Episódios de Evangelho do dia

A Voz do Pastor (06 de maio de 2026)

05 de maio de 20267min
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A Voz do Pastor (06 de maio de 2026) by Diocesesjcampos
Participantes neste episódio1
P

Padre Pedro Graciano

HostPadre
Assuntos3
  • Evangelho de João 14Jesus como a videira verdadeira · O Pai como agricultor · A importância de permanecer em Cristo · Dar frutos como discípulos · A oração dos discípulos unidos a Jesus
  • Oração e féA oração como fruto da união com Jesus · O amor entre irmãos como nutrição da seiva · Cumprimento dos mandamentos como concretização do amor
  • Análise de cenários bíblicos e escatológicosA videira como símbolo de Israel · A videira como tronco que alimenta os ramos · A necessidade de poda para a produção de frutos
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Cristo vem sim, Cristo vem sim. O clero de Nossa Diocese apresenta a voz do pastor.

Quarta-feira da quinta semana da Páscoa. O Evangelho de hoje é tirado de João, capítulo 15, versículos de 1 a 8. Aleluia!

Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos, Eu sou a videira verdadeira e meu pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto, ele o corta, e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. Vós já estáis limpos por causa da palavra que eu vos falei. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós.

Como ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecer diz em mim. Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele, esse produz muito fruto.

porque sem mim nada podeis fazer. Quem não permanecer em mim será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. Se permanecer diz em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado.

Nisto meu Pai é glorificado, que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos. Palavra da Salvação O Evangelho de hoje é a primeira parte do capítulo 15 do Evangelho de João, onde Jesus faz a comparação dele com a videira. Jesus vai insistir na vital comunicação que existe entre o tronco e os ramos.

reforçada pelo uso do verbo permanecer. Ao mesmo tempo, Jesus apresenta a exigência de que os ramos deem frutos. Jesus utiliza uma imagem simples, muito conhecida daqueles que o ouviam, mas também muito simples para que a gente possa entender hoje.

Ele diz eu sou. Esta é a última das sete afirmações em que no Evangelho de João Jesus se identifica utilizando o verbo ser como complemento. Ele tinha dito eu sou o pão da vida, eu sou a luz do mundo, eu sou a porta, eu sou o bom pastor, eu sou a ressurreição e a vida, eu sou o caminho, a verdade e a vida e agora ele diz eu sou a videira verdadeira.

A videira é a imagem muito utilizada na Bíblia. É uma árvore que simboliza a casa de Israel, do qual o Senhor, como bom agricultor, tomou para cuidar. Porém, a vinha não deu os frutos que ele esperava, como se pode ver em várias parábolas, mas há também a ideia da vinha como tronco. A escolha da vinha como simbolismo deve-se à função de sua vitória.

deve-se em função da sua vitalidade, dos cuidados exigentes que requer e dos bons frutos que pode produzir. Todo ano, depois de uma morte aparente, após a colheita dos frutos, ela renasce com novas folhagens e dá uma nova e abundante produção.

Quando Jesus diz eu sou a videira verdadeira, ele se identifica com a videira que com sua seiva alimenta os ramos e estes dão fruto. Esta seiva indica a sua vida, o amor que ele recebe do Pai e comunica aos seus discípulos.

O tronco e os ramos são parte da mesma videira. E é bonito porque Jesus diz, meu pai é o agricultor. A vinha por si mesma não produz frutos, exige o cuidado. Uma vinha sem dono é como um rebanho sem pastor. Portanto, Jesus é a vinha, mas o agricultor é o pai. Os ramos somos nós, os discípulos. Na videira, nem todo ramo produz frutos.

Há os ramos selvagens que só roubam a seiva e o dono da vinha. Ele sabe que estes precisam ser podados. Do contrário, só sugam e acabam matando a videira. A videira precisa ser podada para que os ramos bons possam dar frutos. Do contrário, os ramos selvagens vão deixar de nutrir e não vai dar frutos.

Os discípulos, diz Jesus, eles estão limpos, isto é, foram purificados pela palavra de Jesus. Jesus diz que nós devemos permanecer unidos a ele. O verbo permanecer aparece sete vezes neste breve texto. É o permanecer que ajuda a fazer a ligação vital entre os ramos e o tronco. Sem isso não há vida. Sem permanecer unidos a Jesus, não há o verdadeiro amor.

É o amor do Pai pelo Filho, o amor dos fiéis por Cristo e o amor do Filho pelo Pai que constitui o mesmo amor.

que nos liga. O ramo, por mais que seja bom, não pode dar fruto se não permanecer unido ao tronco. Da mesma forma os discípulos, nada podem fazer se não estiverem ligados a Jesus. Jesus ainda diz no Evangelho de hoje, pedi-vos será dado. O ensinamento é muito semelhante àquilo que ele já tinha dito anteriormente.

Se os discípulos estiverem unidos a Jesus, poderão pedir, sua oração será ouvida, eles precisam pedir ao Pai, mas esta seiva se nutre e alimenta no amor entre os irmãos e irmãs. No evangelho de hoje, temos então esta metáfora da videira e dos ramos, com a qual Jesus fala da sua união profunda com os que estão unidos a ele.

O amam e vivem de suas palavras. Videira e ramos não são duas coisas distintas, mas uma só planta. Têm a mesma seiva, vivem a mesma vida, dão os mesmos frutos. Jesus é a videira e nós os ramos, cuja fecundidade, porém, depende da união com ele, cumprindo os seus mandamentos. A fecundidade não é automática.

É uma fecundidade do amor que se concretiza na prática dos mandamentos de Jesus, sobretudo no seu mandamento, o mandamento novo do amor. Esta reflexão é tirada do pão nosso de cada dia, que é um subsídio litúrgico. Eu sou o padre Pedro Graciano e termino dando a todos a bênção.

O Senhor esteja convosco, Ele está no meio de nós. Abençoe-vos o Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

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Subsídio litúrgico
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