Episódios de Cuscocast

Guilherme Mittmann - Cusco 170

06 de maio de 20261h34min
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O episódio 170 do Cuscocast é com o tecladista Guilherme Mittmann.

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Assuntos2
  • Início na música e formação de Guilherme MittmannEstudo de bateria aos 12 anos · Experiência musical na igreja · Estudo autodidata através de livros da biblioteca pública · Aulas com o professor Valério Hoover · Estudo de teoria musical antes da prática · Regência coral · Formação musical
  • Importância do ritmo na músicaComposições em escala pentatônica · A pentatônica como recurso musical · Harmônicos e a formação de notas musicais · A relação entre teoria e prática musical · Música tonal e não tonal · Arnold Schoenberg e o dodecafonismo · Rompimento com o sistema tonal · Música como reconhecimento de padrão
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3, 2, 1, fala, agonizada que tá escutando o Cusco Cast, eu sou aqui, Rodrigo Tambara, um dos três anfitriões, no meu lado esquerdo tá lá ele, João Neto. Salve, salve, Cuscos e Cuscas, dia de Masterclass aqui no Cusco Cast. Que momento.

Esse é um momento legal, a gente vira um programa meio nerdola, às vezes, ou não, quem sabe. Vai ser sim, vai ser muito nerdola hoje. Mas é muito legal, a gente aprende um monte, para a gente é um puta aprendizado, pelas próximas uma hora e meia, mais ou menos, ou mais, talvez.

Se você está vindo em função do nosso convidado, seja bem-vinda, seja bem-vindo. Somos o Cusco Cast Podcast de Música. Cita aí com a gente toda segunda, já sabe como é que funciona a bagaça aqui. Manda teu comentário, dúvidas, sugestão, opinião, interage com a gente, complementa, corrija as nossas imprecisões aqui no papo também, está valendo. Já derramei o gueveiro, desculpa. E aí, já que está...

só essa derramada para o santo aí já vale uma inscrição do canal aí também já deixa o like no episódio se é da música aí quer dar uma olhadinha no que que a gente tem para ti aí do Mercado Livre Shop Amazon tem os links aqui embaixo tem tem bastante coisa boa aí uns precinhos que a gente pesquisou arduamente aí nos confins da internet

e se quiser ajudar o podcast que esse podcast independente aí é ser um podcast cada vez melhor tem o nosso pics cuscocast real arroba gmail.com tem o carcode ele estivesse um desktop estiver no celular só digitar ali cuscocast real arroba gmail.com tá valendo aí qualquer ajuda é bem vinda para a gente poder receber os nossos convidados em qualidade fazer um programa bacana aí para quem tá do outro lado e vamos que vamos

Do outro lado da mesa, Lourenço Lobão Oliveira. Opa, de volta ao Cusco Cast, mais uma vez com cervejaria Guevê, que já servimos aqui. Servi o restinho dessa Hoplager que eu tava com saudade. Exato. É uma das melhores cervejas de Porto Alegre, talvez, do mundo. Eu sou suspeito pra falar, até a minha calça tremendo ela hoje.

Eu gosto tanto que me banho, né? A gente só não toma banho com o Gueveiro porque o estoque é controlado. É limitado. Um abraço, é o seu Luiz Gueveiro. Mas se a gente pudesse, um dia a gente vai fazer um banheiro da Gueveiro. Banheira da Gueveiro. Um ba, um ba, um ba.

tu vai ter que encontrar dentro da banheira a pimenta do Crânio que é o nosso outro apoiador Crânio e Alimentos também sempre nos apoiando tô aqui na minha mão a mais nova pimenta da Crânio e se você não viu os últimos episódios

Tô te mostrando agora Fuego lento Molho de pimenta ralapenho com jambu Ela arde duas vezes Ela tem duas pimentinhas Porque ela arde duas vezes Ela é bem de boa Mas é jambu, né? É jambu, então você fica meio dormente Depois, talvez

E eu vou mostrar aqui também, ó, o tomatinho, o grape, confit, isso aqui é uma maravilha pra salvar a sua refeição ali, ou mesmo fazendo um pãozinho, o Mitch McConnell vai sair com... Cranny que tava no hipertroço, chegou. Tava no hipertroço, exatamente, Cranny, que o sabor que aproxima é que apoia muito a cena musical de Porto Alegre, então a gente tá muito contente de ser um dos apoiados mais antigos da Cranny. Confiam na gente há muito tempo, não sei porquê, não, porque a gente tá tentando fazer a cena acontecer.

Mas também quem confia... Estamos unidos por um propósito. Quem confia na cena também é a Produto Oficial, que é o Merchan do Rock Gaúcho. Estamos aqui com os copinhos. Tem também camisetas, tem bonés da Produto Oficial. Geralmente, se tu vai num show de Rock Gaúcho... Show!

uns 10% estão usando camisetas e eles tem a lojinha geralmente do lado do show ali, aquelas camisetas oficiais é produto oficial fazer igual aqueles programas de tipo rede Pampa, um abraço aqui pro Marco Lopes, produto oficial um abraço aqui pro seu meu amigo da cervejaria um abraço

E também pro Luiz Guilherme. E pra todo mundo que tá em casa assistindo o nosso programa, curte também o nosso programa aqui. Se você não quiser fazer o Pix, mas faz o curtido, dá um like. Se inscrever. Se você se inscrever, eu prometo que apareça um zumbizinho com o seu nome correndo aqui embaixo. Exatamente. Foi a animação mais cara que a gente conseguiu fazer com o orçamento disponível. E é o seguinte, é isso?

O apoio pra gente é se inscrever já é a melhor coisa. E se quiser compartilhar porque gostou do papo, compartilha com a galera que tu acha que vai curtir aí porque isso também é super importante. E fica mais um aviso. Se você já tá assistindo outro dia, porque esse programa tem calda longa, né? Ou pelo Spotify. Fica para a eternidade. Comenta depois no YouTube que a gente sempre lê os comentários, a gente responde, a gente troca figurinha aqui. Inclusive nós vamos começar a ler os comentários aqui.

dos últimos programas, porque são sempre coisas muito boas. E tem aqueles recursos também que é legal lembrar, que depois que o programa amanhã, a partir de amanhã, ele fica o Hypar, pode clicar no Hypar ali, porque aí esse programa vai o algoritmo do YouTube entrega para mais gente. São todos os botões para fazer o que o YouTube entende. E se quiser também ajudar com um valeu também, tem a opção ali disponível sempre bem-vindo. E super chat para o programa e a gente vai fazer a pergunta. Exatamente.

faz pedidos pro prometimento do projeto o ano o episódio que tem um teclado de exposição pode ser tocado não é qualquer um não é só que não é toda segunda que o cara o rodrigo não é o que eu sou um tecladista preguiçoso me dá muito trabalho montar esse teclado no estúdio mas eu não deixaria de montar ele de uma maneira porque hoje

Porque hoje um cara que eu tô direto na live dele, eu acompanho ele do grupo do mecenas lá, que é o grupo do pessoal que assiste o canal do Meetman. Um cara talentosíssimo, que eu já aprendi muita coisa com ele. Guilherme Meetman tá aqui com a gente, eu quero uma salva de palmas.

Mítimo, estamos prometendo há quanto tempo esse papo, cara? Ah, né? Triste que nem... Ah, desculpa, não vou ter... Não, isso é, está que nem o tempo que eu era crente, ainda que daí a minha companheira e eu, a gente não queria, não estava lá assim como casado, mas estava, né? Só que a gente não tinha feito o casamento bonitinho, né? E como eu era crente, tinha todo esse negócio, daí a gente dizia, não, a gente está noivo.

Daí ficava oito anos noivo. Eu acho que eu coloquei o Mítimo na nossa lista de entrevistados lá pelo programa 30. Nós estamos nos 170, é isso? O Rodrigo tem um objetivo que é zerar os tecladistas de Porto Alegre. Isso, fazer o rodízio. Pra tu ver como eu cumpro minhas promessas um dia. Tá vendo? Isso aí. Pelo que não são tantos, né?

Vamos começar a contar, então? Não, eu tenho a brincadeira clássica Que é quando o pessoal vê um gordo barbudo Tocando teclas São três, né, Mitch? É eu, tu e o Murilo Só faltava Só que o Murilo tá magrinho agora Traiu o movimento, né? Se vendeu pro sistema Pra se diferenciar, a gente tem teclados De cores diferentes, apesar de tu não ser Tô com o Privy Então é isso, se o teclado é branco é o Mitchman Se o teclado é preto sou eu, o teclado é vermelho é o Murilo E aí

fechamos aí o guia do Seclaristas Barbudos Gordos de Porto Alegre mas aí, não é, mas já te aconteceu né, de alguém me ver e falar te vi lá e coisa cara, mais de uma vez eu já falaram, não, te vi lá com a Modern não era eu, com a Modern Funk só se foi num casamento que eu fiz sub

Guitarra tem mais opção de cor, né? Mas, Mitman, pra quem não te conhece aqui do público do curso orquestro, te apresenta como é que tu começou na música, teus primeiros passos. Eu... Meu nome é Guilherme, pra quem não me conhecia. Sempre me pertinho do microfone, que ele é direcional. Não, não, claro, claro. Comento essa rateada em casa, depois fico vendo meus vídeos lá, pensei, pá, podia também apertar o microfone. Mas então...

A gente também faz isso. Eu faço o mesmo e eu aviso ao vivo, porque eu tô vendo o monitoramento ali. Ah, claro, não, valeu, valeu, valeu.

Cara, eu comecei a estudar música, eu tinha o quê? Uns 12 anos, a minha família, a maior parte é músico, né? Quer dizer, meus pais só cantam, mas dos meus irmãos pra adiante, e como eu não sou o mais velho, sou o terceiro, né? Então já foi tendo, e meus irmãos são bem mais velhos que eu.

Ainda bem que eles não estão vendo isso, que eu chamei eles de velho agora, né? Mas os meus irmãos são bem mais velhos que eu, então a gente já teve uma vivência musical. Comecei a estudar com... Ah, verdade. Comecei a estudar com 10 anos e deu muito errado, que eu comecei a estudar a bateria e não consegui. Não levei a mão. E aí, depois, a gente...

Tocava na igreja, fui literalmente criado na igreja. Tipo, a igreja ficava meia quadra na minha casa, ficava mais tempo lá do que em casa. Agora eu vendia minha alma por um X. Não sou mais crente, mas enfim. Mas teve a experiência da igreja musical. Nossa, cara, foi quase 30 anos. E daí eu fiquei tocando, assim, cantar, fazer as coisas da igreja, mas...

tocando foram dos 12 até quase os 30. Tocando na igreja. E na nossa congregação, a gente morava lá no Buraco da Fumaça, lá em São Leopoldo. Vai que São Leopoldo tem um lugar mesmo chamado Buraco da Fumaça, eu não estou sabendo. Mas não tem. Lá na Vila Glória, lá em São Leão. E daí tinha a igrejinha lá e não tinha quem tocasse. Quer dizer, tinha um.

camarada que tocava, que era o seu Arno, mas daí ele não podia estar lá sempre, né, e tudo. E daí, o pastor resolveu ensinar o Gordo a tocar. Meu irmão, que já era músico, podia ter me ensinado coisa, só que no mesmo ano que eu comecei a tocar, meu irmão mais velho foi morar no Rio de Janeiro e daí deu pra aprender pra pegar pouca coisa com ele. Fui estudando e depois eu fui estudar, cara, assim...

Hoje a galera pega tutorial no YouTube, mete internet pra estudar as coisas. No meu tempo! Quando eu era jovem... Em 1900 e bolinha! Era pequeno em Barbacena. Mas pior que você sabe que esse personagem tem uma história dark, né, cara? E daí tinha um hospício em Barbacena. Mas enfim. E o que acontecia ali com...

eu ia para a biblioteca pública e isso da música, porque não tinha grana para fazer aula, e eu ia para a biblioteca pública, e graças a Deus, uma sorte desgraçada, que a biblioteca pública de São Leopoldo tinha, prateleira 6B, tinha uma pá de livro de música. Claro que, como não tinha ninguém me orientando, eu pegava um livro, lia, não entendia 90% o livro, mas alguma coisa a gente pegava, daí devolvia o livro, pegava o outro, mesmo esquema, só que daqui a pouquinho que tu pegava num, explicava o outro, aí tu pegava aquele outro de novo.

E lá pelas tantas a gente meio que zerou aquela prateleira lá e começamos a estudar, conseguimos também através da igreja porque era conveniente.

Conseguimos estudar música com o professor Valério Hoover, que daí ia até a casa do velho fazer aula. Daí eu estudei. Estudei violino, estudei órgão com ele. Te interrompendo rapidamente, tu estudou muito lendo, então. Estudei muito lendo. E aí que foi uma coisa que... Antes de pegar no instrumento, de fato, para praticar. Tocavam umas coisinhas, mas o ponto é, eu estudei, que é uma coisa absolutamente não recomendável, tá?

Não, não façam isso. Tortura. Inclusive, não façam isso porque eu fiz muito e nunca funcionou. Dando aula, né? Tu tentou botar esse método e não falou. Se deu certo, entre aspas, pra mim, vai funcionar pros outros também. E eu estudei teoria antes de estudar a prática. Isso absolutamente não funciona, cara. Isso é terrível, né? Sabe? Não, beleza. Tocava uma coisinha, né? Tocava...

cozinha da igreja, e quebrava um galinho, e beleza, só que daí a gente começou a estudar teoria. E aí, cara, o que foi legal para mim foi que estudando teoria, entendendo como os processos composicionais funcionavam, como as coisas eram feitas, começou a ficar fácil fazer as coisas. Então, para tocar, algumas coisas começaram a ficar fáceis de tocar, porque eu olhava e eu entendia como aquilo era, o porquê daquilo ser o que era, entendeu? E aí, eu...

E, como eu falei, foi legal pra mim? Foi, mas eu sou lelé, né, cara? Não tá valendo, entendeu? Não é todo mundo que teria essa vontade. Tá valendo, mas não tá valendo. Tá valendo, mas não tá valendo. É isso. Essa determinação de ler, ler, ler e conseguir ainda se manter engajado naquilo sem praticar, né?

Eu até praticava, mas não praticava o que eu estava lendo. Entende? Daí tocava. Eu tocava bastante, mas dificilmente tinha ali uma conquista do ponto de vista técnico, uma melhora técnica baseada naquilo. Até o momento que começou a ter, porque quando as coisas começaram a fazer sentido, a gente podia começar a ter ideia, começar a ousar, começar a fazer coisa. E foi assim que a gente foi estudando. E pra mim...

Então eu acabei sabendo mais como as coisas funcionam antes de propriamente estar conseguindo tocar. E aí que, nisso, que é mais ou menos uma coisa que acontece na regência, e foi aí que eu acabei regendo. Então lá com 16 anos a gente começou a reger coral e coisa assim, e foi por isso que eu acabei cursando regência coral. Então a tua formação musical, além dessa parte autodidata, o que vem depois?

Aí eu fui estudar... Como eu falei, o pessoal da igreja conseguiu o Valério Hoover, que era um professor que... Ele era um ex-professor do seminário. Seminário em que eu fui estudar depois. E fui expulso, inclusive. Fez um lá com sétima errada? É lá, cara. O pessoal da igreja... Ele se negou a fazer um Jesus. É.

Cara, o pessoal da igreja me avisou várias vezes que eles não me queriam lá, sabe? Eu que demorei a pegar o recado. Eles falaram assim, mas é que esse cara toca pra caralho. Não, eles falaram assim, gordo maldito, cara. Sabe? E eu sempre falo muito de criar treta, né? Expressar a tua opinião. É, cara. E assim, com pouca papo na língua. Mas não é por ousadia, é por falta de noção mesmo.

O cara meio bocó, assim, só falava uma merda, daqui a pouquinho, pô, mas eu tô escolachando a pessoa pra fuder com a minha vida. Tanto que fuder, né? E... Foi bom, né, cara? Olhando, hoje, assim, ah, tu foi expulso do seminário. Graças a Deus, né? Foi maravilhoso, foi ótimo.

Isso é muito pior se tivesse continuado. Mas na época foi horrível. Mas o aprendizado que tu teve, tu não pode negar que alguma coisa só perdeu esse meio tempo. Sim. Não, e aí que tá, né? Por exemplo, a gente fala assim... Tu falou do negócio da igreja, né? Que a gente tava lá tocando, servindo. E daí os caras toleravam muitas coisas porque eu era útil, né?

Mas para mim também teve um lado que foi bom, não desfaz o fato de que eu estava lá trabalhando feito um louco sendo explorado mais, porque eu era muito jovem, muito tongo, mas assim...

Eu também estava podendo fazer uma coisa, até todo o tempo que eu estive na igreja, eu estava podendo fazer uma coisa que, tipicamente, você não pode fazer, que é, por exemplo, cara, você vai fazer experimentação com práticas, com abordagem de canto coral.

Sabe? Isso é uma coisa assim, você não pode fazer. São experimentos que você não pode conduzir, porque, por exemplo, você faz a faculdade de música, ou não faz, começa a reger e tudo, e aí você está no trabalho, está fazendo aquilo, e você tem que entregar o resultado. Você está regendo um coro de igreja, um coro de comunidade, um coro de associação, o que for, você tem que entregar o resultado.

Então você não pode ficar fazendo muito teste, não pode ficar descobrindo coisa. E, bem ou mal, eu pude. Então eu pude conduzir por mais de década na minha vida sem saber o que eu estava conduzindo, porque às vezes a gente só descobria uma parada, será que funciona? E daí ia lá e testava, às vezes funcionava, às vezes não. Foi muito bom para mim, me ajudou para cacete, mas tipicamente o aluno não pode fazer isso. Inclusive não pode... O que vai acontecer? Você vai fazer um curso de música?

você vai pegar as abordagens que estão prontas, né? Os caras vão te mostrar, isso aqui funciona, isso aqui não funciona, isso aqui é assim. Se tu quer desenvolver, se tu quer ter ideia, você vai fazendo a tua pós-graduação, sabe? E não é... Que tipo de experimentação, para dar um exemplo para a gente, que tu fazia? Tá, vou te dar um exemplo, assim, ó. Tem uma peça de um compositor que é o Laszlo Raumus.

que é um compositor polonês. Era, na verdade. Ele teria morrido. O cara estava lá na Segunda Guerra. Não verifiquei, mas... Pelas contas. Pela matemática. Pela matemática ou está morto. Ou está quase.

Não, se não tá morto, tá no Guinness, né? Mas, enfim, o velho é assim. Terror da previdência. Tem uma peça do Hansel Raunas que é Jubilate Deu. E a peça é assim. Jubilate Deu, Jubilate Deu. Universa Terra, Universa Terra. Minha voz tá uma bosta hoje. Não, tá perfeito. Eu dormi sem meia. Não durmo sem meia, juventude. É coisa de velho, né, cara?

também tô não mas eu vou agora contar frio e daí foi isso que eu fiz essa peça tudo vai ouvir ela tem a sonoridade diferenciada e aí que que esses caras tão fazendo até o que que essa peça tem de diferente aí tu vai analisar a peça e ela é toda composta em pentatônica

Ela é toda composta em pentatônica. Inclusive, primeiro recado, porque a gente aprende a desrespeitar a pentatônica como se fosse um recurso de guitarrista preguiçoso. Né? Sabe? E não é. Não é. Aí que tá.

Não é, aí que tá. A pentatônica é um negócio incrível, cara. Quebrando mitos aqui. Pentatônica tem coisas legais pra caramba pra fazer com pentatônica, sabe? E assim, inclusive porque pentatônica, ela é pentatônica por mais de um motivo, né? Se tu pegar...

Tá, tem cinco notas, né? Por isso, pentatônica, beleza. Mas vamos lá, pega assim, se eu pego um corpo e boto ele pra vibrar, uma vez eu fui explicar isso pra um cara, dando aula, né? Eu uso um parêntese assim. Eu fui explicar isso pra um cara, aí dei toda a explicação, aluno novo, né? E o que eu queria é fazer um exercício com pentatônica, e eu sempre faço isso, explico de onde a coisa veio, e daí a gente faz o exercício. Acho que a explicação podia, não precisava, né?

Nesse caso, não precisava mesmo, mas eu... Não tem jeito, né? Cara, é que assim...

Eu acho que precisa, assim, eu sei que... Eu gosto demais. O que eu vou te dizer? Eu sei que você não precisa... Eu sei que você não precisa disso pra fazer aquilo.

Mas vai te ajudar a saber. No futuro vai. E eu sei por experiência, sabe? No futuro, entender como isso funciona vai te ajudar a fazer e vai te ajudar a não fazer muita besteira também. Mas daí, beleza. O que que acontece? Eu dei toda a explicação pro cara, né? Porque o que que acontece? Um corpo tá vibrando, ele vibra no seu todo e vibra em partes, né?

E a frequência dessas partes é inversamente proporcional à fração que essa parte é do todo. Então a metade vibra no dobro da frequência, um terço vibra no triplo da frequência e assim vai. E daí tu tem os harmônicos. E o primeiro harmônico, aquele que a gente ouve mais forte...

Se eu toco aqui, o primeiro harmônico que a gente vai ouvir forte é o da duodécima, né? Certo? Beleza, porque é o duodécimo oitava da quinta, ou a quinta do oitava, tanto faz. Esse é o harmônico que aparece mais, então é o harmônico mais característico. Se tu trocar pro timbre de piano ali, talvez ele pegue. Aí. Dá pra... Ó, prepara o ouvido pra isso aqui. Isso, agora eu vou tocar bem forte.

ver se vocês conseguem ouvir.

Difícil de perceber, mas não importa. É porque nós estamos num teclado digital, né? Que o tempo não é perfeito. Mas assim, tá ali, eu juro. É matemática. É matemática, eu prometo que não é da minha cabeça. Também não prometo tanto assim, mas o... É igual a hora que os caras estão... Tem certeza, Vigilinha Guevara? Tem certeza. É, não, vamos adiante. Daí o que acontece? Clever Machado ou não.

Aí, cara, a gente... Beleza, né? Então, tu tem o dó, tu conseguiu o sol Do corpo que vibra fazendo o dó Tu já tirou esse sol Tira outras notas ao infinito Mas aparece mais esse sol Então, do dó, eu já consegui o sol Aí eu boto um outro corpo pra vibrar em sol Então, eu já tenho o dó e o sol Só que se eu tenho esse corpo vibrando em sol Além de sol, o que mais ele produz? Então, qual vai aparecer mais? A dó décima do sol Que é a quinta do sol, né? Que é ré Então, o dó produziu o sol O sol produziu o ré Segundo

Eu podia tirar ele só do dó, mas aqui a gente tá fazendo, criando o processo. Então, dó criou sol, sol criou ré. Daí eu boto um corpo pra vibrar no ré, o ré vai produzir um lá. Desculpa, cara. Tá tranquilo. Eu sou um perigo, né? Mas enfim. Não, mas não, tá certo. Não, cara, é uma coisa. O gordo andando uma vez eu tava no Valig, assim, e veio duas senhorinhas.

E eu acho muito engraçado que as pessoas acham que elas vão conseguir me derrubar. Eu tenho essa teoria. E daí, cara, porque é eu andando, sabe? Basicamente é uma geladeira com perna, né? Aí eu tô indo, cara, naquela murosidade, assim, coisa normal de uma pessoa do meu tamanho. Eu já fui maior, inclusive. Já foi pior isso. E aí vindo as duas velhas. E as duas velhas não desviaram.

Não eu que vou morrer, mas tudo bem. Daí o... Você chegou a tentar desviar? Chegou no momento, foi aquele lance de jogo da galinha de filme dos anos 80, sabe? Que vamos um, vamos alguém, vai ter que arregar. E aí eu arreguei, né? Eu virei pro lado assim, né? Tipo, uma coisa que eu faço, eu faço desde sempre, sendo eu desse tamanho que eu sou, é levantar os braços pra as pessoas passarem por baixo. Eu faço mesmo, eu tô andando na rua, as pessoas tão vindo, eu...

sabe? Eu tô de braço aberto, porque de braço aberto eu tenho quase a largura do ser humano, daí, né? Aí o... O que que acontece? Cara, as véias não desviaram, então assim, eu levantei os braços e virei, é o Baritnikov, lindo de ver, assim, no meio do corredor do Vale, assim, e a... e a minha esposa lá na outra ponta, né, esperando eu chegar até ela, então ela tava vendo tudo, assim. Cara, o que que aconteceu? Eu fiz isso aqui, virei, eu dei com a barriga na véia com a bunda na outra, então as véias foram... Cada um pra um lado, sabe? As véias saíram voando, cara.

Maravilhoso. Qual matou as duas idosas? Daí o... Não, a minha... Cara, a Rita, assim, ó. Acho que ela teve que sentar naquela... Daqueles banquinhos. Pra dar risada. Você ficou a conta. Qual matou duas idosas? Vamos pegar esse exemplo, então. Porque isso provavelmente gerou um som, né? Então, se ele gerou um som, ele vai ter os seus harmônicos, né? Então, se a gente continuar... Qual é o harmônico das veias? É, isso. Elas caíram em laços tenidos.

Não, é que veio não quer harmonia nessa vida. Mas aí o... Se inscreva com os meus amigos.

Mas só pra eu cortar a minha... Contrariar a minha própria regra e conseguir voltar ao assunto, que é uma coisa que eu não costumo fazer. Então, assim, o Dó gerou o Sol, o Sol gerou o Ré, o Ré gerou o Lá. E daí, brincando mal, veio o Lá, gerou o Mi. E tu pega, Dó, Sol, Ré, Lá, Mi. Agora organiza. Dó, Ré, Mi, Sol, Lá. Tem uma pentatônica só de quinta empilhada. Certo? E aí, eu dando a minha aula, né? Explicando isso pro cara. Expliquei, expliquei, expliquei. Eu não sabia nada do cara, né?

Aí eu... Mas o que que tu faz? Ah, eu sou físico. Porra, mano. Tu tá pagando de geniozão, assim. É, eu falando e falei, cara, sabe que tu perdeu meia hora de aula aqui, né? É um, sabe? É 30 minutos que eu não precisava ter te explicado. Sabe? Ainda bem que eu já tinha feito aquilo muito, né? Falei fazer errado, falar besteira, mas enfim. O cara...

Mas voltando à pentatônica do Lázaro Raulmos aqui pra responder. Hoje eu tô conseguindo voltar no assunto, cara. Não tem problema. Tá tudo certo. O Cusco Cast já ficou muito pior. Não, é não que assim, pra eu voltar. A gente é a mesma coisa. A gente fecha as abas e não abre. Isso, é isso, né? Assim, eu tenho, né?

O áudio bonitinho tem o transor... Quer dizer, a gente abre e não fecha. Acho que é coisa de tecla disso. É, eu acho que a gente escolhe isso. Deve ser, pode ser inclusive botar lá no manual. Porque tem muita coisa pra mexer. Tem muito botão pra apertar. É muito fácil devagar. Do cara se distrair, né? Isso acontece. Inclusive, por isso que eu recomendo pros caras que estão começando a estudar pegar piano digital, né? Só pega um piano digital.

Não tem nada ali. Tem um timbre, tá ligado? É, e aí se tu não tocar, tu não tocou. Porque não sai nada aquilo ali.

Não faz nada Ele não quebra teu galho O som não é bonito Você tocou Legal Acabou a alegria Cadê o meu teclado de rascaria? Eu aperto um botão e ele dá Esse é o grande problema O teclado faz tudo pela pessoa Aí realmente Ali né cara

Aquele Cássio VL10 Que os caras usaram Fazer o da da da Mas pior que depois disso aí Aquele instrumento ele é Vintage Ficou caro Antes era velho, agora é vintage É comum Mas enfim Então tem uma parte da música O final que é

Vocês estão pegando aqui, primeiro, eu estava ensaiando uma igreja, porque vocês estão assim, pô, uma coisa de crente aqui. Primeiro, eu estava ensaiando uma igreja, segundo, assim, os dois terços do repertório de música coral é religioso, tá? E, inclusive, a maioria dos compositores hoje mesmo, hoje usa os textos religiosos para compor, mesmo não sendo religioso, tá? Porque o cara, na verdade, quer vazar a música dele, eu preciso de um texto, aquele texto meio que serve. E não é nem novidade isso, tu vai pegar...

Vai pegar a música, tipo, tem a missa festiva do John Levitt lá, que é... Queria eleição... É linda, linda, linda. Chora no cantinho. E aí, tipo, o John Levitt não tá nem preocupado em terminar as palavras. Claro. Ele fala... Queria... Ih, foda-se. Se foi a carroça cascou, havia azar. Mas então, continuando aqui com o conto. Tem essa parte que daí o soprano canta, né?

E o contralto, ele faz isso aqui, ó. Ele vai cantar usando o intervalo, tipo, ele vai cantar paralelo, só que só seguindo os intervalos que ele tem na pentatônica. Então ele começa numa quarta, mas ele não pode continuar numa quarta. Uma quarta justa, tem que se ajeitar, pode fazer sentido.

Por exemplo, se eu estou tocando o Mi aqui, embaixo vai ser um Si, quarta justa. Daí quando eu desci para o Ré, desci para o A, subi para o Mi de novo. Só que quando eu cantei o Fá Sinido no soprano, aí a próxima voz aqui não pode cantar o Dó Sinido, porque não tem Dó Sinido nessa escala pitotônica. Isso é pitotônica de Ré, certo? Não tem o Dó Sinido. Então, ao invés de cantar o Dó Sinido, ele vai cantar o Ré, certo? E aí a minha experiência com essa peça, isso é um exemplo, uma das coisas que a gente verificou assim. Eu queria saber...

Se a pentatônica está entranhada na nossa mente, se a gente está tão acostumado com a pentatônica... Que só é bonito por causa dela. O que acontece? Se a gente está tão entranhado com a pentatônica, como a gente está com a escala maior. Porque a escala maior, o tonalismo, ele é uma constância da nossa vida. Por exemplo, agora que teve esse lance do Angine de Poitrine...

que o pessoal quer fazer música não tonal, acho maravilhoso, faça mesmo. A questão é que para fazer música que não seja tonal, você precisa conhecer o tonalismo muito bem. Exatamente. E essa é a merda, porque... Cara, tem um exemplo disso que é o... Qual é o nome dele? O alemão lá...

Arnold Schoenberg, né? O Schoenberg, né, que é o criador do dodecafonismo serial, né? O dodecafonismo é aquela coisa. Tu tem as 12 notas, então tu tocou uma nota...

Esse instrumento que tocou esse dó-senido aqui, ele só pode tocar um dó-senido de novo depois que ele tocar todas as outras 11 notas. Então ele só vai poder tocar o dó-senido de novo. Então assim, tem uma série... Isso é um método de compor. É um método de compor, é uma linguagem composicional. Então esse é o dodecafonismo. Então o que acontece? O cara cria uma série que vai ser mais ou menos a mesma.

Sempre. Eu digo mais ou menos porque nas peças introdutórias do próprio Schoenberg ele já quebra a própria regra. Não sabe brincar, né, meu amigo? Mas enfim. O que que acontece? Acho que no Verklachtenacht ele faz isso. Mas enfim.

Por que eu estava falando do Schoenberg mesmo? Ah, tá, o Schoenberg, o que acontece? O Schoenberg, que é um cara que estava rompendo com o sistema tonal, o Schoenberg, ele escreve um livro de harmonia, que é o exato oposto do que ele usava, ele escreve um livro de harmonia, que é um dos melhores livros de harmonia do século XX. E aí tu vai pegar, o cara que está rompendo com o sistema, escreve um livro mostrando que ele sabia muito bem como o sistema...

Porque ele não fez a moda Miguelão. Ele fez... Eu sei todas as regras, tá? E tá aqui explicado por que eu vou romper com elas. Exatamente. Porque eu estudei muito. Exato. Não é pra ninguém dizer que tu tá fazendo isso porque tu não consegue fazer do outro jeito. Não, eu tô fazendo justamente porque eu já dominei e eu consigo. Inclusive, o Schoenberg, ele tinha, né? Ele tinha uma pretensão ali. E o Schoenberg era alemão e ele viveu na época do...

da Segunda Guerra, inclusive foge. Primeiro, ele era de origem judia, ele se converte ao luteranismo, e a aparência, acontecia muito, se converte ao luteranismo para evitar a perseguição, faz uma viagem turística para os Estados Unidos, não volta nunca mais.

E daí ele volta a ser judeu Acontecia bastante Erraram, mas acontecia muito Isso aí acontecia com o povo judeu Pra cacete, né? Mas enfim, o Schoenberg Ele... Mas por que eu tava falando? Isso foi o exemplo do Schoenberg

Mas voltando ao negócio, porque... Escala pentatônica. É, estava perguntando, obrigado. O que vai acontecer? Você tem que entender muito bem o sistema para conseguir romper. Para conseguir romper com o tonalismo, você tem que estudar muito o tonalismo, porque se você sentar com um instrumento e resolver compor sem estudar nada...

tu vai compor música tonal. Porque aquilo já tá... Cara, a gente e assim, meio que já... É fisiologismo, é uma coisa do fisiológico. É que a gente ouviu tanto, tu ouve desde sempre que, né, como sai na urina, sabe, tu não consegue te livrar. E inclusive já era pra ter sido uma coisa superada. Uma coisa engraçada é que o Schoenberg, ele dizia...

que o sistema que ele inventou ia manter a Alemanha na vanguarda da música por mais 100 anos. Ninguém está usando o sistema dele. Mas não importa. É que assim, cara, não emplacou, mas não emplacou por uma questão também de mercado, né? Porque é aquela coisa. O capitalismo, ele quer que as coisas sigam mais ou menos... Sejam palatáveis, previsíveis e que a gente consiga... É que ele sabe como funciona, porque ele consegue produzir, né? É aquela questão... É que ele consegue produzir, né?

A mesma música, a gente gosta do que é previsível. Sim. Música muito imprevisível. A música não é nada mais do que o reconhecimento de padrão. Se ela está muito imprevisível, a gente tende a não gostar. É complicado. É por isso que, por exemplo, o lance do Andine de Poitrini funcionou bem. Eu não sei nem se eu estou pronunciando certo. Eu chamo de omelete do fromage. É, seria muito melhor. Aqueles meio pit poire.

É isso. Os malucos... Os petigató. É, não, é os canadenses vestidos de toalha de mesa. Mas o que acontece? Cara, justamente, tipo, eles rompem com o tonalismo e com a afinação temperada, peronomútil. Peronomútil. As notas-alvo deles ainda são tons temperados. Exatamente. Exatamente.

Ele não resolve de uma forma... Não é que o cara realmente está rompendo com o sistema e está fazendo... Uma hora vocês ouçam uma peça do...

Eu esqueci o nome do compositor, mas a peça chama Trenodia para as Vítimas de Hiroshima. Trenodia é uma peça fúnebre, né? Cara, ali... Ali, assim, cara, e é o que tu falou. O desconforto é absurdo, sabe? Porque é uma peça fúnebre. Pra ser desconfortável. Isso é outra questão, né? A linguagem pra fazer... É pra fazer desconforto, cara. E o que rompe com essa questão que a gente tinha desde ali do...

do Renascimento, que é um compromisso com o Belo. Ah, tem que ser bonito. Não, não tem que ser bonito. Algumas coisas... Por um segundo eu imaginei os caras chutando um pagodão. O cara rompendo com o Belo, pensando no fim do soueto aqui.

Foi rompendo com o Belo, pensando no fim do Soweto. Aí não tem Nilson, assim. Tá me devendo dinheiro. Rompendo com o Belo. O Denilson, cara. Muito bom, muito bom.

Rompendo com o Belo Cobrando a grana Pague meu aluguel Uma outra coisa que me deixa desconfortável Que quando a gente não lê o chat Tem um monte de gente comentando aí Vamos dar um cheirinho Muito bom, o pessoal que já tava Na escuta aqui, antes da gente começar Piano Luiz mandou aqui, cheguemos É nós outra vez

Mandou um aqui, é um prazer imenso, falou. Tiago Valquereng, Buenas, mandou também. Romulo Teles, mandou salve. Cláudio Pinheiro, Walla, o Piano Luiz mandou, eu estou assistindo hoje ou outro dia? Você está assistindo hoje mesmo. 4 de maio, 4 de maio, 4 de maio. É ao vivo. Lavou, tá novo. Tá noivo. Lavou, tá noivo.

O Cdenir3930 mandou, deem cerveja pra este homem e bebelem. Um abraço aí pra cervejania, não é a gente, é o Gewehr que tá fazendo. Todo mundo começa na bateria, depois vira músico. Começou. Começou cedo. Quem falou isso?

Foi o Piano Luiz. Que sacanagem, cara. Mandem, mandem as suas piadas. Tá ótimo. Profanat.i Cdenir, vão devolver meu marido bêbado. Profanat, tá saindo. Já era, hein? Já era. Não existe ex-crente, missionário emitment. Olha aí. Meu Deus do céu.

O Cdenin mandou vão, Sorana. Sorana? Não sei. É o nome desse profile da minha esposa. Pode crer. Ah, pode crer. Boa. E ela chamando. Teoria depois da prática, assimilação é melhor. Sim, com certeza. Essa é o grande pulo. Sim. Até porque se tu sair fazendo também uma coisa, como tu falou, vai sair tonal. Então tem que...

É 100%, cara. Teoria depois da prática. Funcionou pra mim, entre aspas. Mas eu não recomendo pra ninguém. Inclusive, não recomendo com conhecimento de causa. Porque eu tentei. Estraguei várias vidas. Tem uma galera me amaldiçoando. Eu tinha um professor maluco. Acho que foi pior pra quem ouviu ou pior pra ti?

Não, foi pior pros meus alunos, né? Ah, tá, pros meus alunos, claro. Daí pros meus alunos foi terrível, porque eu, tipo, os caras estavam lá estudando, pegando a flauta doce, e eu querendo fazer, eu faço escala maior aqui, querido. Sabe? Crianças. Você acha que tu fez muitas pessoas desistirem ou muitas pessoas continuarem? Cara, eu fiz muitas pessoas trocar de professor.

inclusive inclusive é o que eu espero que tenha acontecido porque eu não quero estragar a experiência, mas eu mas tu pensa que tu tirou elas da música, tu botou elas talvez numa profissão muito melhor é verdade, o caso é qualquer outra profissão normalmente são as que pagam mais eles pagam já é pagar já são outros quinhentos não pagar

ele passa um math math rock e o music hs mandou um opa boa noite tomando meu vinho e curtindo o cusco maravilhoso irmão do David Arkad pô ele é o David magrinho muito bom também tá na escuta aqui as minhas ornelas minha esposa também tá na escuta obrigado

O compromisso do Ocidente com o Belo terminou no dia que eu nasci. Mandou o Cedenir 39 minutos. Vamos continuar nessa, então. O Belo, a beleza do Renascimento. O compromisso com o Belo. Cara, o Cedenir, esse bife é doido, cara. É muito engraçado. Primeiro que é o cara que é colônia de esquerda, que já está sobrevivendo lá. Está sozinho lá na colônia.

vem com a gente se inscreve no canal você tá no grupo ele tá lá no grupo do do mecenas, lá o grupo do canal e daí como ele tem o sotaque de colônia italiana mas é de rachar de rir a gente diz que a gente quer fazer uma Alexa

não, vai ser maravilhoso a Alexa acende a luz eu não sou, tô empregado bruta, veste xingando e ficar bestemando que eu não sou da colônia, eu sou São Leopoldo, que é pré-colônia porque eu digo sempre que São Leopoldo fica assim, se tu tá no centro

São Leopoldo fica uns 30 minutos e uns 30 anos de Porto Alegre. Sim. Nossa, cara, é umas coisas assim, ó, nem a voltagem certa chegou lá ainda, sabe? Negócio terrível. Não? Aí, como eu já queimei coisa naquele lado.

Ah, eu já queimei um ampli em Novo Hamburgo. É, pois é. Novo Hamburgo é quase a mesma coisa. Nossa, fala isso pra Novo Hamburgo. Não tem nada que ofenda mais o hamburguense que dizer que a... Que dizer que ele é do interior. É, não. Que dizer que ele é a mesma coisa que o São Leopoldo. Se tu disser pro cara do Novo Hamburgo que ele é igual ao São Leopoldo, mas, hein? Não, velho. Olha.

Periga... É porque tu não conhece Novo Hamburgo. É porque tu não conhece. Não sei, eu não conheço porque eu não consigo passar naquelas ruas. Cara, a rua mede isso aqui. É que nem o gordo entrando na porta de lado. Não, porque esse é meu padrão quando eu vou me mudar. Eu passo pela casa, a porta do banheiro tem autorização. Mas as outras portas eu tenho que entrar de frente. O que já é um desafio.

A gente não passa nas coisas E é muito desagradável Daí o gordo já tem que entrar Eu sei, eu sou mais largo que o normal Mas pelo amor de Deus, a porta tem que me comportar A porta pelo menos É porque se tu fala, pessoal Eu tenho um amigo de 160kg O cara sai de casa pela janela Cara, eu tive uma experiência dessas Recentemente, que eu fui fazer um show com o cabelo O Lucas Anke, da Marquise E tinha uma figurinista

E aí ela veio com um monte de camisas floridas e coisa tal, de coisas psicodélicas. E aí botou uma no Zezão perfeita, botou uma no Match perfeita, botou uma em mim. Piu! Abriu aqui assim, né? Meu ninguém soltou o botão. Aí ela, não tem problema, qual que é o teu número? Ah, é XGGGGG e 54 na 50 e tantos da calça. Aí no outro dia ela chegou, cara, com uma calça tri bonita e com uma camisa...

Nova, sim. Não coube de novo as duas. Aí ela tirou as medidas, chegou no dia do show, com mais uma camisa e mais uma calça. Como é que eu vou te dizer que não coube? Aí ela tinha um lenço. Mas esse lenço eu vou usar.

Não, cara, tu tem um óculos escuro, sabe? Não, eu adoro acessórios. Por quê? Porque, cara, se não caber na cabeça... É porque... Esse leão ficou certinho na minha orelha. Ah, é desagradável. Não, bate. Não, eu sei como é que é. Eu fiz, eu fiz, bate, fiz uns... Daí eu, né, boto aberto, assim. Já vou com a... Sim. Essa aqui, desse tamanho, que é o... Essa aqui, meu tamanho de camisa é LC, que é lona de circo, né? E o...

Não, mas o tamanho da roupa do gordo é assim. É bandeira. É, o número, tu pensa qualquer número e tá com o alfabeto atrás, sabe? Porque é triste, cara, é triste. Tu passa vergonha, aí não cabe. Não, e daí quando, ah, deu na largura, não deu no comprimento, aí se tu perder um peso, né? O que pode parecer uma coisa boa, e é, né? Mas também traz consequências desagradáveis, porque daí o gordo vira num livro de pelanca, né?

eu tô aqui tá sobrando a borda catupiry aqui com certeza mas enfim o que nem esse dia que eu tava indo lá longe a mulher falou da tenta um Uber moto tá louco

Eu em cima de uma moto parecia um sorvete. Tá, mas... Não, o negócio... Cara, não cabe. As roupas não cabem, cara. E daí tu passa por essas coisas. Nossa, eu fiz uma performance nesse lugar que eu fui tocar. Eu fui tocar acompanhando um cara mais gordo que eu.

Aí sim, maravilhoso. Se tinha roupa pra ele, tinha pra mim. Graças a Deus. Mas foi só dessa vez também. Inclusive, meu questionamento era... Porque a gente acabou nos ensaios, acabou não rolando o show. Mas o meu questionamento era... Como é que esse cara vai ficar? Vai ser Havana. Duas horas em pé. Ah, ele era o que ele tocava?

eu cantava daí eu vi como é que a cara eu sei de qual está falando né os queridos sem oito e se aquilo é isso a armazenaria que era um cara muito famoso assim na nossa tampa isso mais mais para pensar que são fenomenais e músicos

Pericles, né? Team Maia. Pericles, pô, o Pericles dentro do pagode é um cara top. Team Maia. Team Maia, caralho. É, cara, assim, aí tu... Mas, né, não tem... Por exemplo, aqui eu estou sentado na cadeira que me aguenta. Isso aqui, pra mim, já é um luxo.

O Skylab achou dura. O Skylab achou dura. Como assim, cara? Como é que você dura? É que o Skylab tava com essa aqui. É que ele alfinetou a cadeira porque o Rodrigo falou do flow. Que a gente falou do flow. Exato, eu falei do flow que esse programa podia durar 5 horas. É, a gente não vai te fazer ficar aqui 5 horas que a gente ficou no flow. Aí ele falou da cadeira. Eu ficaria 5 horas, Rodrigo, mas a cadeira é muito dura.

Em tempo único que já quebrou Uma dessas cadeiras aqui Sou eu, é isso aí Em que bandas Tu toca tocando nesse momento Eu tô na Yousteins Que faz rock em espanhol Com o Paulo Schaus Que veio aqui E aí essa Tu deve pra mim Essa gig é maravilhosa Porque o Paulo chamou-me E eu não tinha data

E aí, bai, eu tenho um sub bom pra mim, e essa uma vez. Essa uma vez. Ele me substitui. E é aquele sub que tu manda só pra amigo, assim, né, cara? Tipo, não, é um cara bom. E ele vai fazer bem. E nunca mais saiu. É que a Laura, que era a pianista dele, ele estava saindo, né? Que ela teve neném. E daí, ó, precisamos de alguém pra ficar. E coisa, ó. Quer ficar? Fica, né? Porque, cara, ali o projeto é legal demais, né? Fazer rock em espanhol. Tem uma... Ele quer um fazacho de futebol.

E tem aquela pegada, que é uma pegada extra musical, que é necessário... Cara, toda forma de arte é a expressão do pensamento de uma época. Então, as formas de arte não são simplesmente fabricadas a Bangu. Elas surgem naturalmente e elas surgem com os problemas do povo.

queria ela ou a forma de arte eu me senti muito próximo do quartel mas é isso eu acho maravilhoso o cara falou, eu gostava do Pink Floyd quando não tinha política

Meu Deus do céu. Eu vi um cara falando isso. Esse cara nunca vi. Eu vi um cara falando isso nos caras fazendo cover de Rage. Cara, Rage Against The Machine. Não, não. É o cara brabo com impressora, né? Deve ser, né? Não é possível, velho. Era do The Office. É, sabe? Rage Against The Machine. O que será a máquina que o cara dá brabo? Certamente. É a impressora. É a impressora. É a de cortar grama.

Tá liberado de impressora, né? Inclusive, vocês sabem que a impressora é aquilo que a IA mandou antes, né? Pra ver como é que era o negócio. Porque você pode ver que a impressora ela tá motivada a destruir a nossa vida. A impressora, ela funciona quando ela quer. Cara, não, assim... Eu trabalhei no TI durante muitos anos e trabalhei do suporte de uma incubadora de empresas em que, cara, eu programava servidores e servidores e servidores.

E dava manutenção num monte de equipamento. 90% das minhas reclamações era das impressoras, cara. Era o servidor da impressora, era a impressora dizendo estou sem tinta. Não tá, eu tô vendo o cartucho. Tô vendo a tinta, filho da puta. Tô sem tinta. Tô sem tinta. Tô sem tinta. Não vou imprimir. Não vou imprimir, tá ligado? Troca o cartucho por um vazio. Ah, agora tem. Não, mano. Por um vazio.

Agora tá joia. Cara, mas não, tu sabe, inclusive, tu sabe que isso não é, agora é o momento do chapéu de alumínio, né? Mas não é por acaso, né, velho? A impressora, o mercado das impressoras virou uma coisa do diabo. Inclusive, a gente conversou em casa, minha esposa, há um tempo atrás sobre ter impressora, eu falei, bah, olha...

Só se a gente for aumentar os remédios, porque... Mas é uma máfia, é uma máfia mesmo. Não, cara, e assim, tem impressora que ela... Porque hoje tem scanner sempre junto, né? Cara, ela não escaneia sem tinta.

um cartucho está vazio eu quero usar o scanner se eu não tiver condições mínimas de trabalho eu não faço nada não trabalha nas 6x1 primeira impressora comunista o que eu tenho de história do servidor das impressoras um beijo pro Centro de Implementos de Informática que a secretária de não sei quem trabalhei não sei trabalhei três anos não sei

eu lembro cara que que um dia a gente chegou a c chegou a secretária do secretário do mando uma empresa lá em preso não posso falar o nome é exatamente não porque o servidor de vocês é horrível não consigo nem imprimir aqui tocando em uma planta da do mundo do ava planta da nova sede da empresa aí fui ver a agonia não tinha mandado imprimir a planta em tamanho real

em A4s. Cara, 55 mil folhas A4, cara.

A senhora quer fazer um diorama do negócio? Cara, tá com... Maquete em tamanho real. A senhora quer fazer de papel essa merda? Cara, o que eu mais vi, os caras dizendo... Chegava o final do expediente, não tinha quase ninguém na incubadora. Os caras mandando imprimir Harry Potter, Senhor dos Anéis. Clássico, clássico. Um abraço pra uma incubadora. Eu tinha um ex-chefe que ele imprimia capinhas de DVD, que ele vendia DVD. Ah, ele era um pirateiro. Ele gravava e vendia DVD.

Mas me diz uma coisa, Mith, tu disse que tu usa impressora em casa. Agora não usa mais. Mas tinha algum hábito de imprimir partitura? Tinha alguma função pra ti? Qual é a tua relação com a partitura? Cara, eu assim, como eu sei...

Como eu falei, eu tenho atenção de atenção, né? Diagnosticado, bonitinho, desde 91, graças a Deus. Porque como foi cedo, eu consegui levar a minha vida com controle sobre isso, né? Muito embora eu não tenha falado disso até uns 35 anos de idade, sabe? Tem amigos que me conheceram a vida inteira e nunca souberam disso. Só que o Guilherme é doido, mas não sabe do quê. Daí o que acontece, cara...

é que eu sei que eu não vou conseguir ficar cinco minutos concentrado. Eu sei. Então, tudo que eu vou fazer, eu escrevo. Porque como a gente consegue ler... Se eu estiver pensando na morte da bezerra, eu ainda estou lendo no automático.

O que é meio ruim pra minha presença de palco, né? Porque às vezes os caras olham assim, esse corpo tá aqui, mas essa alma... Não, se tu ver foda eu tocando assim, às vezes eu tô ali, sabe? Mas eu tô com o olhar de mil jardas, assim, né? Eu tô com o corpo e depois eu volto. E eu, inclusive, me sinto muito mal. Eu fico olhando pra você, ah, cara, me perdi a concentração de novo, que merda.

Será que eu perdi um pedaço importante? É, mas já aconteceu tantas vezes que hoje eu escrevo tudo que eu faço. Então se tu pegar, eu não trouxe o tablet hoje, mas todas as músicas que eu toco na Eustedes, na Motherfunk, quer dizer, na Coquitão Mocotó, quase todas. Mas assim, a maior parte das músicas eu tenho tudo, a partitura escrita. Quando eu fui fazer o sub para a Motherfunk, eu recebi o livrinho.

Playbook, tudo certinho, cara. The real book do Mitchum. Cara, eu sei que eu vou em um dado momento, vou esquecer. E, cara, partitura é uma coisa do diabo, né, cara? Porque, assim, ou tu aprende no começo...

Ou vai ser muito difícil tu aprender depois. É complicado. Porque depois tu já é músico, né? Primeiro, isso é importante, né? Primeiro que partitura não faz ninguém mais nem menos músico, né? A gente... Música é som. A partitura é um registro dos procedimentos que levam àquele som que não necessariamente... Um abraço aos amigos guitarristas que estão nos assistindo.

Faça um corte aí, ó. Digo mais. A tabulatura é mais antiga, tá? Então, assim, a tabula... E mais ainda. A cifra é mais antiga que os dois. Porque a cifra vem da Grécia Antiga. Porque você tinha o... Você tinha uma lira de quatro cordas que você vê aquela gravura do Apolo lá e tá com a lira com quatro cordas, né? Inclusive aquela lira não faz nenhum sentido, porque é tipo uma forma de uca. Cadê a caixa ressonância dessa merda, né?

Sim, eu nunca fiz de nada. Né? Mas, na verdade, aquilo era um casco de tartaruga com...

Um buraco era assim que o negócio era feito. E daí você tinha, normalmente, quatro cordas, afinadas microtonalmente, porque o padrão grego era outro. E você tinha quatro cordas, e daí você não tinha harmonia, não tinha heterofonia, que é tocando notas diferentes ao mesmo tempo.

Porque harmonia é aquele conceito da heterofonia europeia, a organização europeia da heterofonia, que é bastante sofisticada e é legal, é por isso que a gente estuda e também é colonizado. E aí você tem outros povos...

que todo acorde de blues tem sétima. Todos os acordes do blues tem sétima. Por quê? Se a gente continuar a série harmônica que a gente tava brincando antes, eu tenho aqui a primeira nota, depois eu vou ter o segundo harmônico, que é a oitava, a tua décima, a oitava de novo, daí aqui eu tenho a oitava, terça, quinta e... e sétima.

O que acontecia na música do centro-oeste do continente africano, que hoje a gente chama de Congo, que é onde as pessoas eram a miúde sequestradas. O que acontecia ali.

É que cada vez que você estava numa... Você tinha uma nota base e daí você estava cantando na série harmônica daquilo ali. Inclusive, se a gente continuar a série harmônica, a gente encontra muitas pistas do fazer musical, né? Porque depois disso aqui, cara... Olha o que é que vem depois. Deixa eu... Deixa eu dar um cidadinho aqui, ó. Esqueci que isso aqui mexe. Colono!

3 Essa parte maravilhosa.

Isso aqui é a escala nordestina, certo? A escala nordestina, ela existe, literalmente existe na natureza, sabe? Se você quer um negócio natural, você tá falando, porque assim, o pessoal gosta muito dessa coisa, né? Que a música é a linguagem universal, não é, né? Sabe? Mostre... Agora a globalização deu uma cagada com tudo aqui, mas antes, se você ouvisse música indiana, você ia achar estranho pra cacete.

E se o indiano ouvia a tua música, ele também. Cara, eu vi ontem um documentário, um dos mini-docs do YouTube, tentando explicar se animais gostam ou não de música. Porque tem aquele mito de, o caravale toca pra vaquinha, a vaquinha chega perto.

E o consenso é de que eles nem entendem a música como música. Pra eles é só um monte de noise. Mas é que a gente tem a música como referência de padrões que a gente conhece. Se tu transforma... E o nosso ouvido reconhece um padrão de uma faixa de...

Isso. Mas se tu, em vez de fazer uma música que você quer, sei lá, é dó, sol, lá, o cara pegou, tipo, foi nos micos. Vou chamar de mico Leão Dourado, mas não é. É um outro miquinho. Um primata lá. Um primata. Um bugio. Um bugio. Pegou o bugio. Cagando a mão e jogando a gente. Replicou. Replicou o som que o bugio faz quando ele tá feliz.

transformou isso pro pitch que ele fez e colocou ele num ritmo próximo ao ritmo das batidas do coração do Bugio, que é, teoricamente, a nossa BPM. O ritmo que ele conhece, vamos dizer assim. Exato. Botou esse pitch e fez o mesmo teste que eles faziam, que é botar duas salas, uma com barulho e uma sem, e veio a preferência deles. E agora sim, ele preferiu a sala com música. Ou seja, eles gostam de música, mas tem que ser a música do Bugio.

Um padrão sonoro que ele reconheça de alguma forma. É, porque música é uma construção cultural, né, cara? A gente chama de música, o nosso cérebro mesmo não sabe que a gente tá fazendo música, né? A gente... Tá sendo recompensado por um padrão que a gente gosta. É, por isso, por exemplo, a primeira coisa que a gente... Por que a gente curte isso aqui, ó, quinta, quinta justa, né? Por que a gente gosta tanto de quinta justa? Porque a razão entre as frequências é um cálculo simples.

E aí vai ficando tanto mais dissonante quanto mais complexo vai ficando o cálculo.

Se eu tô na frequência do Dó chegar no Dó Acenido, é uma conta difícil. Sim. E aí esse cálculo fica tão complexo, que já não é agradável pro nosso ouvido. Sabe agora, do Dó chegar no Sol, é só multiplicar por três e dividir por dois. Certo? E, claro, se for a Dó Décima, é tão perfeito que tu não sabe nem se tá ouvindo duas notas ou tá ouvindo uma.

É o negócio do Hammond quando vai puxando as drawbars. Sim, o Hammond é os harmônicos, né? Exato. Você pode até botar ali no Hammond e ir puxando uma drawbar por vez. Hammond sobe todas. Sobe todas. E aí vai puxando uma por vez. Vamos puxar aqui, ó. A partir do... Na ordem, tá? Na hora que eles aparecem, tipo... Eu vou botar o décimo sexto. Será que tá muito baixo? Acho que não tá vindo. Pera aí.

É que a última, volta, volta, a última que tu puxou é o volume, tá? A lá da direita é o volume, bota lá pra baixo. Ah, tá. Agora tu pra puxar as outras. Acho que mesmo assim, como tá baixinho, ele não tá pegando. Daí, ó, depois vem a oitava, depois vem a duodécima. É, por acaso não tá vindo. Deixa eu dar uma olhadinha, gente. Eu não tenho feito uma merda aqui. Não, eu acho que nós estamos em outro... Passamos lá no transitor.

Refazendo o experimento do órgão Isso, ó Porque às vezes a gente tá fazendo Tem que ter dois gravando É, a gente não tá ouvindo Mas achei que o público podia estar Ó, tipo dó Tem uma nota aqui que não devia É, desculpa de novo Sobe todas as reubaras Tem uma ali Acho que a última tá É? Mas enfim, ó Depois o próximo harmônico Oitava, que nem deu pra ouvir, né? Agora, duas décimas

Agora a próxima oitava A próxima oitava Terça Outra quinta E outra oitava

Aqui tá o full, né? Desculpa. Desculpa pra quem tá ouvindo aí, galera. Quem tava de pancura, tu tomou. A pessoa ficou surda agora. Desculpa. Mas é isso que eu achei muito legal, porque, tipo... Sim. Mas agora mostramos na prática. Na prática, se tu escutar eles juntos, tu não interpreta como assim, olha, isso aqui é um acorde.

Exatamente. Tem um acorde na nota e a gente não ouve ele como acorde. A gente não ouve como acorde. Sim. Isso é uma coisa que eu demorei muito, mas eu só fui entender mesmo quando comecei a tocar sax e achar o harmônico dentro da nota é...

É uma coisa que é isso. Tem a digitação, e a gente estava semana passada com o Pietro aqui, então por isso que eu estou trazendo de novo. E dependendo da forma quando tu toca e continuar com aquela nota longa, parece que a nota vai sumir e vai surgir o harmônico. Tem algumas coisas que aparecem mais, outras aparecem menos. Não, é bem isso. Tu toca a nota e daqui a pouco tu continua ali. Tu consegue pegar o harmônico sem mexer em nada.

Só com o sopro, né? Só com o sopro. Tanto que tinha instrumentos antigos que não tinham chave nenhuma, né? Perfeito. Exato.

E aí tu vai mudando o sopro e vai fazendo só isso aqui. A questão desses instrumentos, que é treta, o problema, é que aí tu vai usar a afinação da natureza. E a afinação da natureza não é a afinação que a gente usa. E aí tu não vai poder acompanhar o cara que toca, por exemplo, uma sacabucha. O que é uma sacabucha? É um instrumento medieval que era uma boa parte do tempo um instrumento de sopro que era de couro.

De couro. De couro. Pra nós hoje, né? Aparentado com trombone e coisa, mas ele era de couro. Mas já tinha trombone na época, tá? Cara, instrumento de couro, sabe? De lata pouco. Um negócio de doido. E aí, tu não pode tocar um clarim, né? Vamos pegar uma coisa mais acessível, um clarim, né? Tu vai pegar um clarim...

Não pode acompanhar o cara do clarim com o piano. Porque o piano vai ter afinação temperada e o clarim vai ter afinação natural. E a afinação natural, sim, ela é mais... Ela é afinação pura, né? Ela tá perfeita. Inclusive, quando você tá fazendo com o vocal, você pega e faz os acordes com o vocal, você pode, inclusive, fazer essa experiência um dia. Você pega, assim, três cantores que cantam muito bem, bota essa galera a cantar um acorde...

Então assim, o que acontece? Você pega, faz um acorde. A galera cantar um acorde, tá? Presta bem atenção no acorde. Aí você compara... Claro, a primeira aqui é fundamental pra todo mundo. O pessoal canta o acorde. E depois faz todo mundo parar, só quem tá cantando a terça segura. E aí tu compara a terça que tá sendo cantada com a terça do piano. Com aquele inferio da cabeça. Isso. E vai estar desafinado.

E aí, cara, só que aí quem é que tá desafinado? É o piano. O piano. Porque o piano tá temperado pra que ele funcione em todos os tons. Exatamente. A pessoa, quando ela inferiu a terça e a quinta, ela inferiu só a partir de um. Exato. E aí, que legal, isso é uma coisa que quem toca violão e guitarra passou muito, né? Tu tá lá, né? Tu toca violão e guitarra, tu já é macaco velho no instrumento, tu toca um acorde e sentiu que tá desafinado. Aí tu afina só a corda que tá desafinada.

aí tu pegou, dá o exemplo aqui, peguei o violão, toquei o dó, só corrijo ali, a corda só da desgraça, tá sempre um problema, e aí o teu dó ficou perfeito, delícia de dó, tu toca o lábio e a mão tá desafinado. É isso aí.

Como que o dó tá certo? Aí, tu leva o instrumento pra regulagem. Só que o instrumento não tava desregulado. E mesmo assim, tu vai pagar pra essa regulagem. E daí, a questão é... Porque tu não vai te convencer.

que o lá bemol tá desafinado justamente porque o dó tá afinado demais. A gente precisa... O que a gente faz? Como é que a gente consegue ter o melhor de dois mundos, né? Com manipulação da afinação em tempo real. Só pra quem... Tem gente que é leigo aqui no Cusco. Tipo nós três, assim. Mas a questão é que é o seguinte. O que a gente tá dizendo é que...

A afinação que a gente usa normalmente em violão e teclado e piano nos instrumentos, essa ação temperada, ela é uma afinação que não é perfeita. Ela é uma média de todas as outras afinação para que a gente possa usar ela em todos os tons. Exatamente. E aí quando tu faz uma afinação, por exemplo, que eu estava citando ali, um Dó muito perfeito...

Ele está perfeito para essa escala ou para essa peça. Mas se a gente for tocar outra... Ainda mais quando é uma pressão física que o negócio de fase, vai ter um monte de coisa que vai influenciar no som que vai sair daquilo. É, cara. Isso é muito legal. Daí a gente tenta... O que aconteceu? Por isso que os instrumentos de corda foram perdendo os trastes.

Porque se tu pegar um violino de 350 anos, ele tinha trastes. É. Sabe? Se tu pegar uma viela de roda... Desculpa. Opa. Desculpa, viela de roda é outro instrumento. Kniggeiger, viola da gamba. Se tu pegar uma viola da gamba, ela tem trastes aqui no início. A viola da gamba é o ancestral do violoncelo, né? E ela tem seis cordas afinadas, se não me engano, numa corda de ré maior. E daí ela vai ter trastes aqui. Daqui pra diante não vai ter. Mas o importante dela é que...

Então já não tem aquela treta de tu ficar sofrendo com afinação. Por quê? Num violino, cara, é isso. Tu toca a corda e daí tu vai manipular pro momento. O instrumento de sopro é a mesma coisa. O instrumento de sopro, tu vai ter a meia, por exemplo, se o trompete, o trompete tem sete posições, né? O trompete com três válvulas tem sete posições. E aí tu tem assim... Então quer dizer que tem sete séries harmônicas.

E aí tu vai ter, eu vou ter lá o dó, o dó, dó quatro, sabe? De uma série harmônica ele tem uma afinação X, o dó quatro de outra harmônica ele tem a afinação Y. E aí o trumpetista tem que saber qual ele vai usar naquele momento, ele vai ter que escolher. E aí... O dó afinado, o dó desafinado.

pra cada momento e aí que tá você ter uma boa prática coral porque o cantor de coro o cara que já é versado em cantar em coro ele já pegou essa manha ele já aprendeu a sentir a afinação sabe, então é assim que um naipe de metais é como se as ondias estão vibrando meio sincronizadas tu vai fazer funcionar

Inclusive, esse negócio do temperamento desigual, ele era muito comum até o final do século XIX. O Johannes Brahms, que é um compositor, se não me engano, o Brahms nasceu em 1880...

O Brahms é um arco romântico, então ele nasceu ali e... Não é que ele era muito apaixonado, é só que... É um arco romântico, né? Cara chato pra caralho, sabe? Mas o... Eu sempre te amei, sempre vou te amar. Século XIX, ele nasceu em 1809, 10 ou 11, um desses aí. Então, final da primeira década, né? E daí o Brahms, ele...

Ele reclama dessa afinação. Pô, os caras estão afinando instrumento agora, tudo assim. Funciona em todos os tons, mas ficou uma merda. E o Brahms reclamando, tá? Só que, tipo, isso é o Brahms reclamando. Em 1750, morre o Johann Sebastian Bach. Bach morre, né? Desculpa, Bach morre 60 anos antes do Brahms nascer. O Bach já usava essa afinação, porque ele tinha... Quer dizer, ele não usava pra tudo, né?

Ele usava para o instrumento de teclado. E é por isso que o Barra escreve dois volumes de O Cravo Bem Temperado, que é o livro justamente de um culinário... Não. Cara, parece muito, né, cara? O Cravo Bem Temperado. Não, tinha um trabalho de pós aqui da URGS, se não me engano, a escritora chamava Zuleika Rosa Fernandes Braga, e ela escreve, né, Considerações sobre o Cravo Bem Temperado. E aí a URGS publicou isso.

E aí eu tinha esse livro, e aí aparece uma coisinha assim lá no meio com o bar, né? O bar com aquela peruca branca, fica parecendo a tia véia, né? Isso que eu escondi o assento sobre o logo da Quaker. Meus colegas do colégio, sim, porque eu levava essas coisas pro colégio, que era uma criatura estranha, né?

Aí os meus colegas do colégio estavam, essa aqui é a Azuleica, né, o bar. Essa aqui é a Azuleica. Essa aqui é o livro de receita dela. E é isso, né. Uma criança estranha do caralho, né, que ela leva essas coisas. O bagulho do Cravo, acho interessante. Era tipo aquele da Quaker, tá ligado? Isso, isso, parece o... A holandesa.

o velho da sabe que o Quaker era uma tipo um negócio tipo emish assim nos Estados Unidos os caras e eram tanto é, o mesmo investimento isso, isso, isso, eram uns negócios de maluco, pô cara, tem que diferenciar um maluco do outro ainda o bagulho do cravo que eu acho muito interessante é que

Eu não me ligava que várias peças que a gente escuta em piano não foram compostas para piano, tá ligado? Por isso que o som era totalmente percussivo e não sustentava a nota. Porque não sustenta a nota, não foi feito o piano. Inclusive tem altas brigas sobre isso, porque falou de sustentar a nota. Daí tem o trilo, né? Daí tu vai ter, por exemplo, aqui na Tocata e Fuga, né? Aquele trecho que é isso aqui.

Música

O legal, porque tem essa nota. Só que isso aqui foi feito pra órgão, né? Então o órgão é um instrumento que pode sustentar a nota. Só que é uma discussão entre os intérpretes de música antiga se esse trilo longo, ele não é feito pra sustentar notas, porque o cravo não tem sustentação. Sim, é o equivalente a estar sustentando. É uma forma de ele tentar fazer isso, sim. Mas isso é uma discussão. E como eu não quero brigar com o pessoal da música antiga... Eu acho que tem aí o...

o pessoal vai te pegar na saída na guitarra o pessoal chama de trinado de segurar deve ter no piano ali um harpsichord deve ter aí um acabei de passar pelo JD

Eu tenho uma história com esse timbre, cara. É que assim, uma coisa que a Roland faz... Ele é nerdola de timbre que nem eu. Isso aí parece aquela música do Supergrass. É que, cara, esse é um timbre de piano de 92, né? Sabe? Era uma amostra, eram amostras de áudio extremamente pequenas pra fazer esses sons, né? A memória, a ROM do Roland JD 990, que é a máquina onde esse timbre veio, a ROM era 4 mega.

Mega. Agora, 4 Mega, velho. Pra tudo. Pra tudo. Eram 102 amostras que ocupavam 4 Mega, dividido em 102 amostras de áudio. Sabe? A amostra de piano tinha um privilégio ali, acho que ela tinha um Mega só pra ela. Sabe? Uh!

Nossa, aí cara O que é legal? É que é o seguinte Esse timbre aqui, o JD Piano, em tudo que veio Depois na Roland, ele tá Porque a Roland faz isso, tudo que faz sucesso Eles vão embarcando nos próximos É uma coisa até boa, porque daí se tu é um cara Que gosta da Roland, tu toca de instrumento Continua com os timbre que tu gosta O que que acontece? Opa Eu tinha o JD 990 original O que é isso?

Eu ganhei, foi uma história bem legal. Inclusive eu ganhei, só que eu tinha que ir buscar. E tava lá em São... São Miguel do Oeste. E, cara, eu tinha que ir buscar, tipo, naquele fim de semana. Cara, eu tinha um puto no bolso, sabe? Mas não vou perder isso, cara. Não, não posso perder isso, cara. Não, você...

Esse era o melhor instrumento que a Roland tinha feito dos digitais, até muito recentemente. Aí eu peguei dinheiro emprestado, entrei no ônibus e me pirulitei para lá. Azar do goleiro. Mas eu fui sem pensar se eu ia ter alguma coisa para comer na viagem. Eu fui na cara e na cara, mas conseguimos, deu certo. Aí eu fui gravar uma vez.

Com os caras e eu perguntei, né, pro produtor, né, pros caras do sertanejo aí, não sei quem é, nunca mais ouvi falar também. O Izinho e não sei quem. É, daí eu perguntei pro cara, tu... Cara, eu tenho um JD 990 aqui, quer que eu leve, né? Sabe? Eu achei que eu tava sendo legal, né? Eu achei que eu tava fazendo uma coisa boa. Aí o cara perguntou, não, não preciso de coisa velha aqui.

guardei meu machado e fui, né? Aí, cara, isso que foi maravilhoso. Porque eu cheguei lá, ele tava usando um... eu não lembro o que que era. Mas era uma máquina mais nova da Roland também. E ele já tinha selecionado o time de pionic que ia usar. E era esse.

Que era justamente o timbre do instrumento que eu ia levar, entendeu? Não tinha nenhuma noção. É, mas aí, cara, mas tu sabe, uma parte muito significativa das pessoas que se arrogam ser produtores, podem ser bons técnicos, o cara sabe usar muito bem a DAO, mas uma coisa que acontece com frequência na produção musical é os caras perderem a parte do musical. Eu fiz uma gravação...

Mas no início da pandemia ainda Em que Era de uma banda que eu tocava A banda de White metal, olha aí É metal de crente Que é na verdade hard rock, mas não conta pra eles Daí o O que que acontece Eu tocava com essa banda Muitos anos, até que eu já tinha saído da igreja um tempão Mas eu não queria sair da banda Eu não consigo deixar as pessoas na mão Me sinto muito

E aí tinha uma parte lá de uns strings que eu fiz. E assim, eu tocava na banda há muitos anos. Então até o público daquela banda conhecia aquele string. E aí eu fui gravar. E aí o que acontece? O ataque desse string, ele tinha um envelope ali de ataque. Demora a chegar. Não, assim, o que acontece? Demorava um pouquinho a chegar, exatamente. Mas um pouquinho mesmo. Então pra eu ter o ápice do timbre na cabeça do tempo, eu adiantava um pouquinho o toque.

Certo Aí cara, só que o cara tava lá com o controlador Com o mid ligado, né Então pra ele que só visualizava o negócio Ele visualizava que eu tava Tô tocando fora do tempo aqui, mano Tô tocando antes E aí cara, o que que aconteceu? Depois que eu fui embora O cara viu lá o problema, né E aí ele corrigiu tudo, né Empurrou tudo um pouquinho pra frente E aí ficou tudo ruim, né Ficou tudo deslocado E aí

E aí, como eu já tinha ido, era pandemia, eu não ia lá de novo, aí ele gravou um string, sabe? Aí quando a música saiu, eu falei, cara, cadê minha parte nessa música? Sabe? E os caras falaram, meu, assim, ó, eu... É o cara que ele é um compositor de DAO. É, cara. Ele não toca, ele não vai pelo ouvido. É, recola, recola. É tipo uma... É, cara, vai e pôr. Ele só vê a música e não ouve, né? Isso aí.

Aí o cara adicionou um atraso ali, né? E daí toda a minha parte foi um pouco pra frente e aí toda a cabeça do tempo ficava, tipo, sei lá, três, quatro milissegundos deslocada. Exato. É extremamente significativo. É tipo quando o cara grava no Audacity Voz e Violão. Aí tu grava o violão, aí a voz vem com uma latência. Aí tu só dá uma puxadinha no arquivo aqui. Dá uma puxadinha. Ah, entrou certinho agora.

É, mas aí se tu desse a puxadinha que nem tu faz no Audacity, que tu vai ouvindo até ver onde é que fica certo, isso teria dado certo. Inclusive, ele não teria nem feito nada, né? Porque se ele tivesse ouvido... Ele saberia que tava funcionando. Mas não! Aí cagou o negócio, assim. E aí depois os caras queriam gravar o clipe da música na pandemia, né? E aí, pô, já tinha... Não vai acontecer. Vamos lembrar. Assim, agora eu tô com 160 quilos, né? Porque eu tava com mais de 200. Aí, velho... E aí, velho...

Eu não vou pegar uma gripinha aí. Eu não vou pegar essa merda, cara. Eu não vou. E aí eu não saí, né? Fiquei em casa lá. Não vou sair pra uma gravação. E eu saí da banda.

Essa é dos timbres adiantados. Eu tenho também, a gente toca no... Acho que é no Thriller. Que eu faço um strings, que é um pad, na real. Que ele demora duas horas pra entrar. Então eu toco o acorde ainda no acorde anterior, tá ligado? Pra ele chegar na hora correta. Que timbre tu procuras? Procurando o Cravo, achei. Achei o Cravo? É single ou arpsed double? É um double.

O negócio do cravo, né? É que é justamente, né? Você pegar uma coisa pra cravo aqui, tipo...

Não pode vir aqui Não foi só E fazer de conta que não fez nada Tá ligado Cara, você sabe que o Bach O diavo piano, né Porque assim, ele só conheceu O piano alemão, que era o piano de Silberman E o Silberman, inclusive Reza a lenda que eles eram até amigos O Silberman era um construtor de cravos e de órgãos E ele resolveu fazer um instrumento E ele resolveu fazer um instrumento

Porque o lance do piano, o piano chama piano porque era o clave, cembalo, col piano e forte, né? Era o cravo com piano e forte, com suave e forte, né? Que é uma coisa que o cravo não tinha, o cravo não tinha dinâmica. Vamos ver esse aqui como é que é. Esse aqui tá certo, não tem. Quer ver, inclusive, uma coisa legal do estilo de cravo, vamos ver se a gente consegue ouvir nesse aqui. Tá bem?

Ah, tem, tá ali, ó. Porque o lance é que tem a corda, né? Aí tem o plectro, que é uma palhetinha feita da ponta da pena da asa do corvo. O que tinha de corvo pelado onde se fazia grava, sabe?

O pessoal, daí assim, o plectro ele sobe, né? Porque tu aperta ali, ele sobe lá, né? Bateu na corda. Ele passa do lado e quando ele desce ele dá uma relada na corda também. Claro. Sabe? Quando fosse novo, né? Porque tinha um, tipo, ele subia assim e descia assim, tinha um desvio. Entendi. Mas mesmo quando a pontinha era muito nova, ela ainda dava uma... Não dava uma... Uma reladinha ali no negócio. Então tinha um som de descida. Deixa eu ver aqui. Espera parar. Viu?

Deu? Agora que solta É, quando solta vai ter um barulhinho Espero o som acabar E posso fazer um repouso É isso, agora vai Eu vi pela waveform ali Ah, que frio Pois é, cara, você tem essa decidinha Que isso é uma coisa que tinha no cravo E isso inclusive contribui, né? Pro timbre ser até mais frenético Porque tu tá ouvindo É que nem quando tu bota delay nos timbres de piano Parece que o cara toca pra...

caralho, né? Ele tá ganhando nota ali, né? Cara, sim. Cada volta ele ganhou uma... É quase como se tivesse um delay ali junto. Bota ali o eletric piano. Só que com um tempo que tu não configura. Abre o segundo que não abre de baixo ali o delay. É, como deu na linha. Lá na esquerda, não, mais pra esquerda ainda tem ali o delay. Pra baixo, esse aí, ó.

Agora faça a decidinha do Riders on the Storms. Mas é quase como se tocas com o Rupi, cara. Aí tu tá no máximo de ler.

Esse é o meu truque Pra fazer o barulhinho da chuva Muito mais intenso Não, meteu um arpejo Nossa, fritando Quantos dedos esse cara tem É o John Lord Não, tem uma outra que a gente faz No timbre de Sint Sint lead aqui Uhum

Quando tu quer o que você quiser pode pode os dois últimos botõezinhos ali tem um até que o Elise tem um nasderal bars as duas últimas da esquerda as da esquerda as bem na esquerda direita bem na direita direita aqui ó eu tenho cut off aí segura uma e vai abrindo cut off

O que eu ia fazer é esse truquezinho aqui, né? Parece que o cara tá muito rápido e ele só segura uma nota. Por quê? Porque é o seguinte, esse é um synth monofônico. Então ele só toca uma nota por vez. Então se segurar uma nota e for tocar a outra, ele dá um bend daqui até lá. Perfeito.

Então ele nunca vai tocar as duas ao mesmo tempo. Então parece que... Fica bem definido. É isso aí mesmo. É que antigamente... Você ouviu Nerdola de Timbre, pode crer. É que antigamente você tinha...

Ah, desculpa, eu sempre esqueço. Fica tranquilo, a gente... A gente, antigamente, cara, tu comprava um sintetizador gigantesco, tamanho dessa parede aqui, pra ele fazer uma nota por vez. Inclusive, os discos da Wendy Carlos, né? Que são aquele Sweet Adon Bar, e a trilha do Laranja Mecânica também.

muito bom, eu adoro é a mesma compositora e daí, inclusive ela tinha que deixar as coisas no Youtube mas ela fica reclamando lá e daí tu não consegue ver no Youtube acho que tá no Spotify e tudo, mas meio bagunçado o Switch é Dom Bar, é isso né a Wendy Carlos pegou peças de bar e criou cada timbre de cada instrumento orquestrado e gravou cada um e fita magnética, mão que deu com a egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent egent

E daí tu pensa, né? Porque tipo, beleza, os instrumentos da orquestra também são monofônicos no geral, né? Você não vai fazer... Normalmente não vai fazer acorde no violino. Ah, mas não vai fazer normalmente. Aí beleza. Até porque tem cinco violinistas ali, né, cara? Bota cada um pra fazer uma nota e faz o acorde. Exatamente. Daí o que que acontece? Agora o problema é que ela gravou o cravo também. E daí tipo... Porque o cravo, naquela época, ele fazia essa textura. Que hoje a gente chama só de gravetão.

Mas ela fazia, o instrumento faz, a gente chama uma técnica chamada baixo contínuo, porque a mão esquerda lia o instrumento do baixo, que podia ser um violoncelo, um trombone, o que for, então tu repetia o baixo, dobrava o baixo com a mão esquerda e com a mão direita tu fazia os acordes. Só que esses acordes, eles não estão ali escritos cifrados. Eles estão escritos de outro jeito. E, meu amigo, o jeito que está escrito assim...

Por exemplo, vamos dizer que eu estou em sol menor, daí eu quero um acorde de dó...

E a nota do baixo é um sol Certo? Aí, então na clave de fá Uma nota sol escrita E eu quero que o acorde seja um dó com baixo em sol Ela não escreve C Porque o dó vai ser menor C, M, barrinha, sol Não, ela escreve isso aqui O sol está ali Ele só escreve um número seis embaixo Desculpa, um número quatro embaixo Nesse caso É um quatro e um seis Segura 3

Por quê? Porque daí eu tenho que indicar onde é que tá a tônica e onde é que tá a terça, pra saber se é maior ou menor, né? Então, tipo, é uma nota, é uma clave de fá, uma nota sol, um número quatro e um número seis. Porque daí eu sei que eu tenho que, a partir daquele sol, fazer a quarta e a sexta.

Eu sabia que é um acorde só. Muito complexo. Cara, a harmonia no baixo contínuo era infernal, sabe? Porque imagina tu ler isso em tempo real e ainda improvisar em cima, porque a música do barroco tinha muita improvisação. Se improvisava pra caralho. Sempre falasse que Bar era um cara, um grande improvisador. Inclusive é uma coisa que a gente... Bar uma vez, cara, me lembrei. Agora uma vez do Jornal do Almoço.

Eu lembro que aconteceu... Eu, tipo, não tô bem lembrado o que ia acontecer com a OSPA lá, mas foram dois instrumentistas da OSPA. Um clarinete e um fagote. Os caras foram dar uma entrevista lá. E aí, cara, botaram os dois malucos a dar uma entrevista, e daí lá pra... Esqueci o nome da mulher lá do Jornal do Almoço que eu apresento. Cristina Ranzolin. A Cristina lá, Ranzolin. Aí ela mete... Dá uma palhinha aí, você não é banda, mano.

Isso aqui não é banda, sabe? Toca o canto alegre, tem isso. Cara, se fosse, tinha sido uma ideia melhor. Toca um fagote aí. Cara, foi horrível. Porque daí eram os dois caras se olhando com a cara de puta que pariu, assim. E os caras improvisaram. Nunca improvisaram na vida aqueles dois. Nossa. Aqueles caras nunca improvisaram. Cara, os caras fazendo, tipo, era um fagote, instrumento grave, né? Sim.

Até isso aqui foi menos ruim. A moda Miguelão, assim, foi... Eu não sei por que calhou de naquele dia eu estar assistindo. Mas eu olhando assim... Foi destino. Muito errado, muito...

E o envergonhômetro aqui, mas é o acidente acontecendo Não consegue dar um acidente Deus não tá vendo isso, cara Coitados desses dois Mas também Porque tem que saber improvisar Isso com certeza foi pra eles um perrengue E aí entramos no quadro aqui de

Perrengues musicais. Meu Deus do céu. E que eu quero que tu conte uma história ou algumas histórias de perrengues musicais que tu já tenha passado, Mito Mano. Jesus, deixa eu pensar. Em que isso aqui, meu irmão, que eu falei que Deus não tá presente, foi uma coisa que eu passei com essa banda que eu contei antes, que é a banda de crente que eu tocava, né?

E que era a P49. E a gente foi tocar na... Você tem que lembrar, gente, que eu era crente. Mas esse tipo, eu era muito crente. Era o tipo de pessoa que eu não sei porque eu tinha amigo. É um mistério. Eu pergunto pra eles, inclusive. Por que vocês andavam comigo? Era um... Eu queria entender. Eu queria entender, cara. Eu não andaria comigo, mas daí segue. Não, inclusive...

Tem umas coisas aí que não dá nem pra contar. A gente conta no sacada que é isso. É que não é umas coisas que eu fiz, mas umas pessoas que eu conheci que dá muita vergonha. O Tambaral até sabe quem é. Até deputado é o cara. Depois a gente comenta. Pois é, mas enfim, aí o que acontece? A gente foi tocar no...

na igreja Sai da Nossa Terra a famosa igreja da mulher de Pelé era ali na na Cristóvão sabe, e daí na Benjamim Constant aí, cara, que inclusive me disseram que não é Benjamim é Benjamon

Imagina tu entrar no Uber Falar, eu vou pra Benjamin Benjamin Constant Vire à direita na rua Benjamin Constant Pois é Esse fala Palmolive, não Palmolive

Mas enfim, cara Aí a gente foi tocar lá A gente preparou o showzinho, né? Uma hora e meia Tocando as músicas da banda, que era autoral, né? Beleza Tocamos três músicas Entrou na base No palco, né? Que não é palco, é altar, mas é palco Chegou a mulher assim

A bispa quer dar uma palavrinha. Ai, meu Deus. Já está errado de ter bispa, tá? Eu não tenho problema com crente, tá? Isso é questão de Bíblia. Você tem problema? Briga com a Bíblia, não comigo, não escrevi. Isso aí é problema de vocês. Não sou mais crente, não tenho mais que lidar com isso. Aí o que acontece? A bispa, a palavrinha... Cara, eu juro para vocês.

a palavrinha da bispo durou 1h45min não posso falar meu deus a bosta não é não é não é já tá tudo condenado aqui daí o o o cara a mulher imagina uma hora e 45 minutos velho daí o que que acontece quando vocês ali com os instrumentos será que eu espero a minha vez ou vou no banheiro antes no meio do caminho daí cara assim ó

Cara, é uma habilidade de emendar uma besteira na outra, que só uma coelha te dá. Eu tenho certeza que não tava pura aquela mulher. Aí, cara, a mulher, cara, emendou. Eu não lembro de merda nenhuma do que ela falou. Não lembro de nada, nada, nada. Mas tudo bem, porque quando eu era crente, também não lembrava de nada do que o pastor falava. Isso aí era um problema, inclusive. Então, o que foi o sermão de domingo? Não sei. Eu tava lá, mas só de corpo. Mas, enfim.

A mulher falou, falou, quando a mulher terminou de falar... Eu juro pra você, terminou de falar...

A tiazinha da limpeza tava num canto, assim, ó. Só com o esfregão e o negocinho. Porque as pessoas foram embora, cara. E o show de vocês foi transmissível? Não, o nosso show foi transmissível. Tocou mais uma ainda pro final. Pra tiazinha, né? Não, assim, e é o tipo de coisa que eu digo. Cara, assim, Deus só tava ali porque ele é obrigado, né? Porque é a casa dele, né, cara? Porque é a casa dele. Cruzada, vambora! Não, a gente... Vambora!

Não, Jesus assinou esse negócio de onipresença sem ler. Tá tentando reverter no sindicato até hoje, cara. Porque assim, ó...

se, nossa, cara, ninguém tava ali. As pessoas foram embora, cara, porque... E pensa que são as pessoas da igreja dela, sabe? As pessoas tinham que ter ficado ali, no mínimo, até ela parar. Depois foi embora. Mas não, ninguém aguentou, cara. Galera, né, deu linha na pipa e foi embora. Ah, então o próximo show de vocês... Ah, vou dar só uma palinha, três horas de show. É, não, eu acho que é isso. Pô, cabiço pra que dar uma palavrinha. Pô, cara, esse foi um... Deixa eu ver...

eu odeio profundamente é o o rádio eu conheço aniversariante deixa eu fazer uma uma palhinha eu deixo cantar essa é raro mas acontece sempre isso exagerado jogar ou então a gente da grupo de votos da luz de moda e cara será que vocês não sabem o henrique juliano

Vou ficar te devendo. Graças a Deus, né? Não, agora tu falou dessa desafinada, uma outra que eu passei uma vez. Nós estávamos ensaiando com um camarada, cara. Que é gente boa, pessoa maravilhosa. Se um dia tu vê isso, Lucas, beijo, mas você tem que resolver esse problema.

Eu espero que ele não veja. Daí o... Mas daí a gente tava tocando, nós três, e ele tava tocando contrabaixo e ele tinha um fretless, né? Ah, então não é o Cotec, graças a Deus. Não, não é o Cotec. Aí, cara, assim, o que aconteceu? Ele tava tocando um fretless, né?

Cara, tocar fretless é que nem tocar violino, né? Você tem que acertar. Não tem traste, você tem que acertar. Precisamente. Sem fret. Daí tem que acertar precisamente. Só que esse camarada, ele tinha um pedal de coros, né? O que o coros faz, né? Ele pega a frequência principal e adiciona mais outras. Mascara. E ele mascara a tua desafinação. Não, leve desafinação. Ele inclui desafinação, então ele mascara a tua desafinação. Cara, enquanto o coros tava funcionando, funcionou tudo bem.

Aí o chorus resolveu estragar. Cara, é que esse pedal da boss, eles não estragam nunca. O pedal resolveu estragar no dia que eu tava lá.

Deus do céu, cara. E ficam mais as duas horas ali com ele. É um tanque de guerra os pedaços. Pô, cara, sabe? É um pedal feito pra tu pisar, pisar, pisar. Nunca deu errado. Deu errado ali, cara. Assim, ó. E aí, velho, elas sempre... As notas eram sempre na trave, sabe? E assim, ó. Ligeiramente desafinado. É muito pior do que desafinado. Sim. Sabe? O cara que tá quase lá é um sofrimento. Porque a pessoa que não entende nada de música, ela fica...

Tá errado. É um cara assim, ó. É sofrimento. Tá fedendo, né? Tá fedendo. É. Sofrimento infinito, cara. Sabe? Nossa senhora, cara. A vontade, assim, eu tinha...

Pô, cara, não ia ser chato com o cara, né? Porque, tipo, eu era músico de profissão. O outro cara que tava tocando com a gente também. Ele era o único cara que não, né? Não, ele é um biólogo genial. Os caras, sabe? Uma pessoa fantástica. O cara já viajou o mundo aí fazendo congresso e coisa. Qualquer coisa que não seja músico. É, mas daí... Não, e tipo assim, ele não toca mal. Quer dizer, o Fretless agora, o pior que ele tem melhorado.

Comprou um baixo elétrico. É, não, ele tem outros baixos aí, não tem problema, né? Mas ali no Fretless foi complicado, sabe? Ali foi... Se inscreva no canal, né?

Mas é assim, como eu digo, é uma pessoa que eu amo, né? É um cara dos meus amigos de juventude, assim, né? Mas ali... Mas dói, né? Dói quando eu ouvi aquilo. Aquele dia foi terrível, cara. Foi terrível. Dói muito. Gurizada, com essa história, estamos passando já de uma hora e meia. E eu quero coletivamente o lado de o Jô Soares de... Ele passou voando. Estamos chegando a final do programa, mas não se antes de três coisas acontecerem aqui. A assinatura da Parede da Fama.

Daqui um pouquinho, a selfie que a gente vai tirar aqui. E agora o momento jabá, o momento publi, em que tu faz o teu jabá, a tua propaganda, tu fala o que tu quiser. Ah, cara, então... Me sigam no arroba Oguimit, me procure lá no meu canal, procure Guilherme Mitman no YouTube. Lives todas as semanas. Lives todas as semanas, geralmente nas quartas, mas às vezes dá uma enlouquecida, então a gente faz em outro dia, não é mesmo? E eu acho que era isso, matéria de canal e coisa, era isso.

Cadê o giz? Vamos lá. Quando terminar, quando terminar. Sem pressa, eu quero todo mundo aqui olhando pra câmera central. Ali. Ali, semana que vem. Em breve, nosso Instagram, te lança a agenda também nos próximos episódios. Exatamente, no Instagram vai ter a agenda semana que vem. Bruno Barr, Bruno Barr, um baita pessoal lá de Santa Catarina. Vai estar, por acaso, aqui em Porto Alegre e, portanto...

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