Episódios de O beabá da Sustentabilidade

Episódio 223: Da para ser sustentável sem gastar muito?

01 de maio de 202641min
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Muita gente ainda acha que ser sustentável é coisa de quem tem dinheiro sobrando para comprar produto de nicho em mercado caro. Mas a verdade é o oposto: ser sustentável no Brasil de 2026 é, acima de tudo, uma estratégia para o seu bolso.

Neste episódio desvendamos o que é marketing e o que é economia real. Sabia que você pode colocar cerca de R$ 200,00 de volta no seu bolso todo mês apenas com mudanças básicas de hábito? 😱

O que você vai descobrir neste episódio:

  • 🚫 Greenwashing: 85% das alegações ambientais no Brasil são enganosas. Não pague a "taxa do verde" à toa!

  • 🍎 A Regra de Ouro da Alimentação: Por que a feira livre humilha o supermercado no preço dos orgânicos.

  • 🔄 Economia Circular: Como o mercado de segunda mão virou o "novo luxo" inteligente.

Se você quer parar de desperdiçar dinheiro e começar a viver de forma intencional, este episódio é o seu manual de sobrevivência financeira e ambiental.

Sustentabilidade não é sobre o que você compra, é sobre como você escolhe viver.

Solta o Play!

Participantes neste episódio2
G

Gustavo

HostProgramador
R

Renato

Co-hostAnalista de coisinha sênior
Assuntos7
  • Custos e análise econômicaPercepção de que ser sustentável é caro · Greenwashing e alegações ambientais enganosas · Diferença de preço entre produtos sustentáveis e convencionais · Escala de produção e impacto no preço · Sustentabilidade como estratégia financeira
  • Alimentação Saudável e SuplementosFeira livre versus supermercado para orgânicos · Planejamento de compras e uso integral de alimentos · Reaproveitamento de cascas e talos · Circuitos curtos de feiras locais · Segurança alimentar e custo-benefício
  • Economia circular e segunda mãoMercado de segunda mão como 'novo luxo' · Plataformas de venda e troca de produtos usados · Brechós físicos e online · Reuso e reparo de produtos · Descarte consciente e transformação de resíduos
  • Consumo ConscienteInvestir em produtos duráveis · O ditado 'o barato sai caro' · Escolha de produtos com qualidade e tecnologia
  • Consumo energético e eficiênciaUso de lâmpadas de LED · Gestão de aparelhos em stand-by · Reuso de água e redução de consumo · Lavagem de calçados com mangueira
  • Transparência PúblicaNormas IFRS S1 e S2 · Obrigatoriedade para grandes empresas no Brasil · Combate ao greenwashing · Democratização de preços e eficiência da indústria
  • Decoração e objetos pessoaisReutilização de armários em outros móveis · Reparo e adaptação de computadores · Transformar objetos em peças lúdicas
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O Beabá da sustentabilidade

Bem-vindos ao podcast O Beabá da Sustentabilidade. Este é o episódio Dá para Ser Sustentável Sem Gastar Muito. Eu sou o Gustavo e junto com o Renato nós vamos discutir este tema que é um tabu e uma libertação. O custo de ser sustentável aqui no Brasil. Tudo bem, Renato? Como é que você está?

Olá, Gustavo. Olá a todos que estão nos assistindo, ouvindo. E um tema bem legal para a gente conversar, né, Gustavo? Afinal, quem nunca se questionou, pô, eu quero ser mais sustentável, mas tenho dificuldade, ou é caro, não sei por onde começar, né? Então, eu acho que é uma conversa importante de a gente ter aqui. Espero que ajude aí quem está...

acompanhando o Beabá a ter ideias ou refletir um pouco mais sobre, de fato, como ser sustentável no seu dia a dia sem gastar muito, né? Afinal, a gente precisa valorizar também o nosso dinheiro, o nosso trabalho, né? E não precisa ficar fazendo loucuras para salvar o mundo. Exato. É só um adendo, né? Que a gente sempre fala, né? Sustentabilidade, desenvolvimento sustentável.

fala do econômico, do social e do ambiental. Então, a gente tem que tratar esses três temas quando a gente vai fazer o consumo consciente. Se o consumo pesa demais no bolso...

ele não é sustentável do mesmo jeito. Com certeza. E para a gente começar a nossa conversa, Gustavo, vou trazer um dado aqui. Segundo a ESG Insights de 2024, 95% dos consumidores brasileiros declaram preferir marcas que investem em práticas sustentáveis.

Ou seja, o desejo está lá. E a gente vê cada vez mais marcas com esse propósito, esse viés sustentável aparecendo, mas a gente tem um dilema. Na maioria das vezes, você vai olhar e fala, nossa, mas muito mais caro do que um produto normal. E tem um motivo para isso, muitas vezes. Mas a gente vai conversar um pouquinho mais. Mas o desejo dos consumidores em consumir produtos sustentáveis existe, isso é um fato.

Exato, e você falou do muito mais caro, também teve uma pesquisa, que é a pesquisa Vida Saudável e Sustentável de 2023, do Instituto Akatu, junto com a Globescan, ela mostrou que 57% dos brasileiros responderam essa pesquisa dizendo que viver de forma sustentável é muito mais caro.

E isso é muito acima da média global, que fala em 49%. Então, a gente tem esse desafio aqui das pessoas que têm essa percepção que para ser sustentável tem...

e sair muito dinheiro do bolso. E esse é o desafio que a gente enfrenta aqui hoje nessa conversa, né? E a gente quer justamente desconstruir esse mito do luxo verde. Vamos tentar provar que a sustentabilidade real não é um produto de nicho em prateleira de qualquer mercado caro, mas sim uma estratégia de eficiência financeira para o nosso dia a dia.

E eu acho que é importante a gente trazer e fazer essa discussão, porque muitas vezes, igual a gente comentou, a gente tem aqui nossos ouvintes, nossos telespectadores, que estão aí se martirizando, porque às vezes querem comprar um produto e olham na prateleira e falam nossa, mas eu quero ser sustentável, mas está muito mais caro, e agora eu não sou sustentável. Calma, vamos ajudar aqui a pensar, a organizar tudo isso e ver.

Como que a gente pode ser sustentável de uma forma simples, prática e sem gastar todo o nosso dinheiro? Sim, vamos desmistificar os custos de ser mais sustentável, né? Porque, como a gente falou, ser mais sustentável é buscar algo mais limpo, buscar algo melhor para a sociedade, mas buscar algo que também caiba no nosso bolso.

E Renato, por que a gente ainda associa o verde, o sustentável ao caro? Bom, muito disso vem do Green Premium, onde o mercado posiciona o ecológico como um item de luxo.

Mas o pior é o engano, porque o estudo Greenwashing do Brasil de 2024, da Marketing Analysis, com o apoio da Catu, revelou que 85% das alegações ambientais em produtos no Brasil são falsas ou enganosas. Ou seja, o consumidor ainda está pagando mais caro por um valor...

de sustentabilidade, que na prática nem existe essa sustentabilidade de fato. Isso mesmo, Gustavo. O brasileiro já está reagindo. Dados da Nielsen mostram que somos negociadores. 73% dos brasileiros buscam promoções antes de qualquer coisa e 64% escolhem marcas pelo preço. E a sustentabilidade precisa ganhar esse custo-benefício.

Eu gosto muito, Gustavo, quando a gente traz esse exemplo, eu não vou citar marcas aqui, mas a gente fala muito de sustentabilidade aqui no Beabá, obviamente, Beabá da sustentabilidade, e a gente conversa com muitas empresas e mostra como as empresas podem ser... Eu fiquei impressionado que a gente fala de sustentabilidade.

Ninguém nunca tinha percebido disso. Mas assim, de analisar muitas vezes produtos de limpeza, produtos de limpeza de casa, enfim. Você pega lá uma empresa X, que coloca que seu produto é sustentável, e eu não tenho dúvidas que é, porque eu conheço essas empresas menores, porém existe o problema da escala. Quando ela quer colocar o seu produto que tem um viés de sustentabilidade, ela tem que fazer todo um trabalho.

muito forte para conseguir colocar o seu produto custeando todos os encargos que ela acaba tendo ali de valorização às vezes de comunidades locais, valorização de um produto que de fato vai ter menos impacto para o planeta. Isso acaba acumulando no seu preço toda essa externalidade que ela tenta mitigar e aquele produto fica mais caro. E aí você olha para um produto concorrente, que é basicamente a mesma coisa, de uma grande indústria.

e o que acontece o produto é cinco vezes mais barato e aí o consumidor olha e fala poxa porque que eu vou comprar um produto que é 10 reais sendo que eu tenho outro aqui que é 2 reais e o a funcionalidade vai ser a mesma

E aí eu acho que pega, muitas vezes, e eu não estou ainda nem entrando no greenwashing, eu estou falando justamente uma comparação de produtos que são sustentáveis e tem o porquê de eles serem mais caros versus produtos que são basicamente a mesma funcionalidade, mas que tem um preço muito mais baixo. Acho que primeiro a gente tem que entender...

Que, igual eu falei, pequenas empresas não têm a mesma escala que grandes empresas. Isso impacta diretamente no valor dos produtos. Então, se a gente começa a demandar ou colocar que os governos incentivem essas empresas a produzirem de forma mais sustentável, reduzindo seus custos de alguma forma, isso pode baratear esses produtos para que sejam mais acessíveis para a população de uma forma em geral. Mas a gente tem que entender que nem todo mundo consegue acessar ainda o produto...

com um valor muito mais caro, justamente por causa da sua realidade no seu dia a dia, seu poder econômico, e vai buscar um produto mais barato. E está tudo bem, gente. Essas grandes empresas têm se movimentado para tentar buscar cada vez mais ter ações de sustentabilidade. Eu acho que o importante aí é a gente pressionar elas para que, de fato, elas não entrem no greenwashing e façam...

com que seus produtos sejam sustentáveis, trabalhando cadeia de fornecedores e vendo essas externalidades, porque elas têm poder financeiro, e como elas podem mitigar isso, para que você olhe para um produto e compre ele e fale, não, essa empresa eu sei que está trabalhando com propósito, ela está trabalhando com questões de sustentabilidade.

ela investe e provavelmente você vai estar acessando um produto que talvez não seja tão sustentável quanto o outro, mas ele também vai trazer questões positivas, você não está destruindo o planeta porque está escolhendo simplesmente uma grande indústria. Existem muitas grandes indústrias que têm um forte viés de trabalhar a sustentabilidade. Eu acho que esse é o primeiro ponto que a gente tem que trazer aqui, Gustavo.

que é essa percepção, nem sempre o mais caro, muitas vezes ele é mais sustentável, mas nem sempre é o mais sustentável, existem produtos que são mais baratos, que tem empresas sérias que trabalham para que coloque produtos sustentáveis na prateleira para os consumidores. E às vezes é difícil a gente visualizar isso de uma forma clara. Então, eu acho que é importante... Eu vou fazer uma provocação no que você falou, Renato.

Claro, claro. Aqueles pequenos produtos que são mais sustentáveis e são muito caros, eu não considero que esses produtos são sustentáveis também. Eles são mais ambientalmente amigáveis, destróem menos poluentes, alguma coisa nesse sentido, mas no conceito mais amplo da sustentabilidade, eu vou dar um exemplo.

Você falou um pouco do material de limpeza. Por exemplo, você tem as esponjas. Você tem a esponja que você compra, a esponja de plástico que vai poluir e que não é sustentável, só que ela custa R$2 uma esponja. E aí você vai ter a esponja que é, entre aspas, sustentável, porque ela é um material biodegradável, ela é feita...

de material que não é plástico, é material realmente vegetal. E ela custa um pacote, eu já vi pacotes de 10 esponjas custando 200 reais. Ou seja, são mais de 10 vezes o preço de uma esponja comum. Ela não é sustentável. Ela pode ser mais amigável.

mas ela não vai ser sustentável porque o seu bolso não vai aguentar. Vai gastar dentro do seu orçamento mensal e do orçamento da maior parte das famílias, você vai ter 200 reais para gastar com esponja? É difícil. Só se você estiver num nível muito alto dentro da economia, se você for rico realmente, você consegue... Ah, 200 reais para gastar com esponja é nada para mim. Agora, para a grande parte da população,

não é um custo aplicável. E aí entra o conceito mais amplo, porque acaba sendo um problema dizer que ele ainda não é sustentável, porque a empresa não conseguiu baixar os custos dela, ter um ganho de escala que faça com que o produto dela seja realmente sustentável. Ele é um produto que impacta menos no meio ambiente. Tem alguns...

tem muitas vantagens em relação ao outro, mas ele ainda não chega, ao meu ver, da minha provocação, não chega a ser sustentável porque ele não consegue com que eu, você, quem está nos escutando, compre ele sem ter que ter algum problema no seu fluxo financeiro. Então, o valor que ele é percebido para ele é muito menor do que o custo dele.

Com certeza, Gustavo. Eu acho que esse é o ponto, assim, as esponjas, né, acho que a gente pode olhar como um exemplo, não é porque você, foi isso que você falou, né, a gente está trazendo ali a discussão de sustentabilidade. Se a pessoa não consegue comprar, você restringe isso a um nicho?

Você não está atendendo toda a população e você não está colocando o produto de igualdade para todos. E a outra esponja, ela é menos sustentável. Talvez sim, ela tenha um impacto ambiental maior, porque talvez ela não consiga ser reciclável, etc. Mas é um produto e às vezes a empresa que produz ela tem várias ações.

que vão, talvez, mitigar alguns impactos ambientais. Então, eu acho que a gente tem que olhar, obviamente, o produto. Ele tem um impacto? Não tem. Mas, poxa, não consigo comprar um produto que é muito caro e vou buscar uma alternativa. E é isso que a gente vai falar hoje. Alternativas. E como que a gente investiga essas alternativas que se tornem viáveis.

para que esse produto seja sustentável de fato. E você pegou um exemplo da esponja, que eu acho muito legal, porque existe a bucha natural, aquela esponja que é natural, que você falou que às vezes você compra por R$ 200. Aqui em Ribeirão Preto eu vou no mercadão da cidade.

com o cara ali que compra e planta de uma comunidade local, eu vou pagar talvez mais barato do que a bucha sintética que eu compraria de uma grande empresa. Ah, mas não tem a marca. O produto é mais sustentável, eu estou ajudando uma comunidade local e pagando muito mais barato e eu sei onde eu vou achar esse produto. Ou seja, quando a gente fala desse greenwashing, muitas vezes, é essa questão de colocar uma marca por trás e as empresas quererem...

fazer todo um branding em cima disso. Mas tudo bem, se você quer incentivar aquela empresa, você gosta, mas se você acha essas alternativas? Um outro exemplo é o sabão, o sabão detergente líquido, que eu estava falando. Você tem um de R$10, mas tem uma empresa que faz R$1 por R$2, R$1,99.

Você já pensou em pegar talvez um sabão em pedra? Ou até talvez fazer o seu sabão com a gordura que sobrou do... Ah, mas eu não sei, mas não tem ninguém na tua cidade que sabe fazer esse processo e muito mais em conta e com muito mais sustentabilidade talvez do que comprar esse produto de uma grande indústria.

Então, essas substituições, essas escolhas, muitas vezes a gente não pensa, a gente vai se deixando levar pelo modus operandi do mercado, do capitalismo, das formas como a gente aprendeu de que o produto tem que estar no mercado, na prateleira do mercado X, se não está, eu não acho. Eu acho que é interessante a gente fazer esse tipo de discussão aqui, porque é sobre isso esse episódio. E só um adendo, bem no sentido do que você falou,

A gente tem que olhar o consumo de uma maneira global, entender, de tudo que a gente fala, sistêmico, holístico, a nossa maneira de consumir produtos tem que ser assim também. Então, entender de forma global como é que aquele produto foi produzido, quanto ele custa.

o que ele impacta, para daí a gente ter a decisão de consumo e em todos os nossos comportamentos. Então, você falou, por exemplo, do sabão em barra. A gente precisa entender a nossa situação de cada família, de cada pessoa, o que cabe melhor e vai fazer a gente ser mais sustentável ou não nesse aspecto.

Então, a gente tendo essa visão mais global, nossa, como consumidor, como o ato de consumir também, como a gente consome esses produtos, é importante. E aí agora a gente vai trazer aqui no...

uma tabela que vai ajudar quem estiver assistindo, principalmente, que vai visualizar, mas quem não estiver vai escutar os nossos comentários, em relação à comparação entre os hábitos convencionais, sustentáveis e os impactos financeiros que esses hábitos têm. Então, vamos adicionar ela ao palco aqui. Então, a gente tem...

alguns exemplos de categorias de consumo, como alimentação, energia, recursos e água. E aí quais seriam os hábitos convencionais, que a gente coloca como ineficientes, e o hábito sustentável.

que busca mais eficiência no consumo e qual seria esse impacto estimado dessa troca de hábito. Então, por exemplo, quando se fala de alimentação, comprar sem lista e desperdício de sobras. O hábito sustentável é um planejamento e uso integral, uso das cascas, dos talos. Então, entra no que eu falei, na visão mais holística do meu consumo. Então, já pensar aquele...

consumo, o que eu vou fazer de uso integral para ter um uso mais eficiente dos alimentos? E aí a gente vê que isso vai gerar uma economia de até entre 15% a 20% no mercado. Outro ponto, energia.

Lampadas comuns, aparelhos em stand-by. A gente fez um episódio sobre o stand-by, nesses episódios curtos, do Mito ou Verdades. E eu estava conversando com uma amiga minha que usou isso, só tirando o stand-by, a conta de luz dela reduziu em 50%. E o hábito sustentável e eficiente...

usar lâmpadas de LED e a gestão dos eletrônicos, que vai estar uma redução direta na conta mensal. É lógico, vai depender muito de como é o seu consumo. Ela...

provavelmente trabalha fora, deixa só a televisão lá no stand-by o dia inteiro, tirou a televisão, tirou os aparelhos do stand-by, reduziu em 50% a conta de luz dela. Outra categoria de recursos, por exemplo, uso constante de descartáveis, de químicos, tentar utilizar o máximo de reutilizáveis, a gente fez um episódio recentemente...

quanto que eles reduziram, quando você compra um copinho de plástico que você vai usar eternamente ele e levar para tudo quanto é lugar, contra você usar os copos plásticos descartáveis. Usar produtos caseiros, vinagre, outros produtos que tenham a mesma função que produtos químicos que você vai comprar no supermercado, em lojas, você pode ter uma economia de R$200 por mês.

E a água, a lavagem de calçados com mangueira, o reuso da água, a redução do volume do consumo.

significativa também. Com certeza, Gustavo. Esses dados, esses números do portal EcoScientes mostram que a sustentabilidade básica, ela pode colocar cerca de 200 reais de volta no seu bolso todo mês. E além disso, o consumo intencional que o relatório Edge Index aponta para 2026, ele vai economizar no desperdício para poder investir em

em durabilidade, ou seja, comprar produtos que vão durar mais, eles acabam também trazendo uma redução no custo. Muitas vezes, aquela famosa frase do barato sai caro, você compra, eu tenho um caso recente aqui, eu comprei uma bicicleta que ficou um pouco mais barata, e eu já tive que trocar várias partes dela.

e ela já quebrou várias vezes, ela não foi tão barato, são partes que se quebram que viram resíduo, então ela não é tão sustentável como se fosse uma bicicleta de uma qualidade melhor. E eu pesquisei e tinha até bastante coisa falando bem dessa bicicleta, a minha talvez não foi muito bem no setor de qualidade.

É, você pegou a que reprovaria ali no teste. É. Às vezes acontece, às vezes acontece. Você falou, Gustavo, justamente dessa escolha de produtos, compra. A gente tem uma força, inclusive aqui no Brasil, que é o mercado de segunda mão. Conta um pouquinho mais para a gente sobre esse tipo de negócio, esses brechós, plataformas, que saíram talvez de um...

de um local onde as pessoas iam com produtos que não valiam a pena ser adquiridos e já viraram negócios sérios, né? Exato. A gente tem vários exemplos de plataformas, de lojas, onde a gente faz a compra de produtos de segunda mão, tanto brechós quanto os brechós online. Eu lembro agora...

mudou um pouco, né? O mercado livre, por exemplo, no início, era pra isso, né? Você ia lá, ele, a OLX, enjoei, eram plataformas, mas o mercado livre era uma plataforma praticamente só. Você entrava lá, você fazia sua lojinha de produtos e vendia

produtos usados. Eu vendi muitas coisas e comprei muitas coisas usadas no início lá do Mercado Livre, 10, 15 anos atrás. Hoje ele virou um marketplace gigantesco com foco maior nas compras novas. Mas no primeiro momento era assim. A gente tem a OLX, que foca bastante em acessibilidade, a Enjoy, que tem lojas físicas, franquias, tenta dar maior confiança, mas a gente tem... Fim!

Inúmeros casos, a gente já trouxe aqui também, alguns anos atrás, a gente conversou com o pessoal que criou um portal relacionado a isso para vender imóveis, para vender...

eletrodomésticos usados, então são coisas que a gente precisa olhar também, porque são produtos que custam bastante caro, e que tem uma vida útil longa, eu lembro da geladeira na casa dos meus pais durar 30 anos até ser trocada, e sempre tá boa, e ir lá, tá, fazer uma manutenção ou outra, então...

São itens que você fala, poxa, para que eu vou trocar, comprar uma geladeira a cada dois, três anos? Não temos razão para isso. Não deveria ter uma obsolescência programada desse tipo de itens. Em celular, a gente deveria trocar com celular, carro, com tanta rapidez, porque são itens. Você produziu o celular, você produziu o carro, quanto tempo que vai demorar para aquele item?

se desintegrar ou ser reciclado, ele pode ser reciclado inteiro, ele tem, não pode. Então, aqui no Brasil a gente não faz, por exemplo, eu estava vendo um vídeo outro dia no YouTube de um italiano mostrando que o carro dele tinha quebrado, ele tinha um carro de 10, 12 anos de uso e o conserto custava três vezes o valor do carro.

Então ele ia pagar 70 euros para o governo para levar o carro para ser desmanchado pelo governo e reciclado, que é o que eles fazem lá. Então, dependendo da idade do carro, do custo, não vale mais a pena, porque diferentemente do Brasil, os carros mais antigos perdem valor, eles não têm...

tanto o valor aqui a gente ainda mantém o valor, e aí eles acabam sendo mais fáceis fazer a reciclagem do carro, a desmontagem, do que manter. Aqui no Brasil a gente tem também um lado bom, que a gente acaba usando bastante os veículos, mas ao mesmo tempo tem esse problema, porque são...

os veículos mais antigos poluem mais, são menos eficientes energeticamente do que os mais modernos. E a gente não tem, aqui no Brasil, nenhum programa estruturado para troca e para renovação de frota, como existem em outros países, como esse exemplo da Itália. É bem interessante você trazer isso daí, Gustavo, porque, de fato, a gente fala bastante aqui de... A gente está falando dessas questões de...

uso de produtos e opções alternativas, no caso, falando dessas plataformas de troca, de incentivos, de brechó. E a gente tem que lembrar que existem muitos produtos que a gente...

E existem iniciativas, né? Você citou algumas aí, o OLX, o Enjuei, a que você falou, que a gente já entrevistou, foi o pessoal da Já Vendeu, espero que estejam ativos ainda, faz tempo que eu não tenho notícias deles, mas eu olhei aqui o site e parece que estão ativos ainda, né? Enfim, que são alternativas muito viáveis, né? E a gente tem produtos antigos que ainda são excepcionais, que funcionam muito bem, que cumprem a função.

do que é necessário para os requisitos básicos que a gente precisa daquele produto. E aí eu queria lembrar que, além dessas plataformas online, também buscar na cidade de vocês, quem está nos escutando, que com certeza existem pequenos lojistas, pequenas locais, que vão fazer manutenção de eletrônicos, manutenção de móveis, que muitas vezes é mais sustentável você pegar e fazer um pequeno reparo.

do que ir lá e falar, ah, isso aqui não presta mais, vou jogar fora e comprar um novo. Obviamente, a gente não pode se eleviar aqui nessas comparações, igual você trouxe o exemplo do carro, né? Muitas vezes o carro, ele começa a ficar caro, a manutenção começa a ficar caro, ah, eu tenho que ficar sempre reutilizando. Não, a gente tem que achar sempre equilíbrio, poxa, não está compensando. Existem produtos que começam a ter um impacto ambiental maior, porque a tecnologia evolui.

Obviamente, a gente tem tecnologias muito melhores hoje que vão trazer benefícios ambientais comparados a produtos antigos com muito mais qualidade, consumo de menos energia, menos água talvez. Então assim, sempre pesquisar, poxa, eu tenho um produto aqui, eu estou precisando de um novo? É aquele consumo consciente.

Ah, isso daqui já está começando a me deixar na mão, a manutenção está ficando muito cara, não está valendo a pena. Onde que eu vou achar um produto melhor? Vamos olhar em plataformas igual essas que a gente citou, que talvez existem pessoas que vendam melhor, com um preço mais baixo e que atendam a minha necessidade e eu consigo economizar.

Ou, não, eu quero fazer um investimento maior, igual você trouxe, num produto que vai me trazer uma durabilidade muito maior, com a tecnologia melhor e está dentro do meu bolso também. Está tudo bem, eu acho que ser sustentável é você buscar esse equilíbrio do que te atende, em termos de todos os requisitos, tanto...

servir a sua necessidade quanto dentro do seu bolso e tentar entender o que aquilo tem de vieses de sustentabilidade ambiental, social por trás que vão...

cumprir o propósito desse produto e não ser consumista ao extremo de toda hora eu tenho que trocar, toda hora eu tenho que comprar, joga fora. Acho que é sempre ter esse pensamento que a gente sempre fala aqui, pensamento sistêmico, holístico, de entender que tudo está integrado e existem diversas opções. É só você...

querer ir atrás mesmo, que eu tenho certeza que você acha. E só um comentário, que essas plataformas de troca, essa forma de a gente integrar a sociedade, buscar pequenos negócios, ou usar quem está comercializando seus produtos, obviamente, cuidado com golpes também, pessoal, porque existem muitos golpes por aí, a gente tem que ficar atento com isso, mas tem um papel social enorme. Como destaca a Jamile Belaguarda da Grant Thornton,

A economia circular em comunidades de baixa renda transforma resíduos em renda local, gera benefícios sociais, ambientais, onde eles são mais necessários. Porque muitas vezes essas pessoas com invulnerabilidade, elas acabam tendo essa ação de reparo, de troca, muito maior do que muitas vezes pessoas de classe média alta. Eu até hoje não me esqueço de uma geladeira que eu tinha aqui na minha casa.

e eu conversei, era uma geladeira do meu pai e tal, estava parada já, e ele falou, ah Renan, daí não tem mais o que fazer, já levei para um cara, ele falou que não compensa o motor, vai ficar muito caro, vamos jogar fora.

E eu conversei com um cara que estava fazendo uma reforma aqui, na minha casa, muito gente boa, inclusive, o Tim. Um abraço para ele, se estiver nos ouvindo aí. Ele mexe também com sustentabilidade. Ele falou, Renato, isso daqui lá na comunidade vai fazer... O pessoal vai pirar. Eu falei, mas Tim, daqui o motor não pega, vai ficar mais caro. Ele falou, não, deixa comigo. O pessoal lá ajuda. Tem mecânico bom e o pessoal faz tudo.

no precinho, porque as pessoas precisam. Então, é uma comunidade, era um produto que, para mim, talvez não tinha mais serventia, mas tem muita gente que necessita e eles vão arrumar, eles vão dar um jeito de fazer aquilo funcionar e com certeza vai atender uma pessoa que está precisando daquele produto.

Então quando a gente for fazer também o descarte, pensar que existem locais e existem pessoas que fazem esses serviços. E a gente mesmo pode também pensar em remanufaturar. O Gustavo pode dar o exemplo do computador dele, da briga que ele teve para arrumar e deixar ele novo, mas ele foi lá e fez tudo, né Gustavo? Exato, exato. Eu não vou falar qual que é a empresa que começa com D e termina com L, mas...

custava quase que o computador inteiro, o conserto, né, porque os computadores sempre quebram depois que acaba a garantia, né, a garantia dura exatamente até o momento anterior ao computador quebrar, e aí eu peguei tutoriais na internet, fui...

aprendendo e troquei todas as peças que estavam quebradas e precisavam de troca, e por um décimo do valor que se eu tivesse mandado trocar, autorizada, e também por menos de um vigésimo do valor se eu fosse comprar um novo.

computador. Então, assim, acho que hoje em dia a gente tem acesso a tecnologias YouTube, enfim, que também nos ajudam, né? Tudo gratuito. Você olha, aprende a fazer um pequeno reparo, um pequeno conselho, seja uma coisa que às vezes pode te ajudar. Eu só queria dar um outro exemplo. Eu tinha um armário aqui em casa, né? Que eu tive que desmontar para mudar. E aí, na hora de montar de novo...

morando na praia, muito perto do mar, o que aconteceu? Algumas das madeiras não estavam mais boas, não deu para remontar o armário, e ele virou uma cômoda, que ficou até bem apresentável. O pessoal gostou bastante. Foi a minha arte como carpinteiro. Então eu tive lá aquele momento.

de olhar isso aqui, pode virar outra coisa e transformei o armário numa cômoda numa bancada e também mais um automóvel, ele virou dois móveis e lógico alguma parte eu tive que doar das madeiras que já não estavam boas, as portas essas coisas, mas o armário foi reutilizado e renovado, então mantendo esse sentido de também usar a criatividade para luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc luc

E acabou sendo uma coisa lúdica para mim. Então, a gente tem essa parte também de transformar o consumo em coisas lúdicas. Eu tive um exemplo parecido, um armário também que estava preso na parede e não estava com uma infiltração grande, mas como era a parede do banheiro, tinha muita umidade e foi degradando todo o armário. E aí eu precisei arrumar um pouco que estava tendo essa pequena infiltração.

Tive que tirar o armário e quando olhei atrás estava tudo degradado. E acho que muitas pessoas olhariam para esse imóvel e falaram que não presta mais, vamos jogar fora. Mas a gente olhou aqui e conversou, eu e minha esposa e tal.

móvel grande, né? Ele virou três pequenos móveis, a gente dividiu ele em três partes, né? Uma mesa, uma cabeceira e um outro armarinho, colocamos pés, né? Porque ele era na parede, não ia poder mais ficar, porque ia degradar o móvel de novo, por mais que a gente pensou do permeabilização e tal, a gente achou melhor não prender de novo. Colocamos uns pezinhos, deu uma ajustada, chamei um amigo meu aqui pra me dar uma força, ele mexe um pouco com essa parte de...

a gente foi ajustando o móvel, está super bom ali, usando, cumprindo o seu papel bonito, esteticamente. Então, assim, é só dar uma fuçada aí, que as ideias a gente tem muitas, né? E com certeza, vocês conseguem também pensar em alternativas ou exemplos práticos que vocês já tiveram aí na casa de vocês, né? Quem está aqui nos assistindo, nos escutando.

E Renato, quando a gente fala da parte do prato de comida, como é que a gente pode ser sustentável sem falir, sem cair naquele corredor mais caro lá do supermercado? Qual que é a dica?

que a gente vai dar para os nossos ouvintes e para quem está nos assistindo no YouTube. Ótimo, Gustavo. Eu tinha pensado, inclusive, quando você falou ali da tabela, das compras sem lista, depois do planejamento integral, uso de cascas e talos, já comentar, mas a gente ia comentar agora no final para fechar com tudo essa conversa, que eu acho que na alimentação é um ponto fundamental que a gente consegue ter ganhos.

com atitudes muito pequenas, né? E o IDEC dá uma dica de ouro pra gente. Existem uns produtos orgânicos que muitas vezes a gente vai no mercado, naquele mercado chique, e dá uma fortuna, e fala, poxa, eu quero ser sustentável, que caro.

Mas a gente pode comprar produtos em feiras livres, né? Esses produtos orgânicos comprados em feiras, eles chegam a ser 50% mais baratos do que nos supermercados. Então você consegue ter acesso a produtos de alta qualidade.

orgânicos, muitas vezes vindo de agricultura familiar, locais perto do seu ponto de moradia, com preço muito mais em conta, né, Gustavo? Exato, exato. Aqui mesmo em Santos faz uma diferença gigantesca quando você compra o produto na feira livre ou num artifruti mais chique. Eu sinto bastante no bolso essa diferença.

E os estudos da PESAGRO, eles reforçam que apoiar circuitos curtos de feiras locais é a forma mais barata de garantir essa segurança alimentar. Então, quanto menor for o circuito, mais curto vai ser o transporte, menos custo com transporte e menos custos extras vai ter para aquele produto chegar na sua mesa e com isso ele vai ser mais barato.

E lembrando o que você comentou, Gustavo, o planejamento é essencial. Moro sozinho, não preciso comprar aquele tanto de comida que vai perder e vai ser jogado fora. Compra o que você sabe que vai ser consumido, tenta fazer essa gestão no seu dia a dia, comer o que você comprou de fato de produtos mais frescos.

antes que eles percam. E o reaproveitamento integral, igual você falou, de cascas, talos. Vamos aprender a cozinhar, que é uma delícia. Receita é o que não falta na internet. Pô, está perdendo um alimento aqui.

Google, o que fazer com o Alimento X? Tenho certeza que vai vir uma receita deliciosa que vocês vão se deliciar e reaproveitar o alimento e com certeza economizar na produção. Eu acompanho uma moça no Instagram, eu acho muito legal. E ela mostra o que ela fez versus o que ela comprou. Então ela sempre coloca ali o que eu pedi.

E ela coloca lá o preço que ela pagou, a forma com que veio, e ela mostra o que ela fez. Geralmente, as economias são gigantescas, e alimentos que, para mim, pelo menos quando ela mostra, parecem estar muito mais gostosos do que os que são adquiridos. Então, faça você mesmo, é sempre muito bom, estimula a nossa cabeça, estimula o nosso dia a dia, traz um propósito, muitas vezes, para a gente...

buscar outras atividades, né? Então, acho que isso é muito bacana. E só para fechar esse bloco, né? Vale alertar aí que a partir de 2026, né? Falando de grandes empresas, né? As normas IFRS e S1 e S2, elas são obrigatórias para as grandes empresas, né?

no Brasil, exigindo essa transparência ambiental. E isso vai ajudar, em toda essa conversa que a gente trouxe, a combater os greenwashings, democratizar os preços para a maior eficiência da indústria e ajudar os consumidores, a gente, a fazer esses escolhos mais sustentáveis. Vou colocar que o Brasil é um dos pioneiros nessa iniciativa, um dos três, quatro países que estão adotando o EFRSS1 e S2.

de forma pioneira, então as empresas, principalmente as com ação que entram na CVM, na Comissão de Valores Imobiliários, elas são obrigadas, a partir desse ano, a ter essas normas de transparência dentro das suas declarações, tanto relacionadas à sustentabilidade como contábeis. Então, isso garante muito mais.

que o nosso mercado seja mais sustentável no futuro. E só um comentário, Gustavo, para quem não sabe o que são essas normas, fique ligado aqui no Beabá, vamos obviamente fazer um episódio explicando o que é o IFRS S1, S2, essas normas, para deixar claro para todo mundo o impacto que isso vai trazer aqui para o nosso país.

Mas eu acho que o mais importante de toda essa conversa é que existem diversas alternativas para a gente ser sustentável, gastando pouco. As soluções estão aí. A gente tem que tentar fugir um pouco, às vezes, do que as grandes indústrias, a grande mídia, o marketing, está colocando, porque muitas vezes existem alternativas...

perto da sua casa, com um custo muito mais baixo, com um impacto muito maior ambientalmente, socialmente, economicamente. E é só a gente...

mudar um pouco a nossa forma de olhar e nos relacionar com esses produtos que a gente tanto precisa para o nosso dia a dia. Tenho certeza que a gente vai encontrar soluções fantásticas. Então, a gente encerra esse episódio por aqui com uma certeza. Ser sustentável é, acima de tudo, uma questão de inteligência financeira e olhar e buscar essas alternativas. Isso, desperdiçar que é caro, ser eficiente.

no consumo, é um que a gente busca para ser sustentável. Isso, 88% da população já adota práticas sustentáveis básicas, segundo a CNI, muitas vezes por instinto de economia. Então é só transformar esses instintos em estratégia. Exato, sustentabilidade não é sobre o que você compra, é sobre como você escolhe viver. Obrigado a todos aqui pela audiência.

E eu deixo o meu até o próximo episódio. Obrigado, pessoal. Obrigado a todos. Obrigado, Gustavo. Até o próximo episódio. Planejem, economizem e vivam de forma consciente, porque aqui o conhecimento é sustentável. Até mais.

Episódio 223: Da para ser sustentável sem gastar muito? | Castnews Index — Castnews Index