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#434 Água do Céu - Pássaro (1975) é o disco mais provocador de Ney Matogrosso?

07 de maio de 20261h5min
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O álbum Água do Céu - Pássaro marca a estreia solo de Ney Matogrosso em 1975, logo após sua saída dos Secos & Molhados, motivada por conflitos internos. Também conhecido pelo nome de uma de suas faixas mais emblemáticas, “Homem de Neanderthal”, o disco apresenta um artista em plena transformação, assumindo uma identidade estética e performática radical.

Neste trabalho, Ney constrói uma persona animalesca e híbrida, entre homem e pássaro, que se manifesta tanto na capa quanto nas interpretações vocais e corporais. Essa proposta estética, primitiva e ao mesmo tempo sofisticada, atravessa o repertório e se reflete diretamente em faixas como “Homem de Neanderthal”, estabelecendo um novo padrão de expressão artística na música brasileira.

Lançado em pleno período da Ditadura Militar no Brasil, o disco teve forte impacto cultural. Em um cenário marcado pelo conservadorismo e pela repressão, Ney desafiou normas ao aparecer seminu no encarte do álbum e ao explorar sensualidade e provocação em músicas como “Açúcar Candy”. O trabalho se tornou um símbolo de enfrentamento artístico e liberdade de expressão em um dos momentos mais rígidos da história do país.

A produção ficou a cargo de Billy Bond, reunindo músicos como Claudio Gabis (guitarra), Jorge Omar (violão), Bruce Henry (contrabaixo), Marcio Montarroyos (trompete e piano), Sergio Rosadas (flauta e sax tenor), Chacao (percussão) e Elber Bedaque (bateria). O resultado é uma sonoridade rica, que combina elementos da música popular brasileira com influências experimentais.

O repertório mistura referências da infância de Ney, como músicas da rádio e trilhas de cinema, com composições inéditas de nomes importantes como Milton Nascimento, João Bosco e Aldir Blanc, além de colaborações com Astor Piazzolla e textos de Jorge Luis Borges.

Entre as faixas do disco estão: “Homem de Neanderthal” (Luiz Carlos Sá), “O Corsário” (Aldir Blanc / João Bosco), “Açúcar Candy” (Sueli Costa / Tite de Lemos), “Pedra de Rio” (Lucinda / Luli / Paulo César), “Idade de Ouro” (Jorge Omar / Paulo Mendonça), “Bôdas” (Milton Nascimento / Ruy Guerra), “Mãe Preta (Barco Negro)” (Caco Velho / Piratini), “Cubanakan” (Sauval / Moises Simons / Champfleury), “América do Sul” (Paulo Machado), “As Ilhas” (Geraldo Carneiro / Astor Piazzolla) e “1964 (II)” (Jorge Luis Borges / Astor Piazzolla).

“América do Sul” se destacou como o primeiro grande sucesso da carreira solo de Ney, com lançamento no programa Fantástico, ampliando o alcance de sua obra para o grande público.

Este disco de estreia não apenas consolidou Ney Matogrosso como um dos artistas mais singulares da música brasileira, mas também redefiniu os limites entre música, performance e identidade artística.

No comando está o jornalista Aroldo Glomb! Na bancada: Cristiano Moura e Bredi Vian Marinho

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Assuntos7
  • Análise do álbum Água do Céu - PássaroHomem de Neanderthal · O Corsário · Açúcar Candy · Pedra de Rio · Idade de Ouro · Bôdas · Mãe Preta (Barco Negro) · Cubanakan · América do Sul · As Ilhas · 1964 (II)
  • Legado e impacto de Água do Céu - PássaroProvocação e liberdade de expressão · Primeiro grande sucesso solo de Ney Matogrosso · Redefinição de limites artísticos · Influência na música brasileira
  • Estreia solo de Ney MatogrossoÁgua do Céu - Pássaro (1975) · Saída dos Secos & Molhados · Identidade estética e performática · Persona animalesca e híbrida · Impacto cultural na Ditadura Militar
  • Producao MusicalBilly Bond · Claudio Gabis · Jorge Omar · Bruce Henry · Márcio Montarroios · Sergio Rosadas · Chacal · Elber Bedaque · Astor Piazzolla · Jorge Luis Borges · Milton Nascimento · João Bosco · Aldir Blanc
  • Música dos anos 80Primeiro grande sucesso solo · Exibição no programa Fantástico · Abertura do Rock in Rio 1985
  • Discussão sobre a música "Açúcar Candy"Sensualidade e provocação · Contexto da época (1975) · Letra e interpretação
  • Atualização de clássicosAs Ilhas · 1964 (II) · Colaboração com Astor Piazzolla · Poemas musicados · Compacto encartado no disco original
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Oi, oi, gente querida. Dia 4 de maio de 2026, para que você se situe no Tempo do Espaço, programa Antigas Novidades. Eu sou Haroldo Glombe. Olha aí, quem tá aí? Fala aí, pessoal. Aqui é o Brad. Como é que tá? Mais um programinha pra conta. Mais um? E quem tá aí também? Quem tá aí?

Olá pessoal, Cristiano aqui se apresenta. Cristiano Moura, o pai da criança. Então Cristiano, o pai da criança, então vamos fazer um programa com uma pegada mais diferente a partir de hoje. Nova vida, né? Então Cristiano, pai da criança, o que vamos ouvir hoje, comentar e o que nos traz a baila?

A estreia de solo do Neymar do Grosso. Clássico. Águia do Céu Passa. Ou melhor, Água do Céu Passa. Opa, opa. Quase que eu erro. Quase. Disco de 75 e vamos virar a vinheta e já vamos direto para o disco.

No Antigas Novidades, chegou o momento de ouvir as músicas do programa, fazer comentários, análises e críticas. Vamos nessa, galera!

Então, Cristiano, estamos ouvindo os passarinhos aí. O que é isso? O que está acontecendo? O que acontece? Começou o disco. Boa. Começou o disco. De uma maneira extremamente exótica. Muito exótica. Fala aí, Brad. A parte musical desse disco é muito legal, hein, cara? Gostou, Brad?

Pô, a sonoridade, tudo. Pô, achei bem interessante mesmo, hein? Muito, muito diferente. Bem legal. E agora vem... Eu não conhecia. Não? Não. Vai chover, hein? Cabeça a janela aí, Blade. Tira a roupa do Vale. Não é o Rain in Blood que vai tocar, pelo amor de Deus. Não é. Não é isso. BAM BAM BAM BAM. BAM BAM BAM. BAM BAM BAM. BAM BAM BAM.

Olha lá, esse momento, que ousadia do Neymar Toros que havia saído dos secos e molhados, né, seu Cristiano? Isso. E por que ele saiu dos secos e molhados? O que aconteceu? Segundo ele diz...

Porque, assim, e aparentemente deve ser verdade, eu gostaria inclusive de ler aquele livro, né, Primavera nos Dentos, que é a biografia da banda. Sim, sim. É, basicamente, o João Ricardo, que era o líder intelectual do grupo, né.

Eles ofereceram um contrato de merda pra ele, Ney Mato Grosso, né? E pro Gerson Conrad, que era o outro terço do Centro de Molhados. Isso. Eles ficaram putos e resolveram chutar o balde. Totalmente.

E aí, eu não lembro exatamente qual foi a versão do João Ricardo, mas tem um documentário, você pôs uma olhada, do João Ricardo.

Nome da música, inclusive, Homem de Neandertal. Que abertura, hein? Olha que abertura. E... Inclusive... Pode falar. Sim, que tá disponível numa plataforma, se eu não me engano...

SP Digital. Depois eu vou procurar e informo direitinho que aí tem um documentário que é só o João Ricardo falando. Ah! Finalmente! Pode passar, que me interessa. Não está no YouTube, não está numa plataforma tão difundida, mas está numa plataforma gratuita para ver.

Isso que vale. É, e tem isso. Eu tinha visto, inclusive, na época que teve no Inédite, quando tinha a versão por streaming, né? Sim, sim. Só que, infelizmente, não tem mais, não, mas... Tá.

A formação desse disco, gente, só um detalhe, tem um cara que já participou aqui do programa, peraí. Sério? Do Antigas Novidades, que é o guitarrista argentino. Bruce Henry? Não, o Claudio Gabes. Ah, Claudio Gabes, sim, sim. Participou como objeto, no caso. E como objeto, do Antigas. Eu confundi com o baixista. Sim. Bruce Henry.

Bruce and Ray é o baixista. Vamos aproveitar e falar todo mundo, né? Fala aí, fala aí. Só pra constar, antes que termine a música, Homem de Neandertal, inclusive, é uma música escrita por Luiz Carlos Sá. Do Sá e Rodrigues de Guarabira. É o Sá do Sá Rodrigues de Guarabira e depois dizia se reduzir a Sá e Guarabira. Exatamente.

Eu tenho uma confissão a respeito desse livro, foi uma história interessante. Vai passando aí a... Já vai partir para a próxima música, mas vai contando quem que é a formação aqui. Vamos para a Corsário agora, enquanto você vai falando a escalação, vai lá. Jorge Omar na viola aí.

Márcio Montarroios, conhecido dele. Se não me lembra, ele é da Black Hill, né? Da Black Hill. É isso aqui, trompete, flutterhorn, os metais. E ele chega a tocar piano na faixa Barco Negro. Tá. O percussionista Chacal, outro cara clássico.

Na flauta, no sax tenor e no flautinho, Sérgio Rosadas, que já tocou com os secos e molhados na época, inclusive. Sim. O Claudio Gabes, que você mencionou. Guitarista. Que na guitarra. Fenomenal. Sim. Bruce Henry no baixo. Que foi o que eu mencionei semelhante. Sim, sim. E o baterista é o Albert Bedak.

E tem um detalhe curioso, quem está produzindo aqui é um cara que é um argentino, Brad, que ele era da... chamado Billy Bond, que ele era da banda chamada Billy Bond e La Pesada, do rock argentino, largou o rock argentino, largou a Argentina, veio para o Brasil, virou produtor.

ele cantou na segunda participou de banda exato ele participou da segunda encarnação do joelho de porco vocalista em 78 segunda que gravou na verdade né gravou porque teve 200 não sei quantas ele é ele adora o Brasil até hoje aí

E aí gravou um disco solo aqui no Brasil, inclusive Sim, sim Eu tenho esse disco em CD É bem divertido Eu já ouvi, cara, é legal, e valeria programa Ele é um cara divertido Eu tava pensando nesse, inclusive, agora que eu falei

Que tem Super Homem, né? Eu acho que é a faixa mais conhecida desse disco. Ô, Brad, você que tá tomando conhecimento, eu já conheci esse disco, não tenho ele, mas conheci a todos, eu gosto... Eu gosto muito do Ney até 82, 83. E aí, Brad, qual foi o teu impacto desse disco aqui, maluco?

Cara, é muito maluco mesmo isso que você falou. Então, igual eu falei, cara, sonoplastia, cara. Nossa, ele é muito bom musicalmente, cara, esse álbum. Assim, e o vocal do Ney, né, cara? Eu realmente fiquei surpreso em várias músicas aqui que, poxa...

Muito, muito bom, cara. Voz absurda, né, cara? Assim, que o Ney é um cantor absurdo, a gente já sabe até porque as músicas mais conhecidas já mostram isso, né? Sim, sim. Mas esse disco eu diria que ele mostra mais do que cantor Neymar Toroso. Essa parte é bonita, espera um pouquinho, olha lá. Sim, e...

só para constar essa música é do João Bosco sim ele não era um compositor, o Neymato Grosso, nunca foi um grande compositor não, nunca nem Elis Regina, Elis Regina nunca compôs o Neymato tem duas composições creditadas a ele, se não me engano agora ele botava muito B dele em relação a como ele queria arranjo mas assim, ele sempre foi bem e aí

Olá! É que tem sítera, né? Tem sítera aqui, né? Tem. É, é, imita a sítera, né? Tem. Eu não sei se é, mas parece muito. É uma guitarra. Eu até notei aqui nos meus tarrafos que eu achei que tinha uma sítera mesmo. Não tem exatamente uma sítera, não tem uma guitarra. Eu achei que era, mas não era.

Olha, só pra quem quer saber O documentário que eu mencionei Tá no SP Cine Play Tá Você me manda o link que eu vou deixar na descrição Do nosso programa Fazer o serviço completo É bom deixar também O episódio Do Cláudio Gabs? Não O som do vinil Desse disco Desse disco

Ah, também tem. É um bom complemento. E tem o filme que tá na Netflix, do Homem com H. Vocês já viram esse filme? Sim, esse filme é ótimo. É porque eu não sou muito... É bom, é bom. Eu não sou muito fã de cinebiografia, mas essa é legal. É legal, Brad. É ousado, tá? Tudo que eu posso dizer é que é ousado, mas mostra bem essa fase do... Isso aqui, na verdade, Cristiano, me falha... Vamos dizer assim, não nega fogo.

não nega não nega não nega esse disco aqui é a liberdade total dele né cara aqui que ele se soltou e acho que nunca se repetiu essa liberdade toda eu diria que sim cara ele faz do jeito que claro aqui é a questão do mercado mas eu acho que ele pelo menos em relação a performance a performance que ele queria gravar

Ele se submeteu, no máximo, ao estilo de gravação, alguma coisa assim, mais repertório. Tanto que ele normalmente fazia os discos baseados em shows que ele fazia, e não o contrário. Não o contrário, né?

Ele fazia o show pra fazer o disco. Então, pronto. Esse repertório já existia. Esse show do repertório do disco existia antes do disco. Por acaso o disco veio... Gente, tem um disco também do que eu tô fazendo. É mais ou menos isso, né? Não, basicamente é o seguinte. Ele montava o disco baseando-se no que ele fazia no show. Exato. Então, tipo, ele era um artista de show.

E aí ele diz o que agradava Então tá no disco Tá saindo a música aqui Inclusive a cena que mostra ele Interpretando o homem de Neandertal No filme Mostra bem como era ele A parte musical do filme Inclusive é bem legal Porque o jesuíta lá Incorporou o Ney Na voz, nos trejeitos Eu diria o trejeito principalmente Isso E aí

Tanto que teve gente dizendo, ué, não era muito caricato a pós, bicho, vai ver uma entrevista do Neymar Togrosso, a postura é igualzinha. É igualzinho.

É aquela questão dele se apoiar em um ombro e levantar o outro e ficar olhando mais ou menos de lado. É neio todinho. O cara fez uma ginasta. O Brad, o cara é um ginasta, não é um ator. É mesmo, cara. Fiquei curioso agora. Vale a pena assistir. É um bom filme. Aliás, essa música agora, quem tá ouvindo a Sucar Candy, está nesse filme também. Está interpretando também lá. Sim. E é muito legal, cara. E essa música é polêmica.

contextualizando na época, puta que pariu, né? Parabéns, pô. 73, cara, imagina. 75, aliás, né? 75. 74 pra 75 ele interpretando isso no show, principalmente no disco, principalmente que o cara, o repertório fica conhecido. Cacete. Essa parte da flautinha é legal, ó. Cara, é muito legal. É um vídeo que é muito bom. Tem um quê de progressivo, né, Cristiano? Não sei se você sente muita coisa progressiva aqui ou...

Eu diria progressivo não, mas... Nessa música não é tanto, mas no geral... Não, no geral eu diria que é um disco vanguardista, sabe? Não na questão da estrutura das músicas necessariamente. Não, não. Mas na ousadia dos arranjos, do tipo de...

sonoridade, né? O Brad falou a palavra a sonoplastia, né, cara? Os efeitos te jogam na floresta e nem tinha muito dessa coisa da floresta e uma coisa interessante

que inclusive é mostrado no som do vinil, é que o disco tem muita questão dos efeitos de mato, de bicho, né? Sim, sim. Ele interpreta as músicas às vezes como se fosse um animal e tal.

No Homem de Neandertal isso é nítido, né? Inclusive, no final ele fica rugindo. E a capa do disco, ele tá com uma roupa exótica pra cacete. Assim, meio que ele em uma forma animalesca, sabe? Em várias posições e tal. E era gatefold. Quando você abria... Abria? Era outra escolha. A capa, o disco você tirava... Tinha feito um mato, um mato.

Sim. Mato Velho ressecado, pra você sentir cheiro de natureza quando você abrir o disco. Eu, inclusive, eu tenho esse disco de época, tem o meu pai aqui. Olha isso, que legal. Caraca, que legal. Já perdeu o cheiro? É a paridade. O pacote foi só de paridade. Aí, ó. Que legal, cara. Eu vou ouvindo aqui enquanto eu tiver.

Olha o Claudio Gabriels na guitarra, cara, sensacional. E aí, Brad, a voz do cara facilmente se confunde com a de uma mulher, né, cara? O cara é totalmente... Ah, sim, cara, mas ele muda muito a sonoridade da voz dele, cara. Muito. É muito legal, cara. É uma amplitude absurda, né? É uma amplitude enorme, é muito... Olha lá.

E se a pistola dispara baunilha, sim, gente. É isso que vocês estão pensando, viu? É, exatamente. A baunilha e a pistola. O final deixa bem claro dessa música. Não, o final é muito... O final é que, pô, meu filho, você não tá me entendendo o recado, não? Pera aí, deixa eu te mostrar. Você só tinha uma trepada, pô. É, exatamente. Você não tá entendendo o que é o açúcar candy?

Não, mas é genial essa parte, cara. Preste atenção. Você imagina Brad e Cristiano, alguém comprando esse disco de 75, chegando em casa, mãe, vou ver esse álbum e coloca na sala. Se bem que... É foda. Mas assim, o pessoal, o fã de Seco de Molhados, o Prado já sabia quem era Ney, a gente se apresentando. Mas tipo, porra, essa música... Eu gosto de musicalmente, foi além do que a gente tinha.

Porque visualmente o pessoal, beleza. Mas pô, a gente tem que ensinar uma trepada. Peraí, vamos ouvir o finalzinho. Olha lá. Escutem, ó. Vamos ver. É o final já, né? Vamos ouvir a gozada agora. Ai, que delícia, cara. Olha o açuquinho aí, ó. É docinho. O docinho.

Toma esse doce aí. Vamos avançar para Pedra do Rio. Essa música é bonita pra caralho.

Brad e Cristiano, lembre-se de apontar a musiquinha favorita de vocês, por favor. Ah, meu irmão, sou suspeito aqui, viu? Eu sei, eu sei que sou suspeito. A melhor é todas, como diz um amigo meu. É. Mas deixa eu contar uma historinha. Vai, conte, enquanto a gente vai ouvindo aqui. Antes da gente começar, Pedra de Rio é uma música que tem entre os autores aquela do Vambuco do Sininho.

Ah, tá, tá, tá. Sim, sim, sim. Que a Lully, inclusive, era muito amiga do Neymar do Grosso, né? Mas, enfim. Ele era bem... E transitava bem no meio artístico. Ele tinha muita gente ao redor dele, cara. Muita gente. É.

Mas assim, naquelas, né? Tipo, não era ninguém estourado, não sei o que, na época. Antes dele entrar no seco, mas ele já era amigo dela. É que ele já era do meio artístico antes. Ele fazia teatro, né? Ele fazia teatro, canto. Mas ele não era famoso, ele não. Não. Ele conseguiu realmente dar certo como artista a partir dos secos, né? Sim, lógico, lógico.

Mas, gente, deixa eu soltar a historinha. Solta a história. Senta que eu não vejo a história. Eu, quando era criança, eu morria de medo dessa porra, desse disco, por causa da capa, por causa do homem de Neandertal tocando. Sério? Muito. Eu era muito criança, tá ligado? Impressionante. Lógico. A interpretação do cara tá se fodendo. É muito boa.

e todo aquele som por trás sim, você tá na floresta eu sempre fui uma criança muito impressionável tá ligado? e aí isso aí ficou meio que puta merda e o resultado o disco eu escutando, gostando pra cacete o problema foi que eu tive um pesadelo um dia com a copa do disco

Mas o pior que eu lembro bem O que não era exatamente o Neymar Era como se fosse, tá ligado? Aqueles fantoches com cabeção Com a roupa Do Neymar Aí acaba com o sono de qualquer criança Ele rindo Pra caralho, assim, gargalhando E velho, eu fiquei Anos sem tocar nesse disco Porque eu

Eu tinha medo pra caralho. Traumatizou, meu. Foi trauma, velho. Eu lembro que eu era muito criança. E lembro disso vividamente. Tá ligado? Eu vou apontar, inclusive... Eu devia ter 5 anos. Ah, bom, imagina. Eu vou apontar essa como a minha música preferida. Eu acho lindo o arranjo de piano dessa música aqui, cara. Ah, puta. E a preferida é essa aqui. Eu tava em dúvida entre ela e a última do disco. Mas essa aqui eu acho que é muito... Olha isso.

Olha isso. Olha o arranjo. Poxa, agora eu percebi que no site do Ney não tá o crédito do... Tá louco? Eu vou até procurar. Engraçado, faltou. Acho que na hora que eles foram passar, o pessoal lá... Esqueceram. Eu tô com um disco aqui. Essa parte é legal. Olha essa parte. Sérgio Rosada, Celuí. Olha.

Olha o piano, cara, que arranja. Olha lá. E é difícil uma música com flauta. A galera sempre associou com o Getrotal. Aqui eu não associo com o Getrotal. É outra coisa. Não tem nada a ver. Só o fato de ser uma flauta transversal. É exato. Só isso, exatamente. O nome do pianista do disco é Guilherme Vaz. Sim. Dados créditos para o homem.

O Cristiano dá serviço completo aqui, Brad. Olha lá. Olha lá, olha lá. Um, dois, três. E nós tem a viola, o violão que não conseguiu identificar bem do Jorge Omar. Sim. Nossa. É uma riqueza musical aqui, gente. Você presta atenção no instrumento e tá acontecendo mil coisas ao mesmo tempo.

e fora os efeitos, aqui não tem tanto som de mata, mas... olha que música linda! se bem que é engraçado, o modo como a música se estrutura, é bem assim... meio um rio fluindo, sabe? exato, ela fluiu a minha favorita tá cravada aqui, gente, então já... a minha tá mais pra frente

Tá mais pra frente, então? Eu não sou capaz de opinar. Dói! Dói! Então, beleza. Pedra do Rio, e nós já vamos saindo aqui. Alice.

Olha o rio, chegou. E aqui eu não vou criticar o fade out, porque aqui é todo estruturado, é diferente, vocês ficam de chão, saem de mim, é diferente de tipo, não sabemos como acabar, pode rir à vontade, não tem problema, não sabemos como acabar a música, aí é uma outra coisa, entendeu? Agora aqui não, aqui você vê que é tudo estruturado. Opa, Idade do Ouro chegou. É melhor. Sim.

E olha a caipira do... George Amar Mostra! Que lindo isso!

Sensacional! Muito bom! É outra coisa, né? Eu gosto do baixo aqui. Eu gosto de todo o arranjo dessa música. Sim, sim. Essa música é Jorge Omar com Paulinho Mendonça. Paulinho Mendonça que fez a letra de San Claudio.

e que é o Paulo Mendonça mesmo? Fugiu? quem que é o cara? então, é o cara que fez a letra de sangue latino ah, só isso é um disco meio autobiográfico, a gente está ouvindo como está ali em cima as letras todas breves espera, essa parte é legal

Todas as letras, apesar de não serem letras do Ney Mato Grosso, estão espelhando o que ele se sentia, né, Cristiano? Acho que ele escolheu a dedo, né, cara? As letras é isso mesmo. Tem algumas músicas que tocavam, parece que na Rádio Nacional.

E eles marcaram a infância dele, de barco negro. Ah, sim. Eu acho que o Banacan também tocava. Quando ele criança, sabe? O Banacan não é dessa época, né? Eu não sei agora. Acho que o Banacan é mais antigo. Mas enfim, realmente eu não vou cravar, né? Certo.

Além de ter as músicas que foram compostas para ele, né? Sim. Nossa parte. E que bem gravado para um disco de 75, cara, né? Né? É impressionante. Qual que é a gravadora? Continental. Continental. Ah, grande Continental. É grande, cara.

fazer mil coisas ao mesmo tempo. Olha lá. Isso aí, tipo, nem é foda, porque tipo, era o chamarijo secos e molhados, secos e molhados um fenômeno da porra, eles investiram na produção, né, velho? Os caras sabiam o que tinha na mão, foi porra, tamo com o Neymato Grosso aqui com a gente, gente, o que a gente faz agora? Vão fazer o disco do Homem. É, ué. Sim.

Mas é engraçado que essa formação que tá aqui não seguiu depois né? É não, era a banda que tocava no show dele né? Sim, mas... Aí depois quando ele foi lançar o próximo show, o pessoal montou uma banda... Outra? É... Terceiro Mundo.

E aí já é o pessoal mais fixo mesmo. Como é que é daquela música lá? Coração, Bandido? O terceiro mundo do... O segundo disco do Bandido? O segundo disco do SEMPES. Não, não, não. Não, eu tô falando do nome da... O disco é Bandido. Ah, do Bandido, isso. Não, eu tô falando da formação da banda do Neymar Tugos. Mudou completamente. É, ali foi... Não, não mudou completamente não.

Mas mudou muita coisa. É, mudou bastante, gente. Chegamos em Bodas. Essa já é a primeira do lado B? Bodas. É. Bodas é a primeira do lado B. Vitor Nascimento. Sim. Ó o arranjo. É... O que eu tava mencionando? Sim, a banda, ela... Quem continuou, eu lembro de cabeça, o Jorge Omar.

O Helder Bedak. Acho que o Márcio Montarro. O Chacal continuou. A maioria realmente não. Nenhum dos argentinos continuou.

Eu vou até ver quem é que participou do segundo disco Olha lá, Brad Enquanto o Brad vai dizendo o que acha dessa aqui Você que tá abrindo o lado B Na maneira mais Experimental, Brad Totalmente experimental Eu ia até falar isso antes, cara Vocês falaram vanguardista, que eu também concordo Mas eu acho esse álbum muito experimental Totalmente Ele é experimental na questão Como diz assim Vamos dizer, na perfumaria E aí

Isso, exato. Nesse ponto mesmo, Cristiano, exatamente. Mas quem é que tava gravando esse tipo de coisa em 75 no Brasil? Não, mas eu falo assim, questão de vanguarda, porque o pessoal pensa muito em vanguarda em relação a mais estrutura de música. Ah, não, não. Não, não. Como eu disse assim, além da música, tipo os enfeitezinhos e tal.

produção, né, cara, é assim, vanguarda, entendi que você quer chegar. Não é, tipo, é do decafonismo, não é nada disso. É isso, é isso, não, não. As estruturas da música são até bem clássicas. São bem tradicionais, inclusive. Mas o que é enxertado na produção é...

É teatral, é um teatro na forma de disco, de certa forma. Como eu disse, o disco veio do show e não o contrário. Exatamente. Então muito do que era vivenciado no show do Ney estava aí. Estava aqui. Toda aquela sonoridade de mata, de piadas de passarinhos. Ele musicou ou não? Ele musicou. Ele fez questão de inserir aqui. Sim.

E faz todo sentido, né? Porque é um disco do Neymar do Grosso E ele é isso no palco É a natureza, a encenação O homem virando bicho O homem virando Neyadertal O rio da pedra, a pedra do rio É isso? Exato Deixa eu dizer aqui A banda Gravou Bandido Pecado Feitiço Feitiço

os melhores discos, inclusive, da Ressa Fásica. Sim, até 80. Até 80. É tudo certinho. O tecladista era só o Túlio Mourão. Que passou pelo Mutantes. Isso, gravou. Tudo foi feito pelo sol. Foi feito pelo sol. Olha lá. Olha que musicaça também.

Ó que lindo! Isso é progressivo. Isso é Gênesis. Minha vida e minha sorte Numa bandeja de prata E aí, Brad? Não, pô, o vocal do Johnny é muito bom, velho. É a música inteira, né? É sensação. Mas eu acho que nessa música o vocal, pra mim, é muito bom. Essa parte, então, pô.

Mata, mata Uma marcha, né?

Por que que a gente não fez ainda nem Mato Grosso até hoje no programa? Obrigado, Cristiano. Tava fazendo falta. Faltou um papai aqui. Faltou um papai. Mas eu quase coloquei secos e molhados uma vez, sabe? Quase. É, secos e molhados. Assim, não é novidade? É, secos e molhados. Assim, eu acho que o pessoal acaba pensando...

o Ney, claro, o Ney como artista, mas não um disco do Ney, sabe? Exato, exato. O Ney é mais lembrado como artista do que como um produtor de um disco, vamos dizer. Exatamente. Só para quem não está ligado, a letra dessa música...

É o poema do Rui Guerra, que era dramaturgo, cineasta, professor também. Na verdade, ele é inclusive moçambicano. Acho que sim, viu?

uma música longa essa aqui que abre o lado B

Adoro o som de bateria desses discos brasileiros dos anos 70. É muito marcante, né cara? Esse som, o som meio abafadinho, sabe? Puta merda, eu acho legal pra cacete. Não tem reverb, não tem nada. Aqueles negros do Som Nosso Cada Dia, é fantástico o som da bateria daquele lado, tá ligado? Sim, sim, sim. Os sons do Casas das Máquinas também. Casas das Máquinas, todas as baterias.

Olha que legal esse arranjo do violão, a viola. Minha fé! Minha fé! Porra! Ele tá saindo daqui da bodas?

A gente vai aproveitar e fazer uma pequena pausa profilática pra gente reabastecer o cafezinho, né, gente? Boa cerveja. Até aí. E vamos voltar em breve com Mãe Preta. Mas a música vai seguir até o final. É isso aí.

Fim da nossa pausa profilática e nós vamos seguir com o disco. Qual a música agora, Cristiano, na sequência? Acho que é Mãe Preta, né? Mãe Preta? Ou Barco Negro. Porque, na verdade... Eu não lembro agora. Mãe Preta é uma música... Isso. Não, é. Mãe Preta é uma música folclórica portuguesa, se eu não me engano. Sim, sim. Vamos lá. Mas existe uma versão... Certo.

Existe uma versão com outra letra, diferente da que é a original, vamos dizer assim, que é o Barco Negro. Tá. Eu já ouvi dizer, eu não sabia que era a mesma. Essa é a versão Barco Negro que é cantada, né?

Engraçado, tá como mãe preta pra mim. Não, mas acho que entre parênteses eles colocam um barco negro. É como se fosse um subtítulo. Agora, no encarte do disco, tá como um barco negro mesmo o título. Ah, que legal. É, porque na verdade na capa do disco não tem o nome das músicas não. Não tem o repertório. É pra ir.

Desculpa, Cristiano, falei, cara. Não, tudo bem, só falando. Não, falei, cara, termina. Não, aí tem... No encarte tem as músicas, né, com as letras. Sim. E no disco, no rótulo do disco, tem o nome das músicas. Aí no disco tem Mãe Preta, entre parênteses, Barco Negro. Barco Negro, entendi. Mas no encarte só tá como Barco Negro. Entendi. Bom dia.

Então, essa é uma das minhas preferidas junto com... Idade de Ouro, cara. São as duas que eu ainda estou escolhendo. Eu gosto muito dessa música. Tá, tá bom. Essa música é legal pra caramba mesmo, cara. Meu Deus. Eu entendo... Eu gosto da violinha no começo. Nossa, sim, sim, total.

Eu até brinquei quando eu tava ouvindo ela. Falei, pô, faltou mais viola ainda. Eu achei muito legal. É tão agradável, né, escutar. Por isso que eu gosto da viola, cara. Aplicada na música brasileira em qualquer estilo, cara. Olha isso aí.

Eu entendo o dilema do Cristiano Brad, de não saber o que escolher. É um disco complicado. Eu passei por isso no disco do Tavito, cara. É a mesma coisa. O que eu escolho? É a mesma coisa. Entre as velas já soltas, dizem as velhas da praia que não voltam. Uma bela música, cara. Agora lá.

E essa música ganhou o vídeo, o vídeo é fantástico. Também teve? É aquela época dos vídeos lá? Isso. Legal, cara. Eu sei que a primeira, o Homem de Neandertal, não, desculpa, é a América do Sul. América do Sul, que é bem famosa. América do Sul foi a primeira, a primeira, o primeiro single, vamos ver. É.

É bem em rodinha, uma cantiga portuguesa, né? É, agora, deixa eu ver, eu achei aqui uma... Vou procurar pra me embasar um pouquinho? Sim, e antes de a gente continuar, eu cometi um erro dizendo que o Chacal tinha continuado da banda do Neymar Grosso, mas não é verdade. Ele...

O percussionista dessa época inicial da carreira só, depois que ele saiu, e foi para tocar com o Sérgio Mendes nos Estados Unidos por alguns anos. Sérgio Mendes, do Brasil 66, aquele. Isso.

Eu não gosto, sabia Cristiano Ibrahim? Eu não gosto daquele Brasil 66 não Eu não sou muito fã Eu não conheço, cara Eu não vou nem falar Eu não tô lembrado Eu não sou seduzido pelo livro Mas eu acho um negócio

legal, mas não teria paciência pra ouvir, sabe, eu entendo a importância eu até, eu tenho um disco aqui, mas tipo, não é algo que oh, me deixa pra eu já tive esse disco é, é

e é muito estereotipado pronto acho que essa palavra que eu tô tentando achar sabe muito estereotipado música brasileira lá fora para inglês ver para americano ver sei lá tem seu mérito tá até faleceu recentemente né é muito legal essa música brand é

Deixa eu te dizer uma coisa Barco Negro é a versão portuguesa da música Que ficou conhecida principalmente com Amália Rodrigues

Mas originalmente a música é um samba Para brasileiro, inclusive tem uma História do cara que diz Capo Velho, que é Um dos compositores Que ele alega, é questão de que Terem roubado a música dele Ih, Jimmy Page, olha o Jimmy Page Não, ele não recebeu Um centavo, e a música Era acreditada, mas o pessoal lá fora Cantava e ele não ganhava um tostão furado Ah, tá, tá Não deixa de ser um Jimmy Page

Pelo que eu li aqui, não sei se o Cristiano vai continuar, Cristiano vai continuar? Não, não vou não, pode falar. É que ela era... Por causa da censura em Portugal na época da ditadura, eles não podiam cantar a letra da música, eles tiveram que mudar...

A letra se transformou nesse barco negro aí da merda, da malha. Porque a mãe preta era uma escravizada. Não, Franco não, Salazar. Salazar, desculpa, Franco é espanhol. Franco é da Espanha. Errei, errei o país. Estava pertinho. Errei, errei. Eu posso errar às vezes. Não se preocupe, gente.

Aí todas as vezes que o pessoal gravava, aí os empresários do Caco Velho tinham que entrar em contato com a gravadora. É lógico. Pra exigir o direito, porque senão ele não pagava. Sim. Era uma fila das putas. Estamos ouvindo o Kubanakan. Pra mim, uma das melhores músicas do álbum. Talvez a carreira do nosso amigo. Olha o baixão, cara.

Pastor Luiz. Ah é. É ué. Isso aí é caralho. Voltamos com um. Olha isso. Olha o trompetão velho. Eita, Márcio Montarroes aí. Ah Haroldo, mas tem uma coisa a ver com a novela Kubanaká. Tem e não tem. Tem porque foi usada né. Exato. E a novela foi inspirada que é um.

Eu não vi a novela, mas eu sei que a novela é um país da América Latina, da América Central, hipotético, uma coisa assim, e é inspirado nessa música. Eu passava no passado, inclusive, a música... Entendi. Não, era uma novela, uma história contemporânea. Isso. Você tem razão, Cristiano, a bateria é sensacional, olha. Olha isso. Mas aí tem muita percussão de chacal, né? Junto, muito, muito.

E ele fala bem e fala muito bem o espanhol. Sim. Inclusive o fato de ele não cantar músicas em inglês, ele diz que é porque ele quer entender a letra.

E ele não fala inglês, então ele não teria como interpretar a música do jeito correto. Legal, cara. De verdade. Faz sentido. E tem muita conexão com a América Latina, América do Sul.

Ele é latino, né? Depende de muitos brasileiros que tentam ser norte-americanizar, cantar inglês, ele não foi para esse lado. Isso é uma coisa legal, cara. Ele ficou raiz. Ele mesmo, eu não quero ser Carmen Miranda. É, olha lá. Olha.

Isso é muito anos 70. Isso anos 70 até é perdoa. Pode gravar isso aí, Mariana. Exato. Agora é. É em relação a... É... Como é que o Dante nem sobra? Pode falar.

Eu perdi o fio da meada. O Brad, você vai ficar com a mãe preta ou vai ficar com a idade de ouro? Qual que vai ser a tua... Não fiquei confuso. Pelo que essas frases são muito engraçadas. Vai ficar com a idade de ouro? Não vai envelhecer, não. Vai ficar com a mãe preta. Qual que vai ser?

Vou ficar com a mãe preta. Com a mãe preta, boa. Com todo respeito. Com todo respeito. Tá certo. Um brinde ao Caco Velho, inclusive. Que fez a versão original, né? É isso aí. Maravilha.

Que delícia, que delícia essa música. Achou o fio da merda, vai lá. Estamos enrolando até você achar o fio da merda. É porque eu estava querendo dizer, que eu lembrei agora, que quando saiu a novela, aí eles resgataram a música, a gravação do Neymer da época, para ser a abertura da novela, né?

Sim, eu só sei. Tipo, aí a música começou a fazer um certo sucesso de novo. Aí perguntaria aí, né? Vai tocar no show? Não. Meu show já tá pronto. Meu show já tá pronto.

resgatar a música não tô em 75 susmaneca depois inclusive ele regravou a aula mas anos depois vai ter por ele já que o show formatado prontinho é o cara coerente é o cara coerente não vou inserir a música só porque ela faz sucesso não assim desculpa gente mais obrigado pelo dinheirinho que eu tô ganhando

Ah, ele era só intérprete, né? É, tem esta Olha lá E vem os barulhinhos de América do Sul De Floresta Porque estamos Não parou, na verdade É, mas esse faz muito presente Até porque tem muito a ver com a música Em questão, né? Vamos chegar então naquela Que talvez seja a música mais icônica Desse álbum, eu pergunto aos dois E aí

É a mais icônica? Talvez. É. Eu diria que sim. Olha que delícia, sim. A percussão aqui é um negócio... Não. É absurdo, cara. Vamos para a música América do Sul, que foi a música que o Neymar Togrosso cantou na abertura do Rock Hill de 85, hein? Foi. É, ele que abriu, Brett, sabia? Ele que abriu com essa música aqui, ó. Sabia, sabia.

Que maneira de abrir o Rock Hill, né? Olha o que foi criado, né? Começou com o nematoglose Que lindo o som! Esse ano 70, caindo pela orelha, escorrendo, olha!

Sim. Não, a senoridade é um negócio impressionante. Muito bom. Billy Bond, parabéns Billy Bond. Se estiver ouvindo o programa, parabéns. A produção, cara. Acertou. Que coisa. Ei Cristiano, você está devendo a melhor música ainda, hein? Não pense que eu esqueci. Eu não sei. Eu vou ficar devendo.

Salve a América do Sul.

Qualquer rio que alegre É a foda-se, vai ser essa Essa, é muito boa Qual eu morre, vai ser essa Fala que mais marcou quando criança Sim Sendo bem essa Eu fiz

Pois é, cara. É muita coisa boa. Porque é assim, pra quem não sabe, essa música que encerra o disco original, né? Tem versões de CD depois e tem coisas a mais, né? Que não fazem parte do disco original, é isso?

Não é bem assim É bem assim Mas explica É porque é o seguinte A gravação do disco tem as nove músicas Do jeito que é com a banda Mas No show também faziam parte Duas músicas E são como Faixas bônus no disco Originalmente

E ela vinha num compacto, eram as duas, vinha num compacto encartado do disco. Tava dentro, vinha dentro. E essas são duas músicas do Piazzolla. Com letra. Asso do Piazzolla, o fodão do tango, né? Argentino. Do tango, do libertango dessa época. Do libertango, exatamente. E merece o programa, a libertango. É foda. Foda.

E são dois poemas musicados pelo Astro Piazzolo, um em português e outro em espanhol. Ah, tá. E um é As Ilhas, de Geraldo Carneiro. E o outro é 1964, dois, porque existe outro chamado Um, né? Exato. Primeiro, 1964. Sim. Eu ficava encafifado, ué, cadê a música Um, que não tem quando a criança. Mas na verdade era o poema. Exato. É um poema do Jorge Luis Borges.

Jorge e Luis Borges, que não fala espanhol. E foram gravadas, essas músicas foram gravadas à parte, não é das mesmas sessões de gravação do disco. E por isso que saiu com o compacto junto, né? Isso, inclusive hoje em dia se você for procurar a versão completa...

A gente tava até conversando com um lojista daqui, e diz, velho, pra pegar é a do...

O compacto é um dinheirinho, porque o pessoal, muitas vezes, eles separavam o compacto, aí quando iam dar fim, ia o compacto para um lado e o disco mesmo para o outro, né? Malandrinho. Normal. Acontecia muito isso, antigamente. Acontecia assim, de se perder, vamos dizer, entendeu? Se perder.

Tanto que quando foi relançado recentemente pela 3 Selos, esse disco, o disco foi lançado como um LP duplo, em que o lado D continha essas duas músicas. Mas essa música não é exatamente, não faz parte exatamente do disco, né? Tanto que no site do Nemetro Gross elas não são listadas. Tá listado, né? Por isso que é que tá dúvida, né? Muita gente tem, né? Como não tá listado, só tem aqui... Mas em CD e no streaming...

Tá tudo junto. Nessa versão nova, em vinil, tá junto. São as duas últimas partes do disco. Mas a gente aqui tá fazendo a versão... Original. Vamos dizer, oficial. É, sem o compaço. Não é original, é oficial. Sim, sim. Acabou. Como começou? Sim. Vai pegar um ciclo. Ciclo. De caralho. Tá andando em ciclo da floresta. Aí está.

Muito bem, rapaziada. Muito bem. E é isso. Esse foi o nosso glorioso disco. Claro, descontando os compactos. O compacto das duas músicas. Que já já o Cristiano vai explicar com mais detalhes aqui. Será que a gente vai ouvir? Não sei. Brad, só tenho a perguntar. Gostou de escutar aí o disco com a gente? O que você achou? Qual foi a experiência? Foi boa? Bacana?

Gostei bastante, cara. Foi muito bom pra mim. Não vou nem falar igual... Cara, eu ia falar isso agora. Então pode...

Agora fala, pô. Apontou a tira, meu filho. Cara, não, foi... Eu não conhecia, achei muito, muito legal. Lógico que eu já tinha ouvido várias músicas separadas, né, do Neymar Tugroso, mas acho que eu nunca tinha ouvido o CD completo, assim, dele. Então, pô, cara, achei muito bom.

Parabéns aí, Cristiano, mais uma vez. Um álbum que talvez eu não ouviria tão facilmente. Muito obrigado. Essa vantagem de ter o Cristiano aqui. Ele diz que a gente não vai... Mas isso aqui, eu já tinha escutado músicas avulsas, não na sequência. Eu gostei muito do programa. Parabéns. Pergunta pra você, seu Cristiano. Missão cumprida e o que vamos ouvir de saideira? Missão cumprida.

Foi legal ter ouvido com vocês e conversar a respeito. Eu recomendo que você que está ouvindo esse programa corra atrás de ouvir o disco sem um bocado de abestalhado falando por cima. Puta que pariu. A gente só faz atrapalhar. Não, acho que o pessoal até gosta. Não, mas é legal.

Isso aqui não é para ouvir o disco exatamente É como uma sessão coletiva Uma audição coletiva do disco E outra, antigamente Quando você juntava com os amigos Essa geração Se cacadu com o seu foninho O Brej lembra, né Brej? O Brej lá em casa A gente fazia isso sempre

Eu ficava tocando, eu ficava um bobagem, falava de Atlético, falava de alguma coisa no meio da escola, qualquer merda, no meio, descontando, é assim que funciona, é assim que você escuta a música. Mas eu ia falar uma coisa, até no meio do programa eu esqueci, já em linha com isso, rapidinho. Eu coloquei numa caixinha e fiquei ouvindo, mas hoje eu realmente botei no fone.

Cara, toda a sonoplastia, velho, desse álbum É outro patamar É outro patamar, cara É muito diferente Esse álbum é muito Ou você tá muito em silêncio no seu quarto Ou você coloca no

No fone que, pô, é outro nível. É outro nível. Fone daqueles, né, Brejo? Fone daqueles bão, né? Aqueles que... Aquelas salas que você afastava a caixa de som, botava um em cada canto da sala. Isso. Senta no meio. Um vizinho na época que era... Pronto, nessa época que eu era criança, tinha um vizinho que ele ia ouvir um disco de música clássica lá em casa.

Aí ele sentava no meio da sala. Ai, é audífilo. E aí ele botava uma caixa, afastava, o som ficava no meio mais ou menos da sala, meio na parede no caso. Sim, eu tô ligado. Aí ele botava num canto, ele botava uma caixa, no outro canto ele botava outra caixa, afastava, né, do 3 em 1 lá. Sim. E sentava no meio, botava uma cadeira e eu, criancinha...

da época que usava aquele calçãozinho que tinha as bundinhas do lado, né? Ficava, sentava junto dele e ele ficava, não, Cristiano, quem é esse compositor? Decorava tudinho, ah, é fulano de tal. Ô, isso é um... É gentíssimo poder. O régo, o régo, o régo da Arimico, sua porra.

Você decorava. Que legal, que legal. Sempre foi esse nerdão de merda aqui. Tá certo. Formou o Cristiano pro programa. Parabéns aí, amigo. Qual o nome do copade lá que fez isso com você? Qual o vizinho? O Finado. O Pogêgo velho. O Cabra Gerar, velhinho. Detalhe, avô do goleiro Bosco, tá?

Sério, cara? É, busco para o meu vizinho na época Que legal, cara Olha isso Qual o nome do velho? O final do seu Amaro Amaro, grande seu Amaro, parabéns Bom, estamos enrolando Onde que você esteja Mas é, faleceu Faz tempo Eu lembro bem dessas cenas Engraçadas, certas coisas marcam Claro E...

E pra gente ouvir...

No final, eu não vou botar nenhuma música do disco exatamente, porque eu vou botar... São as duas músicas... Já falava com a Oroldo, ele estava guardando a surpresa. A gente vai ver as duas músicas do Compacto com o Piazzolla. Detalhe, é a banda do Piazzolla tocando o Neymar do Grosso. Que fique claro, nem foi gravar com o Piazzolla. É diferente, exato. E assim, para quem...

É por isso que, inclusive, eu fico encartado fora, porque a sonoridade não tem nada a ver. É tão bom quanto. Se você estiver pensando, por que Piazzolla, que diabo a quatro, hoje eu vi falar e tal, você pensa com aquele estanco cantado, que antigamente... Gente...

Eu vou trazer esse ano pro programa Então tá prometido, vamos trazer o libertango aqui Vamos trazer o libertango aqui Palavra vou trazer E tem vídeo do libertango da banda tocando É rock com tango, é maravilhoso Qual o nome das músicas que estão Que estão precisando pra gente fazer e dar o show coletivo Vamos finalizar aqui As Ilhas E o 1964 2 E aí espanhol, mas foda-se Eu vou falar em português

Tchau, Brad, tchau, Cristiano, obrigado Até semana que vem E se você estiver escutando isso Eu te amo Você é foda Tchau, pessoal

Música Vi moscas urtindo fios De sombra na madrugada Vi sangue numa gravura E morte em caras paradas

E frutas elementares Vi a riqueza do mundo Em bocas de seminários

Vi pássaros transparentes Em minha casa assombrada Vi coisas de vida e morte E coisas de sal e nada Vi um cachorro sem dono

A porta de um cemitério Via nudez nos espelhos Cristal na noite velada Vê uma estrela no meio

Da noite cristalizada Vi coisas de puro mento Na escuridão espelhada E o cruel testamento

De anjos na madrugada Vi fogo sob a panela No forno de uma cozinha Vi bojas inexistentes De noivas assassinadas

E te visto azul das águas Mas não via claramente A circulação das ilhas Nos rios e nas vertentes E vi que não via nada

A CIDADE NO BRASIL

Já não serei feliz, talvez não importa Há tantas outras coisas no meu mundo Um instante qualquer És mais profundo e diverso

E o mar A vida é corte E o que as horas São tão largas Uma escura Maravilha nos acecha A vida é corte E o que as horas são tão largas Uma escura maravilha nos acecha Uma escura maravilha nos acecha

A morte, esse outro mar, essa outra flecha que nos livra do sol e da luna e do amor. A dica que me diste e me quitaste deve ser borrada.

Não quero tudo, tem que ser nada Só me quede o goce de estar triste Esa vana costumbre que me inclina ao sur A certa porta, a certa esquina

Música

A gente vai dobrar o nosso ser eu Já tô serei feliz Já tô serei feliz Já tô serei feliz Já tô serei feliz Já tô serei feliz

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