Episódios de Vera Magalhães - Viva Voz

O que está em jogo com a volta dos trabalhos no Judiciário?

03 de agosto de 20266min
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Vera Magalhães fala sobre a retomada dos trabalhos no Judiciário após o recesso e os principais temas que devem movimentar o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas próximas semanas.

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Participantes neste episódio2
V

Vera Magalhães

HostJornalista
C

Carlos Alberto Sardenberg

Co-hostJornalista
Assuntos3
  • Casos STF· PoliticaCaso INSS e Banco Master · Serviço Nacional de Saúde · Pesca probatória · Alexandre de Moraes e TSE · Eleição no Rio de Janeiro · Lei da Ficha Limpa · Lei da dosimetria das penas · 8 de janeiro
  • Poder Judiciário· PoliticaPolícia Federal e STF · Reunião com ministro André Mendonça · Ministro Alexandre de Moraes · TSE
  • Mudanças no Horário do PodcastViva Voz 2 · Realizações finais de Paes
Transcrição22 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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VMVera Magalhães

Viva a Voz com Vera Magalhães.

?Voz C

Vera, oi, Sardenberg! Boa tarde para você e para Cássia, para os ouvintes também, para quem nos assiste.

CACarlos Alberto Sardenberg

Boa tarde, Vera!

VMVera Magalhães

Os tribunais voltam ao trabalho desta segunda-feira, velho, e vai ter muita história para rolar aí, é muita história para rolar, muita tensão, muita polêmica.

?Voz C

O Felipe Igreja nos falava agora sobre um dos focos dessa tensão, né, Sardenberg? E aí, nesse caso, entre Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal, o gabinete do Ministro André Mendonça. A gente sabe que as decisões relativas ao caso do INSS e ao do Banco Master têm colocado em lados opostos o ministro André Mendonça, setores da PF, tem levado algumas críticas nos bastidores dos colegas dele do Supremo, e até a Advocacia-Geral da União foi acionada pela Polícia Federal para intervir em algumas decisões com as quais a PF não concorda.

Agora o advogado coloca esse ingrediente a mais de recorrer ao Ministério da Justiça apontando pesca probatória. Então esse é um caso, aliás, são dois, ou pelo menos dois, ou até mais três, né, porque Master e INSS, agora esse caso do Ministério da Saúde, que é um outro inquérito, mas três casos que orbitam em torno do mesmo ministro e que vão ser objeto de muita atenção nessa volta do Judiciário. Outra polêmica que já tá dada é aquela que opõem de um lado o ministro Alexandre de Moraes e de outro o TSE.

Porque numa decisão na semana passada, Ministro Alexandre apontou que se o Jair Bolsonaro não tivesse conhecimento da confecção daquele vídeo de inteligência artificial usando a voz e a imagem dele, haveria um crime eleitoral. E o TSE sentiu que nisso havia uma interferência no seu próprio trabalho. TSE ainda não se manifestou sobre o vídeo. Ministro Cássio Nunes Marques não falou a respeito. Isso pode acontecer agora nessa volta.

E por fim, tem outros 3 casos que o Supremo vai ter que decidir, que não tem data para decidir e que interferem diretamente na questão das eleições, da relação com os outros poderes. Um deles é o caso da eleição do Rio de Janeiro. Ministro Flávio Dino liberou para pauta a decisão sobre como deve se dar a eleição para esse mandato tampão no Rio de Janeiro. O tempo tá correndo, é muito improvável que sejam realizadas duas eleições diretas, uma agora até outubro e outra em outubro.

Então eles vão ter que decidir se mantém tudo como está ou se fazem uma eleição indireta, que era a primeira alternativa, mas que foi contestada pelo PSD. Segunda questão que tá para decidir, pode ser que não seja colocada na pauta até a eleição, mas que muda tudo, É a questão da validade da lei da ficha limpa. Ministro Gilmar Mendes pediu vista, não devolveu, e até aqui vai valendo as mudanças que o Congresso fez. Ou seja, nomes como Eduardo Cunha, Antony Garotinho e José Roberto Arruda podem concorrer pela regra que tá valendo, mas se fosse julgado, talvez não, porque a ministra Cármen votou pela anulação de tudo que o Congresso fez nesse caso.

Terceiro caso polêmico que ainda não se tem data para votar é a validade da lei da dosimetria das penas do Bolsonaro e dos demais condenados na trama golpista e no 8 de janeiro. Até agora não tem data para votar essa, que é outra bomba aí que colocou em lados opostos o Congresso e o Palácio do Planalto.

CACarlos Alberto Sardenberg

Bom, quando a gente pensa em algumas dessas decisões, principalmente as do TSE, mas algumas do Supremo também, né, Vera? Não vai faltar assunto para você logo mais na estreia do Viva Voz Especial Eleições 2026, hein?

?Voz C

Tem tudo isso na pauta. A gente também vai falar das convenções que aconteceram no fim de semana, Cássia, que foram aí importantes. Teve convenção do governador Tarcísio e tal. Tem a polêmica toda em Minas sobre se o Cleitinho vai ser candidato ou não. Então o tema não vai faltar. Fica o convite para os ouvintes esticarem um pouco a jornada com a gente, ficarem das 7 às 8, que é um novo horário do Viva a Voz 2, de segunda a quinta-feira.

E aí, a cada dia, a gente vai ter vários comentaristas num rodízio. Hoje comigo vai estar o Pedro Doria, que é nosso comentarista de todas as segundas-feiras, também o analista político Fábio Zambelli. A gente vai ter a Bruna Barbosa contando um pouco de bastidores dessas convenções. Então fica o convite para não só hoje, mas a partir de hoje a gente se encontrar de novo às 7 da noite, não mais às 6.

VMVera Magalhães

Então explicando, reexplicando até aqui, o ouvinte tá acostumado com o Ponto Final das 5 às 6, a Vera Veio a Voz, e depois volta o Ponto Final. Agora o Ponto Final com Débora Freire e Carolina Moran vai das 5 às 7, e a partir então das 7 entra A Vera Magalhães e seus entrevistados e seus, enfim, colaboradores, das 7 às 8.

?Voz C

É isso.

VMVera Magalhães

Começa uma nova fase. Vera, parabéns, boa sorte e sucesso nesse novo horário.

CACarlos Alberto Sardenberg

E estaremos na escuta, né, Carlos Alberto?

?Voz E

Com certeza.

CACarlos Alberto Sardenberg

Então é isso.

?Voz C

Tchau, meus queridos, até amanhã.

CACarlos Alberto Sardenberg

Um beijo. Obrigada, Vera, até mais.

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?Voz A

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