Flávio Bolsonaro atribui tarifaço a Lula, mas não critica EUA: 'Não vai surtir efeito que espera'
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- Tarifas Americanas BrasilDescarte da Lei da Reciprocidade Econômica (por ora) · Medidas de apoio aos setores afetados · Plano Brasil Soberano · Defesa do Pix como símbolo de soberania financeira · Geraldo Alckmin · Márcio Elias Rosa · Dario Durigan
- Críticas ao JudiciárioNota do STF contra pressões dos EUA · Independência e firmeza do Supremo · Críticas anteriores dos EUA a decisões do STF · Lei Magnitsky e Ministro Alexandre de Moraes · Edson Fachin
- Campanha eleitoral do PTDiferenças entre cenário de 2022 e 2026 · Gestão consolidada e alta aprovação de Tarcísio · Preocupação na chapa de Flávio Bolsonaro em SP · Avaliação de Tarcísio como '12 por 8' · Desgastes de Flávio Bolsonaro (Master, Michele) · Tarcísio de Freitas · Jair Bolsonaro · Ricardo Nunes
- Cenário eleitoral em Minas GeraisDefinição da candidatura ao governo estadual · Nome de Patrus Ananias para o governo · Recusa de Marília Campos ao governo · Possível aliança PT-PSB nos moldes de Pernambuco · Candidatura de Marcelo Aro pelo União Brasil · Desgaste do PT no estado · Patrus Ananias · Lula
- Operação Compliance Zero e Banco MasterDefesa de Jacques Wagner pelo PT · Investigação sobre vantagens econômicas · Impacto na campanha de Lula · Associação do caso ao governo Lula · Jacques Wagner · Daniel Vorcaro
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Viva a Voz com Vera Magalhães.
Vera Magalhães, muito boa noite, tudo bem?
Oi, Débora, boa noite para você, para Carol, boa noite para os nossos ouvintes também, para quem tá assistindo o Viva a Voz. Oi, Vera.
Bom, Vera, o principal assunto de hoje é repercussão depois da confirmação pelos Estados Unidos da nova tarifa de 25% contra alguns produtos brasileiros. Isso, claro, deflagrou um jogo de empurra eleitoral. João Rosa traz para gente os detalhes. Oi, João, boa noite novamente.
Oi, boa noite para você, boa noite Carol, boa noite Débora, boa noite Vera e a todos que estão nos acompanhando aqui. Essa cobrança, essa nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros repercutiu no meio político e provocou uma troca de críticas entre governo e oposição. O senador Flávio Bolsonaro disse que o Brasil está em um avião sem piloto e atacou o presidente Lula.
A culpa é sua, Lula! Lula tanto provocou que ele conseguiu. O Brasil foi tarifado em 25%. Quem tá dizendo não sou eu não, é o próprio governo americano.
Por outro lado, o deputado Lindbergh Farias do PT acusou Flávio e Eduardo Bolsonaro de traidores da pátria, acusando a disposição de articular as sanções com a Casa Branca.
Tari Flávio ataca novamente. Primeiro a gente tem que chamar Flávio Eduardo Bolsonaro de traidores da pátria.
Tudo começou com eles ainda no julgamento do Bolsonaro, quando eles trabalharam ali ativamente por tarifas.
Há uma articulação dessa extrema-direita internacional norte-americana tentando interferir nas eleições aqui no Brasil.
Essa nova tarifa também repercutiu entre os pré-candidatos para a disputa presidencial. O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, disse estar indignado e alertou para o risco de quebra de setores produtivos por causa de uma disputa eleitoral, ao citar Lula e Flávio. Vamos ouvir.
Quero registrar aqui a minha indignação. Então pergunto a Lula e ao Flávio: vocês estão defendendo o interesse de uma campanha eleitoral. O Brasil ficou de fora da defesa de vocês.
Já o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Partido Novo, condenou o tarifácio e disse que os erros do governo Lula não justificam a medida.
Eu condeno essa medida. Agora, o governo Lula também errou feio. Em vez de negociar com seriedade, defender os interesses do Brasil, criou atritos desnecessários e transformou transformou a política externa em palanque eleitoral.
Bom, um novo recorte da pesquisa Genial Quest divulgada hoje mostra que 42% dos entrevistados afirmam que o tarifação aumenta a vontade de votar no atual presidente, um crescimento frente aos 39% de junho. Já a preferência pelo senador Flávio Bolsonaro recuou de 30% para 27%. Outro recorte da pesquisa mostra que 51% disseram que concordam com Lula que Flávio pediu tarifação a Trump, e 30% acreditam que Flávio pediu a Trump para não taxar o Brasil. Eu volto com vocês.
Obrigada, João, pelas informações. Bem, Vera, aí cada um tentando, governo, né, e oposição tentando se descolar dessa história, tentando jogar um no colo do outro. E a gente tem esse recorte da pesquisa Quest que nesse momento joga no colo da oposição.
Exato. O tweet do secretário Marco Rubio ontem, ele já tem um componente muito claro de jogar para o colo do governo, né? Dizer que é culpa do governo, que o governo não agiu com lealdade, enfim, para com os Estados Unidos, e que isso levou ao tarifação. E mais, fala que a iniciativa do governo Lula prejudica os brasileiros. Então tem um tom bastante de condução de uma narrativa com viés eleitoral. Então, os brasileiros, para instar os brasileiros a culparem o governo por algo que pode prejudicar a economia do Brasil.
Isso tem toda a cara de ter sido articulado com o bolsonarismo, porque já era sabido que esse tema tava sendo cobrado do Flávio Bolsonaro. E é a primeira vez que o Marco Rubio fala mais tão explicitamente assim, atribuindo o tarifação ao Lula, pondo o nome do Lula e adotando um tom mais de rompimento mesmo com o governo brasileiro. As coisas não andavam tão bem quanto na época da química, mas não tínhamos chegado a esse grau de agressividade em relação ao governo brasileiro.
Daí porque o Flávio Bolsonaro na sequência já vem num tom também acima do que ele vinha adotando, a culpa é sua, Lula, porque ele sabe que nos levantamentos está sendo atribuída a responsabilidade a ele, Flávio Bolsonaro, mais do que ao governo. Então replicar e massificar nas redes esse grito de a culpa é sua, Lula, é uma tentativa dele de se dissociar do tarifácio. Mas veja, ele tinha que, além de ter adotado uma culpa é sua, Lula, ter sido mais veemente, mais incisivo na condenação do tarifácio em si.
Não, ele atribui ao Lula, mas não diz que é uma coisa ruim para o Brasil. Ele diz tanto que o próprio governo americano está dizendo isso. Então é de novo ele comprando a mesma, o mesmo discurso da Casa Branca. O mesmo discurso do governo Donald Trump. Não se dissocia em nenhum momento, não critica a Casa Branca e não adota nenhum tom em defesa dos produtos brasileiros e dos setores da economia brasileira, brasileiros que vão ser atingidos.
Então provavelmente não vai surtir o efeito que ele espera, vai continuar parecendo que ele está em consonância com a Casa Branca nesse tema. Em relação ao Romeu Zema e ao Ronaldo Caiado, existe uma clara mudança de tom e uma mudança de estratégia de agora se dissociar dos dois, ser claramente contra o Lula, como eles já vinham sendo, mas também se afastar do Flávio Bolsonaro, atribuir a culpa a ambos e tentar dizer que a solução para isso é um governo que nem estresse as relações com os Estados Unidos como faria o PT, mas que também não tem uma relação de subserviência como faz o Flávio.
Estão tentando achar uma brecha nessa, nesse momento de baixa do Flávio Bolsonaro, de uma dúvida em relação à capacidade do Flávio Bolsonaro se mostrar viável para vencer o Lula no segundo turno. Os dois tentando crescer um pouco no primeiro turno para se mostrar aos olhos do eleitor como alternativas ao Flávio Bolsonaro, para capitalizar o antipetismo que ainda é muito forte na sociedade.
Bom, e hoje teve reação do governo, né, a essas falas do Marco Rubio, também aos argumentos em si utilizados pelo governo americano para justificar esse tarifaço, e anúncio aí de possíveis medidas para compensar os empresários que vão ser prejudicados. Samanta Klein tá de olho aí desde cedo. Faz um resumo para gente do que rolou até agora, né, Samanta?
Bom, Carol, Vera, Débora, olha, o tom foi comedido na maior parte do tempo de uma coletiva aqui no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, aí com os principais ministros envolvidos neste tema. E o que que veio é que o governo descartou neste momento a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica. Os ministros ministros, Darildo Riganda, Fazenda, Márcio Elias Rosa, da Indústria, e também o vice-presidente Geraldo Alckmin falaram em diversos momentos deste tema, respondendo mesmo as perguntas dos jornalistas.
O ministro Márcio Elias Rosa disse que a eventual aplicação vai ocorrer na forma, na intensidade, no momento correto. O vice-presidente Geraldo Alckmin por sua vez, disse que o governo vai lançar medidas para socorrer os setores afetados pelo tarifácio dos Estados Unidos. A expectativa realmente de lançar alguma medida provisória, é algo que reforce o Plano Brasil Soberano. Ele fez um comentário a respeito.
Uma palavra aos setores afetados, contra os que sabotam o Brasil lá fora, O presidente, o governo do presidente Lula trabalha para apoiar quem trabalha aqui dentro, quem ajuda o Brasil a crescer e a nossa economia. Então o governo terá um programa de apoio aos que aqui dentro estão labutando, trabalhando, e que tenham aí problemas. E a Apex, o BNDES, a BDI vão fazer um empenho redobrado para a gente abrir novos mercados, conquistar novos mercados e crescer ainda mais o comércio exterior.
Bom, portanto, expectativa aí que possa realmente ser lançada uma medida provisória para elevar então os valores do programa Brasil Soberano. Lembrando que o Senado na semana passada aprovou é um adicional de R$15 bilhões para este programa. Serão atingidos então por esse atendimento prioritário do plano os setores afetados, obviamente. Os ministros também trouxeram dados a respeito das exportações afetadas. Cerca de 18% do que é enviado aos Estados Unidos, portanto, foi atingido pelos 25%.
O governo também disse que espera o anúncio, o provável anúncio sobre os 12,5% ao trabalho forçado, alegação dos Estados Unidos para o Brasil, e uma lista, uma lista grande de outros países para quinta-feira que vem. Além disso, o governo espera a manutenção dessa negociação nos próximos dias. O ministro Dario Durigan também trouxe uma fala forte a respeito do Pix. Gabriel Galípolo, presidente do próprio Banco Central, também estava por aqui.
Ele fez uma fala que chamou atenção. Ele disse que culpar o Pix então é pela mudança no sistema no sistema financeiro, ou culpar pelo tarifado seria o mesmo que dizer que o saneamento básico prejudicou a receita do caminhão-pipa. Enquanto Dayot Urigan, ministro da Fazenda, disse que o Brasil não vai, portanto, deixar de cuidar do Pix e de sua soberania.
Nós levaremos esse grupo de ministros ao presidente Lula, a retomada do processo de reciprocidade E por fim, nós seguiremos sem baixar a cabeça, sem nos dobrar a interesses estrangeiros. Com isso, a gente vai seguir protegendo o Pix, o maior símbolo da nossa soberania financeira.
Nós seguiremos protegendo a nossa soberania geológica sem virar latícia.
E nós seguiremos protegendo a nossa democracia contra interferência internacional indevida.
Com vocês.
Obrigada, Samanta. Aí os ministros, o governo sendo muito firmes nesse, ao rebater os argumentos usados pelos americanos, né, Vera? Até porque de fato são argumentos que não param de pé mesmo, né?
Eu achei inteligente a reação porque não fulaniza em cima do Trump, não politiza nesse momento, pelo menos, né? O pessoal do quadro técnico do governo não politizou e falou, Carol e Débora, diretamente ao empresariado. Que é um público com o qual o PT e o Lula normalmente não falam. Já tinha tido essa chance de aproximação no primeiro tarifação e tinha aproveitado. Logo depois do primeiro tarifação, com as medidas, o que que se viu, né?
Que o prejuízo não foi tão grande, que o Brasil conseguiu compensar a perda de exportação para os Estados Unidos abrindo outros mercados, e que os setores afetados não foram tão atingidos porque tiveram contrapartidas de medidas do governo. O governo Donald Trump tá dando ao Lula de bandeja a chance de soltar mais um pacote de medidas com alto teor popular, de popularidade, alto teor de converter votos às vésperas da eleição e driblando o período de defesa eleitoral.
Por quê? Porque vai se alegar que existe um caso aí de necessidade nacional para responder a uma medida externa e que, portanto, não tem defeso eleitoral. Vai permitir que solte dinheiro, solte dinheiro para vários setores que têm ali um potencial de espraiamento de votos às vésperas da eleição e sem passar pelo defeso. Então é mais uma chance do Lula faturar em cima de uma situação que não foi criada por ele. Toda a melhora recente dele Tem uma parte que se deve ao governo, com as medidas do governo, mas tem uma melhora que é em cima dos erros da oposição, dos erros do bolsonarismo.
E aí a gente pode incluir nos erros do bolsonarismo algumas das medidas mais estridentes anunciadas pelos Estados Unidos, porque como a gente já viu na pesquisa Quest, elas estão sendo creditadas automaticamente à família Bolsonaro. Então Lula tá tendo de bandeja discurso e chance de injetar dinheiro na economia para responder ao tarifácio 2.0, sem que ele tenha precisado sair do lugar para ter essa nova chance.
Essas taxas, elas passam, essa taxa, né, de 25% passa a valer efetivamente na semana que vem, no dia 22. E os setores que foram atingidos, eles dizem que vão tentar, mesmo o próprio governo, né, que a negociação continua. A gente já viu o governo americano voltar atrás em outras situações, né. E quando o governo brasileiro disse que vai usar reciprocidade no momento adequado, provavelmente se as tarifas realmente começarem a valer.
Isso pode mudar alguma coisa a partir do momento que se usa reciprocidade, Vera?
Eu acho que não vão chegar a usar, Débora. Ano passado a lei da reciprocidade não foi adotada e o Brasil compensou isso com a busca de mercados alternativos e com medidas compensatórias para os setores atingidos. Eu acredito que o receituário vai ser o mesmo, até para não acirrar o confronto ali geopolítico num período eleitoral. Lula vai posar de magnânimo para os empresários e deixar o Trump brigando sozinho.
Muito bem.
O Thiago Bronzato, que é diretor da sucursal do jornal O Globo em Brasília, vai falar sobre isso também logo mais. A gente muda de assunto. A Karen Lemos tem aqui informações ao vivo O presidente do PT, Dinho Silva, voltou a defender Jax Wagner, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Oi, Karen, boa noite.
Isso mesmo, boa noite, Débora, Carol, Vera, e também para os ouvintes. Pois é, Dinho Silva falou aí que Jax Wagner é motivo de orgulho para o Brasil e que tem uma história de honestidade. Essa fala, ela aconteceu durante evento do partido em Salvador. Com a presença de Jax Wagner e também de outras lideranças petistas no estado. Ao fazer agradecimento aos que estavam presentes aí no evento, Edinho citou o senador, que a gente lembra aqui, né, deixou o posto de líder do governo no Senado após ser implicado aí no escândalo do Banco Master. E então Edinho passou a fazer elogios ao colega de legenda.
Eu quero dizer que tem um homem aqui nessa Bahia que é motivo de orgulho para todos nós do Brasil, E esse homem tem nome, é Jacques Wagner. É Jacques Wagner. O Jacques inspira muitas companheiras e companheiros do Brasil inteiro porque ele tem história, e a história dele é de dignidade, é de correção, é de honestidade. E o tempo é que vai fazer o acerto de contas, mostrando quem é Jacques Wagner.
Bom, essa declaração aí reafirma, né, o apoio do partido a Wagner, mesmo depois que o parlamentar foi alvo aí de uma das fases da Operação Compliance Zero, que investiga aí o caso Master. Na época, a Polícia Federal chegou a apontar que o senador foi beneficiário de vantagens econômicas pagas por Augusto Lima, que é ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, que era o dono aí, né, do Banco Master. Última informação aqui: a pesquisa Genial Quest de ontem avaliou um pouco desse impacto aí da investigação sobre o senador petista 61% acreditam que ele agiu de forma errada, ele no caso Jax Wagner, né? E para 37% esse fato impacta e muito negativamente a campanha de Lula.
Débora, obrigada, Karen, pelas informações. Até porque tem um outro dado aqui dessa pesquisa, Vera, que 43% dos entrevistados associam o caso Jax Wagner ao governo Lula, ou quer dizer, uma questão institucional Só 35% tratam como um assunto estritamente pessoal. Como é que tá a expectativa do governo em relação a isso? O governo tá tratando como uma questão que pode trazer problemas?
Ô Débora, eu acho que eles acreditam que é um caso muito ali localizado na Bahia e que o Jax Wagner não tem essa projeção nacional a ponto de a situação dele prejudicar o Lula. No caso Flávio Bolsonaro é muito mais direto, é ele próprio, o candidato à presidência da República, pedindo dinheiro para um assunto privado da família, né, elaboração de um filme da família. Essa defesa que o Edinho Silva faz, ela transfere o caso para o PT, tira do governo e joga numa instância partidária.
E por que que é importante para o PT defender o Jax Wagner? Porque a Bahia é um dos poucos estados que o PT governa É o estado que o PT governa há mais tempo, não quer perder. É um dos principais estados do país, um dos principais estados do Nordeste, e existe uma concorrência forte lá. O ACM Neto vai ser um concorrente forte para o governador Jerônimo. Então existe uma disposição do PT de priorizar a eleição da Bahia. Daí porque essa defesa inflamada que o Edinho Silva faz do Jacques Wagner, mas tirando a responsabilidade do Lula e do Palácio e passando para a instância partidária.
Muito bem, a gente faz uma pausa, você fica com o noticiário da sua região. Já já tem Viva a Voz, a gente volta com a reação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, à pesquisa Quest. Viva Voz de volta, João Rosa também de Brasília, porque o STF se manifestou sobre o tarifaço.
Isso mesmo, o Supremo Tribunal Federal divulgou agora há pouco uma nota em que afirma que a corte não vai ceder a pressões do governo dos Estados Unidos, que tem feito críticas a decisões do tribunal. A nota é assinada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, e afirma que o Supremo continuará exercendo suas funções com independência e firmeza, sem qualquer influência, pressão ou condicionamento externo. A manifestação foi divulgada após os Estados Unidos anunciarem a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros.
O governo norte-americano tem afirmado em documentos que um dos motivos para a medida seria uma suposta insegurança jurídica no Brasil e também tem feito críticas a decisões do STF. Na nota, o Supremo afirma que a corte exerce suas competências exclusivamente com base na Constituição Brasileira, e o documento ainda destaca que todas as decisões do tribunal são públicas, fundamentadas e submetidas apenas à Constituição e às leis do Brasil. Eu volto com vocês.
Obrigada, João. O Judiciário também se posicionando em relação a isso, né, Vera?
Exato, porque lembremos, né, o Judiciário foi um dos alvos de medidas unilaterais dos Estados Unidos no ano passado, quando se aprovou uma série de sanções a ministros, seja pela Lei Magnitsky, no caso o Ministro Alexandre de Moraes, seja naquela decisão de tirar o visto do Ministro Luiz Roberto Barroso, que deixou de ir para compromissos nos Estados Unidos graças a essa decisão. Então o Judiciário já tinha se posicionado a respeito dessa tentativa dos Estados Unidos de se imiscuir em questões internas do Brasil e o quanto que isso afeta a nossa legislação, afeta o direito internacional, afeta a Constituição brasileira.
E de novo posicionamento nesse sentido. Portanto, tudo se encaminha para que se o governo tiver de adotar medidas excepcionais quebrando até o defesa eleitoral, como eu falei no nosso primeiro bloco. Para se contrapor ao tarifácio e ao que mais possa vir dos Estados Unidos, dada a agressividade do discurso do Marco Rubio, a gente não pode duvidar de outras medidas, né? Vamos lembrar que aquela categorização das facções criminosas que atuam no Brasil como grupos terroristas abre um leque, uma margem para outras medidas unilaterais americanas.
Então o Judiciário já dando mostras de que vai apoiar medidas que o governo e o Legislativo brasileiro adotem de excepcionalidade, mesmo ao defeso eleitoral e a outras, para se defender desses ataques unilaterais dos Estados Unidos. Toda essa, todo esse ataque americano unifica os três poderes Mesmo com a crise que o Lula tem com o Congresso, isso tende a ficar em segundo plano para dar lugar a uma reação. Isso tudo num período eleitoral, vai se criando aí um tiro a partir da Casa Branca, mais um tiro na campanha da direita.
Difícil de defender isso, tanto é que o Caiado e o Zema já estão, incluam-me fora dessa, já estão se dissociando desse negócio e vai ficar o Flávio Bolsonaro pendurado nesse negócio. A maioria dos brasileiros não apoia as medidas dos Estados Unidos, não acha que elas são em defesa do Brasil, como diz aquele tweet do Marco Rubio. A pesquisa Quest mostra que existe um aumento do sentimento anti-americano no Brasil em razão desse discurso e dessas medidas.
E que a associação com a campanha do Flávio Bolsonaro está sendo feita pelo eleitorado, e que isso diminui— tem uma pergunta específica sobre isso— diminui a vontade de votar no Flávio Bolsonaro. Se ele continuar só dizendo a culpa é do Lula, mas não condenar frontalmente as medidas, isso vai ter um efeito bastante deletério para ele.
Bom, a gente vai continuar falando de política agora, sobre a reação na campanha na pré-campanha do governador Tarcísio de Freitas, é esse mau momento do Flávio Bolsonaro, né? Tivemos ontem os números da Quest, uma ampliação da vantagem do presidente Lula. Agora toda essa história do tarifação. A Bruna Barbosa tem esse bastidor. A campanha do Tarcísio teme que isso respingue de alguma forma aí em São Paulo? Bruna, boa noite.
Por enquanto não, Carol. Boa noite para você, para Vera e para Débora. O entorno do governador não acredita porque há certa forma ali há um entendimento de que as disputas são tratadas de forma independente, de que o cenário agora de 2026 é bastante diferente de 2022. Naquela época, Tarcísio era pouco conhecido no estado, era o candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro. Agora não. Na avaliação de interlocutores, o governador chega a essa disputa com uma gestão consolidada, com alta aprovação, com cenário considerado consistente.
E o que eu ouvi de uma fonte, aliás, uma frase que eu não tinha ouvido ainda, é: Tarcísio tá 12 por 8. Eu falei: como assim 12 por 8? Ele é a nossa pressão estável, é um candidato completamente estável. Então, a não ser que tenha algum tipo de alteração daqui para frente, não acreditam que vai ter alguma questão. Agora, conversando com pessoas aqui ligadas à política de São Paulo, mas que também estão na chapa do senador Flávio Bolsonaro, ali houve um pouco mais de preocupação.
E há um entendimento de que Flávio precisa intensificar a presença aqui em São Paulo, especialmente na capital, aproveitando também o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que pode ser um importante cabo eleitoral para Flávio. E a ideia é que ele use essa popularidade do governador no estado. Alguns integrantes da pré-campanha me disseram que os números preocupam, mas também são tratados como parte do processo eleitoral. Em relação à avaliação do presidente Lula, ao fortalecimento do presidente Lula mostrado nessa pesquisa Quest, pela primeira vez desde dezembro de 24, aprovação tá numericamente superior à desaprovação.
Nesse ponto em específico, eu ouvi de uma fonte: isso é muito mais demérito nosso do que mérito deles. Então a própria direita aí fazendo um meia-culpa de tudo que tá acontecendo, considerando essa queda de Flávio Bolsonaro motivada pelo caso Master, depois passando pela crise com o Dark Horse, e recentemente agora no sábado com essa divulgação da carta e com a briga com a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro. Para fechar, nos bastidores, a campanha de Flávio avalia que diante de todos esses episódios o recuo ainda tá menor do que parte da equipe chegou a projetar.
Mas há uma leitura de que os desgastes fazem parte de uma disputa e que ainda há tempo para recuperação ao longo da campanha, assim que os candidatos começarem a ir para as ruas.
Carol, obrigada, Bruna. É isso, né, Vera? Difícil imaginar que isso vai respingar especificamente na campanha do Tarcísio, né, porque os números mostram que ele tá numa posição muito confortável. Agora, na disputa nacional, o estrago começa a aumentar, né?
Para o Tarcísio, a rigor, Nunca ninguém vai dizer isso, muito menos ele, é o melhor dos mundos se o Flávio Bolsonaro não se eleger, porque aí o candidato em 2030 é automaticamente ele. Ele não tem mais nenhum tipo de fidelidade a comprovar em relação ao Jair Bolsonaro. Vai ser um governador de São Paulo, provavelmente reeleito, porque ele tem essa facilidade, segundo mostram as pesquisas. E dificilmente o Jair Bolsonaro terá força para arbitrar um outro candidato que não seja ele.
Já no caso de eleição do Flávio Bolsonaro, se cria uma fila óbvia porque ele passa a ser candidato à reeleição, embora ele diga que apresentou uma PEC pelo fim da reeleição. A gente sabe como é isso em campanha, todo candidato diz que vai acabar com a reeleição, quando chega lá ninguém leva essa agenda adiante, essa agenda morre ali no leito do esquecimento. E aí, com a possível, possível indulto a Jair Bolsonaro, as coisas ficam totalmente imprevisíveis e a vez dele pode nunca chegar.
Então a ideia na campanha do Tarcísio é fazer a campanha dele o mais dissociada possível do Jair Bolsonaro, tanto é, aliás, do Flávio, tanto é que ainda existe uma dúvida quanto ao fato de se o republicano vai apoiar ou não oficialmente, vai estar na chapa coligado com o PL. Então as coisas estão mais apartadas e mais afastadas do que as declarações de amor sugerem.
Rapidamente aqui, Vera, Tarcísio confirmou presença na convenção estadual do PSD no dia 26, segundo o jornal O Globo, até num ato de deferência a Gilberto Kassab, presidente da sigla, que foi secretário, né? Do governo estadual, mas pretende evitar caiado.
Sim, é outra cilada para ele. O PSD vai estar apoiando a sua candidatura, apesar das rusgas que houve, né, a saída do vice do PSD e o fato de que o Kassab ficou chateado porque esperava ser ele o vice. Ainda tem de fazer ali uma política de boa vizinhança, uma relação diplomática com o PSD, mas ele vai evitar aparecer ao lado do Caiado até para não insuflar mais crises dentro do bolsonarismo, que a gente sabe que eles são ali bastante ciosos dessa coisa e vivem cobrando o governador a demonstrar uma lealdade figadal à família.
Muito bem, a gente faz mais uma pausa, você fica com o noticiário local, já já tem mais Viva Voz.
Está de volta o Viva Voz e quem tá já com a gente na linha é o Thiago Bronzato, diretor da sucursal do Globo em Brasília. Boa noite, Thiago.
Boa noite, Vera, Débora, Carol, e boa noite aos ouvintes.
Boa noite.
Oi, Bronzato.
Thiago, a gente viu aí novo capítulo da guerra de acusações entre o PT e o governo e a campanha do Flávio Bolsonaro. Em relação a quem tem a culpa pelo novo tarifação, Tarifação 2.0. Quem tende a levar a melhor nessa disputa?
Pois é, Vera, o tarifação dos Estados Unidos virou a primeira grande prévia das eleições de outubro, com Lula e Flávio Bolsonaro transformando uma crise comercial num debate eleitoral. Por enquanto, quem aparece levar vantagem nesse cabo de guerra é Lula, não porque o governo tenha resolvido o impasse comercial, mas porque conseguiu de certa forma emplacar uma leitura mais política simples para o leitor, né, dizendo que o Flávio promoveu um tariflável, né, e ele é o grande responsável por esse tarifaço.
A pesquisa Genial Quest, que foi realizada antes da decisão do tarifaço americano, já mostrava que 51% concordavam mais com Lula na tese de que Flávio apoiou o tarifaço para prejudicar o governo brasileiro. Somente 30% compram mais a versão de Flávio de que ele tentou evitar a taxação americana, né? E além disso, 42% dizem que o episódio aumenta a vontade de votar em Lula, contra 27% em Flávio. A campanha do Flávio percebeu isso e já orientou os aliados do senador a culpar Lula usando a fala do secretário de Estado americano, Marco Rubio, de que o ego do presidente brasileiro emperrou as negociações.
E aí ficou um jogo de empurra, né? Lula culpa Flávio, Flávio culpa Lula. E no meio dessa confusão toda surgiu o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, criticando Lula e Flávio, e também a polarização, que é uma estratégia dele de se apresentar como uma alternativa nas urnas, que ele vem tentando adotar sem muito sucesso. E o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também condenou o tarifação, mas disse que o governo Lula errou feio.
No fim, velho, eu acho que o Lula saiu na frente no primeiro bloco de debate sobre tarifaz porque conseguiu transformar a crise comercial com os Estados Unidos num debate sobre soberania, e o Flávio virou um fiador involuntário da retaliação do Trump contra o Brasil. Mas se a conta do tarifaz chegar ao emprego e à indústria, aí essa disputa deixa de ser sobre quem venceu a queda de braço e passa a ser sobre quem conseguirá resolver a crise primeiro.
Bronzato, governo elevou o tom, STF também. Podemos esperar novas retaliações por parte do governo americano? Até porque tem uma outra investigação em curso que trata de trabalho forçado, que também envolve o Brasil, né?
Pois é, Débora, o governo brasileiro bateu na mesa, falou grosso. O chanceler Mauro Vieira chamou a fala de Rubio de grosseira e arrogante, né? E o Lula não poderia aceitar quieto acusação de que colocou o próprio ego acima do interesse nacional. Mas a gente sabe que na diplomacia comercial cada frase mal colocada pode custar muito caro, né? Ainda mais tendo em vista que há outra investigação americana contra o Brasil relacionada a trabalho forçado.
Essa nova investida do governo Trump pode elevar o peso total do tarifácio de 25% para 37,5% em alguns produtos. Isso significa que o Brasil levou um soco de Trump, mas também precisa manter a guarda firme para não levar outro golpe, né? O risco é o Brasil entrar exatamente no jogo que o Trump gosta, que é briga pública, frase de efeito, e escalar essa crise. Até porque o Trump tem usado o tarifação como um espetáculo particular para aumentar a popularidade dele.
E se o Brasil responder só no grito, pode dar o que o governo americano quer, que é um enredo de disputa e mais retaliações em cima do Brasil. É claro que Lula não precisa ficar em silêncio, né? E ele precisa mostrar força e independência nesse momento. Mas é um daqueles jogos que o governo precisa parecer forte sem agir como se tivesse no palanque o tempo todo.
O Bronzato, e qual vai ser a estratégia do governo e dos empresários para tentar contornar o tarifaço?
Carol, o governo deve fazer duas coreografias. Aqui para dentro vai continuar batendo na tecla da soberania, defendendo o Pix, ameaçando aplicar a lei da reciprocidade, que pode suspender concessões comerciais investimento dos Estados Unidos, né, e para fora vai tentar negociar tecnicamente, produto por produto, setor por setor, até para tentar reduzir o dano que hoje é estimado em 11 bilhões de dólares com esse novo tarifácio.
Até porque, conforme o próprio governo já admitiu, Carol, seria um desrespeito com os outros setores o governo levantar da mesa de negociação e ir embora. Isso porque o tarifácio atingiu setores muito importantes, né, como açúcar, máquinas agrícolas, vestuário, papel, enfim. O governo também pretende investir em novos laços comerciais. Há uma negociação nesse momento bem avançada para fechar um acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Canadá.
E por fim, o Planalto também sinalizou hoje numa coletiva ali falando das medidas que deve adotar, que deve lançar novas medidas provisórias, né. E a expectativa é que seja lançado ali, que seja ampliado o programa Brasil Soberano, que foi lançado já para socorrer com linhas de crédito as empresas e exportadores afetados pelo tarifação americano. O que resta saber, Carol, é se será possível transformar nesse momento o discurso de soberania em resultado econômico, porque tarifa não se derrota no palanque, mas sim na mesa de negociação.
É isso. Tiago Bronzato, diretor da sucursal de Brasília do Globo, com a gente às terças e quintas. Obrigada, Tiago. Até semana que vem.
Obrigado, até mais.
Até, valeu, Bronzato. Gente, dá tempo ainda de falar sobre o embrólio na eleição em Minas Gerais. Presidente Lula tá tentando definir finalmente quem vai ser o candidato ao governo do estado. Débora Costa, como é que tá essa negociação, hein? Boa noite.
Oi, Carol, boa noite para você também. Após o PT Nacional definir o nome de Patrulha Ananias para disputa ao governo de Minas, o acordo para candidatura aguarda uma reunião entre o presidente Lula e o deputado federal mineiro O encontro estava previsto para esta quinta-feira em Brasília, mas ainda não aconteceu. O nome de Patrus ganhou consenso na última semana após a recusa da pré-candidata do PT ao Senado, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, em disputar o governo estadual.
Além disso, uma pesquisa interna realizada pela sigla também indicou que o deputado federal teria um bom desempenho, assim como Marília. Com essa confirmação, alguns partidos já se mobilizam para tentar aliança com a chapa petista. Nos bastidores, as cúpulas nacionais e regionais do PT e do PSB trabalham com a possibilidade de caminharem juntas nos moldes do acordo fechado em Pernambuco. Mas para Minas, a principal hipótese é do PSB indicar um vice.
O PSOL também confirmou, confirmou que quer estar junto com Patrus nessa chapa, se ela for confirmada. Noutro campo político, novas hipóteses de candidaturas aqui em Minas Gerais surgiram às vésperas das convenções partidárias. Nesta quinta-feira, a Federação União Brasil Progressistas discutiu a possibilidade de lançar o ex-secretário de governo Marcelo Haro para disputar o pleito estadual. O assunto foi debatido em uma reunião em Brasília.
Além do nome de Haro, o objetivo seria tentar também reunir o Republicanos e o PL em torno dessa chapa, em meio à indefinição da candidatura do senador Cleitinho. Essa recente possibilidade gera pressão também, Carol, na chapa do PSD, do governador Mateus Simões, que tenta a reeleição. Isso porque até então Simões tinha o apoio do ex-secretário de governo Marcelo Haro, que sairia como pré-candidato ao Senado. Além disso, o governador mineiro também tem interesse no apoio da Federação União Brasil Progressistas.
Carol, obrigada, Débora.
Que que tá acontecendo em Minas, hein, Vera? Que ninguém consegue fechar a chapa, fica essa agonia aí resgatando nomes para tentar compor uma chapa ao governo do estado.
É, o Patrulha Ananias é alguém que tem prestígio em Minas, principalmente em Belo Horizonte, mas que dificilmente vai conseguir ter uma candidatura exitosa no cenário atual de Minas, em que o PT é muito desgastado desde o governo Fernando Pimentel, não conseguiu se recompor lá. E essa hesitação em qualquer um em ser candidato ao governo mostra isso, mostra essa dificuldade. Mesmo uma prefeita reeleita de Contagem, que tem ali uma boa votação na região metropolitana de Belo Horizonte, prefere ser candidata ao Senado a se lançar ao governo e dar um palanque forte para o Lula.
Palanque dele com Patrícia Ananias vai ser um palanque mais fraco do que seria com a Amarília. E ele sabe disso. Patrulha das Anônimas tem já 74 anos e na eleição para deputado federal em 2022 teve só 87 mil votos, uma votação bem menor do que a que tinha tido 4 anos antes. Não tá no auge do seu, da sua popularidade. Quando foi prefeito de Belo Horizonte, né, ele administrou BH de 1993 a 1996, depois disputou o governo do estado em 98, não foi nem ao segundo turno.
Então uma candidatura de alcance limitado, mas é o que temos para hoje. Ficou nesse, nesse jeito, desse jeito, o palanque do Lula em Minas. É um amigo dele de longa data, vai para o sacrifício para dar um palanque ao Lula, mas é um estado que passa a inspirar cuidado para o PT. Vai precisar de uma blitz mineira para evitar uma derrota no estado.
Muito bem, finalizamos o Ponto Final CBN, o Viva a Voz no Ponto Final CBN de hoje. Vera Magalhães, você vai estar fora?
Estarei fora, fico fora semana que vem. Amanhã já não faço, que eu viajo, e fico fora na semana que vem. E volto no dia 27, Débora.
É isso, então dia 27, Verinha de volta aqui com a gente no Viva a Voz. Beijo, até!
Beijo, tchau tchau, Vera!
Bom descanso!