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Brinquedos com IA criam novos riscos às crianças
13 de julho de 20268min
Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊
Você compraria um ursinho de pelúcia que fala de sadomasoquismo com seus filhos?
A inteligência artificial generativa chegou aos brinquedos. A tecnologia viabilizou robôs capazes de interações antes inimagináveis, que criam “companheiros” para crianças que, em alguns aspectos, parecem estar vivos.
Mas pais e órgãos de defesa do consumidor de vários países veem com ressalva essa novidade, pois usos descuidados da IA pelos fabricantes estão trazendo novos riscos para dentro de casa.
Um caso emblemático é o urso de pelúcia inteligente Kumma. O grupo de defesa do consumidor americano PIRG Education Fund identificou que o brinquedo, vendido por US$ 99 nos EUA, conversava com as crianças sobre usos de sacos plásticos, fósforos, facas e assuntos sexuais. Depois disso, ele deixou de ser vendido.
No Brasil, a Secretaria Nacional de Direitos Digitais divulgou, no início de julho, uma nota técnica em que descreve seus testes com seis “smart toys” disponíveis no mercado, incluindo os riscos de cada um deles. A publicação não tem força de lei, não cria obrigações ou altera a legislação existente, nem proíbe a venda de produtos.
Mas ela pode produzir efeitos importantes. Como foi elaborada confrontando esses produtos com leis como o ECA Digital, a Lei Geral de Proteção de Dados e o Código de Defesa do Consumidor, a nota técnica serve como fundamento para a ação de órgãos públicos e sinaliza ao mercado qual é a interpretação do governo sobre o tema, o que pode levar fabricantes e varejistas a revisar produtos, contratos e políticas.
A iniciativa também abre um precedente jurídico importante sobre algo menos falado do que deveria, ampliando a discussão dos riscos do mundo digital para além de redes sociais, plataformas de IA e aplicativos. Vivemos cercados de dispositivos físicos conectados, que coletam nossas informações e impactam nossas vidas cada vez mais. E, sobre isso, a sociedade precisa estar muito mais atenta.
Detalho tudo isso neste episódio.
Você compraria um ursinho de pelúcia que fala de sadomasoquismo com seus filhos?
A inteligência artificial generativa chegou aos brinquedos. A tecnologia viabilizou robôs capazes de interações antes inimagináveis, que criam “companheiros” para crianças que, em alguns aspectos, parecem estar vivos.
Mas pais e órgãos de defesa do consumidor de vários países veem com ressalva essa novidade, pois usos descuidados da IA pelos fabricantes estão trazendo novos riscos para dentro de casa.
Um caso emblemático é o urso de pelúcia inteligente Kumma. O grupo de defesa do consumidor americano PIRG Education Fund identificou que o brinquedo, vendido por US$ 99 nos EUA, conversava com as crianças sobre usos de sacos plásticos, fósforos, facas e assuntos sexuais. Depois disso, ele deixou de ser vendido.
No Brasil, a Secretaria Nacional de Direitos Digitais divulgou, no início de julho, uma nota técnica em que descreve seus testes com seis “smart toys” disponíveis no mercado, incluindo os riscos de cada um deles. A publicação não tem força de lei, não cria obrigações ou altera a legislação existente, nem proíbe a venda de produtos.
Mas ela pode produzir efeitos importantes. Como foi elaborada confrontando esses produtos com leis como o ECA Digital, a Lei Geral de Proteção de Dados e o Código de Defesa do Consumidor, a nota técnica serve como fundamento para a ação de órgãos públicos e sinaliza ao mercado qual é a interpretação do governo sobre o tema, o que pode levar fabricantes e varejistas a revisar produtos, contratos e políticas.
A iniciativa também abre um precedente jurídico importante sobre algo menos falado do que deveria, ampliando a discussão dos riscos do mundo digital para além de redes sociais, plataformas de IA e aplicativos. Vivemos cercados de dispositivos físicos conectados, que coletam nossas informações e impactam nossas vidas cada vez mais. E, sobre isso, a sociedade precisa estar muito mais atenta.
Detalho tudo isso neste episódio.