Terceira via? Pré-candidatura de Caiado pode atrapalhar Flávio sem romper polarização
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- Ronaldo CaiadoPolarização política · Anistia ampla · Eduardo Leite · Gilberto Kassab · Flávio Bolsonaro
- Política no Rio de JaneiroEleições diretas ou indiretas · Cláudio Castro · Douglas Ruas
- Desafios para campanha presidencial de CaiadoAntipetismo · Candidatura de centro
- BolsonaroEduardo Bolsonaro · Michele Bolsonaro · Valdemar Costa Neto
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Viva a voz com Vera Magalhães.
Vera Magalhães, boa noite, tudo bem? Oi, Débora, boa noite, tudo bom? Boa noite também para a Carol, para os nossos ouvintes, para quem nos assiste. Oi, Vera. Semana começando e começando quente. Samanta Klein tem informações em Brasília sobre, mais detalhes, sobre o lançamento da pré-candidatura de Ronaldo Caiado à presidência pelo PSD. Nós tivemos a confirmação, né, Samanta?
Isso, confirmação. Débora, Carol, Vera, boa noite para vocês. Não deixa de ser uma guinada à direita em que o PSD confirmou aquilo que já era esperado, o nome de Ronaldo Caiado, governador de Goiás, como pré-candidato à presidência da República.
afirmou que o Brasil não suporta mais a polarização e, segundo ele, como um primeiro ato, se eleito for, será pacificar o Brasil com a concessão de uma anistia ampla, geral e restrita, e citou nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O Brasil não suporta mais viver uma situação que tem sido uma constante nesses últimos anos. Posso afirmar a todos vocês que a polarização não é um traço da política nacional. A polarização é sustentada por um projeto político, por aqueles que realmente se beneficiam dela.
Pode ser desativada? Sim, pode. Por alguém que não é ali parte dela, ou seja, da polarização. E é o que pretendo fazer. Meu primeiro ato vai ser exatamente anistia ampla, geral e restrita.
Caiado ainda falou sobre segurança, números do estado de Goiás e disse que tem uma aprovação de 88%. Isso foi até numa resposta com relação à reação do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Já o presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse mais cedo que a decisão de lançar Caiado como um pré-candidato foi motivada pelo fato do Goiano ter mais chances de...
alcançar o segundo turno das eleições e até vencer Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Essa manifestação foi num evento do Banco Safra. Com vocês. Samanta, boa tarde para você. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, mostrou descontentamento com a escolha. Ele estava ali numa intensa movimentação, inclusive no fim de semana, tentando obter...
apoio externo, a sua candidatura de economistas, de outras vozes aí da sociedade, e, no entanto, se confirmou aquele favoritismo que já existia. Como é que ele reagiu?
A primeira coisa que ele, inclusive, reclamou foi o fato de ter sido preterido nessa escolha. Quando ele migrou do PSDB, ele que cresceu dentro desse partido, ele imaginava que teria uma margem maior, um prestígio maior, até pelo fato de já ter se lançado e acabou recuando.
e ficando no governo do Estado. Inclusive, ele afirmou que, diante disso, informou ao partido que deve seguir o mandato dele como governador até o final, não vai se lançar ao Senado. E ele disse que, ao ser preterido, também se mantém uma escolha pela polarização, pela radicalidade, que, segundo ele, o radicalismo fica mantido com a escolha de Ronaldo Caiado.
O Brasil está cansado, muito cansado de uma disputa que aprisiona o debate entre os extremos.
E com toda a franqueza, a decisão tomada pelo partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país. Eu acredito num outro caminho. Eu acredito num centro liberal, democrático de verdade, não como uma posição de conveniência, mas como compromisso com a conciliação, com o diálogo, com a construção de soluções reais.
Bom, a gente teve outras manifestações também, inclusive o governo, através de Glaze Hoffman, das relações institucionais, disse que ainda que Caiado seja um político muito agressivo, ele deve ficar na periferia da eleição. Quem também falou foi Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Ele disse que...
Tem dúvidas sobre a candidatura de Caiado, mas sabe que ele é da direita, que acompanharia Flávio Bolsonaro num segundo turno, mas inclusive disse publicamente que o ideal seria que a direita se juntasse já no primeiro turno. Com vocês.
Obrigada, Samantha Klein, pelas informações. Bem, Vera, é mesmo uma terceira via essa questão da anistia? O Ronaldo Caiado já tinha dito isso, que se fosse pré-candidato, se fosse candidato, essa seria uma dos seus primeiros atos, se eleito. Mas agora ele fala, confirmado como pré-candidato do PSD.
Ele já tinha prometido isso, reafirma, estando no PSD, que é um partido que orbita ali em torno do governo Lula, tem o Ministério da Agricultura, tem outras pastas, tem ali uma fidelidade grande ao governo, na Câmara.
A orientação do partido tem sido de cerca de 80% das votações votar ao lado do governo. Então é uma plataforma que o coloca como uma segunda via da direita e não uma terceira via propriamente dita. Não é uma candidatura de centro, é uma segunda candidatura de direita.
Nesse aspecto, resta saber se vai ter espaço para essa candidatura da forma como a eleição está se organizando e da forma como as pesquisas estão mostrando que o Flávio Bolsonaro já foi assimilado como esse candidato preferido da direita, dos eleitores que já foram bolsonaristas e dos que se identificam como direita.
O Eduardo Leite buscava um eleitor que foi um eleitor pêndulo em 2022, que acabou pendendo para o Lula e que agora se sente meio desassistido pelo governo Lula, não se sente contemplado.
pela gestão Lula, que é uma gestão voltada mais para essa ideia do combate à desigualdade, de que os mais pobres devem pagar menos tributos, devem pagar menos contas de consumo, como de energia e de gás, por exemplo. Então, são candidaturas com perfis claramente diferentes.
Além do fato do governador do Rio Grande do Sul, nas questões de costumes, em alguns casos, se aproximar bastante da pauta progressista e não conservadora como o Ronaldo Caiado. Então, foi uma opção que o partido fez, por uma guinada mais à direita, que deve desagradar uma ala.
Do Nordeste, principalmente, mas também do Norte, até no Centro-Oeste. O ministro Carlos Fávaro é um expoente da bancada do Centro-Oeste, do PSD. Então, tendo a ter dúvidas, e a gente vai dirimi-las logo mais, porque vamos entrevistar o Maurício Moura, sobre onde essa candidatura vai encontrar o seu espaço.
É, e qual vai ser a tônica do discurso, né, Vera? Porque a gente viu aí nessa fala do Caiado, ele deu algumas alfinetadas para os dois lados, né? Deu alfinetadas também no Flávio Bolsonaro, porque sabe que para ser viável vai ter que tirar voto à direita. Mas, ao mesmo tempo, sabemos que Gilberto Kassab vai costurar um apoio no segundo turno. Então, também não dá para ir com tudo para cima do Flávio no primeiro turno, né? Vamos ver qual vai ser esse tom.
Exato, o Kassab tende a ter um apoio no segundo turno, mas eu tenho dificuldades de vê-lo fechando um apoio ao Flávio Bolsonaro. Ele foi muito crítico ao governo do pai dele, Jair Bolsonaro, ele se indispôs com Bolsonaro em vários momentos. Uma das razões de atrito, inclusive, do Tarcísio de Freitas com a família Bolsonaro.
era que eles consideravam que não devia haver um espaço excessivo para o Kassab e para o PSD no governo. Então, não é um movimento tão simples para ele, Kassab, fazer um apoio ao Flávio Bolsonaro no segundo turno. Talvez nem interesse também, né?
O estilo do Kassab é um pé em cada canoa, né, Vena? Exato, é complicado pra ele. O que eu acho é que a gente, né, a rigor, teoricamente, essa candidatura tenderia a atrapalhar um pouco mais o Flávio Bolsonaro.
Acontece que a gente não sabe o espaço que ela vai ter. Se vai conseguir passar de algo como 5%, 7%, que é o que tem hoje. Se vai ter muito espaço para crescer. Então, é uma coisa complicada a gente imaginar.
que isso realmente vá tirar votos do Flávio Bolsonaro. Seria melhor para o Lula ter um candidato como o Caiado do que o Eduardo Leite, que claramente entra num espaço da classe média que ele vai querer entrar. Mas eu não sei se isso chega a mexer na tal polarização. Os dois citaram polarização com sentido inverso, né? Caiado e Eduardo Leite. Eu acho que a polarização sai meio intacta aí dessa candidatura.
Vitória da polarização. Gente, vamos seguir em Brasília para falar sobre esse pedido de explicações feito pelo ministro Alexandre de Moraes com base naquele vídeo do Eduardo Bolsonaro que dizia que estava gravando o vídeo para mostrar para o pai. A defesa do Bolsonaro já se manifestou. A Larissa Lopes conta para a gente.
Oi, Carol. Pois é, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que ele vem observando de forma rigorosa, integral e permanente todas as condições fixadas para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária. Isso porque o ex-presidente já foi cumprir...
a prisão em casa na última sexta-feira, depois que ele ficou duas semanas internado aqui em Brasília e antes estava preso na Papudinha aqui no Distrito Federal também.
Na manifestação enviada ao Supremo, conforme foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, a defesa também afirmou que o conhecimento do fato mencionado, no caso sobre o vídeo que Eduardo Bolsonaro mencionou,
A defesa só tomou conhecimento por ocasião da intimação do Supremo, não havendo ciência, segundo os advogados, prévia da gravação realizada pelo filho do ex-presidente no exterior, nos Estados Unidos, neste final de semana.
Portanto, então, a defesa disse que ficou sabendo dessa fala de Eduardo sobre um suposto acesso a um vídeo em rede social apenas pela intimação do ministro Alexandre de Moraes. Ele deu 24 horas para que a defesa pudesse explicar essa fala do filho Eduardo sobre um acesso, porque, então, no encontro ali...
da Conferência de Ação Política Conservadora nos Estados Unidos, Eduardo fez um vídeo dizendo que seria para mostrar ao pai. Mas quando Moraes autorizou a prisão domiciliar, ele estabeleceu que Bolsonaro não poderia ter acesso a redes sociais, celular, telefone.
Nem diretamente e também não poderia ir ali por meio de terceiros. Hoje mais cedo, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro já se manifestou primeiro, dizendo que Bolsonaro não recebeu qualquer vídeo gravado.
Ali na conferência, por Eduardo ou outro de qualquer natureza, também disse desconhecer o contexto e a motivação para a utilização dos termos exatos mencionados por Eduardo em sua fala. Já o filho do ex-presidente, ele publicou no X um vídeo alegando perseguição por parte do ministro Moraes. Mais uma vez, ele quer criar uma narrativa para tentar me atingir, para dizer, olha, de repente Bolsonaro pode voltar para prisão comum por causa do que o Eduardo está fazendo lá nos Estados Unidos.
Bom, também teve uma reação ali por parte dos opositores ao ex-presidente. Hoje também a deputada Thalíria Petroni, do pessoal do Rio de Janeiro, defendeu em ofício enviado à PGR que Bolsonaro voltasse a ser preso na papudinha, dizendo que a conduta de gravar e veicular vídeos com a rotina e posicionamento do apenado, no caso Bolsonaro, por meio da esposa e filho, configura, claro, desvirtuamento do cumprimento da pena. Volto com você, Carol.
Obrigada, Larissa. A defesa está dizendo que não teve acesso a esse vídeo, mas o mero fato do Eduardo Bolsonaro dar essa declaração já complica a situação do pai. Acabou de ir para a prisão domiciliar, acabou de sair do hospital, com medidas muito claras, determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, de não usar celular, redes sociais e tudo mais.
Exato, vocês se lembram que a gente conversou aqui na semana passada sobre isso e eu falei que não eram pequenas as chances de haver uma infração aos termos dessa domiciliar logo nos primeiros dias, porque é da natureza do bolsonarismo criar esse tipo de tensão permanente.
e de narrativa de que está havendo perseguição, de que está havendo ali algum tipo de obsessão no ministro Alexandre de Moraes, quando, na verdade, estava muito claro que não pode isso, que não pode esse tipo de vídeo, que ele não pode ter acesso a vídeo. Quem criou a dúvida sobre se ele infringiu os termos da domiciliar ou não foi o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Eduardo Bolsonaro.
Não é a primeira vez que ele complica a situação do seu pai. E parece que é proposital para manter permanentemente a opinião pública contra o Supremo, contra o ministro Alexandre de Moraes e com essa ideia de que Bolsonaro é uma vítima do sistema. Essa ideia anti-establishment que o bolsonarismo alimenta desde que surgiu. E isso está acontecendo de novo.
É óbvio que ele não pode ter acesso a nenhum tipo de mídia, não pode ter ali a sua rotina com os cachorrinhos filmadas, isso não configura uma prisão domiciliar. Então, se realmente for revogada, domiciliar, não terá sido culpa do ministro Alexandre de Moraes, não vai haver como alegarem isso. É única e exclusivamente a ação deliberada da família Bolsonaro para tensionar o ambiente 100% do TEI. E aí
Essa família Bolsonaro é muito unida e também muito oriçada, né? Quem falou sobre isso hoje foi o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Bruna Barbosa tem mais informações ao vivo. Oi, Bruna. Oi, Débora. Boa tarde para você, Vera e Carol. O presidente nacional do PL admitiu que a família precisa resolver esses conflitos internos.
se o Flávio quiser vencer, para viabilizar a vitória do senador Flávio Bolsonaro nas eleições. Essa foi uma declaração que aconteceu no começo da tarde de hoje. Valdemar, que participou de um almoço com empresários aqui em São Paulo, um almoço organizado pelo Grupo Lídio, que pertence ao ex-governador João Dória, ele reconheceu que além de construir um grupo, um plano de governo bem consolidado, essa candidatura passa por superar o racha da família. A gente tem esse trechinho.
O Flávio vai ter que mostrar o que ele vai fazer. Não deve estar atacando o Lula. Não deve perder tempo com isso. E ele está se preparando para isso. Porque nós temos tempo para isso. Está fazendo plano de governo para poder apresentar algo que seja real e que seja viável.
Eles têm problema na família, lógico, mas nós vamos ter que resolver todos. Se nós não resolvermos esses problemas, o Eduardo Bolsonaro não volta mais para o Brasil.
que esse trecho, essa resposta de Valdemar Costa Neto foi para uma pergunta de um empresário nesse almoço. Então, empresariado mostrando ali uma certa preocupação em relação a esses rachas frequentes da família Bolsonaro. Vocês estavam falando agora dessa questão do ministro Alexandre de Moraes.
O Valdemar foi questionado sobre isso também, saiu em defesa de Eduardo Bolsonaro, disse que tem conversado bastante com a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro e que Bolsonaro não tem nenhum acesso ali a celular, então saiu em defesa do ex-presidente. E também falou um pouquinho sobre a vice, né, bastante questionado. Nesse discurso ali para o empresariado, defendeu o nome de uma mulher, disse que é muito importante, citou nominalmente Tereza Cristina, a senadora Tereza Cristina.
do PP, disse que era um nome muito qualificado, mas depois eu mesma questionei Valdemar em relação à vice, ele disse que ela não ia participar dessa disputa porque já tinha dito que seria candidata ao Senado e esse nome fica em aberto. Não quis antecipar nenhuma possibilidade, mas disse que o PL tem conversado com algumas lideranças do Nordeste e que pode ser que algum desses nomes apareça na chapa de Flávio Bolsonaro.
Obrigada, Bruna, pelas informações. Enfim, Valdemar Costa Neto trata, claro também, de várias rusgas públicas entre Michele e entre Flávio. Michele tem um poder, há de se admitir, que ela tem um poder político hoje. Ela tem uma boa entrada política. E isso muitas vezes, ao se tornar pública, essas brigas vai atrapalhando ali, vai empurrando para o outro lado. Então,
É, eu acho que ela tem mais uma imagem, né? Junto ao eleitorado evangélico, até ao eleitorado conservador feminino. Agora, traduzir isso em traquejo político, em articulação, ainda acho muito incipiente. Ela não tem...
todo esse trânsito. Ela tem uma boa relação com o Valdemar Costa Neto justamente porque ele enxerga nela um ponto ali de contenção dos filhos que acabam criando mais problema. Mas esse ciúme permanente entre a ex-primeira-dama e os filhos do Bolsonaro, isso vai continuar gerando...
Atrito na campanha porque existe uma diretriz conflitante aí. Eles querendo puxar a campanha, a candidatura mais para um lado radicalizado. E a Michele Bolsonaro numa postura um pouco mais contemporizadora, inclusive com o ministro Alexandre de Moraes. Ela estabeleceu ali um mínimo de trato com ele.
supostamente, pode ter ajudado, inclusive, a construir o caminho para uma domiciliar, embora eu acho que isso foi pautado mais pelo momento que o próprio Alexandre de Moraes vive, questionado pelo caso Master, e também pela gravidade do caso do Bolsonaro, e o risco de que alguma coisa mais grave fosse cair na conta dele, do que as palavras ou o traquejo da Michelle. Mas o Valdemar trata de um ponto que é significativo.
Essas altercações aí entre a família podem ainda causar muito prejuízo na campanha. Spoiler, não vão resolver, né, gente? A família Bolsonaro está aí há 30 anos, gente. Eles fazem política por meio do conflito, inclusive internamente.
É o DNA do bolsonarismo, é essa treta permanente. Muito bem, você fica com notícias da sua região. Na sequência tem mais Viva Voz. A gente vai falar sobre a confusão no Rio de Janeiro, para as eleições o mandato tampão para governador e também a gente vai conversar mais sobre a oficialização de Ronaldo Caiado como pré-candidato do PSD à presidência.
Viva a voz de volta e nós vamos ao Rio de Janeiro. Diogo Bugalho tem mais informações ao vivo sobre as discussões lá em Brasília, no STF, em relação ao mandato tampão para o governo do Rio de Janeiro. Oi, Diogo.
Oi, Débora, Vera, Carol. Pois é, a última é que o PL, partido do ex-governador Cláudio Castro, pediu no STF que o futuro presidente da Assembleia Legislativa do Rio assuma como governador interino tão logo seja eleito. A gente lembra que na semana passada o partido emplacou Douglas Ruas na presidência da Assembleia Legislativa.
E ele assumiria também a chefia do executivo, já que não temos governador nem vice. Só que o Tribunal de Justiça do Rio anulou essa votação por questões regimentais, porque ela não foi convocada com antecedência necessária. O TJ entendeu que essa votação para a presidência da Alerj era inválida.
Só que nesse meio tempo também saiu uma liminar do ministro Cristiano Zanin, que determina que o governador interino do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, continue no cargo até o STF tomar uma decisão final sobre o formato das eleições para governador aqui no Rio.
Nessa segunda, o presidente do Supremo, Edson Fachin, marcou para 8 de abril esse julgamento que vai definir se a escolha de um novo governador vai ser direta, com toda a população indo às ruas, ou indireta, caso em que só os deputados estaduais vão poder votar para escolher o novo chefe do executivo. O eleito fica no cargo só até janeiro de 2027, quando vão tomar posse os eleitos na eleição de outubro.
A gente lembra também que o Rio de Janeiro está sem governadores, sem presidente da Alerje desde a semana passada, quando Cláudio Castro renunciou e Rodrigo Bacelar foi cassado. Também não há vice porque o eleito na chapa de Cláudio Castro, que era o Tiago Pampolha, deixou o cargo já há um bom tempo para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado. Em meio a essa indefinição toda que estão tramitando no STF, os principais pré-candidatos para outubro, o Eduardo Paes do PSD.
PSD e o Douglas Ruas do PL já pediram eleições diretas pra esse mandato tampão. Se a decisão for pela eleição indireta, Ruas deve se candidatar mesmo assim, mas Paz não, ele só deseja se candidatar se a eleição pra esses próximos meses, pra esse finalzinho de mandato for uma eleição direta, situação bem complicada, difícil até de desenrolar aqui esse fio Débora, Carol e Vera.
Se é, obrigada, Diogo Bugalho, pelas informações. Enfim, a gente tem aí Douglas Ruas querendo ser eleito como presidente da Alerj, querendo se viabilizar como governador interino, até para já conseguir espaço para aumentar as possibilidades dele na eleição de outubro. E tem também um movimento de diretas já admitido pelo PL.
É, admitido da boca para fora, né, Débora? Porque toda a costura do PL, do Douglas Ruas, é por uma eleição indireta, nesse caminho em que ele se torna governador, sendo eleito o primeiro presidente da Assembleia Legislativa no voto secreto.
e depois se candidata a uma eleição em que a própria Assembleia vai escolher o governador de um mandato tampão. Esse é o plano ideal desse grupo, que é o grupo do ex-governador Cláudio Castro, que é também o grupo do ex-deputado Bacelar.
que seria o candidato se não tivesse sido flagrado numa operação que mostrou sua ação para confiar informações sigilosas de investigações ao crime organizado. Então é uma série de coisas.
que investem de extrema gravidade essa eleição do Rio de Janeiro. O próprio ex-governador Cláudio Castro, que se desincompatibilizou na esperança de se manter elegível, mas que foi tornado inelegível pela justiça eleitoral, teve essa inelegibilidade aprovada por conta de um escândalo de favorecimento e uso de poder econômico.
durante a campanha de 2022. Então, uma série de elementos bem graves que hoje tornam a política do Rio um foco de preocupação institucional de todo o país e da justiça, que está levando o Supremo a discutir com um foco muito específico essa questão de como vai se dar essa sucessão. Porque se sabe que uma eleição indireta hoje, nesses termos, é um favorecimento enorme e também também também também também também também também também também também também
a manutenção desse status quo e a manutenção deste grupo político no poder. Já votaram por uma eleição direta vários ministros puxados pelo voto do ministro Alexandre de Moraes na semana passada.
E agora eles devem se manifestar sobre essa questão específica, porque muitos dos ministros não falaram especificamente sobre isso. Então são muitas coisas ainda sobre a mesa e a gente vai ter de aguardar os próximos passos, porque eles vão ser decisivos para a gente entender o que vai acontecer com a política fluminense.
É importante esse freio de arrumação, né, Vera, depois de se eliminar do ministro Cristiano Zanin. Carol, a gente está te ouvindo mal. Desculpa, você pode repetir? Está me ouvindo? Sim. Ah, agora sim. Deve ter dado algum problema aqui. Não, só ponderei que acho que foi importante esse freio de arrumação do ministro Zanin, né? De dar esse aliminar e, ó, calma. Suspende a eleição indireta, vamos sentar para discutir. Marcaram a data, agora vão decidir se vai ser direta ou se vai ser indireta, quais vão ser as regras do jogo, porque estava muito confuso, gente.
Guerra de liminar, alérgico, liminar do Supremo e TSE, estava difícil de chegar a uma conclusão. O voto do ministro Fux, que era o relator dessa matéria, não falava em eleição direta, não abria essa possibilidade. Aí houve uma divergência do ministro Alexandre e depois houve uma provocação específica do ex-prefeito Eduardo Paes pedindo eleição direta.
Então, eles vão ter que realmente unificar todas as teses que estão sobre a mesa e chegar a uma conclusão definitiva a respeito de como vão se dar essas muitas etapas. São pelo menos três etapas que tem para ser cumpridas no Rio. Uma eleição para a LERJ, uma eleição para o mandato tampão, que pode ser direta ou indireta, e a eleição mesmo de outubro.
Você fica agora com notícias da sua região e na volta a gente vai falar mais sobre o anúncio feito hoje pelo PSD. Quem estará conosco é o professor da Universidade George Washington, nos Estados Unidos, Maurício José Moura.
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São 6 horas e 47 minutos, a gente está de volta com o Viva Voz e agora vamos entrevistar o Maurício Moura, que é professor da Universidade George Washington nos Estados Unidos e fundador do Instituto Ideia, colaborador constante aqui do Viva Voz. Boa noite, Maurício. Obrigada de novo por nos atender. Boa noite, Débora. Bom ouvir você, Vera. Carolina, também é um prazer estar aqui com vocês. Boa noite.
Maurício, essa questão da terceira via, acho que deve ser uma das mais discutidas por nós da imprensa, por vocês estudiosos de eleição, e parece que só não chega a uma pessoa, o eleitor. O eleitor tem antecipado a escolha de segundo turno, já no primeiro e nas eleições mais recentes.
Mas o PSD parece querer desafiar essa lógica mais uma vez, optou por um candidato de perfil mais à direita para fazer isso. É o caminho adequado para tentar chegar nesse eleitor cansado da polarização? E o eleitor está mesmo cansado da polarização? Bom, primeiro, é super interessante que a gente vai ter em 2026 dois candidatos de 89 com os mesmos partidos. O Naveca pelo PSD novamente e o Lula pelo PT.
Eu, como você sabe, Vera, eu acredito muito nesse negócio chamado antipetismo de chegada, que as pessoas, quem não gosta do PT, a antipetê se aglutina em torno de um nome na reta final do primeiro turno, justamente para antecipar o segundo turno. Isso aconteceu com a S em 14, aconteceu com o Bolsonaro em 18 e em 22, e isso fez com que outras alternativas fossem esvaziadas.
A minha percepção em relação à candidatura do Caiado hoje, obviamente a gente vai ter a campanha pela frente, eu posso estar completamente equivocado no que eu vou falar agora, mas as características do Ronaldo Caiado, elas reinforçam as características do Flávio Bolsonaro. Eu acho que...
esse movimento do PSD pode ter aumentado a probabilidade da eleição acabar no primeiro turno. Porque se o Caiado não conseguir chegar nos dois dígitos no começo da campanha, ou conseguir engrenar, a pressão sobre os eleitores dele vai ser muito forte em eventualmente achar que votando nele eles vão ajudar o Lula a ganhar no primeiro turno. Lembrando que o Lula não tem dessa vez nenhum candidato à esquerda, ou seja, a pontuação dele no primeiro turno tende a ser muito semelhante à do segundo.
Então, eu acho que a pressão sobre o antipetismo chegada à pressão pela escolha de um candidato que seja anti-PT, ela pode aumentar muito se a candidatura do Ronaldo Cállado e, eventualmente, do Romeu Zema não engrenarem. E, para engrenar, eles têm que responder uma questão central, que eles têm que se mostrar mais viáveis de ganhar do Lula do que o Flávio Bolsonaro, o que, a números de hoje, é uma missão bastante difícil.
Agora, Maurício, considerando que Gilberto Kassab, o presidente do PSD, é um político experimentado, na possibilidade dessa candidatura não crescer, teria algum ganho para o PSD?
A minha sensação, e a Vera entende mais de política do que eu, é que essa eleição tem uma característica. A maioria dos partidos e dos presidentes de partidos estão pouco interessados na eleição presidencial. Eu acho que o foco é a eleição de deputados e de senadores.
Então eu acho que, e está claro isso, é uma situação bastante única no mundo, geralmente uma eleição com essa característica de um governo mal avaliado, com característica de oposição, teria uma oposição bem mais ativa para ganhar, e a gente está vendo a movimentação política muito mais focada no caso da Câmara e do Senado, que eu acho que isso que é o foco do PSD, o PSD tem um conjunto de prefeitos muito grandes no país, ou seja, a possibilidade de eleger deputados é altíssima, ele vai ter vários candidatos a governador.
E eu acho que talvez o foco não seja a campanha presidencial, pelo menos é o que parece até o momento. Qual você acha que vai ser a tônica do discurso do Caiado? Porque ele bate nessa tecla da gestão, bate na tecla também da segurança pública, dos valores de um Brasil mais conservador. Ele é um governador bem avaliado, que tem um lastro ali no setor do agro, na região centro-oeste do país. Qual o possível caminho para o Caiado tentar crescer nessa disputa tão polarizada?
Ele tem que, de alguma maneira, avançar no terreno bolsonarista. Eu acho que esse é o grande desafio dele.
E uma das coisas que a gente olhava quando o Ratinho estava nas pesquisas, uma coisa que o Ratinho se diferenciava do Eduardo Leite e do Ronaldo Caiado é que ele conseguia ter o mínimo de conhecimento e voto fora do estado dele, coisa que o Caiado ainda está muito circunscrito a Goiás. Então o desafio dele primeiro é se fazer conhecido nacionalmente e se fazer conhecido e mostrar para o eleitor, que hoje é um eleitor basicamente antipetista da oposição, que ele é uma melhor alternativa do que o Flávio Bolsonaro.
É um desafio enorme, porque ele vai ter que se fazer conhecido e ele vai ter que se fazer conhecido.
e vai ter que se posicionar como uma alternativa mais viável para ganhar do PT. Maurício, as últimas rodadas das pesquisas, a de vocês e outros institutos, têm mostrado essa característica do antipetismo hoje ser mais forte que o antibolsonarismo. Há sete meses aí da eleição, tem algo que o incumbente possa fazer para virar esse jogo? O Lula tem falado em fazer novos acenos à classe média. Tem tempo e tem caminho para isso?
Bom, a matemática é muito cruel com o governo dessa vez, por um motivo, né Vera? Quem votou no Bolsonaro no segundo turno em 2022 em nenhum momento aprovou esse governo. Então o governo opera numa margem de 3, 4 pontos percentuais, que são pessoas que votaram no Lula em 2022 e que de alguma maneira estão insatisfeitas com esse governo e por isso que hoje dizem que esse governo, a maioria do país hoje diz que esse governo não merece continuar.
Então, a grande questão é que todos os governantes melhoraram durante o ano de eleição, então eu acho que existe um potencial de melhora. A questão é que, dessa vez, esse potencial de melhora é bastante limitado e eu acredito muito que essa eleição vai ser muito apertada porque esses 3%, 4% que eu tenho batido na tecla que vão decidir a eleição.
Ao mesmo tempo que eles são apolíticos, são fora dessa coisa anti-PT ou anti-bolsonarista, e eles votaram no Lula em 2022, então não querem que esse governo, acho que esse governo é regular para ruim, mas eles também carregam uma memória negativa do governo Bolsonaro, principalmente na relação da gestão da pandemia. Então, a disputa, na verdade, são esses 4, 5 milhões de votos que o governo vai ter que, de alguma maneira, endereçar isso e esse sim, eles estão na parte da classe média, vai ter que endereçar e vai convencer e vai ter que endereçar e vai ter que endereçar.
que ele é uma melhor alternativa à oposição. Eu acho que aí a batalha vai ser muito estreita dessa vez. Maurício, você citou o Romeu Zema, que é pré-candidato pelo Novo. Tanto o PSD quanto o PL estão ali namorando a possibilidade de que ele seja o vice de Flávio ou vice de Caiado. Agora, ele saindo pelo Novo mesmo, não aceitando essa proposta de serviço, de que forma essa pulverização de que ele também seria...
receberia os votos da direita, né? Que consequências teria essa pulverização? Porque o Joroldemar Costa Neto disse que seria muito melhor se o Caiado já apoiasse o Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
Sem dúvida, principalmente para o partido dele. Mas é o que eu falei, os eleitores do Zema e potencialmente dos eleitores do Caiado, se eles não melhorarem nas pesquisas, eles vão ser muito pressionados a esse antipetismo de chegada, não desperdiçar o voto. Isso no Brasil tem um poder muito grande. A gente viu que, por exemplo, em 2018, há muita gente que queria votar no Alckmin, mas votou no Bolsonaro para ganhar o PT. Em 2014, quando viu que a Marina não ia encarar Dilma no segundo turno, muita gente migrou para o Aécio.
Os eleitores do Zema e do Caiado, se chegar lá na frente com 2%, 3%, 4%, eles vão ficar muito pressionados a não desperdiçar o voto e votar logo em alguém que tem chance de ganhar do PT, porque eles são eleitores do mesmo grupo, que é um grupo anti-governo, anti-petista. Então, acho que esse é o grande desafio de Zema e Caiado nessa campanha.
É isso, Maurício Moura, professor da Universidade George Washington e também fundador do Instituto Ideia, nosso experto aqui em questões eleitorais. Obrigada, Maurício, até a próxima. Obrigado, bom ouvir vocês. Obrigada, boa noite.
Antes da gente encerrar, a Ana Carolina Tomé tem informações em Brasília porque o ministro Flávio Dino cobrou explicações sobre a destinação de emendas para a Fundação Ligada à Igreja da Lagoinha. Oi Ana, boa noite.
Oi, Carol. Boa noite para você, boa noite aos nossos ouvintes. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, determinou hoje que as prefeituras de Belo Horizonte e Capim Branco, além do Ministério do Desenvolvimento Social, prestem esclarecimentos no prazo de 10 dias sobre repassos de recursos públicos feitos por meio de emendas parlamentares à Fundação Oasis ligada à Igreja Batista da Lagoinha.
Os valores que somam mais de R$ 3,5 milhões entre 2019 e 2025 foram destinados pelo senador Carlos Viana, que presidiu a CPMI do INSS. A decisão ocorre após denúncia, que aponta possível conflito de interesse na destinação dos recursos. Segundo o caso, a comissão presidida pelo parlamentar investigou empresas relacionadas ao mesmo grupo religioso.
ao qual a Fundação beneficiada está vinculada. Diante disso, o Dino solicitou informações detalhadas sobre os critérios de liberação das verbas, a execução dos recursos e a eventual relação entre os investigados e a entidade.
Tá certo, Ana. Obrigada. Igreja da Lagoinha, que tem aparecido aí, né? Nas denúncias ligadas ao caso Master, também na CPMI, na própria CPMI do INSS. Exatamente, né, Carol? O Fabiano Zeta é o cunhado do Daniel Vorcário e um dos investigados no escândalo do Master, preso, inclusive, preventivamente, é pastor da Lagoinha.
chegou a ser acusado de usar a igreja como parte do esquema de lavagem de dinheiro e corrupção que está sendo investigado. Então, nesse caso aí, os escândalos estão ligados. Tem esse repasse de recursos para a igreja que o ministro já tinha pedido explicações.
E agora esse prazo dado por ele, uma espécie de ultimato para detalhar essas emendas enviadas à fundação ligada à Igreja Lagoinha. O ministro já tem apontado problemas na aplicação das regras de rastreabilidade e transparência de emendas em vários estados, ligados a vários parlamentares de muitos partidos.
E agora o foco no ex-presidente, porque a CPMI acabou, da CPMI do INSS, que terminou, aliás, no fim de semana, sem conseguir aquilo que a oposição pretendia, que era o indiciamento, aprovar o indiciamento do filho do presidente Lula, o Lulinha.
É isso, Vera. Obrigada por hoje. Amanhã tem mais Viva Voz. Amanhã tem mais. Vocês ficam agora com a terceira hora do ponto final. Até amanhã, meninas. Beijo, Vera. Oi, pessoal. Aqui é a Astrid. Deixa eu te falar uma coisa como mãe, tá? A gente tenta acompanhar tudo, mas quando o assunto é internet, é insano conseguir me de perto. Por isso, eu achei legal dividir uma coisa com vocês. No TikTok, contas de adolescentes já vem com mais de 50 configurações de segurança e privacidade ativadas automaticamente.
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