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Jornal 5 Maio 2026

06 de maio de 20268min
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Jornal 5 Maio 2026 by Rádio Altitude
Participantes neste episódio4
A

Ana Paula Duarte

ConvidadoReitora da Universidade da Beira Interior
A

António Edmundo

ConvidadoVice-presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional
D

Daniela Capelo

ConvidadoPresidente da Câmara de Pinhel
F

Fernando Alexandre

ConvidadoMinistro da Educação, Ciência e Inovação
Assuntos4
  • Subfinanciamento da UBIReconhecimento da injustiça · Aplicação da lei de financiamento · Correção do subfinanciamento · Contratos de programa · Fernando Alexandre · Universidade da Beira Interior
  • Prioridades da UBIConstrução de nova residência universitária · Criação de edifício para as artes · Novo edifício para o UBI Medical · Ana Paula Duarte · Universidade da Beira Interior
  • Projeto Miradores do CôaCriação de três novos miradouros · Valorização do património natural · Daniela Capelo · Câmara de Pinhel · Rio Côa
  • Nomeação Vice-Presidente IFPAntónio Edmundo · Instituto de Emprego e Formação Profissional · Domingos Lopes · Nuno Vaz Antunes · Filipe de Jesus
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O Ministro da Educação, Ciência e Inovação reconhece que a situação de subfinanciamento que afeta a Universidade da Bérea Interior e outras instituições de ensino superior é uma injustiça que precisa de ser corrigida. A ideia foi deixada por Fernando Alexandre na passada quinta-feira na sessão soler comemorativa do 40º aniversário da UBI. Nós tivemos, desde 2007, um conjunto de instituições em Portugal que foram financiados de uma forma iníqua.

Ou seja, a lei de financiamento do ensino superior, uma lei de 2003, não foi aplicada durante anos e anos. E as instituições que cresceram, cresceram com os seus próprios recursos. E esse subfinanciamento está a ser corrigido, mas eu admito que nós estamos a cumprir a portaria, que é suposto terminar em 2027 garantindo a convergência, mas a fórmula não está muito bem. Nós andámos uns meses a tentar entender a fórmula e depois percebemos que ela não estava muito bem.

Se olharem para os valores que nós transferimos para as instituições de ensino superior, as que estão subfinanciadas, como a UBI, têm sempre um aumento maior nas transferências do que as outras, mas como todas têm um aumento, como o bolo não aumenta assim tanto, a verdade é que essa convergência tem sido muito lenta e por isso continua a haver de facto uma injustiça. E esse tipo de injustiças tem que ser corrigido. E o Governo está disponível para ajudar a ultrapassar esses constrangimentos financeiros.

Estamos disponíveis para estabelecer contratos de programa com cada uma das instituições que nos proponha um programa. Ou seja, não é o Governo que vai dizer ao BI para ter uma determinada estratégia e ter um conjunto de projetos.

É o BIC que tem que nos dizer. E em que depois nós teremos contribuições da própria instituição, se os projetos são importantes, eles têm que ter um retorno e terão receitas próprias, certamente, dos parceiros, das autarquias, da CCDR, das empresas e, obviamente, do governo. E é este trabalho...

que tem que ser feito. E o que nós estamos a preparar, e aliás, como devem ter já tido a oportunidade de verificar, e que está no PTRR, estão previstos 150 milhões de euros, basicamente para contratos de programa com as instituições de ensino superior do interior. A questão do subfinanciamento da instituição também não foi esquecida pela reitora da Universidade do Abra Interior, Ana Paula Duarte.

A dimensão atual da UBI exige investimento e exige reconhecimento. Estou certa de que este esforço e este reconhecimento serão bem acolhidos pelo Sr. Ministro da Educação, da Ciência e da Inovação. O subfinanciamento crónico sentido ao longo da última década tem de dar lugar a um investimento central e que permita a modernização da UBI e projetar a instituição como líder do desenvolvimento regional.

Ainda na sessão solen dos 40 anos da UBI, Ana Paula Duarte apontou três grandes prioridades para dar resposta a uma estratégia de crescimento sustentável da instituição. A construção de uma nova residência universitária é uma prioridade. O crescimento da UBI e a sua dispersão geográfica em torno da cidade da Covilhã colocam-nos o desafio de assegurar uma oferta de alojamento junto a esta Faculdade, a Faculdade de Ciências da Saúde, precisamente uma área onde ainda não se verifica esta valência.

Reconhecemos o esforço já realizado pela tutela nesta área, mas estamos certos da importância da resposta a esta necessidade crescente. O crescimento do número de estudantes e de várias áreas científicas exige novos espaços e novos equipamentos. Neste contexto, é particularmente relevante a criação de um edifício para as artes, bem como para outras áreas da Universidade que tiveram um crescimento muito grande. O novo edifício para o Ubi Medical é outra prioridade.

O seu crescimento em atividades de investigação, desenvolvimento e inovação, na incubação de empresas e na ligação ao setor empresarial, exige uma nova fase de desenvolvimento. Isto passa pela criação de um novo edifício, que responda à dimensão atual do projeto e à sua relevância estratégica para a transformação de conhecimento. Este projeto está em construção para ser submetido a um aviso que se encontra aberto na CCDRC.

A reitora da UBI deixou também o apelo a todos os que têm responsabilidades na região, considerando que não está a ser aproveitado todo o potencial naquilo que deveria ser uma região universitária.

pode ser a região se trabalharmos em conjunto. 40 anos envolvidos, ainda não estamos a aproveitar todo o potencial de uma verdadeira região universitária, mas é esse caminho que queremos continuar a construir e a consolidar, em articulação com os municípios da Beira Interior e as comunidades intermunicipais, designadamente acima de Beiras e Serra da Estrela e acima da Beira Baixa, alicerçando uma estratégia conjunta de desenvolvimento territorial, coesão social e valorização do conhecimento ao serviço da região e do país.

É este o apelo e este o desafio que deixo a todas as forças vivas da região. A Universidade da Bérea Interior comemorou na passada quinta-feira 40 anos de existência. A Câmara de Pinhello vai receber o apoio de 398 mil euros para desenvolver o projeto dos Miradores do COA no âmbito de uma candidatura aprovada na linha Crescer Turismo do Turismo de Portugal.

Trata-se de criar três novos miradouros estrategicamente localizados ao longo da grande rota do Val do Coa, como adianta a Presidente da Câmara de Pinhello, Daniela Capello. São 398 mil euros de apoio para um projeto que ronda os 450 mil euros de investimento para a concretização de três miradouros, um migrador no Bogalhau Velho.

Um mirador em Val de Madeira e um mirador na Quinta Nova, que nos permitem dar sequência e concretizar a rede de miradoros que se iniciou com o mirador da FAIA, na fregueria do Val do Coa, e que tem tido uma aceitação muito, muito significativa por parte dos turistas e também dos próprios pinhuelenses.

que entendem que valorizar o seu património natural é quando ele é desta forma rico e significativo, que faz apenas justiça àquilo que recebemos da natureza e, portanto, nós também permitimos criar condições de ditação, condições de segurança aos utilizadores e é isso que agora vamos conseguir fazer com a construção de mais três miradores ao longo do rio Coa.

O mirador da faia, na freguesia do Val do Cua, foi o primeiro a ser construído. Segue-se o mirador previsto para o bugalhal velho, cuja adjudicação tinha sido suspensa até haver garantia de financiamento, lembra Daniel Capelo. Vamos começar eventualmente com o bugalhal velho.

Nós já temos uma proposta, já fizemos um concurso público, estamos na fase da adjudicação, porque nós suspendemos a adjudicação até a obtenção do financiamento. Agora que está concretizado o financiamento, vamos adjudicar a proposta e vamos tratar de iniciar a empreitada. Sinceramente não consigo concretizar agora a data de execução da empreitada.

mas ainda são intervenções de alguma dimensão e vamos necessitar de alguns meses para eles estarem prontos. E em que consiste o projeto dos Miradores do COA, iniciado ainda numa data anterior? O objetivo é valorizar a contemplação da paisagem, do património natural. É sempre um objetivo de...

valorização do património natural. Isso depois serve aos turistas e serve aos pinhelenses, naturalmente. E a partir daí acho que valorizamos o seu território num todo e cumprimos também a nossa função enquanto autarquia. O projeto da Câmara de Pinheiros contempla também a construção de uma falcoaria junto ao castelo, mas o processo aguarda o licenciamento de entidades diferentes, como diz a Presidente da Câmara, Daniela Capelo.

É um processo exigente que carece de licenciamento por parte de várias entidades e não é claro.

porque as entidades também ainda não se entenderam se é o ICNF que se aggava a fazer o licenciamento. Nós temos feito diversas demarchas perante as quer o ICNF, quer as...

que era de gavo. Estamos a aguardar agora a última resposta para que possamos iniciar e abrir a falcoaria o mais rapidamente possível. Os miradores do COA vão estar ligados por percursos pedestres ao longo do rio que vão surgir numa segunda fase do empreendimento, ver e sentir o falcão. Serão os trilhos, conhecidos no nosso território como os carreiros.

são depois assegurados por meios próprios de autarquia. É uma segunda fase. Vamos concentrar-nos nos miradores, que é aquilo que é mais essencial, e depois faremos toda a parte de comunicação entre eles, criação da rota. O projeto dos miradores do CUA, em Penhela, ganhou um novo impulso com o apoio de 398 mil euros do turismo de Portugal.

A fechar este jornal fica-se a saber que António Edmundo é o novo vice-presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional, o IFP. O antigo presidente da Câmara de Figueiredo Castelo Rodrigo foi nomeado recentemente para integrar o Conselho Diretivo do IFP, que continua a ser presidido por Domingos Lopes, tendo como Vogais Nuno Vaz Antunes e Filipe de Jesus. António Edmundo, que pertence aos quadros da Autoridade Tributária e é professor auxiliar da Universidade de Lisboa, era até agora chefe de gabinete do Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, da Universidade da TICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICICIC

Hélder dos Reis.