha para eles assim e nada vai, nada vai.
Eu tava pensando que justamente esse ano, e aí eu voltei a fazer o que eu fazia nos outros anos e a travar minhas leituras, né, que é começar muitos livros. Sim, eu descobri, eu descobri esse ano, descobri que agora você descobriu.
Eu não acredito, Luiza, você descobriu isso sozinha?
Ai, uma epifania! Uau! Porque esse ano até ali, até abril mais ou menos, eu estava assim, ó, pegando um por vez e lendo, entendendo. Gente, mágico isso! Fazia tanto tempo que não acontecia isso, desde 2017. Mas aí eu voltei a fazer o quê? A começar uns 5, 6 ao mesmo tempo e a não terminar nenhum.
É isso que acontece. É por isso que eu também não consigo ler um só. Esse negócio de ler um só para mim não funciona. Como eu disse, eu tô lendo um romance, um serial killer ao mesmo tempo, porque tem dia que eu quero pegar o romance, tem dia que eu quero o serial killer. Eu não consigo ler uma coisa só, porque senão vai ter dia que eu vou ficar sem ler. Eu, porque cada dia eu tô com humor, né?
Acontece.
Mas muitos me travam. Eu já percebi isso já faz tempo. O meu limite são 4 no máximo, mas eu só vou estar lendo 2.
É simples assim.
Então tá abandonado. E às vezes eu intercalo quais são os 2 que eu tô lendo desses 4, até uma hora que eu termino todo mundo assim. Mas assim, não dá. Então assim, realmente, às vezes ler, a gente com essa mania de começar, começar, começar até um funcionar Às vezes você acaba, eu, meu cérebro entra em pane, aí eu não consigo ler nada, dá pane no sistema assim da tela azul.
Porque eu comecei também Travessuras da Menina Má.
Ah, esse aí tá lá, gente, a Menina Má. Mas também, meu Deus do céu, não, esse aí é um dos que tá na fila para terminar. Ó, eu vou falar os que estão na fila para aquelas fazendo promessas que eu não vou cumprir.
Tirando esses dois, precisa terminar os começados.
Todos, nem tem tanto livro começado assim, tá? Tem esses dois que eu estou lendo. Eu tenho o Tom Lake, que virou questão de honra. Quer ver? Deixa eu ver.
Nossa, esse é, esse meu já ficou na pilha do ano passado.
Já não, eu tô em 48%, virou questão de honra porque tava bom. Tava, vou terminar. Ele foi até para praia comigo no final do ano e eu não terminei também.
Vou para passear.
A Menina Má e o Mais Além do Inverno, mas aí é dele em beira que eu comecei a ler e tava chato. Aquele homem tava me irritando.
Eu desse ano eu tenho, eu vou limitar esse ano, eu tenho A Hora da Estrela que eu parei para ler duas vezes, não tá entendendo nada. Meu Deus do céu, é grego! Não sei, não sei.
É, Luiza, mas não tem nada. Foda-se, só continua lendo. Já já te ensinei como é que faz para ler Clarice.
Ai, meu Deus, eu preciso me entregar. Eu li ele num dia, gente.
Não, e eu, eu, as duas vezes que eu li, você quer entender do zero. Não, você não tem que entender. Presta atenção, gente, aprendam. Todo mundo que tá ouvindo, você vai ler Clarice Lispector, você não tem que entender, você tem que se sentir, porque senão você não vai entender. Aquela mulher é louca, ela viaja na maionese, e é assim mesmo. E é por isso que é bom. Se você for querer entender frase por frase que ela tá falando, você vai ficar o resto da tua vida tentando entender.
Vocês lembram do dia que ela foi assistir uma tese de mestrado, doutorado sobre o livro dela?
Deixa eu ver essa história.
Eu fui assistir que quando terminou ela parabenizou a pessoa que tava fazendo. Fala assim, gente, eu não tinha pensado nisso.
Tá bom, tá bom. Não, esse, esse eu um dia eu vou começar minhas lives de leitura e eu vou fazer uma live de 2 horas, eu lerei em live e é isso assim, porque eu preciso sentar a bunda na cadeira, preciso ter uma coisa para me forçar a sentar a bunda na cadeira e ler, né? Porque senão não vai. Mas enfim, esse ano eu tô muito controlada assim, vocês.
Tá? Olha, a gente acredita.
Tem A Hora da Estrela, tem Travessuras da Menina Má, aí eu tenho o Uirasu, o Vampiro Lestat que eu tô lendo, eu vejo Kate que eu tô quase acabando, e eu tenho também, esqueci de comentar, que eu comecei agora em junho, só que eu parei de ler porque eu desassinei o Kindle Unlimited, daí agora eu retomei assinatura. Porque eu comecei a ler São Pedro Macabro, que é uma das trilogias do Boteco Editorial. E aí, enfim, de festas juninas e terror.
Só que já se foi, a discussão já foi. Eu perdi porque eu não terminei. Mas tava muito legal, eu quero terminar porque são muito bons os contos. Mas, gente, olha só, esse ano é satanista. Mas aí eu tava lembrando que eu não marquei que eu li uns 2 capítulos do primeiro, O Tempo e o Vento. E eu não marquei no Scooby, eu não contei para o Scooby. Tô contando para você.
A ideia da Luiza começar a ler o tempo todo, gente, você é para aposentadoria, Luiza.
Não, não, um dia eu leio. Aí eu e a Lu, vamos ler em breve, em breve. Vem aí, aguardem. É isso daí só, eu acho. Não sei, não sei. Não, mas acho que é, eu tô muito controlada esse ano assim.
Você vai começar mesmo, o melhor é desse ano. Aí você vai olhar os não lidos dela. Eu não sei como ela consegue viver, porque eu tenho toque com as minhas coisas de leitura. Eu na vida não sou tão organizada, mas assim, teve livro que tava aqui que tava começado que eu já coloquei como abandonado, porque eu sei que eu não vou ler agora. Já devolvi para estante e vida que segue. Então assim, tem 5 começados.
É isso, nada mais do que isso.
Olá, gente, eu não consigo, eu não durmo à noite, vocês não estão entendendo. Eu tenho crise de ansiedade durante o dia lembrando que eu tenho 25 livros começados no Scooby. Não dou conta.
Aqui é um lugar seguro onde prometemos leituras coletivas, prometemos começar, prometemos terminar, prometemos não gastar mais e ler os que já temos. Não compramos nada. Exato, exatamente.
É isso que a gente faz, mas a gente não precisa falar, tá?
Não, mas esse ano eu tô controlada, gente, eu juro.
A gente acha que a gente já falou sobre tudo, sobre a questão da ressaca, o que que a gente costuma fazer para sair, né, que é tentar. E aí, lógico que a gente também tem os livros que a gente procura, né, Luiza? Que que você procura? Que que você— quais são os livros Que tipo de livro que você vai quando você precisa sair da ressaca?
Ou é romance ou é um terror, assim, a gente, um dos dois vai funcionar. Ou um thriller, às vezes um thriller também, mas romance geralmente é a primeira opção porque é o que termino mais rápido, assim, 2 dias, pô, terminei. 3 dias, é porque eu não tenho autorregulação. E aí eu leio de madrugada, essas coisas, né? Mas romance, desde que eu descobri que eu sou uma leitora de romance, que isso aconteceu numa— inclusive isso aconteceu numa leitura, numa maratona de Halloween, onde eu estava travada com as leituras.
Eu amo! Exato, exato. Eu descobri que aí eu gostava de romance. Mas thriller eu acho que é uma boa também quando você tá assim empacada, nem necessariamente em ressaca, mas assim, sabe, empacado, não parece que nada anda assim. Então eu acho que livro de thriller, porque normalmente eles te deixam com muita curiosidade, e aí você acaba lendo rápido assim, então tipo destrava assim. Eu acho que é uma boa opção. E comigo também, como fã de fantasia, Fantasia, barra fantasia.
Para mim também fantasia são tipos de livros que eu leio rápido e eu leio uma sagonia assim, então também pode funcionar. Mas aí depende, acho que um pouco depende de cada um assim, né? Então você tem que se conhecer, conhecer seus gostos, essas coisas.
Concordo. Eu normalmente romance, eu lembro que desde sempre, gente, meu gênero favorito é terror, horror, é esse tipo assim. É meu lugar de conforto. Só que quando eu tô de ressaca, eu sempre tive, desde que eu tenho minha estante, a prateleira dos romances, que é justamente para isso. Eu sempre mantive um estoque de romances para momentos de crise, porque é muito isso, sabe? Assim, às vezes você tá tão saturado, como a gente gosta de ler coisa pesada, sim, a gente às vezes precisa desse lugarzinho de Sim, leitura quentinha, aquece o coração, umas coisas fofas, sabe?
Porque aí às vezes te tira dessa pressão, porque assim, a gente gosta de ler coisa pesada, não é isso? A gente ama, só que às vezes sobrecarrega a cabeça. E aí é legal você ter uma coisa mais leve. Só que também às vezes acontece de ler um livro de serial killer para sair da ressaca mais de uma vez, porque às vezes é só assim Nada tá dando certo. E aí as coisas que me interessam, que são coisas que eu gosto, são assuntos interessantes, aguça minha curiosidade, aí eu consigo engatar em leitura.
Então assim, é muito igual a Steph tá falando ali, equilíbrio é tudo. Mas é assim, é muito, é muito particular, você tem que se conhecer mesmo, igual Luiz tava falando, você tem que se entender, conhecer os teus gostos, o que que funciona com você.
A gente só aprende batendo a cabeça, né, batendo o livro na cabeça, quase isso. Bom, mas vamos para as indicações, vamos, vamos para as indicações, vamos para os títulos, vamos começar as indicações.
Então, primeira coisa, primeira indicação, que claro que não vai ser uma só, mas é que tipo de livro, Luiza, que assim, vamos indicar alguns livros para quem não consegue terminar nenhuma leitura. É uma indicação certeira de que a pessoa vai ler e não vai conseguir parar até acabar, até chegar no fim.
Aí eu trouxe thriller assim como primeira opção, porque vai aguçar a curiosidade, vai fazer: meu Deus, eu não preciso dormir, eu não preciso de mais nada na minha vida, preciso de respostas. E aí nesse sentido eu trouxe 2 livros nacionais, inclusive de escritoras, que é o Eu Vejo Kate, que foi o primeiro livro da Claudia Lemes que eu li. Eu li ano passado Eu li acho que em 2 ou 3 dias só porque eu fui obrigada a trabalhar assim, porque a vida adulta me obrigou a trabalhar.
Trabalhando, cara, nossa, que ótimo!
Trabalho sempre atrapalhando minhas leituras, odeio. Mas é um livro muito frenético porque a gente tem— não, e ele é muito diferente também porque a gente tem ali 3 pontos de vista contando a história, que é a Kate, que é uma um dos protagonistas, que é uma escritora. Ela tá escrevendo um livro sobre um serial killer. O outro ponto de vista é do serial killer que já morreu, ele é um fantasma, e é um dos pontos de vista. Isso é maravilhoso, eu amo, eu amo!
E a escritora escreve tão bem, tem uma explicação assim de como que ele tá, ele acabou se conectando com ela porque ela tá escrevendo sobre ele e tal. E você acredita, entendeu? Você não duvida por um segundo daquilo. E o outro ponto de vista é do Ryan, que é um profiler, que ela acaba pedindo ajuda dele porque ele foi um dos profilers que identificou esse serial killer e tal. E ela foi conhecer ele e ela tá nesse rolê de escrevendo o livro e crimes começam a acontecer.
E são crimes que estão imitando, né, um copycat desse caso, desse assassino. Então é muito frenético assim, sabe? É muito meu Deus. É muito bom, é muito bom. E agora inclusive eu estou lendo o segundo porque é uma duologia. Teoricamente dá para a gente ler também só o primeiro porque meio que resolve o que tá acontecendo ali no primeiro, né? Só que aí deixa uma pontinha ali solta que é justamente daí 5 anos depois tudo que acontece.
E aí também tá sendo interessante porque é uma coisa rara de se ver assim ou de se ler sobre o que que acontece depois do crime assim, né, com os traumas que ficam, sabe, a questão também de julgamento, essas coisas assim. Então é bem interessante. E é um livro que a Cláudia Leme escreveu há alguns anos assim, então tipo quase 10 anos, não é? É assim, é bastante tempo. E aí algumas coisas tu pode ler e pensar, ah, cara, isso já tá um pouco batido.
Mas na verdade, quando ela escreveu assim, era bem recente, era bem quando as essas séries com profiler, essas coisas estavam recém começando aqui no Brasil, sabe? Então na verdade ela foi bem assim à frente assim do tempo. E aí uma coisa também só para saberem, né, ela não ambienta aqui no Brasil, ela ambienta mesmo lá nos Estados Unidos. E é porque ela queria trazer toda essa questão de serial killer dos Estados Unidos, profiler, ela queria trazer essa questão do FBI e tal.
Mas assim, é super super incrível o livro dela, super bem ambientado. A gente, assim, muito bom mesmo. E é muito, meu Deus, eu preciso de respostas. E aí esse eu li ano passado, né, o primeiro, né, do Velvet Kate. E outro que eu li esse ano, que também é de suspense, é Segredos Enterrados de Spencer Coveiro, que eu amo esse título, da Isar Tagão. E é outro assim que eu li em 2 dias. 2, 3 dias, porque realmente a gente precisa saber as respostas e a gente fica muito assim freneticamente lendo.
O final eu não tenho certeza se eu gostei muito, tanto que esse eu não dei tipo 5 estrelas, eu dei 4 estrelas e meia.
É que eu tava pesquisando aqui de quando que é o Vejo Kate, ele é de 2015.
Ah, 11 anos.
2014. É porque eu lembro que ela fez um catarse quando ela lançou o segundo, que foi quando eu sabia que tinha o livro. E o catarse de 2019, ah tá, é o sim.
E eles agora estão para venda na AVEC, né? Ela deve é editora.
E agora ela republicou, é porque ela fez independente, depois ela publicou independente o catarse, e aí agora ela tá Insider Store. Agora, mas vai muito mais fácil achar.
É, e também estão todos no Kindle Unlimited assim. Mas esse é um que eu quero muito comprar o físico porque eu quero fazer minha mãe ler e ela não gosta de ler no Kindle. Um dia ainda vou comprar. Mas assim, se tu for ler, ainda mais essas leituras, tendo Kindle Unlimited também é uma boa assim, né? Porque precisa ler alguma coisa rápido e tal, então são livros de fácil acesso assim também, né? Você consegue, né, se faz assinatura ali do Kindle Unlimited e tal, consegue pegar.
Os Segredos Enterrados, penso que houveram também, tá no Kindle Unlimited também, é publicado pela VEC. E eu não sei, no final eu fiquei assim um pouco porque eu achei muito rápido, sabe, quando acontece 1500 coisas muito rápido. Mas todo decorrer da história assim é um plot twist atrás do outro. E é muito frenético assim a leitura. Então realmente tu quer descobrir tudo que vai acontecer. Então realmente destrava, sabe? Destrava.
Tá travada aí nas leituras, vai destravar. Então são minhas recomendações aí na parte de thriller. Muito bom.
Bom, o que que eu tenho de— eu comecei pelos romances porque assim, como eu disse, São eles que sempre salvam minha vida. Eu lembrei do último assim que eu peguei e que eu li loucamente em 2 dias porque eu também tinha que trabalhar, foi A Hipótese do Amor, que inclusive quem não leu ainda aproveita que vai sair o filme. Eu já tô em surto vendo o trailer que saiu essa semana, saiu o trailer, e assim, eu já tô aqui Tá bom, eu aceito que o Adam não é o Adam Driver.
Eu vou superar isso e eu vou ver o filme. Ai, ai, bom. E A Hipótese do Amor foi um que eu li assim, eu quero muito ler O Amor Teoricamente, que eu tenho dela aqui, porque dizem que é melhor ainda. Então muita gente fala que é melhor, não sei. É porque eu acho que como é o primeiro que leu, a gente sempre Sim, carro, um amor. E eu tenho certeza que tudo que eu ler dessa mulher eu vou gostar também. Então fica aí a indicação, porque é uma leitura muito fluida, muito rápida, muito gostosa.
Você quer saber o que vai acontecer, você quer saber onde que vai dar, e você dá risada porque é divertido, entendeu? Eu não consegui parar assim, eu não precisava dormir, eu precisava de respostas.
A única coisa que eu discordo sobre aquele livro é ela amar aquele café de abóbora.
Ai, é, credo! Nossa, não é muito bom?
É muito bom, estaria nas minhas recomendações também. Eu também achei em 2, 3 dias porque é perfeito.
Sim, aí eu colocaria todos os livros da Jenny Colgan sem exceção. Eu acho que o único dela que eu demorei um pouco mais para ler, mas porque era o meu momento de que não tava indo nada, que foi o da Loja de Chocolate de Paris, mas que também é muito bom. E talvez se fosse outro momento eu teria lido muito rápido também, mas todos os que eu li dela são incríveis, maravilhosos. Acho que tem um só que eu não tenho, que eu não li, que tá difícil de achar.
Mas todos os livros dela são incríveis, todos os livros dela são fofos, todos os livros dela te deixam com o coração quentinho, te dá vontade de mudar para o lugar que ela tá escrevendo, entendeu? E viver aquela vida. Eu amo esse tipo de livro, eu sempre falo dele, mas eu amo esse tipo de livro que a protagonista larga tudo e vai viver uma vida mais confortável e feliz. Assim, sabe?
Inveja, inclusive.
Sim, às vezes dá vontade de fazer a mesma coisa. É sobre isso. Ah, e aí tem a duologia da Maggie Cabot, que os dois livros me salvaram em momentos diferentes que eu precisava de uma leitura leve, fácil. Porque assim, são dois livros divertidos, mas a Maggie Cabot ela não se aprofunda muito nas coisas não. Então Então eles são livros mais assim, por exemplo, a diferença: Jenny Colgan, apesar de ser romance, ela vai se aprofundar nos dramas dos personagens.
A gente tem dramas profundos, tem as subtramas, tem umas histórias mais assim mais aprofundadas e tal. Os da Meg Cabot é só entretenimento. Até tem as tramas, lógico, não é que assim, ainda você vai ler um livro, não vai ter nada. Tem, só que não é muito aprofundado, não tem fundo de drama, tem uma outra coisa acontecendo que Só que eu acho que ele é mais leve. Então se você tiver muito com a vida muito pesada, com as leituras muito pesadas, você só quiser uma coisa mais leve, eles funcionam assim absurdamente, que é a duologia do Sem Julgamentos e Sem Ofensas.
O Sem Julgamento é a doida que vai, que se muda para uma ilha e decide que ela não vai sair de lá enquanto tá vindo um furacão.
Mas ela salva os cachorrinhos junto.
Exato. Mas aí elas, aí ela fica ilhada, furacão passa, fica todo mundo ilhado porque tipo a única ponte que tinha como acesso à ilha fica interditada. E aí todo mundo que tava fora da ilha deixou os bichinhos em casa e ela se une com o menino lá, que é lógico lindo, bonito, alto, não sei o quê, etc., etc. Para salvar os bichinhos que ficaram em casa. Então ela salva cachorro, ela salva gato, ela salva todo mundo, todos os bichinhos.
Então é fofo. E aí tem ele se apaixonando, enfim, essas coisas, essas coisas divertidas. E o Sem Ofensas é a bibliotecária que encontra um bebê abandonado no banheiro da biblioteca e se mete na investigação para descobrir quem é a mãe, porque ela acha que o policial que é lindo, alto, forte, bonito, solteiro Ela acha que ele vai ser injusto com a mãe, porque assim, ela tá preocupada com a mãe dessa criança, porque ela acha que ela abandonou não porque ela queria, porque ela não teve outro jeito.
E aí ela fica com medo do que o policial vai ser mal com ela, e ela começa a se enfiar na investigação, entendeu? E ela é formada em livros de suspense, então ela tem certeza que ela sabe o que fazer, claro. Exato. Então são dois livros super divertidos que é gostoso de que você passa um tempo ali, você, a hora que você vê, você tá viajando. Você terminou de ler, você leu ele rapidinho e você, nossa, li um livro inteiro, olha minha ressaca indo embora, entendeu? Sem nem perceber.
É isso. Amo, amo esse tipo de livro. Acho que funciona na mesma pegada os Bridgertons do que para mim também foram assim. Quando eu fui ler eles, eu acho que eu tava em momentos meio que nada funcionava. E aí eu li 2 dias, um dia, um dia na verdade, e aí acabou todos. Já li todos, que ótimo!
Ai, eu ainda tô nos 5º porque eu fico lendo em doses homeopáticas mesmo, só para momentos de desespero.
Eu entrei em estado obsessivo e li os 8 no mesmo ano. Mas eles, porque eles são mais curtos também, né, e são mais rápidos e resolve mais rápido. Porque eu acho que romance sempre funciona também, além do thriller que eu coloquei, romance sempre funciona, como a Thaís falou. Até tinha posto A Hipótese do Amor porque foi um que eu li rápido, e coloquei os Bridgertons porque tu lê mais rápido, eles não são tão longos e tal. Porque tem uma autora que eu amo, que é Emily Henry, vocês sabem, eu sou sou fã da palavra da Emily Henry, só que eu sempre acho que chega ali entre 65%, 60% e 70%, 75%, e dá uma enrolada que, sabe, desnecessária.
E aí, se tu já tá no momento de ressaca ou de que tá devagar, essa enrolada assim, para que se tu já tá nesse momento, tipo, dificulta mais ainda tua vida, né? E é isso que que me prende um pouco de indicar Amy Henry nesses momentos, ah, porque vai ser um livro que tu vai ler super rápido e tal. Não necessariamente, porque geralmente ela tem uma meiota ali que é que tipo, ai, quando não vai dar certo, aí eles acham um big problema que era assim, um telefonema resolvia, sabe?
Uma coisa assim normal, né? Porque tem que ter, é porque tem que ter. Só que daí eu acho que enrola demais. Não necessariamente demais, é que também são livros mais longos. Tipo, os dela são livros de sempre 400 e poucas páginas, ou 300 e pedrada, sabe? Então não são tão nesse sem fôlego assim, né? Então tipo, são livros que mesmo eu lendo rápido são 4, 5 dias, sabe? Tipo, mesmo tô lendo todo dia e lendo bastante, é mais difícil tu ler assim muito, muito rápido.
Então Mas é maravilhoso. Nessa pegada, indicaria talvez o Nem Te Conto, que é um pouco mais, é bem divertido assim, então é muito legal. Acontece umas coisas bem, ela ia se casar e aí o noivo dela, na despedida de solteiro, percebe que sempre esteve apaixonado pela melhor amiga dele, que era madrinha dele. Então, pé na bunda dela. E eles tinham se mudado para uma cidade que ela não conhecia ninguém. Ela é bibliotecária, ela só tinha emprego dela, mas ela não conhecia mais ninguém.
Os amigos dela ficaram em outra cidade e ela não tem onde morar porque a casa era dele. Ela tem que sair da casa. E aí ela acaba— essa mulher que era melhor amiga dele também tinha uma morada de longo prazo. E aí, para ter um lugar onde morar, ela vai viver com esse, é, com o namorado, que ele é um fofo, um querido gato. Pois é. E aí eles começam fake dating só para colocar ciúmes nos outros lá. E assim, você já sabe que vai parar, né?
E assim, eles se separam por alguns dias, não sei por quê, porque desde o primeiro encontro a gente sabia que eles foram destinados a ficarem juntos. Mas é muito divertido, tem umas partes bem, bem engraçadas assim, é bem legal. Mas tem essa meota aí que tu fica, ai, tá, tá bom, então tá bom. Lembrei também do Teto para Dois, que foi o livro que me tirou da ressaca no meio da maratona de Halloween, que eu li em 2 dias, que é da Beth O'Leary.
No fim foi o único livro dela que eu li Eu preciso ler outros que eu quero. Tenho Mesa para Dois, tem outros que eu queria ler até. Eu gostei de Teto para Dois também. Tem uma questão ali que é uma menina, uma menina, uma mulher que tá saindo de um relacionamento que ela vai se dando conta aos poucos que era abusivo, sabe? E ela também, gente, eu descobri com esses livros que é horrível morar em Londres. O aluguel de Londres é horrível.
E as pessoas fazem qualquer coisa para ter onde viver assim. E aí ela, como ela não recebia muito, ela aluga um apartamento e aí ela vai só dormir lá. E o cara que é enfermeiro e tal passa de dia porque ele trabalha à noite assim, daí eles invertem. Por isso que é teto para dois, não é um local só com quarto e tal. Ai, mas é muito legal, eu gostei bastante desse livro. Enfim, achei uma boa saída também para sair de ressaca. E eu acho também que fantasia ou romantasia funcionam.
E aí eu trouxe indicação de A Descoberta das Bruxas, que foi um outro livro aí que eu li em 2 dias, isso que tem 500 e pedrada de páginas. Porque assim, estado obsessivo, entendeu? Eu não tenho controle com fantasia. Então se você for uma pessoa sem controle com fantasia, é uma boa opção para sair de ressaca. Eu também. É isso, gosto.
Eu coloquei o vilão como dica de romantasia porque não tem como você— não tem ressaca, não tem mau humor, não tem tristeza que não possa ser curado com Assistente do Vilão.
Simples assim.
Sim, sim, é simples assim. Inclusive terminei de ler o Aliada do Vilão. E aí, e aí, muitas coisas acontecem.
Eu tô vendo as pessoas fazerem atualizações no Scooby. Meu Deus, eu não acredito que isso aconteceu! Meu Deus! E eu tô assim, puta que pariu, eu preciso ler Socorro! E o próximo dia assim, adversária do vilão. Socorro, Thaís! Socorro, Thaís! A Stephanie falando que precisa ler assistente de vilão. Sim, assistente do vilão.
Ai, vilão, gente, ele é assim, é um plot twist, Luiza.
Ai, socorro, Thaís!
E assim, ó, o meu queixo veio parar aqui e eu fiquei assim, ó, ai meu Deus, todo mundo sendo feito de trouxa. Mas aí tudo fez sentido e eu fiquei, ai meu Deus. Aí todo mundo assim, você parou em qual? Você leu o segundo?
Não, eu li o—
só leu o primeiro?
Não, li o segundo, li o segundo.
Ah tá, você leu o segundo?
Sim, é sim. Aliás, o terceiro, né?
Aliás, o terceiro. E aí tem, aí o terceiro é basicamente em volta do Reinaldo para resolver o BO dele. Ele tem, a gente tem vários capítulos que é ele que narra.
Tá, a gente já sabe o que que eu vou fazer no final dessa live, né?
Eu vou— tem capítulos que é ele que narra. Você não tá entendendo, você não tá entendendo.
É muito maravilhoso. Sim, Reinaldo é o sapo, gente. É melhor que o nome dele é Reinaldo porque ele tem uma coroa.
Ele tem uma coroa. A explicação é a melhor: o sapo com uma coroa. Como é que é o nome dele? Reinaldo. Por quê? Ele tem uma coroa.
Sim. Aí a Azul chocada assim, Yas, meu Deus do céu, eu preciso ler.
Sim, é muito bom.
Ai meu Deus, ai meu Deus. Tá, não é uma boa opção para curar ressaca.
É uma ótima opção, principalmente o primeiro, porque o primeiro é mais, é o que você mais dá risada. Todos os outros você ri, mas o primeiro você ri o livro inteiro, né? Aí no segundo ele vai ficando um pouco mais sério. E no terceiro ele fica mais sério ainda. Só que assim, aí tem o Reinaldo fazendo a gente rir no meio das coisas com as plaquinhas dele, as coisas acontecendo, ele: ops, corre!
Sim, ai, é muito bom. Lembrando, a gente lendo em live e morrendo de rir.
Não, quando a gente vai ler o primeiro, a gente leu o primeiro em live, fazendo live de leitura, gente. Era eu e Luiz dando risada. Onde você tá? Onde você tá? Aconteceu, aconteceu, gente, morrendo de rir.
Muito bom, muito bom, muito bom.
Então assim, esse é um que se você tá precisando se divertir, é isso aí. E tem outro que se você quiser rir também, que eu tô lembrando aqui agora, que é o Procura Seu Marido. Ai sim, que é da Karina Risse. Os livros da Karina Risse são divertidos, gente, é romance, é bom. E é divertido. E o Procura Seu Marido, eu preciso do terceiro. O terceiro tá guardado para o momento de desespero também, que eu não li. O Sob Encomenda eu não li até hoje.
É uma trilogia, né? Procura Seu Marido, Mentira Perfeita e o Sob Encomenda. Sob Encomenda é o primo.
Ai, o primo! Eu lembro, eu amo coisa de romance, por isso sempre tem assim.
É o bendito do primo. É o Primeiro é o Max, segundo irmão do Max, terceiro é o primo do Max. É os três. E parece que é muito bom também, porque a menina, ela é, ela faz festa de casamento, ela é cerimonialista de casamento. Enfim, mas assim, o Procura-se o Marido para mim é o mais engraçado. Mentira Perfeita é o mais perfeito de todos os tempos dela. Eu amo esse livro e é divertido. A calcinha do Mickey, eu nunca, nunca superei. Você gosta do Mickey?
E ele, por quê? Ai, ai, muito bom, muito bom.
Sim, sim, sim. Enfim, livros divertidos para a gente não ter ressaca, que dure depois de ler. Show ressaca, show ressaca. Me deu até vontade de ler um livro para rir. Que livro que eu tenho? Bom, agora, Luiza, vamos falar um pouquinho sobre o livro certo na hora certa, que a gente tá falando isso, né? Livros para salvar o seu ano. O que que o livro precisa ter para salvar um ano de leituras?
Ou ele precisa ser muito diferentão assim, que vai te dar um, sabe? Porque às vezes também a gente tá, a gente tá lendo e tá assim, mas tá tudo muito morno assim, tudo, tudo na média, tudo ok. Mas aí também precisa de algum livro para dar uma chacoalhada, sabe? Para assim, tipo, reordenar a química do cérebro, entendeu? Para, sei lá, te dar uma tapa na cara, umas coisas assim também. Às vezes, às vezes também é necessário. Às vezes eu sinto falta porque eu fico em leituras muito confortáveis Porque assim, a vida adulta já tá difícil o suficiente, mas às vezes ainda dá uma saudade assim, uma falta assim de um livro para dar um chacoalhão.
E eu acho que às vezes o que precisa também para salvar o ano de leituras é uns livros como esses assim. Tenho vários que inclusive esses dias eu tava olhando aqui para minha nova semi-estante que eu tenho aqui, porque eu tô em momento de organizações na casa, e aí eu trouxe um outro negócio aqui só de livros que eu tinha vontade de ler. Aí trouxe 60 livros com a metade daquele, opções, né? Só isso. E a metade desses são desses que eu sempre falo: não, esse, esse ano eu vou ler esse livro, esse ano eu vou ler esse livro, esse ano eu vou ler esse livro.
E aí esses dias até tava olhando e pensando: cara, eu preciso de algum livro para dar um chacoalhão assim, mas não peguei. Porque eu tô enrolada com essas leituras e eu não quero ficar com mais leitura enrolada. Mas eu acho que às vezes assim, além de um livro, ou você tem que ver também, tem um momento assim, tipo, se tá muito pesado, né? Ai não, meu Deus do céu, sabe? Eu não consigo respirar no trabalho, eu não consigo, muito problema, todo mundo não sei o quê.
Tu tem que ler um livro, isso que a gente tava trazendo, um livro para dar risada, um livro para tipo esquecer, né? Para te deixar no lugar confortável mesmo. Mas às vezes, se o que tá te deixando é um marasmo assim, ai, parece que tudo que é livro é igual, ou parece que não acho nada diferente, tu tem que realmente procurar um livro que vai te, tipo, te tirar dessa zona de conforto, sabe? Então acho que é isso.
Sim, concordo. Eu tava até pensando nisso, eu e a Heloísa, a gente, eu não sei se vocês perceberam ainda, mas a gente divide mesmo neurônio literário. Mas eu tô, faz tempo que eu tô assim, nossa, precisava de um livro daqueles Nossa, sabe aquele livro que você lê e fica, nossa? Todo ano praticamente sempre tem um que faz isso assim, porque sempre tem uma, dá uma loucura e tem um livro que faz. Eu não lembro se aconteceu ano passado. É, no passado eu também não lembro se aconteceu.
O ano passado foi tenso, difícil para mim assim. Então para mim também Fiz tudo que pude, pude muito pouco.
Ano retrasado foi o ano das romantazinhas, porque foi meu primeiro ano na escola e eu não conseguia ler mais nada do que uma coisa divertida.
Mas retrasado para mim, daí eu li Colapso. Aí para mim Colapso me—
ah, claro, Colapso foi. Não, mas eu li, eu acho que O Mau Hábito eu li também em 2024.
É, tu leu O Mau Hábito em 2024.
Eu acho que Mal Hábito foi o último livro que eu li que fez, que eu fiquei, uou, uma coisa muito boa, muito foda! Que que é isso aqui? E eu tava pensando nisso antes de começar o episódio, que eu sentei aqui, meu livro da tag de julho chegou. Ele tá aqui, ó, tô olhando para a cara dele. Aí eu tava assim, nossa, Nunca mais. Saudade de ler um livro da Tag, porque normalmente são esses livros assim, né? Interessante. Eu tô aqui olhando para a cara dele. É da Dani Arnault, né?
Ah, tá. Nossa, a Tag tá demorando muito para vir para mim.
O meu chega antes, chegou essa semana já, e é o de julho. Nós ainda estamos em junho.
É, então chegou antes.
Eu sou empolgada, eu sou empolgada. E mas enfim, eu também, eu também acho que às vezes o que salva, às vezes a gente tá procurando um livro conforto e o que salva o ano é sair da zona de conforto. Assim, sempre tem aquele livro que é fora da tua, depois a gente vai falar sobre, a gente vai dar umas indicações dessa, mas sempre normalmente o livro que mais marca no meu ano é um livro que é diferente de tudo que eu já li e que abalou as estruturas assim literárias, sabe? A Stephanie tá rindo dos seus 60 livros.
Não, óbvio, louca, né, Stephanie? Louca, louca, louca. Mas assim, planos. Mas um eu fiquei muito olhando, sei que são livros que tu já leu, né? Clube da Luta. Esses dias eu quase peguei para ler.
Nossa, muito bom, hein? Esse é um dos diferentão que se você ler você vai ficar Porreta.
Pois é, eu preciso. Ou quase peguei Stoner também. Enfim, enfim, tem ideia, tem ideia, só falta tempo. Só falta, na verdade, só que falta sentar a bunda na cadeira para ler, entendeu? No meu caso é esse assim, porque aí eu fico vendo muita TV, agora eu tô vendo jogos da Copa.
Nossa, eu Todos. Eu entrei no bendito dum bolão com os meus amigos. E assim, é um aplicativo que soma os pontos. E assim, tá dando, tá muito divertido, entendeu? Porque você acerta e você zoa com a cara dos outros. Aqui em casa eu e Rogério, um zoando com a cara do outro, porque aí às vezes eu acerto mais que ele, aí ele acerta mais que eu, aí eu passo ele, ele passa eu, e a gente assim, eu assistindo Alemanha e Paraguai. Meu Deus, ontem, ontem, Luíse, eu fiz a maior pontuação da história desse bolão nesse jogo, porque eu apostei no empate, eu apostei no empate na prorrogação, e eu falei que ia dar Paraguai nos pênaltis.
Você não tá entendendo, eu falei que ia dar Paraguai, porque assim, é contra Alemanha até o fim.
Exato. Não, tá sendo a Copa mais, apesar de estar em um país, em um dos países que são colonialistas, é a Copa mais anticolonialista.
Eu adoro, eu amo, amo.
Pois é, pois é. Mas eu acho que às vezes, às vezes é bom sair também da zona de conforto também para salvar seu ano.
Então Então eu acho que é importante também. Então a gente tem os dois, a gente tem essas questões. Às vezes o que vai salvar é uma leitura conforto que é muito boa, porque, gente, os livros que marcam, os livros que são os que ficam, sempre são os livros que vão ter um quê a mais. Essas receitinhas de bolo, elas são muito boas para a gente pegar no tranco, não é?
É, exato, verdade.
Igual eu falei que 2024 foi o ano das romantazias, eu li muitas desde então. Só que sempre tem uma outra que é aquela que a gente fala mais, tipo Quarta Asa, tipo Assistente do Vilão, tipo é o que mais a gente não é fantasia, que enfim, porque aquela que marcou e que foi fora da curva, entendeu? Que foi mais, mais. Então acho que tem isso também, né? Tem muito disso, tem.
Mas geralmente, tipo, o que daqui 5 anos tu ainda vai lembrar, vai ser o livro que na verdade te tirou da zona de conforto. Ou mesmo, tipo, aí Colapso tá dentro do gênero que eu já gosto, que é horror ou distopia, whatever. Mas é um livro que é muito fora da curva porque é muito bom. Então tipo, marcou e vai continuar marcando. Daqui 5 anos ainda vou lembrar dele, né? Mas assim Geralmente são esses livros mais diferentes que acabam se destacando, e daqui alguns anos que tu ainda vai continuar lembrando, enfim, ainda vai ter, tá repercutindo, né?
Com certeza. Vamos para mais indicação, Wezi?
Vamos!
Agora vamos falar do livro que devolveu sua vontade de ler, tá? Eu fiquei assim num processo de não tenho memória, eu olhando meu Scooby sem lembrar dos que me tirou da ressaca.
E eu não consegui lembrar assim muito de livros específicos, tipo, de uma ressaca, porque diferente da Thaís, eu não fiquei com ressaca por muito tempo, uma coisa que marcou muito assim. Na verdade, eu sempre tenho, e aí eu sempre tô tentando sair, sabe? Então é uma coisa que acontece com certa frequência. Mas eu coloquei aqui dois, alguns livros que eu fiquei assim, quando eu li, eu fiquei muito pensando: é por isso que eu amo ler, entendeu?
Isso faz muito sentido na minha vida, sabe? É por isso que eu amo literatura, por isso que eu amo livros, é por isso que, sabe? Então eu coloquei A Sociedade Literária: A Torta de Casca de Batata. Mais uma vez eu indicando esse livro.
Eu não li ainda, eu não li ainda.
Mas ficou adendo assim, se tu tá de ressaca e tu não tá conseguindo ler nada, talvez não seja assim a primeira opção, porque é um livro diferente, ele é todo escrito por cartas. E inclusive assim, mesmo quando eles estão na mesma cidade que ela vai, viaja lá para ilha, tem filme na Netflix, ele é bastante semelhante, mas o livro é melhor, porque livro sempre é melhor, e tem mais detalhes assim, porque eles são personagens que amam livros assim, acho que esse e o próximo que eu vou indicar são personagens que amam livros.
Então é um livro sobre livros, então sempre dá certo também, né? Então tem muito esse teor nas cartas deles que eles trocam. Mas assim, uma coisa que eu, quando eu tava lendo e as primeiras cartas, eles estavam longe, né? Então se mandando cartas. E aí eu fiquei muito pensando, cara, como que vai acontecer quando ela for para lá, né? Como que a gente vai conseguir entender o decorrer da história, o que tá acontecendo? E mesmo quando ela vai para lá a gente continua tendo tipo bilhetinhos que eles deixam para os outros, bilhetes na casa, umas coisas assim, ou ela contando tipo para os amigos dela o que aconteceu, sabe?
Então eu achei muito genial assim, realmente ele é todo escrito por cartas e eu nunca achei que eu fosse amar tanto um livro todo escrito por cartas, só que a história é muito boa, muito envolvente, e são personagens que amam os livros e os livros salvaram a vida deles. No meio da Segunda Guerra Mundial assim, sabe? E tem personagens bem marcantes. Então foi muito esse livro assim que, um livro que me fez pensar, por isso que eu amo ler, sabe?
E eu acho por isso que eu amo livros. Então tem muito esse teor assim. Aí eu lembrei de outro também, que também um livro muito especial. Eu acho que em qualquer momento que você ler esse livro, você vai se apaixonar. E se você não se apaixonar por ele, você leu errado e você deve ler de novo. É isso, que é A Sombra do Vento, do Carlos Ruiz Zafón. A palavra, a gente está aqui para espalhar a palavra do Cemitério dos Livros.
Se você não colocasse, eu ia colocar, porque assim, li duas vezes as duas vezes eu assim, meu Deus, isso aqui é muito maravilhoso!
Sim, sim. Não, e sem contar que ele tem todo um mistério, então também ajuda naquilo de curar ressaca também, de curar e curar marasmo, tá? Porque assim, cura tudo, é remédio para alma. E a escrita é maravilhosa. E aí a gente tem ali o menino que tá nos seus 11 anos Ele é órfão, órfão da parte de mãe, né? E aí o pai dele, ele tem pesadelo, o pai dele nessa noite leva ele para conhecer o Cemitério dos Livros Esquecidos. E a primeira vez que você visita esse lugar, você tem direito de escolher um livro e levar para casa.
E é sempre muito mágico, né? Essa é uma série, na verdade, primeiro livro de uma tetralogia. E é sempre muito mágico esse primeiro momento, esse primeiro encontro com o Cemitério dos Livros esquecidos, né, como que é descrito assim, uma coisa maravilhosa. Se eu pudesse me mudar para algum lugar no cenário de um livro, certamente seria para lá. E enfim, aí um dos livros que ele, o livro que ele pega, que ele resgata, é o livro chamado A Sombra do Vento, que é do autor Julian Carax.
Carax, não sei se fala assim, mas é. E aí, a partir disso, ele leu o livro numa madrugada, né, ele começa lendo assim nas próximas horas, como todo leitor doido, né, e adolescente, porque quando a gente é adolescente a gente tem mais tempo para ler. E ele se apaixona pela história, só que ele começa a querer saber mais do autor, dos livros, e ele descobre que todos os livros do autor estão sendo queimados, foram queimados, foram destruídos.
E aí, a partir disso, o resto da história vocês têm que ler para descobrir, porque é muito maravilhoso assim. Muito incrível. Então são esses dois aí que eu trouxe para indicar para vocês, que eu, que são livros que eu pensei assim, meu Deus, é por isso que eu amo ler isso.
A minha história clássica de que eu fiquei anos sem ler depois da faculdade e voltei a ler com Corte de Espinhos e Rosas. E agora a Luiza entende até que enfim, sim, minha obsessão desse ano inclusive. Entendeu, Luiza, o porquê que ele me devolveu a vontade de ler?
Meu Deus, sim, sim, exatamente aquele meme de se eu estiver na tumba, me dê a cotar. Se eu não levantar é porque eu morri.
Eu realmente estou morta. Fala assim, Thaís, O Rizan de Taqui.
Oi!
E a Dona Sara Gêmeos, ela tem esse poder, entendeu, de ressuscitar a vontade de ler das pessoas. Inclusive, precisa continuar lendo Tronde Vivo.
Eu li os dois primeiros ali, que não é a lâmina da assassina, ele Trono de Vidro, precisa continuar.
Eu tava olhando para a cara dos boxes essa semana assim, ó, meu Deus, será, Jesus? Eu comprei os 3 do—
eu também, da Cidade da Lua Crescente.
Vamos embora, crescente! Então eu talvez seja minha próxima empreitada, porque eu tô com saudade de ler Sarah J. Maas. Enquanto não sai, porque já comprei na pré-venda. Próximo livro de Acostar, eu preciso estar lá já. Já tá, Luíse, tá perdendo, né? Saiu, eu já garanti.
Foda-se, eu preciso comprar. Meu Deus, verdade, tinha esquecido.
E ela me fez ressuscitar minha vontade de ler. Assim, fazia anos que eu não lia. Sempre gostei de ler, eu nunca fui tão assídua quanto eu sou hoje. Apesar de não tá tão assíduo assim, mas ainda sou uma leitora assídua. Eu nunca fui assim, eu sempre fui mais esporádica, mas depois na faculdade eu li muito por motivos óbvios de fiz letras. E aí eu li tanto que— e aí o problema da leitura por obrigação, né, que aí TCC, um monte de livro chato, teórico, e Porque eu não fiz de literatura, né?
Se tivesse feito literatura, talvez fosse pior ainda. Mas aí eu fiquei 3 anos sem ler nada, foi basicamente isso. E até eu falar, não, preciso voltar a ler, eu sempre gostei, saco. Fui assistir uns vídeos de gente indicando livro no YouTube, vi um monte de gente falando dessa desgrama de Corte de Espinhos e Rosas. Falei, vou comprar. Comprei, comecei a ler, fiquei obcecada, nunca mais parou. Tive que correr comprar os outros dois, que na época ainda era só uma trilogia.
E em 2 meses eu tinha lido todos, porque o terceiro enrolei muito porque eu não queria que acabasse. Basicamente isso foi. É sobre. Então assim, esse aí é certeiro, vai, confia, gente. Nem existia o termo romantasia e a Dona Sarah J. Maes tava fazendo história com a maior de todas, tá? Então tá.
Nossa, gente, eu li esse ano, a Thaís sempre falava, né? Eu fui descobrir mais sobre ele só quando A gente começou podcast um pouco antes, né, no grupo lá.
Eu não sei, enfim, saiu do teu radar?
Não, não tava, porque eu não seguia muitas contas, né. Eu seguia, participava no grupo no Facebook só e tal, e eles indicavam outras coisas, inclusive coisas não tão boas. Mas daí sempre indicava, eu ficava ciente do tamanho que era essa obsessão. Eu comecei a ler Terça-feira de Carnaval. Se eu tivesse começado no começo do feriado, eu teria lido os 3 no feriado, né? Não fui, errei, fui moleque. Mas na terça-feira do Carnaval comecei, na quarta-feira eu terminei o primeiro.
Em 15 dias eu tinha lido os 3 livros. Sim, em um mês foram 5. Foi, foi. E aí em 2 meses eu já tinha começado Trono de Vidro, porque assim, entrei como uma espada obsessiva. E não tenho box aqui de Trono de Vidro, preciso comprar, porque comecei a ler na Kindle.
Eu tenho os 3 primeiros livros que eu comprei naquela edição de capa branca ainda. Ai, então aí, então aí, aí como eu não li, aí eu parei de comprar, sabe? Aí são muitos livros, né?
Então são, mas, mas é bem diferente, é bem, e é bem mais pesado.
Sim, todo mundo disse que Trono de Vidro é melhor ainda porque a história é muito mais bem desenvolvida, mas eu não vou aceitar. Não, não, eu também não. Para mim sempre vai ser, a Kotar tem um lugar dele aqui, ó. É muito especial, é muito especial para mim principalmente porque eu fiquei 3 anos sem ler nada. E foi por conta dele que eu senti essa vontade de não querer parar de ler. Eu queria, gente, aquele primeiro livro, eu lembro de eu sair do meio de um churrasco para voltar para ler.
Prioridades, porque tava sobre a montanha, eu queria saber o que que ia acontecer, entendeu? Aí a Fê me mete um 2, porque Tâmini e eu somos 2, idiota. Burra! Aí tinha que ler um negócio, ela não sabia ler.
Coitada, provou mais difícil.
Ai, gente, eu amo! Acho que melhor do que corte são os memes.
Para quem está de fora, é nível memes Orgulho e Preconceito.
Sim, são muito bons. E eu não podia mandar para Luiza, sabe? Agora eu fico muito feliz de poder mandar os memes para ela, que agora eu posso, porque agora ela vai entender as referências, entendeu? Então é muito bom poder mandar para ela. Sim, sério. E o Rizon de ensinando ela a ler, a escrever? Rizon é o grão-senhor mais lindo de todo o reino.
Depois, aí, ele chocado que ela tinha ficado repetindo as frases mesmo quando não tava com ele, ficando repetindo as mesmas frases. Coitadinha. Stephanie, por favor, por favor, faça esse favor para você mesma.
É sobre isso. Daí a gente vai ter mais uma pessoa para enviar os memes, obcecada por ir para ouvir a Evelyn falando mal, falando que é casal arco-íris e que ela não conforme, porque o Reis Ande Não é vilão coisa nenhuma.
Ai, ai, ai, ele é maravilhoso!
O meu pano para ele é rosa com glitter sempre. Bom, que mais? Depois de acotar, teve no começo do ano A Casa do Mar Cerúleo, porque A Casa do Mar Cerúleo eu sabia que eu ia amar, sabia de certeza. Então assim, férias, Janeiro, eu com trauma de começar livros em janeiro porque nunca começa o livro que presta em janeiro e sempre caga o meu ano de leituras. Traumatizadíssima. Falei, eu vou nesse porque esse aqui eu tenho certeza absoluta que vai ser certeiro.
E eu tava certa, meu Deus, que livro maravilhoso! Que livro maravilhoso! Ele é divertido, ele é profundo, ele tem— ele é muito lindo, sabe?
Ele é muito lindo, muito. Tem.
E o Luke é o melhor personagem, sim, tá bom?
Não, a gnoma, ela tenta roubar o lugar do Luke. Como melhor personagem, né? Porque ela ameaçou assim que chega lá o cara para investigar o orfanato, ela ameaça que vai matar ele para adubar o jardim dela, que vai dar uma pancada.
Gente, assim, eu fiz muitas daquelas, eu fiz muitos paralelos com os meus alunos, porque é exatamente assim que funciona. Eles são capirotos, eles são, mas na verdade, no fundo, eles só querem Entendeu? Amor, carinho, afeto, atenção, atenção, entendeu? É exatamente isso. Agora, o look é maravilhoso porque ele leva isso a sério, né? Ele chega e fala: eu sou soberano de todo mal. E fogo sai atrás dele assim: eu vou levar sua alma.
Sim, então a casa do Marcelúlio, ele é tudo isso mesmo. Tá bom, ele é muito bem escrito, é muito bem construído, os personagens são muito profundos, muito, muito, muito. É aquele livro que pega você assim no fundo da alma mesmo, mesmo. Se não, se você leu esse livro e não gostou, você tá morto por dentro, tá? Você não tem coração, a sua alma está perdida, é só isso. Porque não tem como não gostar, não tem como, gente, não gostar desse livro. Não tem, não tem. Eu lembrei, Luiza, e também de Caim.
Ótima lembrança! O livro que fez eu finalmente terminar um livro do Saramago. Jamais esquecerei você. Muito obrigado, Caim.
Porque assim, O Caim é um clássico, é Sara Mago, ele é uma delícia de ler. E assim, é aquele momento que você pega um livro e fala, meu Deus do céu, esse homem é um gênio! Olha isso aqui que ele tá fazendo, sabe? Olha, olha a coragem, olha a audácia! Ai, meu Deus, ele com foda-se ligado já tava excomungado mesmo assim, ó, descendo a lenha na Bíblia, na religião.
Não, tu nem sabe, esse final de semana veio minha prima me visitar, minha família, minha tia. E aí a minha prima tava falando sobre livros e tal, e ela falou, não, porque eu comecei a ler um do Saramago, só que é muito difícil e tal. Daí ela tinha começado a sair sobre a cegueira, né? Daí ela Achou difícil, e aqueles capítulos longos, sei lá. Ainda ela começou a contar a história e tal. Daí eu, ai, mas era mais difícil mesmo. Mas eu falei, tem um que é muito fácil de ler.
Só que assim, ela é mórmon, né? Mas assim, aí eu falei para ela, mas esse ele escreveu quando ele já tava excomungado da igreja.
Exato. Então assim, você tem, aí eu não sei se tu vai gostar muito.
E aí ela ficou assim um pouco pensativa, não sei se é uma boa ideia, mas eu deixei a recomendação como um sarapau, entendeu? E é isso, vamos ver.
Adoro. Enfim, Caim foi um livro que eu fiquei, cara, Saramago é foda. Saramago faz o que ele quiser, entendeu? O poder da literatura de subverter as coisas, de subverter e de questionar, entendeu? E de bater de frente com ideias que são totalmente absurdas. E é muito louco assim, é muito, é isso, você fica, você fica maravilhado loucura! Como que uma— eu sempre fico assim, gente, como que a mente desses cara funciona? Dessas mulheres que criam essas histórias, que conseguem colocar em palavras.
Porque Saramago, cada frase que você lê é uma, é um absurdo, né? É um absurdo. Então sempre que eu leio Saramago, eu fico, gente, como que pode tanta genialidade dentro de uma cabecinha? Como que pode catar as palavrinhas, juntar e ficar uma coisa tão bonita daquela? Ou uma coisa tão engraçada, uma coisa tão bem perfeita, sabe? Eu não— e, gente, eu sempre fico louca quando eu lembro que o Saramago escreveu o primeiro livro com 60 anos.
Sério? Vai chocar. Não sabia.
Não, não. Quer ver? Elas vão pesquisar para ver se eu não tô falando besteira, mas é, ele escreveu e já tava velho.
Stephanie falando que nunca conheceu o Marco. Minha tia, minha tia Eu, uma vez, gente, curiosidade aí, porque ele vem as pessoas na casa, né, para jantar uma vez, os missionários, né, uma vez por mês. Aí uma vez convidaram para esse jantar e, cara, eu era muito pequena, devia ter o quê, uns 9, 10 anos, mas começaram a contar aquelas histórias de como que é o surgimento da religião deles. Eu achei muito bizarro, muito bizarro, é muito estranho.
Então é isso que eu falei, porque parece que ele livro com um livro bem mais novo. Onde que eu li isso, gente? Eu acho que ele foi fazer sucesso com 60.
Ah, pode ser.
ChatGPT é sobre— não é, é uma coisa bem estranha. E outro que aconteceu isso, e esse foi um surto só meu, Como pessoa que ele me pegou muito no— eu sou apaixonada por literatura, eu odeio dar carteirada, mas eu fiz faculdade de letras, eu estudei literatura na faculdade. A gente aprende sobre as coisas, como as coisas são construídas, como é, o que que é a genialidade que tá nos romances da literatura. Sabe? E aí eu nunca vou esquecer do dia que eu peguei Autobiografia na mão, gente.
Sim, eu vou defender Autobiografia até o dia que eu morrer, porque isso foi um gênio que escreveu. Esse livro é genial, ele é incompreendido, é diferente. As pessoas não estavam preparadas para esse livro, porque eu lembro de ler e ficar, gente, privilégio! Eu sempre falo isso, mas Mas foi exatamente o sentimento que eu tive. Que privilégio tá sendo uma das primeiras pessoas, porque ele foi publicado primeiro pela TAG, né, depois ele foi publicado lá em Portugal, uma das primeiras pessoas a estar lendo isso aqui.
Porque assim que chegou, peguei e fui ler. Eu só ficava, gente, que privilégio, que privilégio, porque isso aqui é genial. O que esse homem está fazendo nesse livro é coisa de gênio. Como ele, o que ele tá fazendo com o livro, como que ele subverte as coisas, a loucura que ele é. Para vocês entenderem, quem não sabe, nunca me ouviu falar 200 milhões de vezes sobre autobiografia. O José Luiz Peixoto, inclusive, que amo, Peixotão, ele escreveu um romance para homenagear o Saramago.
Ele pegou 8 livros do Saramago, ele cita 8 livros diferentes do Saramago em autobiografia. E autobiografia porque quem escreve é o José. Aí a gente tem um outro José A gente tem 3 Juséses, é os livros dos Juséses. A gente tem um Saramago já no final da vida lá em Lazzarote, na ilha que ele morava com a Pilar, questionando a vida dele. A gente tem o José que acabou de publicar o primeiro livro e tá com a pressão do segundo livro, que ele, se ele vai conseguir escrever um outro livro tão bom.
E a gente tem o José que tá falando com a gente. Então assim, ó, Josézis. E enquanto ele tá nessa loucura, então vocês já entenderam que é um livro sobre o Saramago, que o Saramago tá escrevendo. Aí tem o Saramago no presente, o Saramago no passado, e tem o José que é o Peixoto, porque o Peixoto ele é José Luiz Peixoto. A gente tem muitos Josézis nesse livro. Então assim, ele brinca com isso, ele brinca com os personagens dos livros Saramago.
Então tem vários personagens, ele cita, ele vai criando uma história e citando esses personagens. Ele, e ele subverte a literatura, cara. Ele faz coisas absurdas ali. Ele, eles é aquilo, ele domina tanto aquilo, aquela arte, que ele faz o que ele quer com ela. Sabe? Tem.
E ele defende a questão da liberdade da literatura e do escritor, né?
Naquele bendito capítulo 20, que é a melhor coisa que eu já li na minha vida, que ele fala: isso aqui é um livro, eu escrevo o que eu quiser. Isso aqui é literatura, na literatura tudo pode acontecer. E é isso, a graça é essa, gente. É o capítulo mais genial de toda a história da existência dos livros. Que eu já li assim, porque eu falei, é exatamente isso. Então assim, vocês estão entendendo meu surto, né? Eu não consigo falar de autobiografia sem dar uma leve surtada, porque— e assim, dá para ler sem ter lido os livros do Saramago.
Eu tinha lido só um quando eu li o livro. Inclusive, eu quero reler autobiografia no momento que eu tiver lido os 8. Tá perto, é mais ou menos. Eu preciso lembrar quais são os livros.
É que agora aqui parando, ele fala do Memória do Convento, né? Aí o meu livro tá autografado. Ai, meu Deus, exibida! Ai, eu sou exibida mesmo!
Mas ele não foi, não foi ao vivo, mas tudo bem.
Aí essa falando que até hoje não conseguiu ler Sara Mago. Eu acho que Caim é uma boa para—
eu acho, eu acho que Caim seria muito legal. Quer ver? Deixa eu ver quais são os livros. Ô meu Deus, vem cá, vem cá, vamos conversar.
Mas eu tava, eu tô querendo muito ler Ensaios sobre Segredo esse ano.
Leia, eu emprestei para minha aluna.
Quer traumatizar ela também?
Ah não, ela leu, ela leu Colapso e amou. Ela leu Colapso e amou, entendeu?
Entendi.
Então assim, eu criei um monstro. Esse é um monstrinho que eu criei e nunca vai— Memorial do Convento, Levantado do Chão, Evangelho Segundo Jesus Cristo, Todos os Nomes, História do Cerco de Lisboa, Viagem do Elefante, O Ano da Morte de Ricardo Reis.
Viagem do Elefante eu não tenho.
Eu tenho. Então, ó, eu já li Memorial do Convento, eu já li Evangelho Segundo Jesus Cristo, e eu já li O Ano da Morte de Ricardo Reis. Então falta História do Cerco de Lisboa, Viagem do Elefante, Levantada do Chão, Levantada do Chão e Todos os Nomes.
Eu li 50% do Memorial do Convento, 40% do ano da morte do Ricardo Reis. E eu li 30% do projeto. Se eu somar tudo, quem que aparece?
Quais são os personagens que aparecem na autobiografia? O Bartolomeu Gusmão, que é o padre do balão. O padre do balão tá lá em autobiografia, gente.
Não é o padre do balão brasileiro, é um português.
Não, É que ele passa o livro inteiro querendo conquistar, construir uma ave, uma máquina que voa. Então, gente, é o apelido dele carinhosamente. Opa, é um padre que quer voar, igual o nosso padre do balão saudoso. Aí tem de Levantada do Chão, tem um personagem que chama Domingos Maltempo. Eu já adorei o nome dele, Domingos Maltempo, que é um sapateiro. Tem o José Que é que na verdade José está em vários romances do Saramago, por exemplo, O Evangelho Segundo Jesus Cristo e Todos os Nomes.
E Autobiografia também ele é relevante porque, né, é o Saramago e o próprio Peixoto. Aí História do Cerco de Lisboa tem o tal de Raimundo Bem-vindo, Da Viagem do Elefante tem o tal de Fritz, e Do Ano da Morte de Ricardo Reis tem a Lídia, que é criada do hotel. Onde o Ricardo Reis está hospedado, entendeu?
Não sei se fez muito sentido, porque eu já li autobiografia e li 30% do ano da morte de Ricardo Reis, já associei, já fez uma conexão.
É, então assim, deve ser muito legal ler depois de ter lido os livros.
E sim, meu plano para apresentadoria.
Leia uma autobiografia.
Autobiografia é muito legal, realmente dá para ler sem ter lido Saramago. Não tinha lido Saramago ainda e deu para entender. Ai, ai, com certeza é outra experiência.
Não posso falar de autobiografia aqui, dá nisso. Bom, e livros impossíveis de largar, Luiza? E nós vamos ter que correr porque a gente já tá com 1 hora e 40. A gente a gente começa a falar e não para nunca mais.
E eu que achei que eu tivesse perdido o jeito de conversar com você, pelo jeito não, tava com saudade. Então, mas, e um que eu sei que a Yas não terminou, não sei como. Yas, eu preciso te dizer, Yas, que eu acho que você não tem espírito de fofoqueira, porque se você tivesse espírito de fofoqueira assim Como eu e Thaís temos espírito de fofoqueira, eu acho que desde de anos indecisos é impossível parar de largar porque é uma grande fofoca.
E meu Deus do céu, não consigo entender. Meu Deus do céu, enfim, não tem como, não tem como. E é uma história, eu acreditei, gente, esse livro tem um fun fact aí que eu li a sinopse, eu lembro, era 2020 quando tudo era mato. Eu li esse livro, eu tava acreditando, eu fui pesquisar a banda porque eu acreditei que ela existia. E não tem como. Só que eu fui ler ele só bem depois, né? Acho que eu fui ler em 2023, não sei, pelo menos foi ler quando estreou a série, né?
Gente, incrível, incrível demais, incrível demais. Trouxe um outro que acho que eu não falei tanto sobre ele, falei pouco ano passado, então é mais recente, que é o Mariposas da Morte, que é da Bruna Correia, que é um suspense nacional e publicado pela Editora O Grifo. Veio pelo Clube Sexta-Feira, que inclusive o Clube Sexta-Feira está retornando para Editora O Grifo, e o primeiro livro desse retorno vai ser o Acampamento Alguma Coisa, que é da Cláudia Lemes, um livro dela que não tava publicado há um tempão porque é muito trash, sabe?
Adoro! É esse que a gente quer, manda!
Sim, sim. Então tá voltando aí. É um clube que só publica suspense brasileiro, que enfim, e de autores contemporâneos, livros e tal. E o livro da Mariposa da Morte foi o primeiro livro da E é incrível, a escrita é muito boa e é muito assim um mistério que tá acontecendo numa cidade pequena. E aí mortes estão acontecendo, você não sabe quem que é culpado. Só que desde a primeira cena a gente tem a protagonista mandando de arrasto a irmã dela.
Gente, eu fiquei chocada na primeira cena. E é mais muito incrível, gente, muito incrível, muito incrível. E outro, saindo um pouco aí do thriller e tal, do suspense, para dar uma diferenciada, A Guerra Que Salvou Minha Vida. Eu lembro que eu li, acho que foi 2022, e foi uma noite assim que eu parei 6 da tarde. Eu não aguento mais trabalhar, não vou mais trabalhar, porque eu sempre fico trabalhando até mais tarde, né? Esse dia eu não aguento mais, não aguento mais.
Acho que já era dezembro, E eu peguei esse livro e eu só parei de ler quando eu terminei. Assim, foram, foram 7 horas, 8 horas, sei lá, lendo direto. E porque é muito bom, é uma história muito bonitinha. E não, ai, cuidado daquela criança, mas é muito bom de ler. Enfim, um pouco trágico, um pouco agridoce. Leiam, leiam A Guerra Que Salvou Minha Vida. Trouxe um que faz tempo que eu não falo, que eu acho que eu não falei muito sobre ele, mas é um livro que também tem crime, mas tem uma coisa, um ambiente diferente assim, uma ambientação diferente, que é O Crime do Cais do Valongo, que é da Liane Alves Cruz.
É um crime que aconteceu e é na época da escravidão, né? Né? E aí a gente tem alguns personagens que são escravizados ali e que são, que é importante ali para história. E aí eu não vou lembrar muitos detalhes porque eu li isso daqui em 2000 e pedra, 22, 1830, outra era. Mas essa autora ela é incrível, tem vários outros livros para ler dela que eu tenho narrativas. Ela tem Água da Barrela aqui, eu tenho Solitária que eu comprei pelo Kindle.
Enfim, ela é muito incrível. E esse é o mais antigo dela, então acho que não é tão falado, mas é muito bom. E tem isso, tipo, por ter essa questão do crime, então dá muito essa questão de saber, sabe, quem que é. Então você não consegue largar. E ao mesmo tempo que tem toda ambientação mais pesada, sabe, muito bem escrito também. E trouxe um que eu li esse ano, gente, eu li Oração para Desaparecer da Socorro Scioli, e eu li super rápido porque é uma grande fofoca também.
Adoro! A mulher foi desenterrada viva lá em Portugal, e aí tem toda uma questão mística dessas histórias dos desenterrados que pelo jeito realmente tem essa cultura aí, que eu inclusive quero pesquisar mais porque achei muito, muito da hora. E aí ela tá sem memória, ela não lembra o que que aconteceu com ela. Enfim, ai, gente, é muito bom, é muito bom, e é impossível parar de ler porque é um mistério assim. E ela tá contando a história dela para alguém, aí tu demora para entender quem que é essa pessoa.
E essa pessoa é um livro, acho que ela gosta de brincar com isso, de tipo o que o Enéas Tavares faz, que coloca personagem de outros livros. O personagem que ela tá contando essa história, ele é lá do Vendedor de Passados do Magaluza, que legal. É, e ele é tipo um contraventor, um cara que fabrica passados porque para dar documentos para as pessoas, sabe, novos documentos. Ah, tá, sim, muito bom. Quando eu descobri isso daí, eu fiquei morrendo de vontade de ler o Vendedor de Passados.
E aí a gente chega à conclusão que a literatura é o quê? Um grande esquema de pirâmide, porque tu vai, sempre foi. Exatamente, exatamente. Foram esses, ó, falei rápido, Thaís.
Muito bom, bom. Aí eu comecei a pensar nos livros rápido, só veio psicopata só veio. Enfim, gostamos. Eu lembrei de um romance que eu não coloquei aqui, não falei ainda, hein, que foi Novembro 9 da Colleen Hoover. Colleen Hoover é uma criatura que eu leio muito rápido. Os romances dela sempre tem bastante drama, tem bastante coisa acontecendo. O Novembro 9, eu não precisava dormir, precisava de respostas. Então foi uma madrugada.
No outro dia eu fui dormir com umas olheiras aqui assim, tomei café o dia inteiro porque eu precisava dormir. Eu emprestei ele esses tempos atrás para Thayla Maria, minha aluna, aluna, minha queridíssima filha, minha melhor amiga de 15 anos, aquelas, a minha, a minha, a cria que eu tô criando uma melhor de mim. Gente, a bichinha, ela lê todos os livros que ela gosta, os livros que eu leio, empresta os meus livros para ela. E eu emprestei Novembro Novo para ela e eu tava que eu fui trabalhar no Enem.
Eu cheguei no domingo, eu desliguei o celular, né, porque você não pode ligar. Eu liguei, tinha 150 mensagens dela surtando porque ela ficou o domingo inteiro lendo livro e ela leu todo no domingo. Foi isso que aconteceu. Amo!
Diz para ela aproveitar porque realmente é o momento que a gente consegue ler mais.
Mas você não sabe, você acha que eu já não falei? Tempo tempo todo, porque meu computador aqui querendo desligar. E então assim, é assim, ele é assim, esse livro é assim, você não quer parar. Porque é dois meninos, uma garota que conhece um cara no restaurante no dia 9 de novembro, que é aniversário dela, ele salva ela de uma enrascada, e aí eles combinam que eles vão se encontrar todo dia 9 de novembro. É, não é tão on assim.
Tem muitas coisas aí que acontece nesses 9 de novembro, meu Deus, muitas. E aí, tipo, não foi por acaso que eles se encontraram no primeiro 9 de novembro? E enfim, é muita, é muita. Então assim, acaba um 9 de novembro, você não quer parar porque você quer saber o que vai acontecer no próximo ano. E de um ano para o outro, assim, tudo muda na vida da gente, pensa. Aí tem um ano que alguém não aparece, aí tem um, entendeu? É desesperador.
Leiam, só leiam, vocês vão entender o que eu tô falando. Luiz, eu lembrei de Misery, mas Misery, além de ele ser muito rápido de ler, você vai ter um pouco de sufocamento, de desespero. Você vai ler parecendo respirar, a hora que você vê você vai estar fazendo porque você tá com a respiração presa de desespero. Mas Misery é um dos meus livros favoritos. O King é incrível, perfeito. E cuidado com seus fãs número 1, porque a Anne assim, ela é, né, a gente sabe, a gente sabe.
E tem outro livro que é maravilhoso que a gente leu mais recente, né, Luiza? É muito rapidinho de ler e é tão incrível, que é o Psicose. Gente, Psicose É impossível você parar de ler. Você vai ler assim, ó, se você se dedicar, você lê num dia fácil. E você vai, ah, já viu o filme, não interessa, você vai ler e você vai tomar o susto, você vai se impressionar com as coisas do mesmo jeito.
Sim, cara, é muito bom, muito bom, ótima indicação.
É incrível, é incrível. E outro, Luiza, que isso aqui aconteceu com nós duas também, Ah, gente, é difícil quando a gente divide o mesmo neurônio literário, a gente lê as mesmas coisas ao mesmo tempo, as mesmas coisas acontecem. Mas eu tô falando de Inventário de Predadores Domésticos, que é o livro da Verena Cavalcanti, de contos. Isso nunca acontece com livro de contos. Eu e Luiza fomos ler na maratona de Halloween, né, 2024.
Isso. E a gente fez, a gente lendo em live, é que a gente ia entrevistar a Verena. A gente lê muito rápido, as duas, porque assim, isso nunca acontece com livro de contos, a não ser os do César e os da Verena. Porque, cara, você não consegue parar de ler. É um conto melhor que o outro? É um mais horrível que o outro? Mas você não consegue parar, você quer ler o próximo. O livro todo assim, meu Deus, gente, passada, chocada.
Sim, não, e o pior, o pior barra melhor foi a gente entrevistando a Verena e descobrindo que as melhores barra piores histórias são baseadas em fatos reais, em fatos, histórias que ela ouviu que realmente aconteceram.
Aí a gente fica um pouco preocupada, né? Mas aí a gente pensa, é, se a gente reparar bem, o mundo tá meio estranho. Luiza, e para finalizar, quase vamos para indicações. Vamos falar sobre eles que eu falei que a gente ia falar. Um livro fora da sua zona de conforto que acabou salvando seu ano.
Eu trouxe dois recentes meus que salvaram meu ano. Ano passado foi 13 Years, do César Bravo, que na verdade também que na minha zona de conforto.
Eu tô aqui, tá bom, eu vou fingir que não foi isso que você colocou, tá?
Assim, dos mais recentes, realmente foi, tá bom. Então 13 Years é incrível, maravilhoso, faz sentido, meu universo, puta que pariu, meu Deus, eu não quero acabar, meu Deus, a noite vermelha, eu vamos morrer junto. E acabou, sofri junto, entendeu? Eu só demorei, eu demorei mais de um mês para ler esse livro porque eu tava poupando ele, não queria que terminasse.
Eu fiz até um vídeo no TikTok falando isso, gente, eu não quero que acaba, eu tô enrolando esse livro porque eu não quero que ele termina, porque é tudo muito maravilhoso, é tipo voltar para casa.
Exato. E é incrível, incrível. Nossa, muito bom. E quem não gosta de César Bravo tá errado. E eu coloquei outro também porque foi melhor, é porque foram as minhas duas melhores leituras. Melhor leitura de 2025 é que assim, 2025, gente, eu li muito pouco e eu li só na minha zona de conforto. Eu não tava bem. E assim, aí o que foi que salvou meu ano foi Tragédia. Aí em 2024, o que salvou meu ano foi Colapso. Talvez eu não esteja bem alguns anos, porque é só leitura que salva meu ano.
Mas enfim, colapso, distopia, meu Deus do céu, meu Deus, eu surtei com esse livro, meu Deus do céu, que incrível! E assim, só que eu estou roubando porque eles são dentro da minha zona de conforto. Agora eu vou dizer um Completamente, talvez não tão completamente porque eu já li algumas ficções históricas que eu gostei muito, mas vem da mente assim das leituras relativamente recentes. Não são recentes, não são recentes, mas tudo bem.
Mas um livro que eu jamais iria ler se não fosse minha grande amiga Thaís aqui, na época em que ela ainda fazia leituras coletivas. Por isso que eu tô sentindo saudade das leituras coletivas organizadas. Aí, eu acho que eu tava precisando. A gente acha que tem que dar uma louca e fazer assim, ó, 20 livros de leitura coletiva, e aí a gente vai se obrigar a ler. Eu só acho, Thaís. Thaís vai me internar no final desse episódio. Tipo, eu tô só ouvindo aqui, eu vou visitar a Camila e vou parar no porão.
Não, mas falando sério, é porque realmente era um livro que eu jamais iria ler, inclusive inclusive, eu fiquei brava quando eu vi ele na lista de leituras porque eu nunca tinha ouvido falar nessa diástase de livro. E aí eu terminei apaixonada pelo livro, terminei querendo ler tudo que o autor escreveu. Que eu tô falando do Homem que Amava os Cachorros. Mas assim, quem que ia adivinhar que um título desse é um livro de ficção histórica que fala sobre a história do Trotsky.
E aí esse livro, meus amigos, tem a KGB fazendo coisa, tem KGB escondendo corpos, tem Stalin mandando todo mundo de arraste para Sibéria, tem Trotsky e a Frida se pegando no México.
Aí eu amo.
Inclusive eu estava falando quando estava na academia e eu fiquei assim, meu Deus, eu fiquei em choque no meio da academia lendo a cena do Trotsky e Frida se pegando. E tem que mais, tem Cuba, tem Cuba escondendo as coisas, entendeu, as informações, muito doido assim o rolê de Cuba também. Enfim, e aí tem também o cara que foi o assassino, porque a gente fica sabendo da história do Trotsky quanto do cara que assassinou o Trotsky.
E aí ele participou até da Guerra Civil Espanhola, então tem um pouco de Guerra Civil Espanhola, cara, assim, e é tudo real. E aí, se não bastasse tudo, essas confusão, essas loucura, a escrita do Padura, assim, às vezes eu li uma frase, eu ficava assim, tal qual as frases de Saramago, assim, estilo completamente diferente, mas assim, porque muito bem bonita. Eu li a frase, ficava, meu Deus, acho que a frase mais linda que eu já vi na minha vida.
O livro inteiro, né, a gente, livro inteiro, ele escreve lindo demais.
É, isso é real, isso é muito, muito, muito, muito, muito bom. Enfim, então eu acho que o que mais saiu do desconforto aí dos últimos anos foi O Homem Que Amava os Cachorros, porque excelente, muito diferente, muito Muito doido. Aí, essa comentando aí que Colapso ela leu em janeiro de 2025, nada superou.
Olha só, começando bem o ano.
Sim.
Bom, eu trouxe dois aqui para a gente, senão vou ficar aqui até amanhã porque tem alguns. Mas você falou de Clube da Luta, eu lembrei dele, eu tive que colocar porque é um dos livros mais diferentões que eu já li. Não tem nada a ver com nada que eu já li na minha vida, eu acho que nunca mais vai ter nada a ver com nada que eu li na minha vida. Ele tá fora da zona de conforto porque ele não entra em zona de conforto nenhuma, porque ele não é confortável.
É isso, tá? O livro é um clássico. O livro, filme já é um clássico cult por um motivo. Agora você imagina o livro. Se o gente saiu meme na Copa agora porque tava o Norton e o Brad Pitt assistindo o jogo, fizeram meme. Olha lá ele falando sozinho ainda. Sim, ai, eu amo, eu amo! Então assim, clube, gente, o livro é uma coisa muito insana. Se vocês acham filme insano, vai ler o livro e a gente conversa, porque a gente tá dentro da cabeça, ele é em primeira pessoa, a gente tá dentro da cabeça dessa criatura que não dorme, que já tá variando assim, porque insônia deixa a gente meio louco das ideias, entendeu?
E que decide criar um clube da luta, e aí que conhece esse doido que Enfim, enfim. E a loucura, você tá dentro da loucura da cabeça dele. Precisa ler? Ah, você precisa? Eu acho que você precisa também. Eu falo toda vez que eu falo, dá vontade de ler de novo. Eu lembro assim, ó, voltando, lembrando das minhas aulas de literatura, sempre que um escritor coloca tudo que tem a ver com insônia, com não dormir, ele tá aqui com insanidade, né?
Então assim Se imagina, você tá dentro da cabeça de uma pessoa que não dorme. É essa loucura aqui. Então, se todo mundo fosse espertinho desde o começo, a gente não tinha sido feito de trouxa perceber que ele tava com insônia. É só isso que eu tenho a dizer. Muito bom, cara, muito bom. Clube da Luta. Eu quero ler mais coisas do Chuck Palahniuk, mas eu tenho medo de não ser tão bom. Não vai ser tão bom, mas dizem que todos os livros dele assim bem Assim, existe uma moça que eu via vídeo antigamente no YouTube que ela era o autor favorito dela, e ele tem muita coisa escrita, e era o autor favorito dela porque ele é bem doido mesmo.
Então assim, eu tenho vontade de ler mais coisa dele. Eu tenho um de terror dele aqui.
Eu acho que eu quase comprei um dele também uma época, mas muitos anos atrás. Eu li a sinopse e era bem Esquisito.
Depois do conto das tripas, pois é, eu sou traumatizada assim. Me dá negócio ruim, eu me dá negócio ruim. Ele não é bom das ideias, ele tem probleminha. E aí é legal, é legal. E mau hábito, que foi, eu acho que O último que eu li assim que fez isso comigo, de, meu Deus, que livro maravilhoso é esse aqui! E que coisa diferente! E que coisa é fora da minha zona de conforto, porque não é a minha realidade, sabe? É contemporâneo, é o tipo de livro que eu gosto de ler.
Não sempre, porque também é pesado. Então assim, ele tá fora da minha zona de conforto, mas não tá tanto. Mas assim, não é minha realidade, porque ele foi escrito por uma autora trans, é uma personagem trans que tá saindo, que tá se descobrindo num lugar totalmente fora da nossa realidade. Enfim, e foi o livro que eu li o primeiro capítulo capítulo, 2 páginas, 5 páginas. A hora que eu terminei o primeiro capítulo, foi assim, esse livro vai ser favoritado, vai ser assim, que que é isso aqui que eu li?
Que que é isso aqui que eu li? Porque a maioria dos livros ele vai demorar para te pegar, né? Você começa a ler, aí você tem que entender o que que tá acontecendo. Que primeiro capítulo desse, primeiro capítulo foi assim, ó, foi uma pancada que eu não vi nem da onde veio. E eu fiquei assim, uou, temos um grande livro aqui em mãos! E foi exatamente isso. Então ele foi o último livro que fez assim, era totalmente fora da minha zona de conforto.
Eu recebi ele da Record, que é um selo novo da Record, diferentão. Ele ficou um tempo aqui, aí eu falei, vou ler, porque ele parecia ser assim do meu estilo. E não me arrependi. Não me arrependi porque é incrível, incrível, incrível. É isso, muito bom. Luiza, agora para terminar, você consegue pensar em algum livro que você entregaria na mão de qualquer pessoa e falaria assim: confia em mim, isso aqui vai salvar seu ano de leituras?
Eu tenho um que— ai, eu vou indicar ele: Parta no Místico, da Nancy Bárez. Confia, confia, confia. Ele é diferente, né? Ele tem universo steampunk, então tem uma pegada ali de fantasia, de magia, umas coisas assim, umas paradas assim. Inclusive, agora eu sou uma ouvinte de Magicando, e aí Muitas coisas estão fazendo mais sentido.
Você me entendeu? Você me entendeu agora? Você me entendeu agora, né?
Cara, eu tô— e agora eu vou ouvir desde o primeiro episódio. Estou fazendo coisa reversa agora, tô tentando ouvir tudo.
E aí, enfim, foi lá inclusive que eu descobri que Lúcifer não estava na Bíblia, tá? Magicando Gente, mas de cada podcast maravilhoso que é do mesmo pessoal do Mundo Freak. Mundo Freak é incrível, ouça.
Eu preciso ouvir Mundo Freak.
Amo Mundo Freak. Conheci Mundo Freak primeiro e fui magicando, que ele fala de coisas mais místicas, de religiões diferentonas. E só que tem historiador, gente, o Keller. Eu sou apaixonada nele, com todo, com todo respeito, Dona Carol. Ele é muito inteligente, ele é historiador ao mesmo tempo que ele gosta das magias, ele é historiador. Então assim, a gente tem profundidades, então a gente aprende muito. Eu recomendo, ouvam. E muitas coisas fazem sentido.
Muitas coisas fazem mais sentido assim. Mas fora, né, você pode considerar só a parte ali, aí fazia, né, tem negócio de magia, místico e tal. Mas assim, uma história tão boa, tão boa, e assim tão incrível e diferente ao mesmo tempo. E ao mesmo tempo os personagens são muito cativantes, muito cativantes. E aí você conecta, né, e tipo, que conecta com outros personagens clássicos da literatura, tipo, vai conhecer, né, o software, coisa lá que é tipo, que é o Dory Gray, não sei agora, não lembro os nomes, mas enfim.
Mas tem muito isso e ao mesmo tempo tem umas coisas muito engraçadas, porque quem eles estão lutando contra, a Ordem Positivista, são os grandes vilões, só que ele tem umas coisas, umas pegadas meio idiotas assim, porque eles são muito burros. É, eles são terríveis, mas ao mesmo tempo tu ri também. E tem grandes personagens, tem o Troll, que é o robô, e é autômato porque eles estão no passado, né? Mas tem umas tecnologias que seriam do futuro, negócio do universo steampunk, né?
E aí tem os negócios da fumaça porque é tudo com coisa tipo de ar, funciona a vapor, basicamente tecnologias que funciona a vapor. Então tem os autômatos que são como se fosse robô, mas tipo visual deles é meio retrô assim. Enfim, ai, gente, é muito bom, é muito bom, é muito bom, é muito bom e diferentinho assim, e confortável ao mesmo tempo. E enfim, parto no místico. Eles são minha família, pai, eles são minha família. E aí eu tenho um outro que aí é um pouco mais cabeçudo assim, não tanto, mas um pouco mais, que é o Flores para Algernon, que aí a gente tem uma pegada mais humana e uma questão ali que tem é um menino que tem umas certas, um jovem, né, que tem dificuldades de aprendizagem e ele vai participar de um experimento científico em que quer deixar ele mais inteligente.
E aí ele vai escrevendo, tem relatórios que vão acompanhando esse progresso dele. E aí você vai acompanhando conforme ele vai mudando, conforme, né, as páginas vão aumentando. E esse experimento vai acontecer, só que tem questões super profundas, questões humanas, questões muito complexas ali. E aí tu vai ver bastante preconceito, porque quando ele vai— a Thaís caiu, mas vamos continuar que daqui a pouco ela volta. Conforme vai ocorrendo esse estudo, né, ele vai refletindo sobre os preconceitos que ele sofria e várias coisas desse tipo. Vamos adicionar ela.
Obrigada. Meu notebook desligou, tô com problema com a uma fonte e a outra fonte que não tá carregando tá pegando fogo. Ele desligou sozinho.
Meu Deus, meu Deus! Eu tava terminando de explicar sobre Flores para o Jornal, que assim vai salvar o ano de leituras, vai salvar o ano de leituras, porque ao mesmo tempo não é uma leitura difícil. Tu vai acompanhando ali conforme ele vai passando por esse experimento, então tu vai entendendo ali a narrativa. E aí cada vez fica mais pesado e mais pesado e mais pesado, e aí termina super pesado. Mas é isso, é muito bom.
Sim, sim, sim, sim, sim. Bom, eu vou falar um só, tá, que não tem como não salvar: Brava Serena. Gente, não tem como Brava Serena não salvar o ano de leitura de qualquer pessoa, porque esse livro é incrível. Brava Serena. Do Eduardo Krause, nosso estagiário da Dublinense, melhor pessoa. Foi um livro que me marcou muito porque eu li ele despretensiosamente, eu surtei porque ele é incrível, que é a história de um personagem idoso que vai para Itália porque ele queria voltar para o lugar em que ele foi mais feliz na vida dele, que foi onde ele passou a lua de mel com a esposa dele que já faleceu.
Ele tá com problema de coração Eita, lascado! Eita, para morrer! Assim, ele não tem mais perspectiva de nada porque ele é viúvo, ele não tem mais a mulher. E ele decide que ele vai para Itália para reviver esse, para ir para esse lugar onde ele foi feliz. E lá ele encontra Serena, que é uma jovem porra louca, e eles criam uma amizade totalmente improvável, que é a melhor coisa que vocês vão ler. É a melhor coisa que vocês vão ler.
Vocês vão querer ir para Itália, vocês vão querer comer tudo que eles comem no livro, tomar vinho sem rótulo, entendeu? E a Serena, ela traz esse novo sopro de vida para ele, que é muito legal assim, sabe? Fazer ele fazer coisas que ele não teria coragem. E ele ensina muitas coisas para ela também, claro. Enfim, é uma amizade totalmente improvável, que é a coisa mais linda que vocês vão ler. É muito, assim, eu comecei a gostar muito, acho que foi o primeiro livro que eu li com personagem principal idoso e assim, quero ler mais.
Porque a gente tá tão acostumado com jovenzinho escrevendo livro, eu não tenho mais paciência para quem tá começando. E aquela bênção, Suzana Vieira, não tem paciência para quem tá começando, entendeu? E a gente tem muito o que aprender, né, com essas pessoas mais velhas assim. E é incrível, gente, esse livro não tem como Não tem como. É o livro que eu sempre falo, eu queria, eu tava no trabalho, eu queria voltar para casa logo para poder continuar lendo ele.
É aquele que dá expectativa de voltar para casa. É muito difícil isso acontecer, às vezes você tá tanta correria. Mas esse eu lembro de estar no serviço, falar assim, nossa, não vejo a hora de chegar em casa para continuar lendo, porque era muito bom de ler. Enfim, esse eu tenho certeza que se eu colocar na mão de qualquer pessoa, melhorar a o ano de leitura dela, sem sombra de dúvida. Assim, sem sombra de dúvida, concordo.
Aí está falando que Flores para o Jornal ela também recomenda para todo mundo. E ela também indicou, Thaís, ela também indicou a adaptação de 2002 chamada Um Amigo para o Jornal. Ai, que legal, muito bom!
Temos um episódio Conversamos mais com o Homem da Cobra, claro, óbvio, porque a gente não consegue. E é isso, gente, espero que a gente tenha ajudado com as nossas indicações. Por favor, se você tem uma indicação para salvar o nosso ano de leitura também, que a gente tá precisado, deixa para a gente lá no Instagram, manda mensagem. Assim que a gente conseguir, a gente responde vocês. Conta para a gente nos comentários aqui da live do YouTube também, onde vocês quiserem, tá bom?
Muito obrigada a todo mundo que ouviu a gente até aqui. Se tudo der certo, vai dar, daqui 15 dias a gente se vê de novo na terça-feira.
É isso, galera, beijo, obrigada, beijo, gente, tchau tchau!
Você ouviu o Literatura Sem Frescura.