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#435 Totem exagerou em Descarga (1972): jazz, funk, Candombe, rock psicodélico, fusion, muita distorção e percussão

12 de maio de 202649min
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Em 1972, a banda Totem atingia um de seus momentos mais intensos e criativos com “Descarga”, segundo álbum da histórica banda uruguaia liderada por Rubén Rada. Gravado nos estúdios ION, em Buenos Aires, o disco amplia a fusão entre rock, jazz e candombe afro-uruguaio, transformando ritmo em identidade cultural, política e espiritual.

Mais solto, coletivo e percussivo que o álbum de estreia, “Descarga” mergulha na ideia da descarga musical como explosão de energia. Cada faixa funciona como um organismo vivo, conduzido pela voz poderosa de Rubén Rada, pelas guitarras atmosféricas de Eduardo Useta e Enrique Rey, pela cozinha hipnótica de Daniel “Lobito” Lagarde, Roberto Galletti e Mario “Chichito” Cabral.

O disco abre com “Heloísa”, trazendo um clima contemplativo e jazzístico, antes de mergulhar nos grooves corporais de “Orejas” e “Manos”, onde o candombe elétrico pulsa de maneira quase ritualística. “Pacífico” oferece um respiro atmosférico, enquanto “Todo Mal” mergulha em tensão e psicodelia, refletindo o clima político turbulento do Uruguai do início dos anos 70.

No lado B, “Negro” surge como uma afirmação direta da identidade afro-uruguaia, uma das declarações mais fortes da carreira de Rubén Rada. “Mi Alcoba” traz delicadeza e introspecção, enquanto “Un Sueño Para Gonzalo” leva a banda para territórios do jazz-rock progressivo com liberdade instrumental e construção cinematográfica. O encerramento com “Descarga” sintetiza tudo: improvisação, celebração coletiva e explosão rítmica em estado puro.

Mesmo considerado por alguns críticos menos experimental que o primeiro disco, “Descarga” se consolidou com o tempo como uma obra essencial do rock latino-americano. Um álbum físico, quente e profundamente humano, que antecipou caminhos fundamentais para a música uruguaia nas décadas seguintes.

Formação:
Rubén Rada — voz e percussão
Eduardo Useta — guitarra
Enrique Rey — guitarra
Mario “Chichito” Cabral — percussão
Daniel “Lobito” Lagarde — baixo
Roberto Galletti — bateria

Lado A:
Heloísa
Orejas
Manos
Pacífico
Todo Mal

Lado B:
Negro
Mi Alcoba
Un Sueño Para Gonzalo
Descarga

No comando está o jornalista Aroldo Glomb! Na bancada: Cristiano Moura e Bredi Vian Marinho

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Assuntos7
  • Análise do álbum Descarga do TotemHeloísa · Orejas · Manos · Pacífico · Todo Mal · Negro · Mi Alcoba · Un Sueño Para Gonzalo · Descarga
  • A influência do Candombe e da música afro-uruguaiaMúsica Negra · Identidade Afro-Uruguaia
  • Comparação com outras bandas e artistasThe Who · Jorge Ben Jor · Santana · Sepultura · James Brown
  • Contexto histórico e político do Uruguai nos anos 70Ditadura Uruguaia · Anos de Chumbo · Resistência
  • A importância do Mate como símbolo de resistênciaResistência Cultural · Uruguai · Argentina
  • Jogo do Botafogo contra o RacingTotem
  • A capa do álbum DescargaPsicodelia
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Amigos, amigas e amigas, oi, oi, gente querida. Estamos reunidos dia 11 de maio. Tá um frio da porra aqui em Curitiba. Eu sou o Haroldo Glombe. Oi, quem tá aí? E aí, aqui é o Brad. Aqui não tá tão frio. Tá frio pros cariocas, mas não tá tão frio assim, não. Mas tá um clima de Curitiba. Garoa, nublado.

No Rio de Janeiro tá assim? No Rio de Janeiro. Olha lá. Então, Brad, hoje eu convido você e a todos os amigos, amigas e amigues a ouvir hoje um disco de 1972 da banda Uruguaia Totem. E o nome do disco é Descarga. O nome da música, Brad, é Eloísa. E ela começa da seguinte maneira.

No Antigas Novidades, chegou o momento de ouvir as músicas do programa, fazer comentários, análises e críticas. Vamos nessa, galera! Eloísa! Eloísa! Vamos lá! Onde está?

sensacional hein e essa por cima é a música que eu mais gostei do Almar já achamos de cara Brecht já de cara sim não teve nem graça vamos ver um pouquinho e tem razão não, não há nada que a detenga se ela quer o sol fugir

Então, Brad, vou dizer então para todos os amigos, amigas e amigues, quem é a banda Norden do Chile. A banda Totem Uruguaia, formada simplesmente por um dos maiores músicos do Paísito, como chamam o Uruguai, né? Os argentinos chamam ele Paísito, um grande país, pequenininho, mas grande coração. Rubem Rada.

que tá tocando percussão, ele é um dos principais expoentes da música negra do Uruguai, da música latina no geral, Uruguai é um país que não tem tantos negros, Argentina e Uruguai, mas existe uma vertente uruguaia que é muito conectada com o candomblé que é um

uma religião, um ritmo musical, muito similar com o candomblé aqui, né, músicas de matriz africana, né, Brad? Então, a banda é formada por ele, pelo grande guitarrista Eduardo Uzzetta, o outro guitarrista também, que é o Henrique Rey, que também tá aqui. Ele vai ver agora o solo do Eduardo Uzzetta, vale a pena.

Rock com latinidade, o que é isso? Olha aí! Não, total cara! Seguindo com o serviço completo aqui, Bret, temos também o Mario Chiquito Cabral tocando percussão também, junto com o grande Santiago Amehendra

Substituiu o baterista do primeiro disco, que é o segundo da banda. E Roberto Gadgete, aliás, Roberto Gadgete, que é o baterista que foi substituído, aliás. E o Daniel Lobito Lagarte, que é o baixista dessa banda. Sensacional. E agora tem uma parte que eu acho que se deduz muito. É muito calcado no percussão, né, Brecht? Olha isso. Total percussão.

É tipo um jazz funk Tem muito É um rock jazz funk Agora ó A guitarra Sensacional Paixão também atrás

E tem a ver com a ditadura do Uruguai também, essa letra, Donde está Heroísa. Muitas pessoas sumiram, sumiram, né? Sumiram, né? Então, isso tem a ver também, onde está a Sorrisa, onde está o Sorriso, onde está a Heloísa. Tem um cunho social. E agora vem uma parte muito legal, olha lá. Foda, né? Boa!

E o vocal do Raza é muito bom também, né? Muito bom. Muito bom. Muito bom, cara. Ele tem um puta vocal, cara. Sério, meu irmão. O cara canta muito. Muito. Olha lá. Muito.

Vamos já partir pra segunda, Brad, que eu arrisco dizer que é uma das minhas preferidas, que é Orelhas. Orelhas. Exato. E ela começa da seguinte maneira. Então, detalhe curioso. Você lembra, Brad, um tempinho atrás, agora? Agora, começo do ano? Que mataram um cachorro lá em Santa Catarina, chamado Orelha. Orelha, sim. Sim, sim. Então, foi agora. Preste atenção na letra dessa música.

Uma vida de pescador. E agora vem o cachorro do pescador. Olha o nome do cachorro do pescador, Brent. O cachorro se chama orelha, cara. Cara, muita coincidência. Muita coincidência, né?

Aqui tem muita latinidade, né? Não, essa aí é bem mais latina, né? Do que a primeira. Se aproxima também do funk.

esse coloriado ele fala boliche para quem não sabe na Argentina Uruguai boliche é um é um boliche de jogar é um local onde as pessoas se encontravam para tocar para se divertir e tudo mais né então chamava de boliche então tem esse punho na verdade tipo boliche é sair para farra exatamente cara vou lá na boteco vai boliche

fazer um quilombo, eles falam, fazer uma baguncinha, exato. Esse é o segundo disco da banda, tá Brad? O primeiro saiu em 71, só o baterista que mudou da primeira formação para essa aqui, é um disco mais tranquilo, esse aqui é mais pegada, mais batucão velho de guerra, olha lá. Sim, eu ouvi o primeiro. O primeiro é bom também? É, eu preferi esse.

Esse eu gosto. Eu tenho vinil, cara. Eu ganhei isso aqui de vinil. Rapaz, eu vi até que você já postou sobre esse Totem. Sim, você achou. Em 2024 no Flash, cara. Coloquei no Flash. Olha só a linha. Totem, a resistência sonora do rock e das tradições negras na ditadura uruguaia. Olha aí. 13 de março de 2024. Olha aí. Escrevi sobre o Flash. Vou colocar o link aqui em homenagem.

Vamos ver um pouquinho que é legal, dá um espacinho lá. Vou até pegar o disco aqui, tem umas informações interessantes no encarte, Espera um pouquinho que eu vou pegar aqui. Agora ó. Muita latinidade, né? É interessante, essa música é bastante. Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec

Tem no YouTube, no Spotify, no YouTube também. O Rubem vocalista. Tem no YouTube. Não, tem no YouTube. Ah, eu ia procurar no YouTube também. Eu acabei não achando, mas eu tô lendo no encarte aqui do vinil da reedição que fizeram. Que é uma... Eles foram...

a RAI, TV Italiana, gravou um especial com eles, só que eu não achei, foi um especial deles, da E72. Caramba! E eles tiveram um especial próprio no Canal 4, no Uruguai, onde eles também foram chamados para tocar no programa Sábados Circulares e no People Mancera. Então eles tiveram uma repercussão muito grande tanto no Uruguai quanto na Argentina, tá, Bre?

televisão a robo, e eles tocaram no Teatro Solis, que é o maior teatro de Montevideo, e colocaram mais de duas mil pessoas lá, aliás, ficaram mais de duas mil pessoas do lado de fora.

sucesso absoluto, cara. E o Rubens saiu depois desse disco aqui, entendeu, quis fazer carreira solo, seguiu carreira solo, inclusive, depois. A banda seguiu com outra formação, mas não foi a mesma coisa. Mas os três discos tem ali no Spotify, nos agregadores. É fácil achar, Breed. Então... Mas eles também já eram de bandas bem... Sim. Sim. Bem famosinhas lá na região, né?

É, o quinto e o outro é o fim. Exato. Eu estava ouvindo já Manos, que é uma música mais curtinha. De tanto que em alguns lugares que eu estava olhando, muita gente chamava até o totem de quinto, né? Porque de tanto que eles eram... Os membros entram. Sim, sim, saí de lá. Eu gosto dos vocais dessa música aqui, Brad, da Manos.

Cara, é muito legal, né? Os vocais são lindos dessa música. São lindos. E remete muito ao The Who, o The Who dos anos 60, tinha uns vocais assim. Pra cacete, cara, pra cacete. Picture of Lily. Depois da virada mais pra frente na música, é muito parecida mesmo com o The Who. Muito, muito. O canto do Rada, a voz dele é como um novo instrumento, né? Se falar pra pensar, né? Ele tinha um vozerão grave e agudo quando queria, cara. Uma versatilidade. Música

Essa parte né, Branca Virat, que você falou agora. Isso, agora vai. Ó, esse é de rua. Aqui misturou muito a coisa da herança africana com o rock. Ocidental.

Derruba essas batidas, só que as batidas do rosto são mais violentas. Sim, é um pouco mais pesado. Mas é muito legal a cor.

Eu estive no Uruguai, Brad, em 2009, e eu não achei nada do Totem lá. Eu comprei de outras bandas, comprei Piscílio, comprei outros CDs lá e não achei, porque estava fora de catálogo. Não encontrou? Não, porque estava fora de catálogo. Esse vinícron que eu tenho aqui foi uma redução que fizeram agora, muito recente. Então... Ah, tá. Grato. É, até imagina que mesmo recebo deve ser difícil lá, né? Sim, não. Quem tem, guarda, né? Quem tem, não tem.

Você vai gravar a primeira música como ator preferido mesmo? A Heloísa é musica, sabe? Ela quase foi a minha preferida. Cara, eu adoro essa aí também, mas eu a Heloísa. Todas as vezes que eu ouvi, eu achei melhor. Como sempre, a melhor música de entrada. Geralmente, o pessoal vai entrar comigo.

O bom do Brad, que o Brad entende espanhol, né, Brad? Então não tem muito problema. É, não, pra mim é fácil, é, pra mim é fácil. É a música mais curtinha. Todo mundo fala de rock argentino, eu também gosto muito, mas o rock grugói tem pequenas coisas, mas grandes, grandes figuras, né? Pessoas que eu quero trazer pra cá, Psílio, Bias de Blues, então tem um povinho lá bem... Olha lá.

A gente nunca falou de Psílio em nenhum programa? Você já falou, é coincidência. Em algum momento, Brad, eu coloquei naqueles besides entre a primeira e a segunda temporada, mas só uma musiquinha ou outra. É porque me parece que... É por isso. É por isso.

Vamos com pacífico, que não é o oceano pacífico, tá? Antes que eu pense. Uruguai tá longe. Então vamos pacífico. E começa. Busca mais atmosférica, né, Brad? Mais arejada. Guitarra mais limpa. Não tem tanta distorção aqui. Olha lá. Olha lá. Aqui sim, Brad. O jazz aparece bem forte. Sim, sim. Aí sim. Total.

Muito boa essa música. Essa sim, parece aqueles bares de hotel que você tá ouvindo jazz lá. Sim. Ouvindo essa música. Búsqueda de coquetel, assim. É. Não fala de conflito, as outras falaram um pouco de conflito.

De onde está, a raiz negra e tudo mais. Aqui já é uma coisa mais de introspectiva. Uma pausa mais emocional. De equilíbrio. Olha lá. Seja pacífico. Olha o Voterão, homem. O que queiras devagar.

O qual é o destaque para você, Brad? Para mim, o Orrada é impactante. Inclusive, você vê ele solo depois. Ele é um artista impactante, cara. Eu acho que ele é a figura central da banda aqui. Tanto que a banda perdeu um pouco, na minha visão.

A sua potência quando ele sai no terceiro e último disco deles, sabe? Quem que você acha que é o último? O último disco deles, olha só, devia ter ouvido pelo menos pra entender, mas eu ouvi só o primeiro. Cara, me chama muito atenção vocal, já falei, né, várias vezes. Mas, é... Eu gosto bastante também da bateria desse álbum, como um todo. Ah, sim. Bateria ou bateria e percussão? Percussão, os dois. Os dois juntos, é. Certo.

Eu gosto que eles fazem várias viradas diferentes. Dado curioso, Brad, esse ano de 72 foi um ano que não vendeu tanto disco no mundo, por causa do petróleo, por causa da matéria-prima. Sim. Mas esse disco vendeu tanto que eles tiveram que fazer...

5 reedições no mesmo ano para sanar a vontade da garota. Olha lá, tem o Sambinha agora. Oi! O primeiro notício que tem muita influência de Jorge é bem o Jorge, tá? Só para avisar. Parece um pouco, é. Tem razão.

O primeiro disco tem muito mais. Sim, sim. O Jorge Ben-Jor. Você lembra certinho, né? Então, vamos para que fecha o disco, que é Todo Mal, música um pouquinho maior. O lado mais denso. Depois é Pacífico. Música

E aqui é uma letra que fala sobre a opressão. O mal não é uma coisa individual, ele aparece como uma coisa social, da sociedade mesmo. Então estamos falando dos anos de chumbo na América Latina, Brad.

Um clima político pré-ditadura, na verdade. Eu não lembro quando foi a ditadura do Uruguai. Pô, não sei. Vou até pesquisar aqui. Já vi uma pré-ditadura. Deixa eu ver se a gente lê. Mas não foi nessa época. Já vi um clima estranho. 73, 85. Então já estava aquele clima meio estranho. É.

E essa música... Olha que legal essa música! Agora que a bateria poderia vir arrebentando, ela segura! Pois é! E agora vem uma virada muito boa! Olha a guitarra! Vai abrir, olha lá!

Essa música é muito boa também, cara. Mas eu já escolhi a minha música. Não, é... A roupa que você leva não é um disfarce. Tem uma coisa curiosa, Bregu, do... El mate. Uruguai na Argentina toma muito mate, né? Que é o... Tipo chimarrão com uma cuia pequenininha, né? Você tá ligado? Né? Sim. É matezito.

E no Uruguai, nessa época aqui, já era meio que complicado o bando de cabeludo se encontrar. Achava que estava falando de política. Vinha a polícia descendo o sarrafo. Mais 73, 74, né? Eles usavam o chimarrão deles, o mate, como desculpa. Não, estamos tomando mate aqui. Então eles se reuniam para discutir política com o mate. Chegava alguém para perguntar o que está acontecendo, a repressão. Não, estamos tomando um monte, um matecito aqui. O que passou?

Entendeu? Então o mate era um símbolo de resistência do Uruguai e da Argentina. Mas do Uruguai, tá? O Uruguai era mais forte o negócio. O baixão bravo.

E agora vem uma parte que eu acho absurdamente boa, a percussão, Breve, olha. É uma música boa, é uma música excelente. E a parte B da música. O nada usa a voz dele como voz, tipo o Dylan fazer com o Purple. Vou botar a voz do cara da Inchim da vida. Agora.

Muito bem gravado o disco né Brad? Muito! Olha lá! Que escaralho! Que burra! Fechando no lado A hein! Tô ver que é!

O Batuque, ó. Boa. Conheço a Clara de Santana, que já era o artista latino destaque do rock, né, Bred? Ó. Uhum. Você nota.

Pô, muito legal, né? A percussão com a guitarra. Foi muito bom. Sim, tá harmonizado pra caramba, né, cara? Porra. E a guitarra, ela tá improvisando, reparou, né? Sim. Tem música de show, hein? Isso é pra igualitar a galera.

Já já vai virar pro lado B. Lado A. Finalizando, já já. Acho que eu vou mudar meu voto pra essa música. Opa, pô, dá tempo, dá tempo, brent, dá tempo. É. Musicaça, cara. Musicaça. Muito boa. Mudou? Beleza. Mudei.

Esse foi o lado A que foi embora, Brad Porque nós estamos agora O lado B, o Brad mudou E vai vir com a Negro Olha lá Ficou melhor A minha preferida Ah, é? Essa aqui Acho que é a letra mais importante do disco Preste atenção Você que não entende espanhol Vai entender também Olha lá

Negro não se anda, Volver, meio funk, olha lá, Volver a cantar, Se vós não cantas, não vai, Essa música é o seguinte, o eu lírico da música, não tem como separar do Rada, o Rada era negro, com uma presença grande, e aqui é ele cantando sobre ser negro, mesmo, negro para ser filho, negro para ser livre.

Tem que contar que pra mim é essa guitarra funkada no fundinho. Ah, mas a percussão no fundo é muito legal, tem uma elevadinha. Sim. E agora vem a parte muito legal. Agora, olha lá.

Que lindo isso. Você tá vendo que não serve a tua humildade? Por que que segue com essa paz? Olha que loucura. Se te faz mal. A letra é muito boa, Brecht. E não é panfletário. O vocal também, cara. O vocal tá arrasando. Destruindo.

Olha a guitarra. Raiz afro-uruguaia. Guiando o Vosca.

Você imagina ver no palco, cara, porque o Rada era altíssimo, cara, tinha uma presença de palco, e ele tocando aqueles atabaques, aquele... Ele cercado de atabaques, sabe, colocando aquela mão gigantesca, assim, e sendo um sarrafo, cara. Isso é impressionante, cara. Olha lá, agora.

parte em C da música Olha o batucão, olha o batucão no fundo

Você que morou na Argentina, que é do lado, eu sei que não tem nada a ver. Você chegou a ter algum contato com a música Uruguaia lá em algum momento? Ou só rock Argentina? Não, cara. Não, só Argentina mesmo. Não conheci. É engraçado, né, cara? Porque... Pô, se bem que é anos 70, né? Anos 70 já passou todo tempo. Pois é, isso que eu ia falar, né, pô. Gosto muito do solo, olha lá.

E não pense não, Brad, porque deve ser um absurdo de difícil conseguir captar o som de um atabaque, cara. Microfonar certinho, cara. Vamos pra reta final da música, lá.

Vês que já não sirve Tua humildade Por que Seguis com essa paz Se te haces Má Se Se O pessoal tá Esse cara canta demais Ele canta demais, cara, é muito bonito a voz dele

Eu recomendo o Brecht procurar depois carreira solo dele também, é muito legal, cara. É nesse nível. Opa, sai de era agora.

O lado B tem quatro músicas apenas, Brad. Sim, é mais curto que o A. Mas tem uma musicaça que já já vão chegar lá. Além dessa, que é a minha preferência. Se vos não cantas, não vai. Se vos não cantas, não vai. Vamos para a segunda lado B, Mi Alcoba. Olha lá, que começa. Brad, você que sabe espanhol, o que significa Mi Alcoba? Diga aos amigos.

Caraca, não lembro. Não lembra? Meu quarto. Quarto? Meu quarto, minha alcoba. Onde eu me... Sabe quando você fala assim? O meu covil, onde eu me resguardo. Ah, bom, entendi. Meu quartinho. Sim, sim, meu canto. Nunca eu falei, não. Isso, meu cantinho. É, por aí. Meu cantinho, exato.

essa música dá um respirinho aqui pro lado do meu ó aqui já é uma música mais

Mas confissional, é mais um contraste, porque teve a paulada do negro antes, e depois havia outras duas pauladas, então dessa coisa mais confortável, do cara relaxando em casa, do relacionamento com outra pessoa, possivelmente sua esposa. Sim.

Tipo, eu preciso do teu amor para poder me recompor, sabe? Bichar. Bichar. Achei. É uma música mais de respiro, Brejo. Falei, pode falar. Mas até que eles se controlaram com esse sotaque deles antes, cara. Eu sei que eles não aguentaram.

É, o Uruguai não é tão carregado assim como o cheiro. Ah, é igual, é sim, é sim, é igual. Uau igual? É. Ah, muito igual, cara. Eu falo brincando que o Uruguai é o Argentino que não fala palavrão. Isso, eles falam, eles, né, eles não falam. Menos, falam menos. Cara, é, porque o Argentino é muito palavrento, cara. Nossa senhora, meu Deus do céu. Não, só.

É tipo a gente brinca aqui no Rio, né? Que porra é vírgula, né? Tipo, lá é igual. Olha como a música espacial vai ganhando o ambiente.

Eu gosto muito que eles combinam muito bem, cara, faz instrumental, cara, com vocal, cara, acompanha tudo. Sim. Muito, muito legal, cara, muito boa banda. A pena que a banda não seguiu, né? É, três aninhos ali, nem isso. Nem isso.

O terceiro disco não é tão impactante, mas vale a pena, tá? Já mudou, né? O Radha cantando, é outra pessoa. Eu não lembro, eu até acho que eu escrevi no artigo do Implast quem que é a pessoa, não lembro. Não lembro quem que é a pessoa que entrou. Ah, você falou, eu li, eu li todo, mas não vou lembrar, não. Você levou um susto quando você viu o artigo, foi, puta, vou achar a informação da banda, foi, ih, é o Haroldo que você lembrou. Não, foi, cara, eu ri muito, falei, o Haroldo.

Desde 2024 Tá falando aí Você deve ter falado na época Mas a gente não lembrava Comentei no grupo Só que daí Passou batido Mas eu não disse Que eu tava querendo trazer já Faz tempo Muito tempo De algo

Eu não sei se eu vou colocar a minha música preferida, a tua, ou se eu faço uma aleatória. Vamos ver, velho. Estou matutando aqui. Estou matutando. Estou matutando. Sim, aqui soltaram tudo. É, aqui soltaram tudo. Vamos ter o ideal que há em você aqui.

Agora a gente vai partir pra uma música, né? Ah, que se chama... Um sonho para Gonçalo. Quem é Gonçalo, Haroldo? Não sei.

Hipotética, uma pessoa hipotética, não sei. Quem é, Gonçalo? Não sei. Pior que eu fui tentar procurar, não achei, Brad. Me colhei nessa. Ah, é? A música instrumental, essa sim é o jazzão ferradaço. E ela foge da casinha totalmente da seguinte maneira. Começa. Jazzasso.

Essa bateria aí embaixo, ó.

dissonância eu ia dizer que é instrumental mas tem uns tipo o foco o cara cantando junto é sem letra mas tem a voz ali Radar não se acuentou Radar faz instrumental não posso não posso

Essa é a descarga, né? Não, não sonhe o para Gonçalo. Não, não sonhe o para Gonçalo. Não, a descarga é a última. É a última, mas não é depois ainda, né? A descarga? Você vai ver, quer dar nome ao disco? Aquela é literalmente uma descarga. Não, sim, sim. O sonho para Gonçalo.

Eu acho que Gonçalo é tipo um sonho pro Zé, tipo a gente fala aqui. Isso, eu acho que é. É mais assim, tipo, aquele nome comum lá que todo mundo é Gonçalo. Deve ser. Entendeu? Sonho do Silva, olha lá. É.

Olha o Jessão agora. Olha o Focus aí, Brad. Total Focus, cara. Adoro isso aí, cara. Muito legal. Ah, mas ficou legal, cara. Claro que ficou. Ficou muito bom. Ficou muito bom, cara. E vai mudar mais ainda. Vai ter umas duas, três partes diferentes ainda. Acho que é a maior do disco.

Agora, olha lá Foi Puck total Olha o James Brown

Essa música, cara, do Uruguai, cara, essa banda tava antenada com James Brown, com Funkadelic, tava antenada com Withered Report, com... Tava antenadaços, cara, assim, e misturou tudo isso com Batuque Putandoble. É incrível, cara, sabe?

Não, muito bom. Por isso que eu gosto dessas bandas que misturam coisas regionais, sabe? Por exemplo, nunca não gosto de bandas como, por exemplo, Sepultura, tá? Por exemplo, nunca gosto. Sepultura começou a misturar coisas brasileiras mais pra frente. Eu acho legal quando a banda coloca um elemento no seu país de origem.

Para não ficar uma cópia do que já faz lá fora, entendeu? Eu acho muito legal. Sepultura, para mim, ficou muito mais interessante quando começaram a colocar os elementos brasileiros. No Roots, você disse.

antes já tinha né no Resist tem uns batuques ou outro ali e tal mas o Ruth tinha partido ali e tal começaram a colocar coisas legais eu gosto quantas bandas fazem esse tipo de coisa não é só uma cópia do que tá acontecendo lá fora né e aqui é legal porque aqui eles pegaram influências de Santana coisa que tava acontecendo à época misturaram no caldeirão e falou gente mas vamos colocar nossa identidade aqui não vamos só copiar senão a gente vai morrer cara vai

o que nós temos para oferecer? olha lá vai fazer outra parte agora, olha lá ficar limpa com o solo agora olha lá, olha lá Bret

Olha que melodia. É praticamente uma recapitulação do começo. Mais dissonância do baixo. Vai se aproximando. Do sprint.

Você não é muito fã de jazz, né? O Ednei falou da capa, né, cara? A gente não falou da capa do Alves. É verdade. Que é totalmente psicodélica. Você fica meu doidão vendo a capa aqui. Olha aqui a capa.

Tem os quadriculados aqui, tem uma foto para os padrões da época muito bem recortados lá no fundo. É. Não, mas eu acho legal que dá aquela impressão, igual a gente teve na época aqueles desenhos que dava, você vê os quadriculados em cima são menores que o de baixo, né? De baixo também grandões. Da profundidade, é isso. É, então.

Agora embaixo eu não entendi aquela cara com uma cartola. Parece uma silhueta de costas de alguém escuta descarga. E descarga é tipo... Não é de banheiro. Descarga é tipo... É do jazz, né? É, de atacar. Isso. Um gem, assim. Um gem. Mas é... A capa é legal. Eu achei a capa bem psicodélica, bem doidinha. Mas... Muito legal a capa aqui.

Que são os cinco na capa, né? Lá no cantinho. Sim. Tem aquela figura de costas, não deu pra entender. Não deu pra entender. O disco vai fechar então, Brad, com a música Descarga, que não é a de privada, na verdade, é a descarga de... Descarga de vamos! Vamos soltar a franga e vamos tocar tudo que a gente quer. Percussão, se estava com alguma timidez e não estava, Brad? Aqui perdeu, soltou totalmente a franga. Começa assim.

Olha a captação de som, Brad. Cara, muito bom. Eu tentei tocar bongo, Brad. Eu falhei miseramente. Não dá.

Parece, ai é, sapatê, não é sapatê. É, eu falei miserável. É, cara, se fosse fácil, tudo não tocava, né? Olha lá, as palminhas. Aqui já tem os elementos religiosos, afogados, ágios, fortíssimos.

baixo. Meio Santana essa entrada, ó. É, com cuidado. Então a música é Soul Sacrifice, procura depois. Sousa e cargayá Sousa e cargayá Sousa e cargayá Sousa e cargayá Sousa e cargayá Sousa e cargayá Sousa e cargayá Sousa e cargayá

Sempre lhe dão aeia. Aqueles cantos com sotaque da América Central, mano. Sim. Aeia. Aeia. Aeia. É. Aeia. É. Pra mim, fecha em alto estilo o álbum, tá, Brett? Muito. Não, sensacional, cara. Sensacional. Aqui tá. Santana. Santana.

Não tem como não gostar, quer dizer, tem, né? Sempre tem, né, Brecht? É, lógico, lógico. Um, dois, três, quatro, ó. Pam, pam, pam, pam, pam, pam, pam, pam, pam, pam, pam. A guitarrinha é sujinha, hein? Uhum.

Cara, mas combinou muito a guitarra, cara. Muito. Com a percussão no fundo, muito bom. Aqui méritos total pra Santana, tá? Que Santana levou... É, ele usa... É, sim. É, totalmente Santana. E eles beberam da fonte, tá, Brecht? Claro.

A linha de baixo não mudou a música toda e ela não é enjoativa. Outros elementos rodando tempero. E chegamos ao final do álbum, com um falso final. Que é bem legal.

Muito bom, cara. Muito gostoso de ouvir, cara. Sim. Aqui tá um fade-out com fade-in bem usado. Pronto, viu? Você só reclama de mim, Brecht? Muito bem, Brecht. Fade-out com fade-in. Aí voltou. E esse foi o disco de descarga do Totem Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec

Se você achar, se você for pra Montevideo algum dia, amigos, amigas e amigas e achar o disco ou CD compra sem medo que vale a pena, se for cozinador se for cozinador não precisa comprar ou compra e traz pra mim que eu aceito de presente né, Sérgio? Então, exatamente Fred, vamos fazer a pergunta então já que estamos apenas nós dois hoje então, o que você achou a experiência? foi boa pra você? foi bacana? fartou alguma coisa? e é isso?

Eu achei esse disco muito, muito bom de ouvir, cara. Gostoso, cara, animado. Tem variações. Cada música é uma música diferente, assim, não é? A mesma coisa, você tá ouvindo toda a música. Caramba.

Uma bela, antiga novidade pra galera. Acho que todos vão gostar muito, muito, muito mesmo aí de ouvir essa experiência, esse álbum. Muito bom. Beleza. Ô, Brad, você escolheu A Todo Mal como tua música preferida. Eu peguei Negro. E eu vou pegar agora pra nem você, nem eu, mas um pouco pro teu lado, Eloisa, que foi a tua primeira escolha. Aê, ó, velho.

Eu acho uma musicaça também, vou colocar a Heloísa, que pra mim ela abre muito bem, tem razão, abre muito bem esse disco Descarga de 72. Se você gostou, vai atrás do disco de estreia da Totem, que é de 71, tem no Spotify, tem tudo. E o... Pegue também... Pegue a rock uruguaio no geral, gente. Rock uruguaio, Jesus Figueroa, Psílio, Dia de Blues...

Tem muita coisa interessantíssima se você quiser pegar e dar uma pesquisada, dar uma fuçada lá nas origens dos anos 70. Muita coisa legal mesmo. Brad, semana que vem então nos vemos novamente. Bom descanso. Eu com o frio de Curitiba e você com o calor do Rio de Janeiro. Tchau, Brad. Até semana que vem. Valeu, valeu. Show até. Valeu.

Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec Rec

E cantar, divagar e sonhar Se alucina e flota no mar Onde está Edoíza? Onde está Edoíza?

Hace tempo se foi o oriza, já devia estar aqui. Talvez siga em seu longo viaje, ou talvez não regrese mais.

Onde está o oriço?

Recife Recife

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