Episódios de Vera Magalhães - Viva Voz

Mendonça autoriza investigação contra Lulinha: 'Notícia não vai ser bem recebida pelo Planalto'

30 de julho de 202646min
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Vera Magalhães analisa a decisão, que atende a um pedido da Polícia Federal, que busca aprofundar as investigações sobre suspeitas de tráfico de influência.

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Participantes neste episódio6
C

Carol

HostApresentadora
V

Vera Magalhães

HostJornalista
B

Bruna Barbosa

ReporterJornalista
I

Igor

ReporterEstudante
J

João Rosa

ReporterJornalista
S

Samanta Klein

ReporterJornalista
Assuntos8
  • Investigação LulinhaAndré Mendonça · Fábio Luís Lula da Silva · Polícia Federal · STF · INSS · Antônio Camilo Antunes
  • Campanha de Flávio BolsonaroTroca de marqueteiro · Duda Lima · Confronto com Flaviano · Ricardo Nunes · Valdemar Costa Neto
  • Flávio Bolsonaro e VorcaroTrindade Cristã · PP · Rodadas Brasileirão · Voto feminino
  • Tarcisio de FreitasTarcisio de Freitas · Confronto com Flaviano · Ricardo Nunes · Ronaldo Caiado · Gilberto Kassab · Disputa de candidaturas internas do PSD
  • Situação do PT em Minas GeraisRPG de Várzea · Expansão do Republicanos na Alesp · TDAH · Michelle Bolsonaro e Alexandre de Moraes · Ronaldo Caiado
  • Crise diplomática Brasil-ParaguaiGuerra da Tríplice Aliança · Lula e Trump · Santiago Peña · Demissão Crespo São Paulo
  • Pesquisa eleitoralCeará · Ciro Gomes · Eumano de Freitas · Goiás · Enchentes Rio Grande do Sul · Candidatura Juliana Brizola · Luciano Zucco
  • Ouvidoria e formato novoViva Voz Especial Eleições · Pedro Doria
Transcrição73 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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VMVera Magalhães

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?Voz E

Vera Magalhães, boa noite, tudo bem?

VMVera Magalhães

Oi, Débora, boa noite para você e para Carol. Boa noite para os ouvintes também, para quem tá nos assistindo.

?Voz F

Oi, Vera, boa noite!

?Voz E

Pois é, Viva a Voz, último formato, último dia do Viva a Voz nesse formato antes da eleição. Mas a gente vai falar mais sobre o novo formato que já estreia na segunda-feira. Fica aí ligadinho para você saber dessa novidade. Enquanto isso, vamos à Brasília. Samanta Klein tem mais informações sobre mais uma troca de marqueteiro na campanha de Flávio Bolsonaro. Oi, Samanta!

?Voz G

Débora, Carol, Vera, boa noite. É, a campanha, portanto, fez essa troca e contratou o publicitário Duda Lima. Lembrando que o marqueteiro já trabalhou com a equipe de Jair Bolsonaro na campanha de 2022, campanha vitoriosa, reeleição. E a troca agora foi uma escolha da família Bolsonaro. Até o momento, comandavam a comunicação os publicitários Alexandre Ultramari e Eduardo Fischer. Em nota assinada pelo senador Rogério Marinho, que é o coordenador da campanha, ele afirma que as contribuições deles foram importantíssimas e valiosas nessa etapa e marcaram um momento estratégico desta campanha.

O contrato da dupla terminava hoje, portanto não foi renovado. Lembrando que essa é a segunda troca de comando da comunicação. No finalzinho de maio, Fischer e Oltamari entraram no lugar do marqueteiro Marcelo Lopes, depois daquela crise envolvendo o caso do filme Dark Horse. Quando foram reveladas as conversas de Flávio com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Lembrando ainda que Duda Lima é próximo do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ganhou projeção, claro, com o comando da comunicação de Bolsonaro, que foi reeleito, mas ele também comandou a estratégia de comunicação da campanha de Ricardo Nunes à Prefeitura de São Paulo.

Então, o entendimento também de aliados é que o objetivo agora é de alavancar essa campanha. Até resultados aí de pesquisas mostraram que é necessário fazer um reajuste, não somente confirmar uma mulher como vice na campanha, mas trazer ajustes de comunicação para buscar o segundo turno.

?Voz E

Com vocês. Aliás, Samanta, fica aí que já já a gente vai falar dessa história da possível vice de Flávio Bolsonaro. Agora, com relação à troca de marqueteiro, Vera, em política, quando algo dá errado, a culpa não é do estagiário, é sempre da comunicação.

VMVera Magalhães

Exato. É que no caso das campanhas bolsonaristas é um desafio adicional você fazer comunicação, porque eles acham que entendem, a família acha que entende de comunicação pelo fato de terem sido realmente um case de sucesso em 2018, fazendo o Jair Bolsonaro presidente da República a partir de pouquíssimo tempo de televisão, sem coligação, sem partido com muito tempo de TV e só na base das redes sociais. Então qualquer marqueteiro que entra ali é submetido a uma espécie de tentativa de intervenção na comunicação por meio dos filhos do Jair Bolsonaro.

Então Carlos Bolsonaro tem grande participação em toda a estratégia de comunicação, o Eduardo Bolsonaro a partir dos Estados Unidos também querendo opinar nessa seara, e o Alexandre Otramari, mesmo Eduardo Fischer, são profissionais experientes que vêm de muitas outras campanhas que tem ali um modo profissional de trabalhar que não condiz com esse tipo de interferência todo tempo. O Duda Lima, por ter essa proximidade com Valdemar Costa Neto, já tá mais calejado com o modus operandi e até com esse certo caos que vigora normalmente na campanha.

E a ideia de que a coisa tem que ser um pouco ali com aquela cara, cara da primeira campanha do Bolsonaro, em que tudo era meio no improviso. Pelo menos em 22 ele foi, conduziu das coisas mais ou menos assim. Mas me chama atenção, Débora e Carol, porque a gente, eu quando eu tava ainda no Roda Viva, levei o Duda Lima porque ele fez a campanha também do Ricardo Nunes em 2024. E no final daquela campanha ele foi ao Roda Viva e anunciou lá como grande novidade que nunca mais faria uma campanha política.

A gente tem até, a gente até resgatou Essa sonora, solta aí, Henrique, por favor. Pera aí, a gente tá com probleminha técnico, vai soltar a sonora já já.

?Voz C

Mas enfim, mas dessa vez eu resolvi falar porque daqui para frente eu não me considero mais um marqueteiro.

VMVera Magalhães

Você decidiu que não vai mais fazer campanha, não vai mais assinar campanha?

?Voz C

Assim, já faz um tempo que eu tô fazendo isso. Eu vou ser bem honesto com vocês, eu nunca me vi sendo um marqueteiro. Eu nunca falei, um dia eu vou fazer uma campanha para presidente da República. Não, cara, as coisas foram acontecendo. Claro, eu sou responsável pelas minhas escolhas, fui escolhendo, mas eu nunca me vi fazendo isso, né? Eu fiz uma campanha, depois outra, mas eu entrei no ramo, entrei no setor e comecei a trabalhar.

Começou a dar certo, comecei a ganhar as campanhas, e até que chegou um momento eu falei, cara, deu, né?

VMVera Magalhães

Pois é, então já temos aí uma promessa quebrada. Muita gente na época duvidou dessa coisa e muitos marqueteiros às vezes fazem isso. Eu lembro do Luiz Gonzalez, que a cada campanha dizia que era a última e na campanha seguinte do PSDB ele tava de volta pilotando ali o marketing político. Mas é isso, Duda Lima de volta ao marketing político depois de anunciar que tinha saído. Ele que fez a campanha do Bolsonaro à reeleição. Os ouvintes só queriam, ah, ele não se reelegeu, a Samanta Klein falou isso, mas fica subentendido que a campanha dele à reeleição, não pode se reeleger ou não, e fez também o Ricardo Nunes no ano passado.

?Voz F

É uma tentativa também de apaziguar o caos dentro da própria família, né, Vera? Porque esses marqueteiros que estão saindo tiveram que lidar com esse caos todo gerado pela troca de farpas entre o Flávio e a Michele Bolsonaro, né? Que acho que foi o golpe mais grave na campanha do Flávio, até Pior do que as ligações dele com o Banco Master, né?

VMVera Magalhães

Lidaram com essa sucessão de crise. Caso Master, Dark Horse, briga com a Michele Bolsonaro, a ida aos Estados Unidos que era para ser um grande feito e aí acabou meio saindo pela culatra. Então são crises repetidas com as quais os marqueteiros têm de lidar, mas que nem tudo diz respeito à comunicação, como a Débora bem disse.

?Voz E

Exato, porque se as crises continuarem, nem santo vai dar jeito, né? Quanto mais o marqueteiro.

VMVera Magalhães

Exatamente, não é tudo que o marqueteiro possa resolver, nem os coordenadores políticos também conseguem ter plena carta branca para atuar ali. A gente já tem notícias de que o Rogério Marinho, que é o coordenador político da campanha, também tá às voltas com um certo esvaziamento vindo das decisões da família Bolsonaro. Então é isso, é uma circunstância que todo mundo que resolver fazer uma campanha com os Bolsonaro vai ter de lidar.

?Voz F

Deve estar ganhando bem a Duda Lima, hein, gente? Anunciada aposentadoria, agora vai pegar esse pepino aí pela frente. Gente, deixa eu aproveitar que a Samanta continua na escuta ainda falando da campanha do Flávio Bolsonaro, porque a grande incógnita é quem será o vice na chapa de Flávio Bolsonaro. O PL queria muito trazer a senadora Tereza Cristina, o PP tinha descartado. Como é que tá essa situação agora, Samanta? Agora vai?

?Voz G

Pois é, Débora, parece que vai, pelo menos da parte da senadora. Isso porque aliados estão dizendo que ela aceitou o convite para ser candidata na vice da chapa de Flávio Bolsonaro. Mas é claro que o arranjo, ele é muito maior do que isso, porque é necessário que o PP como um todo aceite, né, seguir nessa, nessa coligação, nessa união com o PL de Flávio Bolsonaro, e também União Brasil. Por isso a Federação PP União Brasil precisa deliberar.

Então, aliados dizem que a senadora Tereza Cristina aceitou. Não foi ela ainda quem disse, mas tem essa grande possibilidade. Inclusive, o presidente Valdemar Costa Neto, presidente do PL, o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho, e até o próprio Flávio Bolsonaro trabalharam ativamente para tentar realmente consolidar essa indicação. Lembrando que ela já tinha negado em duas oportunidades E agora, segundo aliados, ela aceitou o convite.

A gente tem que ver aí nos próximos dias se realmente esse convite vai se consolidar numa vice realmente. Anteriormente ela havia dito que queria ser presidente do Senado e não vice-presidente na chapa presidencial, mas tudo indica que realmente isso mudou e as negociações continuam para tentar avançar com o PP. E União Brasil numa mesma toada.

VMVera Magalhães

Com vocês.

?Voz F

Obrigada, Samanta. Agora, Vera e Débora, o PP vinha resistindo, né, e a Federação União Brasil, até porque União Progressistas, porque tem dificuldades em determinados estados em fechar essa aliança formal com Flávio Bolsonaro, né? Como é que fica essa costura agora?

VMVera Magalhães

É, não é tão simples, né? Alguns dos principais dirigentes do União PP são do Nordeste. E no Nordeste o eleitorado faz muitas associações de candidaturas, vota para governador no nome mais do centrão ou da direita, mas vota no Lula. Então essa amarração não é conveniente para todos os estados. Na Bahia, por exemplo, seria um certo problema para o ACM Neto. Lá é um estado muito lulista. A gente viu pesquisa da Quest essa semana, o Lula com uma votação acima de 55% na Bahia.

O ACM Neto não vai querer se associar umbilicalmente ao Flávio Bolsonaro, e ele é vice-presidente dessa federação porque era o presidente do DEM, que depois por sua vez virou União Brasil, e que depois se coligou e se federou com o PP. Então nem o Ciro Nogueira, que foi ministro do Jair Bolsonaro, é um entusiasta de uma aliança. Ele é favorável a que o partido e a federação fiquem soltos para que cada estado dite o seu caminho, dite a sua estratégia.

Então terão de convencê-lo da formalização de uma aliança, que para o Flávio Bolsonaro seria ótimo, porque além de ter a Tereza Cristina Daria a ele um tempo maior de televisão. O Lula, por enquanto, só tem aliança com o PSOL e a rede, né, Federação ali, e com o PSB. Então o tempo de televisão do Flávio Bolsonaro ficaria maior, mas eu não vejo muita facilidade dessas tratativas avançarem. Se ele tivesse na frente nas pesquisas, eu acho que isso seria um atrativo para uma formalização.

Até para os republicanos também e para a federação. Mas nessa situação que as pesquisas mostram, no momento em que essa decisão tem que ser tomada, né, que agora até o prazo final das convenções partidárias, fica ali uma decisão difícil para os partidos optar por uma formalização diante desse quadro de muita pulverização e muita mistura nos estados.

?Voz E

Se a neutralidade for revestida, se realmente for, Tereza Cristina for confirmada como candidata a vice na chapa de Flávio, o que que ela traz efetivamente para campanha, Vera?

VMVera Magalhães

A coisa que ele mais precisa, né, que é o voto feminino. É a maior deficiência da campanha do Flávio Bolsonaro hoje, é entre as mulheres. É onde o Lula dá de lavada em cima dele. É uma deficiência clássica do bolsonarismo. O pai dele teve esse mesmo problema em 2018 e principalmente em 2022. E ela tentará pelo menos mitigar essa ideia que existe de que o bolsonarismo é misógino e é machista. Ela vai tentar aplacar essa impressão e aplacar o prejuízo que se agravou depois da briga dele com a Michele Bolsonaro.

Então ela pode tentar apaziguar os ânimos dentro da própria família. O agro já tá majoritariamente com o Flávio Bolsonaro, mas ela também tem uma presença muito grande no agro. E esse voto feminino principalmente seria uma sinalização de que as mulheres vão ter um espaço no governo dele, e o discurso deverá ser todo feito para mostrar isso.

?Voz F

Ainda sobre política, desculpa, Carol, pode seguir, que traz uma aura de credibilidade também, né? Porque é um nome de peso, a senadora Tereza Cristina. Os outros nomes que estavam sendo ventilados e cotados não tinham o mesmo peso dela, que é senadora, que tem essa ligação com agro. Traz um certo peso para chapa do Flávio, né, entrada dela.

VMVera Magalhães

Totalmente. Foi ministra da Agricultura, é senadora, tem uma seriedade ali ligada ao nome dela, não na época da pandemia era ministra, mas nunca embarcou naqueles discursos negacionistas em relação à ciência. Então traz uma outra roupagem, né? Apesar de ele próprio, Flávio Bolsonaro, já ter escorregado em relação a ela. Ah, ela, eu chamo ela de vovozinha porque ela tem a cara da minha avó, sendo que ela tem a mesma idade do pai dele, portanto não teria idade para ser vó dele.

Então esses escorregões que a família Bolsonaro tem em relação às mulheres, no discurso em relação às mulheres, muitas vezes. Mas isso tudo ficou ali como uma brincadeirinha, ela mesma não levou adiante. Mas sim, ela traz essa seriedade, esse lastro que a Carol tá dizendo.

?Voz E

Muito bem, vamos para o próximo tema. A Desirê Miranda tem informações em Belo Horizonte. Mais uma ameaça de baixa da família Azevedo. Desirê, boa noite.

?Voz B

Ei, Débora, boa noite para você, para Carol e para Vera. Pois é, o irmão do senador Cleitinho, ex-prefeito de Divinópolis, no centro-oeste de Minas, Gleidson Azevedo, ameaçou retirar a candidatura a deputado federal caso o Republicanos, que é o partido dos dois, se recuse a registrar o nome próprio para disputa ao governo do estado. A declaração foi dada um dia após o partido confirmar que Cleitinho não será o candidato ao governo pela sigla e assim gerar um desgaste com o senador e o grupo político dele.

Em vídeo postado nas redes sociais nesta quinta-feira, Gleidson também convocou os eleitores a pressionarem a legenda. Ele reafirmou o argumento de que Cleitinho permaneceu tanto tempo em silêncio sobre a candidatura por causa do estado de saúde do irmão mais novo, que morreu há pouco mais de 10 dias de câncer.

?Voz D

Esses dias não tá sendo fácil, não. Sinceramente, eu tô pensando em não ser mais candidato a deputado federal e largar a política. Eles não querem deixar ele ser candidato a governador. Agora eu pergunto por quê? Por que que um como irmão simples do povo, que tá liderando as pesquisas, que não vai usar fundo eleitoral, por que que ele não pode ser candidato a governador?

?Voz B

Cleitinho era o pré-candidato da legenda, mas depois da demora em se decidir e deixar de comparecer à convenção partidária, o Republicanos excluiu o senador da disputa. Imediatamente, como reação, o senador resolveu anunciar a intenção de concorrer E disse que marcou uma conversa com o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira, para convencê-lo a aceitar novamente o nome dele para a disputa. Acreditando na desistência do senador, até então, né, o Republicanos e o PL, partido que também tinha Cleitinho como candidato preferido, já teriam se comprometido com a Federação União Brasil Progressistas, que vai oficializar a candidatura do ex-deputado federal Marcelo Haro ao governo de Minas na próxima segunda-feira.

?Voz E

Debora, obrigada, Desirê, pelas informações. Parece que não tá tão fácil assim para Cleitinho rever essa decisão do Republicanos, né?

VMVera Magalhães

O que traveste a coisa toda de muita estranheza, né? Porque você abrir mão de um candidato que tem 30 e tantos por cento, que venceria todo mundo num eventual segundo turno, mostra alguma coisa que tá nos bastidores e que a gente tá tendo dificuldade de ver, porque todo mundo com quem eu converso faz aquele entróito, né? Ah, você não conhece Minas, mas— ah, você não é daqui, mas— então aparentemente precisa ter algumas informações de background mineiros que possibilitariam entender algo que tá muito nebuloso.

Mas o que eu ouço dessas mesmas fontes é que pesaram a articulação feita pelo Marcelo Haro com a cúpula do Republicanos, que também tinha ali o dedo de outros caciques do PP e do próprio Republicanos, e o fato de que o Cleitinho tem essa personalidade imprevisível, né? Ele vem ali de uma popularidade que ele angariou nas redes sociais pregando sempre para o povo. Ele se diz de direita, mas não é um bolsonarista de quatro costados, e nem aquela direita clássica que prega, por exemplo, contra a esquerda, etc.

Ele até se aproxima da esquerda em algumas pautas. Ele defende, por exemplo, o fim da escala 6 por 1, faz uma denúncia pesada ali dos privilégios dos próprios senadores, dos próprios parlamentares. Alguns dos vídeos dele que mais bombam nas redes sociais são aqueles em que ele filma o plenário do Senado vazio e fala, enquanto você tá aí na escala 6 por 1, o Senado tá aqui de folga permanentemente, 7 por 0. Aí vai na garagem, filma os carros oficiais dos senadores, diz, enquanto você tá aí pagando IPVA, porque ele tem uma grande campanha contra tributos e tal, aqui tem carro oficial para todo mundo.

Então Ele nas cúpulas, tanto do Senado quanto dos partidos, ele é uma espécie de estranho no ninho, persona não grata, faz esse perfil do outsider que é popular e se elege às custas desse perfil das redes sociais. A família toda embarcou mais ou menos nessa, nessa linha. Para ele não importa tanto, ele tem mais 4 anos de mandato. Os mandatos de senadores são de 8 anos e ele foi eleito em 2022. Mas aí a gente vai ter que ver se ele vai permanecer no partido, se vai sair.

Eu diria que essa é uma novela que ainda vai ter alguns capítulos até o seu desfecho, Carol e Débora.

?Voz E

Muito bem, a gente faz agora uma pausa, você fica com o noticiário local. Já já tem mais Viva a Voz, a gente vai falar sobre essa nova crise diplomática agora entre Brasil e Paraguai, entre outros assuntos. Fica com a gente.

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?Voz C

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?Voz E

Viva a voz de volta! E o João Rosa em Brasília tem mais detalhes sobre uma autorização de investigação do ministro André Mendonça.

?Voz D

Oi, João! Oi, Débora, boa noite para você, boa noite a todos os ouvintes aqui da CBN. Isso mesmo, a Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um inquérito para investigar o empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, por suspeita de tráfico de influência no governo federal. Esse pedido, ele já foi autorizado pelo ministro André Mendonça, que é o relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de São Paulo e confirmada pela CBN. Inicialmente, a Polícia Federal havia solicitado que o caso fosse distribuído livremente no STF. No entanto, a presidência da corte decidiu encaminhar o inquérito para André Mendonça, por entender que há ligação com as investigações sobre as fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social, o INSS. Nas últimas semanas, o ministro André Mendonça vinha cobrando ali da Polícia Federal informações sobre o andamento das apurações envolvendo Lulinha.

Segundo a PF, há suspeitas de que o empresário teria usado a influência junto ao Palácio do Planalto e ao Ministério da Saúde para intermediar acesso ao governo em troca de pagamentos. O nome de Fábio Luiz apareceu nas investigações sobre os descontos irregulares em benefícios do INSS por causa da relação dele com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado aí pela Polícia Federal como um dos principais investigados no esquema. Eu volto com vocês.

?Voz E

Obrigada, João Rosa, pelas informações. Bem, Vera, o presidente Lula já tinha dito que o filho, já tinha pedido que o filho prestasse esclarecimentos, e também numa entrevista disse que se por acaso ele tivesse devendo alguma coisa, que ele deveria responder por isso.

VMVera Magalhães

É isso que se fala sempre ali em termos retóricos, mas é diferente de uma autorização do Supremo Tribunal Federal para investigar o filho do presidente da República. Certamente essa notícia não vai ser bem recebida no Palácio do Planalto. Se questionado, ele provavelmente vai repetir essa fórmula, vai repetir algo do gênero. Mas nos bastidores é tido com grande preocupação esse, essa decisão é vista com grande preocupação porque pode gerar fatos novos que podem vir à tona no meio da campanha a respeito do envolvimento dele com o Careca do INSS, dele ou da sócia, e outras questões ligadas a esse esquema de desvio de recursos de aposentadorias e pensões.

Então, uma má notícia para o presidente Lula. É capaz de que isso deflagre no PT. É lógico que o Lula não vai vestir essa carapuça e passar esse recibo, mas o PT talvez avente a possibilidade de um ministro, André Mendonça, ter agido para prejudicar o presidente Lula pelo fato dele ter sido um ministro nomeado pelo Jair Bolsonaro. E vai aumentar a cobrança em cima dele para que, por exemplo, abra uma investigação contra o Flávio Bolsonaro no caso do Dark Horse, que é ligado ao caso do Master, do qual ele também é relator.

Ele é relator dos dois inquéritos, do inquérito do INSS e do inquérito do caso Master. Já faz alguns meses que veio à tona a troca de mensagens entre o Daniel Vorcaro e o Flávio Bolsonaro, com Flávio Bolsonaro pessoalmente pedindo recursos do Master para execução desse filme. Até aqui não tem uma investigação formal ligada ao Flávio Bolsonaro. Tem várias outras investigações do caso Master, mas não uma desse caso Dark Horse e Flávio Bolsonaro.

Então agora que ele autorizou a abertura formal de uma investigação em relação ao Lulinha no inquérito do INSS, essa cobrança por uma investigação sobre Flávio Bolsonaro no caso Master, certamente vai aparecer.

?Voz F

Só para trazer aqui o posicionamento da defesa do Lulinha, o advogado Marco Aurélio Carvalho, que atua na defesa dele, disse que considera que a Polícia Federal pediu esse novo inquérito sobre a atuação na área da saúde porque não encontrou nenhuma irregularidade envolvendo o filho do presidente nas investigações das fraudes do INSS. Palavras aí do Marco Aurélio de Carvalho: isso é pesca probatória, é algo grave. A gente vai seguir aqui para o nosso próximo assunto, que é mais uma crise diplomática aí no âmbito do Mercosul, né?

Depois da Argentina, o Brasil entrando em atrito também com o Paraguai. Igor Cardim, temos o Igor? Acho que não. É, ainda não temos o Igor Cardim. Agora essa crise aí com o Paraguai. No caso da Argentina, quem começou a treta foi o presidente argentino Javier Milei, né? Mas no caso do Paraguai, foi uma frase do presidente Lula sobre a Guerra do Paraguai, dizendo que o Paraguai invadiu o Brasil. O governo paraguaio não gostou. O Lula conversou com o presidente do Paraguai pelo telefone, mas ficou esse climão aí, né?

VMVera Magalhães

Exato. E a coisa com a Argentina continua gerando novos desdobramentos, né, Carol? Porque o presidente argentino, Javier Milei, tá ameaçando com expulsão da Argentina caso alguém critique o governo, critique o governo dele. Então as coisas estão aí ficando muito mal paradas com aquele que é o nosso principal aliado no continente, aquele com quem o Brasil tem mais negócios, mais uma relação diplomática mais próxima. Nesse caso aí do Paraguai, é uma típica situação em que o Lula desanda a falar de improviso, fala sobre coisas que não estão na pauta, que não tem a menor ligação com o dia a dia, com a conjuntura atual, gera um incidente diplomático à toa, do nada, e agora vai precisar lidar com isso quando já tem aí contenciosos com os Estados Unidos. E com a Argentina. A gente tem agora o Igor. Igor, por favor.

?Voz I

Pois era, agora vocês me escutam agora? Sim. O chanceler paraguaio Rubem Ramírez Lescano deu uma coletiva de imprensa hoje e disse que considera o gesto dessa fala do presidente Lula sobre a guerra da Tríplice Aliança como uma insatisfação diplomática. Disse que o governo paraguaio vai defender a dignidade e os interesses do país e informou que os presidentes Santiago Peña e Lula conversaram por telefone hoje sobre esse episódio.

O governo brasileiro ainda não confirmou essa conversa entre os dois chefes de Estado. O tema também teria sido tratado com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante o encontro em Lima, na posse da presidente Keiko Fujimori. A posição do país vizinho ocorre justamente, como vocês trouxeram, nessa esteira da crise diplomática entre Brasil e Argentina após as declarações de Javier Milei sobre o Brasil. Agora, só explicando ali o que o presidente disse, o presidente Lula falou em 24 de julho em uma agenda em São Paulo, afirmou que o Paraguai invadiu o Brasil, a Argentina e o Uruguai antes da Guerra da Tríplice Fronteira, da Tríplice Aliança, ao defender os investimentos na área de defesa.

Historicamente, esta fala está correta, mas as declarações provocaram uma repercussão muito forte no Paraguai, que considera o conflito como um dos episódios mais traumáticos da história. Só um adendo: hoje também a Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou uma declaração de repúdio às falas de Lula disseram que elas distorcem e minimizam a dimensão histórica da guerra para o Paraguai. Vera, Carol e Débora.

VMVera Magalhães

Obrigada, Igor.

?Voz F

E o Milei sendo super criticado, né, Vera? Você estava falando da crise com a Argentina, com essa medida aí de dificultar a imigração e tal, e entrada de quem fala mal da Argentina. Os próprios juristas argentinos estão criticando o Milei, né?

VMVera Magalhães

É, não faz muito sentido. Vai instituir uma espécie de matriagem de censura prévia para quem vai entrar no país. Enfim, tá na verdade mimetizando o que o Donald Trump fez nos Estados Unidos em alguma medida, né? Vamos para o intervalo?

?Voz E

Vamos, já já tem mais Viva a Voz, fica aí. Viva a Voz de volta. Bruna Barbosa em São Paulo tem mais informações sobre a convenção de Tarcísio de Freitas. Oi, Bruna, boa noite.

?Voz H

Oi, Débora, boa noite para você, para Carol e para Vera. Mais uma convenção chegando agora do governador Tarcísio de Freitas, vai ter a candidatura oficializada no próximo sábado, um evento marcado para acontecer na parte da manhã no Ginásio do Ibirapuera, aqui na capital paulista. Além de Tarcísio de Freitas, confirmada a presença do senador e candidato do PL à presidência Flávio Bolsonaro, do prefeito da capital Ricardo Nunes, dos candidatos ao Senado André do Prado, Guilherme de Ritchie.

Vai a chapa completa, mas Flávio Bolsonaro vem e vai discursar. Essa presença é tratada por cautela nos bastidores, especialmente entre os dirigentes do Republicanos, Muito por conta também da relação e da estratégia que tem da campanha de Tarcísio de manter uma certa distância da campanha de Flávio Bolsonaro. Embora os dois tenham tido frequentes agendas agora nesses últimos dias, eles não estão evitando essas agendas como aconteceu no passado nem tão distante assim.

A ideia agora de ter um pouquinho mais de cautela. Qual que é a avaliação dentro da campanha do governador? Tarcísio lidera com folga todas as pesquisas de intenção de voto e do outro lado a a gente tem uma campanha de Flávio Bolsonaro contaminada por muitas polêmicas. Então o receio é de que essas polêmicas alcancem o governador Tarcísio de Freitas. Por isso essa estratégia de não estarem tão juntos assim e esse pedido para Flávio Bolsonaro para que tenha um discurso um pouco mais moderado, especialmente por conta da convenção do PL no último sábado com o discurso de Milei e todas as repercussões que isso teve.

Falando rapidamente sobre o discurso do governador, ainda tá sendo desenhado, há diversas reuniões acontecendo no QG ali é da campanha de Tarcísio, entre os caciques dos republicanos, dos marqueteiros. Mas a ideia, a expectativa é de que ele apresente já alguns spoilers, um pouquinho do plano de governo dele, do que ele quer trazer para campanha, e fique na zona de conforto de Tarcísio de Freitas. Então traga para as palavras ali os temas que são para ele muito valiosos e que são vitrines dessa gestão.

Vai falar de infraestrutura, e aí vai citar Monotrilho da Linha 17, que ele conseguiu tirar do papel, vai falar da Linha Laranja, vai falar de Rodoanel e todas as outras obras que destravou, vai falar da universalização do saneamento básico. Esse é o argumento para tentar conter a crise da Sabesp, que vai ser muito usada ali pelo principal adversário, que é o Fernando Haddad do PT. Vai falar da desocupação da favela do Moinho, do fim do fluxo de drogas na Cracolândia.

Então vai citar todos esses pontos e trazer alguns detalhes do que ele espera para uma reeleição, caso ele permaneça aqui no governo de São Paulo. Há diversos aliados que são esperados. Essa deve ser uma convenção grande. Tarcísio vai bater esse martelo na convenção também, mostrar que tem apoio. Diferente de Haddad, ele deve ter um tempo aí de TV, né, de propaganda eleitoral muito grande. Então vai fazer esse martelo, vai mostrar essa conquista nessa convenção.

E há diversos líderes partidários convidados. Um foi convidado, mas não aceitou, não vai. Gilberto Kassab do PSD deve mandar um representante, assim como que aconteceu na convenção nacional do PSD no último domingo. Ali foi o inverso, Tarcísio, que não foi, mandou um representante, muito por conta de tudo que aconteceu entre os dois, daquela peça que foi divulgada nas redes sociais de Kassab, uma foto lado a lado dos dois. E aí eu entro com vocês no tal do voto Tarcísio, Tarcísio, voto unindo ali Caiado com Tarcísio.

Essa é uma estratégia de Gilberto Kassab já muito articulada nos bastidores, especialmente entre os prefeitos do interior. O PSD tem uma quantidade significativa de prefeituras aqui em São Paulo. Então Tarcísio tem usado, Caiado tem usado esse espaço para conquistar esse voto. Hoje Caiado cumpriu agenda aqui em São Paulo. Eu questionei o ex-governador sobre esse voto Tarcísio. Vamos ouvir o que ele disse.

VMVera Magalhães

Kassab, ele tem hoje a maior estrutura política no estado de São Paulo e também junto a ela a credibilidade do Tarcísio.

?Voz D

Por isso é que se juntaram duas coisas favoráveis: o apoio que tem do Kassab, do PSD, pela construção política que ele tem também aqui no estado e que tem no cenário nacional. Mas você foi específico em perguntar no voto do Tarcísio. Isto aí, o próprio Tarcísio, o próprio Kassab tem dito que esta aliança ela será vitoriosa aqui em São Paulo.

?Voz H

Bom, e não foi a primeira troca de carinhos, tá, de Caiado e Tarcísio da semana. Na segunda-feira eles estavam juntos no interior. Ah, meu grande amigo, meu colega, isso já tá rolando nos bastidores. Ele foi questionado sobre essa ausência de Tarcísio no domingo, minimizou totalmente, disse que a justificativa apresentada pelo governador foi suficiente, demonstra a a independência política de Tarcísio de Freitas.

?Voz E

BFFs, olha, o Kassab só não tá fazendo chover, né, Vera?

VMVera Magalhães

É previsível esse tipo de troca de afagos. Acontece que o Flávio Bolsonaro tá liderando em São Paulo, então o voto Tarcísio, que certamente vai acontecer, é residual, assim como é residual o voto em quem vai votar no Tarcísio e no Lula. Que é mais raro ainda, mas vai existir. Como é que é o nome do bicho do voto Tarcísio? Ah não, é algo assim, parece uma tarântula, mas com mistura de tarântula com Lula. Mas para o Tarcísio, esse é o melhor dos mundos, porque vai configurando uma situação em que ele tem mais votos que o Flávio Bolsonaro.

Ele não vai repudiar isso, o voto dos eleitores de outros presidentes. Vamos ver se ele vai ter êxito em conseguir fazer com que o seu partido entre na aliança do Flávio oficialmente. Isso tá mais difícil de conseguir.

?Voz F

Bom, vamos falar de números da Genial Quest que saíram hoje. Saíram mais 3 estados. Tem uns números aqui do Ceará. Como era de se esperar, o presidente Lula lidera com folga, né, entre os eleitores cearenses. Tá com 55% das intenções de voto contra do Flávio Bolsonaro. Quando a gente pega aí os números para o governo do estado, Ciro Gomes do PSDB tá na frente com 43% das intenções de voto, enquanto o governador Eumano de Freitas do PT aparece com 33%.

Um cenário assim, o Lula tá liderando com folga, mas esse cenário aí com o Ciro Gomes liderando com uma diferença de 10 pontos sobre o Eumano de Freitas Pode ser um problema para o PT por lá, né, Vera?

VMVera Magalhães

Exatamente. Ali tem uma série de dramas, todos para serem administrados, né? Um irmão em cada chapa, a questão toda da Michele com o Flávio Bolsonaro. Vai ser uma eleição carregada nas tintas essa do Ceará. A gente já viu em outras ocasiões situações em que o Ciro Gomes larga muito bem e vai perdendo força ao longo do caminho. E também já viu em eleições passadas o PT largando mal no Ceará, mas chegando com tração no final. Então não dá para cravar nada em relação a isso.

?Voz E

Agora, em Goiás, ou no Goiás, com aprovação de 87%, o Ronaldo Caiado, que foi governador por 2 mandatos, supera numericamente o senador Flávio Bolsonaro e também o atual presidente, o Lula. Na disputa à presidência. Caiado chega a 33% das intenções de voto no estado no primeiro turno, contra 27% de Flávio Bolsonaro. Com a margem de erro de 3 pontos percentuais, os dois estão empatados no limite. Já o petista, que busca o quarto mandato, está com 23% no levantamento, que demonstra aí um empate técnico com Flávio Bolsonaro.

VMVera Magalhães

É, ali a família Caiado tem muita vantagem. A Gracinha Caiado também lidera para Senado. O Caiado, diferentemente do Romeu Zema, liderando no estado que governou até agora, proximamente à eleição, quando teve de renunciar para concorrer à presidência. Mas tem uma brecha para um voto útil no Flávio Bolsonaro ali na reta final, porque muita gente admite ainda mudar de voto. Acho que são 56% aqueles que admitem mudar o voto ainda, dizem que o voto não está totalmente decidido.

Então No final, na reta final, um apelo a um voto útil contra o Lula pode crescer em Goiás. Já o candidato do Caiado, né, que é o seu sucessor, o atual governador, esse acho que vai ter uma vida bem tranquila. Ele dá de lavada contra também ex-governador Marconi Pirillo no segundo turno.

?Voz F

Só para a gente fechar, os números aqui do Rio Grande do Sul. Por lá, o Flávio Bolsonaro aparece com 32 contra 30% do Lula. Então, tecnicamente empatados por lá. E na corrida pelo governo do estado, a ex-deputada Juliana Brizola do PDT e o deputado federal Luciano Zucco do PL estão tecnicamente empatados. Ela lidera numericamente, tá com 24%, e o Luciano Zucco com 22%. E o vice-governador Gabriel Souza do MDB, que é o nome escolhido para sucessão do Eduardo Leite, né, aparece em terceiro, tá com 6% das intenções de voto. Eleição no Rio Grande do Sul tradicionalmente é bem embolada, né?

VMVera Magalhães

Acho que tá tudo em aberto. Ela normalmente é caracterizada por viradas, a eleição no Rio Grande do Sul. É, o próprio Eduardo Leite só ganhou na undécima hora e por um fio de cabelo em relação ao Onyx Lorenzoni. O PT já governou o estado, já governou com Olívio Dutra, já governou com o Tarso Genro. Mas tem tido dificuldades mais recentes. Então a esquerda lá enfrenta muita resistência. A gente viu como foi a candidatura da Maria do Rosário há 2 anos.

Então não daria como certa a tranquilidade de uma eleição da Juliana Brizola, que tem ali o apoio da esquerda. E acho que o governador, apesar de não tá com índices ali maravilhosos de aprovação, tem a sua gestão majoritariamente aprovada. E muita gente disse que gostaria de votar num candidato ao governo que não fosse nem lulista nem bolsonarista. Então nesse caso o candidato dele vai crescer, acho que forçosamente vai crescer com apoio da máquina e com a existência desse centro que vem ganhando as eleições lá mais recentemente.

Então acho que pode embolar tudo e chegar no final tudo muito parelho. Tá bem aberto, como tá em Minas também, como tá no Paraná. Acho que ainda tem espaço para os candidatos governistas nesses 3 estados melhorarem quando se tornarem mais conhecidos. Tanto governador Matheus Simões quanto o candidato do Ratinho lá no Paraná, quanto candidato do Eduardo Leite no Rio Grande do Sul, são ainda relativamente desconhecidos do grande eleitorado.

?Voz E

Muito bem. Bom, antes da gente encerrar, a gente prometeu para o ouvinte dar mais detalhes, né, Vera? Antecipar alguns detalhes. A gente pode deixar um pouco para amanhã também, mas segunda-feira estreia o Viva Voz Especial Eleições.

VMVera Magalhães

Exato. Hoje a gente inclusive gravou um piloto, que é como a gente chama no jargão jornalístico, um programa que não vai ao ar, mas que é feito ali para a gente já fazer uma aclimatação, para os comentaristas se entrosarem, para sentir o timing. Então eu acho que vai ter muita análise, e aí vai abrir para um leque de analistas, né? Não vai ser só a minha análise, a gente vai ter mais pluralidade de análises. Então isso vai ser legal.

Acho que a gente vai ter a possibilidade de ter vários ângulos para mesmos assuntos. Acho que isso traz para o ouvinte perspectivas diferentes e é muito bom. E vai vir no fechamento ali de todo o bloco noticioso que o Ponto Final traz com muita força. Você, Carol, vão me entregar já com as notícias dadas para o eleitor, para que a gente, eu e esse time de comentaristas, possamos analisar, destrinchar, mastigar um pouco mais. Então acho que vai ser uma sequência muito harmônica do Ponto Final para o Viva a Voz, e o ouvinte só sai ganhando.

Então eu peço para que quem nos ouve às 6 estique um pouquinho Vou contar com o trânsito das grandes cidades para ajudar vocês ficarem um pouquinho mais no rádio, ou onde vocês estiverem assistindo Ponto Final, para fechar ali esse início de noite com o viva-voz. Convido todo mundo a ouvir na segunda-feira. Vou dar um breve spoiler: o comentarista das segundas-feiras é o Pedro Doria, que você já conhece aqui falando de tecnologia.

É também colunista do Globo, é também um dos principais executivos e colunistas do Canal Meio, vai estar com a gente todas as segundas-feiras. Depois a gente entrega mais algumas outras coisas.

?Voz F

Prometemos entregar muita notícia de 5 às 7. Já estamos com saudade, hein, Vera?

VMVera Magalhães

É isso. Mas aí depois da eleição a gente forma o nosso bonde de novo.

?Voz E

Viva Voz Especial Eleições, então, a partir de segunda-feira entre 7 e 8 da noite, segunda a quinta, tá? Sextas-feiras Vera estará conosco aqui no Ponto Final, tradicionalmente 6 e quando possível trazendo sua dica musical da semana, né, Vera?

VMVera Magalhães

Com certeza, a gente vai aproveitar essa sexta para fechar nossa resenha toda e matar a saudade.

?Voz E

Beijo, até amanhã!

VMVera Magalhães

Até amanhã, ótimo jornal para vocês.

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