Episódios de Vera Magalhães - Viva Voz

'Justificativa de Bolsonaro sobre carta não deve sensibilizar Alexandre de Moraes'

15 de julho de 20267min
0:00 / 7:18
Vera Magalhães analisa que a alegação de que o ex-presidente não sabia da divulgação da carta nas redes sociais é pouco crível e dificilmente alterará a decisão do ministro do STF. Ela ainda comenta a nova pesquisa Genial/Quaest e a liberação de gratificação fora do teto a servidores do TCU.

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Participantes neste episódio2
V

Vera Magalhães

HostJornalista
C

Carlos Alberto Sardenberg

Co-hostJornalista
Assuntos2
  • Contexto Político-EleitoralAvaliação do governo Lula · Intenção de votos · Flávio Bolsonaro · Eleitores independentes · Medidas eleitoreiras do governo
  • Campanha de Flávio BolsonaroVoto feminino · Programa Brasil por Elas · Emancipação feminina · Daniela Marques · Histórico de declarações machistas
Transcrição23 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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CACarlos Alberto Sardenberg

How do you say, where's the restroom, in Spanish?

?Voz D

¿Dónde está el baño?

CACarlos Alberto Sardenberg

Hey Meta, is a hot dog a sandwich?

?Voz D

Technically, no. Spiritually, yes.

?Voz A

Hey Meta, what should I do with my life?

?Voz D

That's one of life's biggest questions. What do you think?

?Voz A

Ask anything with the new Meta Glasses. Viva a Voz com Vera Magalhães.

VMVera Magalhães

E aí, Vera?

CACarlos Alberto Sardenberg

Oi, Sardenberg, boa tarde para você, para Cássia, para os nossos ouvintes também, para quem assiste o CBN Brasil.

?Voz B

Boa tarde, Vera.

VMVera Magalhães

Vera em áudio e vídeo. Vera, o assunto: a pesquisa Quest divulgada hoje cedo que mostra uma situação muito favorável para O presidente Lula, Vera, os números eles praticamente retrocedem ao patamar de dezembro.

CACarlos Alberto Sardenberg

Sardenberg, é engraçado isso, tanto a curva de aprovação ao governo quanto a de intenção de votos dos candidatos, ela teve uma oscilação grande ao longo de todo o primeiro semestre, mas agora ela praticamente volta àquela situação de dezembro. No caso da avaliação do governo, até um pouquinho melhor, ela é um pouco melhor que dezembro, mas o Flávio Bolsonaro que vinha se consolidando ali como um rival à altura do Lula, ombreando com ele no primeiro e no segundo turno, chegou a numericamente estar levemente à frente do presidente ali em abril, depois da sucessão de crises vivida pela campanha dele, voltou ao patamar de quando o Jair Bolsonaro o oficializou como candidato.

Então ele aparece ali no primeiro turno com 26%, desculpa, 14% das intenções de voto e o Lula com 26%. O Lula no patamar até acima um pouquinho de dezembro e ele um pouco acima também, mas a distância muito semelhante. E nas projeções de segundo turno, aí sim muito parecidas com o do fim do ano passado. O que que isso mostra, né? Que aquelas medidas, em uma chuva de medidas de viés eleitoreiro do governo, surtiram efeito. A pesquisa também pergunta sobre isso, sobre a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5.000, sobre o Desenrola, e constata que elas são conhecidas, amplamente conhecidas e bem avaliadas.

As pessoas acham que sua renda melhorou a partir do novo programa, principalmente de renegociação de dívidas. E do lado do Flávio, aquela dificuldade junto ao eleitorado feminino, mas também uma nova dificuldade junto a uma direita não bolsonarista e aqueles chamados eleitores independentes, que no fim das contas, né, no frigir dos ovos, serão os que vão definir a eleição. Numa eleição altamente polarizada, aquele eleitor que se declara independente, ele tende a oscilar entre um e outro candidato a depender das circunstâncias, a depender do noticiário.

E isso parece ter atingido Flávio Bolsonaro muito fortemente, porque o Lula cresceu bastante entre esses chamados eleitores independentes. Então hoje o O QG lulista tá ali todo comemorando porque ele larga como favorito a essa altura. Só são 3 meses daqui até a eleição, sendo que, né, um semestre inteiro se passou e ele volta ao patamar que ele tinha antes. E o pessoal do Flávio Bolsonaro preocupado principalmente com essa perda de votos entre aqueles que se dizem de direita.

?Voz B

É, agora, Vera, tem uma outra questão. Você mencionou aí na pesquisa, né, o eleitorado feminino, que é um eleitorado com o qual Flávio Bolsonaro tem dificuldades, assim como tinha o pai dele, né, quando tentava se reeleger, o Eduardo Bolsonaro, o presidente Jair Bolsonaro. Agora, na sua coluna de hoje, você fala muito dessa questão do voto das mulheres, inclusive o que o senador Flávio Bolsonaro pode tentar fazer para melhorar a relação dele com esse público. Não é uma missão exatamente fácil, né?

CACarlos Alberto Sardenberg

Não é, Cássia, porque eles têm desenhado um programa para as mulheres, né, que como todo plano de governo é uma carta de intenções, mas que tem que ser cotejada com esse histórico de declarações e ações, principalmente do pai dele, Jair Bolsonaro, mas também de um entorno ali muito próximo, como esse influenciador Paulo Figueiredo, que são declarações e ações de viés machista ou misógino. E isso historicamente afasta a eleitora, né, o voto feminino da família.

E acontecia com Jair Bolsonaro e acontece com o Flávio. A pesquisa Quest de novo mostra isso. Lula tem muito mais votos, tem 33 mulheres, e o Flávio tem 25. Então, o que que consiste nesse plano? É um plano que tá sendo batizado de Brasil por Elas. Coordenado pela Daniela Marques, que tá muito enfronhada na campanha. Ela foi por muito tempo braço direito do Paulo Guedes, depois presidente da Caixa, e agora tá ajudando na elaboração do plano de governo do Flávio.

E aí é toda uma ideia de promover a emancipação feminina a partir do empreendedorismo, com uma série de propostas. E a a ideia de que tudo voltado para as mulheres seja concentrado em uma plataforma digital na qual elas terão acesso a crédito, a esclarecimento financeiro, a checar os seus benefícios sociais e até a fazer denúncias de violência doméstica. Então eles devem lançar isso numa turnê. Flávio Bolsonaro vai viajar o país acompanhado de mulheres, da sua mulher Fernanda, e de mulheres apoiadoras.

E a ideia com isso mostrá-lo como alguém diferente do pai, mais capaz de falar ao eleitorado feminino.

VMVera Magalhães

Vera Magalhães, a gente volta ao assunto, mas o problema dele agora tá bem além da questão das mulheres, né? É da questão das mulheres, mas também há outros problemas na candidatura dele, né?

CACarlos Alberto Sardenberg

Bastante, desde o caso Master, passando ali por todos os outros. Mesmo entre os homens, o Lula ultrapassou Sardenberg.

VMVera Magalhães

Isso não vinha acontecendo.

CACarlos Alberto Sardenberg

Ele liderava no eleitorado masculino, então ele tá hoje em dia atrás, né, nos dois gêneros, né. Tem um problema histórico com as mulheres, mas agora tá atrás entre os homens também.

VMVera Magalhães

Exatamente. Vera Magalhães, obrigado, Vera. Até amanhã.

CACarlos Alberto Sardenberg

Até amanhã, um ótimo jornal para vocês.

?Voz B

Até amanhã, Vera.