Episódios de GE Palmeiras

GE Palmeiras #543 - Prass analisa Carlos Miguel, Abel e revive história no Verdão

06 de maio de 202651min
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Nesta edição, Fernando Prass, ex-goleiro do Verdão e comentarista da Globo, é convidado para reviver seus principais momentos no Allianz Parque, que a partir de agora se chamará Nubank Parque. Além disso, o ídolo analisa o desempenho de Carlos Miguel na meta e diz se as críticas a Abel Ferreira são justas. Aperta o play!
Participantes neste episódio3
L

Leandro Bocca

HostVoz da Torcida
T

Thiago Ferri

HostJornalista
F

Fernando Prass

ConvidadoEx-goleiro e comentarista
Assuntos5
  • Era Allianz Parque e legado de Fernando PrassImportância do estádio na reestruturação do Palmeiras · Fernando Prass como ídolo e goleiro histórico · Copa do Brasil de 2015 · Trajetória de Prass no Palmeiras
  • Histórico recente do Palmeiras em decisõesSituação financeira do clube · Reestruturação do clube · Sobrevivência do clube em 2014 · Paulo Nobre
  • Palmeiras na LibertadoresEquilíbrio entre resultados e desempenho · Impacto das redes sociais no debate esportivo · Ciclos de sucesso e a exigência do torcedor · Abel Ferreira
  • Análise do início de Carlos Miguel no gol do PalmeirasFormação e desenvolvimento de goleiros · Carlos Miguel · Estabilidade e evolução do goleiro · Importância de goleiros em times grandes
  • Novo Nome Allianz ParqueImpacto da mudança de nome para o torcedor · Marketing e adaptação ao novo nome · Allianz Parque · Nubank Park
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Seu prazo oficial, o Palmeiras é campeão! Palmeiras! Campeão! Marcelinho e Marcos partiu, Marcelinho bateu! Marcos!

Muito boa tarde para você, torcedor palmeirense, torcedora palmeirense que nos acompanha ao vivo nesta quarta-feira, dia 6 de maio de 2026, depois de mais uma vitória do Palmeiras na Comebol Libertadores, um jogo para dar uma tranquilizada na situação do Palmeiras, venceu por 2x0 o Sporting Cristal e agora líder da sua chave com dois jogos em casa, uma situação muito mais tranquila do que estava depois daquele empate com o Serro Portenho no Paraguai. Vamos falar disso, obviamente, mas temos um convidado ilustrado.

para a live desta quarta-feira. Um cara que está sempre com a gente. Em todos os podcasts, ele está aqui com a gente na vinheta de abertura, porque você está acostumado, você que nos acompanha pelo seu agregador de áudio favorito, está acostumado a ouvir no início do podcast.

o Pras fizer, o Palmeiras é campeão, aquela icônica narração de Cláudio Machado na final da Copa do Brasil de 2020 e 2015, e por conta disso estamos aqui com ele, Fernando Pras, comentarista do Grupo Globo, nosso colega de trabalho, um cara que eu acompanhei por alguns anos como setorista também no Palmeiras e está aqui com a gente. Pras, muito obrigado por aceitar o convite, é um prazer estar aqui com você, vamos falar sobre suas lembranças de Allianz Parque, que agora vai mudar de nome, vamos falar também sobre Palmeiras...

momento do Palmeiras, enfim, muito obrigado pelo convite, por estar aqui com a gente nessa live. Valeu, pra mim é um prazer, né, e pra mim é muito fácil também falar sobre esses dois assuntos, né, Palmeiras e Allianz Parque, no Bank Park agora, né, vai ter essa mudança de nome, enfim, mas vai ser legal bater um papo sobre esses dois assuntos.

Maravilha. E além do Fernando Praz, e você que nos acompanha ao vivo, pode mandar sua mensagem, sua pergunta, a gente vai colocando aqui durante o papo. Tenho, como sempre, a presença de Leandro Boca, nosso voz da torcida, que vai bater esse papo comigo com o Praz sobre o momento do Palmeiras, sobre tudo que tem acontecido. E enquanto o Boca entra aí, Boca...

Queria que você falasse, primeiro, a gente vai falar muito sobre o Palmeiras, o momento do Palmeiras, mas vamos começar falando sobre o que aconteceu nessa semana, que o estágio do Palmeiras mudou de nome, e é uma coisa que é curiosa para a gente, porque a gente não tem acostumado a ver isso no futebol brasileiro, o que era Allianz Parque, o nome foi comprado agora, virou Nubank Parque, por uma eleição em que o torcedor, mais de meio milhão de pessoas votaram, e aí escolheram o Nubank Parque.

E aí tem... É muito engraçado, daqui a pouco a gente vai falar com o Pras disso também, mas é um clima de nostalgia, um negócio que eu nunca tinha visto, que é o nome do estádio, porque você fala, pô, não era o nome do Palmeiras, né? Era uma marca que tinha ali, mas tem toda uma história, tem os títulos, que o Pras foi super importante. Então, ô Boca, eu queria começar falando contigo sobre esse momento aí, e sobre aquilo que você...

O que você lembra quando você vê o Fernando Pras, e o que você lembra de Allianz Parque, do novo estádio do Palmeiras, da Arena do Palmeiras, com o eterno camisão ao viver.

Família Palestrina, quando surge, Ferri, nosso querido ídolo Fernando Praz, bora trocar essa ideia aqui. Ferri, confesso pra você que sobre essa mudança do nome pra Nubank Park, gera, eu fico, eu acho um pouco estranho, né? Vai ser diferente.

O prazo, então eu vou começar contigo, vou te perguntar pra... Como é que você... É que eu estava falando, né? Engraçado esse clima, assim, que o Palmeiras criou de um apego a um nome que... Era uma marca ali que tinha um prazo pra ficar e tudo mais, enfim. Mas pra você vendo, assim, ficou meio que agora sedimentado uma era Allianz Parque, né? Ficou marcado uma era de 12 anos.

e que você foi super importante, você é o segundo goleiro que mais jogou no Allianz Parque, você é um dos dez goleiros com mais jogos na história do Palmeiras, e você estava lá, você é o cara da primeira grande conquista, que é a Copa do Brasil de 2015, então, assim, é o mesmo estádio, só muda o nome, tudo bem, mas, assim, encerrado uma era de 12 anos, como é que você vê, assim, o que foi a era Allianz Parque, aquilo que você começou a viver antes do estádio, porque você chegou antes do estádio estar pronto, e você começou a criar essa era tão...

vitoriosa para o Palmeiras. É, eu cheguei, quando eu cheguei, eu cheguei a visitar duas vezes a obra do Allianz, quando estava no primeiro anel ainda, e depois quando estava na fase final, botando a cobertura. Assim, eu acho que o estádio foi uma...

um marco, né, pra essa mudança de status do clube, né, mudança de fase do clube, né, e assim, é difícil, né, porque outros estádios que tem name rights, eles tinham um nome antes e trocaram de nome, o estádio de Palmeiras parece que ele nasce a Lyon's Park, já, né, então, assim...

E assim, e pra muita gente quem é desavisado, não acha que é name rights, acha que o nome é Allianz Parque. E assim, e pegou muito, eu acho que pegou uma das coisas que ajudou a pegar foi realmente por ser o primeiro nome que o estádio recebeu, né?

Então, isso ajudou a pegar muito. Óbvio, agora vai ter que ter um trabalho de marketing muito bom, né? Para que as pessoas consigam se acostumar com esse novo nome. E até porque é uma parceria longa, né?

Vai ser uma parceria de muitos anos agora pelo contrato. É um estádio que marca porque realmente é uma mudança de chave no Palmeiras. A partir... Várias coisas aconteceram nesse...

nesse período, né? Só que algumas coisas não são muito palpáveis, principalmente para o torcedor, né? A questão de projetos, de reestruturação do clube, de estrutura interna. O estádio, eu acho que é muito emblemático, né? O estádio, a pessoa consegue... Dá para materializar, né? Então...

Eu acho que, sem dúvida nenhuma, durante um bom tempo ainda a gente vai lembrar, como falou, dessa era Allianz Parque. Falei um pouquinho com o Pras, o Pras agora vai fazer esse ajuste, agora estou com o Leandro Boca, nosso voz da torcida. Então, Boca, eu estava falando com o Pras sobre essa importância da era Allianz Parque para o que o Palmeiras se tornou nesses últimos 12 anos, e você estava falando com essa visão do torcedor, que é um negócio curioso de... Criar esse afeto com um nome que não tinha nada a ver com o Palmeiras.

É, pra você ver como a Allianz foi muito bem aí, o marketing foi muito bem feito, porque Ferri, hoje em dia, vamos ser muito sinceros, principalmente a nova geração, fala, vou no Allianz, vai ter jogo no Allianz. Quantas vezes aqui no podcast, onde é o jogo? É no Allianz ou é no Maracanã?

É no Allianz ou é na... Então assim, se atrelou o nome Allianz ao estádio do Palmeiras. A minha filha, por exemplo, adora ir ao Allianz. E ela não fala pro papai, vamos no Parque Antártica, vamos no Palestra Itália, que eu ainda falo, vamos ao Palestra. A minha filha fala, vamos pro Allianz.

É muito louco isso. E aí agora a gente vai ter que se habituar a falar um novo nome, a falar o Nubank Park, ou então muitas pessoas ainda no começo vão continuar falando Allianz, vão errar, ou vão falar palestra. É algo que realmente vai ser difícil nesse começo. Vai ter que ser um trabalho de marketing muito bem feito. E aí a lembrança do...

Praz é como você falou, né? Tá no começo do nosso podcast, tá na vinheta do nosso podcast. Então, eu estava lá, Fernando Praz, dia 2 de dezembro do ano de 2015, quando o senhor ressurgiu ao viver de imponente, que tava adormecido há muito tempo. E aí, aquele gol fez o palmeirense vibrar e é o primeiro título da então casa do Palmeiras Allianz Parque. Ô Praz, eu vou começar com você falando isso. Eu imagino que seja o jogo, você já falou isso em alguns momentos, mas você

é o jogo mais especial. Eu vou te perguntar se é da sua carreira. Porque você é um cara que é marcado por grandes defesas, mas esse aí é a primeira vez que você vai ser marcado fazendo um gol, né? Ah, cara, eu acho que não dá pra... Porque essa é a resposta mais fácil. Porque se eu tivesse pego dois pênaltis, ou pego um pênalti, que nem eu peguei do Gustavo Henrique, aí poderia, de repente, comparar com a Copa do Brasil do Vasco, ou algum outro jogo, que é para tu.

Paranense dentro da arena do Atlético, que a gente ganhou. Meu primeiro título como profissional jogando, que foi um campeonato goiano no Serra Dourada abarrotado. Mas, cara, da maneira como foi, né? Eu não era um cara que batia pênalti, eu não fazia nada. E do nada surge a quinta cobrança, a decisiva no meu pé, né? Então, assim, foi sem dúvida nenhuma o jogo mais marcante da minha trajetória toda.

E, Pera, você tem... Agora, na hora, imagino que não você só comemorou porque era um alívio pelo que vocês tinham vivido no ano anterior, né? Mas agora você consegue ver, depois de tanto tempo, que aquele jogo tem uma importância não só para a trajetória de vocês, mas, assim, para a trajetória do Palmeiras, porque é um primeiro título de uma série de 12 anos do Palmeiras conquistando frequentemente, ou no mínimo disputando títulos frequentemente. Você participou dessa virada de chave porque é uma...

Você falou uma coisa que às vezes a tua assistora não vê, mas mudança de estrutura, melhoria de CT, novo estádio, mais investimento no futebol. Agora você consegue ter a dimensão de que aquilo que vocês fizeram foi super decisivo também para a história para o que veio depois no Palmeiras? Eu brinco. Óbvio que o título da Copa do Brasil é a materialização de um novo Palmeiras, de um novo momento. Assim, o 2014, cara, foi muito pesado. 2014 eu acho que foi ali... Porque era ano de volta à primeira divisão.

Imagina se o Palmeiras é rebaixado novamente. Era ano eleitoral, era ano do centenário do clube e ano da inauguração do estádio. Um rebaixamento naquele ano ali seria absurdo. Provavelmente ninguém estaria lá em 2015, inclusive eu. Acho que daí em 2015, sim, é o estádio. A gente sai, é a virada de chave, a gente sai.

Apesar de 2014 ser importante, a gente sai de uma situação e passa para um outro contexto. A gente sai de uma situação de... O clube praticamente falido, se for conversar com o Paulo Nobel, ele vai te falar que em 2013 ele não tinha nenhuma receita, já tinha tudo sido adiantado. E em 2014 ele trabalhou com orçamento com 25% da receita. Então eu acho que ali era uma sobrevivência.

O Palmeiras estava na UTI e estava sobrevivendo. Aí, em 2015, a gente começa a viver mesmo. A gente sai da UTI e começa a viver. Então, assim, esse título de 2015 também ajuda, né? Porque a gente sabe o quanto é difícil fazer reformulação no futebol.

enquanto faz reformulação e tu não ganha, tá tudo errado. Nós já até temos que voltar pra fora, né? Pra fora tá tudo errado, porque no futebol, se tu ganha, tá certo. Se tu perde, tá errado. Então, 2015 foi fundamental. E a gente já tinha feito uma final em 2015 e perdido o Campeonato Paulista pro Santos, né? Então ficou aquela situação, pô, nós devíamos ter começado essa reestruturação, esse novo aumento com o título, mas daí calhou de vir um título maior ainda pra gente no final do ano.

Foi a catálise, né? E é isso, né, Boca? Acho que aquele momento ali para o torcedor palmeirense, eu conheço muito torcedor ali que extravasou de um jeito assim... Talvez tenha sido assim... Não vou dizer mais extravasou porque depois vem o Libertador e tal, mas aquele título para o palmeirense, ele de fato tem um impacto, tem um resgate muito importante.

Ferri, não é nenhum absurdo falar, agora os palmeirenses mais antigos talvez vão ficar bravos, vão querer jogar tomate pra cima de mim, mas não é absurdo você comparar o que foi 12 de junho de 93 pro palmeirense das antigas, foi pra mim, e o que foi 2 de dezembro de 2015 pra galera mais nova.

São datas com significados inesquecíveis. Seu colega, o meu amigo Rodrigo Fragoso, acabou de lançar um livro incrível que fala exatamente sobre isso, sobre a tal virada de chave. Eu, como torcedor do Palmeiras, Ferri, de verdade, eu acompanhava o Palmeiras ali da década de 90, e aí eu vi aquele período do ano de 2002 até 2014 acontecendo, e eu não estava acostumado com aquilo.

Foi desesperador. E naquele momento eu falava pro meu pai assim, pai, cara, é o seguinte, o Palmeiras vai virar portuguesa? O que tá acontecendo? Eu nunca imaginaria o meu time rebaixado duas vezes, enfim. E aí surge, ressurge um Palmeiras com o Paulo Nobre, você tem uma outra concepção de futebol, e vale lembrar sempre o que foi Palmeiras e voltava a ser. E o Pras faz parte disso, em 2015...

Realmente foi o ano que houve aquela virada de chave, por isso a comparação que muitos vão falar, que é absurdo, mas para mim não é, que é com 12 de junho de 93.

E, Prazo, você falou que a reformulação vem muito com o resultado. Você começou a viver o Palmeiras ali numa Série B, com o estádio sendo construído, e você viu, então, o Palmeiras passando por uma reconstrução. E aí você tocou num ponto que eu queria que você falasse sobre 2014, que é um momento ali que, por muito pouco, de repente, tudo que aconteceu...

com o Palmeiras ali pra frente, se perde, porque é isso. Se o Palmeiras é rebaixado no ano do centenário, pô, tudo ia mudar. E vocês voltam pra arena, vocês estreiam na arena ali, já na reta final, numa crise pesadíssima. Foi um ano complicado pra você, porque você também teve uma lesão, né? Você tem uma lesão no cotovelo ali, e aí fica um tempo fora, quando você volta o Palmeiras numa situação pesada, estreando o estádio, com uma pressão absurda.

E é muito marcante aquela imagem de vocês contra o Atlético Paranaense, depois do jogo, vocês assistindo ou esperando o término da rodada para ver qual era o futuro. Então conta para a gente, os bastidores, assim, de... Ei, se você está vendo que o clube está se estruturando, está tentando melhorar, e ao mesmo tempo você fala, cara, se a gente não conseguir um bom resultado agora no domingo...

tudo isso pode ir por água abaixo, essa carga assim do alívio que foi ao fim de 2014, você fala, bom, agora beleza, a gente pode começar 2015 do zero. É, te falar a verdade, assim, nesse turbilhão que é o futebol, nessa pressão absurda, eu particularmente pensava no momento, cara, eu não pensava ah, o Palmeiras...

reestruturação, o Paulo Nobre, de repente, o pessoal da administração, do administrativo, devia pensar, né? Não tinha outra, outra situação que me preocupava. Pensar em 2015, vai ser assim, vai ser assado. Cara, eu queria ganhar do Atlético Paranaense e poder ir de férias e descansar, porque foi um ano muito difícil.

difícil é sem dúvida assim e é uma carga é uma carga para o torcedor para o torcedor era difícil imagino para vocês ali naquele momento como vocês estão vivendo aquilo diariamente assim uma carga realmente muito pesada é muito difícil de

de a gente conseguir realizar tudo aquilo como foi e a visão do torcedor também, desse momento que você fala depois de tanto tempo fora de casa Palmeiras jogando fora, jogando em outros estádios, não tendo sua casa voltar da forma como voltou e aí você ter aquele drama no fim do centenário, realmente também acho que para o torcedor também foi uma coisa muito difícil

Tá louco, cara. Sério, de verdade. De verdade. Aquele Palmeiras do Sport, com o meu irmão naquele jogo ali, doeu a alma. Doeu a alma do Palmeirense. Eu fui num jogo festivo de inauguração do Allianz Parque, que jogou o seu divino. Um abraço pro Ademir da Guia.

E aí, na sequência, eu fui na estreia oficial do Palmeiras. E naquele momento, o estádio lotado pulsava Palmeiras e o torcedor queria uma resposta do time ali na sua nova casa. Foi o que você falou há pouco, né? A gente gostava do Pacaembu também. O Palmeiras foi muito campeão no Pacaembu. Só que a gente queria voltar para a nossa casa. E gerou muita insegurança, não vou mentir. Aquele final dos anos 14 ali foram muito complexos para a alma de qualquer torcedor. É, sem dúvida. É, sem dúvida.

E aí, depois tem esse título de 2015. E aí, para ser um momento... Vem 2016, e aí em 2016 eu considero o título brasileiro para o palmeirense.

Um título que muita gente não imaginava que o Brasil não ia conquistar, porque o Palmeiras sofria muito em pontos corridos. O Palmeiras ganhou em 2012 a Copa do Brasil, ficou um tempo sem ganhar, mas o Palmeiras tinha aquele trauma de 2009, e tinha essa dificuldade de não disputar o título de pontos corridos. E aí, na minha visão, esse título de 16 foi muito importante para...

Aí acho que solidifica o momento de que o 15 não foi um título esporádico e o Palmeiras vai continuar como era. Não, acho que ali em 16 é de fato uma virada de chave. E esse título eu acho que tem toda uma marca especial por conta disso, pelo jejum que o Palmeiras tinha em Campeonato Brasileiro. E aí para você também, tem aquela cena que é muito bonita de você entrando na última partida porque você passa também por uma nova lesão no cotovelo ali.

E eu queria que você falasse desse momento também, porque tem essas duas sensações, né? É um ano que, para você, tem aquela questão de que você não consegue disputar a Olimpíada por conta da lesão, mas aí você termina com o título brasileiro, consegue se recuperar para entrar ali ainda no jogo final. Esse, eu acho, deve ter sido um ano com um turbilhão para você, porque era talvez...

imagino que talvez o teu melhor momento no Palmeiras, tanto que você estava cotado para não só a seleção olímpica, mas para a seleção que estava começando um ciclo com o Tite, e aí vem a lesão e volta para comemorar o título brasileiro. Ou seja, você viveu de tudo ali naquele 2016.

Ah, foi. E com 38 anos, né? Isso que é o mais maluco, né? Com 38 anos, eu passando por tudo isso. E foi realmente, assim, um título inesperado, cara. Porque se for trazer para os dias de hoje, né? O Palmeiras de 2016 seria quem hoje no Campeonato Brasileiro? Não seria nem Flamengo, nem Palmeiras, nem Cruzeiro, nem Fluminense. O Palmeiras não estaria entre os cinco favoritos ao título.

Não estaria. E a gente começa mal ainda. Tem aquela goleada para o Água Santa. No fim do Paulista. Depois disso, o Cuca prometeu o título. Lá em Prudente.

Mas nada levava a crer que a gente teria a condição de disputar o título do Galá Brasiliano, ainda mais pontos corridos, né? Pontos corridos não é fácil. E acompanhando bem a condição do título, que a gente é campeão na penúltima rodada contra o Chapecoense em casa, depois teve o jogo contra o Vitória. Mas assim, já estava encaminhado, mas cara, a torcida foi gritar é campeão aos 40 e poucos do segundo tempo.

só, de tão receiosa que estava, de tão machucada que estava, mas foi assim, foi um título incrível, e dali pra frente o Palmeiras entrou, acho que em todos os campeonatos como um favorito, porque 2017 se não me engano a gente é vice-campeão a gente perde pro Corinthians só porque o Corinthians fez aquele primeiro turno com 85% de aproveitamento e a gente ainda quase consegue na reta final com o Valentim ali recuperar nữa nữa

Aí 18 é campeão, então assim, depois de 16, aí sim o Palmeiras se consolidou, né? Mas a gente tá falando já de 13, 14, 15, 16, são quatro anos de um trabalho de reestruturação, né?

É, não, sem dúvida nenhuma, é um tempo longo de reestruturação, e assim, né, Boca, tem esse lado para o torcedor, que é essa marca de... Eu lembro, muitos torcedores falavam assim, pô, o Palmeiras não ganha o Brasil em 2009, depois daquilo que aconteceu, o Palmeiras liderou por tanto tempo, não conseguiu ganhar, tinha o Palmeiras que falavam, pô, não vou ver o Palmeiras ser campeão em pontos corridos, e aquele jogo, e aquele campeonato, eu acho que resgata isso, assim, de que não...

Não é mais aquela equipe que uma vez ou outra ganha uma Copa do Brasil, ganha um campeonato paulista ali e tal, e depois não consegue disputar as grandes competições. Eu acho que esse ano de 2016 ele tem essa sensação de que não. Acho que dessa vez realmente agora o Palmeiras vai ter uma sequência para disputar como sempre disputou, como historicamente disputou. E é o que o Prazo falou, né? Dali para frente o Palmeiras sempre disputou o título brasileiro.

Fé, eu vou falar uma parada que muito palmeirense pode até se incomodar. Quando começou o Campeonato Brasileiro, e o Palmeiras, não no começo como o Pras citou aqui, mas depois começou a despontar, eu ainda assim ficava receoso em comemorar o título. E por isso que o Pras falou agora há pouco, o Palmeirense foi comemorar nos acréscimos contra a Chapecoense. E é verdade. Por quê? Porque o Palmeiras vinha de um período que era praticamente impossível acreditar E aí

que aquela equipe entregaria um título na era dos pontos corridos. A gente acreditava em algumas Copas. Em 2008, por exemplo, nós ganhamos um Paulista. Em 2012, a gente acabou ganhando a Copa do Brasil também, mas olha o que aconteceu na sequência, que eu prefiro nem lembrar aqui.

foram episódios terríveis, então apesar do Palmeiras ter ganho aquele título da Copa do Brasil, que realmente foi o momento de ressurgimento do Palmeiras foi no Campeonato Brasileiro de 2016 que o palmeirense falou assim opa, nós estamos no páreo de novo realmente o Palmeiras voltou a ser protagonista porque é muito mais difícil, acredito que um dos campeonatos mais difíceis do mundo o Praza é o cara pra responder isso melhor do que eu

seja o Campeonato Brasileiro, que é um campeonato que você tem várias equipes que têm chances de ganhar. Diferente, por exemplo, do Campeonato Espanhol, do Campeonato Inglês, o Campeonato Brasileiro você tem várias equipes com essa chance. E você viu o Palmeiras de novo protagonista. Não é à toa que em 17 foi vice-campeão, 18 foi campeão, 19 ali foi de novo um gap na história, mas também que o Palmeiras brigou. E de 2020 para cá, a gente se constituiu o melhor time do Brasil.

Total, eu concordo com você, com essa tua visão, e assim, eu acho assim, aquele momento ali, o Palmeiras estava rodando ainda muito o elenco, mexendo ali para cima e para baixo, e eu acho que ali ele começa, de fato, a construir essa cara, esse elenco aí, de um time que estava sempre conquistando, estava sempre disputando, e aí então...

Eu acho que teve essa importância ali o título de 2016 e da forma como foi, né? Um título no Allianz Parque, assim, a gente viu o Gabriel Jesus começar a aparecer, a começar a se destacar. Então, acho que tem todo esse carinho, essa marca de competição, de...

uma coisa realmente especial para o palmeirense, e aí para o Pras, que já comentou desse título, que era realmente essa parada de, quando o Cuca fala ali, né, Boca, ah, o Palmeiras vai ser campeão, depois de o Palmeiras ir super mal no Campeonato Paulista, até chega ali no mata-mata, mas não consegue disputar a final, eu acho que tem...

foi interessante assim pra recuperar porque o Poumenes não entrou com esse clima de que não, o Pouca falou a gente vai brigar, a gente vai ser campeão, mas o Poumenes falou assim vamos ver, né, não sei se desconfiar dasso, é, exato, né

extremamente desconfiado, foi o que eu falei há pouco, a gente não conseguia imaginar. Não conseguia imaginar. Voltou, voltou. E aí, ô Prazer, eu vou te perguntar aqui, cara, porque a gente estava falando sobre isso, você falou, né, ah, o Palmeiras talvez não fosse colocado como é hoje um dos favoritos. Quando vocês viram o Kuka falando assim, não, a gente vai ser campeão, e ele repetiu, até tem uma entrevista aqui pro GEC, ele repete, não, a gente vai ser campeão e tal. Quando vocês viram, ele investeceu e falou assim, putz.

Foi um negócio de, pô, legal, uma confiança, você falou, putz, é uma pressão agora, porque... Não é nem que a gente vai brigar pelo dia, a gente vai ser campeão. Como é que vocês lidaram com isso, assim, dentro do vestiário, quando... Acaba virando mais uma pressão, vocês já são pressionados frequentemente, mas acho que é um acréscimo ainda essa promessa, entre aspas, que o Cuca fez pra vocês. Ah, te falar a verdade, cara...

É que mudou também, né? De repente, hoje seria muito mais louco, porque hoje tem as redes sociais muito fortes, né? Naquela época não tinha ainda. Então, assim, tu conseguia... Eu acho que antigamente era muito mais fácil de se blindar, cara. Era só tu não olhar Globo.com, tu não olhar Globo Esportes, não olhar programas de televisão. Hoje em dia não tem como, cara. Hoje em dia com rede social, cara... Hoje em dia com rede social esquece, cara.

Esquece. Todo mundo fala, não, eu não olho. Ah, eu não me... Não ligo pra isso. Mentira, cara. Não tem como, cara. É muita pressão e, assim, infelizmente a geração mais nova, ela nasceu com isso, né, cara? Nasceu com isso. Então é difícil de separar. Na época, eu não... Eu, particularmente, não encarei como uma pressão maior, não. Até porque essa declaração veio em cima de uma pancada que a gente tinha levado, né? Então a gente já tava apanhando pra caramba. Na época, nem...

assim, nem fez diferença pra gente, na verdade, cara.

E aí, você tem mais um título brasileiro em 2018 no Palmeiras também, você participa daquela campanha já com o Filipão como treinador. E assim, eu queria que você agora lembrasse, vou citar esse campeonato, e eu acho que tem um outro jogo muito marcante, você já fora do Palmeiras, quando você já está no Ceará, em 2020 você vai no Allianz Parque, e o estágio está inteiro enfeitado em sua homenagem. Então eu queria aproveitar esses dois momentos aí para já trazer com um gancho assim,

a relação que você construiu com o Palmeiras, nessa geração aí com a Arena, e que você colocasse, você já falou muito desse jogo, desse jogo da final da Copa do Brasil, mas hoje, quando você pensa, o jogo que mais te marca, assim, esse jogo com o Ceará, quando você vem como um adversário e você é tratado...

como o ídolo que a torcida realmente te colocou justamente nesse hall de ídolos, tem esse título de 2016, tem título de 2018, tem clássicos marcantes, o que mais te lembra, o que mais te marca quando você pensa nessa tua trajetória no Allianz Parque, o que te marca mais, além obviamente da Copa do Brasil 2015?

cara, assim eu nunca vou fugir da questão do jogo da Copa do Brasil a gente já falou até pela

pelo roteiro, né? A questão do Ceará, assim, eu tive um azar, né, cara? Na minha aposentadoria, que foi isso. Eu vou pro Ceará, justamente, uma das coisas que me cativou de ir pro Ceará era a questão da torcida. E a torcida lá no Nordeste, eu falar do estado do Ceará, é diferente, cara. O estádio é uma batida diferente, as músicas da torcida são diferentes, sabe? É uma coisa bem regional.

E aí eu dou azar que com dois meses de Ceará entra a pandemia e fecha tudo, né, cara? Então eu fui campeão da Copa Nordeste, Copa do Nordeste. Vocês imaginam só, as quartas de final foram contra o Vitória da Bahia.

Seria um jogo no Castelão. A semifinal foi o jogo contra o Fortaleza, o clássico. Imagina o Castelão numa semifinal de Copa do Nordeste. E a final foram dois jogos contra o Bahia. Imagina um jogo no Castelão e um jogo na Fontenova.

E o que aconteceu? A gente jogou em Pituaçu de portão fechado, cara. Então, assim, cara, foi decepcionante. E a minha volta pro estádio do Palmeiras também, o Allianz Parque, ou o Nubank Park, ela acontece também com portões fechados, cara. Então, assim, eu fico imaginando como é que seria o meu encontro com a torcida do Palmeiras, né?

aquela homenagem que fizeram para mim do Mosaico da Cota do Brasil, que eles estenderam lá. Imagina se fosse com o estádio cheio, seria outro ambiente. Mas foi uma coisa que aconteceu, a gente não tinha muito o que fazer, a pandemia foi uma coisa inesperada e a gente tentou enfrentar da maneira que dava.

Não adianta, acho que todos os momentos, se for lembrar daqui a 20 anos, o que vai ser lembrado mesmo, apesar de ter vivido outros grandes momentos, é aquele jogo da Copa do Brasil, por tudo que rodeou aquele jogo. E, Boca, você tem mais perguntas aí para o Prá, sobre essa história vitoriosa, cheia de títulos e idolatria dele nessa geração Allianz Parque?

A minha pergunta vai ser antes dele sair, é uma pergunta muito importante, porque eu vou relacionar a torcida, mas só para encerrar esse assunto aqui, é muito curioso que o maior ídolo do Palmeiras de todos os tempos, na minha opinião, é São Marcos, até porque eu não vi Ademir Daguia jogar.

e o Praz por tudo que conquistou e representou, eu tenho certeza que muito torcedor do Palmeiras queria estar aqui no meu lugar falando o que eu estou falando então eu deixo público isso daqui, já falei isso pra você né Praz, enfim, agora eu falo publicamente você é considerado um dos maiores ídolos da história do Palmeiras por tudo que você fez por tudo que você entregou e por tudo que você torceu pelo Palmeiras dentro de campo então só muito obrigado por todo o período que você vestiu essa camisa

É assim, o Boca, eu acho que a questão de ídolo está muito... Não prioritariamente ligada à qualidade do jogador. A gente já viu craques que não são ídolos. Eu acho que ídolo é uma coisa muito subjetiva, primeiro. Perguntar se você acha ídolo de tal torcida. Quem tem que falar é a torcida, não é? Mas assim, eu acho que uma das coisas que criou essa relação minha com o Palmeiras, eu sempre comparo.

Tu ganha na loteria. Tu tem dinheiro pra comprar a casa que tu quiser. Vai lá, escolhe a casa. Aquela mansão lá, beleza. Pô, vai curtir pra caramba, piscina, tudo que tu queria. Agora, tu pega o teu dinheiro suado. Tu vai lá, escolhe o terreno. Faz o projeto. Contrata o empreiteiro. Tá no dia a dia acompanhando a construção. Tu valoriza muito mais a tua casa, né? Porque tem a tua marca ali.

E assim, eu vivi tudo isso no Palmeiras, cara. Muita gente se assustou quando eu saio do Vasco, capitão do Vasco, na Série A do Campeonato Brasileiro, vou pro Palmeiras na Série B, quando ninguém queria ir, né? E não é literalmente ninguém queria ir, né? O Omar Feitosa falou que os jogadores não atendiam o telefonema do Palmeiras, né?

Então, assim, eu acho que isso tudo o torcedor, mesmo sendo passional, ele consegue perceber isso aí, né? Ele consegue perceber isso aí. E de repente, para quem não é torcedor, para quem é de outros clubes ou da mídia em geral, não tem essa percepção, né? Então, eu acho que isso também contribuiu para que eu criasse essa identificação com o clube.

E se a gente for pensar, quando você chega ali no fim de 12 para 13, você é contratado no fim de 2012 ainda, você chegou num clube que, historicamente, não contratava goleiro. Palmeiras só era Marcos, Sérgio, Leão, só goleiro que era formado ali no clube, e você começou a quebrar esse paradigma que você foi contratado ali, já um cara experiente, vindo do Vasco.

e você abriu também uma porta, de certa forma, para que outros goleiros viessem. Veio o Everton, teve uma história super vitoriosa no Palmeiras também, você jogou, você trabalhou com ele, ele foi super vitorioso, saiu esse ano, e agora o Palmeiras está iniciando uma nova trajetória com outro goleiro, o Carlos Miguel, vou aproveitar agora, e aí eu vou usar você como comentarista, Fernando Pras, e também o ex-goleiro, o cara da posição.

mas que você fizesse uma avaliação de como tem sido esse início do Carlos Miguel, que eu vejo, eu acredito que ele está num momento mais seguro do que ele já esteve ali no início, acho que ele...

Obviamente é um cara que não teve uma sequência como profissional, sempre jogou pouco, agora pela primeira vez está tendo uma grande sequência e eu acho que ele vem demonstrando uma evolução. Então eu queria que você avaliasse também esse novo momento do Palmeiras com um novo goleiro, um novo camisa 1, uma camisa que você eternizou. Como é que você tem visto essa temporada do Carlos Miguel como titular? Assim, eu vou começar...

a minha opinião, tentando explicar como é a formação de um goleiro. A gente começa desde pequenininho, começa com fundamentos básicos, depois vai incorporando outras situações, aí tu chega no profissional. Aí tu joga na base, tu chega no profissional, tu vai pra quarto goleiro.

O quarto goleiro, o que ele faz? Ele treina pra caramba, quando precisa treinar a finalização com algum jogador, ele vai lá, quando precisa treinar a falta, ele vai lá, quando precisa treinar a pênalti, ele vai lá, quando falta o jogador de linha, ele vai pra completar o treino na linha. Então, ele é um coringa, ele é um quebra galho. Mas isso faz parte da formação, até porque o goleiro começa a jogar mais tarde, justamente porque ele tem que estar pronto pra jogar. É diferente do atacante.

que ele começa com 17, 18 anos, 16 anos, e ele vai maturando, ele entra 10 minutos, entra 5 minutos, entra 15 minutos, o goleiro não faz isso, nenhum goleiro vai entrando aos pouquinhos. E é diferente porque o atacante pode errar 9 e acertar 1. O goleiro tem que acertar as 10. Então ele precisa estar mais pronto, precisa estar maduro. E aí, tu vai para o terceiro goleiro, tu vai para o segundo goleiro, e aí depende muito da transição. Se tu pega um Marcos ou um Rogério Senna, tu não tem espaço para jogar.

Aí o que tu faz? Tu bate no teto da tua evolução, porque tu já treinou na base, jogou na base, treinou, passou por quarto, terceiro, segundo goleiro, agora tu precisa de jogo, que é a fase que tu não tá pronto ainda, só vai estar pronto depois que tu jogar, é a última fase, é o jogo. E aí quando tu não tem espaço, tu tem que sair pra um time menor ou buscar uma oportunidade pra jogar, e aí tu acaba a tua formação como goleiro. Aí tu pode dizer, ó, esse goleiro tá pronto.

E essa última etapa é bem complicada porque é ela que vai dizer. Porque a gente fala assim, ele tem potencial para crescer, ele tem potencial para chegar não sei aonde. Mas isso tudo é subjetivo. É imaginário, é uma suposição. Você só vai saber na prática. Então, você vai jogar e aí você vai dizer, esse cara jogou durante seis ou mesmo um ano profissional, ele evoluiu, ele estagnou. Então, essa última etapa é a mais crítica.

e o Carlos Miguel aconteceu isso eu posso falar porque acho que é 2022, antes dele ir pro Corinthians eu indiquei ele pra Portugal, porque um amigo meu de Portugal me ligou, perguntou de goleiro e eu fui ligar pra alguns contatos meus e o Maia que tava no Atlético Mineiro, que foi meu treinador na Seleção Olímpica falou, ó, tem um goleiro muito bom aqui, 2,4m, eu fui atrás de formação

Aí eu falei, pô, mas era da base do Inter. Aí eu olhei, pô, treinador da base do Inter e do profissional do Inter, um cara jogou comigo no Grêmio lá em 90 e poucos. Liguei pra ele. Ele falou uma frase, esse goleiro é assim, assim, assim. Teve alguns problemas aqui, a gente emprestou, papapá. Beleza. E aí o time de Portugal acabou não levando ele.

E aí, dois, três meses depois, ele foi para o Corinthians. Então, assim, o Carlos Miguel, apesar da idade, ele tem 27 para 28 anos, ele não é um goleiro experiente. Porque a experiência não está ligada só à idade, está ligada às experiências, aos momentos que você viveu, às dificuldades que você passou. Então, assim, o Carlos Miguel, na minha opinião, ele está na fase final, pode ser até meio absurdo falar isso com o Victor Dão, mas ele está na fase final de formação dele, que é o jogo.

E assim, se tu for ver, ele jogou 14 jogos no Brasileiro pelo Corinthians. Então, assim, antes de chegar no Palmeiras, ele tinha 14 jogos na primeira divisão do futebol. Isso é um goleiro de base, que a Recife subiu da base. Então, ele vai passar por um processo de amadurecimento. E aí entra o subjetivo. O que ele vai ser, o potencial que ele tem...

E o que ele vai comprovar desse potencial, cara, se a gente for falar aqui, a gente vai estar sendo bandinado. A gente vai estar fazendo futurologia. Então, assim, o que a gente pode analisar é o Carlos Miguel no começo do ano, quando ele chega, no fim do ano passado, no começo desse ano, no meio do ano. E até agora ele tem mostrado evolução. E numa coisa que é muito importante para o goleiro, que pelo menos me parecia, vendo de fora, ele era muito instável.

e hoje ele já parece um goleiro mais estável. E uma coisa que é importante para goleiro de time grande, o goleiro de time grande não é o cara que vai fazer 10 defesas, é o goleiro de uma bola. E se a gente pegar do jogo da Libertadores, o primeiro, fora de casa, para cá, ele foi decisivo lá, ele foi decisivo contra o Corinthians, naquela bola do Miguel Alberto, ele foi decisivo no jogo em casa, até eu fiz jogo agora, não esqueci, que se era atleta paranaense.

Ele foi muito bem nesse jogo agora fora contra o Sporting e tal. E tudo não é volume. São as bolas do jogo que o goleiro de time grande tem que pegar. Mas, resumindo, ele está num processo de evolução natural por ele não ter jogado muito até os 27, 28 anos.

É, perfeito. Eu vejo da mesma forma, Boca. Acho que essa sequência de jogos aí tem feito realmente o Carlos Miguel, acho que se firmar. E é isso, até o momento ele fazia um monte de defesa, agora ele tem feito poucas defesas, contra o Sporting Cristal mesmo. Fez uma defesaça ali que ele aproveitou a envergadura do tamanho dele, bloqueou ali o atacante do Sporting Cristal e evitou o gol. Então, Boca, perguntas aí para o Fernando Pras?

para o nosso companheiro comentarista e ex-goleiro do Verdão.

Prazer é o seguinte, acho que essa pergunta é muito importante em função do momento do Palmeiras. O Palmeiras vive uma das melhores e maiores eras da sua história. Isso é fato. Essa era Abel Ferreira é incrível, não é à toa que o Abel Ferreira se transformou no maior treinador da sociedade esportiva Palmeiras, pelo menos em números. E nessa temporada aqui, do ano de 2026, talvez pela insegurança criada no ano de 2025, o Palmeiras vive uma das melhores eras da sua história.

Boa parte da nossa torcida corneta demais esse time. E dos últimos 24 jogos, o Palmeiras perdeu apenas um, inclusive para o Vasco da Gama, que você conhece muito bem. E eu queria saber a sua opinião, por ser um ex-goleiro, ídolo do Palmeiras, hoje um baita de um comentarista, e também um cara que entende a torcida do Palmeiras.

No meu entendimento, sou um torcedor e falo aqui apenas no GE como um torcedor, eu entendo que essa parte da torcida que cobra até demais está moderadamente equivocada. Mas eu queria saber a sua opinião, se vale tanta corneta assim, se o Palmeiras não está jogando nada, se o Palmeiras é o time do chutão. O que esperar desse Palmeiras para 2026 e se a torcida está certa em cobrar desse jeito?

a cobrança está muito alta, e a gente tem visto isso, né, Boca? O debate é sempre... É uma marca que a gente tem tido hoje em algumas edições, né? Ah, mas são os passapanos, são os corneteiros, e assim, é uma coisa que está muito exagerada. Eu acho que esse debate... Aqui, Aqui, Aqui

Não vou dizer Fla-flu, mas esse debate Da torcida E está tendo um confronto, acho que até Especialmente em rede social É insuportável Mas está um debate Uma guerra de narrativas dentro da torcida Ultimamente o palmeirense é mais rival Do próprio palmeirense do que do corintiano É bizarro Se eu faço um elogio ao time nas minhas transmissões Se eu faço um elogio ao Abel Ferreira Por querer o bem do Palmeiras Por querer incentivar o Palmeiras E porque foi realmente aquilo que eu vi Não vou dizer

parte dessa galera massacra, falando que isso é ser passapano. Parece, por muitas vezes, que as críticas deixam de ser pontuais. E críticas pontuais, Ferreira, são importantes. Quantas vezes você já não me viu estressadíssimo aqui no GE criticando? Inclusive o próprio Carlos Miguel, que a gente conversou há pouco, quantas e quantas vezes eu não critiquei o mesmo, e hoje venho aqui assumir a evolução, e gostar, e aplaudir a evolução. Só que, por muitas vezes, eu acho que essas críticas acabam sendo destrutivas.

Tem muito palmeirense que hoje em dia aplaude mais o Flamengo do que apoia o Palmeiras. Eu acho isso o fim dos tempos, meu parceiro. Eu acho isso o cúmulo do absurdo. Ainda mais se você fizer esse recorte. A Duda, que trabalha comigo, me mandou hoje. Ela me mandou hoje. Dos últimos 24 jogos, o time perdeu um ferro. E toma mais porrada do que elogio. Eu acho incabível isso. Incabível. É, eu... E assim, é isso. Não faltam... Não faltam...

críticas, assim, a gente analisa, a gente critica o time, né, mas é isso, o prazer, acho que você ouviu a pergunta do Boca, pra gente já encaminhar também pro fim, mas pra você fazer a avaliação desse momento, assim, divide tanto a torcida, o time não tá jogando nada, mas o time tá tendo resultado, enfim, você fizer essa sua análise como um cara que conhece o clube, um cara que conhece muito de futebol, sobre esse momento do Palmeiras, por favor.

Eu vou usar nessa minha análise também de novo, eu não sei se sou eu que sou de uma geração antiga, então, para mim, impacta muito isso, a questão das redes sociais. Hoje, a gente não tem só comentaristas esportivos profissionais. E não quero dizer que eles estão certo ou errados e sabem mais ou menos, não é essa questão. É que eles, de uma certa maneira, eles conseguem desapegar um pouco da parte emocional. E hoje, como a gente tem muita...

muita mídia alternativa em redes sociais, e aí deu muita voz para o torcedor. E esse torcedor não tem compromisso com a racionalidade, não. Ele é passional, ele é sanguíneo. E às vezes, esse comentário sanguíneo vai viralizar e vai ser muito mais impactante do que o meu comentário ponderado. Esse é o primeiro ponto.

Em relação a pressão do ano passado, a gente não está na Itália, na Alemanha, na Espanha, na França, que tem uma... Todos os anos, a gente tem ciclos. Teve o ciclo do Santos, do Botafogo, do São Paulo, do Corinthians, do Palmeiras, do Flamengo. Enfim, e aí o torcedor é passional, ele quer ganhar sempre.

Assim, pra mim, cara, tem que bater palma pro clube que nem o Palmeiras, que nos últimos 10 anos consegue disputar título todos os anos. Vai ganhar ou não, mas consegue disputar. E não é disputar, ah, ficou ali, não. É final, chegar na final, chegar em segundo, chegar em terceiro. Então, assim, óbvio, tá bom? Não, nunca tá bom, tu sempre quer ganhar. Se tu foi segundo, tu quer ser primeiro. Não vai dizer, não, ah, beleza, eu fui segundo, tá tudo muito bom.

Não. Só que eu acho que as pessoas tratam como se estivesse tudo muito ruim. As pessoas não conseguem ter o equilíbrio. E em relação ao que tu falou, Boca, que tem muita gente que reclama, não sei o quê, é que nem o jogador quando para. Aí quando para, passa alguns anos, tu tem uma noção da realidade, o que é.

Eu acho que a torcida do Palmeiras só vai ter noção do que é esse momento quando vier uma fase ruim. Tomara que demore muito, mas só quando vier uma fase ruim. E eu falo porque eu vivi isso no Vasco, tá? No Vasco a gente foi... Olha só, vocês olham o Vasco hoje. É possível imaginar o Vasco sendo campeão da Copa do Brasil? Muito difícil, né? Quase impossível. E sendo campeão da Copa do Brasil do brasileiro no mesmo ano? É impossível, né?

A gente só não foi por dois pontos, cara. Por dois pontos. Campeão da Código Brasil no mesmo ano. Eu tô falando isso por quê? Em 2012, eu tive uma conversa até com o Juninho Pernambucano. A gente foi pro hotel depois e ele falou pô, prazer é difícil, né? A torcida entrou em São Januário e estendeu faixa de time sem vergonha. Dedé, Diego Souza, eu, Anderson Martins, Juninho Pernambucano, Felipe, Alexandro, Uh... Uh...

Fagner. Cara, time multicampeão. E aí ela entrou com o time sem vergonha e pedindo pra todo mundo ir embora. Cara, se for falar com o time do Vasco, eles têm um carinho enorme por esse grupo. Então, assim, eu acho que é normal, por se tratar de torcedor, mas me assusta quando vem, vamos dizer, da mídia profissional. Aí me assusta. Porque...

respeito a opinião, né? Mas eu não consigo, eu consigo respeitar, mas não consigo entender. Eu não consigo entender como que tu fala que o ano de 2025 foi um fracasso, foi uma catástrofe. Fracasso pro torcedor, que o torcedor é passional, mas pra quem trabalha com futebol, você vice-campeão da Libertadores, fazer um campeonato brasileiro muito bom e brigar pelo título, é fracasso, cara, pelo amor de Deus. Aí, se a gente for usar, beleza, isso é fracasso.

O que vem abaixo disso, então? Porque se tu ficar no meio da tabela, se tu não classifica o Grêmio, o Inter, o Atlético Mineiro, o Fluminense, os outros 95% dos clubes brasileiros, foi o quê, então? Eu entendo porque é muita paixão.

Mas eu acho que as pessoas só vão ter noção mesmo disso aqui, cara, depois que esse momento acabar, esse ciclo acabar, de Abel Ferreira, de jogadores, praticamente já terminou esse ciclo, né? Mas acho que a ruptura desse ciclo vai ser a saída do Abel, quando acontecer, né?

E aí, quando vier uma fase menos boa, como se fala em Portugal, aí acho que o torcedor vai ter noção, a gente pode até fazer uma live e recuperar as falas. Isso aqui era falado 10 anos atrás quando o Palmeiras ganhava tudo. Então, assim, é bom que hoje também, com a internet, a gente fala o print é eterno. Exatamente. Que tapa na cara. Obrigado por isso, velho. Espetacular, mano. Espetacular, velho.

É isso, é isso. E pra gente encaminhar pro fim do nosso papo, agradeceria muito a presença do Fernando Praza aqui nessa resenha sobre o Palmeiras, o cara que sabe tudo de futebol, comentarista aqui no Sport TV, na Globo, goleiro histórico também, assim,

Enriqueceu muito o papo, o nosso papo sobre o Palmeiras, sobre esse momento do Palmeiras. É sempre um cara muito legal de conversar. E antes de eu me despedir dele, vou me agradecer também a presença do Boca por estar aqui com a gente, pra todo mundo que também nos acompanhou ao vivo. E, Boca, aproveitar pra você deixar um último recado pro prazo, um recado final, enfim. O microfone está aberto pra você, meu amigo.

Ô, Prazo, meu recado final é volte sempre, né, meu amigo? Volte sempre. Nem se pra isso aqui o Boca tiver que sair, cara, mas volta aqui pra falar com a torcida, por favor, velho, porque foi uma aula e foi um tapa na cara, cara, porque eu como palmeirense cara, que viveu a década de 80, 90, e aí passou o sufoco dos anos 2000, sou muito grato a esse Palmeiras nesse momento e começou com você lá atrás, velho. Um abraço, obrigado por tudo e Ferrito, tamo junto, velho, avante palestra, segue o líder.

Valeu, valeu. Pras, brigadão mais uma vez aí pelo papo, pelas análises, sempre é um prazer conversar contigo. Valeu, acho que assim, a gente, eu não tô dizendo que tá tudo bom, né? Sim, sim, claro. Dizer amém pra tudo, né? Claro. Mas pra gente tentar entender um pouquinho, sair dessa loucura que é o futebol, só pra tu ter um exemplo, vou, que só rapidinho, discutindo com um amigo meu palmeirense, ano passado, ah, o Abel tem que ir embora, acabou o ciclo, né? Tem uma época que era isso, né?

Aí eu falei, tá, quando tu acaba um ciclo de um treinador, tu manda o treinador embora pra trazer um cara que vai entregar mais. Porque se tu trazer um cara que vai entregar menos, não faz sentido. Aí eu falei, tá, eu falei assim, ó, eu vou deixar tu escolher o recorde. Tu pode escolher dos últimos 10 anos, dos últimos 5 anos, dos últimos 2 anos, qual o treinador que entregou mais nos últimos 2 anos. Tu faz assim, ó, esse aqui ganhou tanto, o Abel ganhou tanto, eu quero ir seguindo o lugar do Abel.

Não tem. Aí ele falou, ah, mas não sei o que é isso aqui, faz o seguinte, se eu não tinha que renovar. Eu falei, tá, tinha que fazer o quê? Aí o torcedor, né, no Fantasy Games dele falou assim, chega no Abel, chega no Abel e fala assim, ó, Abel, nós não vamos renovar agora contigo, nós vamos avaliar o teu trabalho até o final do ano e no fim do ano nós vamos decidir. Como é que tu fala isso pro treinador mais vitorioso da história do clube?

E assim, e aí ele vai dizer, tá, então vocês vão avaliar, eu tô aqui há seis anos, vão avaliar o meu trabalho em seis meses, então vocês não confiam em mim, né? Ah, mas tu espera aí, sem acertar com ninguém, a gente vê se a gente te manda embora ou não, porque ele vai te avaliar em seis meses. Cara, o Palmeiras, ele tá nesse momento justamente porque ele fez tudo ao contrário disso, cara, ele teve convicção no trabalho, ele apostou menos ou menos ruins, sabe?

Então assim, não tem nexo, só que a gente volta a falar, é o torcedor, né, Boca, a gente tem que entender isso, cara.

Perfeito, perfeito. Perfeito, prazer. Assine embaixo em tudo que você falou. E esse é um debate que a gente tem aqui nas lives, tem com amigos também, pessoal nas redes sociais. Enfim, acho que é muito enriquecedor tudo que você falou para a gente. E obrigado mesmo, obrigado pela presença aqui nesse papo, nessa live do Gia Palmeiras.

obrigado também ao Boca, obrigado a todo mundo que se acompanhou a Isabelle também que fez essa live acontecer na produção e estaremos de volta então na semana que vem pra falar mais de Palmeiras e com o Fernando Pras na abertura, em algum momento a gente também chama o Pras aqui de novo pra conversar mais na frente enfim, foi muito legal esse papo obrigado por vocês, então estaremos de volta na semana que vem e eu vou mudar então, em vez de eu falar chutou, devinho, subiu, bernalho, partiu da pata eu vou encerrar com tá

Se o Praz fizer, o Palmeiras é campeão. Assim como a gente abre o nosso podcast. Então, uma boa semana para todo mundo. Seremos de volta na semana que vem, pessoal. Valeu, tchau, tchau.

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