Fim da ‘taxa das blusinhas’ e renegociação de dívidas poderiam aumentar popularidade do governo?
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- Economia do Governo LulaComunicação do governo · Comparação com governo Bolsonaro
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- Medidas econômicas do governoSubvenção do diesel · Subvenção do gás de cozinha
- Indicação Jorge Messias ao STFInvestigações sobre Davi Alcolumbre · Calendário político
- Renegociação de Dívidas
Viva a voz com Vera Magalhães.
Vera Magalhães, boa noite, tudo bem? Oi, Débora, boa noite para você e para a Carol, boa noite para os ouvintes também, para quem nos assiste por imagens em todos os dispositivos. Oi, Vera, boa noite. Bom, gente, teve reunião ministerial hoje em Brasília, o presidente Lula fez anúncio sobre a chapa, fez um balanço do governo, alguns ministros se despediram, teve saia justa, teve de tudo. A Ana Carolina Tomé vai resumir aqui para a gente. Oi, Ana.
Oi, Débora. O presidente Lula anunciou hoje Geraldo Alckmin como seu candidato a vice-presidente novamente nas eleições deste ano. A dobradinha na campanha de novo chegou a gerar dúvidas diante da tentativa do petista de atrair o apoio do MDB. Além das negociações do MDB, a resistência do PSD de abrir mão da vaga de vice foi decisiva para a escolha de Lula. A confirmação de Alckmin na chapa foi feita durante a reunião ministerial e gerou aplausos.
O companheiro Alckmin, que vai ter que deixar o Midic, ele vai ter que deixar porque ele é candidato a vítima dentro da República outra vez, e ele vai deixar o Midic. Na abertura da primeira reunião ministerial deste ano, Lula anunciou mudanças na esplanada e confirmou a saída de pelo menos 18 ministros, a maioria para disputar as eleições em outubro. Durante o encontro, ele deu tom que deve marcar a sua campanha à reeleição.
Sem estar Bolsonaro, afirmou que sem preocupação, compara o governo dele com o do ex-presidente ao dizer que fez infinitamente mais. Para o restante do mandato, Lula avisou que não haverá novos programas nem a criação de ministérios e estipulou uma meta aos novos ministros.
coube aos ministros da Casa Civil, então, Rui Costa, e da Fazenda, Dário Durigam, fazer uma apresentação sobre os resultados positivos dos programas de governo. Rui Costa disse que os números comprovam uma diferença abissal entre o governo anterior e o atual, mas que a disseminação de mentiras atrapalha o governo e cobrou do ministro da Secretaria de Comunicação, Sidonio Palmeira, ações para que o povo tenha acesso aos feitos do governo.
E a minha dúvida, Sidoni, é se o povo sabe disso. Eu acho que a gente tem que colocar como foco, comparar e mostrar. O povo tem o direito de conhecer esses números, esses dados. Porque, repito, é mudança da água para o vinho. De um deserto de projetos, deserto de obra, deserto de governança, para um governo que montou uma equipe com vontade de trabalhar e produz esses resultados.
Em tom de despedida, o presidente Lula elogiou o trabalho da equipe, disse ser só gratidão e ter certeza que os ministros farão do trabalho que desenvolveram no governo o sucesso das futuras campanhas. Lula também fez críticas duras ao atual cenário político do país e afirmou que as instituições estão degradadas e que, em muitos casos, a política deixou de ser levada a sério para virar um negócio.
Obrigada pelas informações, Ana Carolina Tomé em Brasília. Bom, a formalização da chapa, o anúncio da chapa, Lula Alckmin acaba com as especulações, o próprio Alckmin estava dando sinais de que não gostaria de concorrer a outro cargo e essa cobrança pública feita por Rui Costa a Sidônio deixou ele meio incomodado.
Vou começar por essa, então. A gente tem visto que todos os problemas de popularidade do governo são atribuídos à comunicação. Toda vez que tem uma crise de popularidade, se parte do princípio de que o governo comunica mal aquilo que faz.
Mas houve essa mexida, saiu o Paulo Pimenta o ano passado para a entrada do Sidonio, que vinha a ser o marqueteiro da campanha do Lula, e houve um momento de recuperação da imagem do presidente. É claro que nem a queda e nem a recuperação podem ser atribuídas 100% à comunicação.
existe uma coisa que é de fundo do governo. Quando que melhorou? Quando o Lula conseguiu encaixar um discurso. Na verdade, ele conseguiu encaixar dois. O primeiro, o que ele estava batalhando para que quem ganhasse mais pagasse mais imposto, quem ganhasse menos pagasse menos.
E a segunda bola que ele conseguiu colocar no gol foi a história da defesa da soberania brasileira, quando ele recebeu de bandeja do Eduardo Bolsonaro e do Donald Trump. Então, aquele foi o momento que mostrou capacidade de recuperação do governo. É claro que isso é embalado em ações da comunicação, que estão acontecendo. Todo mundo que liga a televisão vê propaganda do governo, tem um volume de propaganda muito grande.
Se você circula pelos prédios da esplanada dos ministérios em Brasília, você vê coisas que num passado não tão distante, por exemplo, o governo Fernando Henrique Cardoso, gerariam ações por uso indevido da máquina como propaganda, inclusive ferindo o princípio da impessoalidade.
porque as fachadas dos prédios estão decoradas com os programas do governo, as mensagens ali do que esses programas geraram. Então, não acredito que seja um problema de comunicação. Não é um governo que comunica pouco, nem que comunica mal. Passou a usar as redes sociais também melhor. Existe um problema que é de fundo e que ou se encara isso, ou o governo vai continuar andando em círculos. O ministro Rui Costa...
que foi quem vocalizou as críticas à comunicação, é, por exemplo, o ministro muito criticado internamente por segurar as coisas, segurar programas, segurar ações de outros ministérios, que nada anda na mão dele, que ele é roda presa, que ele não recebe os colegas. Então...
Não é exclusivamente um problema de comunicação o do governo Lula. Confirmação do Geraldo Alckmin. Nos últimos dias houve uma movimentação intensa de tentativa de trazer o MDB para a cédula e para a chapa. E eles sentiram que não haveria nenhuma segurança e nenhuma garantia para fazer isso. E aí poderiam prescindir do Geraldo Alckmin, obrigá-lo a ir para uma disputa que ele não quer ao Senado.
Isso poderia azedar a relação entre o presidente e o vice, que é uma coisa que deu certo, apesar de todas as apostas em contrário por serem dois adversários históricos, que de fato conseguiram se entender. Então, o Lula preferiu não trocar o certo pelo duvidoso e nem melindrar o Geraldo Alckmin, daí essa confirmação. E o clima geral dessa reunião ministerial de cobrança justamente de olho na eleição, né, Vera? O Lula anuncia aí que o Alckmin vai ser o vice.
E está querendo decolar já com a agenda de campanha, até porque as outras duas candidaturas estão colocadas, né? Flávio Bolsonaro e ontem o Caiado. Exato, Carol. Fica aí, para mim, ficou como um substrato importante da reunião ministerial a admissão dele de que não foi possível fazer tudo.
E essa nova estratégia, ou pelo menos explicitada agora, de fazer comparações entre as entregas do governo dele e as entregas do governo Jair Bolsonaro. Isso visa combater um certo cansaço que o eleitor demonstra em relação à gestão petista e à imagem do presidente. Essa ideia de que os eleitores passaram a considerar
mais prejudicial a permanência do Lula no poder do que a volta da família Bolsonaro. Então, essa fala de comparação, ela quer combater isso que é mortal para o governo, que é uma rejeição maior à permanência do Lula que à volta do Bolsonaro. Então, eu acredito que essas comparações vão se traduzir em alguns números e em algumas narrativas.
Deverão abarcar áreas como educação, que foi uma área em que o governo Bolsonaro teve muito problema, muita troca de ministro, meio ambiente, mesma coisa, ciência e tecnologia, em que houve o negacionismo total, cultura, em que houve um desmonte da área de cultura. Então, essas comparações pontuais entre áreas do governo vão começar a ser reforçadas de agora em diante para tentar dissipar.
essa ideia que está ganhando força junto ao eleitorado, de que é pior reeleger o Lula do que trazer um Bolsonaro de volta ao governo. Bom, a gente vai falar já já sobre um pacote de bondades que o governo está preparando na área econômica, mas antes vamos falar sobre o clima no Senado para a votação do Jorge Messias, essa batina dele, finalmente, hoje o presidente Lula enviou para o Congresso a...
A gente está sem o áudio da Carol, é isso? Ué? A gente está sem o áudio da Carol? Voltou. Voltou, voltou. Não ouviram nada? É melhor começar do começo de novo ou picotou? Não, você estava falando da sabatina que deverá ser marcada agora que a indicação foi confirmada. Ah, tá. Fiquei na dúvida se tinha picotado, se não tinha saído nada. Mas a Larissa Lopes, então, tem essa apuração, esse clima aí no Senado para a sabatina do Messias. Tudo depende dos humores de Davi Alcolumbre, né, Larissa?
Exatamente, Carol, é isso. E não tem uma previsão ainda para que essa sabatina seja marcada, na verdade recebida até por Davi Ocolumbra, para que ele envie para a Comissão de Constituição e Justiça, que aí sim vai marcar a sabatina de Jorge Messias.
inclusive, conversei há pouco com o presidente da CCJ aqui no Senado, que é o senador Otto Alencar, e ele falou que é isso. Então, agora, para marcar, só depende de Davi Alcolumbre.
O Davi, no tempo dele, manda para a Comissão de Constituição e Justiça. Chegando na Comissão de Constituição e Justiça, eu marco a leitura da mensagem. A leitura da mensagem é feita numa quarta-feira e aí eu concedo vistas a todos os senadores e senadoras. Depois de concedido as vistas, eu coloco a sabatina com oito dias depois das vistas e depois leva para votar no plenário.
Bom, o senador mencionou aí o tempo de Davi Alcolumbre, mas a grande pergunta é que tempo será esse. Até alguns senadores também foram pegos de surpresa com essa indicação do presidente Lula logo hoje. Ele anunciou hoje mais cedo, o Planalto divulgou que enviaria...
essa carta com a indicação formal, mas até agora isso não aconteceu. Entra no sistema como uma mensagem do presidente ali, né, que é justamente essa carta enviada ao Columbre. E também, Carol, tem já manifestação de Jorge Messias, que ele disse que ele vai dar continuidade à jornada no Senado com humildade e fé e disse que vai buscar novamente o diálogo com todos os senadores e senadoras.
pois esse é o momento que exige entendimento. Lembrando que essa indicação de Lula ocorre... Perdemos o contato, acho que perdemos o contato com a Larissa. Acho que sim. Larissa nos ouve?
Bom, mas ela já estava no final também, né? Com essa informação. Eu até me antecipei, falei que o Lula já tinha enviado. Ele disse que vai enviar. A Larissa estava contando que ainda não enviou oficialmente, mas já teve esse anúncio oficial de que vai ser enviado hoje. E o Columbre, de certa forma, sendo pego de surpresa, Vera, com essa decisão de enviar agora. Dá para dizer isso?
Imagino que o governo, seja o presidente ou seja o responsável pela articulação política que vai ficar no lugar da Glaze ou ela própria, devam ter advertido a ele que isso voltaria para o Senado. Lembrando, Lula chegou a mandar essa indicação, depois recolheu quando sentiu que o clima não era favorável e agora reencaminhou.
reenviou. Ele entendeu que era necessário fazer isso. Era um momento em que todos os ministros estavam saindo, Jorge Messias ia ficar nesse limbo em que ele está gravitando desde o final do ano passado. Não é uma situação confortável essa, porque aí começam outras candidaturas, começam rumores de que o presidente vai trocar a candidatura e ele nunca desejou fazer isso. Ele não desejou substituir o Messias, ele só estava...
dando um tempo para a poeira assentar, e agora ele está na expectativa de que a poeira tenha assentado. A gente não sabe, principalmente porque o presidente do Senado, que era quem se opôs ali ao envio do Messias, porque preferiu um outro nome, o do senador Rodrigo Pacheco, ele está às voltas com outras circunstâncias pessoais.
igualmente tensas. Ele está às voltas com a investigação do Banco Master, que atinge aliados seus no Amapá, e com a necessidade ou não de ter de instalar uma CPI do Master, que isso vai ainda ser discutido, com o encerramento de uma CPI e de uma CPI do Senado. Então, tem ali um conjunto de assuntos que demandam a atenção do presidente do Senado.
e nos quais ele pode entender que o governo o deixou sozinho, o deixou desassistido, o deixou no desgaste enquanto estava ali se poupando e se eximindo de qualquer desgaste. Isso pode acentuar um mau humor que ele já tinha em relação ao nome do Jorge Messias.
O presidente da CCJ, Otto Alencar, que a gente ouviu na matéria da Larissa Lopes, ele é um aliado do governo Lula. Portanto, ele é alguém que trabalha a favor da indicação. Ele vai marcar a sabatina quando ele entender que o Messias fez um trabalho ali de visita aos senadores e que foi bem recebido. Mas se o presidente do Senado, que tem uma enorme ascendência sobre várias bancadas,
estiver trabalhando contra o nome dele, trabalhando pela derrubada desse nome, em votações que são secretas, tanto a da CCJ quanto a do plenário são secretas, aí é um fogo contrário bem relevante. Então, o governo precisa forçosamente sentir qual é o pulso do Davi Alcolumbre antes de, de novo, empurrar o Jorge Messias na cova dos leões. É uma coisa que é necessária.
Para evitar susto, para um governo que está com essas dificuldades que a gente acabou de relatar, sendo considerado pela população um governo já com desgaste, etc. Você ser derrotado na indicação de um ministro do Supremo Tribunal Federal...
É uma crise de um patamar que a gente ainda não viu, porque isso não é comum de acontecer. Mesmo a indicação do André Mendonça, que enfrentou a oposição do próprio Davi Alcolumbre, ela passou, ele foi aprovado, comeu o pão que o diabo amassou ali, teve um calvário, mas foi aprovado.
derrotar é algo muito grave em ano eleitoral. Então, se o governo está mandando agora, imagino que pelo menos sentir o pulso do Alcolumbre, o Lula mandou alguém sentir antes. A Larissa nos falou mais cedo que eles tiveram uma conversa por telefone.
na semana passada, sobre esse assunto e que o presidente teria dito que mandaria nos próximos dias, confirmaria nos próximos dias a indicação de Jorge Messias. Mas, enfim, é uma relação bastante complexa que a gente tem acompanhado.
E o Columbre está submergido, né? Diante de todas essas situações, ele sumiu. Ninguém está falando com ninguém, ninguém sabe o que ele pensa, o que ele quer. É, de vez em quando ele manda esses secados. Ah, o Columbre ficou irritado. Ah, o Columbre não gostou. Ah, o Columbre está trabalhando nos bastidores para isso ou aquilo. Ele teve uma vitória na semana passada com a derrubada da liminar do ministro André Mendoza, que obrigava a prorrogar a CPMI.
do INSS, mas, e eu falei isso aqui no Viva Voz na sexta-feira, nessa mesma decisão do Supremo, vários ministros lembraram que é, sim, obrigatório instalar uma CPI quando tem as assinaturas necessárias, e a do Master...
ele está segurando também. Então, pode vir um outro revés do lado de lá da Praça dos Três Poderes. Acho que é por isso que ele está ainda bem resguardado e bem atuando nos bastidores, porque sabe que a crise do Master ainda está longe de passar para ele.
Vamos aqui ao nosso próximo tema. A Samanta Klein, Brasília, traz aqui o pacote de medidas que o governo vem avaliando e vem discutindo para evitar uma alta do diesel, também uma alta do gás de cozinha. Tudo reflexo, esses aumentos por causa da guerra no Oriente Médio, mas a gente também está num ano de eleição que dificulta ainda mais para o governo, né, Samanta?
Isso, a tempestade perfeita, né, Débora? A gente pode fazer esse comentário, digamos assim. Boa noite também à Vera e à Carol. Olha, mais cedo, o ministro Dario Durigan, da Fazenda, afirmou que a medida provisória de subvenção do óleo diesel importado vai ser publicada ainda nesta semana, mesmo que não haja 100% de adesão dos estados.
Segundo o ministro, o governo está bem pertinho de alcançar a unanimidade entre os 27 estados, mas afirmou que tem dois ou três governadores titubeando. Inclusive, a Globo News já atualizou que São Paulo aderiu, que faltariam, então, Rio de Janeiro e Distrito Federal. A medida provisória prevê a concessão de subvenção econômica no valor de R$ 1,20 por litro de diesel.
importado, composta pela contribuição da União com a metade e outra metade dos estados. E aí esse valor será deduzido do fundo de participação dos estados. Lembrando que essa é uma medida provisória, provavelmente só até o final de maio.
Outra proposta em estudo é a subvenção ao gás de cozinha. Isso porque 20% do insumo usado no Brasil é importado. O preço também tem aumentado muito em razão da guerra.
Os importadores estão pagando cerca de 60% a mais do que foi pago antes do início da guerra. Isso segundo avaliação, análise da Agência Nacional de Petróleo. Outro ponto também em estudo.
pela equipe econômica é um pacote para aviação civil, já que o aumento dos insumos, querosene, o combustível sobre aviação, também está sendo fortemente pressionado por conta da alta desses valores no mercado internacional. Com vocês.
Obrigada, Samanta, pelas informações. Há um número razoável de estados que já aderiram, que já aceitaram essa subvenção, participar dessa subvenção. Inclusive, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse essa semana que neste modelo seria possível o Estado também participar dessa subvenção.
Exato, o governo tem muita pressa que essa medida comece a rodar para justamente evitar que o reflexo do aumento do diesel e o princípio de desabastecimento sejam...
fatais para desencadear outros problemas, como greve de caminhoneiro, como desabastecimento, como aumento de preço em várias cadeias de produtos. Então, essa medida precisa começar rápido, daí porque o governo abriu mão de um acordo, um acordo em que todo mundo...
concorde e vai partir para anunciar a medida, mesmo tendo uma adesão apenas parcial. A adesão de São Paulo ajuda a desmontar uma eventual resistência da oposição, porque o principal governador de oposição, Tarcísio de Freitas, é aquele que é do Estado em que vai haver o maior embate eleitoral e ainda assim dando mostras de que vai aceitar.
Com isso, o governo Lula adota no ano eleitoral uma medida bem semelhante a uma que o Jair Bolsonaro adotou em 2022, que foi muito criticada pelo próprio governo, que foi muito criticada pela equipe econômica e que teve de ser desarmada depois com devolução do que os estados abriram mão por parte da Fazenda. Agora é diferente porque parte de um arranjo combinado, parte de um...
um modelo em que o governo federal já arca com uma parte da subvenção, mas ainda assim é recorrer a um tributo que não é federal, um tributo que é estadual, para tentar fazer com que a guerra não tenha um impacto enorme no preço dos combustíveis, como já está tendo e está sendo segurado, até que o governo segura ao máximo.
qualquer reajuste do diesel, mas a gente sabe que isso tem um prazo de validade. A Petrobras não vai poder ficar segurando artificialmente o preço por muito tempo. Então, o governo se antecipando a algo que é um fator sempre de desgaste para toda e qualquer administração.
Agora, Vera e Débora, o governo preparando algumas medidas para tentar também alavancar sua popularidade. Tem essa de subvenção nos combustíveis, possível revogação da taxação das blusinhas, um pacote para tentar tirar as pessoas do endividamento, porque entende que, apesar de ter alguns dados positivos na economia, isso não reverbera na opinião pública. Por exemplo, o emprego. A gente tem praticamente pleno emprego.
Hoje saíram dados do CAGED, a economia gerou mais de 255 mil empregos formais em fevereiro desse ano, segundo o Ministério do Trabalho. Para o mês, não foi um resultado tão positivo. O resultado de fevereiro é o pior para o mês desde 2023. Mas a gente tem uma taxa super baixa de desemprego.
Exato. Você veja que é um vai e vem de discussões que duram desde o ano 1 do governo. Essa coisa da taxa das blusinhas foi criticada pela Janja, aí o Haddad convenceu que era necessário, ela foi estipulada, então ficou ali um debate longo e agora a discussão sobre revogá-la ou pelo menos descontinuá-la por um tempo.
na expectativa de que isso vai atrair uma certa classe média consumidora desses produtos, que é hoje um dos grupos nos quais o presidente patina em popularidade. É a mesma coisa em relação a essas outras medidas. A minha dúvida é se elas têm fôlego para agir na popularidade do presidente, quando a gente vê que há um ano...
se está buscando medidas e mesmo coisas de muito maior impacto, como a redução do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais, não foram capazes de produzir essa sensação de bem-estar econômico que o governo parece estar querendo criar na população. A mesma coisa no endividamento, já teve, desenrola.
Já teve outras medidas dentro dessa mesma modalidade e elas não impactaram positivamente como programas do passado. Então, parece ser realmente um cansaço de material mais amplo e mais duradouro do que medidas de ocasião são capazes de fazer ser vencido. Muito bem, a gente faz agora uma pausa para o nosso ouvinte ficar com as notícias da sua região e, na sequência, a gente fala sobre o embrólio no Rio de Janeiro.
Viva a voz de volta. E antes da gente seguir aqui nos nossos temas, uma informação importante. Itália fora da Copa do Mundo. A Bósnia classificada. Decisão foi nos pênaltis. Essa é a terceira Copa seguida que a Itália fica de fora. E o primeiro pênalti batido pela Itália, não me lembro agora quem foi o jogador, mas a gente até comentou aqui no estúdio, né?
uma batida lá, Bádio. Lá, Roberto Bádio, na Copa de 94. Pois é, foi direto pra fora. O primeiro pênalti já foi fora. A Bosa, então, tá em qual grupo, Delboni? Grupo B. Daqui a pouquinho a gente vai falar mais sobre esse assunto com o PVC. Mas é isso, Itália de novo fora da Copa. Agora sim, são 6 horas 35 minutos do Rio de Janeiro.
O Matheus Maciel tem mais informações sobre todo o embrólio na Assembleia Legislativa e no Governo do Estado. Oi, Matheus. Oi, Débora. Uma boa noite para você, para Carol, Vera, todo mundo acompanhando aqui o Viva Voz. A retotalização dos votos da Assembleia Legislativa do Rio tentou dar uma reorganizada agora pelo Tribunal Regional Eleitoral em qual será, de fato, o colegiado.
de deputados da Assembleia, que vai definir, então, eventualmente, um novo presidente da LERJ, vai definir todo o rito processual relacionado a esse ano legislativo até dezembro, com a atual legislatura em vigor. E aí, com a cassação de Rodrigo Bacelar, que até então também era presidente da Casa, houve essa necessidade de retotalização. Entrou um outro deputado do PL, que foi o partido a qual Bacelar pertencia quando foi eleito em 2022.
No campo prático havia ali muita especulação sobre quais cadeiras poderiam ser alteradas com essa retotalização, mas acabou que o resultado saiu melhor do que a encomenda para o Partido Liberal, porque tinha-se a expectativa de que ele pudesse perder alguma cadeira com a alteração do quociente eleitoral.
Na realidade, o que aconteceu foi que ele ganhou, na prática, uma cadeira. Não alterou nada em relação a 2022, quando houve a eleição, só que Rodrigo Bacelar, ao longo desses anos, transitou do PL para o União Brasil. E agora, como quem reconquistou a cadeira na retotalização foi um deputado do PL, ele reconquista em si uma cadeira que havia perdido ao longo desses anos.
Aí o PL, que foi eleito à época, em 2022, com a LID 17 e em negociação com 18 cadeiras, hoje pode chegar até 19, porque houve transição também de outros deputados vindos do PSC para o PL e aí toda a logística das janelas partidárias acontecendo a essa mudança no que é a composição de cada partido na Assembleia.
Fato é, agora há esse rito processual por parte do TRE, que vai se prolongar até o dia 14, abrindo brecha para partidos poderem tomar ciência de toda a retotalização, terem prazo de 48 horas na semana que vem também para poderem entrarem com recursos, fazerem reclamações e pedidos de esclarecimentos à corte. E a corte vai a plenário lá no dia 14 de abril e aí sim homologa o que foi divulgado hoje da retotalização.
uma vez homologado, é comunicada à Assembleia Legislativa do Rio, que já oficializou de forma através de nota oficial, que vai aguardar todo o trâmite necessário do TRE sem nenhum tipo de assodamento, sem apressar a votação para o novo presidente da LERJ, vai respeitar agora as ordens judiciais, ao contrário do que a gente viu na semana passada, que foi...
Uma sessão extraordinária atrás da outra para garantir que Douglas Ruas fosse eleito presidente da casa de forma ali assodada. Gerou todo um questionamento da oposição, levou ao Tribunal de Justiça que derrubou tudo o que tinha acontecido na casa e foi por água abaixo todos os planos. Todo o extenso embrólio jurídico e político do Rio de Janeiro...
Ainda teve o desdobramento hoje relacionado ao ex-governador do Rio, Cláudio Castro, que foi convocado a comparecer à CPI do crime organizado para prestar esclarecimentos sobre todo o arcabouço do crime organizado possivelmente inerente e envolvido dentro da política fluminense. A gente destaca ainda que em dezembro do ano passado já tinha ocorrido uma convocação do até então presidente da Assembleia.
que era o Rodrigo Bacelar, só que isso não chegou a ter uma data marcada. A gente reforça, o Rodrigo Bacelar foi preso na semana passada, após perder o mandato, foi cassado pelo TSE e voltou a ser preso pela Polícia Federal pela suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho e no possível vazamento de informações de operações da Polícia Federal. Então, o Rodrigo Bacelar segue preso, tem uma convocação em curso pela CPI do Crime Organizado, que ainda não aconteceu, e agora Cláudio Castro também tem uma convocação a pôstia.
se ausentado, vamos dizer assim, de dois convites anteriores. Esse é o raio-x da política fluminense nesse momento, que tem mudado a cada hora, por aqui.
Valeu, Matheus. Obrigada. Na verdade, está todo mundo de olho no calendário pelo dia 8, porque quando está marcado o julgamento no Supremo Tribunal Federal para definir se a eleição vai ser direta ou indireta, todas as regras, acabou que essa discussão na Alerj ficou em segundo plano, até porque temos uma decisão liminar do ministro Cristiano Zanin que determina que o governador interino continue sendo presidente do Tribunal de Justiça.
Então, nesse momento, mesmo que a gente tenha a eleição de um novo presidente da LERJ, ele não assumiria como governador interino. Então, até o dia 14, não devemos ter pelo menos essa nova eleição. Não me parece que mudou muito a correlação de forças dentro do plenário da LERJ com esse recálculo. Vamos ver quem vai ser o novo presidente da Assembleia.
Exatamente, Carol, não muda nada, tinha uma perspectiva ali de que a depender de como fosse a retotalização, houvesse uma vaga para o cidadania, aí sim poderia mudar alguma coisa, mas mesmo assim é um grupo majoritário, o do deputado Douglas Ruas, ele não deverá ter nenhum problema para se eleger de novo presidente da Alerj quando essa eleição acontecer. A dúvida é se uma vez eleito ele assume também o governo do Rio ou...
se isso fica em stand-by e fica com o presidente do TJ, até a convocação de eleições que podem ser diretas ou indiretas. Então, ainda tem muitos passos a serem resolvidos. A bola está com a Justiça, está com o Supremo Tribunal Federal feriado agora. Adia essa decisão para a semana que vem e a gente vai seguir nessa expectativa até lá. Muita atuação política de bastidores.
principalmente do ex-prefeito Eduardo Paes, para tentar sensibilizar os ministros para a conveniência de se fazer uma eleição direta, portanto, envolver o eleitor na tomada de decisão do destino político do Rio de Janeiro.
E até aqui ele teve um êxito bem relevante. Vários ministros já aderiram à tese da eleição direta. Vamos ver como isso vai ser quando todos eles tiverem de se manifestar. Alguns ainda não fizeram nenhum tipo de análise sobre essa possibilidade. Isso deverá ficar mesmo para o dia 8.
Muito bem, nosso ouvinte fica com notícias da sua região e na volta tem Tiago Bronsato, diretor da sucursal do Rio, da sucursal de Brasília, do Jornal Globo, que vai falar sobre a indicação de Messias ao STF, avaliação do Senado. Tuzo Viva Voz está de volta e já está com a gente o Tiago Bronsato, diretor da sucursal do Globo em Brasília e nosso comentarista aqui no Viva Voz. Boa noite, Tiago.
Boa noite, Vera. Boa noite, Débora. Boa noite, Carol. E boa noite às ouvintes. Boa noite. Bronzato, esse é um sobrenome italiano. Eu queria ouvir, Tiago, Bronzato. Você está feliz ou triste com a eliminação da Itália da Copa do Mundo? Coitado. Olha, só posso dizer uma coisa. Hoje o comentário vai ser ácido, porque eu não estou muito feliz, não.
Mas nada que uma macarronada não resolva, né, velho? É isso, é isso. Nosso amor é movido de acordo com a comida. Então tá certo. Tiago, a gente viu hoje a confirmação do Lula da indicação do Messias. Com alguns meses ali...
marinando e agora ele voltou com a ideia de nomear o AGU para o Supremo Tribunal Federal. Como é que isso caiu lá no Senado e o que está por trás da decisão dele de usar esse momento da desincompatibilização dos ministros para formalizar pela segunda vez a indicação do Jorge Messias?
Pois é, Vera, o presidente Lula decidiu formalizar hoje a indicação do Messias ao Supremo Tribunal Federal não porque ele está confiante no milagre ou porque acha que ele pode transformar água em vinho no Senado. Na verdade, o Lula está de olho no calendário político.
Isso porque ele vinha adiando já há um tempo, por mais de quatro meses, essa indicação do Messias, porque ele queria evitar um vexame histórico. Desde 1894, o Congresso nunca barrou o indicado.
do presidente ao STF. Então, o Lula sabia que, nos últimos tempos, ele não reunia o apoio necessário que ele precisava para emplacar o nome do Messias no Congresso. E ele sabia também que continuar segurando a indicação do Messias poderia virar um risco ainda maior. Porque quanto mais o calendário caminha em direção à eleição,
mais o Senado fica contaminado por um cálculo político e pela polarização, especialmente com a avaliação do governo piorando e descendo ladeira abaixo nas pesquisas eleitorais. Por isso, Lula decidiu e foi convencido por aliados de que mandar o nome do Messias agora seria menos arriscado do que deixar para encarar esse calvário mais para frente, em maio, junho ou mesmo para depois das eleições.
Desde o final do ano passado para cá, o presidente até que tentou, de todas as formas, converter o coração do Alcolumbre, mas não teve sucesso. Ele fez uma série de gestos políticos a favor do presidente do Congresso para tentar reduzir a resistência que ele tinha ao nome do Messias, mas não funcionou. Lula escalou aliados para lançar obras ao lado de Alcolumbre, na UAPA, que é o estado do presidente do Congresso, liberou emendas a rodo.
nesse início do ano, e já avisou ao Columbre que estava disposto a enviar o nome do Messias, mesmo com resistência no Congresso, meio que preparando o caminho ali para o Messias no Senado. Mas nada disso surtiu efeito. Então, o Lula resolveu seguir adiante e, no fundo, a decisão dele revela menos uma confiança plena no Messias e mais realismo e pragmatismo político.
Até porque o presidente percebeu que se ele insistir no adiamento da indicação de Messias, ele poderia inclusive perder o direito de indicar alguém para o Supremo. Isso porque se ele não for reeleito, quem garante que essa vaga continuará sendo a espera dele após as eleições? E há também outro cálculo político do Lula. Deixar a indicação do STF por mais tempo no limbo.
poderia virar um sinal de fraqueza e até perda de controle da articulação política. Agora o que a gente vai descobrir é se o Lula vai salvar a sua 11ª indicação ao STF ou se ele vai ter que entrar na fila de espera do Alcolumbre. Agora, Bronzato, quais são as chances reais de Messias no Senado?
Olha, há quem diga que a chance do Messias sobreviver esse batismo de fogo no Senado é a mesma de o Neymar jogar a Copa do Mundo e marcar quatro gols na França na final, né? Vixe, Maria. Mas não é a mesma da Itália, pelo menos. Tá ali numa escala Itália. Tinha que lembrar disso nesse momento. A Beira tá terrível hoje. Mas sempre tem aquelas pessoas mais otimistas, né? Que também apostam que Messias segue vivo no pádio, né?
Essas duas leituras de cenário variam de acordo com o interlocutor. Então, quando a gente ouve ali os aliados ao Columbre, eles garantem que o ambiente está totalmente inóspito para o Messias e que o Senado só pautará o nome dele no Congresso depois das eleições, como quer o Dalvi ao Columbre. Se isso de fato concretizar...
É como eu disse, o Lula corre um grande risco de perder uma indicação ao STF. Até mesmo porque, depois das eleições, vale lembrar que o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que é um aliado de Alcolumbre, ele pode estar ali à beira do gramado pronto para entrar em campo, especialmente se ele perder a eleição ao governo de Minas Gerais. O Pacheco sonha em ser ministro do Supremo e o Alcolumbre é um dos grandes fiadores dele. Além disso...
os parlamentares reclamam muito que Messias pode se tornar um novo Flávio Dino, que hoje é ministro supremo do Tribunal Federal e foi indicado por Lula. Porque o Dino, ele beijou as mãos dos senadores em busca de apoio para chegar no STF, mas agora ele é visto como alguém que representa uma ameaça real para o Congresso, sobretudo com as investigações dos desvios das emendas parlamentares andando a todo vapor.
No Planalto, a visão é um pouquinho mais otimista. A visão dos auxiliares do presidente é que o cenário hoje, para o Messias, está melhor do que estava em novembro do ano passado, quando ele poderia ter, sim, sofrido uma derrota histórica. Segundo esses governistas com os quais eu falei, o drama que o Messias vem encarando nos últimos tempos acabou aglutinando o apoio de nomes importantes em torno da candidatura dele, como o do decano Gilmar Mendes.
e dos ministros André Mendonça e Cássio Nunes Marques, que podem exercer influência em senadores da oposição e também do Centrão para converter apoio ao Messias. Mas o grande obstáculo, na verdade, é Davi Alcolumbre, que não teria nenhum constrangimento em segurar a indicação de Messias, como ele já fez no passado com o próprio André Mendonça, deixando ele na chuva à espera de uma marcação de data da sabatina no Senado.
O presidente do Senado anda insatisfeito com o Planalto, porque ele acha que a Polícia Federal está descontrolada e avançando demais em investigações de políticos. E ele também tem reclamado.
que não tem sido muito ouvido pelo presidente Lula. Há pessoas próximas, o Alcolume tem dito que não tem compromisso em ajudar Messias. E que se o governo levou quatro meses para fazer a sindicação, por que irá exigir celeridade agora? Desculpa, Carol, a convocação da seleção é 18 de maio. Aí a gente vai ter um sinal, né?
O Bronzato, agora, se o Messias, se dá tudo certo para o Messias, for aprovado e virar ministro do Supremo, ele muda essa configuração geopolítica do STF? Olha, Carol, ele pode provocar uma mudança importante, sim. E essa mudança, ela ocorrerá menos no plenário do Supremo e mais na geopolítica interna das turmas do Supremo.
Hoje, a primeira turma está com uma cadeira vaga, depois da aposentadoria do ministro Barroso e da transferência do Fux para a segunda turma. Então, se o Messias entrar nessa vaga, a primeira turma passa a ter, ao lado de Alexandre de Moraes, quatro ministros indicados por Lula. E aqui são o Carmen, Lúcia, Zanin, Dino e o próprio Messias.
E é justamente essa turma que ficou no epicentro das ações penais da trama golpista e julgou também o primeiro caso de desvio de emendas parlamentares no STF. Isso não só muda a geopolítica dessa turma, como também gera uma nova pressão sobre o Congresso, com processos mais sensíveis envolvendo os parlamentares.
O Messias também pode herdar, caso seja aprovado no Congresso, a relatoria da chamada DPF das Favelas, que discute a letalidade policial no Rio de Janeiro. Esse caso era relatado pelo Fachin, passou para o Barroso e agora está com Moraes.
Então, tenderia a ficar com Messias. E esse processo tem potencial de projetar o Messias, porque se trata de um caso muito rumoroso, com diversas ramificações na política carioca. Então, essa configuração ainda pode ser alterada caso o ministro Dias Toffoli peça para mudar da segunda turma para a primeira, até para evitar o constrangimento de julgar um caso do Márcio. E nessa configuração...
o Messias teria um peso mais relevante, porque ele passaria também a julgar o caso do Banco Master. Ou seja, é uma mudança que pode, de fato...
alterar ali, mexer com todo o tabuleiro estratégico do STF, justamente no espaço hoje onde se concentram grandes casos que incomodam o mundo político. Sim, é isso. Tiago Brousato com a gente todas as terças e quintas, diretor da sucursal do Globo em Brasília. Obrigada, Tiago. Até quinta-feira.
Obrigado, boa noite, pessoal. Valeu, Bronzato. E antes da gente encerrar, o Igor Cardin traz aqui declarações do ministro Edson Fachin. Hoje ele fez um balanço do trabalho no STF. Ô, Igor.
Oi, Débora. Pois é, o presidente do Supremo Tribunal Federal disse que a Corte deve avançar ainda neste ano na aprovação de um Código de Ética para os Ministros. A proposta que está sendo elaborada pela ministra Carmen Lúcia e deve tratar de pontos como a transparência e também a participação em eventos públicos e palestras por ministros da Corte. Segundo o Fachin, a expectativa é que o texto seja analisado em uma sessão administrativa pública.
ainda neste ano, embora haja ainda divergências internas, inclusive sobre a criação de uma comissão de ética. O ministro defendeu ainda que o principal mecanismo de controle de condutas do tribunal passa pelo constrangimento interno entre os próprios integrantes. Para ele, os magistrados que cometem erros devem reconhecê-los e responder por suas ações, assim como ocorre com parlamentares e gestores públicos.
públicos. Fachin também afirmou que o Supremo já discute a possibilidade de encerrar o inquérito das fake news, instaurado em 2019, que é relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, a investigação teve papel importante na defesa da democracia, mas é necessário avaliar o momento adequado para sua conclusão. Diz que isso já foi, inclusive, debatido com os ministros internamente. Débora.
Obrigada, Igor, pelas informações. Vera, qual é o seu balanço sobre Fachin? Até aqui, uma gestão muito pressionada, uma gestão na defensiva, acuada, com esse assunto do Master, com o assunto dos penduricalhos, com esse assunto do inquérito das fake news, que é um inquérito interminável. Então, tudo isso que o ministro procurou dizer que está andando na conversa com os jornalistas, na verdade, está travado.
porque a ministra Carmen Lúcia ainda não apresentou nada do esboço, pelo menos, de um código de conduta. A gente ainda segue com questionamentos a respeito da possibilidade dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli estarem discutindo fatos ligados ao caso Master. E a questão dos penduricalhos foi feita um bem bolado.
Uma solução provisória de transição para evitar críticas de um lado ou de outro. Então, até aqui, uma gestão tímida, aquada e sob muita, muita, muita pressão.
Vera Magalhães, obrigada, viu? Amanhã tem mais Viva Voz. É isso, até amanhã. Um ótimo jornal pra vocês. Vou ficar escutando o PVC ali, que eu quero entender o que aconteceu com os nossos amites. Azurra? É isso. Azurra é Itália, né, Delboni? Não sei hoje em dia, porque eles estão há tanto tempo fora da Copa, mas antes eram jogadores lindíssimos, belíssimos. Se teremos falta. Pois é. Beijo, Vera. Tchau.
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