Vídeo de Porchat; nova Quaest; e o mito de um Flávio Bolsonaro moderado
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- A indefinição da eleição presidencial e a expectativa do mercado financeiropossibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro·otimismo do mercado com reformas econômicas·falta de garantias sobre agenda reformista·risco de pauta ideológica no início do governo
- O caso Master e a dificuldade de compreensão da opinião públicaavalanche de informações não hierarquizadas·sensação de terra arrasada no sistema político·custo informacional para o eleitorado·campanha apática e efeito eleitoral desconexo
- O risco de crise institucional prolongada e a formação do votoeleitorado não se arrependeu de 2022·pacificação democrática não resolvida·dilema do Supremo Tribunal Federal·necessidade de reforma institucional
- A percepção do mercado sobre Milei, Trump e BolsonaroMilei e Trump como sinônimos de bonança·agressividade do discurso e instabilidade·desgaste com dificuldade do governo Lula·arcabouço fiscal insuficiente
- As pesquisas eleitorais da Quaest e o cenário nos estadosLula lidera em estados do Nordeste·Flávio Bolsonaro lidera no Rio de Janeiro·empate técnico no DF, Minas e São Paulo·importância de São Paulo na eleição
- A composição do Senado e o impacto na governabilidade futuradificuldade de prever resultado do Senado·direita se preparou para eleição no Senado·quórum para impeachment de ministro do Supremo·Senado como ponto de crise no próximo mandato
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Viva a Voz, especial eleições 2026. Oferecimento CICB, o maior e melhor centro de convenções do Brasil. Apresentação: Vera Magalhães.
Olá, boa noite, seja bem-vindo, seja bem-vinda ao Viva a Voz. A gente tá começando Começando o programa de hoje. Hoje é quarta-feira, é dia de Bruno Carazza, nosso comentarista, economista, professor da Fundação Dom Cabral, também colunista do Valor. Boa noite, Bruno.
Boa noite, Vera. Chegando na reta final, né? Boa noite para você, para os ouvintes e para o Rafael.
É isso. Hoje também aqui comigo no estúdio eu tenho a presença do Rafael Cortez, ele que é cientista político, sócio da Tendências Consultoria. Boa noite, Rafael. Obrigada por ter vindo até aqui, se deslocado. Sei que tá um trânsito danado. Obrigada por ter vindo.
Imagina, o prazer é meu, Vera. Obrigado pelo convite. Prazer estar aqui na CBN, tá com o Bruno, tá com você, né? Tem basicamente 413 pesquisas hoje, né? Assim, entre outros temas.
É isso, pessoal, tem 413 pesquisas. A gente promete analisar todas elas. Mas eu vou aproveitar a expertise de dois craques aqui, um da economia e um da política, para tentar começar esse Viva a Voz de hoje com uma discussão um pouco mais reflexiva. Pelo seguinte, o Bruno escreveu uma coluna, coluna dele no Valor, que foi uma provocação que eu achei muito pertinente. Ele começa com o título, com uma pergunta retórica: Flávio Bolsonaro ganhou, e agora?
E por que que me deu a ideia de trazer a reflexão sobre isso hoje? Porque a gente teve o cancelamento do debate da Record. Recorde anunciou oficialmente que não vai conseguir realizar um debate presidencial. Com isso, a única chance que a gente vai ter até o primeiro turno de um confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro é o debate da Globo, cuja reunião para decidir se vai acontecer ou não e quem vai participar se deu hoje.
Aparentemente, as campanhas de Lula e Flávio toparam as regras, mas ainda não anunciaram, não oficializaram se vão participar ou não. E é muito maluco que a gente esteja a menos de 10 dias ali das eleições, um pouco mais de 10, né, com esse cenário de uma eleição no escuro, que eu chamei na nossa pauta de eleição no escuro. Eu queria começar ouvindo vocês. Bruno, nessa sua reflexão, você fala dessa possibilidade de vitória do Flávio Bolsonaro.
O Maurício Moura escreveu na coluna dele hoje no Globo que existe realmente a chance de qualquer um vencer no primeiro turno ou de haver segundo turno. E você disse que ele conquistou os votos do mercado financeiro prometendo reformas muito robustas na área econômica e fiscal, mas que pode haver uma quebra dessa expectativa, né? Conta aqui para os nossos ouvintes e espectadores do que você tá falando.
Sim, Vera, na verdade é uma pergunta retórica mesmo, né? Só de uma possibilidade. A eleição tá totalmente indefinida, mas há uma quando a gente conversa com o pessoal do mercado, a gente sente que há um otimismo em relação à possibilidade do Flávio Bolsonaro vir a ganhar, justamente com relação a esse desejo que os investidores têm de que ele vá aprovar uma agenda reformista, principalmente na questão fiscal, né? Tem muitos paralelos aí que ele poderia fazer o que o Milei fez na Argentina e entrar com uma motosserra nos gastos públicos, públicos e uma série de reformas aí pró-investimentos.
Só que a gente não tem garantia nenhuma que isso vai acontecer, no sentido, uma, que não houve debate, né? Mesmo o programa do Flávio Bolsonaro, né, é apresentado à TSL, é muito genérico. Mesmo nas entrevistas com a Daniela Marques, que é a chefe, né, da da assessoria econômica dele. Ela também fica nas generalidades, nesse compromisso com ajuste fiscal, com mudanças, mas nada muito concreto, né? Foge das questões difíceis, se vai haver uma reforma da Previdência, uma reforma, né, do sistema dos gastos sociais.
E mais do que isso, a gente não sabe o que vai ser o início desse eventual governo Flávio Bolsonaro. Porque há um risco muito grande de que ele desperdice o primeiro ano do governo, que todo governo tem, que conta com apoio popular, conta com boa vontade do Congresso. Ele desperdice esse início de mandato dele com uma pauta ideológica, seja na questão da anistia aos condenados do 11 de setembro, do 8 de janeiro, desculpa, 8 de janeiro, desculpa.
É que inclusive o pai dele, né, e também com esse confronto direto com o Supremo, principalmente com Alexandre de Moraes. Então há um risco de que essa agenda não ande por causa dessa, desse gasto de capital político no início do governo com essas questões mais ideológicas.
Agora, Rafael, esse risco de uma crise institucional prolongada, eu acho que tá no horizonte de vocês de análise crise, mas ele não parece mexer os indicadores de voto nem do Lula nem do Flávio Bolsonaro. Imagino que essa crise vai acontecer e vai se prolongar qualquer um que vença. Mas o que que acontece? Uma coisa anula a outra na hora de formação do voto, de decisão do voto? As pessoas não estão levando isso em consideração?
Olha, eu vou fazer, já que a sua pergunta é mais reflexiva, eu sou daqueles que tendem a olhar para essa atual conjuntura ainda com muitas referências ao Brasil que saiu das urnas em 2022, independente até de quem vença, seja do ponto de vista do eleitor. E aí, para dialogar com a sua pergunta, né, quando a gente olha as pesquisas, o eleitorado, por incrível que pareça, ele não parece ter se arrependido do que fez lá em 22.
Não parece ter se arrependido ou parece?
Não se arrependeu, porque como é que a gente pega esse indicador, né? Quando a gente olha nesses cortes, fala: o que que você fez lá no primeiro ou no segundo turno de 22? Então quem foi Lula lá na disputa com o ex-presidente Jair Bolsonaro continua lulista. Quem já fez a escolha por Jair Bolsonaro lá em 22 seguiu e hoje tende a escolher Flávio Bolsonaro. E quem é branco e nulo e abstenção, enfim, quem já tava cansado dessa polarização lá atrás, permanece cansado, né?
Então o Brasil ainda não resolveu alguns dilemas que saíram daquela conjuntura, que é a pacificação democrática, né? Colocar de fato o que aconteceu, quem foi responsabilizado, quem deveria ser julgado, que pena deveria ser cumprida. E retomar as bases de um entendimento de uma construção de uma coalizão de governo para lidar com os problemas civilizatórios, né, seja na parte econômica, seja na parte social. E se a gente olhar agora a conjuntura, acho que a gente vai herdar alguma coisa muito parecida com isso, com problemas novos.
E aí eu me refiro em particular ao dilema do Supremo Tribunal Federal e da justiça brasileira como um todo, que claramente precisa passar por uma reforma institucional. Lá atrás essa conversa tava muito travada porque havia uma leitura quase do tipo, olha, não mexe com o Supremo, né? Porque o Supremo foi um ator importante em controlar os riscos democráticos, virou quase que ali uma figura, uma organização que pairava acima do bem e do mal.
E esse capital político foi jogado, desculpa a expressão, meio na lata do lixo agora. Então a gente tem um problema tanto na perna política, acrescido na minha leitura desse problema institucional agora.
Agora, Bruno, na coluna você também trata ali da composição do Senado, que vai ser um elemento chave para a gente entender que pós-eleições é esse, porque essa é uma disputa que já se decide no primeiro turno. A gente está resolvendo, renovando 2/3 do Senado, ainda que a gente imagine que pela campanha que vem sendo feita há mais tempo, a direita tenha mais sucesso nessa renovação, não se imagina que eles vão conseguir arrastar todas as fichas.
E quando a gente pensa em impeachment de ministro do Supremo, está falando aí de um quórum elevadíssimo, principalmente graças a uma mudança que foi feita por iniciativa do ministro Gilmar recentemente. Então vai ser um embate que pode travar o Congresso, né, efetivamente.
Sem dúvida, Vera. É difícil a gente prever qual vai ser o resultado para eleição do Senado, que normalmente é uma das últimas escolhas do eleitor, né? Ele realmente escolhe na última hora. Mas pelo que a gente observa, a direita realmente se preparou muito para essa eleição no Senado, né? Ela, desde a condenação do Jair Bolsonaro, ela tinha esse discurso, né, que é preciso eleger muitos senadores para fazer um impeachment de um ministro do Supremo.
E, mas pelo que a gente vê nas pesquisas que vão saindo, não vai ser uma coisa também tão fácil, né? Porque para você obter o quórum mínimo para o impeachment de um ministro do Supremo, você precisa de pelo menos 54 votos, né? 2/3. Isso é muita coisa. E quando a gente olha as pesquisas, olhando os senadores que continuarão lá E mais, como se dá a composição nos estados? Então a gente tem vários estados no Nordeste, por exemplo, que a esquerda vai fazer uma ou duas cadeiras.
A gente tem outros estados como Minas Gerais, praticamente certo que a Marília Campos vai conseguir, né? Aqui em São Paulo, aí em São Paulo tem uma chance grande de ter pelo menos uma cadeira para a esquerda. Então quando a gente olha essa configuração, a gente vai ter uma chance de ter um bloco antibolsonarista que vai barrar esse tipo de ação, né, de um eventual governo Flávio Bolsonaro, uma eventual tentativa de impeachment de ministro do Supremo, o que arrasta a crise, né?
Porque quanto mais difícil tá esse cenário, mais a situação vai se prolongar, os debates, e isso para o país também é muito ruim. E do outro lado também, no caso de uma vitória de Lula, aí é o contrário, né? Vai ter certamente um contingente muito grande de senadores bolsonaristas que vão bloquear muitas das iniciativas que o Lula possa vir a ter num eventual quarto mandato. Então o Senado vai ser um ponto de crise nesse próximo mandato, seja ele quem for.
E como ele falou, é isso, né, Rafael? Uma das últimas escolhas. A gente viu hoje uma série de pesquisas, você falou, uma leva grande de pesquisas. A Quest fez pesquisas em 5 estados e mostra ali algumas mexidas nas placas tectônicas dessas disputas para o Senado. Alguns nomes estão em ascensão, outros que começaram bem pelo recall começam a perder espaço. Aqui em São Paulo a gente tem uma disputa tão grande, a ponto do governador Tarcísio de Freitas ter começado a entrar mais fortemente falando, olha, ou vota aqui nesses meus candidatos ou vai eleger duas candidatas do PT, até correndo um risco de parecer meio machista nessa colocação. Mas é realmente um foco de atenção grande dos partidos e dos políticos, né?
Não há dúvida. E acho que assim, uma parte dessa incerteza, e aí para a gente fazer a conversa da questão eleitoral com o ponto que o Bruno trouxe, né, das condições de governabilidade mínima, seja Flávio, seja Lula, até para enfrentar essa agenda econômica bem complicada. É o que parece que a gente vai ver agora, à medida que as pesquisas para governador mostrar uma consolidação. Então a gente tem visto esse movimento do voto útil, que fica muito claro na eleição nacional, mas também nas eleições para governador nos estados.
Candidatos, né? Então a gente viu isso um pouco em Minas, no Rio, São Paulo a gente já tinha claramente ali um cenário mais polarizado, mas à medida que essa convergência acontecer na eleição para governador, o próximo passo é fazer a mudança no Senado, como você bem mencionou, né, Vera? Tem agora um período de campanha já razoável, igualiza mais ou menos, né, a taxa de conhecimento dos candidatos, aí entra o efeito do governador.
E aí, pegando esse efeito de ter ainda um sistema multipartidário sem uma clara hegemonia, sobretudo pensando nesses cortes, seja no quórum constitucional para reforma, seja nesse quórum ainda mais amplo para impeachment de ministro, a gente deve ter aquele cenário que não vai sair uma coalizão claramente nessa direção. Eu diria que a gente não pode menosprezar, sobretudo pensando na expectativa do mercado de que trocando de governo, né, o Flávio assumindo que os problemas vão ser resolvidos rapidamente, eu acho que a gente não pode menosprezar os riscos dessa interpretação.
Então quando eu mencionei 22, eu acho que em alguma medida aconteceu isso também lá, né, quando o Bolsonaro, aí é 18, perdão, né, quando o Bolsonaro ganha, o Jair, tinha uma ideia também de que olha, trocou o que tava aí, chegou alguém com discurso muito liberal, com uma agenda muito forte, aí fazendo referência à figura do Milei, que a Daniela Max trouxe para o debate, né? Ele nos inspira. Em alguma medida era o que já estava lá atrás e a gente viu que o sistema político brasileiro, funcionando bem, não cabe, pelo menos na minha leitura, um programa desse tipo, ainda mais num sistema com tanta arestra para parar.
Agora, Bruno, para mim é difícil de compreender como Javier Milei ou mesmo Donald Trump podem ser vistos como sinônimos de bonança ou de prosperidade ou de crescimento sustentável ou de estabilidade política, pelo grau de agressividade do discurso, pela constante ali provocação de estresse por meio de declarações altamente polêmicas o tempo inteiro. E a gente tem uma lembrança muito recente do governo Bolsonaro em que esses embates e essa retórica sempre inflamada não provocou um período de estabilidade. A minha pergunta é: o mercado tem saudade exatamente de quê?
Não sei exatamente se é saudade, viu, Vera? Eu acho que é um desejo, né? É um pensamento desejoso aí, o eixo Fofim, pensamento mágico quase. É que você vai mudar, né? O mercado, ele, os investidores, quando a gente fala o mercado, a gente tá falando dos investidores, dos operadores, né, do mercado financeiro, né, da Faria Lima, né, usando aí a metáfora da localização, né? Mas tem um desgaste, né, quanto à dificuldade que o governo Lula teve de atacar esses problemas estruturais do Brasil, sobretudo na questão fiscal.
E o governo Lula não foi eficaz nessa estratégia. O arcabouço fiscal, ele não foi suficiente para estabilizar o crescimento da dívida brasileira. A dívida cresceu mais de 11 pontos percentuais do PIB nesse mandato. É um crescimento muito acelerado que traz muitas preocupações. Então a mudança também por uma mudança, por uma equipe que tem um discurso mais liberal, de corte de despesas. Isso agrada o mercado. E no caso de eventual vitória, acredito até que haja uma valorização na bolsa, né, reflexos nesses ativos financeiros.
Agora, com o passar do tempo, como essas mudanças elas não se materializam, elas ficam travadas até pelo discurso ideológico, por essa postura que você que você mencionou de embate, né, que é característica, né, do Trump, que é característica do Milei e era característica do Jair Bolsonaro, é, há uma certa desilusão com essa expectativa. E esse otimismo, ele acaba se esvaindo, inclusive os ganhos do mercado financeiro.
Então, tava ouvindo aqui o Bruno, Vera, eu acho que assim, qual que é o argumento nessa ideia de que se o Flávio ganhar, a gente vai ter um enfrentamento mais forte nessa perna fiscal. Eu acho que ele passa, vocês me corrijam se eu tiver errado, por dois canais. O primeiro, pela diferença entre o Jair Bolsonaro e o filho, o Flávio, né? Uma ideia de que não é a mesma coisa, né? Eu acho um argumento meio superestimado pelo ambiente político, né?
Pela, o modus operandi do bolsonarismo como fenômeno político que vai além de uma figura ou outra, né? Até porque tem problemas concretos a resolver nessa seara, inclusive qual é o destino do seu pai, que cumpre prisão, vai ter alguma coisa, não vai ter. Então acho que tem esse primeiro ponto. Agora, o segundo é mais interessante para a gente pensar aqui, que é o argumento de que, olha, o Flávio é de direita, vai ser eleito muito provavelmente um Congresso de direita, eventualmente um Senado ainda mais com essa coloração.
E aí, a partir dessa junção, a gente poderia ter uma agenda fiscal um pouco mais ambiciosa. Eu acho que o que tem aqui, embora é possível que aconteça, mas acho que o que tem aqui é um entendimento equivocado dessas mudanças institucionais que o Brasil está passando. A Presidência da República, ela é mais fraca hoje. Os parlamentares são mais independentes hoje. Seja pela questão das emendas, seja pelo financiamento público de campanha, que dá um grau de liberdade bastante acentuado. E isso não se troca do dia para a noite.
É só ponderando em cima do que você colocou, que eu acho muito interessante. O Donald Trump tinha a maioria do Congresso, tem maioria do Congresso, talvez perca agora nas eleições de meio de mandato e criou tanta confusão e tanta agenda negativa para fora e para dentro que tende a perder essa maioria. E não conseguiu transformar isso num crescimento sustentável, enfim, da inflação, redução dos juros, nada nos Estados Unidos. O Bruno me corrija se eu tiver errado.
E do ponto de vista político, eu acho que essa ideia de um Flávio Bolsonaro moderado é uma criação artificialíssima de marketing e que não foi testada. E aí a gente volta ao ponto inicial que a gente nem chegou a tratar: ele não se submeteu ao escrutínio, praticamente não debateu nenhuma vez Foi a uma entrevista para a qual ele tava extremamente ensaiado, mentiu para caramba na bancada da Globo em relação ao caso Master, não foi submetido a um confronto direto com o principal adversário.
Então eu acho que se está partindo de um pensamento mágico em relação à economia e de uma construção marqueteira em relação a essa falsa e suposta moderação, até porque não tem moderação quando a primeira e única conhecida proposta real dele é dar anistia para o Jair Bolsonaro, que foi condenado por tentativa de golpe. O que você acha, Bruno?
É isso, Vera. No caso do Trump, realmente não se materializam os benefícios, né? Inclusive no mercado financeiro, né? Os juros estão muito altos nos Estados Unidos, o dólar perdeu mais de 10% de valor nas principais moedas, né? Então isso é uma evidência de que mesmo com apoio parlamentar você não consegue traduzir isso em ganhos expressivos para economia quando você tem um ambiente de muita agressividade, de muita alteração, né?
E aí no Brasil, com essas condições que o Rafael acabou de mencionar, né, da configuração do sistema político, é de se esperar que aconteça a mesma coisa. E aí sem debate fica muito difícil, né, Vera, a gente ter, saber exatamente, né, onde, onde são os pontos, o que cada um deles propõe, né, o que que é melhor para o país ou não. Então infelizmente a gente perdeu uma grande oportunidade de conhecer melhor os candidatos e a gente tá indo para as urnas às cegas, às cegas, como em 18.
A gente vai fazer um intervalo agora, o papo tá maravilhoso, mas no segundo bloco a gente pode continuar tratando dessas questões, que a gente vai falar um pouco do que teve do dia de Master. E de como esse escândalo tá canalizando todo o debate e, a meu ver, impedindo outras discussões. Voltamos já já.
Viva Voz, especial eleições 2026. Oferecimento CICB, o maior e melhor centro de convenções do Brasil.
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Estamos de volta com o Viva a Voz, hoje com Bruno Carazza e o cientista político Rafael Cortez. Bom, nessa quarta-feira a gente teve vários novos desdobramentos da crise do Master, e a sensação que eu tenho, não sei vocês, que desde que se liberou todo o conteúdo dos inquéritos e todo o conteúdo do celular do Daniel Vorcaro, todo dia a gente é atropelado por uma série de informações. Essas informações não são hierarquizadas, elas aparecem como coisas de igual gravidade.
E isso dá uma sensação até na gente que é jornalista, vocês que são analistas, de que a gente tá vivendo um cenário de terra arrasada em que todo mundo tá igualmente comprometido, que existe uma septicemia de todo o sistema político institucional pela influência do Vurcaro e do banco dele, que portanto isso deve ser um elemento a igualar as escolhas e a tornar tudo a mesma coisa. De que maneira, Rafael, pelo que você conversa com clientes, com fontes, que você vê, olha em pesquisas, esse caso virou ali uma paisagem na janela, uma paisagem horrorosa, apocalíptica? Mas as pessoas perderam o discernimento do que importa ali.
Olha, Vera, é uma pergunta das mais difíceis, de fato, né? Seja porque o custo informacional, né, da gente conseguir ir atrás de entender o que efetivamente está acontecendo, ele já é alto para quem trabalha com isso, né? Imagina para o eleitorado que tem uma série de problemas e desafios do cotidiano ter o esforço para conseguir separar o joio do trigo. O que então eu acho que é onde a gente deveria começar a tentar caminhar nesse labirinto é um pouco, em tese, independente do conteúdo de cada denúncia, essa é uma agenda, me parece, mais desafiadora para campanha de reeleição, justamente por aquela, um argumento até simples, né, numa ideia de que, olha, O governo é continuidade, então à medida que tudo que acontece de bom ou de ruim fica nas contas do governo, independente do comportamento efetivo, né, de como é que a gente chegou até aqui.
Então às vezes é uma bonança econômica no mundo que ajuda o nosso crescimento aqui, governo também se beneficia. Às vezes é o contrário, né, é um quadro de crise, e aí o governo não necessariamente sendo o principal ator também acaba perdendo intenção de voto. Então acho que esse é o primeiro ponto. Né? Em tese é ruim para campanha de governo e acho que também ajuda a explicar o ponto que você fez anteriormente dessa campanha apática, que eu gostei da— se eu não tô enganado, o termo foi apático, né?
Eu gostei dessa imagem porque em alguma medida ela retrata bem o que a gente chegou até aqui. E essa ideia de que o efeito eleitoral é meio desconexo com o conteúdo substantivo me parece cada vez mais patente, né? Justamente porque se criou uma espécie de um flaflu entre, dentro do Supremo Tribunal Federal. E aí não importa o que as evidências tragam, os lados já estão mais ou menos colocados, e lados meio que artificiais, né?
Se a gente, não é propriamente verdade que o Gilmar Mendes, por exemplo, é um petista, né? A gente já viu episódios ao contrário, né?
Até barrou a nomeação do Lula.
Eu ia lembrar desse da de barrar nomeação. Então aí o outro é indicado, o Fux é indicado pela Dilma. Então de repente também assim, então esse é um flaflu que não só é simplista, né, mas como às vezes até distorce o que tá acontecendo. E a gente chega no paradoxo que a gente vai, provavelmente essa agenda beneficia um candidato que a rigor tem lá um áudio dele pedindo dinheiro, diretamente implicado entre candidatos. Então, no limite, a gente chega a isso, né? É uma agenda que beneficia aquele que tá lá envolvido mais claramente.
Agora, Bruno, hoje a gente teve um fato que movimentou aí as redes sociais, que foi um vídeo feito por um grupo aí de uma coalizão e protagonizado pelo Fábio Porchat, que tentou explicar com uma linha do tempo o caso Master, situando inclusive aí em Minas, na Igreja Lagoinha aí do André Valadão, e a origem da relação do Master e do crescimento desse banco, etc. Mas ele foi tirado do ar pela Meta sem explicações muito claras. Depois o vídeo voltou, enfim.
Mas é um vídeo que também tem um viés, né? Se por um lado a gente tá vendo muita gente ali pesando de menos a mão sobre o envolvimento do Flávio Bolsonaro, esse vídeo pesa um pouco de menos a mão na implicação, por exemplo, do PT da Bahia no caso. Mas de que forma a gente da imprensa, ao ficar dando tanto pormenor, em vez de explicar isso, né, mostrar a árvore, mostrar a raiz da árvore, os frutos, os galhos, a gente também pode contribuir para esvaziar os outros debates e para tornar esse caso um caso muito difícil da opinião pública compreender?
Esse caso tem vários aspectos, né? O primeiro deles, eu acho que ele tem um mérito de tentar organizar essa avalanche de informações, de dados, de revelações que estão saindo a conta-gotas e que, como o Rafael mencionou, o eleitor tá no seu dia a dia, ele tá trabalhando, tá cuidando da família, ele não tem tempo de ficar lendo e processando esse tanto de informação. E aí o vídeo é interessante porque num tempo aí de, o vídeo completo, né, tem 30 minutos, né, mas os cortes também que vão, né, para as redes sociais, ele tenta simplificar essa ideia e comunicar o conjunto para o eleitor.
Ele claramente tem um viés, né, ideológico, né, tanto que ele até menciona a questão do Banco Master ganhando impulso lá no governo estadual da Bahia, mas não faz menção que o governo da Bahia era governado pelo pelo PT, de aliados muito próximos do presidente Lula, né? Ele passa batido nessa questão, mas ele explica, ele tenta explicar, é, para deixar ainda mais claro essa relação do caso Master com Flávio Bolsonaro. E no final ele faz uma mensagem muito direta para o eleitor evangélico, né?
O Porchat, ele fala diretamente para esse eleitor, levando em consideração, né, questões bíblicas, bíblicas, questões religiosas, é questionando o voto desse eleitor que tende a votar no Flávio Bolsonaro, se isso seria condizente com a sua profissão de fé. Então é aquela tentativa de virada de voto numa eleição muito polarizada. Agora tem toda a questão da interferência externa das big techs, né, na divulgação desse vídeo. Então tem essa característica também.
Agora, a gente não sabe efetivamente se essa estratégia vai dar certo, porque esse público, justamente nesse contexto que tem muita informação, né, o eleitor é bombardeado de muita informação, a gente sabe que pelo comportamento, né, até psicológico das pessoas, quando eu tenho muita informação, eu me agarro às minhas predileções. Então eu sei que tá acontecendo, eu sei que isso pega todo mundo, vou continuar votando no Flávio Bolsonaro porque eu sou antipetista.
Então isso acaba sendo o grande, o grande ponto de interrogação, se esse tipo de estratégia dá certo ou não de virar votos nessa reta final.
Concordo. E a gente viu, né, Rafael, uma tentativa aí nos últimos dias de se criar de novo uma CPI do Master em razão de tudo que aconteceu, mas elas foram barradas pelo ministro Cristiano Zanin. Que nesse flaflu do Supremo tem um lado que é o lado do Ministro Alexandre de Moraes, e outras estão lá com o Ministro Cássio Nunes Marques, que nessa semana foi bem engolfado pela crise, a ponto de se apontar que ele deveria ser impedido.
Mas o Ministro Fachin falou: não, não vai ser. Quase como quem diz: daqui a pouco não sobra ninguém para julgar nenhum caso aqui nesta corte. Então essa situação do Supremo é uma situação também bizarra.
Só vai sobrar a Carmen Lúcia.
Exato, a Carmen vai ter que ser relatora universal do caso Máster, é isso?
É bem por aí, assim, a rigor a gente deveria estar nesse cenário. Eu vou, você fez uma provocação que eu vou cometer o sacrilégio talvez, né, numa empresa de comunicação, né, por quem faz bom jornalismo. Mas eu acho que assim, ficou um pouco um certo vício nessa cobertura dessa dimensão pública do bate-boca entre os ministros. Ministros, né? E por óbvio eles não contribuíram para conseguir minimizar todo esse cenário, né? Ao contrário, acho que fizeram aposta nessa estratégia de comunicação no caos, assim, porque não era estratégia propriamente jurídica no caso, né?
E aí não seria, seria até um ócio do ofício. É de fato ali uma formação quase que de grupos políticos, enfim. E acho que de alguma maneira a gente acabou um pouco ficando desse comportamento circense, para dizer o mínimo, dos ministros. E aí a gente, essa perna do que de fato tá acontecendo, do jornalismo, debate público como um todo, né, conseguir fazer a separação. Olha, o indicado, o citado A citou por isso, por isso, por isso, tem alguma evidência de que isso é— esse debate a gente ainda tá meio rastejando.
Eu acho que a gente ficou um pouco a mercê dessa, dessa, do comportamento dos ministros. E aí eu vou até inverter um pouco, eu vou te perguntar, Vera e Bruno. É verdade, porque assim, eu acho que para pensar no efeito, a gente tem agora um fato novo que é esse vídeo, aparentemente já tá circulando de uma maneira bastante relevante, enfim. Então potencialmente algo que a gente vai precisar mais ou menos acompanhar. E aí a minha pergunta é um pouco nessa direção, porque em teses, onde ele pode ter de fato um efeito maior é entre os eleitores evangélicos, pela maneira como o vídeo construiu a narrativa, né?
E aí acho que um pouco era minha pergunta, era um pouco o que que vocês assim que sabe de comunicação, porque o vídeo embora é direcionado a esse público, em alguns momentos tem uma certa ironia um pouco, né?
Faz um pouco uma coisa irônica. Então existe esse vídeo, para mim ele ainda tá no terreno do boato, e hoje eu vi um monte de veículo publicando um monte de boato, antecipando boato. É porque é isso, a gente tá numa eleição tão imprevisível, tão difícil de ler, que a gente fica sempre à espera do próximo fato novo que vai mexer tudo, que vai— eu acho que a depender do que houver no vídeo pode causar um estrago no Flávio Bolsonaro.
Mas só lembrando, Dark Horse tinha áudio dele pedindo dinheiro para o Boccaro, chamando o Boccaro de irmão, dizendo, tamo junto até o final. O dinheiro foi para o exterior e ele não se dignou a explicar. E isso não só não derreteu a candidatura dele, como ele voltou a crescer e hoje tá liderando numericamente. Então eu tenho dúvida até do impacto disso. Mas é isso, é uma semana que pode ter debate da Globo, pode ter ali um— as coisas podem ganhar outra temperatura.
E aí o efeito pode ser diferente, mas vamos ver, né? O que pareceu desafiador é isso, porque embora faça uma boa reconstrução, né, do vídeo do Porchat, você tá falando, tô pensando que você tá falando dos vídeos que tá lá de cima, eu que confundi. Não, imagina, eu acho que tem esse caráter didático, eu acho um bom vídeo, acho que ele tem um viés, mas é um bom vídeo. Não acho que mude muito as placas tectônicas, é justamente por conta disso, né?
Olha ali, eu já pensando no boato de outros vídeos Porque tem a história que vem mais um, né?
Isso também é um outro, uma outra maneira como a campanha aconteceu, né? O que que vai vir aí, né?
Não tô acostumada eu responder. Gente, vamos fazer mais um intervalo antes que o Ender Stahls me mate. A gente volta falando das pesquisas que saíram hoje, tá bom?
Especial eleições 2026.
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Viva Voz especial eleições 2026.
Estamos de volta com o Viva Voz. A gente tem 7 minutinhos, então vou tentar otimizar esse tempo usando meus dois comentaristas de hoje, Bruno Carazza e Rafael Cortez, porque hoje saiu uma série de pesquisas da Quest nos estados, e essas pesquisas também perguntaram o voto para presidente nesses estados. Então, somando tudo que saiu, são 7 pesquisas, 6 estados mais o Distrito Federal. Lula lidera em 3 estados do Nordeste: Ceará, Paraíba e Pernambuco.
Flávio Bolsonaro conseguiu abrir uma dianteira e lidera com folga hoje em dia no Rio de Janeiro, seu estado natal, E existe um empate técnico, que é o que vai me interessar mais aqui no DF, mas também em Minas e São Paulo. E aí eu vou jogar um para cada um. Rafael, São Paulo, Tarcísio de Freitas abrindo, tudo indica que uma eleição em primeiro turno. E aquela dúvida de se ele transferiria, puxaria o Flávio Bolsonaro, parece começar a se dissipar, porque o Flávio tá crescendo aqui paulatinamente.
Mas crescendo. Mas o Lula ainda conseguindo um empate técnico. Então a gente tinha essa impressão, e ela vai se consolidando, da importância de São Paulo para definir essa eleição tão parelha, né?
Central. Porque se a gente compara 18, 22 e agora, 18, quando Bolsonaro ganha, uma vantagem muito expressiva nos grandes municípios de Sudeste. Aí obviamente São Paulo, com a sua participação, 22, essa vantagem diminui muito. E aí Lula consegue virar e agora é que a gente tem um pouco essa incerteza, para onde vai esse patamar mais parecido com 18, ou seja, Flávio recuperando aquilo que em algum momento seu pai conseguiu lá em 18, ou tem aí alguma barreira dessa rejeição mais explícita.
Além desse fator, onde é que vai parar o patamar no primeiro turno de Lula e Flávio, tem uma dinâmica aqui em São Paulo que é se em eventual segundo turno para eleição presidencial, qual vai ser o comportamento do Tarcísio, que tende a vencer no primeiro turno? E aí aquela questão: vai buscar o voto? Vai buscar puxar o Flávio? Porque em alguma medida tem uma espécie de contradição. Flávio vencendo, fica mais difícil a vida do Tarcísio para 2030, caso ele queira ser uma alternativa pensando em alguma coisa nacional.
Hoje ele voltou a dar declarações de que vai terminar com a reeleição, né? Ele tá nessa cantilena, o Flávio, se Embora esticando um ano de mandato, né?
Então aí, do ponto de vista do Tarcísio, não sei se é a melhor solução, mas enfim, essa dinâmica do como é que vai ser a disputa em São Paulo, com a governadora provavelmente se encerrando, e se tiver segundo turno na nacional, questões como comparecimento, que a gente conversava aqui anteriormente, vai se mostrar bastante relevante.
E Bruno, essa sua Minas Gerais aí, que também tem um fator central, tem têm sido um espelho ou uma espécie de preditor. Ninguém sabe o que vem antes, o ovo ou a galinha, do comportamento do Brasil. Mas o fato é que o Lula conseguiu ganhar 4 pontos desde a última pesquisa da Quest do dia 8. Então ele foi para 35, tinha 31. Mas o Flávio também cresceu de 27 para 30. E o ex-governador do estado, Romeu Zema, tá ali em 1, 2, em 5º lugar, tem 2% dos votos. Que que tá acontecendo aí? Como é que o mineiro tá vendo essa disputa?
Tem dois pontos importantes nessa pesquisa Quest que saiu hoje, né? Primeiro é que aparentemente o Lula foi bem-sucedido na estratégia dele, né? De ele não fez nenhuma composição para um candidato competitivo para o governo do estado, para tentar derrotar o franco favorito, que é o Cleitinho, que é um candidato muito mais inclinado à direita, né, um parlamentar muito populista. Lula insistiu em lançar o Patrozananias, que não todo mundo achava que não tinha tantas possibilidades de se mostrar um candidato competitivo.
Pode vir até aí para o segundo turno, mas todas as pesquisas indicam que ele tem baixíssima, baixíssima chance de vitória. Então o que o Lula queria era um candidato petista para se tornar um palanque para ele, para ele aumentar o voto no estado que estratégico, assim como São Paulo. Minas é o segundo maior colégio eleitoral. Então aparentemente isso tá dando certo, né? O Lula cresceu. Mas por outro lado, a gente vê outro movimento bem claro nessa pesquisa, que já é o movimento de migração para o voto útil.
Tanto o Zema derreteu, né? Um governador que comanda o estado, né, comandou o estado por 7, quase 8 anos, tá, caiu de 6 para 2%. Certamente esses votos do Zema estão indo para o Flávio Bolsonaro. E mesmo o Cury, que tinha surgido aí, também tá desidratando. E aí os votos dele estão sendo divididos aí entre Lula e Flávio Bolsonaro. Então Minas mais uma vez tá dando o caminho do que pode acontecer aí para o resultado final da eleição presidencial brasileira.
Ou seja, a gente que aperte os cintos porque vai ser com emoção até o final. Brigada por hoje, Bruno. Até semana que vem.
Emoção até o final. Estaremos aqui semana que vem, né, Vera? Um abraço, abraço, Rafael. Boa noite para vocês.
Rafael, obrigada por hoje. Até a próxima, porque o Viva Voz Eleições segue no segundo turno e você certamente estará conosco de novo.
Se antecipar, se convidado, voltarei provavelmente.
Obrigado. Se segundo turno houver, estaremos Muito obrigado, Vera, Bruno, sempre um prazer. O prazer é nosso. Obrigada a você também pela sua audiência. O Viva a Voz de hoje teve produção do Ender Starles, trabalhos técnicos do Anderson Wendel. Eles não são uma dupla sertaneja, mas são uma dupla bem afiada. Até amanhã, diretamente do Rio de Janeiro. Tchau, tchau!
Viva Voz, especial eleições 2026. Oferecimento CICB, o maior e melhor centro de convenções do Brasil. Apresentação Vera Magalhães. Afternoon glare totally ruined my watch party for the big game. That's when my buddy recommended blinds.com.
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