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Jornal 3 Maio 2026

03 de maio de 20266min
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Jornal 3 Maio 2026 by Rádio Altitude
Participantes neste episódio4
J

João Correia

ConvidadoDeputado
J

José Valbom

Convidado
M

Miguel Cruz

ConvidadoPresidente da Infraestruturas de Portugal
S

Sérgio Costa

ConvidadoPresidente da Câmara da Guarda
Assuntos2
  • Interrupções da linha da Beira BaixaAceleração das obras · Impacto das tempestades · Alternativas sustentáveis
  • Feira de Antiguidades e Colecionismo
Transcrição17 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

As interrupções da linha da Beira Baixa estiveram, uma vez mais, em debate, desta vez na Assembleia Municipal da Guarda, onde foi pedida a aceleração das obras, uma calendarização mais rápida da reparação, assim como alternativas mais sustentáveis para os utilizadores, que estão condicionados ao serviço rodoviário em substituição dos comboios intercidades. Ora, João Correia, deputado social-democrata na Assembleia Municipal da Guarda, levantou o problema e colocou o tema em discussão.

Recentes tempestades puseram a nu algumas fragilidades e a necessidade de definir projetos para o futuro e maior investimento, de forma a tornar a linha concorrencial e segura. A linha está atualmente interrompida entre Abrantes e Sarnadas Fratel, devido a um deslizamento de terra junto ao Tejo, entre Belver e Barca da Amieira.

O corte afeta, obviamente, os serviços entre a Brantes e a Guarda, com previsão de reabertura muito complexa. Inicialmente falaram-nos em seis meses, neste momento já falam final do ano e, eventualmente, como conhecemos este tipo de obras, mais tempo demorará. Pressa-pressa é sempre quando se trata do litoral. Os comboios intercidades foram descontinuados e foram substituídos por autocarros pelo seu trajeto e pouca eficácia energética, obviamente, não substitui o comboio de forma nenhuma.

Mas numa época de crise energética, em que o elevado preço da mobilidade exige a busca de meios de maior rentabilidade e sustentabilidade, não é aceitável a atual calendarização da obra nem a alternativa encontrada. José Valbom, do Pela Guarda, reiterou o pedido feito na moção apresentada pelo PSD e acrescentou que desde 1971 perdemos várias centenas de quilómetros de via ferroviária, de tal modo que Portugal é o terceiro país europeu que perdeu mais ferrovia.

De 71 a 21 só houve investimento significativo entre Lisboa e Porto no que os comboios diz respeito. De 71 a 21 o país perdeu 31% da ferrovia. De 1988 perdemos 700 e tal quilómetros. De 2008 a 2013 foram desativados 516...

quilómetros de ferrovia. Claro, sempre o litoral com benefício e o interior com prejuízo. Esta vergonha, a assimetria de gastos, esta falta de equidade, fez com que em 1971 havia 178 municípios que eram servidos por comboio.

Em 2021 só são 134, ou seja, 65% dos municípios tinham ligação ao comboio. No tempo da outra senhora, estamos só com 49% dos municípios que têm acesso. A moção do PSD foi aprovada por unanimidade à Assembleia Municipal da Guarda.

Recorde-se que na semana passada o presidente da Infraestruturas de Portugal, Miguel Cruz, apontou a conclusão das obras na linha da Beira Baixa na sequência da reparação das derrocadas e aluimentos provocados pelas tempestades para o final do ano. A linha da Beira Baixa está interrompida desde 11 de fevereiro devido aos lizamentos de terras registados em fevereiro deste ano provocados pelo mau tempo.

Desde meados de março que o Serviço de Transporte de Pessoas tem sido assegurado por autocarros entre a Guarda e a Brantes. Nem a propósito, a Associação Mouvebeira celebra hoje o quinto aniversário da reabertura da linha da Beira Baixa. As comemorações decorrem durante a tarde na Estação de Caminhos de Ferro da Bnespera, a autodenominada capital ferroviária desta linha. Para assinalar a efeméride, será reutilizado o forno da estação no momento de convívio e animação musical, que culminará com um lanche comemorativo.

Segundo a Mouvebeiras, associação sediada na Despera, a atividade pretende destacar a importância do caminho de ferro enquanto meio de transporte sustentável e reforçar simultaneamente o papel das populações locais na valorização e dinamização da linha da Beira Baixa.

Como não há belas em senão, a Movebeiras aproveita a efeméride para apelar à implementação, e passo a citar, de soluções mais justas e eficazes para as populações afetadas pela interrupção da circulação de comboios. A linha da Beira Baixa está cortada desde 11 de fevereiro devido aos danos provocados pelas tempestades que assolaram a região centro.

Este aniversário é, por isso, ocasião para exigir novamente alternativas dignas e um sistema de transbordo adequado e eficiente para todos os utilizadores do que trouxe o Covilhar Guarda, atualmente privados, de mais da metade da oferta regular, alerta a movebeiras em comunicado enviado ao Altitude.

A Feira de Antiguidades e Colecionismo está de regresso. Organizada pelo município, a atividade volta a realizar-se no primeiro domingo de cada mês, até outubro, na Praça Luís de Camões e a Rua do Comércio, na Guarda. Oportunidade para encontrar e adquirir coleções variadas, livros, utensílios para casa, objetos de decoração, porcelanas, móveis, artesanato, candeeiros, brinquedos, discos.

arte sacra, loiça, entre muitas outras peças. A feira conta com a participação de dezenas de vendedores e colecionadores e já é uma referência para expositores, amantes e curiosos deste tipo de eventos, como diz Sérgio Costa, presidente da Câmara da Guarda. O ano passado aumentou o número de vendedores. Claro que nem sempre vieram, porque temos aqui a dificuldade do tempo. Sempre que chove, a feira não se realiza.

mas temos anotado isso e pessoas a comprar, e é muito importante virem os vendedores, mas virem também os compradores. E eu aqui me confesso que sou um vendedor, não sou, eu sou comprador de vez em quando daquelas belas peças que lá aparecem, e por isso nós consideramos muito importante dar continuidade a esta feira.

O Autarca considera que a Feira de Antiguidades e Colecionismo tem contribuído para dinamizar o centro histórico da Guarda, mas para isso é preciso que o comércio e a restauração possam estar de portas abertas. O efeito económico é tão importante quanto mais a nossa restauração, os nossos cafés possam estar abertos, particularmente no centro histórico, porque se o município faz este investimento.

atrai os vendedores, e os vendedores atragam, os compradores, os turistas, enfim, é importante que a restauração, os cafés e algum comércio possa estar aberto também nestes dias, porque é assim que a economia se fortalece, naturalmente. A partir de hoje há a Feira de Antiguidades e Colecionismo na Praça Velha, na Guarda, no primeiro domingo de cada mês até outubro, para comprar ou trocar peças antigas ou de coleção.

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