Mães atípicas: como transformar desafios em empreendedorismo | Conecta Mente
No Conecta Mente de hoje, recebemos Michelle Chalub, analista do Sebrae Minas, e a terapeuta Paula Simões para uma conversa necessária sobre os desafios e as transformações da maternidade atípica e sua relação com o empreendedorismo.
Durante o bate-papo, falamos sobre o Programa de Empreendedorismo para Mães Atípicas, do Sebrae Delas, que vem apoiando mães atípicas por meio de capacitação, incentivo ao empreendedorismo e criação de novas oportunidades mais alinhadas à realidade dessas mulheres.
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Michelle Chalub
Paula Simões
- Paternidade e MaternidadeDesafios da maternidade atípica · Programa Sebrae Delas para Mães Atípicas · Capacitação e incentivo ao empreendedorismo · Michelle Chalub · Paula Simões
- Mulheres e EmpreendedorismoIniciativas para mulheres empreendedoras · Dados sobre empreendedorismo feminino pós-maternidade · Trilhas de capacitação · Elas na Gastronomia · Elas na Moda
- Desafios da MaternidadeDesafios da gestão do tempo · Flexibilidade na rotina · Organização de rotina realista · Equilíbrio entre maternidade e negócio
- Conciliação carreira e maternidadeRede de apoio entre mães · Grupo de WhatsApp para mães · Superação da solidão no empreendedorismo · Importância do acolhimento
- Mães AtípicasPróximas edições do programa · Inscrições abertas · Módulos de organização financeira e produtividade · Fortalecimento de mulheres empreendedoras
- Liderança HumanizadaCuidado como diferencial feminino · Aspectos culturais e históricos do cuidado · Equilíbrio de gênero em cargos de liderança · Empatia e afeto nos negócios
- Lideranca FemininaLiderança · Autoconfiança · Empoderamento feminino · Diferenciais de mulheres em cargos de liderança
Olá, ouvintes da rádio CDLFM. Está no ar mais um Conectamente em parceria com o Sebrae. Ser mãe já é por si só um dos maiores desafios da vida. Agora imagine quando essa maternidade vem acompanhada de uma rotina intensa de cuidados, terapias, consultas e uma dedicação que ultrapassa qualquer padrão.
é o que vivem milhões de brasileiras conhecidas como mães atípicas. E hoje para conversar com a gente, ela que já tem cadeira cativa, Michele Chalub e Paula Simões, sejam bem-vindas ao Conectamente. Obrigada, ótimo estar aqui novamente para poder...
Conversar sobre maternidade, conversar sobre empreendedorismo feminino vai ser ótimo e ainda na companhia da Paula. É uma bênção. Então conta pra gente, Michelle. Fala um pouco desse projeto, tá dentro do Sebrae Delas, né? Fala tudo aí. Exatamente. O Sebrae Delas é esse conjunto de iniciativas voltadas para as mulheres empreendedoras, seja por capacitações, mentorias, orientações de negócio e a gente tem um recorte.
muito especial e sensível, que são as mães atípicas empreendedoras dentro das iniciativas do Sebrae Delas. A gente tem dados importantes que mulheres empreendem pós-maternidade, com 67% das mulheres que empreendem hoje decidiu empreender pós ter um filho, então é um número muito expressivo. Então a gente tem essas trilhas de capacitações para mães empreendedoras atípicas do Sebrae Delas desde o ano passado aqui em Minas, e esse ano a gente volta agora em maio.
também com uma nova trilha, lançando para todas essas mães poderem participar. O Paula, conta pra gente. Aqui os ouvintes do Conectamente adoram as histórias. Conta um pouco da sua história, fala do seu empreendimento também. O Jabá aqui não tem problema. Conta tudo pra gente.
Muito obrigada pelo convite, estou muito feliz. Eu sou terapeuta e cuido de mulheres sobrecarregadas. E esse é um grande desafio já lidar com tudo isso, né? Mas é um grande privilégio e eu fico muito feliz. E o Sebrae abriu essa porta para mim.
Quando ela me proporcionou esse curso, eu pude tirar todas as minhas dúvidas, colocar em pauta todas as questões, os desafios do dia a dia. Isso para a minha carreira levantou muito. Eu fiz muita coisa boa, agora até palestrante eu sou. Sensacional. Michelle, mas conta para a gente aí. Eu acho que...
Esse depoimento é mais um aqui de história transformadora, que é o Sebrae consegue realmente, eu também sou um exemplo, eu sempre dou o meu depoimento como o Sebrae mudou a vida da minha empresa, mas fala para a gente disso, em que áreas especificamente o Sebrae delas atua, eu acho que tem projetos específicos direcionados para setores também, conta tudo para a gente aí, Michelle.
Exatamente, eu falo que é um número tão expressivo de mulheres que estão à frente de negócios, Minas Gerais só fica atrás de São Paulo, então nós somos o segundo estado com mais negócios liderados por mulheres, então é uma pauta que a gente tem e merece, que a gente dê muita atenção.
E dentro do Sebrae delas, como você bem falou, a gente faz esses casamentos, né? Faz casamento com diversos setores, então a gente tem, por exemplo, elas na gastronomia, elas na moda, né? Integra a moda delas, para que a gente possa tanto trabalhar o setor, o segmento, quanto as mulheres à frente dos negócios. E essa trilha agora de mães, mães atípicas e mães típicas também, para que a gente possa fazer esse conjunto de iniciativas.
seja falando de finanças, falando de marketing, falando sobre planejamento, mas também muito falando sobre gestão do tempo, gestão da sua produtividade, falar de gestão de tempo, né, Paula? O quão desafiador é?
trabalhando toda essa questão da flexibilidade das mães, que muitas vezes tem como sua missão especial e quase que exclusiva, o cuidado dentro de casa, acompanhamento de terapias e tudo mais. Então, assim, é um processo muito grande, então a gente traz todas as temáticas para que elas possam se conectar com outras mães, que isso também é muito importante, ver que ela não está sozinha, se conectar com o Sebrae, com essas ferramentas, para que ela possa ter sucesso no seu negócio.
Ô, Michelle, seguindo aqui uma pergunta com a profissional Michelle, o que mais te surpreendeu dentro dessa história, dessa convivência com mães atípicas? Fala pra gente sobre isso. É um processo muito desafiador, né, Paula e Fernando? Essa dedicação, não vou falar nem quase, exclusiva, ela é muito pesada. Quando a gente fala de sobrecarga, realmente, dessas mães, a gente não está falando de pouca coisa.
Realmente é uma rotina muito pesada, assim, desse acompanhamento. E a questão do trabalho, né, da sua renda, ela fica como um segundo plano. Então, por isso que é tão importante, tão necessário, quando ela se vê conectada a outras mães, a outras profissionais, outras mulheres que muitas vezes estão passando pelas mesmas...
por esses mesmos desafios, para ela ver que ela realmente não está só, que não é só com ela que tudo acontece, e ela se fortalecer. Quando a gente trabalha com as mulheres empreendedoras, além de toda essa parte voltada para a gestão do negócio, a gente sempre trabalha a parte das competências socioemocionais. Então, com mulheres, trabalhar a liderança, trabalhar a autoconfiança, e aí quando a gente traz essa camada de mães e ainda mães atípicas, isso ainda tem que ser mais ainda reforçado.
para que ela possa realmente equilibrar os pratinhos do seu dia a dia, da sua rotina, mas ela também conseguir se dedicar uma quantidade do dia dela para ela ter o negócio dela, com a renda dela, ela ter sucesso.
Sensacional, Michel. Vamos fazer um rapport agora. Paulo, acho que dentro do que a Michele falou, você já contextualizou o pós-Sebrae, como que o Sebrae foi importante em toda a evolução do seu negócio e também pessoal. Fala para a gente da parte anterior, porque eu acho que tem várias pessoas que estão escutando que podem se encontrar nessa fase também e daí podem tirar um projeto como esse do Sebrae como uma solução para a sua vida.
Isso, como a Michelle mesmo disse, toda mãe ativa, ela sonha em ter um empreendimento, em ter uma renda, só que ela se dedica tanto ao filho, se dedica tanto à família, que ela fica realmente em segundo plano. E às vezes a gente até escreve no papel, porque a gente quer fazer alguma coisa, mas aí quando você, no meu caso, que eu estava ali, eu me sentia sozinha. Eu não tinha, apesar da minha família me apoiar, mas aquele apoio mesmo do empreendedor. Empreendante.
Empreendedorismo é muito complicado. Eu vou pedir, na verdade, só para você falar a frase inteira. Aquele apoio do empreendedorismo. Ah, então, porque o que acontece? Nós, como mães atípicas, nós não temos esse apoio do empreendedorismo.
E isso dificulta muito a nossa estadia. E quando o SEBRAE vem e mostra que é capaz, que é possível você realizar seus sonhos, que é possível você colocar no papel e sair do papel, para nós mães, é muito bom. E esse grupo em especial foi um grupo dos sonhos, porque a gente teve um acolhimento não só durante o curso, mas fora também. Nós tivemos um grupo de WhatsApp, que a gente tem contato até hoje com mães,
mães que se ajudam, mães que gostam de estar juntos. E às vezes, para fazer o curso, a gente sabe como que cada um teve que mudar a sua rotina, cada um teve que se adaptar. E nós mostramos que nós damos conta por causa dessa flexibilidade que o curso deu para nós. Isso foi muito bom.
Paulo, eu queria continuar nessa linha, eu acho que é interessante como o Sebrae tem esse papel transformador. E eu queria saber como você consegue conciliar ou faz o equilíbrio do tempo da mãe para a empresária? Como que você faz? Porque são vários pratinhos ao mesmo tempo, você tem que conseguir gerar resultado no seu negócio, você também tem que ter aquele cuidado da maternidade, como que você equilibra isso tudo? A gente fala que é um anabalismo mesmo que a gente tem que fazer.
Mas quando nós amamos o que fazemos, temos aquela dedicação, tudo muda, né? Então, assim, esse suporte que o Sebrae dá pra gente, ele te ensina isso, que você pode dividir seu tempo, que você pode continuar cuidando da sua família e cuidando muito melhor, porque você consegue usar seu tempo do melhor modo possível.
que antes, às vezes, a gente dispersava. Então, eu, por exemplo, consegui fazer uma boa programação, consegui levantar mais cedo, dedicar mais. A minha família também começou a me apoiar mais, porque eles viram como comecei a dedicar o meu empreendimento, que é a terapia. E quando a gente vê os resultados vindo, igual no meu caso, que é ajudar várias mulheres, isso dá uma alegria imensa para a gente.
Ô, Michele, esse entendimento do cuidado com a mãe e a geração de resultado, como que é o trabalho do Sebrae direto nesse ponto? Porque eu falo assim, a gente tem todas as particularidades, né? E a gente tem que entender, mas eu falo assim, a gente também pode ter aí uma oportunidade, né? Porque...
O vínculo emocional, o cuidado das pessoas que são clientes com essas mães, pode ser um negócio que tenha um impacto positivo ali. Vocês têm esse direcionamento também? Tem, tem, pode ter, com certeza vai ter esse impacto positivo. No momento que elas estão, por exemplo, passando por uma capacitação, e no pós-capacitação também, pós-orientação. Então foram vários os aspectos que...
A gente buscou realmente adaptar, realmente se encaixar da melhor forma possível nessa rotina. Então, buscamos entender quais os horários normalmente que eram as terapias, quais os horários que levavam para um ou outro compromisso, que levava para a escola, para que a gente conseguisse...
se adaptar a um horário que fosse, pelo menos para a grande maioria, o horário que elas conseguissem se dedicar a essa capacitação. E a própria capacitação, além da gente trabalhar com planejamento, buscando entender as forças, as fraquezas, as oportunidades que elas tinham ali no negócio, uma parte grande de organização de uma rotina, a gente tem até esse nome mesmo, organização de uma rotina realista.
Porque a gente precisava também atuar junto a essas mães de uma forma mais real. Não adiantava falar assim, olha, você vai acordar, vai se dedicar ao trabalho, vai fazer aquela planilha, vai pensar na sua precificação, sendo que naquele momento ela não iria conseguir fazer. Então, buscamos mesmo ser mais realistas possíveis.
E vai se adaptando dentro desse contexto inteiro. Exatamente. A gente tem tanto as partes coletivas quanto as partes de mentorias individualizadas, justamente para a gente chegar num melhor formato para que elas possam participar e se dedicar. Ô Michelle, alguns programas atrás aqui no Conectamente, a gente falou sobre essa parte...
de empresário e de mãe e a gente teve uma entrevistada que ela falou uma coisa muito bacana que ela falou como mãe é dentro das famílias a maior parte das crianças quando tem qualquer tipo de problema é mãe tô com fome mãe machuquei mãe
dificilmente eles buscam o pai. E uma coisa que eu achei interessante, que nas empresas, muitas vezes, isso também acontece, né? As pessoas têm desafios ali no dia a dia, e como a mãe já tem todo esse cuidado, esse carinho, tem esse coração grande, né? Pra essa situação de dentro de casa, ela consegue trazer isso pro trabalho e solucionar as coisas de uma maneira muito mais afetiva, né? Muito mais emocional. Lá no Sebrae, vocês também entendem que esse trabalho, ele...
Com certeza as pessoas que têm, ou que são mãe, elas têm esse cuidado e esse carinho especial com as pessoas?
Tem vários aspectos culturais, históricos, que atribuem realmente à mulher toda essa questão do cuidado. Cuidado da família, cuidado com os outros. E a gente fala assim, não tem nenhum problema esse ser atribuído à mulher. O problema é ser atribuído só à mulher. Porque aí realmente a gente tem uma desigualdade, tem aí uma sobrecarga às vezes, né? Pra um lado ou pro outro, como você falou. Às vezes está no mesmo ambiente o pai ou a mãe e a criança chama pela mãe pra poder solucionar uma questão.
A gente tem isso mesmo, essa questão do cuidado. Tem, por exemplo, nos negócios, nas atividades econômicas que são desenvolvidas por mulheres, a grande maioria, elas estão mesmo nessa questão do cuidado, do acolhimento. Então, a gente tem realmente essas questões muito vinculadas à mulher. Tem que ter um equilíbrio, né? Mas a gente tem que ter um equilíbrio.
Mas uma coisa que foi legal que ela falou, porque a gente estava justamente discutindo o ponto de cargos de liderança, né? Porque tem mais homens em cargos de liderança do que as mulheres. E sendo que a gente entendeu que isso é um grande diferencial para as mulheres ocuparem essas posições. Elas têm muito mais tato. Quanto maior a sua posição, mais gente você está liderando. Então esse tato e esse cuidado é uma coisa que é realmente um grande diferencial para realmente essas pessoas ocuparem essa posição.
Mas, Paulo, conta pra gente, eu acho que assim, quais os seus projetos futuros, né? Você enxerga essa conexão, essa possibilidade, esse desenvolvimento que o Sebrae trouxe? Mas aqui é um espaço também pra você falar dos seus sonhos. Conta pra gente, dentro das suas perspectivas, o que você sonha e o que vem pela frente.
Ai, eu sonho muita coisa boa, porque como o Sebrae me passou todas essas... Como o Sebrae passou todas essas orientações, esse acolhimento, o que a gente mais quer é passar para outras pessoas também. Principalmente saber delegar. É possível a mulher empreender e também delegar algumas situações que a gente, como mães atípicas, a gente acha que só a gente pode fazer.
E a gente fica privado de muita coisa por causa disso. Então, eu quero palestrar fora, igual eu já palestrei a 300 quilômetros da minha cidade mesmo. Sensacional. Então, assim, tenho muitas consultas online, as pessoas têm confiado no meu trabalho. Então, são coisas que a gente vê que realmente é possível sair do papel e o sonho ser concretizado.
Muito legal. Michelle, e conta pra gente o futuro desse projeto pelo Sebrae. Como que vocês olham pra frente? O que vocês enxergam de possibilidades e perspectivas de crescimento? Porque é sensacional. A gente vê um depoimento desse e é de emocionar. A gente fica feliz de ter feito a diferença, de ter feito uma intervenção que está gerando frutos, que ela quer passar também pra outras empreendedoras.
Esse ano é o segundo ano que essa trilha vai acontecer, trilha de mães atípicas empreendedoras. Ela já está disponível para as inscrições, a gente faz o lançamento dela oficial no dia 7 de maio, que é quando a gente faz uma programação especial de Dia das Mães, o Sebrae delas aqui em Belo Horizonte.
presencial no auditório do Sebrae. Então, é o momento das pessoas conhecerem um pouco mais da trilha, conhecer um pouco mais de cada um dos módulos, né? Então, como eu falei, a gente vai ter um módulo de organização financeira, tem um módulo sobre produtividade, sobre uma rotina mais prática, mais realista, e as inscrições estão abertas. A intenção é que a gente possa continuar cada vez mais dando todo esse apoio, né? E fortalecendo mesmo as mulheres empreendedoras no geral e esse recorte especial que são das mães atípicas.
Gente, a gente está chegando na parte final do programa. O programa bom, infelizmente, passa rápido. Mas eu tenho um desafio para vocês dois. Primeiro para você, Paulo. Eu queria que você deixasse aqui um conselho para uma mãe atípica que está querendo começar a empreender.
Olha, é possível sim você tirar os seus papéis do sonho, tornar realidade. Existem muitos canais, igual o Sebrae, gratuitamente, que não cobra. Eu sei que há muitas despesas em casa, principalmente para as mães atípicas, são consultas, psicólogo, fono, mas existem muitos recursos e você pode sim conseguir, porque eu sou a prova viva de que eu consegui. Agora você, Michelle.
está com o papel de finalizar convidando as pessoas a participar desse evento espetacular.
Sim, então vou reforçar o convite, é o momento de você, mulher, mãe, se conectar, se inspirar, realmente refletir sobre todo esse processo da maternidade, que muitas vezes vem acompanhado de culpa, de diversos desafios, mas também de muitas oportunidades, não só do empreendimento, mas você como mãe, mulher, poder se conectar com outras empreendedoras. Então, reforça o convite, vai ser no dia 7 de maio, no Sebrae, as inscrições já estão disponíveis.
na loja do Sebrae, vai ser um momento muito especial para todo mundo. E venha se conectar realmente e fortalecer umas às outras. Sensacional. Obrigado, Paula.
Volte ao Conectamente, o espaço é seu. A Michelle já está tomando o lugar do Paulo Leite. Daqui a pouco o Paulo Leite nem vem mais aqui, viu, gente? Obrigado aos ouvintes da Rádio CDL. Está chegando ao fim mais um Conectamente. Elogie para o Fernando ou crítica para o Paulo Leite. cdlfm.com.br Até a próxima. Valeu!
Sebrae
Programa de Empreendedorismo para Mães Atípicas, do Sebrae Delas