Neemias 8.1-6 - O Povo que Redescobriu a Centralidade da Palavra
Exposição de Neemias 8.1-6, sobre como o povo de Israel redescobriu o quanto a palavra de Deus era central para a sua reconstrução enquanto nação e povo da aliança.
Anaías
Esdras
Ilquias
Maaséias
Matitias
Misael
Moisés
Pedaías
Sema
Urias
- Redescobrindo a PalavraA centralidade da Palavra de Deus na reconstrução de uma nação · A fome espiritual e a iniciativa do povo em buscar a lei · A atenção e a duração da leitura da lei · A reverência e submissão diante da Palavra de Deus · A resposta correta à Palavra: adoração e submissão · Cristo como a Palavra encarnada
- A relação com a Palavra e com DeusA Palavra como reflexo da relação com Deus · A Palavra como reflexo do valor dado a Cristo · A negligência da Palavra como negligência a Cristo · A falta de apetite espiritual e a transformação interna
- A importância da congregação e da exposição bíblicaA negligência da reunião de doutrina · A fé cristã vivida em comunidade · O enfraquecimento da comunhão e do crescimento da igreja · A necessidade de recuperar o hábito de ouvir juntos · A necessidade da verdade de Deus proclamada com poder
- Advertências contra a negligência espiritualO risco de se acostumar com o acesso à Bíblia · A familiaridade que gera indiferença · O perigo da negligência contínua que endurece o coração · A perda de oportunidades de graça · A negligência como caminho para a frieza e apostasia
Abram suas Bíblias no livro de Neemias. Neemias, capítulo 8.
Neemias capítulo 8, eu vou fazer a leitura do verso 1º até o verso 6 mais uma vez, Neemias capítulo 8 do verso 1º até o verso 6 e não se esqueça de fazer a leitura do verso 1º até o verso 6
Diz assim a palavra do Senhor. Em chegando o sétimo mês e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem na praça diante da porta das águas e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés que o Senhor tinha prescrito a Israel.
Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e de todos os que eram capazes de entender o que ouviam. Era o primeiro dia do sétimo mês. E leu no livro, diante da praça, que está à fronteira a porta das águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres e os que podiam entender.
e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao livro da lei. Esdras, o escriba, estava num púlpito de madeira que fizeram para aquele fim. Estavam em pé junto a ele, à sua direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Iuquias e Maaséias, e à sua esquerda, Pedaías, Misael, Malquias, Assum, Asbadana, Zacarias e Mesulão.
Esdras abriu o livro à vista de todo o povo, porque estava acima dele. Abrindo-o, ele, todo o povo se pôs em pé. Esdras bendice ao Senhor, o grande Deus, e todo o povo respondeu, Amém, Amém, e levantando as mãos, inclinaram-se e adoraram o Senhor com o rosto em terra. Amém. Nosso Deus e Pai, nós te louvamos pela Tua Palavra.
e suplicamos que agora o Senhor nos dê ouvidos que ouçam, que o Senhor nos dê olhos que vejam, orações que entendam, que o Senhor nos quebrante, que o Senhor, ó Deus, nos converta através do Teu Espírito, agindo na Tua Palavra.
Olha, por teu povo reunido aqui nesta manhã, é o que eu te peço, e faço isto no nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. Amém. Irmãos, permitam-me começar deixando algo muito claro a respeito do que a respeito do que o Senhor Jesus Cristo.
me move nesta manhã. O que me move nesta manhã não é frustração, é amor. Amor por esta igreja, amor por cada um de vocês, e zelo sincero pela nossa vida espiritual como povo de Deus. O Senhor tem sido bondoso conosco.
O Senhor tem nos abençoado, Ele tem nos dado a sua palavra com abundância. O Senhor tem nos reunido como corpo e isso de fato é motivo de nossa parte de profunda gratidão. Mas exatamente por amar esta igreja, eu não posso deixar de nos conduzir nesta manhã a uma reflexão necessária.
Na semana que passou, pela primeira vez, nós tivemos que cancelar a nossa reunião de doutrina, por falta de presença, pela frequência que não houve. E eu trago isto, irmãos, não como uma acusação, não como um desabafo, mas como um convite.
Um convite porque nós precisamos considerar o que isso revela sobre nós. E permitam-me dizer que antes de qualquer coisa eu também me coloco debaixo dessa palavra. Isso porque em Atos dos Apóstolos, no capítulo 29, verso 28, nós somos lembrados de que os pastores, os presbíteros da igreja, devem cuidar do rebanho com diligência.
E esse momento, irmãos, é também um exame para mim. Será que eu tenho conduzido o povo como devo? Será que eu tenho, de fato, alimentado o rebanho com fidelidade? Eu tenho sido zeloso como convém? Então, esta palavra, nesta manhã, não é uma palavra para vocês.
É uma palavra para nós. E ao mesmo tempo, nós precisamos ir além de olhar apenas para o nosso comportamento, apenas para aquilo que é externo. A questão não é simplesmente presença, a questão não é simplesmente a ausência em uma reunião específica.
há uma questão mais profunda, e essa questão, irmãos, é o que está acontecendo no nosso coração em relação à palavra de Deus? O que tem ocupado as nossas prioridades? O que tem moldado os nossos desejos?
O que nos leva a olharmos para as nossas reuniões de meio de semana e não as considerarmos como dignas da nossa presença ou como benéficas para a nossa alma? Porque no fim, irmãos, a nossa relação com a palavra revela a nossa relação com o próprio Deus. E mais do que isso, a nossa relação com a palavra revela o quanto valorizamos o Senhor Jesus Cristo?
que é a palavra encarnada, que é aquele que se revelou a nós, e que é digno de um povo que o ouve com atenção, que quer ouvi-lo, que anseia por ouvi-lo, e que faz isso com alegria e com reverência, então hoje, abrindo a escritura, não vamos adotar, irmãos, um espírito defensivo, um espírito defensivo,
não vamos também ficar fazendo comparações, nem vamos nos justificar rapidamente. Vamos ler a Escritura com humildade. Vamos ler a Escritura pedindo que o Senhor sonde o nosso coração e nos mostre onde nós precisamos ser renovados. E por isso, eu convido vocês a olharem para o texto que lemos, Aranemias capítulo 8, e lerem.
E observarem o que ela nos diz no verso 1º de Neemias 8. Vejam quando o texto diz o seguinte. Em chegando o sétimo mês e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem na praça diante da porta das águas. E disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés que o Senhor tinha prescrito a Israel.
Nesse versículo, irmãos, nós encontramos um povo reunido. Mas esse povo não está reunido para fazer qualquer coisa, esse povo está reunido com um propósito específico. Vejam que o texto começa dizendo que todo o povo se ajuntou como um só homem na praça diante da porta das águas. Não era uma ocasião...
casual, não era uma reunião casual, era um ajuntamento marcado e caracterizado por unidade, era um ajuntamento marcado aqui por intencionalidade e por fome, aqui você tem um povo com fome espiritual, e a gente precisa perceber aqui no verso primeiro irmãos, que o povo não se reúne para resolver problemas políticos, E aí
O povo não está reunido aqui para reunir questões, para resolver questões administrativas ou militares. O povo se reúne aqui porque quer ouvir a lei do Senhor. Esse povo deseja ouvir a lei do Senhor. Os muros de Jerusalém haviam sido reconstruídos.
e depois da reconstrução dos muros, o povo entende que há uma segunda reconstrução, há uma segunda renovação, uma segunda restauração, que não é estrutural, mas é espiritual, e outro detalhe que você deve perceber no verso primeiro, não foi Esdras, não foram os demais escribas que marcaram essa reunião,
foi o povo que teve a iniciativa, foi o povo que disse a Esdras que trouxesse o livro, você vê no povo desejo pela palavra, não é uma reunião marcada pela liderança, não é uma reunião empurrada pela liderança, é uma reunião desejada pela congregação.
Irmãos, nós precisamos nos perguntar, o que nos move? O que nos move a nos reunir? É costume? É conveniência? Ou será que é fome pela palavra de Deus? Será que tem havido fome pela palavra de Deus?
porque meus irmãos, quando a palavra deixa de ser o centro, qualquer outra coisa toma o lugar da palavra, a ausência nos nossos ajuntamentos não é apenas uma falha de agenda, é um sintoma espiritual, um povo saudável não precisa ser constantemente convencido a ouvir a Deus, eu vou dizer de novo,
Uma igreja saudável, um povo saudável, não tem de ser lembrado a todo instante, não tem de ser convencido a todo instante de que precisa ouvir a Deus. Um povo saudável deseja isso. Quer isso. Nós temos, querido, olhem para os versos 2 e 3. A palavra de Deus continua.
Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e de todos os que eram capazes de entender o que ouviam. Era o primeiro dia do sétimo mês. E leu no livro, diante da praça que está fronteira à porta das águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres e os que podiam entender, e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao livro da lei.
Nesses dois versos nós podemos ver a centralidade da palavra proclamada. Irmãos, Esdras traz o livro da lei perante homens, mulheres, perante todos os que podiam entender. E esses dois versículos destacam algo muito interessante. Esdras leu a palavra de Deus desde a alva, desde o nascer do sol até o meio-dia. Isso indica duração...
mas isso também nos fala da atenção que o povo deu, da prioridade que o povo deu à palavra de Deus, não havia pressa, não houve pressa, a palavra ocupou o centro do tempo, do ajuntamento, e o texto também vai dizer, observem, que os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei,
O problema nunca foi a extensão da exposição. A questão era a disposição do coração, porque quando há fome, há atenção. Nós vivemos tempos, irmãos, em que a palavra, ela tem precisado disputar espaço com outras coisas. E nós vemos aqui que quando Deus opera no coração, a palavra não é um peso.
É um deleite. Nós precisamos, irmãos, confrontar com amor a nossa cultura de superficialidade espiritual, a nossa negligência para com a exposição bíblica. Novamente, isso não é problema de agenda, é problema de apetite. Apetite espiritual revela o estado da alma.
E vejam que o texto também faz questão de dizer que estavam presentes todos os que podiam entender. Isso vai nos lembrar que ouvir a palavra de Deus exige disposição mental e espiritual. Nunca é um ato passivo, mas é um engajamento consciente. Em nossos dias é possível estar presente fisicamente. Mas muita gente que está fisicamente presente permanece distante.
sem atenção, fisicamente presente, mas distraído, fisicamente presente, mas dividido com outras coisas, aqui o povo está inteiro, aqui o povo tem a sua mente, o seu coração, totalmente voltados para Deus.
O fato de a leitura aqui ser pública reforça que a fé cristã não é vivida de forma isolada. Deus fala ao seu povo reunido. A negligência desse momento, irmãos, congregacional, coletivo, essa negligência enfraquece não só o indivíduo, não só você individualmente, mas a negligência para com os nossos ajuntamentos enfraquece a comunhão, enfraquece o crescimento da igreja como corpo.
nós temos de recuperar o hábito de ouvir, mas não apenas esse hábito, nós temos de recuperar o compromisso de ouvir juntos, como o povo da aliança, o povo todo reunido debaixo da autoridade da palavra de Deus, versículos 4 e 5, a palavra de Deus continua,
Esdras, o escriba, estava num púlpito de madeira que fizeram para aquele fim. Estavam em pé junto a ele, à sua direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Ilquias e Maaséas.
E à sua esquerda, Pedaías, Misael, Malquias, Azum, Rasbadanas, Acarias e Mesulão. Esdras abriu o livro à vista de todo o povo, porque estava acima dele. Abrindo-o, ele, todo o povo se pôs em pé. Observem, irmãos. Vejam a reverência do povo diante da palavra de Deus.
Esdras se coloca em um púlpito de madeira, feito para aquele fim. Isso mostra preparo, isso mostra intencionalidade e honra ao momento. Quando Esdras abre o livro, todo o povo se levanta. Há uma consciência clara. O povo se levanta porque o povo entende que não é um homem falando.
O povo se levanta porque o povo entende que é Deus falando por meio da sua palavra. A reverência do povo não é teatral. A reverência do povo aqui é fruto de entendimento. O povo se coloca de pé porque o povo reconhece a autoridade da palavra. O povo não está avaliando a palavra, mas está sendo avaliado por ela.
Meus irmãos, nós perdemos muita coisa quando nós tratamos a palavra de Deus com casualidade. A maneira como nós ouvimos revela o que nós cremos sobre quem fala. A maneira como eu ouço revela o que eu creio sobre quem fala. Se Deus está falando, então ouvir a palavra dEle não pode ser algo periférico para mim.
Se Deus está falando, ouvir a palavra dEle tem de ser a minha maior prioridade. Nós precisamos recuperar o senso de que quando a Escritura é lida e exposta fielmente, o próprio Deus está tratando conosco. E vejam, irmãos, que essa reverência é a minha maior prioridade.
A reverência do povo não começa apenas no momento da leitura. A reverência já está presente desde a preparação para a reunião. O púlpito aqui no texto não é um detalhe irrelevante. O púlpito aqui simboliza a centralidade da palavra na vida do povo da aliança. Isso precisa fazer com que nós consideremos como nós temos nos preparado para ouvir.
Você chegou aqui hoje com o coração pronto? Nós chegamos aqui com o coração pronto? Nós oramos pedindo por entendimento? Organizamos a nossa vida para estar atentos?
o ato de se levantar, expressa prontidão e submissão, o povo se levanta, porque é como se o povo dissesse com o corpo, aquilo que precisa ser verdade no coração, o povo se levanta como que dizendo, fala Senhor, nós estamos prontos para ouvir, irmãos, nos nossos dias, nós corremos o risco de nos acostumar tanto com o acesso à Bíblia, que nós perdemos qualquer senso de privilégio, que nós perdemos.
Essa semana, de maneira fortuita, aparentemente fortuita, chegou até mim um vídeo antigo, de cristãos chineses, recebendo cada um um exemplar da Bíblia pela primeira vez. Eles tomam a Bíblia em suas mãos, eles choram, eles abraçam a Bíblia, eles agradecem a Deus. Eles se reúnem escondidos.
e são zelosos nisso, nós temos tanto acesso e parece que começamos a tratar isso com familiaridade demasiada, a familiaridade irmãos, quando mal conduzida gera indiferença, então nós precisamos cultivar uma reverência consciente,
uma reverência que reconhece que toda vez, toda vez, que a palavra de Deus é aberta, o céu se inclina para falar conosco, versículo 6, Esdras bendice ao Senhor, o grande Deus, e todo o povo respondeu, amém, amém,
e levantando as mãos, inclinaram-se e adoraram o Senhor com o rosto em terra. Aqui nós podemos ver qual é a resposta correta. Qual é a resposta que nós temos de dar à palavra de Deus? A resposta correta, irmãos, é uma só. Adoração e submissão.
Vejam que Esdras bendiz o Senhor, o grande Deus, e todo o povo responde amém, amém. O povo levanta as mãos e depois o povo se inclina e adora com o rosto em terra. Vejam, a palavra termina não apenas em informação, a palavra termina em adoração. Isso lembra uma afirmação de Calvino quando ele vai dizer que o conhecimento de Deus não se prende em fria especulação, mas o conhecimento de Deus traz consigo o culto.
o povo não entende apenas a mensagem, o povo responde a mensagem da maneira correta, vejam a progressão, o povo ouve, o povo reconhece e o povo adora, a palavra conduz o povo à presença de Deus, irmãos, uma das evidências que nós estamos de fato ouvindo, uma das evidências que nós estamos ouvindo corretamente é que nós somos levados à adoração e à submissão,
Quando a palavra de Deus produz resposta, ela foi verdadeiramente ouvida. Quando ela não produz resposta, você apenas a ouviu, você não a recebeu em seu coração. A negligência contínua endurece o coração. A negligência contínua endurece o coração.
Por outro lado, a exposição fiel, quando é recebida com fé, transforma a vida. E vejam, irmãos, que a resposta do povo é coletiva e visível. O povo todo diz amém, amém. O povo junto. Junto o povo levanta as mãos. Junto o povo se inclina. Isso mostra que a palavra não apenas alcança pessoas isoladas. A palavra forma um povo que responde em unidade.
A adoração aqui não é um momento desconectado da palavra, mas é fruto direto da palavra, porque onde a escritura é verdadeiramente recebida, a adoração vai florescer. Esse amém do povo, irmãos, é mais do que uma expressão litúrgica. Esse amém do povo é um compromisso. O povo diz amém como que dizendo assim é e assim seja em nós.
Em nossos dias, nós podemos nos acostumar a ouvir sem responder, nós podemos nos acostumar a concordar, mas sem obedecer, nós podemos nos acostumar a nos emocionar sem sermos transformados, mas isso está errado. Porque a palavra de Deus exige mais.
A palavra de Deus exige bem mais, a palavra de Deus nos chama à rendição, a palavra de Deus nos convoca à reorganização da nossa vida. Então nós precisamos nos perguntar, não apenas a palavra de Deus tem sido exposta diante de nós, mas nós, a cada exposição da palavra, também somos expostos a ela.
a nossa exposição à palavra tem produzido esse tipo de resposta? Temos nos dobrado diante do Senhor, não apenas externamente, mas em decisões concretas? Temos nos dobrado diante do Senhor em prioridades ajustadas, em vida transformada, em compromisso renovado? Irmãos, ouvir verdadeiramente é obedecer.
E um povo que ouve e obedece é um povo que verdadeiramente glorifica a Deus. Eu quero encerrar, irmãos, dizendo a vocês que o nosso texto de Neemias 8 aponta para além de si. Esdras é um escriba que traz a lei ao povo, mas Esdras é apenas uma sombra daquele que viria.
Nós vemos, por exemplo, no Evangelho de Lucas, no capítulo 4, do verso 16 ao verso 21, nós vemos Jesus lendo a Escritura e declarando que a Escritura era ali cumprida. Cristo é a palavra encarnada. Cristo é o verdadeiro revelador de Deus. Se aqui em Nemias o povo se reúne para ouvir a lei, em Cristo nós temos a palavra viva habitando entre nós.
Então nós devemos saber que negligenciar a palavra hoje, hoje, negligenciar a palavra em última instância é negligenciar o próprio Cristo que se revela por meio dela. Irmãos, Cristo é aquele que não apenas nos chama a ouvir, Cristo é aquele que também nos dá um novo coração para desejar ouvir.
a falta de apetite espiritual não se resolve apenas com disciplina externa. A falta de desejo por ouvir a palavra de Deus se resolve com transformação interna e isso é obra da graça de Jesus Cristo. Esse texto, meus irmãos, ele deixa para nós uma pergunta extremamente importante.
Nós somos um povo como esse aqui de Nemias 8? Nós somos um povo que se reúne com fome, que ouve com atenção e que responde com reverência e adoração? Irmãos, quando reuniões são esvaziadas, quando a palavra é deixada em segundo plano,
Nós não estamos lidando apenas com uma questão, com um problema organizacional. Quando reuniões são esvaziadas e a palavra de Deus é deixada de lado, nós estamos lidando com um sinal de alerta. Um sinal de alerta espiritual. Deus ainda fala. Deus fala. A questão é,
Nós queremos ouvir? Há igrejas no mundo que dariam tudo para ter livre acesso à palavra. Nós temos esse livre acesso. Nós temos a palavra de Deus em abundância. Mas será que valorizamos isso? A palavra de Deus nos chama hoje, irmãos, não a uma culpa estéreo.
A palavra de Deus nos chama hoje a um arrependimento sincero. A palavra de Deus nos chama hoje a reorganizarmos as nossas prioridades, a buscarmos novamente a Deus com seriedade, a tratarmos a palavra novamente como aquilo que ela é. Ela é vida para a nossa alma. John Owen disse, se não nos deleitamos na palavra de Deus, não nos deleitamos em Deus. Essa afirmação é simples, mas é...
é penetrante. Ela nos obriga, irmãos, a encarar que a negligência em relação à palavra não é algo periférico, mas é espiritual em sua raiz. Se não nos deleitamos na palavra de Deus, nós não nos deleitamos em Deus. O pastor Joel Bick também vai dizer que Deus nos fala por meio das Escrituras e ouvir negligentemente é tratar a voz de Deus como coisa comum.
isso deve nos alarmar, mas consideremos ainda irmãos, que cada oportunidade de ouvir a palavra de Deus, é um meio de graça que não volta, cada oportunidade de ouvir que nós desperdiçamos, é um meio de graça que não volta, cada reunião negligenciada, é uma ocasião perdida de crescimento,
cada reunião negligenciada é uma ocasião perdida de consolo, de correção e de fortalecimento da fé, veja só, tente pensar, quantas vezes você já orou pedindo a Deus direção? Quantas vezes você já orou pedindo a Deus ânimo, renovação? E o Senhor respondeu exatamente por meio da exposição da Escritura? E ainda assim, E aí
Muitas vezes nós tratamos isso como algo sem importância. Richard Baxter advertiu dizendo, Tomem cuidado para não negligenciar as verdades que vocês professam, porque aquilo que não é praticado, pouco a pouco é perdido. A negligência de hoje vai se tornar a frieza de amanhã, que pode se tornar a apostasia de depois de amanhã.
Lloyd-Jones também disse que a maior necessidade da igreja não é entretenimento, mas a verdade de Deus proclamada com poder. Se isso é verdade, e é verdade, então nós não podemos tratar como leve, como sem importância, aquilo que Deus trata como central. Portanto, irmãos, não endureçamos o coração. Ainda é tempo de retorno. Ainda é tempo de ajuste.
ainda é tempo de dizermos ao Senhor, Senhor restaure em nós a fome pela tua palavra, que ele nos conceda a graça, não apenas para ouvir, mas para amar, buscar e perseverar na palavra como um povo que reconhece, um povo que reconhece que tem diante de si o próprio Deus falando, que o Senhor pois nos abençoe, vamos nos colocar de pé.