Episódios de Vera Magalhães - Viva Voz

Da esquerda à direita: saldo do Caso Master é negativo para todo mundo

19 de junho de 202613min
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Vera Magalhães faz o balanço da semana na política e destaca os novos desdobramentos do Caso Master, com operação da Polícia Federal mirando desta vez o líder do governo no Senado, Jaques Wagner. A comentarista avalia que os estragos do escândalo envolvendo o banco, Daniel Vorcaro e políticos de direita, centro e esquerda, trazem saldo 'muito negativo' para todo mundo.

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Participantes neste episódio2
V

Vera Magalhães

HostJornalista
C

Carol

Co-hostApresentadora
Assuntos4
  • Caso Master PoliticaCaso Master · Jaques Wagner · Daniel Vorcaro · Flávio Bolsonaro · Ibanez Rocha · Cláudio Castro · Ciro Nogueira · Hugo Mota
  • Relação Trump-BrasilDonald Trump · Luiz Inácio Lula da Silva · G7 · Itamaraty · Palácio do Planalto · Trabalho escravo · Tarifácio
  • PGR pede condenação de Eduardo BolsonaroEduardo Bolsonaro · Jair Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Supremo Tribunal Federal · Democracia
  • Cassação de Castro e BacellarBolão · Seleção Brasileira
Transcrição29 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

Voz A:And we're live from the living room as Doug eyes up the matchday spread. He's reaching for the buffalo wing. Perfect! Hang on, what's this? Oh, he's gone for a can of Pepsi too! Incredible! What a finish! Sensational combination! Look at the delight on his face. There's no doubt about it, it just tastes better. Matchdays deserve Pepsi. Food deserves Pepsi. Grab a pack of Pepsi Zero Sugar for today's match. It's poetry in motion!

Vera Magalhães:Viva Voz com Vera Magalhães. Vera Magalhães, muito boa noite! Estamos aqui todas no No mood seleção brasileira, verde e amarelo. Você também, Carol, com itens, com acessórios amarelos para torcer. Vai Brasil, né?

Vera Magalhães:Não tem que ser. Sardenberg e Cássia hoje estavam de cinza e preto na hora do almoço. Falei: gente, que indumentária é essa? Pelo amor de Deus, que animação, né?

Vera Magalhães:Não, nada a ver. Tem que estar nas cores, tem que estar nas cores. A gente está esperando um placar largo, hein? Vamos ver, vamos ver. Muito bem, tivemos uma semana, né, Vera, tomada aí por novas revelações do caso Master. A gente não vai se ver livre do caso Master tão cedo, isso é um fato. Qual é o saldo desse, do escândalo, em termos de danos políticos?

Vera Magalhães:Até que para a gente não se vê livre do caso Master é o de menos. O problema são os políticos, né, que não estão conseguindo se ver livres do Daniel Vorcari, seu fantasma. E aí é para todo lado e com estragos da esquerda à direita. Então O saldo é negativo para todo mundo, muito ruim para a direita pelas revelações do Flávio Bolsonaro, que a gente já conhecia, e pelo envolvimento do Ibanez Rocha, do ex-governador do Rio, Cláudio Castro, então expoentes aí do bolsonarismo que já estavam envolvidos nesse caso. Aí o centrão entrou fortemente com a presença do Ciro Nogueira. Hugo Mota, Davi Alcolumbre, e agora a gente tem a chegada do caso à esquerda, ao PT, muito fortemente, com as revelações que implicam o líder do governo no Senado, o senador Jax Wagner. Ele deu aquelas explicações ontem, a gente falou aqui no Viva Voz, não foram explicações convincentes, muito estranhas, truncadas, difíceis de colar e não colaram muito no governo. Eu apurei que foram consideradas explicações muito difíceis de acreditar e de sustentar, e o Lula não gostou da história do Jax Wagner se confirmar no cargo, dizer que o Lula tinha confirmado a ele que o manteria no cargo. Achou que ele deixou o presidente na fogueira com essa explicação, porque a depender do que vier, ele pode sim ter de ser afastado da liderança, e aí vai ficar no colo do presidente essa questão. E então a situação deu uma deteriorada de ontem para hoje. Então saldo muito negativo para todo mundo. O que a gente não sabe é se justamente isso, fato de estar disseminado em todas as forças políticas, acaba diluindo o impacto eleitoral do caso Mastriani. Parece ser isso que alguns acreditam, mas a gente ainda vai ter de esperar as próximas revelações e ver como isso cai no coração e na mente do eleitor.

Vera Magalhães:Foi também a semana em que aconteceu a condenação do Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo da trama golpista. Isso vai impactar de alguma forma a campanha do Flávio à presidência?

Vera Magalhães:Aparentemente não, né, Carol? Parece que tudo que envolve a família Bolsonaro, e mesmo condenações na justiça por crimes que seriam considerados graves em qualquer momento, porque afinal são crimes que atentam contra a democracia, nada disso parece fazer com que o eleitor de direita disposto a expressar o seu antilulismo, antipetismo, continue disposto a votar na família Bolsonaro. Primeiro no Jair Bolsonaro, nos anos em que ele foi candidato, e agora no Flávio Bolsonaro, escolhido como o seu substituto. A gente não vê ali na direita nenhuma preocupação pacifica com essa situação do Eduardo Bolsonaro, até porque ele já tá no exterior, já era considerado alguém que tá mais ou menos fora do jogo político desse ano, e vai continuar de lá fustigando o Supremo, fustigando o governo brasileiro, dizendo que é vítima, que a família inteira é vítima de perseguição, e instigando o governo americano contra o Brasil, contra o Lula, etc. Então ele vai continuar fazendo o jogo pesado, dando uma de bad cop, enquanto o irmão dele posa de ali moderado, de mais light, etc. Então parece até ser uma tabelinha combinada entre eles. Não vejo um grande impacto imediato na campanha do Flávio Bolsonaro advindo dessa condenação. Se nem a condenação do pai por tentativa de golpe impediu que o Flávio Bolsonaro se consolidasse muito rápido como o principal opositor ao Lula. Acredito que não vai ser a situação do filho 03 que vai fazer isso.

Vera Magalhães:E Vera, tivemos também ruídos depois de declarações que foram feitas por Donald Trump no G7 sobre o Brasil. E hoje, numa entrevista, ele disse que observou o presidente Lula durante o evento e que o achou muito volátil. Em que pé estão essas relações, hein?

Vera Magalhães:Bom, ele foi no G7 só para fazer umas declarações bem esquisitas, né? Fez até declarações muito estranhas a respeito da Meloni. Enfim, tá uma situação ali complicada, as falas do Donald Trump. O fato é que não foi positivo o encontro do Lula com o Trump, foi truncado. Foi ali sem nenhuma sistematização, aquela coisa de que quando essas discussões se dão na base do improviso, elas não rendem bons frutos, justamente pelo voluntarismo do presidente americano. Quem é volátil nesse caso, mais do que o Lula, é o próprio Trump. Então, a gente está num momento aí de cautela em relação a esse assunto. Eles parecem ter retomado uma postura mais ideológica e menos pragmática ao lidar com o Brasil. Isso já resultou na determinação de um tarifácio que vai passar a vigorar a partir de abril, também resultou aí em farpas para cá e para lá, na decisão deles de, enfim, considerar que o Brasil pratica trabalho escravo, que as nossas organizações criminosas, são grupos terroristas e devem ser assim classificadas. Então, a gente está num momento de acirramento das relações entre os dois países. Não é bom que o Lula fique esticando muito essa corda. Então, que a cada declaração do Donald Trump, o presidente brasileiro também responda, resolva responder na mesma moeda. A gente sabe sabe que isso não é uma boa estratégia quando se tem alguém que despreza todas as instituições multilaterais de negociações, despreza a diplomacia tradicional e age muito por impulso. Então, o julgamento do Eduardo Bolsonaro parece também ter sido lido pelo Departamento de Estado americano como uma como provocação ali, como algo fora das quatro linhas. Tudo isso tem um subtexto, né? O Trump nunca foi julgado pela insurreição ali do Capitólio, por tudo que aconteceu naquela ocasião, e ele vê no julgamento do Bolsonaro, dos filhos, etc., uma réplica dessa situação, e aí se coloca forçosamente contra a justiça brasileira. Esse é o momento em que o Brasil tem que agir com muita cautela, em muitos casos calar, não querer retribuir todo e qualquer desaforo, porque a gente já viu que não é uma boa com o Trump ficar batendo boca e o Brasil tem mais a perder justamente porque é uma economia mais frágil que a dos Estados Unidos.

Vera Magalhães:E esse desaforo de hoje, né, Vera, dizer que não poderia se importar menos com o presidente Lula, que ele é muito volátil, não pensa nele. Isso, você acha que isso dificulta ainda mais essa tentativa? As negociações, elas estão ocorrendo, né, nos níveis diplomáticos, mas havia uma expectativa aí de uma nova conversa entre os dois. Isso dificulta ainda mais a situação?

Vera Magalhães:Dificulta, né, porque você tem uma retórica meio do jardim da infância por parte do presidente da nação mais importante do mundo, né. Esse tipo de consideração altamente subjetiva a respeito de um outro chefe de Estado, e aí sim altamente volátil, porque num dia você elogia, diz que é inteligente, que houve uma química, que não sei o quê, não sei o quê, no dia seguinte você fala isso. Então tudo isso torna imprevisível você dizer o que vai acontecer. Tanto que o Itamaraty, o Palácio do Planalto já não estão acreditando muito que vai ser possível reverter o tarifaço antes de julho, justamente porque agora o presidente americano parece estar de muxoxo contra o Brasil. Então é nessa base que as coisas se dão. A gente vê que isso não é uma exclusividade do Brasil, tem essa treta com a Itália, que ele foi altamente grosseiro, disse que a Georgia quis tirar uma foto, implorou por uma foto com ele. Tem toda a questão até do cessar-fogo com o Irã, que foi criticado, aí ele vai, volta atrás, diz: olha, a gente pode endurecer na frente. Então essa montanha russa não é uma exclusividade do Brasil, mas certamente atrapalha muito. E a gente tem que tentar deixar que as diplomacias profissionais façam o trabalho e não que os presidentes fiquem na ribalta trocando farpas.

Vera Magalhães:Muito bem. Eu recebi aqui uma foto do ranking do Bolão. Vou mudar de assunto.

Vera Magalhães:Isso, será que eu caí?

Vera Magalhães:Caiu, né, Altair? É isso? Ah não, você assumiu a liderança isolada, Vera. Não, liderança isolada, porque tá um nome diferente aqui, ó, VRM Cabral. Falei, quem é essa pessoa? Vera Magalhães Cabral.

Vera Magalhães:VRM Cabral, soi eu. Vera Regina Magalhães Cabral, sou eu.

Vera Magalhães:265 pontos, olha só! Olha só, seria demais perguntar o seu placar assim no ar para todo o Brasil. Quem sabe você não inspira outros bolões.

Vera Magalhães:Então, Sardenberg já fez isso, mas é que aí eu vou inspirar os bolões dos concorrentes também, né? Então vou ficar na minha aqui, não vou falar.

Vera Magalhães:Dá para mudar ainda? É assim esse bolão?

Vera Magalhães:Até 5 minutos antes da partida pode mudar. Então vou ficar na moita aqui.

Vera Magalhães:Aí é melhor. A Nadé de Acalado também não quis revelar, não. Que ela tava bem colocada, não desceu um pouco agora, né? Mas ela tava bem colocada. Lucas tá em terceiro lugar, Lucas Soares. O Gilson sumiu, você derrubou o Gilson.

Vera Magalhães:Ah não, será que ele disse: ah, tá em segundo?

Vera Magalhães:Não, não, tá em segundo. É porque temos uma diferença aqui nessa, nesse print que o Altair me mandou, eu me confundi toda. Mas o Gilson tá em segundo. É isso aí, parabéns então, Vera. É, quem tá no bolão consegue ver o palpite da Vera, não consegue, Altair?

Vera Magalhães:Não, só depois do jogo. Não tem, não tem vazamento.

Vera Magalhães:Não vai ter como fazer uma cola, não vai ter como fazer uma cola. Então tá bom, valeu. Então vai Brasil, tamo aqui na torcida. Beijo, bom fim de semana, Vera.

Vera Magalhães:Beijo, meninas, bom jogo, bom fim de semana.

Vera Magalhães:Beijo, Vera, até.

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